Mogi das Cruzes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Mogi, veja Mogi.
Município de Mogi das Cruzes
"Terra do Caqui"
Vista de Mogi das Cruzes a partir do Pico do Urubu

Vista de Mogi das Cruzes a partir do Pico do Urubu
Bandeira de Mogi das Cruzes
Brasão de Mogi das Cruzes
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 1º de setembro
Fundação 1 de setembro de 1560 (457 anos)
Gentílico mogiano ou mogicruzense
Lema Bandeirantes Gens Mea
"Procedo dos Bandeirantes"
Padroeiro(a) Sant´Anna[1]
Prefeito(a) Marcus Vinicius de Almeida e Melo (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Mogi das Cruzes
Localização de Mogi das Cruzes em São Paulo
Mogi das Cruzes está localizado em: Brasil
Mogi das Cruzes
Localização de Mogi das Cruzes no Brasil
23° 31' 22" S 46° 11' 16" O23° 31' 22" S 46° 11' 16" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [2]
Microrregião Mogi das Cruzes IBGE/2008 [2]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Santa Isabel (N e O), Guararema (N), Arujá (N e L), Itaquaquecetuba (L), Biritiba-Mirim, Santo André e Suzano (O e S), Bertioga e Santos (S)
Distância até a capital 63 km[3]
Características geográficas
Área 713,291 km² [4]
População 433,901 hab. (SP: 13º) –  estatísticas IBGE/2017[5]
Densidade 544,12 hab./km²
Altitude 742 m
Clima subtropical Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,783 elevado PNUD/2010 [6]
PIB R$ 13367335 (BR: 62º) – IBGE/2014[7]
PIB per capita R$ 31,839 19 IBGE/2014[7]
Página oficial
Prefeitura http://www.mogidascruzes.sp.gov.br
Câmara http://www.cmmc.com.br

Mogi das Cruzes é um município da Microrregião de Mogi das Cruzes, na Mesorregião Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Pertence a região leste da Região Metropolitana de São Paulo, a cidade está localizada a cerca de 70 quilômetros da capital São Paulo. Em 1º de julho de 2015 o município já contava com 424 633 habitantes. É o mais populoso município da Região do Alto Tietê, com um IDH de 0,783.

A cidade foi fundada em 1560 por exploradores portugueses, eventualmente se tornando um ponto de parada entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Mogi" é um nome de origem tupi antiga: significa "rio das cobras", através da junção de moîa, mboîa, "cobra" e 'y, "rio",[8] referindo-se ao Tietê, o qual, em seu alto curso, cruza o município. Ao longo dos anos, a grafia M'Boijy foi alterada para Boigy, depois para Mogy, Moji e finalmente para Mogi.

Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado Moji pois prescreve-se o uso da letra "j" para a grafia de palavras de origem tupi-guarani. Assim, tanto o dicionário Houaiss como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística usam a grafia Moji. Historicamente, no entanto, o uso mais comum, apoiado pela administração pública e pela imprensa, é Mogi para o nome da cidade. Dois outros municípios que usam o nome de Mogi são Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

Por se tratar de topônimo com tradição histórica secular e uso consagrado pelos brasileiros, a grafia com "g" também é aceita (assim como em "Sergipe"), de acordo com a norma ortográfica vigente em sua Base XI:

Base XI - Nomes Próprios: regras do Formulário para aportuguesamentos e nomes próprios. Ressalva ao direito de manter a grafia original dos nomes próprios de pessoas e empresas. Exceção feita aos topônimos de tradição histórica, tais como "Bahia".

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Mogi das Cruzes
Obra de Debret (1768-1848) mostrando soldados oriundos da cidade em combate.

Mogi das Cruzes começou como um povoado, por volta de 1560, servindo como um ponto de repouso aos bandeirantes e exploradores indo e vindo de São Paulo, entre eles Brás Cubas. Gaspar Vaz Guedes foi responsável pela abertura da primeira estrada entre a capital e Mogi, iniciando o povoado, posteriormente elevado à "Vila", com o nome "Vila de Sant'Ana de Mogi Mirim".[9] O fato foi oficializado em 1º de setembro de 1611. Em 13 de março de 1865 foi elevada à cidade, e em 14 de abril de 1874 à comarca.

