Mogi das Cruzes

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Município de Mogi das Cruzes
"Terra do Caqui"
Vista de Mogi das Cruzes a partir do Pico do Urubu

Vista de Mogi das Cruzes a partir do Pico do Urubu
Bandeira de Mogi das Cruzes
Brasão de Mogi das Cruzes
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 1º de setembro
Fundação 1 de setembro de 1560 (456 anos)
Gentílico mogiano ou mogicruzense
Lema Bandeirantes Gens Mea
"Procedo dos Bandeirantes"
Prefeito(a) Marcus Vinicius de Almeida e Melo (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Mogi das Cruzes
Localização de Mogi das Cruzes em São Paulo
Mogi das Cruzes está localizado em: Brasil
Mogi das Cruzes
Localização de Mogi das Cruzes no Brasil
23° 31' 22" S 46° 11' 16" O23° 31' 22" S 46° 11' 16" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Mogi das Cruzes IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Santa Isabel (N e O), Guararema (N), Arujá (N e L), Itaquaquecetuba (L), Biritiba-Mirim, Santo André e Suzano (O e S), Bertioga e Santos (S)
Distância até a capital 63 km[2]
Características geográficas
Área 713,291 km² [3]
População 429 321 hab. (SP: 13º) –  estatísticas IBGE/2015[4]
Densidade 544,12 hab./km²
Altitude 742 m
Clima subtropical Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,783 alto PNUD/2010 [5]
PIB R$ 1,336,733 50 (BR: 62º) – IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 31,839 19 IBGE/2014[6]
Página oficial
Prefeitura www.mogidascruzes.sp.gov.br
Câmara http://www.cmmc.com.br/

Mogi das Cruzes é um município da Microrregião de Mogi das Cruzes, na Mesorregião Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Pertence a Região Metropolitana de São Paulo, estando localizado na Zona Leste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[7] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI)[8]. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1º de julho de 2015 o município já contava com 424 633 habitantes. É também o maior e mais desenvolvido município da Região do Alto Tietê.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Mogi" é um nome de origem tupi antiga: significa "rio das cobras", através da junção de moîa, mboîa, "cobra" e 'y, "rio",[9] referindo-se ao Tietê, o qual, em seu alto curso, cruza o município. Ao longo dos anos, a grafia M'Boijy foi alterada para Boigy, depois para Mogy, Moji e finalmente para Mogi.

Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado Moji pois prescreve-se o uso da letra "j" para a grafia de palavras de origem tupi-guarani. Assim, tanto o dicionário Houaiss como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística usam a grafia Moji. Historicamente, no entanto, o uso mais comum, apoiado pela administração pública e pela imprensa, é Mogi para o nome da cidade. Dois outros municípios que usam o nome de Mogi são Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

Por se tratar de topônimo com tradição histórica secular e uso consagrado pelos brasileiros, a grafia com "g" também é aceita (assim como em "Sergipe"), de acordo com a norma ortográfica vigente em sua Base XI:

Base XI - Nomes Próprios: regras do Formulário para aportuguesamentos e nomes próprios. Ressalva ao direito de manter a grafia original dos nomes próprios de pessoas e empresas. Exceção feita aos topônimos de tradição histórica, tais como "Bahia".

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Mogi das Cruzes
Obra de Debret (1768-1848) mostrando soldados oriundos da cidade em combate.

Mogi das Cruzes começou como um povoado, por volta de 1560, servindo como um ponto de repouso aos bandeirantes e exploradores indo e vindo de São Paulo, entre eles Brás Cubas. Gaspar Vaz Guedes foi responsável pela abertura da primeira estrada entre a capital e Mogi, iniciando o povoado, posteriormente elevado à "Vila", com o nome "Vila de Sant'Ana de Mogi Mirim".[10] O fato foi oficializado em 1º de setembro de 1611. Em 13 de março de 1865 foi elevada à cidade, e em 14 de abril de 1874 à comarca.

