Instituto de Microbiologia Paulo de Góes

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Instituto de Microbiologia
Paulo de Góes
IMPG
Logo IMPG - UFRJ.PNG
Universidade Minerva UFRJ.jpg UFRJ
Fundação 1950 (67 anos)
Tipo de instituição Unidade acadêmica
Localização Rio de Janeiro, RJ Brasil
Campus Cidade Universitária
Site microbiologia.ufrj.br

O Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Localiza-se no prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Cidade Universitária, Rio de Janeiro.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A história do Instituto de Microbiologia (IM) tem seu início em 1946, na Universidade do Brasil*. Os primeiros passos foram dados pelo professor Paulo de Góes (1913-1982), idealizador e criador do Instituto que atualmente leva seu nome em homenagem.

        Paulo de Góes era médico por formação. Ocupava inicialmente o cargo de professor catedrático de Microbiologia na Escola de Enfermagem Anna Nery e, a partir daí, começou seu trabalho de liderança na formação de microbiologistas. Também ocupou as cátedras de Microbiologia nas faculdades de Farmácia e Medicina.

       Para atender as três instituições com seus encargos, Paulo de Góes empenhou-se em reunir as três equipes em um só local que ficou conhecido como Pavilhão da Microbiologia (Urca, 1950). Ali os alunos passaram a assistir as aulas teóricas e práticas sob a coordenação do Prof. Paulo de Góes.

      O sucesso do ensino e da pesquisa do pavilhão chamou a atenção de outros professores e pesquisadores. Em pouco tempo a equipe da cátedra de Microbiologia da faculdade de Odontologia também integrou-se ao grupo em ascensão.

      O trabalho administrativo envolvendo as quatro cátedras precisava acomodar múltiplos interesses, tanto de natureza docente quanto discente. A solução encontrada foi dar à organização do pavilhão a conotação de unidade acadêmica autônoma, entretanto, este processo precisava de um regimento e de sua aprovação no Conselho Universitário.

      Para isso, o Prof. Paulo de Góes contou com o incentivo e colaboração de Dona Risoleta, sua esposa, que era exímia datilógrafa e, assim, foi elaborado todo o regimento da unidade nascente que passou a ser chamada de Instituto de Microbiologia. Em função dos quatro grupos reunidos, com diferentes graduações, surgiram as cátedras de Microbiologia Geral, Microbiologia Médica, Imunologia e Virologia.

      Nesse período, Paulo de Góes passou a dedicar-se à Virologia, mas sempre pensando no crescimento da unidade como um todo. Com financiamento das fundações americanas Rockefeller, Kellog’s e Ford, os trabalhos de pesquisa no IM ganharam nova conotação, grande parte em razão da liderança do Prof. Paulo de Góes que fazia parte da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde e de várias outras organizações internacionais. No Brasil, era membro da Academia de Medicina e de Ciências.

     Em 1963 o IM iniciou o ensino de Pós-graduação stricto-sensu, sendo a primeira instituição a conceder um título de Doutor no País.

    Neste período entra para o programa do Instituto o pesquisador responsável pela consolidação da pesquisa no Departamento de Microbiologia Geral, Luis Rodolpho Rajare Gabaglia Travassos. Luis trouxe consigo novos conceitos e contribuindo para o crescimento e reconhecimento das pesquisas no Instituto.

    De 1950 até 1982, quando faleceu, o Prof. Paulo de Góes dedicou sua vida ao Instituto e a Microbiologia em todos os seus aspectos, dando oportunidade para que jovens profissionais fossem agregados à grande família de microbiologistas brasileiros. Paulo de Góes começou jovem, com plena vitalidade e envelheceu à medida que o IM evoluía.

    Em 1994, O Instituto de Microbiologia criou o primeiro curso de graduação para formação de Bacharéis em Microbiologia e Imunologia do País. Para atender a regras do mercado de trabalho, em 2006, o curso alterou seu escopo de abrangência e passou a formar Bacharéis em Biologia, na modalidade Microbiologia e Imunologia, sem modificar sua grade curricular, providência esta que o colegiado do IMPG resolveu adequar, no ano de 2011.

    Em 1995, a direção da instituição, em concordância com todo o corpo docente, discente e de funcionários, resolveu homenagear a figura do Prof. Paulo, alterando o nome da instituição para Instituto de Microbiologia Paulo de Góes.

   Atualmente, o IMPG é uma instituição consolidada, com destaque nas áreas de ensino, de pesquisa e de extensão, no âmbito da Microbiologia.

*A universidade do Brasil em 1965 passou a ser denominada Universidade Federal do Rio de Janeiro e, desde o ano 2000, recebeu o direito de ser designada por ambos os nomes.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Departamentos[editar | editar código-fonte]

O Instituto de Microbiologia possui estrutura departamental, possuindo assim os quatro seguintes departamentos:

  • Microbiologia Geral
  • Microbiologia Médica
  • Virologia
  • Imunologia

Setores[editar | editar código-fonte]

Além dos quatro departamentos, há dois setores:

  • Epidemiologia de Doenças Infecciosas
  • Microscopia Eletrônica

Localização[editar | editar código-fonte]

O Instituto ocupa integralmente o bloco I, correspondente a três andares, e algumas salas nos blocos D e E do Centro de Ciências da Saúde. É uma das unidades que mais dispõe de espaço no CCS, assim como o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) e o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB).

Ensino[editar | editar código-fonte]

O Instituto de Microbiologia é detentor do primeiro e único curso de graduação específico na área de Microbiologia (criado em 1994) no Brasil, bem como foi o primeiro a implantar um programa de pós-graduação na área de Microbiologia em 1965. Recentemente, passou a oferecer também o programa de pós-graduação em Imunologia e Inflamação.

Graduação[editar | editar código-fonte]

  • Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia

Pós-graduação[editar | editar código-fonte]

  • Ciências (Microbiologia)
  • Imunologia e Inflamação

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]