Mogi das Cruzes acolhe colônias de todos os cantos do mundo, com destaque especial para a colonização japonesa, com uma grande quantidade de japoneses e seus descendentes (aproximadamente 20% segundo a prefeitura), que já estão em sua terceira geração no município. Além disso, o município possui uma considerável população nordestina, sendo que a maioria veio para a capital estadual e, depois, mudou-se para Mogi das Cruzes em busca de melhor qualidade de vida.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes situa-se a uma altitude média de 780 metros. Seu ponto mais alto é o Pico do Urubu com 1 160 metros, localizado na Serra do Itapety. O município é cortado por duas serras: a Serra do Mar e a Serra do Itapety e ainda pelo Rio Tietê. Em seu território se encontram duas represas que fazem parte do Sistema Produtor do Alto Tietê, os reservatórios de Taiaçupeba e do rio Jundiaí.

Localização[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes está situada na região leste da Grande São Paulo, no Alto Tietê. O ponto de referência é o marco zero, um obelisco instalado na Praça Coronel Benedito de Almeida, em frente à Igreja Matriz Catedral Sant'Ana.

Os limites são Arujá a noroeste, Santa Isabel a noroeste e norte, Guararema a nordeste, Biritiba-Mirim a leste, Bertioga e Santos a sul, Santo André a sudoeste, Suzano a sudoeste e oeste e Itaquaquecetuba a oeste.

Após a capital, Mogi das Cruzes é o maior município em área da Grande São Paulo, com 713,291 quilômetros quadrados.

Clima[editar | editar código-fonte]

Dados climatológicos para Mogi das Cruzes
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 34 34,7 33,9 31,6 30,7 29,3 30,6 33,2 33,8 34 33,6 33,7 34,7
Temperatura máxima média (°C) 27,5 27,2 26,8 24,7 22,8 22 21,6 23,5 24,5 24,6 25,3 26,3 24,7
Temperatura média (°C) 19,8 19,9 19,6 17,4 15,3 13,5 13,1 14,4 16 16,3 17,8 18,8 16,8
Temperatura mínima média (°C) 14,1 14,5 14,4 12,1 9,9 7,8 7,2 8,3 10 10,6 12,3 13,3 11,2
Temperatura mínima absoluta (°C) 6,8 7 7,4 2,2 0,4 0,9 0,3 0,2 4 5,5 5,4 6,4 0,2
Precipitação (mm) 239 225 190 88 72 54 43 55 92 163 152 209 1 582
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 12 10 7 5 5 5 5 6 11 12 12 103
Umidade relativa (%) 80,8 80,9 81,9 84,2 84,5 83,7 82,9 81,1 81,6 82,2 81,5 81,4 82,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[11][12][13][14][15] recordes de temperatura: 01/1961 a 05/1977).[16][17]
Fonte #2: Climate Data (precipitação, 1982-2012).[18]

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical, tipo Cwa. O verão é pouco quente e chuvoso; o inverno, ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 17 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 13 °C) e o mais quente fevereiro (média de 20 °C). O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 600 milímetros. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de 1961 a 1977 (até 31 de maio) a menor temperatura registrada em Mogi das Cruzes foi de 0,2 °C em 25 de agosto de 1962,[16] e a maior atingiu 34,7 °C em 22 de fevereiro de 1973.[17] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,1 milímetros em 27 de fevereiro de 1969.[19] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 25 de setembro de 1974, de 36%.[20]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Composição racial[editar | editar código-fonte]

[21]

Raça Porcentagem
Branca 52,1%
Negra 36,88%
Parda 28,8%
Amarela 14,8%
Indígena 0,1%
Vista panorâmica de Mogi das Cruzes a partir da Serra do Itapety.

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

Ocorrências por 100 mil habitantes:[editar | editar código-fonte]

Os dados referente ao número de ocorrências por 100 mil habitantes, no ano de 2016:

  • Homicídio Doloso : 7,23
  • Furto: 716,20
  • Roubo: 317,51
  • Furto e Roubo de Veículos: 226,93

Ocorrências absolutas em 2016:[editar | editar código-fonte]

  • Homicídio Doloso: 30 ( 0,08 por dia)
  • Furto: 2.973 (8,14 por dia)
  • Roubo: 1.318 (3,60 por dia)
  • Furto e roubo de veículos: 942 (2,6 por dia)

Gráfico de Roubo e Furto de Veículos:[editar | editar código-fonte]

Abaixo está o gráfico que mostra a evolução do número de roubo e furto de veículos a partir de 2001 até 2016:

Gráfico de homicídios dolosos:[editar | editar código-fonte]

Abaixo está o gráfico que mostra a evolução do número de homicídios dolosos a partir de 2001 até 2016:

