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Jornal do Commercio

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 Nota: Para outros jornais de mesmo nome, veja Jornal do Commercio (desambiguação).
Jornal do Commercio
Capa da primeira edição do Jornal do Commercio, 1 de outubro de 1827
Periodicidadediário
SedeRio de Janeiro, Brasil
Fundação31 de agosto de 1827
Fundador(es)Pierre Plancher
Pertence aDiários Associados
IdiomaPortuguês
Término de publicação29 de abril de 2016

O Jornal do Commercio foi um importante jornal brasileiro, com sede na cidade do Rio de Janeiro.[1] Fundado em 1827, circulou por 188 anos, 7 meses e 29 dias, até encerrar suas atividades em 2016, devido aos efeitos da crise econômica brasileira de 2014.[1] Era o jornal mais antigo em circulação na América Latina sob a mesma denominação (isto é, sem mudar de nome).[2]

História

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Teve origem no Diário Mercantil criado em 1824 por Francisco Manuel Ferreira & Cia. e focado em noticias econômicas. Adquirido por Pierre Plancher por 1:000$000 (um conto de réis), teve o seu nome mudado para "Jornal do Commercio" em 1 de outubro de 1827.[3]

O objetivo do jornal era fornecer informações para os comerciantes do Rio de Janeiro. Contava com uma seção de movimentação do porto da cidade, além de anúncios de embarcações à venda. Posteriormente, passou a publicar notícias extraídas e traduzidas de jornais estrangeiros e comentários sobre a vida política.Destacava-se entre as demais publicações da época por seguir o padrão de jornais britânicos e tratar de política sem ser um panfleto. [4]

Em 1830, Plancher vendeu o jornais para Junius Villeneuve e Réol Antoine de Mougenot e retornou para a França em 1834. Pouco tempo depois da venda, os sócios tiveram um desentendimento e Mougenot vendeu sua parte. Ao se tornar o único proprietário do jornal, Villeneuve conseguiu aumentar sua circulação, estabelecendo-o como um dos principais periódicos da Corte, deixando de ser um jornal exclusivamente comercial. A família Villeneuve controlou o impresso por mais de meio século, concedendo-lhe continuidade e estabilidade. [4]

O Jornal do Commercio também foi pioneiro na publicação de romances de folhetim, se tornando o primeiro jornal a publicá-los nesse formato. Inicialmente foram veiculados em agosto de 1828, mas o jornal deu pouca continuidade a eles. As publicações foram retomadas em 1836, mas sua popularização se deu apenas em 1836. Publicado no rodapé do jornal e sempre na primeira página, era um espaço reservado ao entretenimento. [4]

O romance-folhetim atendia um grande público de consumidores e foi utilizado pelo jornal para atrair leitores e aumentar a circulação. Obras como Os miseráveis, O conde de Monte Cristo e Os três mosqueteiros são exemplos de obras internacionais que foram publicadas no Jornal do Commercio, além de publicar obras nacionais, como A moreninha e O moço loiro. [4]

Durante a monarquia, dom Pedro II tinha uma coluna no jornal[1] e, no período de 1890 a 1915, sob a direção de José Carlos Rodrigues, o jornal contou com a colaboração de nomes como Rui Barbosa, Visconde de Taunay, Alcindo Guanabara, Araripe Júnior, Afonso Celso, Lima Barreto,[5] entre outros. Era, então, editorialista, o jornalista José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco.

Em 1959, foi adquirido por Assis Chateaubriand e passou a fazer parte dos Diários Associados.[6] Em 2005, expandiu-se, inaugurando sucursais em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, onde passou a ser comercializado em bancas, concorrendo diretamente com outros importantes jornais econômicos brasileiros como Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Com a era digital, criou um portal de notícias na rede mundial.[1]

No dia 29 de abril de 2016, circulou a sua última edição, encerrando suas atividades tanto como jornal impresso quanto como portal na internet. A causa foi a crise econômica brasileira de 2014.[1]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 Martha Imenes (28 de abril de 2016). «Jornal do Commercio fecha as portas». Jornal O Dia. Consultado em 29 de abril de 2016
  2. «Jornal do Commercio (RJ)». Consultado em 25 de outubro de 2010. Arquivado do original em 8 de outubro de 2011 in Diários Associados. Consultado em 25 Out 2010. O Diario de Pernambuco, fundado em 7 de novembro de 1825, reclama o mesmo título. Desde o seu primeiro número até hoje mantém o mesmo nome
  3. Fundado por Plancher em 1 de outubro de 1827 cf. Jornal do Commercio (RJ) Arquivado em 8 de outubro de 2011, no Wayback Machine. in Diários Associados. Consultado em 25 Out 2010.
  4. 1 2 3 4 MOLINA, Matías M. (2015). História dos Jornais no Brasil: da era colonial à Regência (1500-1840). São Paulo: Companhia das Letras
  5. SCHWARCZ, L. M. Lima Barret: triste visionário. São Paulo. Companhia das Letras. 2017. p. 300.
  6. «Jornal do Commercio (RJ)». Consultado em 25 de outubro de 2010. Arquivado do original em 8 de outubro de 2011 in Diários Associados. Consultado em 25 Out 2010.

Ligações externas

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