Teresópolis

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Município de Teresópolis
"Cidade de Teresa"
"Terê"
"Capital Nacional do Montanhismo"
"Cidade dos Festivais"
Do alto, da esquerda para direita: vista do Dedo de Deus a partir do mirante cartão-postal, na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Feirinha do Alto, Matriz de Santa Teresa, vista parcial do Centro, Lago Comary, Cachoeira dos Frades e panorama do bairro Carlos Guinle.

Do alto, da esquerda para direita: vista do Dedo de Deus a partir do mirante cartão-postal, na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Feirinha do Alto, Matriz de Santa Teresa, vista parcial do Centro, Lago Comary, Cachoeira dos Frades e panorama do bairro Carlos Guinle.
Bandeira de Teresópolis
Brasão de Teresópolis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de julho de 1891
Gentílico teresopolitano
Lema Sub Digitum Dei
(traduzido do Latim, significa:
"Sob o Dedo de Deus")
Prefeito(a) Mário Tricano (PP)
Localização
Localização de Teresópolis
Localização de Teresópolis no Rio de Janeiro
Teresópolis está localizado em: Brasil
Teresópolis
Localização de Teresópolis no Brasil
22° 24' 43" S 42° 57' 57" O22° 24' 43" S 42° 57' 57" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2014[1]
Microrregião Serrana Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2014[1]
Municípios limítrofes Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sapucaia e Sumidouro
Distância até a capital 75 km
Características geográficas
Área 770,601 km² [2]
População 174 587 hab. Estimativa para 2016[3]
Densidade 226,56 hab./km²
Altitude 871 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,730 (RJ: 23º) – alto Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/2010[4]
PIB R$ 3,554,740 mil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2013[5]
PIB per capita R$ 23,446 27 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2013[5]
Página oficial
Prefeitura www.teresopolis.rj.gov.br/

Teresópolis é um município brasileiro no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Pertence à Microrregião Serrana, localizando-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 75 km. Ocupa uma área de 770,601 km², sendo que 11,3400 km² estão em perímetro urbano. É a cidade mais alta do estado do Rio de Janeiro, portanto, é a cidade com a sede municipal mais elevada entre todas as cidades do estado, e consequentemente, uma das mais frias do mesmo.[6] Em 2016, sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 174 587 habitantes, sendo então o 18º mais populoso de seu estado e o segundo de sua microrregião.

A região onde atualmente situa-se Teresópolis era habitada no século XVI por índios timbiras, antes mesmo da chegada dos portugueses. Certo progresso foi visto quando os escravos que fugiam das plantações de cana da Baixada formaram o Quilombo da Serra. A família imperial brasileira encantou-se com as belezas deste local em suas constantes visitas feitas durante o século XIX. Neste período, George March, um português de origem inglesa, adquiriu algumas terras, onde hoje situa-se o bairro do Alto, e as transformou em uma fazenda-modelo. A partir daí, as origens de Teresópolis foram datadas. A fazenda de Santo Antônio, como foi chamada, posicionava-se no caminho que ligava a Corte Real até a província das Minas Gerais, onde o primeiro povoamento de maior importância foi formado. Após ser escolhido como ponto de repouso aos comerciantes que vinham de Minas até o Porto da Estrela, o povoado começou o seu lento processo de progressão. No início da última década deste século, mais precisamente em 6 de julho de 1891, o então governador do estado Francisco Portella elevou a freguesia à condição de município, emancipando-a de Magé e nomeando-a de Teresópolis, em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, que havia falecido dois anos antes. Desde então, a cidade se desenvolveu rapidamente, após a chegada e, posteriormente, a desativação do trem, para dar lugar à rodovia Rio-Teresópolis, que liga a cidade até a capital.

O seu centro tem uma temperatura média anual de dezenove graus Celsius[7] e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2015 foram contabilizados 85 242 veículos.[8] Contava, em 2009, com 75 estabelecimentos de saúde, tendo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,730, considerando-se assim como médio em relação ao país.

Formada por três distritos, 49 bairros oficiais e outras localidades mais afastadas do centro urbano, tem sua identidade ligada diretamente ao turismo natural, abrigando uma sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Estadual dos Três Picos, além de ser sede do Centro de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol, no bairro da Granja Comary, e de contar com outras edificações com valor histórico, cultural ou ambiental, embora muito da história não tenha sido preservada nesses monumentos.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Teresópolis" é formado pela junção do antropônimo "Teresa" com o termo de origem grega "pólis" (que significa "cidade"), significando, portanto, "cidade de Teresa". Trata-se de uma homenagem à imperatriz brasileira Teresa Cristina, esposa do segundo Imperador brasileiro D. Pedro II.[9]

História[editar | editar código-fonte]

Origens e povoamento[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos primeiros portugueses à região da atual Teresópolis, no século XVI, a mesma era habitada por índios timbiras. Em 1583, índios temiminós da tribo de Arariboia receberam uma sesmaria que incluía a atual Serra dos Órgãos. Ao longo dos séculos seguintes, portugueses foram adquirindo sesmarias na região. A mesma também passou a abrigar, no chamado "Quilombo da Serra", escravos fugidos das plantações de cana-de-açúcar da Baixada Fluminense.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A primeira descrição oficial de Teresópolis foi feita em 1788 por Baltazar da Silva Lisboa, que, em seu relato, descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí.

Vista da freguesia de Teresópolis, em meados de 1885.

A Família Imperial Brasileira encantou-se profundamente com as belezas naturais e clima desta região serrana, onde, em frequentes visitas e períodos de férias na região, descansava. As origens de Teresópolis datam, portanto, da primeira metade do século XIX, mais precisamente a partir de 1821, quando o português de origem inglesa George March adquiriu uma grande gleba e transformou-a em uma fazenda-modelo, com sua sede localizada onde atualmente encontra-se o bairro do Alto. A fazenda denominava-se "Santo Antônio" ou "Sant'Ana do Paquequer" e acabou por gerar o primeiro povoado de maior importância ao longo do caminho que ligava a Corte à província das Gerais, desenvolvendo, de maneira considerável, a sua agricultura e pecuária e o veraneio da região. Lentamente, o povoado foi se desenvolvendo e passando à categoria de Freguesia de Santo Antônio do Paquequer, através do Decreto Provincial nº 829, de 25 de outubro de 1855.[10] Todo o crescimento e posterior desenvolvimento deste pequeno núcleo se verificou no sentido Norte-Sul, isto é, os comerciantes que vinham das Minas Gerais em direção ao Porto da Estrela, nos fundos da Baía de Guanabara, passando por Petrópolis, visavam a esta região como ponto estratégico de repouso.[11]