CDP Mogi das Cruzes[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes conta também com um Centro de Detenção Provisória (CDP), que foi inaugurado em 15 de Outubro de 2002 e que é administrado pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e está localizado na Estrada do Taboão.[22] Segundo a SAP a capacidade do CPD Mogi das Cruzes é de 584 detentos, mas na realidade sofre com superlotação de mais de 2.000 pessoas.[23]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trens[editar | editar código-fonte]

O município é servido pelos trens da Linha 11 da CPTM da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e conta com quatro estações ferroviárias[24]:

Ônibus[editar | editar código-fonte]

Duas empresas são responsáveis por fornecer e operar os ônibus municipais: a CS Brasil e a Princesa do Norte. Os ônibus são integrados pelo Sistema Integrado Mogiano, que separa a cidade em oito regiões diferentes. É possível realizar a integração com linhas diferentes com o passe eletrônico SIM.[25]

Há dois terminais de ônibus na cidade: o Terminal Central, que se interliga a Estação Mogi das Cruzes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e o Terminal Estudantes, que fica próximo da estação de mesmo nome, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Também faz parte da Área 4 da Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos, com o Consórcio Unileste, com linhas intermunicipais, que ligam a cidade com as demais cidades da região do Alto Tietê e com a capital estadual.

Há ainda os ônibus rodoviários que partem do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, para a capital e litoral, além de outros estados.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O município é cortado e servido pelas seguintes rodovias estaduais:

  • SP-39 Estrada das Varinhas (Rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves);
  • SP-43 Estrada Quatinga-Barroso;
  • SP-66 Estrada Velha São Paulo-Rio e Mogi-Guararema (Rodovia Henrique Eroles);
  • SP-70 Rodovia Ayrton Senna;
  • SP-88 Mogi-Dutra (Rodovia Pedro Eroles) e Mogi-Salesópolis-Pitas (Rodovia Prof. Alfredo Rolim de Moura);
  • SP-98 Mogi-Bertioga (Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro);
  • SP-102 Rodovia Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira.

Educação[editar | editar código-fonte]

No ensino básico (ensino fundamental e ensino médio), de acordo como o Ministério da Educação, entre as dez escolas com médias mais elevadas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da Região do Alto Tietê, cinco estão no município – incluindo a que conquistou o primeiro lugar entre as instituições do primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª série), a Escola Municipal Professor Jair Rocha Batalha, que obteve nota 6,5 em uma escala de 0 a 10. A nota coloca a escola entre as poucas do país com qualidade de escola de país desenvolvido. Para entrar neste grupo, uma escola deve obter uma nota maior ou igual a 6 no IDEB.[26]

Em relação ao ensino técnico, a cidade abriga diversas escolas técnicas particulares e a escola técnica pública ETEC Presidente Vargas, vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, fundada em 1948 e em funcionamento desde 1957.[27]

Mogi das Cruzes conta com duas universidades de grande porte, a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e a Universidade Braz Cubas (UBC), duas faculdades (Clube Náutico Mogiano e Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI), uma unidade de educação a distância da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, e um campus da Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes (FATEC), sendo esta última vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.[28]

SENAI Nami Jafet[editar | editar código-fonte]

Fachada do Senai Nami Jafet

Mogi conta também com uma unidade do SENAI, que oferece cursos técnicos, cursos de aprendizagem industrial além de cursos de formação inicial e continuada. O SENAI em Mogi das Cruzes foi inicialmente denominada como Escola SENAI Zona C (Central), prefixo Z-21 e iniciou suas atividades em 09 de maio de 1945, na Rua Senador Dantas, n.º 326, no centro da cidade, onde permaneceu funcionando até 1962. Suas instalações foram transferidas para o novo prédio, construído, em terreno próprio cedido pela Prefeitura, localizado na Rua Dom Antônio Cândido de Alvarenga, 353 - Centro - Mogi das Cruzes, SP, em uma área de 8.544 m², sendo 4.423 m² de área construída. A Escola recebeu em 1964, sua atual denominação de Escola SENAI “Nami Jafet”.

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

O município, a partir da infraestrutura de esgoto do SEMAE, serve 92,14% da população,[29] com uma taxa de 60,93% do tratamento de esgoto.[30] O SEMAE é uma autarquia municipal, responsável pelo esgoto, coleta e tratamento.[31]

Economia[editar | editar código-fonte]

Shopping em Mogi das Cruzes.

