Junji Abe

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Junji Abe
Deputado Federal de São Paulo São Paulo
Período 1 de janeiro de 2011
até 31 de dezembro de 2014
19 de fevereiro de 2018
até atualidade (suplente)
Prefeito de Mogi das Cruzes Band MCruzes.jpg
Período 1 de janeiro de 2001
31 de dezembro de 2004
1 de janeiro de 2005
até31 de dezembro de 2008
Antecessor Waldemar Costa Filho
Sucessor Marco Aurélio Bertaiolli
Deputado Estadual de São Paulo São Paulo
Período 1 de janeiro de 1991
até 28 de dezembro de 2000 renúncia devido à posse do cargo de prefeito
Vereador de Mogi das Cruzes Band MCruzes.jpg
Período 31 de janeiro de 1973
até 31 de janeiro de 1977
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1940 (78 anos)
Mogi das Cruzes
Nacionalidade brasileiro
Primeira-dama Elza Abe
Partido ARENA (1972-1980)
PDS (1980-1993)
PL (1993-1995)
PFL (1995-1999)
PSDB (1999-2009)
DEM (2009-2011)
PSD (2011-2018)
PMDB (2018-presente)
Religião Budista
Profissão Agricultor

Junji Abe (Mogi das Cruzes, 15 de dezembro de 1940) é um político brasileiro.

Foi prefeito de Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo (2001 - 2008), eleito em 2000 com 90.612 votos e reeleito em 2004 com 102 441 votos (55,39% dos votos válidos), sucedendo ao prefeito Waldemar Costa Filho. Foi eleito Deputado Federal em 2010, obtendo 113 156 votos na disputa. Político com perfil de centro-direita é filiado ao PMDB tendo sido filiado ao PSDB durante todo o mandato de prefeito. Também passou pelo DEM, pelo PSD e pelos extintos ARENA, PDS e PL. Filho de imigrantes japoneses agricultores, foi deputado estadual por três vezes antes de ser eleito prefeito. Sendo suplente do deputado federal Paulo Maluf (PP), Junji Abe assumiu o cargo após a cassação de Maluf.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Vida Pública[editar | editar código-fonte]

Junji Abe ingressou na vida pública em 1972, quando foi eleito vereador de Mogi das Cruzes com a maior votação da história da Cidade – 3.876 votos, correspondentes, na época, a 13% do Colégio Eleitoral. Foi secretário de Agricultura, Abastecimento, Indústria e Comércio de Mogi. Em 1980, coordenou a implantação de mercadões e varejões na cidade de São Paulo.

Presidente-fundador da Cooperativa Rural de Telecomunicações de Mogi, garantiu a implantação de 1.000 terminais telefônicos em quatro municípios. Aos 26 anos de idade, Junji já presidia a Associação de Biritiba e Capela, representando os dois maiores pólos hortigranjeiros da região. Ao longo dos 35 anos de atuação como líder rural, conquistou reconhecimento nacional. É presidente-fundador da Associação Nacional Pró-Hortifrútis e presidente de honra da Associação dos Floricultores do Estado de São Paulo. Presidiu o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, ininterruptamente, durante 20 anos, de 1980 a 2000. No mesmo período, integrou a diretoria da Faesp – Federação da Agricultura do Estado de São Paulo.

Deputado estadual por três legislaturas consecutivas, conquistou os votos de 30.844 eleitores para iniciar seu primeiro mandato em 15 de março de 1991. Foi reeleito em 3 de outubro de 1994, com 40.073 votos obtidos em 377 municípios – quase 60% do total de localidades paulistas. Em 1998, teve sua reeleição assegurada pelos 59.932 votos recebidos em 429 das 645 cidades do Estado.

Durante os dez anos de atuação na Casa de Leis, foi o único produtor rural entre os 94 parlamentares. Foi presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária do Legislativo paulista por dez anos, desde 91. Por indicação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) – onde atuou como conselheiro – e da Fundação W.K. Kellogg, foi um dos 16 líderes rurais escolhidos para conhecer modelos de educação para manejo agronômico nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica.

Também comandou a Câmara Setorial de Olericultura da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento e presidiu o Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê-Cabeceiras, que atua na proteção e recuperação dos recursos naturais. A consistente atuação parlamentar rendeu-lhe mais de uma centena de homenagens e títulos honoríficos de “Cidadão”.

A busca do desenvolvimento econômico sustentável de todo o Alto Tietê foi uma de suas marcas no parlamento paulista. Foi, por exemplo, um dos principais articuladores da parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e o Governo do Estado para a construção do sistema viário no entroncamento entre as Rodovias Ayrton Senna e Mogi-Dutra, obra decisiva para que a General Motors (GM) instalasse sua fábrica na Cidade. Ele deixou a Assembléia Legislativa de São Paulo para assumir a Prefeitura.