Fundação do município[editar | editar código-fonte]

Em 6 de julho de 1891, através do Decreto 280 do então governador Francisco Portela, a freguesia foi alçada à condição de município, com sede na freguesia de Santo Antônio do Paquequer ou "Teresópolis", em homenagem à Imperatriz Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II, sendo desmembrado o seu território do município de Magé. A partir da República, graças à Lei Estadual nº43 de 31 de janeiro de 1893, a vila de Teresópolis é elevada à categoria de cidade e o Município de Teresópolis fica composto por dois distritos: Teresópolis e Santa Rita. Santa Rita, que fora criada pelos Decretos Estaduais ns 1 e 1-A de 1892, passa a se chamar Paquequer Pequeno com o Decreto Estadual nº641 de 15 de dezembro de 1938 (atualmente, chama-se Vale do Paquequer). Com a Lei Estadual nº517 de 17 de dezembro de 1901, o distrito de Sebastiana (a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão da Sebastiana do Município de Nova Friburgo, criada pelo Decreto Provincial nº1270 de 26 de novembro de 1862, toma a denominação de Sebastiana com os Decretos Estaduais ns 1 e 1-A de 1892),compreendendo a área onde localiza se o Vale Feliz e Albuquerque as divisas de Conquista e Salinas, passa a ser o terceiro distrito do Município de Teresópolis. Este último distrito chegou a tomar o nome de Nhunguaçu com o Decreto-lei Estadual nº1056 de 31 de dezembro de 1943),[10] mas atualmente é conhecido como Vale de Bonsucesso. Vale lembrar também que a mesma Lei Estadual nº43 de 1893 anteriormente mencionada também ordenava a transferência da Capital do Estado do Rio de Janeiro de Niterói para Teresópolis em decorrência da Revolta da Armada, porém antes que esta lei fosse cumprida a Lei Estadual nº50 de 30 de janeiro de 1894 ordenava a transferência da Capital do Estado para Petrópolis,[12] local de nascimento de José Tomás da Porciúncula, o então Presidente em exercício do Estado do Rio de Janeiro.

Assinatura, aos 6 de julho de 1891, do decreto de elevação de Teresópolis a cidade pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, que para ela transferiu a capital do estado por decreto de 5 de outubro seguinte.

Chegada do trem[editar | editar código-fonte]

Bairro do Alto em 1911, que marcou um dos primeiros anos do trem em Teresópolis
Várzea, centro de Teresópolis, onde já se observava certo progresso, em 1918.

Durante o século XIX, o trem foi o principal meio de transporte e se expandiu mundialmente até a segunda metade do século XX. No estado do Rio, pioneiro no transporte ferroviário no país, havia um ramal que funcionava a partir do Cais da Piedade, onde atracavam as barcas de passageiros, até o distrito de Guapimirim, passando pelo centro do município de Magé. Até 1901, a estação de Guapimirim serviu como final da linha, até que iniciaram as obras para subir a Serra dos Órgãos.[13] A expansão foi gradativa, chegando primeiro nas localidades de Barreira (1904), Miudinho (1905), Garrafão e Alto (1908), mais precisamente no dia 7 de setembro deste mesmo ano, quando todo esse trecho foi inaugurado oficialmente.[14] Até então Teresópolis tinha uma via de transportes incipiente. Anos depois, foi notado que a estrada de ferro propiciou um certo progresso da área. Em 1919, com a administração da ferrovia tomada pela Estrada de Ferro Central do Brasil, o ramal foi prolongado até uma localidade denominada como "Várzea de Teresópolis", onde foi construída uma nova estação terminal, a Estação José Augusto Vieira, em 1929. Os trens passaram a partir da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro até Magé, onde seguiam para Teresópolis pelo trajeto original.[15] Na manhã de 9 de março de 1957, o trem desce a Serra pela última vez em direção à Guapimirim, para dar lugar a um novo plano rodoviário, marcando, assim, o final de uma era.[nb 1] No mesmo ano, em 1 de dezembro, é inaugurada a Casa de Portugal de Teresópolis, por um grupo de portugueses residentes no município.[16]

Crescimento[editar | editar código-fonte]

Mirante da Fazendinha em 1950.

Como citado anteriormente, o trem foi desativado em 9 de março de 1957, alternando o fluxo de desenvolvimento no sentido Sul-Norte, com o advento da ligação rodoviária com o Rio de Janeiro, que ocorreu em 1 de agosto de 1959, após ser inaugurada a Rodovia Rio-Teresópolis pelo então presidente da república Juscelino Kubitschek. Os antecedentes desta inauguração duraram cerca de duas décadas, partindo a ideia de Armando Vieira, em 1932, que sonhava com esta ligação rodoviária.[17] A ideia foi tomando corpo até a fundação da Sociedade dos Amigos de Teresópolis, que tinha Carlos Guinle entre seus membros. Foi este grupo que deu início às obras do primeiro trecho da via, entre o Alto e o Soberbo, num total de dois quilômetros. Em 1948, estudos foram feitos para analisar a viabilidade da construção do trecho requerido, após solicitação do governo federal. A intervenção de Heleno Nunes ao almirante Lúcio Meira, ministro da viação na época, foi fundamental para aprovação do projeto e autorização da obra, que ocorreu em 1955, pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), hoje DNIT. O engenheiro Pierre Berman, auxiliado pelo irmão Raul Berman, colocaram o projeto em prática. Antes da construção do trecho da serra havia a necessidade de se acessar a cidade de Petrópolis a partir de Itaipava, numa viagem que durava cerca de três horas. A rodovia Rio-Teresópolis foi incluída como BR-4 no Plano Rodoviário Nacional, passando pela Baixada Fluminense, depois por Teresópolis, seguindo até São José do Além Paraíba e, dali, para o norte do país, num trajeto que corresponde à atual Rodovia Santos Dumont (BR-116/RJ).[18]

Duas fotografias da década de 1970 retratam o crescimento acelerado da região central de Teresópolis.