Mogi das Cruzes acolhe colônias de todos os cantos do mundo, com destaque especial para a colonização japonesa, com uma grande quantidade de japoneses e seus descendentes (aproximadamente 20% segundo a prefeitura), que já estão em sua terceira geração no município. Além disso, o município possui uma considerável população nordestina, sendo que a maioria veio para a capital estadual e, depois, mudou-se para Mogi das Cruzes em busca de melhor qualidade de vida.[11][12]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes situa-se a uma altitude média de 780 metros. Seu ponto mais alto é o Pico do Urubu com 1 160 metros, localizado na Serra do Itapety. O município é cortado por duas serras: a Serra do Mar e a Serra do Itapety e ainda pelo Rio Tietê. Em seu território se encontram duas represas que fazem parte do Sistema Produtor do Alto Tietê, os reservatórios de Taiaçupeba e do rio Jundiaí.

Localização[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes está situada na região leste da Grande São Paulo, no Alto Tietê. O ponto de referência é o marco zero, um obelisco instalado na Praça Coronel Benedito de Almeida, em frente à Igreja Matriz Catedral Sant'Ana.

Os limites são Arujá a noroeste, Santa Isabel a noroeste e norte, Guararema a nordeste, Biritiba-Mirim a leste, Bertioga e Santos a sul, Santo André a sudoeste, Suzano a sudoeste e oeste e Itaquaquecetuba a oeste.

Após a capital, Mogi das Cruzes é o maior município em área da Grande São Paulo, com 713,291 quilômetros quadrados.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical, tipo Cwa. O verão é pouco quente e chuvoso; o inverno, ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 17 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 13 °C) e o mais quente fevereiro (média de 20 °C). O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 600 milímetros. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de 1961 a 1977 (até 31 de maio) a menor temperatura registrada em Mogi das Cruzes foi de 0,2 °C em 25 de agosto de 1962,[13] e a maior atingiu 34,7 °C em 22 de fevereiro de 1973.[14] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,1 milímetros em 27 de fevereiro de 1969.[15] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 25 de setembro de 1974, de 36%.[16]

Dados climatológicos para Mogi das Cruzes
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 34 34,7 33,9 31,6 30,7 29,3 30,6 33,2 33,8 34 33,6 33,7 34,7
Temperatura máxima média (°C) 27,5 27,2 26,8 24,7 22,8 22 21,6 23,5 24,5 24,6 25,3 26,3 24,7
Temperatura média (°C) 19,8 19,9 19,6 17,4 15,3 13,5 13,1 14,4 16 16,3 17,8 18,8 16,8
Temperatura mínima média (°C) 14,1 14,5 14,4 12,1 9,9 7,8 7,2 8,3 10 10,6 12,3 13,3 11,2
Temperatura mínima absoluta (°C) 6,8 7 7,4 2,2 0,4 0,9 0,3 0,2 4 5,5 5,4 6,4 0,2
Precipitação (mm) 239 225 190 88 72 54 43 55 92 163 152 209 1 582
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 12 10 7 5 5 5 5 6 11 12 12 103
Umidade relativa (%) 80,8 80,9 81,9 84,2 84,5 83,7 82,9 81,1 81,6 82,2 81,5 81,4 82,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[17][18][19][20][21] recordes de temperatura: 01/1961 a 05/1977).[13][14]
Fonte #2: Climate Data (precipitação, 1982-2012).[22]

Demografia[editar | editar código-fonte]

(Fonte: AtlasBrasil)

Etnia[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Percentagem
Branca 52,1%
Negra 4,2%
Parda 28,8%
Amarela 14,8%
Indígena 0,1%

Fonte: IBGE

Vista panorâmica de Mogi das Cruzes a partir da Serra do Itapety.

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

Ocorrências por 100 mil habitantes:[editar | editar código-fonte]

Abaixo estão os dados referente ao número de ocorrências por 100 mil habitantes, no ano de 2016:

  • Homicídio Doloso : 7,23
  • Furto: 716,20
  • Roubo: 317,51
  • Furto e Roubo de Veículos: 226,93

Ocorrências absolutas em 2016:[editar | editar código-fonte]

  • Homicídio Doloso: 30 ( 0,08 por dia)
  • Furto: 2.973 (8,14 por dia)
  • Roubo: 1.318 (3,60 por dia)
  • Furto e roubo de veículos: 942 (2,6 por dia)

Gráfico de Roubo e Furto de Veículos:[editar | editar código-fonte]