Mogi das Cruzes tem uma economia diversificada. Possui uma agricultura muito forte: é o maior polo produtor de hortaliças, cogumelos, caqui, orquídeas e nêsperas do Brasil. Por outro lado, é uma cidade que vive uma expansão industrial forte, com 891 indústrias, entre elas a General Motors (GM), Júlio Simões Logística (JSL), a Valtra, controlada pela AGCO Corporation, que é a maior fabricante de tratores agrícolas do Brasil, a Imerys do Brasil, indústria química, a Kimberly Clark, empresa no setor de higiene e bem-estar e a Gerdau. O setor industrial emprega 20 mil pessoas. No setor de serviços, há 21 mil pessoas empregadas e duas das maiores empresas de telemarketing do País, a TIVIT e a Contractor, que empregam mais de 5 mil pessoas. No comércio, há 7 200 estabelecimentos comerciais e 17 mil pessoas empregadas.

No espaço de 15 milhões de metros quadrados, a prefeitura oferece incentivos fiscais, que variam de acordo com o faturamento e geração de empregos do empreendimento e já abriga 35 indústrias, entre elas a GM Motors e a Kimberly Clark.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Parque Centenário da Imigração Japonesa.

Um levantamento feito pela prefeitura constatou que o município tem cinco principais atrações turísticas: Pico do Urubu (Serra do Itapeti), Parque Centenário (César de Sousa), Parque Leon Feffer (Brás Cubas), Pedreira de Sabaúna e a Represa do Rio Jundiaí (Taiaçupeba). O Parque Centenário da Imigração Japonesa foi inaugurado em 2008 pelo então prefeito Junji Abe, em comemoração aos 100 anos do estabelecimento da colônia japonesa na cidade e no país.[32][33] [34]

O Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello – Chiquinho Veríssimo, na Serra do Itapeti, pode ser considerado um grande viveiro da flora e fauna nativas da Mata Atlântica. Atende com visitas monitoradas com agendamento prévio.

Além dessas atrações naturais e parques, Mogi das Cruzes conta desde 13 de junho de 2009 com um "Expresso Turístico". Trata-se de uma locomotiva da CPTM que puxa dois vagões fabricados na década de 1960, entre as estações da Luz e Mogi das Cruzes.[35]

Arte e cultura[editar | editar código-fonte]

Igrejas do Carmo, ordens primeira e terceira

Mogi das Cruzes possui produção cultural nas mais variadas vertentes artísticas. Possui dois teatros municipais: o Theatro Vasques, inaugurado em 1902 e recentemente restaurado, localizado no Largo do Carmo, e o Teatro Doutor Bóris Grinberg, inaugurado em 2007, localizado no bairro Nova Mogilar.

O "Salão da Primavera" - exposição artística de quadros sobre o tema - é um dos mais antigos da região. São diversas academias de dança, companhias teatrais, músicos, pintores, fotógrafos, escritores.

Também é da cidade o grupo teatral mais antigo da Região do Alto Tietê, o "TEM - Teatro Experimental Mogiano" fundado em 1965, onde atuou Ricardo Blat.

O cartunista Maurício de Sousa, apesar de nascido no município vizinho de Santa Isabel, iniciou sua produção artística durante o período em que morou em Mogi das Cruzes, produções estas distribuídas nos veículos de mídia do município e da região. Vários de seus personagens mais famosos foram inspirados em habitantes de Mogi das Cruzes.

Além disso, existe, em Mogi das Cruzes, uma antiga música para orquestra e coro composta no Brasil. Trata-se da Ladainha de Nossa Senhora Aparecida, composta por Faustino Xavier do Prado, mestre de capela da igreja do Carmo de Mogi das Cruzes, no início do século XVIII (entre 1725 e 1740).

Seguindo essa tradição musical, há em Mogi, atualmente, duas bandas sinfônicas e uma orquestra sinfônica: a Banda Sinfônica Jovem Mario Portes, que tem como regente o maestro Felipe Bordignon; a Banda Sinfônica de Mogi, que tem como regente o maestro Daniel Bordignon; e a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, que tem como regente o maestro Lelis Gerson.

O CECAP - Centro Cultural Antônio do Pinhal, fundado em 15 de dezembro de 2006, desenvolve um conjunto de atividades artísticas culturais, oferecendo gratuitamente o curso de História da Arte do Século XX, que resgata a história da arte e o artista mogiano.