Na década posterior à inauguração da rodovia, Teresópolis já sentiu os efeitos do desenvolvimento. Em 1960, foram criados o Cine Alvorada e o Colégio Nossa Senhora do Carmo. No ano seguinte, em 21 de abril, a Academia Teresopolitana de Letras (ATL) foi fundada por Arthur Dalmasso, importante figura do município.[19] Em 1962, o Hospital São José foi inaugurado e o Clube dos Diretores Lojistas de Teresópolis (CDL), fundado. Em 1965, a primeira edição do Festival Brasileiro de Cinema foi realizada, tornando Teresópolis pioneira em festivais cinematográficos no país. Em 1966, a Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO) foi fundada. Em 6 de julho de 1968, o Clube Comary foi fundado por dez personalidades, no bairro homônimo criado por Carlos Guinle 38 anos antes.

O crescimento gradual em tão pouco tempo tornou-se desordenado. A população aumentava e habitava residências de padrão regular, muitas delas em encostas de morros próximos a área central da cidade. Como exemplo podemos citar o bairro São Pedro, principal símbolo do processo de favelização de Teresópolis, iniciado na década de 1960, período de expansão industrial, e também de tragédias na Baixada, que causaram migração daqueles que buscavam fugir daquela realidade.[20] Além de São Pedro, notava-se também que as favelas estavam se proliferando no bairro do Alto, principal de Teresópolis. Apesar de terem sido construídas 40 casas populares na área das Vidigueiras pelo prefeito Omar Magalhães, o crescimento desordenado não pode ser impedido. Este problema continuou com o passar das décadas, causado principalmente pela administração municipal. Celso Dalmaso viria a ser o segundo prefeito a construir casas populares: doze no bairro Caleme, para onde levou algumas famílias que estavam morando numa favela que surgia próximo ao Soberbo. Nessa época, a população de Teresópolis já ultrapassava os 98 mil habitantes, um crescimento de 34% em relação a década anterior. O sucessor de Dalmaso foi Mário Tricano, que no início do primeiro mandato, em 1989, prometeu casas populares à população. Daí, o processo de favelização acelerou drasticamente. Tricano construiu mais doze casas no Caleme, que se transformou em um bairro popular habitado por residências de padrão regular e irregular- mesma realidade do Matadouro e do Tiro (aglomerados subnormais dos bairros Fischer e Fazendinha, respectivamente).[21]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Teresópolis vista a partir da Pedra do Sino.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a área do município é de 770 601 km², sendo que 11,340 km² constituem a zona urbana e os 759,261 km² restantes constituem a zona rural. Está a uma distância de 75 quilômetros a norte da capital fluminense, fazendo limite com os municípios de Cachoeiras de Macacu a leste, Guapimirim ao sul, Nova Friburgo e Sumidouro a nordeste, Petrópolis a oeste, Sapucaia a norte e São José do Vale do Rio Preto a noroeste. Oficialmente, Teresópolis faz parte da Microrregião Serrana, juntamente com os municípios de Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses municípios reuniam, em 2009, um total de 497 768 habitantes.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

O seio da Mulher de Pedra é um dos pontos mais altos de Teresópolis.

No município, fisiograficamente predomina o relevo montanhoso e escarpado com vales encaixados. As unidades geológicas são basicamente constituídas de gnaisses e granitos. Os solos são predominantemente Cambissolos e Latossolos Vermelho-Amarelos nos interflúvios, enquanto nas várzeas predominam os Gleissolos e os solos aluviais.[22] O centro tem altitude média de 869 metros,[23] sendo que o ponto culminante do município está na Pedra do Sino, que atinge os 2 263 metros.[24] Além da Pedra do Sino, Teresópolis conta com outros pontos culminantes que ultrapassam os dois mil metros de altura, como a Pedra do Papudo (2 245 metros), Agulha do Diabo (2 050 metros), Pedra Branca de Neve (2 040 metros), Seio da Mulher de Pedra (2 040 metros), São João (2 030 metros) e a Torre Maior de Bonsucesso (2 000 metros). Por suas formações montanhosas, a cidade é considerada a capital nacional do montanhismo.

O Rio Paquequer banha a cidade, enquanto sua nascente encontra-se na Pedra do Sino, com 2 100 metros de altitude.[25] Dali atravessa a cidade e corre em direção norte, banhando áreas rurais, recebendo efluentes de origem industrial, doméstico e rural.[25] Desemboca no Rio Preto, um afluente do Rio Paraíba do Sul. O município pertence a Bacia Hidrográfica do Rio Paquequer, que possui cerca de 269 quilômetros quadrados de extensão, e abrange não só o distrito principal, como o Vale do Paquequer Pequeno.[26]

Clima[editar | editar código-fonte]

Termômetro registrando oito graus no Parque Regadas em um típico dia de frio.

Teresópolis possui um dos climas mais agradáveis do Brasil,[27] sendo caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com temperatura média anual de 17,7 ºC e pluviosidade média de 1 816 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril, sendo dezembro o mês de maior precipitação. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 20,8 °C, sendo a média máxima de 26,8 °C e a mínima de 16,3 °C. E o mês mais frio, julho, de 14,3 °C, sendo 20,6 °C e 9,7 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1980, a temperatura mínima absoluta registrada em Teresópolis, no Parque Nacional, foi de 1,2 °C em 17 de junho de 1973,[28] e a maior atingiu 33,5 °C em 25 de dezembro de 1968.[29] O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 182,6 mm em 4 de fevereiro de 1964. Outros grandes acumulados foram 161,6 mm em 28 de janeiro de 1961, 157 mm nos dias 12 de outubro de 1965 e 2 de abril de 1977, 156 mm em 10 de dezembro de 1976 e 151,1 mm em 28 de fevereiro de 1971.[30] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado em 22 de setembro de 1971, de 33%.[31]

Dados climatológicos para Teresópolis (Parque Nacional, 1961-1990)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 33,2 33,1 32,6 30,2 28,3 27,4 28,3 30,9 33 33,2 32,9 33,5 33,5
Temperatura máxima média (°C) 26,6 26,8 26,2 23,3 21,7 21,1 20,6 22,2 22,6 22,7 23,5 25,1 23,5
Temperatura média (°C) 20,7 20,8 20,2 17,9 15,8 14,9 14,3 15,6 16,7 17,5 18,3 19,7 17,7
Temperatura mínima média (°C) 16,2 16,3 15,6 13,6 11,4 10,5 9,7 10,9 12,2 13,4 14,2 15,4 13,3
Temperatura mínima absoluta (°C) 10,3 9,1 7,7 6,1 3 1,2 2,4 3,4 3,2 6,2 6,2 7,8 1,2
Precipitação (mm) 401,9 322,6 263,3 226,3 120,7 69,8 83,4 101,3 143,7 264,5 351,5 425,4 2 774,3
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 19 15 14 13 9 7 7 8 10 17 18 19 156
Umidade relativa (%) 86,6 85,9 86,6 88,7 87,4 86,3 85,4 83,5 84,4 87,7 88,4 87,2 86,5
Horas de sol 159,7 152,6 162,9 151,1 163,7 158,9 169,4 180,4 144,5 117 118,2 137,8 1 816,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[32][33][34][35][36][37][38] recordes de temperatura de 1961 a 1980).[28][29]

