Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Poli
Escola Politécnica
Escola Politécnica da UFRJ.gif
Universidade Minerva UFRJ.jpg UFRJ
Fundação 17 de dezembro de 1792 (224 anos) (Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho)
Tipo de instituição Unidade acadêmica
Diretor João Carlos dos Santos Basílio [1]
Graduação 4 631 (Em 2010)
Pós-graduação 1 280 (Em 2010)
Localização Rio de Janeiro, RJ Brasil
Campus Cidade Universitária
Site poli.ufrj.br

A Escola Politécnica (Poli ou EP) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fundada em 1792, é a sétima escola de engenharia mais antiga do mundo e a mais antiga das Américas, assim sendo, a primeira instituição de ensino superior do Brasil. É considerada uma das melhores instituições da América Latina no ensino da engenharia. Está localizada no prédio do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária, Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Prédio em que funcionou a Escola Nacional de Engenharia no Largo de São Francisco de Paula. Atualmente é sede do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e do Instituto de História.

Em 1792, o vice-Rei D. José Luís de Castro, Conde de Resende, assinou os estatutos aprovando a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho do Rio de Janeiro, segundo o modelo da Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho de Lisboa, iniciando o ensino de disciplinas que seriam a base da engenharia no Brasil.

Mais tarde, já em 4 de dezembro de 1810, o Príncipe Regente (futuro Rei D. João VI) assinou uma lei criando a Academia Real Militar que veio suceder e substituir a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, e de onde descende, em linha direta, a famosa Escola Polytechnica do Rio de Janeiro, posteriormente chamada de Escola Nacional de Engenharia, alterada em seguida para Escola de Engenharia e, em outubro de 2004, voltando a ser a Escola Politécnica, agora vinculada à UFRJ.

A UFRJ foi formada pela reunião das seculares unidades de ensino superior já existentes no Rio de Janeiro: a Faculdade Nacional de Medicina, antiga Academia de Medicina e Cirurgia, criada em 1808 por D. João VI; a Escola Politécnica, continuação da Escola Central, e a Faculdade de Direito, todas com vida autônoma.

A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Brasil representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país. Uma vez que a tradição desses cursos pioneiros que constituíram o que hoje é a UFRJ conferiu-lhe o papel de celeiro dos professores que, posteriormente, implantaram os demais cursos profissionais de nível superior no Brasil.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Minerva, símbolo da UFRJ, no jardim do Centro de Tecnologia.
Hall do bloco A do Centro de Tecnologia.

A Escola Politécnica, juntamente com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE), a Escola de Química (EQ) e o Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA) são as unidades e órgãos suplementares que constituem o Centro de Tecnologia (CT).

De particular complexidade são as relações institucionais entre a Poli e a COPPE. Emboras sejam duas unidades distintas, a primeira tendo como missão principal o ensino de graduação em Engenharia e a segunda os cursos de pós-graduação, ambas partilham mais 70% do corpo docente, laboratórios e instalações (*carece de fontes*). A rigor, em todos os cursos de graduação ou pós-graduação que ministram há professores de ambas as instituições, mas a responsabilidade administrativa pelos cursos de pós-graduação é da COPPE e dos cursos de graduação é da Poli. Cada unidade, por sua vez, se divide em departamentos que são as menores instâncias administrativas na UFRJ.

Departamentos[editar | editar código-fonte]

A Escola Politécnica da UFRJ tem 12 departamentos que, em sua estrutura, são os responsáveis pelas mais de 600 disciplinas oferecidas anualmente aos seus alunos. São os seguintes:

  • Departamento de Construção Civil (DCC)
  • Departamento de Engenharia Elétrica (DEE)
  • Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação (DEL)
  • Departamento de Engenharia Industrial (DEI)
  • Departamento de Engenharia Mecânica (DEM)
  • Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (DMM)
  • Departamento de Engenharia Naval e Oceânica (DENO)
  • Departamento de Engenharia Nuclear (DEN)
  • Departamento de Engenharia de Transportes (DET)
  • Departamento de Expressão Gráfica (DEG)
  • Departamento de Estruturas (DES)
  • Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (DRHIMA)

Ensino[editar | editar código-fonte]

Corredor do Centro de Tecnologia.
Jardins entre blocos no Centro de Tecnologia.
Restaurante no Centro de Tecnologia.

Graduação[editar | editar código-fonte]

A Escola Politécnica, no nível de graduação, ministra cursos que conferem aos concluintes o título de Engenheiro, em 13 diferentes modalidades de Engenharia. A opção por esses cursos se dá pelo aluno ao fazer sua inscrição para o exame de admissão. No entanto, é possível o ingresso também no curso de Ciclo Básico, no qual os alunos fazem dois anos de disciplinas comuns às diversas modalidades, escolhendo aquela que desejam ao final desse período. Os cursos oferecidos são:

Adicionalmente, o curso de Engenharia Civil permite que o aluno, em seu último ano de estudos, escolha entre cinco diferentes ênfases: Construção Civil, Transportes, Estruturas, Hidráulica e Saneamento e Mecânica dos Solos.

