Monte Everest

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Mount Everest
A face norte do Everest.
Mount Everest está localizado em: Planalto tibetano
Mount Everest
Localização na fronteira Nepal-Tibete
Coordenadas 27° 59' N 86° 55' E
Altitude 8848,43 m (gelo)
8844 m (rocha)[1] m
(29017 pés)
Posição: 1
Proeminência 8844,43 m ou<sp />8848,13 m (gelo) m
Cume-pai: nenhum
Listas Sete cumes<sp/>8000s<sp/>Ponto mais alto de um país<sp/>Ultra
Localização Flag of Nepal.svg Nepal
 China
Cordilheira Himalaia
Primeira ascensão 29 de maio de 1953 por Sherpa Tenzing Norgay
Rota mais fácil Sul (Nepal)

Monte Everest, também conhecido no Nepal como Sagarmāthā e no Tibete como Chomolungma, é a montanha mais alta da Terra. Seu pico está a 8.848 metros acima do nível do mar. O monte está localizado na cordilheira Mahalangur Himal, no Nepal.[2][3] A fronteira internacional entre a China (Região Autônoma do Tibete) e o Nepal atravessa o ponto preciso do cume do Everest. Sua maciço inclui picos vizinhos, como Lhotse (8.516 m); Nuptse (7.855 m) e Changtse (7.580 m).

Em 1856, o Grande Levantamento Trigonométrico da Índia estabeleceu a primeira altura publicada de Everest, então conhecido como Pico XV, em 8.840 metros. A altura oficial atual de 8.848 m, conforme reconhecido por China e Nepal, foi estabelecida por uma pesquisa indiana de 1955 e posteriormente confirmada por uma pesquisa chinesa em 1975. Em 2005, a China recalculou a altura da montanha e chegou ao resultado de 8.844,43 m. Uma controvérsia entre China e Nepal a respeito da altura da montanha durou 5 anos, de 2005 a 2010. A China argumentava que ela devia ser medida pela sua altura de rocha, que é 8.844 m, mas o Nepal dizia que deveria ser medida pela sua altura de neve, que é de 8.848 m. Em 2010, um acordo foi finalmente alcançado por ambos os lados que a altura do Everest é de 8.848 m e o Nepal reconheceu a alegação da China de que a altura da rocha do Everest é de 8.844 m.[4] Em 1865, o Everest recebeu seu nome oficial em inglês pela Royal Geographical Society sob recomendação de Andrew Waugh, os Agrimensor Geral da Índia. Como não parecia haver vários nomes locais diferentes, Waugh escolheu o nome da montanha em homenagem ao seu antecessor no cargo, Sir George Everest, apesar das objeções do próprio.[5]

O Everest atrai muitos alpinistas, alguns deles experientes. Existem duas rotas principais de escalada: uma que se aproxima ao cume pela face sudeste no Nepal (conhecida como a rota padrão) e outra pela face norte no Tibete, na China. Apesar da rota padrão não colocar desafios substanciais na técnica de escalada, o Everest apresenta perigos, tais como mal da montanha, condições climáticas, vento, bem como os perigos objetivos importantes, como avalanches. Em 2016, havia bem mais de 200 cadáveres ainda na montanha, sendo que alguns deles servem até mesmo como pontos de referência.[6][7]

Os primeiros esforços registrados para alcançar o topo do Everest foram feitos por alpinistas britânicos. Como na época o Nepal não permitia que estrangeiros fossem ao país, os britânicos fizeram várias tentativas na rota pelo lado norte, no território tibetano. Após a primeira expedição de reconhecimento pelos britânicos em 1921 chegar a 7.000 m através da face norte, uma expedição de 1922 chegou até 8.320 m, marcando a primeira vez que um humano esteve acima de 8.000 metros de altura. Uma tragédia golpeou a equipe na descida, quando sete alpinistas foram mortos em uma avalanche. A expedição de 1924 resultou no maior mistério no Everest: George Mallory e Andrew Irvine fizeram uma tentativa final de chegar ao cume em 8 de junho, mas nunca mais voltaram, o que provocou debate sobre se eles foram os primeiros a chegar ao topo. Eles haviam sido localizados no alto da montanha naquele dia, mas desapareceram nas nuvens e nunca mais foram vistos, até que o corpo de Mallory foi encontrado em 1999 a 8.155 metros de altura na face norte da montanha. Em 1953, Tenzing Norgay e Edmund Hillary fizeram a primeira subida oficial do Everest usando a rota sudeste. Tenzing havia atingido 8.595 m no ano anterior como um membro da expedição suíça de 1952. A equipe de montanhismo chinesa de Wang Fuzhou, Gonpo e Qu Yinhua fez a primeira ascensão relatada do pico pelo lado norte em 25 de maio de 1960.[8][9]