Meio ambiente e ecologia[editar | editar código-fonte]

Vista do Parque na sede de Teresópolis

A vegetação nativa pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica). Teresópolis possui uma sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que abrange também os municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis, sendo considerada a unidade máxima de preservação desse tipo de vegetação. No Parque, nas altitudes entre 100 e 1 500 metros encontramos espécies de vegetação como o baguaçu, jequitibá, canelas e canela-santa, caracterizada por suas floradas amarelas, todas atingindo até 40 m. Já acima de 2 000 m, a vegetação é representada principalmente por gramíneas e espécies que crescem sobre os rochedos. No meio dessa diversificação, encontra-se cerca de 462 espécies de aves, a maior riqueza registrada na Mata Atlântica; 82 espécies de mamíferos; 83 répteis e 102 anfíbios. Cerca de 130 espécies ameaçadas são protegidas pelo Parque. Entre os mamíferos destacam-se o muriqui (Brachyteles arachnoides), maior primata das Américas, e grandes predadores carnívoros, como o puma, ameaçado de extinção. Entre as aves ameaçadas estão a jacutinga e o tietê-de-coroa, ave endêmica da Serra dos Órgãos.

Problemas ambientais[editar | editar código-fonte]

Exemplo da deficiência estrutural da cidade de Teresópolis, onde parte dos dejetos são despejados no Rio Paquequer.

Alguns dos principais problemas ambientais que a cidade sofre são as enchentes, que no período chuvoso provocam alagamentos nas áreas mais baixas e populosas, e os deslizamentos de terra nos morros e encostas.[39] As causas destes problemas muitas vezes são as construções de residências em encostas de morros e áreas de risco, além do lixo e do esgoto despejado nos rios. Teresópolis não possui estação de tratamento de águas residuais, dessa forma o esgoto produzido na cidade é liberado diretamente para os cursos hídricos que cortam o perímetro urbano e, posteriormente, para o Rio Paquequer. As queimadas florestais destroem a mata nativa, comprometendo a qualidade do solo e prejudicando ainda a qualidade do ar, ocorrendo com mais frequência no verão. A Serra dos Cavalos é um ponto que sofre muito com as queimadas, que geralmente comprometem grande parte do seu solo.[40][41]

Em contrapartida, recorrentemente são realizados programas de arborização nos principais logradouros, além do desassoreamento dos leitos dos rios, de modo a permitir o devido escoamento da água das chuvas. O Paquequer recebeu uma atenção especial nos últimos anos, afim de evitar os tais problemas que uma cheia poderia causar.[42][43]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Foto aérea da região central de Teresópolis.

A população do município em 2010, de acordo com o IBGE, era de 163 746 habitantes, sendo o décimo nono município mais populoso do estado, apresentando uma densidade populacional de 212,49 habitantes por km².[44] Segundo o censo, 78 275 habitantes são homens e 85 471 são mulheres, sendo que 89,3% da população vive na zona urbana e 10,7% vive na zona rural.[44] Ainda em 2010, Teresópolis possuía cerca de 118 944 eleitores.[45] A população do município está em crescimento gradual. Em quatro anos, entre 2010 e 2014, a população aumentou em cerca de oito mil habitantes.[46]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Teresópolis é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,790, sendo o 23° maior de todo estado do Rio de Janeiro (em 92 municípios). A cidade possui a maioria dos indicadores médios e parecidos com os da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 13 029,25 reais e a expectativa de vida é de 77 anos para as mulheres e 69 anos para os homens.[47]

Evolução populacional de Teresópolis[48]
1940 1991 1996 2000 2007 2010 2014 2015 2016
29 594 120 709 124 563 138 081 150 268 163 746 171 482[46] 175 060 174 587[3]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Aglomerado subnormal do Rosário, que faz parte do bairro São Pedro.

Em 2010, 91,6% da população vivia acima da linha de pobreza, 5,5% encontrava-se na linha da pobreza e 2,9% estava abaixo.[49] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 64,9%, ou seja, 20 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,2%.[49] Também em 2010, 25,6% da população vivia em favelas, aproximadamente 41 mil habitantes, sendo a segunda maior parcela de habitantes vivendo em aglomerados subnormais dentre os municípios fluminenses, sendo superado apenas por Angra dos Reis (35,5%).[50]

O crescimento desordenado da cidade como um todo gerou um grande pico de construções de padrão regular, e aumentou o conceito de favelização. Entre 2000 e 2007, a cidade experimentou algumas novas dinâmicas de ocupação de espaços. Algumas regiões, entre elas os bairros Soberbo, Cascata Guarani, Quinta Lebrão e Tijuca experimentaram forte aumento de habitantes, com crescimento acima de 20%. O adensamento habitacional de áreas é visto como um desafio para as políticas públicas, em termos de atendimentos, transportes, infra-estrutura.[51]

Religião[editar | editar código-fonte]

O município de Teresópolis está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[52] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[53] A cidade possui credos protestantes ou reformados, como a Igreja Presbiteriana, e os mais diversos credos evangélicos, como a Assembleia de Deus, a Igreja Cristã Maranata, as igrejas Batistas, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial, a Igreja Universal do Reino de Deus, entre outras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de Teresópolis está composta por: católicos (42,3%), evangélicos (34,0%), pessoas sem religião (16,7%), espíritas (2,8%) e 4,1% estão divididas entre outras religiões.

Demonstração de templos e igrejas em Teresópolis
A tradicional Igreja de Santo Antônio, localizada no bairro do Alto.
Capela de Nossa Senhora de Fátima, localizada em Bonsucesso.
Templo do Movimento Hare Krishna, localizado no Núcleo Hoteleiro Vrajabhumi.
A também tradicional Igreja Matriz de Santa Teresa, localizada na Várzea.