Como prefeito, exerceu, por dois mandatos (2001-2002 e 2005-2006), a presidência da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê, formada por 11 cidades: Mogi das Cruzes, Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Também por duas vezes (2004-2005 e 2006-2007), presidiu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, constituído pelos 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Em fevereiro de 2002, assumiu a coordenação do Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção à Violência do Fórum Metropolitano de Segurança Pública, que reúne todos os Municípios da Grande São Paulo, com o objetivo de debater e apoiar o desenvolvimento de políticas e programas municipais, particularmente direcionados para áreas de situações de alto risco de violência. Ao longo dos dois mandatos, liderou duas comitivas oficiais de Mogi ao Japão, com o objetivo de fortalecer os laços de amizade e cooperação, principalmente nas áreas empresarial, tecnológica, cultural e ambiental. As viagens renderam investimentos à Cidade, doação de materiais e contribuição financeira para ações sociais.

Por cinco vezes, Junji Abe recebeu o título de "Prefeito Empreendedor" – Prêmio Governador Mário Covas, concedido pelo Sebrae, em reconhecimento às iniciativas de apoio às micro e pequenas empresas de Mogi das Cruzes, desenvolvidas nos anos de 2001, 2002, 2005, 2007 e 2008.

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes[editar | editar código-fonte]

Junji Abe foi o primeiro prefeito de Mogi das Cruzes a governar a cidade por dois mandatos consecutivos. Em 2000, ele foi eleito com 90.612 votos. Em 2004, a população reconheceu o trabalho desenvolvido durante o seu primeiro mandato. Depois de um período de estagnação, a cidade voltara a crescer e se destacava, segundo instituições de alta credibilidade, como a Fundação Getúlio Vargas, Fundação Seade e Ministério do Trabalho, como um dos municípios mais pujantes do País. Resultado: Junji foi reeleito em primeiro turno, com 102.689 votos.

O prefeito Junji Abe inovou no estilo de governar a Cidade. Implantou o conceito de gestão descentralizada, integrada e participativa. Com autonomia, planejamento criterioso, esforços conjugados e participação popular, os setores do Poder Público Municipal garantiram maior agilidade e eficiência à Administração.

Tudo, com o propósito de colocar em prática o PGP – Plano de Governo Participativo, edições I e II –, que foi elaborado com o envolvimento direto da população e balizou a jornada de oito anos de Junji Abe à frente da Prefeitura de Mogi.

Sob sua administração, Mogi das Cruzes ganhou notoriedade mundial e colecionou prêmios, despontando entre as 300 cidades mais dinâmicas do Brasil, uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar, além de integrar o seleto grupo de municípios brasileiros que sediam empresas de call center. O encerramento da gestão, em 2008, se deu com pesquisas apontando 86% de aprovação popular.

Para vencer a gigantesca burocracia da máquina, que tanto retardava quanto comprometia a execução de políticas públicas, a gestão Junji Abe promoveu um abrangente programa de modernização da estrutura. A informatização chegou a todos os setores. Até o início de 2001, eram cerca de 60 computadores. Em 2008, já havia mais de 800 máquinas operando nas diferentes repartições, incluindo postos de saúde e escolas.

Além de modernizar a estrutura administrativa, o prefeito retomou o excelente relacionamento de Mogi com os governos estadual e federal. Esta parceria assegurou obras como a duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, a conclusão do Hospital Luzia de Pinho Melo, a construção de milhares de moradias populares e a liberação de cerca de R$ 60 milhões para obras de saneamento básico, combate às enchentes e urbanização de bairros, por meio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

Outras ações complementaram o leque de iniciativas responsáveis pela excepcional qualidade de vida de Mogi das Cruzes. Todos os avanços tiveram o fundamental e permanente apoio dos vereadores da Câmara Municipal.

Referências

  1. Venturini, Lilian (22 de fevereiro de 2018). «Quem é Junji Abe, que assumiu a vaga de Maluf na Câmara». Nexo Jornal. Consultado em 22 de setembro de 2018 
  2. «Paulo Maluf tem mandato de deputado cassado pela Mesa Diretora da Câmara». Jornal Nacional. 22 de agosto de 2018. Consultado em 22 de setembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Waldemar Costa Filho
Prefeito de Mogi das Cruzes
20012009
Sucedido por
Marco Aurélio Bertaiolli
Precedido por
Waldemar Marques de Oliveira Filho
Presidente do CONDEMAT
20012003
Sucedido por
José Carlos Fernandes Chacon
Precedido por
José Carlos Fernandes Chacon
Presidente do CONDEMAT
20052007
Sucedido por
Marcelo Cândido
Precedido por
Marcelo Cândido
Presidente do CONDEMAT
20082009
Sucedido por
Jorge Abissamra