Abaixo está o gráfico que mostra a evolução do número de roubo e furto de veículos a partir de 2001 até 2016:

Gráfico de homicídios dolosos:[editar | editar código-fonte]

Abaixo está o gráfico que mostra a evolução do número de homicídios dolosos a partir de 2001 até 2016:

CDP Mogi das Cruzes[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes conta também com um Centro de Detenção Provisória (CDP), que foi inaugurado em 15 de Outubro de 2002 e que é administrado pela SAP(Sistema de Administração Penitenciária). O CDP está localizado na Estrada do Taboão Km 2,36 Bairro do Taboão.

Segundo a SAP a capacidade do CPD Mogi das Cruzes é de 844 pessoas, mas na ultima contagem em Fevereiro haviam 1946 pessoas.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trens[editar | editar código-fonte]

O município é servido pelos trens da Linha 11 da CPTM da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e conta com quatro estações ferroviárias:

Ônibus[editar | editar código-fonte]

Atualmente, duas empresas operam o sistema de ônibus urbano municipal: a CS Brasil e a Princesa do Norte, no Sistema Integrado Mogiano, o SIM, que é uma integração tarifária entre as linhas, através de um cartão eletrônico e dois terminais urbanos, o Terminal Central, que se interliga a Estação Mogi das Cruzes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e o Terminal Estudantes, que fica próximo da estação de mesmo nome, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e das universidades da cidade.

Também faz parte da Área 4 da Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos, com o Consórcio Unileste, com linhas intermunicipais, que ligam a cidade com as demais cidades da região do Alto Tietê e com a capital estadual.

Há ainda os ônibus rodoviários que partem do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, para a capital e litoral, além de outros estados.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O município é cortado e servido pelas seguintes rodovias estaduais:

  • SP-39 Estrada das Varinhas (Rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves);
  • SP-43 Estrada Quatinga-Barroso;
  • SP-66 Estrada Velha São Paulo-Rio e Mogi-Guararema (Rodovia Henrique Eroles);
  • SP-70 Rodovia Ayrton Senna;
  • SP-88 Mogi-Dutra (Rodovia Pedro Eroles) e Mogi-Salesópolis-Pitas (Rodovia Prof. Alfredo Rolim de Moura);
  • SP-98 Mogi-Bertioga (Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro);
  • SP-102 Rodovia Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira.

Educação[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes conta com duas universidades de grande porte, a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e a Universidade Braz Cubas (UBC), duas faculdades (Clube Náutico Mogiano e Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI), uma unidade de educação a distância da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, e um campus da Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes (FATEC), sendo esta última vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.[24]

Em relação ao ensino técnico, a cidade abriga diversas escolas técnicas particulares e a ETEC Presidente Vargas, vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, fundada em 1948 e em funcionamento desde 1957.

SENAI Nami Jafet[editar | editar código-fonte]
Fachada do Senai Nami Jafet

Mogi conta também com uma unidade do SENAI, que oferece cursos técnicos, cursos de aprendizagem industrial além de cursos de formação inicial e continuada. O SENAI em Mogi das Cruzes foi inicialmente denominada como Escola SENAI Zona C (Central), prefixo Z-21 e iniciou suas atividades em 09 de maio de 1945, na Rua Senador Dantas, n.º 326, no centro da cidade, onde permaneceu funcionando até 1962. Suas instalações foram transferidas para o novo prédio, construído, em terreno próprio cedido pela Prefeitura, localizado na Rua Dom Antônio Cândido de Alvarenga, 353 - Centro - Mogi das Cruzes, SP, em uma área de 8.544 m², sendo 4.423 m² de área construída. A Escola recebeu em 1964, sua atual denominação de Escola SENAI “Nami Jafet”

Em relação ao ensino básico (ensino fundamental e ensino médio), de acordo como o Ministério da Educação, entre as dez escolas com médias mais elevadas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da Região do Alto Tietê, cinco estão no município – incluindo a que conquistou o primeiro lugar entre as instituições do primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª série), a Escola Municipal Professor Jair Rocha Batalha, que obteve nota 6,5 em uma escala de 0 a 10. A nota coloca a escola entre as poucas do país com qualidade de escola de país desenvolvido. Para entrar neste seleto grupo, uma escola deve obter uma nota maior ou igual a 6 no IDEB.[25]