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Teresópolis está localizada em uma república federativa presidencialista, de acordo com a Constituição de 1988. O sistema segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[54] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[55] Antes de 1930 os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos ou intendentes. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo.[56]

O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por doze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[57]) e está composta da seguinte forma:[58] duas cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas do Partido Social Liberal (PSL); uma do Partido dos Trabalhadores (PT); uma do Partido Trabalhista Nacional (PTN); uma do Partido Republicano Progressista (PRP); uma do Partido da Mobilização Nacional (PMN); uma do Partido Progressista (PP); uma do Partido Social Democrático (PSD); e uma do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Prédio da Câmara Municipal de Vereadores.
Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura Municipal de Teresópolis.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Foto aérea da região central de Teresópolis, na altura de Agriões.

Teresópolis é composta pelo distrito principal, que leva o nome do município e corresponde o perímetro urbano, além de outros dois distritos que correspondem a zona rural, Vale de Bonsucesso e Vale do Paquequer. De acordo com o IBGE, em 2010, Teresópolis era o distrito mais populoso, com um total de 146 207 habitantes, enquanto Bonsucesso e Paquequer possuíam, respectivamente, 8 828 e 3 334 habitantes.

Teresópolis foi criada a partir de um distrito com a denominação de Santo Antônio do Paquequer, no município de Magé, em 25 de outubro de 1855. Quando elevado a condição de cidade, o distrito de Santo Antônio de Paquequer passou a denominar-se Teresópolis, além de ser criado o distrito de Santa Rita e anexado ao município. Em 1901, foi adquirido o distrito de Sebastiana, do município de Nova Friburgo, e anexado ao de Teresópolis. Em divisão administrativa de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Santa Rita, Sebastiana, assim permanecendo até 1937. E então, por decretos subsequentes, os distritos adquiriram novas denominações. O distrito de Santa Rita Passou a denominar-se Paquequer Pequeno. Em 1943, o distrito de Sebastiana passou a denominar-se Nhunguaçu, assim permanecendo até 1988. Após a criação da Lei Orgânica de Teresópolis, publicada de 5 de abril de 1990, o distrito de Nhungaçu passou a denominar-se Vale de Bonsucesso e o de Paquequer Pequeno a denominar-se Vale do Paquequer, assim permanecendo em divisão territorial até os dias atuais.[59]

A Lei Municipal nº 1805 de 8 de dezembro de 1997 dividiu o município de Teresópolis em área urbana, área de expansão urbana e área rural. A área urbana se delimita, basicamente, ao distrito principal, sendo dividido em cerca de 49 bairros oficiais, além de loteamentos, áreas de aglomeração e outros bairros não oficiais. A área de expansão urbana é dividida em 17 localidades, além de ser subdividida em três núcleos: Três Córregos, Vargem Grande e Pessegueiros, e se delimita, basicamente, da área urbana, entre o segundo e o terceiro distrito. Já a área rural é compreendida pelo restante do espaço territorial, excluindo a área urbana e a área de expansão urbana, sendo dividido em quatro núcleos, dentre eles Cruzeiro, sede do segundo distrito, Nhunguaçú, Vieira e Bonsucesso, todos no terceiro distrito, tendo este último citado como sede.[60]

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE, os três bairros mais populosos de Teresópolis eram o São Pedro, que contava com 20 424 habitantes, sendo seguido pela Várzea, com 8 008, e pela Barra do Imbuí, com 7 812. Ambos estes bairros correspondem a 22,2% da população total do município.[61]

Subdivisões do município de Teresópolis
Localização População Zoneamento Superfície (km²) Densidade
Teresópolis (sede) 146 207 Urbano 11,34 12.893
Vale do Paquequer 3 334 Rural 759,26 3
Vale de Bonsucesso 8 828

Economia[editar | editar código-fonte]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Teresópolis, destaca-se a área de prestação de serviços, ou setor terciário. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2013, o PIB do município era de R$ 3 554 740 mil.[5] Desse total, 427 585 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O PIB per capita era de R$ 23 446,27 mil[5] e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda, em 2010, era de 0,75. Em 2010, 66,53% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 6,59%.

Em 2014, salários juntamente com outras remunerações somavam 749 807 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,2 salários mínimos. Havia 5 347 unidades locais e 5 154 empresas atuantes.[62]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

Lavoura na zona rural de Teresópolis, que tem grande destaque na área.

De todo o PIB da cidade 185 773 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[63] Segundo o IBGE em 2013 o município possuía um rebanho de 6 836 bovinos, 5 000 equinos, 800 suínos, 200 caprinos, 8 267 ovinos e 678 000 aves, entre estas galinhas, galos, frangos e pintinhos, além de 900 codornas.[64] Ainda em 2013 a cidade produziu 680 000 mil litros de leite, além de 20 mil dúzias de ovos de galinha e 2 000 quilos de mel-de-abelha.[64] Na lavoura temporária são produzidos principalmente o tomate (2 800 toneladas), que corresponde a 93,36% do valor da produção, a batata doce (800 toneladas) e a mandioca (150 toneladas),[65] tendo valor da produção estimado em R$ 220,74 mil (2010). Já na lavoura permanente, destaca-se a produção de tangerina (10 800 toneladas), sendo o maior produtor da fruta no estado e o sétimo maior do país,[66] além de banana (35 toneladas),[67] tendo valor da produção estimado em R$ 532,24 mil. Teresópolis faz parte do cinturão verde do Rio de Janeiro, sendo responsável pela produção da maior parte dos hortigranjeiros consumidos no estado, atraindo turistas anualmente, que visitam as zonas de produção geralmente a a partir do mês de outubro.[68]

Em 2010, Teresópolis possuía uma área plantada de 705 hectares, com percentual de 0,91% de área territorial com plantação, enquanto a média nacional era de 7,67%. A área colhida era de 765 hectares, mantendo o mesmo valor dos últimos três anos. A produtividade agrícola era de R$ 1.068,06 por hectare, inferior a média nacional, de R$ 1.075,50/ha. Em relação a média histórica, nota-se uma desvalorização de R$ 6,809,30/ha em relação ao mesmo estudo realizado cinco anos antes.[69]

Cervejaria Sankt Gallen, localizada no Alto. O setor de bebidas se destaca entre as indústrias da cidade.
A Feirinha do Alto é um grande exemplo sobre a importância que a prestação de serviços têm sobre a economia da cidade.

