Região Autônoma do Tibete

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Nota: Este artigo é sobre a Região Autônoma do Tibete; para a região étnica e cultural; veja Tibete
西藏自治区/ Tibet Autonomous Region name.svg
Região Autónoma do Tibete
Hino nacional: Marcha dos Voluntários
Gentílico: Tibetano

Localização  Região Autônoma do Tibete

Capital Lassa
39°55′N 116°23′L
Cidade mais populosa Lassa
Língua oficial Tibetano1
Mandarim Chines
Governo Provincial comunista
 - Secretario-Geral Chen Quanguo
 - Chairman Losang Jamcan
Estabelecimento  
 - Declarada Provincia da China 5 de novembro de 1913 
Área  
 - Total 1 228 400 km² 
 - Água (%) 2,8
População  
 - Estimativa de 2010 3 002 166[1] [2] hab. 
 - Densidade 2,2 hab/km² hab./km² 
PIB (base PPC) Estimativa de 2013
 - Total US$ 19 017 bilhões (31.º)
 - Per capita US$ 6 138 (28.º)
IDH (2013) 0.569[3]  (81.º) – médio
Moeda Renminbi (Yuan) (RMB¥)
Fuso horário (UTC+6)
 - Verão (DST) +6
Cód. ISO TIB
Cód. Internet .cn
Cód. telef. +86
Website governamental www.Xizang.gov.cn

A Região Autônoma (português brasileiro) ou Autónoma (português europeu) do Tibete (em tibetano: Tibet Autonomous Region name.svg; Wylie: Bod-rang-skyong-ljongs; no chinês simplificado: 西藏自治区; chinês tradicional: 西藏自治區, pinyin: Xīzàng Zìzhìqū) é uma região autônoma com estatuto de província da República Popular da China (RPC), criada em 1965 na região histórica do Tibete.

Dentro da RPC, o Tibete costuma ser identificado com a região autônoma, que inclui praticamente metade da região etnocultural do Tibete, incluindo as tradicionais províncias de Ü-Tsang e a metade ocidental de Kham. Suas fronteiras coincidem aproximadamente com a zona de controle do governo do Tibete antes de 1959. A Região Autônoma do Tibete é a segunda maior divisão administrativa a nível de província do país, ocupando um total de 1.200.000 quilômetros quadrados.

Ao contrário de outras regiões autônomas chinesas, a grande maioria dos habitantes pertence à etnia local; como resultado, existe um amplo debate sobre a extensão da autonomia de fato da região. O governo chinês argumenta que o Tibete goza de autonomia integral, tal como garantida pelos artigos 112-122 da Constituição da República Popular da China, bem como da Lei sobre a Autonomia Étnica Regional da República Popular da China, enquanto diversas organizações de proteção aos direitos humanos acusam o governo chinês de perseguir e oprimir a população local.[4]

A Administração Central Tibetana, comumente descrita como o Governo Tibetano no Exílio, e chefiada pelo Dalai Lama, considera a administração do Tibete pelo governo chinês como uma ocupação militar ilegítima, mantendo que o Tibete é uma nação soberana distinta, com uma longa história de independência.[5] Atualmente, no entanto, o Dalai Lama não afirma buscar a independência completa do Tibete, aceitando-o na condição de ser uma região genuinamente autônoma da República Popular.

Em 2012 será iniciada a construção do aeroporto mais alto do mundo na região, em Nagqu, situado a 4.436 metros de altitude.[6]

Referências

  1. «Tibet's population tops 3 million; 90% are Tibetans». News.xinhuanet.com. 4 May 2011. Consultado em 11 October 2011. 
  2. 张军棉 (10 June 2011). «Top 10 least populous Chinese regions». China.org.cn. Consultado em 11 October 2011. 
  3. 《2013中国人类发展报告》 (PDF) (em chinês). United Nations Development Programme China. 2013. Consultado em 14 May 2014. 
  4. [1]
  5. Ver Debate sobre a soberania tibetana.
  6. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1026639-china-inicia-em-2012-obras-do-aeroporto-mais-alto-do-mundo.shtml

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Hannue, Dialogues Tibetan Dialogues Han, ISBN 978-988-97999-3-9
  • Sorrel Wilby, Journey Across Tibet: A Young Woman's 1900-Mile Trek Across the Rooftop of the World, Contemporary Books (1988), ISBN 0-8092-4608-2.

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