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

Levantamento pelo instituto Trata Brasil, com base nos dados fornecidos pelo Ministério das Cidades, mostra que o município de Mogi das Cruzes tem o 9ª melhor sistema de saneamento básico entre os 79 municípios brasileiros com mais de 300 000 habitantes. O município tem 96% de atendimento de água e 91% de atendimento de esgoto. Não é a primeira vez que o município por meio do SEMAE (Serviço Municipal de Águas e Esgotos de Mogi das Cruzes) ocupa uma boa posição nesse quesito: Mogi das Cruzes ocupou a 10ª posição em 2004 nessa mesma pesquisa.[26]. Deve-se acrescentar que a população de Mogi das Cruzes servida pelo abastecimento de água e esgoto está localizada em sua porção original de fundação e baixada. A parte serrana da cidade que inclui grande população em local considerado zona urbana notadamente junto rodovia Mogi Dutra/ Estrada da Mor alogia e outras estradas municipais não são servidas pelo abastecimento de água e esgoto.e ampliando na regiao oeste de mogi a implantacao da rede de esgoto nos bairros da divisa

Economia[editar | editar código-fonte]

Shopping em Mogi das Cruzes.

Mogi das Cruzes tem uma economia muito diversificada. Possui uma agricultura muito forte: é o maior polo produtor de hortaliças, cogumelos, caqui, orquídeas e nêsperas do Brasil. Por outro lado, é uma cidade que vive uma expansão industrial forte, com 891 indústrias, entre elas a General Motors (GM), Júlio Simões Logística (JSL), a Valtra, controlada pela AGCO Corporation, que é a maior fabricante de tratores agrícolas do Brasil, a Imerys do Brasil, indústria química, a Kimberly Clark, empresa no setor de higiene e bem-estar e a Gerdau. O setor industrial emprega 20 mil pessoas. No setor de serviços, há 21 mil pessoas empregadas e duas das maiores empresas de telemarketing do País, a TIVIT e a Contractor, que empregam mais de 5 mil pessoas. No comércio, há 7 200 estabelecimentos comerciais e 17 mil pessoas empregadas.

A economia tem crescido 5% ao ano. Isso acontece exatamente pelo número de empresas que estão se instalando na cidade e por ter uma economia tão variada, que não permite que entre em crise. O orçamento cresceu mais de 10% entre dois anos recentes. Há 20 empresas em construção, 13 estão elaborando projetos, 13 empresas incubadas e duas estão em tramitação na prefeitura. Ao todo são 48 empresas que devem gerar 8 035 empregos diretos.

No espaço de 15 milhões de metros quadrados, a prefeitura oferece incentivos fiscais, que variam de acordo com o faturamento e geração de empregos do empreendimento e já abriga 35 indústrias, entre elas a GM Motors e a Kimberly Clark.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Parque Centenário da Imigração Japonesa.

Um levantamento feito pela prefeitura constatou que o município tem cinco principais atrações turísticas: Pico do Urubu (Serra do Itapeti), Parque Centenário (César de Sousa), Parque Leon Feffer (Brás Cubas), Pedreira de Sabaúna e a Represa do Rio Jundiaí (Taiaçupeba). São locais de conhecimento dos habitantes locais, mas que não foram devidamente explorados.[27] O Parque Centenário da Imigração Japonesa foi inaugurado em 2008 pelo então prefeito Junji Abe, em comemoração aos 100 anos do estabelecimento da colônia japonesa na cidade e no país.[28]

O Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello – Chiquinho Veríssimo, na Serra do Itapeti, pode ser considerado um grande viveiro da flora e fauna nativas da Mata Atlântica. Atende com visitas monitoradas com agendamento prévio.