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo 2010,[36][37] a religião católica apostólica romana constitui 51,47% da população, os segmentos evangélicos 35%, a religião espírita 11% e os demais segmentos religiosos, juntamente com os habitantes que se declaram sem religião, somam 2,53%.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes Basquete, por razões de patrocínio, Mogi das Cruzes/Helbor, ou simplesmente Mogi Basquete, é um clube de basquete brasileiro com sede em Mogi das CruzesSão Paulo

O basquete profissional de Mogi das Cruzes surgiu em 1995,[1][2] e começou a brilhar em 1996, quando a equipe se chamava Mogi/Report/Eroles e conquistou o Campeonato Paulista, vencendo na final o tradicional time do Cougar/Franca.[3] Na semifinal havia batido o outro time francano, o Dharma/Yara/Franca. Ainda neste ano participa pela primeira vez do Campeonato Brasileiro, terminando na sexta colocação.

Em 1997 o time mogiano chega às semi-finais do campeonato nacional, perdendo para o campeão daquele ano, o Cougar/Franca.

Em 1998, já como Mogi/Valtra Tratores a equipe é vice-campeã paulista, perdendo a final para o Mackenzie/Microcamp/Barueri, de Oscar Schmidt, com uma sexta de três pontos no último segundo do quinto jogo feita por Paulinho Villas Boas, ex-jogador do time mogiano.[4] No Campeonato Brasileiro a equipe chega novamente aos playoffs, perdendo nas quartas para o Rio Claro, terminando a competição na quinta colocação.

Entre 1999 e 2005 a equipe manteve-se entre as principais equipes do basquete brasileiro, conseguindo resultados expressivos, jogando com os nomes fantasiaValtra/UBC/D'avó e Mogi/UBC/D'avó. Em 2003, com o nome de Corinthians/UMC/Mogi, o time é mais uma vez vice campeão paulista, perdendo a final para o COC/Ribeirão Preto.[4] Em 2004 o time fica em 4º lugar no Campeonato Brasileiro, perdendo nas semifinais para o campeão daquele ano, o Unitri/Uberlândia.[5]Em 2005, no último ano em atividade, disputou o Campeonato Brasileiro.

Em 2011, no retorno às atividades, o time disputou o Torneio Novo Milênio, buscando uma vaga no Campeonato Paulista de Basquete, para isso, era preciso terminar entre os 4 primeiros colocados do campeonato, classificação conquistada com a chegada às semifinais do campeonato.[6] No retorno à elite do basquetebol paulista como Mogi/Sanifill, a equipe faz boa campanha e se classifica para a fase playoff, voltando a encontrar um rival tradicional e reeditando um clássico do basquete contra a equipe de Bauru, sendo eliminada por ela nas quartas de final. A equipe termina o Campeonato Paulista de 2011 em 8º lugar.[6][7]

Ainda em 2011, a equipe é convidada a disputar o torneio Basketball Days, na Holanda, chegando à final, sendo derrotada pela equipe da casa, o Landstede Basketball. Neste torneio teve dois jogadores premiados: o ala Guilherme Filipin e o ala-pivô Fernando Alvin.[8] Já em 2012, o Mogi Basquete participa da Copa Brasil Sudeste e termina com o 3º lugar, o que credenciou a equipe a participar da Super Copa Brasil,[9] competição que levaria o campeão e vice à elite do basquete brasileiro, o NBB. A equipe sediou e foi campeã invicta da Super Copa Brasil, realizada em maio, vencendo os times do Palmeiras, Campo Mourão (PR) e Sport Recife (PE) na fase classificatória. Garantiu classificação à Liga Nacional de Basquete temporada 2012/2013 vencendo o Lajeado (RS). Na final derrotou o Palmeiras, que também já havia garantido sua vaga no NBB.[10][11] No Campeonato Paulista a equipe novamente se classifica aos playoffs, sendo derrotada mais uma vez pela equipe de Bauru.

Em 24 de novembro de 2012 a equipe, com o nome fantasia de Mogi/Helbor, e com a presença do jogador Rafael Bábby no elenco, faz a sua estreia na Liga Nacional de Basquete.