Origem[editar | editar código-fonte]

Vista a partir do topo do Everest
Principais rotas de ascensão pela face norte da montanha
Principais rotas de ascensão pela face sul da montanha
Animação do terreno ao redor do Everest e de suas rotas de ascensão

O monte Everest está localizado na cordilheira do Himalaia. A cordilheira surgiu de um processo natural conhecido como Dobramentos Modernos (também conhecidos como cadeias orogênicas ou cinturões orogênicos). São estruturas geológicas que se originaram em virtude das ações do tectonismo e correspondem à formação de cadeias montanhosas, apresentando as maiores altitudes do planeta por serem relativamente jovens se comparadas a outras formações no planeta,[10] dessa forma o lento processo de erosão ainda atua sobre suas formações, diferente dos dobramentos antigos, onde os processos de erosão foram responsáveis pela formação de planaltos e bacias sedimentares.[11] O início da formação das principais cadeias de montanhas da Terra não ocorreu antes de 250 milhões de anos atrás, durante o período terciário. Estima-se que o Himalaia tenha surgido cerca 50 a 40 milhões de anos atrás, quando as massas de terra da Índia e da Eurásia, impulsionadas pelo movimento das placas tectônicas, colidiram.[12]

Medida da altitude[editar | editar código-fonte]

O Everest foi assim chamado por sir Andrew Scott Waugh, o governador-geral da Índia colonial britânica, em homenagem a seu predecessor, sir George Everest. Radhanath Sikdar, um matemático e topógrafo indiano de Bengala, foi o primeiro a identificar o Everest como a montanha mais alta do globo, de acordo com seus cálculos trigonométricos em 1852. Alguns indianos pensam que o pico deveria ser chamado Sikdar, e não Everest.

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Fotografia aérea do Monte Everest
Himalaia: detalhe das rotas de ascensão mais conhecidas do Everest.
A face norte do Everest, vista do caminho para o Campo Base Sul.
Face sul da montanha durante o nascer do sol
Everest visto a partir do Kala Patthar

O monte Everest tem duas rotas principais de ascensão, pelo cume sudeste no Nepal e pelo cume nordeste no Tibete, além de mais 13 outras rotas menos utilizadas. Das duas rotas principais a sudeste é a tecnicamente mais fácil e a mais frequentemente utilizada. Esta foi a rota utilizada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. Contudo, a escolha por esta rota foi mais por questões políticas do que por planejamento de percurso, quando a fronteira do Tibete foi fechada aos estrangeiros em 1949. Até o final de 2006, 8 030 pessoas tentaram alcançar o topo, e delas 212 não retornaram da aventura, sendo que destas, 56% morreram depois de atingir o cume.[13]

A maioria das tentativas é feita entre abril e maio antes do período das monções porque uma mudança na jet stream nesta época do ano reduz a velocidade média das rajadas de vento. Ainda que algumas vezes sejam feitas tentativas após o período da monções em setembro e outubro, o acúmulo de neve causado pelas monções torna a escalada ainda mais difícil.

Mallory e Irvine[editar | editar código-fonte]

Desde 1921, diversas tentativas de escalada foram feitas. Em 8 de junho de 1924, George Mallory e Andrew Irvine, ambos britânicos, fizeram uma tentativa de ascensão da qual jamais retornaram. Não se sabe se atingiram o pico e morreram na descida, ou se não chegaram até ele, já que o corpo de Mallory, encontrado em 1999, estava com objetos pessoais, mas sem a foto da esposa, que ele prometera deixar no pico.

A primeira ascensão até o topo foi feita pela expedição anglo-neozelandesa em 1953, dirigida por John Hunt. O pico foi alcançado em 29 de maio desse ano por Edmund Hillary e Tenzing Norgay. Em 16 de maio de 1975, Junko Tabei tornou-se a primeira mulher a alcançar o topo do Everest. A primeira ascensão sem oxigênio foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler em 1978. Em 1980, Reinhold Messner efetua a primeira ascensão solitária. No mesmo ano os poloneses Leszek Cichy e Krzysztof Wielicki realizaram a primeira acessão invernal. Em 25 de maio de 2001 Erik Weihenmayer tornou-se o primeiro alpinista cego a atingir o topo.

Desastre de 1996[editar | editar código-fonte]

Durante a temporada de escalada de 1996, 19 pessoas morreram durante a tentativa de chegar ao cume, sendo o maior número de mortes em um único ano na história do Everest. Uma tempestade impossibilitou muitos alpinistas, que estavam próximos ao cume (no escalão Hillary), de descer, matando oito pessoas em um único dia. Entre aqueles que morreram na temporada de 1996 estavam os experientes alpinistas Rob Hall e Scott Fischer, ambos liderando expedições pagas até o topo. O desastre ganhou grande publicidade, e levantou perguntas sobre a comercialização do Everest.

