Agricultor

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Uma agricultora do Chade, em 2010.

Um agricultor, também comumente chamado de lavrador e agropecuarista, é uma pessoa envolvida na agricultura ou na agropecuária, criando organismos vivos para alimentação ou matérias-primas. O termo geralmente se aplica a pessoas que fazem alguma combinação de cultivo de campos, pomares, vinhedos, aves ou outros animais, caracterizando-se como profissão clássica do setor primário.[1]

Um agricultor pode ser o proprietário da terra cultivada ou pode trabalhar como operário em terras pertencentes a outros, sendo conhecidos também como operários do campo, trabalhadores agrícolas ou peões. No entanto, em outras definições mais antigas, um agricultor era uma pessoa que promovia ou melhorava pelo trabalho o crescimento de plantas, a produtividade de terras, a quantidade de colheitas ou a cria e reprodução de animais.[2]

Classificação e nomenclaturas[editar | editar código-fonte]

Pela atividade laboral[editar | editar código-fonte]

Termos mais distintos são comumente usados ​​para denotar agricultores que criam animais domesticados específicos. Por exemplo, aqueles que criam animais de pasto, como bovinos, ovinos, caprinos e equinos, são conhecidos como "pecuaristas" ou "criadores". Os criadores de gado e ovelhas e cabras também podem ser referidos, respectivamente, como "vaqueiros" e "pastores". O termo "produtor de leite" é aplicado àqueles que se dedicam principalmente à produção de leite, seja de bovinos, caprinos, ovinos ou outros animais produtores de leite. Um "avicultor" é aquele que se concentra na criação de galinhas, codornas, perus, patos ou gansos, para produção de carne, ovos ou penas ou, comumente, todos os três. Uma pessoa que cultiva uma variedade de vegetais para o mercado pode ser chamada de "verdureiro" ou "horticultor", enquanto que o que cultiva plantas frutíferas de "fruticultor". "Roceiro" ou "juquireiro" são termos coloquiais para um agricultor prático, com pouco capital ou com terra com baixa capacidade produtiva, ou ainda aquele que cultiva sua própria terra.[3]

Há ainda: "apicultor", para quem trabalha especificamente com abelhas; "silvicultor", para quem trabalha com manejo de plantas, e; "plantador" e "colheitador" para o operário do campo que trabalha, respectivamente, somente no plantio e na colheita, etc..

Pela dimensão dos fatores de produção[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Fatores de produção
Mulher estadunidense de camisa verde com a inscrição "agricultura é um serviço público", em 2018.

Nas nações desenvolvidas, um "agricultor" (como profissão) é geralmente definido como alguém com interesse em plantações ou criação de animais e que fornece terra ou manejo em sua produção. Aqueles que fornecem mão-de-obra são mais frequentemente chamados de "lavradores" ou "operários do campo". Alternativamente, aquele que administra terras agrícolas para um proprietário ausente, compartilhando a colheita (ou seus lucros), são conhecidos como meeiros, colonos ou agregados.

No contexto do agronegócio — mais especificamente na dimensão do capital —, um agricultor é definido de forma ampla e, portanto, muitos indivíduos não necessariamente engajados na agricultura em tempo integral podem, no entanto, se qualificar legalmente sob a política agrícola para estar elegível a algum subsídio, incentivo e dedução fiscal.[4]

Pela técnica produtiva[editar | editar código-fonte]

No contexto de nações em desenvolvimento ou outras culturas pré-industriais, um grande contingente de agricultores pratica uma agricultura de subsistência – um sistema de agricultura orgânica simples que emprega rotação de culturas, seleção e estoque de sementes, corte e queima, ou outras técnicas para maximizar a eficiência enquanto atende às necessidades da população, família ou comunidade. Aquele que subsiste dessa maneira pode ser rotulado como camponês, muitas vezes associado ao campesinato.[5]

Nas nações desenvolvidas, no entanto, uma pessoa que usa essas técnicas em pequenos trechos de terra pode ser chamada de "jardineiro" e considerada um passatempo. Alternativamente, alguém pode ser levado a tais práticas pela pobreza ou, ironicamente – no contexto do agronegócio em grande escala – pode se tornar um agricultor orgânico cultivando para consumidores exigentes/politizados no mercado local de alimentos.[6]

Referências

  1. Kirschenmann, Frederick (2000). "How many farmers will we need?" (PDF). Leopold Letter. 12 (4): 3–4. Archived from the original (PDF) on 2012-05-02.
  2. Dyer, Christopher (2007). "A suffolk farmer in the fifteenth century". Agricultural History Review. 55 (1): 1–22. JSTOR 40276126.
  3. Farmer. Cambridge Onlne Dictionary. 2022.
  4. Working Party on Agricultural Policies and Markets Taxation in agriculture. OECD. 18 de dezembro de 2019.
  5. Bailey, Garrick; Peoples, James (11 de janeiro de 2013). Essentials of Cultural Anthropology 3 ed. [S.l.]: Cengage Learning (publicado em 2013). pp. 121–122. ISBN 9781133603566. Consultado em 10 de outubro de 2019. Peasants [...] are looked down on by higher classes ("he has a peasant mentality”). 
  6. Marcelo Castañeda. Ambientalização e politização do consumo nas práticas de compra de orgânicos. Caderno CRH. 25 (64). Abril de 2012.