Em 2014, a equipe se classifica para os playoffs do NBB pela primeira vez, sendo eliminado nas semifinais pelo Flamengo. A boa campanha credenciou o Mogi Basquete a disputar a Liga Sul-Americana de Basquete,[12] onde foi vice-campeão perdendo a final para a equipe do Bauru Basket.[13][14]

Em 2015, após 12 anos, a equipe mogiana voltou a disputar uma final de Campeonato Paulista,[15] mas ficou com o vice ao ser derrotada por São José por 2 X 1.[16] Em 2016, o Mogi participou pela primeira vez da Liga das Américas. Os mogianos conseguiram a vaga por ser o segundo melhor brasileiro na Liga Sul-Americana (Limeira tinha garantido a vaga na Liga das Américas 2016, mas encerrou suas atividades).[17] O time teve boa participação e terminou em terceiro lugar ao bater o Flamengo na disputa do bronze.[18]

Em 2016 o Mogi/Helbor conquistou o 1º lugar no Campeonato Paulista de Basquete ao vencer a equipe de Bauru, tornando-se bi-campeão vinte anos após a conquista do primeiro título paulista.[38]

Ainda em 2016, a equipe conquistou seu primeiro título da Liga Sul-Americana de basquete com uma campanha invicta e vencendo a equipe Bahía Blanca da Argentina.[39]

Filhos Ilustres[editar | editar código-fonte]

Política municipal[editar | editar código-fonte]

O Poder Executivo da cidade de Mogi das Cruzes é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Mogi das Cruzes dá início à festa da padroeira Sant'Anna». G1. 15 de julho de 2016. Consultado em 11 de julho de 2017 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Estimativa da população 2017 » população estimada » comparação entre os municípios: São Paulo». Consultado em 20 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2017 
  6. «Ranking IDHM dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010  Texto "s%EDntese-das-informa%E7%F5es " ignorado (ajuda)
  8. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 588.
  9. «Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes» 
  10. «O sonho:uma cidade humana» 
  11. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 20 de julho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  12. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 20 de julho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  13. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 20 de julho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  14. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  15. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  16. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Mogi das Cruzes». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015 
  17. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C) - Mogi das Cruzes». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015 
  18. «Clima: Mogi das Cruzes». Climate Data. Consultado em 20 de julho de 2015 
  19. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Mogi das Cruzes». Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa. Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015 
  20. «BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Mogi das Cruzes». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015 
  21. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «IBGE». Consultado em 26 de Junho de 2017 
  22. Fernandes, Fernanda (4 de Fevereiro de 2017). «Secretaria transfere mais de três mil detentos dos CDPs». Consultado em 26 de Junho de 2017 
  23. Barbosa, Maiara (30 de Maio de 2016). «Número de presos nos CDPs é três vez maior que o esperado». G1. Consultado em 26 de Junho de 2016 
  24. «Linhas CPTM». Consultado em 26 de Junho de 2017 
  25. Prefeitura de Mogi das Cruzes. «Sistema Integrado Mogiano» 
  26. «Mogi News - Ideb divulga ranking da qualidade de ensino» 
  27. «Centro Paula Souza» 
  28. «Site da FATEC Mogi das Cruzes.». FATEC Mogi das Cruzes. Consultado em 1 de agosto de 2017 
  29. Santana, Jamile (20 de Fevereiro de 2017). «Estudo aponta Mogi como cidade que mais perde água tratada na Grande SP». G1. Consultado em 26 de Junho de 2017 
  30. «Mogi avança dez posições e é 29º melhor em saneamento». 20 de Fevereiro de 2017. Consultado em 26 de Junho de 2017 
  31. «Serviço Municipal de Águas de Esgotos». Consultado em 26 de Junho de 2017 
  32. «Parque Centenário da Imigração Japonesa» 
  33. «Mogi das Cruzes inaugura parque em homenagem à imigração japonesa». Folha. Consultado em 19 de Agosto de 2017 
  34. «Conheça a história e estrutura do Parque Centenário». O Diário. 18 de Junho de 2016. Consultado em 19 de Agosto de 2017 
  35. «Mogi News - Expresso Turístico trouxe duas mil pessoas a Mogi em seis meses» 
  36. «IBGE | Cidades | São Paulo | Mogi das Cruzes | Síntese das Informações». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2016 
  37. «População de Mogi das Cruzes - SP | População das Cidades». populacao.net.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2016 
  38. «Mogi das Cruzes/Helbor - Site Oficial - Mogi das Cruzes/Helbor vence Bauru e é campeão paulista». mogidascruzesbasquete.com.br. Consultado em 5 de Novembro de 2016 
  39. «Invicto, Mogi das Cruzes/Helbor é campeão na Sul-Americana». 01 Dezembro de 2016. Consultado em 04 Dezembro de 2016  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  40. «Dossiê - A casa de Dona Yayá» (PDF). Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2017 
  41. Frehse, Fraya (1999). «A casa de Dona Yayá» (HTML). EDUSP. Consultado em 1 de agosto de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage
Portal A Wikipédia possui o
Portal de Mogi das Cruzes.