A Poli também oferece o curso de graduação em Nanotecnologia com três ênfases (Física, Materiais e Bionanotecnologia), juntamente com o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), com o Instituto de Física da UFRJ (IF) e com o Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA).[2]

Pós-Graduação[editar | editar código-fonte]

A Escola Politécnica criou em 2008, três Programas de pós-graduação que oferecem cursos de mestrado profissional, que conferem aos seus concluintes o título de Mestre. São eles:

  • Programa de Engenharia Ambiental
  • Programa de Engenharia Urbana
  • Programa de Projeto de Estruturas

Os demais programas de pós-graduação em engenharia da UFRJ são subordinados ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE).

Vagas[editar | editar código-fonte]

A Escola Politécnica oferece para os concursos de acesso 900 vagas (2011) distribuídas entre seus diferentes cursos de graduação. E esse número ainda está em expansão. Foi a seguinte, a evolução no número de vagas nos últimos anos: 750 (2004); 850 (2007); 870 (2009); 890 (2010); 900 (2011). No início de 2010 havia 4 631 alunos ativos, além dos 180 alunos dos cursos de mestrado profissional e os cerca de 1 100 alunos da pós-graduação latu sensu.

Engenheiro Eminente[editar | editar código-fonte]

A publicação de trabalhos acadêmicos que mais contribuem para o desenvolvimento da Escola Politécnica é homenageada com o título de "Professor Engenheiro Eminente", sendo a seguinte a lista dos professores que receberam o título:

  1. «Direção da Escola Politécnica da UFRJ». Consultado em 28 de maio de 2014 
  2. «Nanociência e Nanotecnologia: Sobre o Curso». Consultado em 1 de julho de 2014 
  3. «Mini-currículo de Francis Bogossian» (PDF). Mini-currículo do Acad. Francis Bogossian. Academia Nacional de Engenharia. Consultado em 12 de agosto de 2016 

(2004)

Alunos ilustres[editar | editar código-fonte]

  • Joaquim Levy - Eng. Naval, ex-Ministro da Fazenda para o segundo mandato da presidente Dilma Rouseff [1]
  • Afonso Henriques de Lima Barreto - Estudou engenharia, mas devido a doença do pai não pode concluir o curso, vindo a abandonar, porém o Brasil ganhou um dos seus maiores escritores, Lima barreto escreveu livros geniais como O Triste Fim de Policarpo Quaresma.
  • Antônio Pereira Rebouças Filho - Eng. Militar, 1858, Engenheiro, Professor
  • André Rebouças - Eng. Militar, 1858, Engenheiro, abolicionista
  • Francisco Pereira Passos - Eng. Civil, 1856, Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro
  • Benjamin Constant Botelho de Magalhães - Eng. Civil, 1856, Professor, político com participação na Proclamação da República, Ministro da Guerra, Ministro da Instrução Pública
  • José Maria da Silva Paranhos - Eng. Civil, Diretor da Escola Politécnica, político, senador, várias vezes ministro, Presidente do Conselho de Ministros
  • Paulo de Frontin - Eng. Civil, Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro
  • Clóvis Pestana - Eng. Civil, Prefeito de Porto Alegre, Ministro dos Transportes
  • Antônio Dias Leite Júnior - Engenheiro, 1941, Professor, Presidente da Vale do Rio Doce, Ministro das Minas e Energia
  • Maurício Joppert da Silva - Eng. Civil, Professor, Ministro dos Transportes
  • Ernâni do Amaral Peixoto - Engenheiro, Governador do Estado do Rio de Janeiro, Ministro dos Transportes
  • Mário Henrique Simonsen - Eng. Civil, 1957, Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento
  • César Cals - Eng. Civil, militar, político, governador do Ceará, Ministro das Minas e Energia
  • Maurício Tiomno Tolmasquim - Eng. Produção, 1981, Ministro das Minas e Energia
  • Jorge Paes Rios - Eng. Hidráulico e Sanitarista, 1970. Professor, Superintendente de Recursos Hídricos do Est. do Rio de Janeiro.
  • Jorge Lóssio presidente da Comissão de Melhoramentos e Embelezamento de Porto Alegre e Diretor Geral de Obras Públicas do estado do Rio de Janeiro.
  • Carlos Brito - Eng Mecânica[2], 1994, CEO mundial da Anheuser-Busch InBev
  • Fabio Coelho[3] - Eng Civil, 1995, CEO Brasileiro da Google
  • Antonio Maciel Neto[4] - Eng Mecânica, 1995, CEO Brasileiro da FOR
  • Sergio Leite [5] - Eng Metalúrgica, 1975, Vice-Presidente da USIMINAS

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]