Indústria[editar | editar código-fonte]

A indústria em Teresópolis teve inicio com a chegada da Sudamtex, em 1965, que operava na área têxtil, situada em área nobre e gerando renda e empregos para moradores da região, funcionando até 1998. Atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 595 785 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[70] A área de bebidas se destaca, onde podemos citar a Cervejaria Petrópolis, situada na Serra do Capim,[71] a Cervejaria Sankt Gallen, situada no Alto, a Arbor Brasil, uma das maiores indústrias de bebidas do país, localizada próximo a área urbana, no bairro Meudon, onde também situa-se a Trilhas e Rumos, fabricante de equipamentos para montanhismo.

Prestação de serviço e comércio[editar | editar código-fonte]

A prestação de serviços rende 2 391 794 reais ao PIB municipal. O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB de Teresópolis, sendo o mais relevante. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2013, 5 396 unidades locais, 5 207 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 42 276 trabalhadores, sendo 34 802 pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 656 858 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,2 salários mínimos.[72] Possui um comércio bem diversificado. As feiras estão se tornando cada vez mais populares na cidade, destacando-se a FePro, Tecnohort, Festa do Produtor Rural, além de abrigar uma das maiores feiras de artesanato a céu aberto do Brasil, a Feirinha de Teresópolis ou Feirinha do Alto, que contém diversos produtos da moda feminina, infantil, móveis, uniformes, potes, bijuterias, entre outros. Em um fim de semana comum, a número de visitantes chega a dez mil. Além das feiras, no centro da cidade situa-se a Rua Francisco Sá, conhecida popularmente como Calçada da Fama, onde encontra-se uma grande concentração de lojas,[73][74] além de ser um local de intensa movimentação de pessoas.[75][76][77]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Teresópolis conta com uma infraestrutura urbana deficiente, assim como toda cidade em desenvolvimento. No ano de 2000, tinha 41 293 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 28 501 eram imóveis próprios, sendo 27 849 próprios já quitados (67,44%), 652 em aquisição (1,58%), 6 029 alugados (14,60%); 6 453 imóveis foram cedidos, sendo 4 368 por empregador (10,58%) e 2 085 cedidos de outra maneira (5,05%). 310 foram ocupados de outra forma (0,75%).[78]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital São José, um dos principais de Teresópolis.

Em 2009, o município possuía 75 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 44 deles privados e 31 públicos. Neles haviam 439 leitos para internação, 2,4 para cada 1 000 habitantes, sendo todos eles cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[79] Teresópolis conta ainda com 1 075 profissionais de saúde (6,6 para cada 1 000 habitantes), sendo 34 anestesistas, 54 cirurgiões gerais, 220 clínicos gerais, 137 ginecologistas, 19 médicos de família, 100 pediatras, 12 psiquiatras, 34 radiologistas, 91 dentistas, 74 enfermeiros, 89 fisioterapeutas, 10 fonoaudiólogos, 12 nutricionistas, 14 farmacêuticos, 11 assistentes sociais, 18 psicólogos e 248 auxiliares de enfermagem. Em 2012 o número de óbitos foi de 1 072, variando -0,46% em relação ao ano anterior, dos quais 80,72% foram registrados em hospitais.[80]

No ano de 2008 foram registrados 2 247 de nascidos vivos, sendo que 6,0% nasceram prematuros, 59,9% foram de partos casarios e 18,0% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,4% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade é de 14,0.[81]

Educação[editar | editar código-fonte]

Escola Ginda Bloch, no Alto, é uma das principais do município.

O município conta com escolas em todas as suas regiões. A população da zona rural tem fácil acesso a escolas em bairros urbanos próximos em razão da alta taxa de urbanização. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Teresópolis era, no ano de 2009, de 5,5, o décimo terceiro maior do estado;[82] valor acima ao das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil, que é de 4,0%,[83] e da capital (5,3). O município contava, em 2009, com aproximadamente 33 831 matrículas, 1 876 docentes e 190 escolas nas redes públicas e particulares. Em 2000, o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,861 (classificado como elevado), enquanto o do Brasil é 0,849.

Segundo dados da pesquisa Ibope, utilizados pelo DATASUS e Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2010 entre pessoas maiores de 15 anos de idade era de 6,50%,[84] enquanto que a taxa nacional era de 9,37%.[85]

Nos últimos anos, várias instituições de ensino superior instalaram novas unidades no município de Teresópolis, contribuindo para a mudança do seu perfil industrial para estudantil. O município abriga o Centro Universitário Serra dos Órgãos e a Universidade Estácio de Sá,[86] instituições de ensino superior particulares que oferecem diversos cursos de graduação e também cursos de pós-graduação.[87] A Universidade do Estado do Rio de Janeiro também está presente na cidade com o curso de graduação em Turismo.[88][89][90]

O município abriga também a Educação de Jovens e Adultos, que, pelo seu destaque, ganhou reconhecimento do Ministério da Educação.[91]

Educação de Teresópolis em números[92]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 3 163 191 69
Ensino fundamental 24 901 1236 105
Ensino médio 5 767 449 16

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Homicídios em Teresópolis
Ano Quantidade Ano Quantidade
2003 33[93] 2008 16[94]
2004 29[93] 2009 23[94]
2005 29[93] 2010 21[94]
2006 16[93] 2011 9[94]
2007 16[93] 2012 22[94]

Teresópolis possui uma das menores taxas de criminalidade da região. Segundo um levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, em 2013, a cidade teve a quinta menor taxa de furtos registrada em todo o estado.[95] Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 16,0 para cada 100 mil habitantes, ficando no 69° lugar a nível estadual e no 1717° lugar a nível nacional.[96] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 3,1, sendo 33° a nível estadual e o 1700° a nível nacional.[97] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 21,9 para cada 100 mil habitantes, ficando no 37° a nível estadual e no 953° lugar a nível nacional.[98]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O município conta com água tratada, esgoto (ambos serviços fornecidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), energia elétrica (fornecida pela Ampla), limpeza urbana (fornecida pela Prefeitura), telefonia fixa e telefonia celular (ambos fornecidas por empresas terceirizadas). Em 2000, 63,84% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[99] 75,01% das moradias possuíam lixo coletado por serviço de limpeza[100] e 8,25% das residências possuíam rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto 50,60% delas utilizavam a fossa séptica e 22,05% jogava seus dejetos em rios.[101]

Há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, também é feito por várias operadoras. O código de área (DDD) de Teresópolis é o 021, o mesmo da capital. O Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade segue a linha 25xxx-xxx.[102]