Além dessas atrações naturais e parques, Mogi das Cruzes conta desde 13 de junho de 2009 com um "Expresso Turístico". Trata-se de uma locomotiva da CPTM que puxa dois vagões fabricados na década de 1960, entre as estações da Luz e Mogi das Cruzes.[29]

Arte e cultura[editar | editar código-fonte]

Igrejas do Carmo, ordens primeira e terceira

Mogi das Cruzes possui produção cultural nas mais variadas vertentes artísticas. Possui dois teatros municipais: o Theatro Vasques, inaugurado em 1902 e recentemente restaurado, localizado no Largo do Carmo, e o Teatro Doutor Bóris Grinberg, inaugurado em 2007, localizado no bairro Nova Mogilar.

O "Salão da Primavera" - exposição artística de quadros sobre o tema - é um dos mais antigos da região. São diversas academias de dança, companhias teatrais, músicos, pintores, fotógrafos, escritores.

Também é da cidade o grupo teatral mais antigo da Região do Alto Tietê, o "TEM - Teatro Experimental Mogiano" fundado em 1965, onde atuou Ricardo Blat.

O cartunista Maurício de Sousa, apesar de nascido no município vizinho de Santa Isabel, iniciou sua produção artística durante o período em que morou em Mogi das Cruzes, produções estas distribuídas nos veículos de mídia do município e da região. Vários de seus personagens mais famosos foram inspirados em habitantes de Mogi das Cruzes.

Além disso, existe, em Mogi das Cruzes, uma antiga música para orquestra e coro composta no Brasil. Trata-se da Ladainha de Nossa Senhora Aparecida, composta por Faustino Xavier do Prado, mestre de capela da igreja do Carmo de Mogi das Cruzes, no início do século XVIII (entre 1725 e 1740).

Seguindo essa tradição musical, há em Mogi, atualmente, duas bandas sinfônicas e uma orquestra sinfônica: a Banda Sinfônica Jovem Mario Portes, que tem como regente o maestro Felipe Bordignon; a Banda Sinfônica de Mogi, que tem como regente o maestro Daniel Bordignon; e a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, que tem como regente o maestro Lelis Gerson.

O CECAP - Centro Cultural Antônio do Pinhal, fundado em 15 de dezembro de 2006, desenvolve um conjunto de atividades artísticas culturais, oferecendo gratuitamente o curso de História da Arte do Século XX, que resgata a história da arte e o artista mogiano.

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo 2010[30][31], a religião católica apostólica romana constitui 51,47% da população, os segmentos evangélicos 35%, a religião espírita 11% e os demais segmentos religiosos, juntamente com os habitantes que se declaram sem religião, somam 2,53%.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Mogi das Cruzes Basquete, por razões de patrocínio, Mogi das Cruzes/Helbor, ou simplesmente Mogi Basquete, é um clube de basquete brasileiro com sede em Mogi das CruzesSão Paulo

O basquete profissional de Mogi das Cruzes surgiu em 1995,[1][2] e começou a brilhar em 1996, quando a equipe se chamava Mogi/Report/Eroles e conquistou o Campeonato Paulista, vencendo na final o tradicional time do Cougar/Franca.[3] Na semifinal havia batido o outro time francano, o Dharma/Yara/Franca. Ainda neste ano participa pela primeira vez do Campeonato Brasileiro, terminando na sexta colocação.

Em 1997 o time mogiano chega às semi-finais do campeonato nacional, perdendo para o campeão daquele ano, o Cougar/Franca.

Em 1998, já como Mogi/Valtra Tratores a equipe é vice-campeã paulista, perdendo a final para o Mackenzie/Microcamp/Barueri, de Oscar Schmidt, com uma sexta de três pontos no último segundo do quinto jogo feita por Paulinho Villas Boas, ex-jogador do time mogiano.[4] No Campeonato Brasileiro a equipe chega novamente aos playoffs, perdendo nas quartas para o Rio Claro, terminando a competição na quinta colocação.

Entre 1999 e 2005 a equipe manteve-se entre as principais equipes do basquete brasileiro, conseguindo resultados expressivos, jogando com os nomes fantasiaValtra/UBC/D'avó e Mogi/UBC/D'avó. Em 2003, com o nome de Corinthians/UMC/Mogi, o time é mais uma vez vice campeão paulista, perdendo a final para o COC/Ribeirão Preto.[4] Em 2004 o time fica em 4º lugar no Campeonato Brasileiro, perdendo nas semifinais para o campeão daquele ano, o Unitri/Uberlândia.[5]Em 2005, no último ano em atividade, disputou o Campeonato Brasileiro.