O jornalista Jon Krakauer, da revista Outside, era um dos clientes de Rob Hall, e em 1997 publicou o livro bestseller No Ar Rarefeito, que relata sua experiência na expedição de 1996.

O montanhista russo Anatoli Boukreev, guia contratado da expedição comercial da agência Mountain Madness, do americano Scott Fisher, publicou em 1997 o livro A Escalada, em que relata sua versão dos fatos do acidente em maio de 1996.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1841: o coronel George Everest, topógrafo-geral na Índia, nomeia temporariamente a montanha como Pico XV.
  • 1852: cálculos da Great Trigonometrical Survey levam a concluir ser a montanha mais alta da Terra.
  • 1856 O então Monte XV foi batizado de Monte Everest em homenagem ao geólogo britânico George Everest.
  • 1921: primeira expedição britânica para o Everest.
  • 1924: a 8 de junho, George Mallory e Andrew Irvine partem rumo ao pico e desaparecem na neblina. Nunca se soube se chegaram ao topo ou não.
  • 1953: na manhã de 29 de maio, o apicultor neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay chegam ao cume.
  • 1975: Junko Tabei é a primeira mulher a escalar o Everest
  • 1995: Waldemar Niclevicz e Mozart Catão são os primeiros brasileiros a atingir o cume do Everest, às 11h22 do dia 14 de maio.[14]
  • 1996: maior número de alpinistas mortos num só ano: 19.
  • 1999: o corpo de Mallory é encontrado com objetos pessoais mas sem a foto da esposa, que prometera deixar no pico.
  • 1999: em 18 de maio, João Garcia é o primeiro português a atingir o pico (e sem recursos a oxigénio suplementar), e pela Face norte. Durante a descida o seu colega de escalada e grande amigo, o belga Pascal Debrouwer, caiu numa ravina e faleceu, e João Garcia sofreu queimaduras no corpo. Foi internado num hospital de Saragoça, em Espanha, onde lhe amputaram alguns dedos das mãos e pés.
  • 2005: em junho, a dupla de amigos e alpinistas brasileiros Rodrigo Raineri e Vitor Negrete, escalam o Monte Everest, porém Rodrigo chega a 8.200m (sem auxílio de oxigênio suplementar) e sabiamente retorna, já Vitor chega ao cume pela face norte (com auxílio de oxigênio), e encontra-se no cume com a dupla de brasileiros Waldemar Niclevicz e Gustavo Irivan Burda, que escalaram a montanha pela face sudeste (via clássica nepalesa);
  • 2006: em maio, Vitor Negrete faleceu na descida do monte Everest, após ter atingido o cume sem o uso de oxigênio suplementar. Os detalhes desta tragédia estão contados no livro No Teto do Mundo, de autoria de Rodrigo Raineri, parceiro de Vitor, e Diogo Schelp. Ana Elisa Boscarioli torna-se a primeira brasileira a escalar o Everest pela face sudeste (via clássica nepalesa).
  • 2008: em maio, os brasileiros Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri (www.rodrigoraineri.com.br) conseguiram chegar ao topo do monte Everest.
  • 2010: em 17 de maio, o português Ângelo Felgueiras tornou-se o segundo português a alcançar o cume do Everest.
  • 2010: em 17 de maio, o brasileiro Manoel Morgado alcança o cume às 8 da manhã.
  • 2010: em 22 de maio, o norte-americano Jordan Romero aos 13 anos, é o mais jovem alpinista a chegar ao topo do Everest.
  • 2010: em 23 de maio, às 8h40min, a guatemalteca Andrea Cardona se torna a primeira mulher centro-americana a conquistar o topo do monte Everest.
  • 2011: em 7 de maio, os brasileiros Carlos Canellas e Carlos Santalena chegaram ao cume do Everest. Carlos Santalena aos 24 anos tornou-se o brasileiro mais jovem a atingir o topo do mundo.[15][16]
  • 2015: em 27 de setembro, o Nobukazu Kuriki desistiu de subir o Monte Everest após a amputação de nove dedos de duas mãos depois de cinco tentativas em seis anos. Caso tivesse concluído a escalada, seria o primeira ascensão depois do Terremoto no Nepal de 2015.[17]
Panorama do monte Everest visto a partir do planalto Tibetano.

Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

Até hoje foram criados vários filmes sobre Everest, um foi feito em 1998 e outro em 2015, os 2 tendo o nome de "Everest", o Everest feito em 2015 foi baseado em fatos reais. Para saber mais sobre o filme: Evereste (filme).