O município conta ainda com vários jornais locais, sendo que O Diário é o único local com circulação diária.[103] O jornal mais antigo ainda em circulação é o semanal Teresópolis Jornal. Teresópolis possui sete emissoras de televisão locais, disponíveis pela operadora a cabo RCA TV. Em relação as emissoras de televisão abertas, Teresópolis recebeu o sinal digital tardiamente, se for comparado as outras grandes cidades da região, como Petrópolis e Nova Friburgo. A primeira a implantar o sinal foi a Rede Bandeirantes, através da sua afiliada Band Rio Interior, em junho de 2014 (através da frequência 29.4/34.1).[104] A principal razão disso foi a proximidade do início da Copa do Mundo FIFA de 2014.[105] Em decorrência de ser a única emissora de televisão com sinal digital disponível na cidade, chegou a ser flagrado que os jogadores da Seleção estavam assistindo ao jogo Inglaterra-Itália pela Band, ao invés da Globo (que possui uma relação bem próxima com a CBF).[106][107] Em 25 de setembro do mesmo ano, foi a vez do SBT implantar seu sinal digital na cidade, através de sua afiliada SBT Interior RJ (frequência 35.1).[108] Cerca de um ano após receber o primeiro sinal digital, é anunciado que a Record passa a operar no município, em 10 de junho de 2015, junto com as cidades de Valença e Barra Mansa (na frequência 13.1).[109] Em 24 de Setembro de 2015, a Inter TV implantou seu sinal diginal o município através da frequência 26.1,[110] tendo previsão para desligamento do sinal analógico em 29 de Outubro de 2017.[111] Além das TVs, possuí duas rádios FM e duas AM, além de um portal de internet exclusivo da cidade, o Portal Terê, com mais de uma década de existência.

Transportes[editar | editar código-fonte]

O município possui fácil acesso à BR-116, à BR-495 e à RJ-130 (conhecida como Estrada Teresópolis - Friburgo ou Terê-Fri). O transporte coletivo é de responsabilidade da Viação Dedo de Deus, por meio das concessionárias Dedo de Deus e Primeiro de Março, que realizam o transporte de passageiros dentro da cidade. A Viação Teresópolis também mantém algumas linhas dentro do limite da cidade, mas para distritos e localidades rurais ou mais distantes do Centro, como Vieira, Mottas, Serra do Capim e Água Quente. A Viação Teresópolis também faz a ligação entre Teresópolis e as cidades vizinhas ou da área de influência, como Guapimirim e Magé. Mantém linhas intermunicipais entre Teresópolis e Rio de Janeiro, Nova Friburgo (via Conquista e Campo do Coelho), Petrópolis (via Itaipava), Sapucaia (via Aparecida), Castelo (via Madureira, de segunda à sexta, através do Terminal Menezes Cortes), Nova Iguaçu (via Duque de Caxias), Rio das Ostras, São José do Vale do Rio Preto, Vila do Peão (via Volta do Peão, distrito de Sapucaia), Carmo (via Sumidouro) e Soledade (distrito de Sumidouro). A empresa mantém ainda uma linha interestadual entre Teresópolis e Além Paraíba (via Jamapará). Na cidade também opera a Viação Salutaris, com partida diária para São Paulo. Recentemente, alguns horários de viações que se destinam a Minas Gerais e a cidades da região Nordeste - que trafegam pela BR-116 (Rio — Bahia) - passaram a entrar na cidade para embarque e desembarque (Itapemirim, Rio Doce). Teresópolis ainda conta com vários pontos de táxi, espalhados pelo centro e demais bairros.

A frota municipal no ano de 2014 era de 80 715 veículos, sendo 50 874 automóveis, 2 218 caminhões, 108 caminhões trator, 4 980 caminhonetes, 302 micro-ônibus, 15 812 motocicletas, 2 223 motonetas, 316 ônibus e três tratores de roda.[112] Apesar de possuir avenidas duplicadas e pavimentadas e semáforos que facilitam o trânsito da cidade, o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente no centro comercial,[113] onde tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar, o que vem gerando alguns prejuízos ao comércio. Em contraste disso, o número de estacionamentos pagos aumentou,[114] principalmente após a prefeitura integrar uma Ciclofaixa em um trecho conhecido como "Reta" (Avenidas Lúcio Meira e Feliciano Sodré) desde o início de julho de 2016, vista como uma opção para melhorar o trânsito da cidade, apesar de Teresópolis não ser uma cidade com condições ideais para a prática do ciclismo, devido a seu relevo acidentado e a predominância de morros,[115][116] justamente onde eram as vagas de estacionamento de carros.

Vista parcial da Várzea a partir da garagem da Viação Teresópolis, com a Rodoviária à direita.

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo em Teresópolis
Piscina na sede do Parque Nacional, um dos atrativos naturais mais procurados.

A economia de Teresópolis, assim como a das outras cidades da Região Serrana, é voltada principalmente ao turismo, com diversos atrativos naturais e urbanos. Dentre os naturais, podemos destacar a sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), criado em 30 de novembro de 1939 e atualmente gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Na área do ecoturismo, destaca-se a Serra do Subaio, onde estão localizados diversos atrativos rurais do município, que são as várias trilhas, montanhas e cachoeiras, como a Mulher de Pedra, que se destaca por se assemelhar à figura de uma mulher deitada. Além do Subaio, destacam-se também as Torres de Bonsucesso, localizadas no bairro de Bonsucesso, terceiro distrito da cidade; o Orquidário Aranda, fundado em 1985 no bairro de Quebra-Frascos, onde é exposta e comercializada uma grande variedade de orquídeas, entre espécies e híbridos; o Circuito Turístico Terê-Fri (como é conhecida a RJ-130), uma rodovia com 67 quilômetros de extensão, servindo como um grande corredor turístico da região, onde podem ser encontradas diversas pousadas e hotéis-fazenda. Através dela, tem-se acesso aos Três Picos de Salinas, importante monumento natural do Parque Estadual dos Três Picos; e a Pedra da Tartaruga, uma formação rochosa similar a uma tartaruga, local ideal para a prática de rapel e de encontro entre jipeiros.

Castelo Montebello Medieval, localizado na Várzea, destaca-se entre os atrativos urbanos.