Em 2011, no retorno às atividades, o time disputou o Torneio Novo Milênio, buscando uma vaga no Campeonato Paulista de Basquete, para isso, era preciso terminar entre os 4 primeiros colocados do campeonato, classificação conquistada com a chegada às semifinais do campeonato.[6] No retorno à elite do basquetebol paulista como Mogi/Sanifill, a equipe faz boa campanha e se classifica para a fase playoff, voltando a encontrar um rival tradicional e reeditando um clássico do basquete contra a equipe de Bauru, sendo eliminada por ela nas quartas de final. A equipe termina o Campeonato Paulista de 2011 em 8º lugar.[6][7]

Ainda em 2011, a equipe é convidada a disputar o torneio Basketball Days, na Holanda, chegando à final, sendo derrotada pela equipe da casa, o Landstede Basketball. Neste torneio teve dois jogadores premiados: o ala Guilherme Filipin e o ala-pivô Fernando Alvin.[8] Já em 2012, o Mogi Basquete participa da Copa Brasil Sudeste e termina com o 3º lugar, o que credenciou a equipe a participar da Super Copa Brasil,[9] competição que levaria o campeão e vice à elite do basquete brasileiro, o NBB. A equipe sediou e foi campeã invicta da Super Copa Brasil, realizada em maio, vencendo os times do Palmeiras, Campo Mourão (PR) e Sport Recife (PE) na fase classificatória. Garantiu classificação à Liga Nacional de Basquete temporada 2012/2013 vencendo o Lajeado (RS). Na final derrotou o Palmeiras, que também já havia garantido sua vaga no NBB.[10][11] No Campeonato Paulista a equipe novamente se classifica aos playoffs, sendo derrotada mais uma vez pela equipe de Bauru.

Em 24 de novembro de 2012 a equipe, com o nome fantasia de Mogi/Helbor, e com a presença do jogador Rafael Bábby no elenco, faz a sua estreia na Liga Nacional de Basquete.

Em 2014, a equipe se classifica para os playoffs do NBB pela primeira vez, sendo eliminado nas semifinais pelo Flamengo. A boa campanha credenciou o Mogi Basquete a disputar a Liga Sul-Americana de Basquete,[12] onde foi vice-campeão perdendo a final para a equipe do Bauru Basket.[13][14]

Em 2015, após 12 anos, a equipe mogiana voltou a disputar uma final de Campeonato Paulista,[15] mas ficou com o vice ao ser derrotada por São José por 2 X 1.[16] Em 2016, o Mogi participou pela primeira vez da Liga das Américas. Os mogianos conseguiram a vaga por ser o segundo melhor brasileiro na Liga Sul-Americana (Limeira tinha garantido a vaga na Liga das Américas 2016, mas encerrou suas atividades).[17] O time teve boa participação e terminou em terceiro lugar ao bater o Flamengo na disputa do bronze.[18]

Em 2016 o Mogi/Helbor conquistou o 1º lugar no Campeonato Paulista de Basquete ao vencer a equipe de Bauru, tornando-se bi-campeão vinte anos após a conquista do primeiro título paulista.[32]

Ainda em 2016, a equipe conquistou seu primeiro título da Liga Sul-Americana de basquete com uma campanha invicta e vencendo a equipe Bahía Blanca da Argentina.[33]

Filhos Ilustres[editar | editar código-fonte]

Política municipal[editar | editar código-fonte]

O Poder Executivo da cidade de Mogi das Cruzes é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Estimativa da população 2015 » população estimada » comparação entre os municípios: São Paulo». Cópia arquivada desde o original em 23 de fevereiro de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  5. «Ranking IDHM dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010  Texto "s%EDntese-das-informa%E7%F5es " ignorado (ajuda)
  7. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  8. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Cópia arquivada desde o original em 27 de janeiro de 2017. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  9. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 588.
  10. «Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes» 
  11. «Mogi News - Mogi: a terra de todos os mogianos» 
  12. «Mogi News - Entidade preserva raízes nordestinas» 
  13. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Mogi das Cruzes». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015 
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