Estação Benjamin do Monte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Benjamim do Monte
A Estação Benjamim do Monte em 2010.
Informações
Benjamim do Monte está localizado em: Baixada Fluminense e parte da cidade do Rio de Janeiro
Benjamim do Monte
Localização da Estação Benjamim do Monte
Endereço Rua Campo Grande, S/N
Inhoaíba - Rio de Janeiro, RJ
Coordenadas 22° 54' 22.50" S 43° 34' 53.57" O
Administração Logo da SuperVia.svg SuperVia (1998-)
Uso Atual Estação de trens metropolitanos
Código RJ-3095
Sigla BME
Linha Linha Santa Cruz
Estrutura Superfície
Níveis 1
Plataformas 2
Outras Informações
Inauguração 12 de janeiro de 1971 (48 anos)
Movimento
Passageiros (2018) Aumento 644.000[1]
Próxima Estação
Sentido Centro
Sv-vgreenlinecontshort.svg Sv-vredlinecontshort.svg
Sv-vgreeninterleft.svg Sv-vredintertoptermesp2.svg Campo Grande
Sv-vgreenstation.svg Benjamin do Monte
Sv-vgreenstation.svg Inhoaíba
Sv-vgreenlinecontshort.svg
Sentido Santa Cruz

Benjamin do Monte é uma estação de trem da Zona Oeste do Rio de Janeiro, localizada no bairro de Inhoaíba.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O projeto para a construção da estação Benjamin do Monte foi apresentado pela Comissão de Transportes Ferroviários Suburbanos da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em 1966, sendo parte de um amplo programa de 230 bilhões de cruzeiros em melhoramentos da RFFSA nas linhas da Central do Brasil.[3] No dia 14 de abril daquele ano a RFFSA lançou o edital 03/66-CTFS/DEC visando a construção da estação Benjamin do Monte, no quilômetro 42+800 do Ramal Santa Cruz da Estrada de Ferro Central do Brasil.[4] Iniciadas em 1966, as obras transcorreram de forma lenta. A estação foi inaugurada em 12 de janeiro de 1971.[5][6]

A implantação da estação acabou atraindo a multinacional Ishikawajima do Brasil Estaleiros (Ishibrás), que inaugurou em 25 de janeiro de 1974 uma fábrica de equipamentos navais ao lado da estação-incluindo um ramal ferroviário.[7] Nos anos 1990, acabou desativada e a área de 260 mil m2 atualmente abriga a construção de um empreendimento habitacional da empresa MRV Engenharia.[8] Outra empresa que se instalou ao lado da estação foi a filial brasileira da Plasser & Theurer em 1983, indústria austríaca especializada em equipamentos ferroviários.[9]

Em 1975, um choque entre dois trens na estação de Benjamin do Monte causou a morte de uma passageira e ferimentos em outros 8 passageiros.[10]

Construída à "toque de caixa", a estação era considerada de estrutura defasada pela CBTU (empresa sucessora da RFFSA na gestão dos trens urbanos do Rio de Janeiro). Em 1985 a empresa anunciou um projeto de modernização da estação (que acabou não saindo do papel).[11]

Desde 1998 é administrada pela concessionária SuperVia.[12]

Plataformas[editar | editar código-fonte]

Plataforma 1A: Sentido Santa Cruz
Plataforma 2B: Sentido Central do Brasil
Plataforma 2C: Não é utilizada

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Benjamim do Monte nasceu no Rio de Janeiro em 10 de maio de 1888. Após formar-se em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1905, ingressou no ano seguinte na Estrada de Ferro Central do Brasil onde atuou inicialmente como auxiliar da 6ª Divisão. Na década de 1930 comandou os trabalhos de eletrificação da Central.[13] Requisitado pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, atuou em diversas comissões. Em 1947 foi nomeado diretor-presidente da Fábrica Nacional de Motores (FNM).Na gestão da FMN, assinou um contrato com a empresa italiana Alfa Romeo para a produção do caminhão AR-900. Isso possibilitou a FNM se tornar uma importante fabricante de veículos pesados no Brasil.[14] Benjamin do Monte faleceu em 8 de fevereiro de 1951.[15]

Referências

  1. «Fluxo de passageiros, embarcados por dia, no subsistema do sistema ferroviário entre 1995-2018». Data Rio-Instituto Pereira Passos. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  2. «Benjamin do Monte». SuperVia. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  3. «Cr$ 230 bilhões para melhorar transportes suburbanos do Estado». O Jornal, ano XLVII, edição 13853, página 7/. 4 de novembro de 1966. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  4. Rede Ferroviária Federal (14 de abril de 1966). «Edital de Concorrência». Jornal do Commercio, ano 139, edição 161, página 2-rodapé/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 6 de outubro de 2019 
  5. Rede Ferroviária Federal (1972). «Obras Diversas: Armazéns e estações». Relatório Anual, 1971, página 14/Memória Estatística do Brasil-Biblioteca do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro. Consultado em 6 de outubro de 2019 
  6. «Plantão DN: Estação». Diário de Notícias, edição 14786, página 10/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 10 de janeiro de 1971. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  7. «Ishibrás inaugura fábrica em Campo Grande». Jornal do Brasil, ano LXXXIII, edição 290, página 15/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 25 de janeiro de 1974. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  8. Geraldo Ribeiro (11 de julho de 2019). «Zona Oeste do Rio tem contraste entre trecho de ciclovia abandonado pela prefeitura e outro recuperado por construtora». Extra-RJ. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  9. «História». Plasser do Brasil. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  10. «Trem colide com outro parado e mata passageira». Diário de Notícias, Ano XLVI, edição 16478, página 1/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 4 de dezembro de 1975. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  11. «Trem suburbano custará Cr$ 600 amanhã, mas dará desconto para 5 viagens». Jornal do Brasil, ano XCV, edição 235, página 4/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 29 de novembro de 1985. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  12. «História». SuperVia. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  13. «Corpo de engenheiros eletrificação da Estrada de Ferro Central do Brasil». Revista das Estradas de Ferro, ano XV, edição 288, página 1656/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 10 de julho de 1937. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  14. «Jânio e Getúlio». Correio da Manhã, ano LVII, edição 19984, página 2/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 21 de janeiro de 1958. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  15. «Dr. Benjamin do Monte:faleceu ontem nesta capital». Correio da Manhã, ano L, edição 17759, página 2/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 9 de fevereiro de 1951. Consultado em 7 de outubro de 2019 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Estação Benjamin do Monte