Dentre os atrativos urbanos podemos destacar: o Castelo Montebello Medieval, que possui traços que remontam a épocas vividas pelos senhores, os quais erguiam ainda a bandeira do feudalismo, servindo como palco para as aventuras da Jovem Guarda e também para diversas confraternizações da alta sociedade local; a Colina dos Mirantes, localizada no alto do morro da Fazendinha, que permite a visualização de grande parte da região urbana do município além do maciço da Serra dos Órgãos; a Feirarte (Feira de Artesanato de Teresópolis), também conhecida como Feirinha do Alto, que existe desde 1983 e reúne artesãos de diversos ramos em mais de 700 barracas; o imponente Higino Palace Hotel, no Alto, antigo estabelecimento de luxo da era Vargas; a Igreja Matriz Santa Teresa, construída em estilo gótico, em homenagem à padroeira da cidade, Teresa D'Ávila;o Mirante do Soberbo, também conhecido como Mirante da Vista Soberba, situado na entrada da cidade, onde é possível avistar o pico Dedo de Deus, um dos marcos da região, símbolo do montanhismo brasileiro, bem como o pico do Escalavrado, a Boca do Peixe e outros pontos da Serra dos Órgãos; o Palacete Granado, onde está sediado atualmente o SESC Teresópolis, com atividades culturais e de lazer diversas, que já serviu como local de realização do Festival de Cinema Nacional (antes de ser transferido para Gramado);[117] o Palácio Teresa Cristina, atual sede da Prefeitura Municipal de Teresópolis; e a Casa de Cultura Adolpho Bloch, situada próxima ao bairro do Alto, onde são realizadas exposições e mostras de vários tipos de expressões artísticas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A Granja Comary serve como centro de treinamento para a Seleção Brasileira de Futebol em todas as suas categorias.

Teresópolis tem fama nacional por sediar a Confederação Brasileira de Futebol, onde a Seleção Brasileira treina, em uma área com mais de 150 mil metros quadrados de área verde divididos entre cinco campos e infraestrutura para atendimento aos atletas, tornando o local um dos mais modernos centros de treinamento do mundo. O vasto espaço da confederação é um ponto de atração para turistas. Além da Seleção principal, outras categorias patrocinadas pela CBF também usufruem do local, situado na Granja Comary, um dos mais belos e charmosos bairros da cidade.

Em relação ao esporte local, podemos destacar o Ginásio Pedrão, que frequentemente é utilizado para realizar eventos esportivos de futebol de salão e jiu-jitsu. Na estrutura do ginásio ainda localiza-se o Museu Municipal do Esporte, e nas imediações a Praça de Esportes Radicais Alexandre Oliveira, ao lado de Terminal Rodoviário, servindo para prática de esportes radicais, sendo considerada durante algum tempo como uma das melhores pistas de skate do Brasil, sediando até um campeonato nacional da modalidade.

O Teresópolis Golf Club (na imagem, em primeiro plano) serve como local para a prática de golfe e equitação.

Cercada por natureza, a cidade é conhecida como a capital nacional do montanhismo. Muitos teresopolitanos praticam este esporte e alguns ganharam fama internacional, como Mozart Catão, um dos maiores montanhistas brasileiros, o primeiro a escalar o Everst,[118] que morreu escalando o Monte Aconcágua, na Argentina, pela face sul, arrebatado por uma avalanche.[119][120] Lugares como o Parque Nacional são muito procurados para a prática deste esporte, principalmente por abrigar a Pedra do Sino, o ponto mais alto da Serra, além do Escalavrado, Nariz do Frade, Agulha do Diabo, Dedo de Nossa Senhora e Pedra do Elefante. Destaca-se ainda a Mulher de Pedra, localizada em Vargem Grande, bairro situado no percurso do Circuito Terê-Fri (estrada entre Teresópolis e Friburgo), fazendo parte do Parque Montanhas de Teresópolis, onde também encontramos a Pedra da Tartaruga, local ideal para a prática de rappel e ponto de encontro de jipeiros. Além do montanhismo, a equitação é um esporte muito praticado por moradores e turistas da cidade, principalmente por ter áreas propícias para sua prática.

O futebol municipal, apesar de tradicional, não possui muito destaque nos cenários estadual e nacional. Os principais clubes são o Teresópolis e o Várzea, ambos centenários, e o Barra, com mais de meio século de existência. Ironicamente, desses clubes o com maior êxito é o Barra, que já foi vice-campeão da Copa Rio de 1995, perdendo para o Volta Redonda na final. O Teresópolis é o clube que mais disputou campeonatos profissionais nos últimos anos. No entanto, a falta de apoio não permite que o mesmo se mantenha em uma divisão superior.[121][122]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Teresópolis, além de ser conhecida pelas belas paisagens naturais, é também muito diversificada em sua culinária. Restaurantes e bares movimentam a vida noturna da cidade, sendo reconhecidos e premiados pela excelência.[123] São encontrados restaurantes de culinária internacional, como francesa, italiana, portuguesa e japonesa.

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Para maiores referências sobre a história de Teresópolis, consultar ROSA, W.M. "Regularização fundiária e eficácia dos novos instrumentos: a concessão de uso especial para fins de moradia no município de Teresópolis – RJ". In: CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO URBANÍSTICO, 4., 2006, São Paulo. Anais ..., São Paulo: IBDU, 5-8, dez., 2006. Acessado em: 29 de agosto de 2013.
Gerais
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  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Área Territorial de Teresópolis/RJ». Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1 de julho de 2016). «Teresópolis » Estimativa da População 2016». Cidades@. Consultado em 18 de janeiro de 2017 
  4. «Perfil do Município de Teresópolis (RJ)». Atlas do Desenvolvimento Humano 2013. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de julho de 2013 
  5. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2013). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2013». Consultado em 4 de maio de 2016 
  6. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Rio de Janeiro». Consultado em 18 de abril de 2015 
  7. «Histórico e dados Teresópolis (em pdf)» (PDF). Agenda 21/Comperj. Consultado em 14 de janeiro de 2016 
  8. «Teresópolis, Frota 2015». Consultado em 9 de outubro de 2016 
  9. «Informações de Teresópolis». PortalFérias. Consultado em 18 de abril de 2015 
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  11. «Teresópolis: A Vila de Santo Antonio do Paquequer». Relatos de Viagem. 2009. Consultado em 23 de junho de 2016 
  12. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sinopse Estatística do Município de Teresópolis - Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. p. 5.
  13. João Emilio Gerodetti, Carlos Cornejo. As ferrovias do Brasil nos cartões-postais e álbuns de lembranças. [S.l.: s.n.] 
  14. Sylvio Prestes (Outubro de 2005). «ESTRADA DE FERRO TERESÓPOLIS». TrolleyMania. Consultado em 8 de outubro de 2016 
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