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Everest - Uma aventura com muitos títulos - Um trekking para a vida, Jane von Sydow, Vozes, Petrópolis-RJ, 2013.
  • No Teto do Mundo, Rodrigo Raineri com Diogo Schelp, Leya, São Paulo, 2011.
  • A morada dos deuses, Carlos Tramontina, Sá Editora, São Paulo, 2004.
  • Everest: viagem a montanha abençoada, Thomaz Brandolin, L&PM EDITORES, 2005.
  • Everest, o diário de uma vitória, Waldemar Niclevicz, Editora Record, 2002.
  • Tudo pelo Everest, Waldemar Niclevicz, Editora Saraiva, 1995.
  • Na estrada do Everest, Airton Ortiz, Editora Record, 2000.
  • No ar rarefeito, Jon Krakauer, tradução de Beth Vieira, CIA das Letras, 1997.
  • A escalada, Anatoli Boukreev e G. Weston De Walt, Editora 34.
  • A mais alta solidão, João Garcia, Dom Quixote.
  • Facing Up, Bear Grylls.
  • "Cartas do Everest", Airton Ortiz.
  • Sonhos Verticais, Manoel Morgado, Editora Artes e Oficios 2012
  • Montanha Sombria, Nick Heil, tradução de Daniel Estill, Editora Objetiva, 2012
  • Fantasmas do Everest, Hemmleb, Johnson e Simonson, Companhia das Letras, 1999

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Notícia do Website ElMundo.es El Everest mide 3,7 metros menos de lo que se pensaba hace 30 años. Acesso em 22 de fev. de 2008.
    Notícia do Website AltaMontanha.com O Everest não encolheu; a medição é que melhorou. Acesso em 15 de mar. de 2009.
  2. «Trekking in Nepal - Everest Khumbu Region». peakpromotionnepal.com. Consultado em 17 June 2016. 
  3. «The 8 of 10 Highest Mountains of the World Located in Nepal». haminepali.com. 
  4. «Official height for Everest set». BBC [S.l.: s.n.] 8 de abril de 2010. Consultado em 16 de agosto de 2016. 
  5. «Papers relating to the Himalaya and Mount Everest». Proceedings of the London Royal Geographical Society of London [S.l.: s.n.] IX: 345–351. Abril–Maio de 1857. 
  6. Rachel Nuwer. «BBC - Future - Death in the clouds: The problem with Everest’s 200+ bodies». 
  7. Rachel Nuwer (28 de novembro de 2012). «There Are Over 200 Bodies on Mount Everest, And They’re Used as Landmarks». Smithsonianmag.com. Consultado em 17 de junho de 2016. 
  8. Lewis, Jon E. (1 March 2012). «Appendix 1». The Mammoth Book of How it Happened - Everest Little, Brown Book Group [S.l.] p. 212. ISBN 978-1-78033-727-2. 
  9. «Gonpo: first Chinese atop Mount Qomolangma». CCTV. 14 de outubro de 2009. 
  10. http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/dobramentos-modernos.htm Página acessada em 22 de janeiro de 2016.
  11. http://brasilescola.uol.com.br/geografia/dobramentos-modernos.htm Página acessada em 22 de janeiro de 2016.
  12. http://pubs.usgs.gov/gip/dynamic/himalaya.html Página acessada em 22 de janeiro de 2016.
  13. «Mortes no monte Everest». 
  14. Artigo no site oficial de Waldemar Niclevicz Expedição 10 Anos do Brasil no Everest.
  15. http://www.everestnews.com/everest2011/asiateekingeverest05072011.htm
  16. http://expedicaoeverest.com.br/2011/noticias/110506-e-07-Cobertura-Especial-do-ataque-ao-cume-do-Everest/
  17. http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/alpinista-que-perdeu-nove-dedos-das-maos-desiste-de-alcancar-topo-do-everest.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Os catorze picos com mais de oito mil metros de altitude
Everest
1. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Everest 8 844 m
2. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg K2 8 611 m
3. Flag of India.svg Flag of Nepal.png Kanchenjunga 8 586 m
4. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Lhotse 8 516 m
5. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Makalu 8 462 m
6. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Cho Oyu 8 201 m
7. Flag of Nepal.svg Dhaulagiri 8 167 m
8. Flag of Nepal.svg Manaslu 8 156 m
9. Flag of Pakistan.svg Nanga Parbat 8 125 m
10. Flag of Nepal.svg Annapurna 8 091 m
11. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Gasherbrum I 8 068 m
12. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Broad Peak 8 047 m
13. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Gasherbrum II 8 035 m
14. Flag of the People's Republic of China.svg Shishapangma 8 013 m
Imagem: Parque Nacional de Sagarmatha O Monte Everest está incluído no sítio Parque Nacional de Sagarmatha, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg