Marília

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Município Marília
"Capital Nacional do Alimento"
"Cidade Amiga da Criança"
"Capital da Alta Paulista"
Bandeira  Marília
Brasão  Marília
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de abril
Fundação 1923
Emancipação 4 de abril de 1929 (88 anos)
Gentílico mariliense
Lema Símbolo de amor e liberdade
Padroeiro(a) São Bento
Prefeito(a) Daniel Alonso (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização  Marília
Localização Marília em São Paulo
Marília está localizado em: Brasil
Marília
Localização Marília no Brasil
22° 12' 50" S 49° 56' 45" O22° 12' 50" S 49° 56' 45" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Marília IBGE/2008[1]
Microrregião Marília IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Getulina, Guaimbê, Júlio Mesquita;
Leste: Álvaro de Carvalho, Vera Cruz, Ocauçu;
Sul: Campos Novos Paulista;
Oeste: Pompéia, Oriente e Echaporã
Distância até a capital federal: 905 km
estadual: 438[2] km
Características geográficas
Área 1 170,054 km² [3]
Distritos Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega, Rosália
População 232 006 hab. (SP: 32º) –  IBGE/2015[4]
Densidade 198,29 hab./km²
Altitude 679 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,798 (SP: 25º) – alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 4 339 879 milAumento (BR: 130º) – IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 19 886,81 IBGE/2011[6]
Página oficial
Prefeitura www.marilia.sp.gov.br

Marília é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Situa-se na região Centro-Oeste Paulista. Fica distante da capital do estado 443 quilômetros por rodovia; 529 quilômetros por ferrovia e 376 quilômetros em linha reta. Localiza-se a uma latitude de -22° 12' 50" sul e a uma longitude de -49º 56' 45" oeste, estando a uma altitude de 679 metros. Possui uma área de 1.170,054 quilômetros quadrados, dos quais 23.040 estão em zona urbana. Possui clima subtropical úmido com verões quentes (classificado como Cfa por Köppen-Geiger) e ausência de estação seca definida, com apenas redução de precipitação no mês de julho.

O município de Marília é composto dos distritos de Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega e Rosália, além do distrito sede. Em 2016 a Firjan classificou a cidade como a 23ª melhor do país para se viver[7] e em 2017 Marília figurou em estudo do Ipea entre as 15 cidades mais pacíficas do Brasil, em um índice que considera municípios com população superior aos 100 mil habitantes. [8]

Uma das curiosidades de Marília, é que, por conta de seu parque fabril no setor de alimentos, é comum que alguns bairros do município - dentre eles a zona central - sejam "invadidas" pelo aroma de doces, biscoitos e chocolates em diversas vezes do dia e da noite, já que empresas como a Marilan, funcionam ininterruptamente.

A cidade de Marília possui estatísticas que demonstram a capacidade de produção no setor alimentício, que justificam o título de "Capital Nacional do Alimento", como por exemplo: produz 32.000 toneladas de alimentos por mês, 80 embalagens produzidas em Marília são abertas a cada segundo, possui a maior frota de caminhões do país - aproximadamente 2.000 caminhões - utilizados para o transporte da produção de alimentos, todos os estados brasileiros recebem os produtos aqui fabricados, gera R$ 75.000.000 de receita bruta direta por mês, é responsável por 7.000 empregos diretos e 15.000 empregos indiretos e possui mais de 100 indústrias compondo o segmento alimentício. [9]

Índice

História

Reprodução do tamanho dos crocodilos pré-históricos brasileiros.

Pré-história

Há cerca de 70 milhões de anos, a região onde hoje fica Marília e o oeste paulista foi habitada por dinossauros e outros animais pré-históricos. Esses animais tiveram seus restos ósseos petrificados em sedimentos arenosos de primitivos rios e lagos. Com as transformações geológicas ocorridas ao longo do tempo, esses ambientes primitivos se modificaram, e os sedimentos se transformaram em rochas, conhecidas principalmente como arenitos, e os ossos se tornaram fósseis. Essas rochas são as mesmas que hoje constituem as serras e escarpas que rodeiam a cidade, como os paredões de arenito do vale do Barbosa na Via Expressa, a Serra de Avencas, o vale do Pombo, a Serra de Dirceu adiante do aeroporto, e muitos outros.

Sítio paleontológico do fóssil de titanossauro descoberto pelo paleontólogo William Nava em 2009. O fóssil é um dos mais completos deste espécime já encontrados no Brasil.

Um crocodilo primitivo da era dos dinossauros recebeu, inclusive, o nome da cidade, sendo batizado em 1997 como Mariliasuchus amarali. Seus restos fossilizados têm permitido uma melhor compreensão acerca dos ecossistemas do passado. A cidade ganhou projeção recentemente com a escavação de um esqueleto semiarticulado de um grande dinossauro herbívoro que viveu na região entre 65 e 70 milhões de anos atrás e que ficou conhecido como o "Dino Titã de Marília"[10].

Todos esses fósseis são hoje objeto de estudo em parceria com instituições científicas, e parte deles se encontra exposta no Museu de Paleontologia da cidade, que hoje é também referência nacional na área de paleontologia.

Vanuíre, índia Kaingang trazida do PR pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) como mediadora entre o órgão e os Kaingangues da região.[11]

Os Kaingangues e o processo inicial de espoliação de suas terras

Esta região do Estado de São Paulo foi uma das últimas a ser exploradas, sendo que a maioria dos núcleos habitacionais estabeleceram-se já no século XX. Até então, Marília era habitada pelos coroados, nomenclatura dado aos índios Kaingangs devido ao característico cocar de penas utilizado por membros dessa etnia; outro termo utilizado para designar a etnia é Guaianás.

Tradicionalmente o território Kaingang compreendia o planalto dos atuais estados do sul do Brasil, sendo que há pelo menos duzentos anos expandiram-se para a região de Misiones, na Argentina e para o estado de São Paulo, na região compreendida entre os rios do Peixe e Tietê. Deste modo, quando do avanço dos plantios de café e a chegada do homem branco, os Kaingangues já estavam estabelecidos na referida região há pelo menos 1 século.

Mapa da Província de São Paulo em 1886 (percebe-se o não reconhecimento da posse da terra pelos Kaingangs na futura região da Alta Paulista).

O Estado brasileiro apoiava a ocupação do território pelo "homem branco", ignorando a população indígena aí existente, oferecendo subsídios, construindo estradas e aldeando os índios, para que o vasto território fosse entregue à colonização. A busca por terras para a monocultura do café para exportação impulsionou a espoliação das terras dos Kaingangues da região, pois nas zonas velhas da Mogiana, Paulista e Sorocabana, as terras apresentavam esgotamento e conseqüentemente, havia um declínio da produção[12].

O primeiro marco para a ocupação da região foi a ordenação pelo então governador do estado, Rodrigues Alves, da construção de uma estrada de 147km ligando as localidades de Afonso Pena (atual Cafelândia), da região da Noroeste, à Platina, na região da Sorocabana; o que se deu em 1913.[13]

Deste modo, foram sendo abertas fazendas de café na região, muitas pertencentes a políticos de renome, como o senador paulistano Luís Rodolfo Miranda e os deputados Bento de Abreu Sampaio Vidal, originário de São Carlos e Araraquara e Cincinato Braga, originário de Piracicaba e São Carlos[14].

Em 1916 os engenheiros da Cia. Paulista haviam deixado um marco na região onde localiza-se hoje a cidade de Marília, haja vista que haviam projetos de construção de um novo entroncamento ferroviário que avançasse pelo espigão da Serra dos Agudos. A perspectiva desse empreendimento fez com que a Cia. Pecuária e Agrícola de Campos Novos expandisse seus negócios de vendas de lotes.

Os patrimônios e loteamentos iniciais

O português Antônio Pereira da Silva, que administrava a Fazenda Cincinatina - de posse do deputado Cincinato Braga - alertado por seu filho "Pereirinha", ao inspecionar pessoalmente as terras que estavam à venda, entusiasmou-se e adquiriu uma porção, cuja escritura lhe foi passada em 1923, quando o mesmo instalou um patrimônio e deu início à venda de lotes. Surgiu, então, o Alto Cafezal, o primeiro dos três patrimônios que deram origem à Marília. A perspectiva da continuidade da construção da estrada de ferro pela Companhia Paulista e as matas inexploradas, provocaram uma rápida valorização do solo na região loteada por Antônio Pereira da Silva.

Migraram para a região não só antigos plantadores de café das zonas velhas, como também imigrantes que chegavam com o sonho de enriquecimento rápido.[15]

Bento de Abreu Sampaio Vidal (1872-1948)

Tal valorização levou à fundação de outros dois patrimônios próximos do Alto Cafezal; no ano de 1926 foi a Vila Barbosa, resultante do loteamento de uma parte dos 1950 alqueires da propriedade dos coronéis Galdino Alfredo de Almeida e José da Silva Nogueira e o terceiro em fins de 1926 e início de 1927, de posse do deputado Bento de Abreu Sampaio Vidal, planejado pelo engenheiro Durval de Menezes em posição estratégica para a passagem dos trilhos da ferrovia que encontrava-se na vizinha Lácio.

A nomeação das estações ferroviárias por ordem alfabética e o surgimento de Marília

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro vinha nomeando as estações do novo tronco por ordem alfabética, sugerindo nomes para a próxima estação com a letra "M". As propostos foram "Marathona", "Mogúncia" e "Macau", mas Bento de Abreu não ficou satisfeito com nenhuma das sugestões. Em uma de sua viagens de navio à Europa, leu o romance de Tomás Antônio Gonzaga, "Marília de Dirceu", de onde tirou a ideia de nomear seu patrimônio de "Marília", sugerindo-o à Cia. Paulista como nome para a próxima estação.

Entardecer na zona sul da cidade - detalhe para os trilhos da Cia. Paulista em primeiro plano e Serra dos Agudos ao fundo.

Através da Lei Estadual 2. 161, em 22 de dezembro de 1926, Marília tornou-se distrito do município de Cafelândia. Em fins de 1928, foi inaugurada a estação ferroviária de Marília e o distrito, que na altura contava com 628 casas, foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual 2. 320, de 24 de dezembro de 1928, abrangendo os patrimônios de Alto Cafezal e Vila Barbosa (o que não se deu sem conflitos entre os pioneiros). A instalação oficial deu-se em 4 de abril de 1929, data em que é comemorado seu aniversário.

O fim da política do "café com leite"

O cultivo de café foi sendo substituído pelo algodão, haja vista a desvalorização do café no mercado internacional impulsionado pelo crack da bolsa de Nova Iorque e pelas altas ocorrências de geada na região durante o outono até o final do inverno de 1929.

Chega o fim da ligação quase que exclusiva do Brasil com a monocultura cafeeira. Além de não ser um gênero de primeira necessidade, o café ocupava a esmagadora maioria das terras cultiváveis do país, impedindo a diversificação das suas exportações. Havia uma óbvia teimosia por parte das elites em redirecionar e modernizar a política econômica brasileira. Além disso, o regime mostrava sinais de desgaste devido às várias revoltas militares ocorridas durante o governo de Artur Bernardes (1922-1926), que, eleito com a ajuda das oligarquias, era claramente impopular perante à opinião pública.

Para as eleições de 1930, houve um racha entre as elites políticas de São Paulo e Minas Gerais, que no âmbito da "política do café com leite" dominavam a política nacional. Ante à insistência de Washington Luís em lançar como candidato o seu apadrinhado político, (o paulista Júlio Prestes) em detrimento daquele programado para a sucessão, Antonio Carlos de Andrada (MG), surge a Aliança Liberal, unindo as oligarquias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.

Sob a bandeira da Aliança Liberal, foram lançados Getúlio Vargas (RS) e João Pessoa (PB), candidatos a presidente e vice-presidente respectivamente. Em um processo eleitoral marcado por fraudes de ambos os lados, Júlio Prestes foi eleito presidente. A situação econômica insustentável, unida ao estranho assassinato de João Pessoa - que passou a ser visto e alardeado como manobra do governo Prestes para calar qualquer opositor, culminou numa revolta militar com o objetivo de derrubar o regime. O governo, impopular perante às massas, caiu facilmente e Getúlio Vargas assumiu o poder em caráter provisório em 3 de novembro de 1930.

Fundação da Maternidade Gota de Leite de Marília

Em 28 de julho de 1931 nasceu a Associação Feminina de Marília: Maternidade e Gota de Leite. A iniciativa partiu da professora Lyris de Negreiros Rocha, formada pela Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo, que chegou à Marília com os pais pouco depois da fundação da cidade. Juntamente das amigas Carolina e Maria Luíza Moraes Barros (ambas irmãs), fundaram a instituição com o objetivo de assistir as parturientes carentes da região, bem como seus bebês.

Elas receberam noções de puericultura dos médicos Manhães e Carlos Moraes Barros (pai de Carolina e Maria Luíza) e, munidas de balanças, passaram a visitar as casas para auxiliar nos primeiros cuidados aos bebês que nasciam sem assistência. As despesas com medicamentos eram pagas pelo colaborador Zezé de Almeida, proprietário da Casa Bancária Almeida.

Com o passar dos anos, conseguiram a doação de uma área na avenida Nelson Spielmann, onde foi lançada a pedra fundamental da futura maternidade, cuja construção iniciou-se pela cozinha diante da necessidade de ferver o leite que era distribuído às crianças carentes. Desde então a maternidade ampliou consideravelmente seu espaço e os atendimentos, funcionando até os dias atuais. [16]

Os jovens marilienses na Revolução Constitucionalista, na 2ª Guerra Mundial e o cenário econômico do município

Em razão do descontentamento em relação ao novo quadro político instaurado no país após a Revolução de 1930, estoura a Revolução Constitucionalista. A morosidade do governo provisório de Vargas em convocar a Assembléia Constituinte suscitava muita insatisfação, especialmente no Estado de São Paulo. No começo de 1932, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD) lançaram uma campanha em favor da Carta Constitucional do país e do término da interferência federal nos estados.

A repercussão popular foi grande e o sentimento de patriotismo brotou nos corações paulistas, tornando mais forte o ideal de liberdade e a disposição de se lutar por ele. No dia 23 de maio de 1932, durante a realização de um ato político na cidade de São Paulo, a polícia coibiu os manifestantes, ocasionando a morte de quatro estudantes. Em homenagem a esses quatro jovens, o movimento passou a chamar-se MMDC – iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os mortos – e ampliou a base de apoio entre a classe média. Em 9 de julho começou a rebelião armada; um grande número de civis ingressou espontaneamente no corpo de infantaria e foi transferido para as frentes de batalha. Jovens marilienses também participaram da luta armada contra o regime Varguista. Dezenas de voluntários se alistaram e participaram da Revolução Constitucionalista de 1932. Três deles - Nelson Spielmann, Vicente Ferreira e o médico Augusto Saturnino Rodrigues de Brito – ficaram mais conhecidos por terem sido mortos em combate.[17]

Indústrias Matarazzo - Bairro Somenzari-Marília

As forças federais contudo eram superiores. O apoio dos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais não chegou, e São Paulo foi cercado pelas tropas legalistas. Após ajustes, envolvendo indulto aos rebeldes e facilidades para o exílio dos líderes civis e militares do movimento, os paulistas anunciam sua rendição em 3 de outubro de 1932. Apesar de ter sido derrotado no campo de batalha, politicamente o movimento atingiu seus objetivos; a luta pela constituição foi fortalecida, e em 1933 as eleições foram realizadas colocando o civil Armando Sales como governador do estado.[18]

Graças à cultura do algodão, em 1934 e 1935 foram instaladas as duas primeiras indústrias em Marília (duas fábricas de óleo). Na década de 1940, o município firmou-se como polo de desenvolvimento do Oeste Paulista, apresentando um grande crescimento urbano e populacional. É neste período que as Indústrias Reunidas Matarazzo instalaram sua planta fabril no município.

Em 2 de julho de 1944, 27 marilienses juntaram-se à Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Os marilienses mostraram bravura, tendo regressado todos em 16 de julho de 1945, sendo que, um deles destacou-se: o cabo Marcílio Luís Pinto, que recebeu a medalha Silver Star por ato de bravura, concedida pelo Exército Americano através do general Mark Clark. Os demais foram agraciados com medalha da Cruz de Combate de Segunda Classe.

Em terras marilienses surge o Banco Bradesco

Interior da agência do Bradesco em Marília (1943)

Foi em Marília que o ribeirão-pretano Amador Aguiar fundou o Banco Brasileiro de Descontos S.A., em 10 de março de 1943. O Bradesco funcionava com a matriz em Marília e mais seis agências, nas cidades paulistas de Garça, Getulina, Pompeia, Rancharia, Tupã e Vera Cruz. O contato direto com o Cliente teve grande repercussão, pois os bancos tradicionais, até então, distanciavam-se dos colonos de Marília. Já o Bradesco via crescer as contas daquela gente simples.

Quando abriu as portas, de tão pequeno que era, não sem ironia, foi chamado de “Banco de Dez Contos”. O Bradesco não aderiu à onda crescente de xenofobia provocada pela II Guerra Mundial; em suas agências, as possibilidades de um italiano, um alemão ou um japonês serem atendidos eram as melhores possíveis. Naqueles tempos pioneiros, em Pompeia, no ponto final da Estrada de Ferro Paulista, fervilhava o comércio do algodão. Como o Banco não discriminava os naturais de países aliados do Eixo na Guerra, era comum japoneses abrirem contas. “Eles se sentiam protegidos, porque tinham confiança de que não teriam o dinheiro bloqueado”, conta Ryokichi Hoshino, um dos colaboradores mais antigos do Banco, contratado na época justamente para ser intérprete dos japoneses. 

O Brasil era um imenso arquipélago com ilhas geoeconômicas incomunicáveis entre si. Além de incipiente, a produção industrial enfrentava graves dificuldades de transporte. O Banco incursionou por esse filão heterodoxo; do remédio ao trigo, das peças de reposição ao combustível, era possível encomendá-los em suas agências. Ao funcionar como uma espécie de empório, somado ao seu crescente número de clientes agricultores, o banco somou comerciantes e prefeituras. O Bradesco conquistou novos clientes e transformou-se em um banco de massas. Com o passar do tempo, tornou-se pioneiro em vários campos. Em 1946 a matriz foi transferida para a capital do estado e em 1948, o Bradesco adquiriu o Banco Mobilizador de Crédito, com sede no Rio de Janeiro, então Capital Federal. De banco regional o Bradesco passou a banco nacional, anexando dezenas de outros bancos e instituições financeiras durante toda a sua trajetória. [19]

Surge a indústria pioneira no ramo alimentício em Marília: a Ailiram

Unidade Fabril da Ailiram

O pioneirismo no setor alimentício foi alavancado pela Ailiram (anagrama do nome da cidade de Marília), fundada em 1945. Fundada pelo ítalo-brasileiro Santo Barion, a Ailiram surgiu como uma extensão societária da Fábrica de Doces Cristal, fundada por Francisco Potenza em Bocaina, onde Barion morava antes de partir para a Alta Paulista.

O sucesso da produção de bananas-passa do amigo Potenza, levou Barion a propor a expansão dos negócios na pujante Marília, o que foi aceito. A empresa surgiu sob o comando de Santo Barion e filhos, na Rua São Luiz, onde produziam as bananas-passa, balas e biscoitos. Naquela época as balas fabricadas em São Paulo dificilmente chegavam à região de Marília, o que levou ao rápido crescimento da empresa. Alguns de seus produtos chegaram a ter grande sucesso de vendas, como as famosas balas Sete Belo e o drops Banda.

Em 1988, interessada pela fatia do mercado conquistada pela Ailiram, a multinacional suíça, Nestlé S/A, decidiu comprá-la e expandir sua produção; passando a distribuir parte de seus produtos tanto no território nacional como internacional.[9][20][21]

Industrialização e urbanização do município a partir da segunda metade do século XX

Anos 1950 e 1960

O primeiro arranha-céus construído em Marília foi o Edifício Ouro Verde, em 1951. Ele foi totalmente comercializado em um único dia. Com a expansão da industrialização no interior paulista, houve um aumento da malha ferroviária e rodoviária, com isso Marília ligou-se a várias regiões do estado de São Paulo e ao norte do Paraná.

Marilan
Planta da Marilan

Fundada em 1956 pelo casal de origem italiana Maximiliano e Iracema Garla, ganhou seu primeiro prédio no ano seguinte, onde eram produzidos biscoitos Maria, Água e Sal, Coco e Maisena em forno à lenha. O nome da empresa foi escolhido pela própria comunidade mariliense através de concurso realizado por uma rádio local.[22]

A produção inicial, essencialmente artesanal, cresceu em qualidade e quantidade, de modo que no fim dos anos 1960 já eram produzidos 600 kg de biscoitos por hora. Nos anos 70 a família Garla adquiriu um novo terreno em Marília e construiu seu parque industrial, com 67 mil m² e empregando 250 funcionários. Nos anos 90 a Marilan já produzia 84 mil toneladas de biscoitos por ano e contava com 1300 colaboradores diretos.

Linha de produção Marilan

Em 1995, o senhor Maximiliano recebeu o prêmio de empresário do ano, e em 1997, recebeu o título de "Cidadão Mariliense", concedido pela Câmara Municipal de Marília.[22] Atualmente a Marilan é a segunda maior fabricante de biscoitos do Brasil, gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos e sua planta fabril funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A empresa possui um catálogo de mais de 100 itens e uma capacidade produtiva de até 200 mil toneladas por ano; seus produtos são exportados para mais de 50 países em todos os continentes.[23]

Biscoitos Xereta

Em 1957 a Xereta foi fundada por Francisco Xavier Ambrózio, proprietário da padaria Seleta e um dos pioneiros de Marília. Na época, sua panificadora era considerada a melhor e mais bem montada da cidade. O estabelecimento estava situado na Rua Pedro de Toledo, local onde se iniciou a produção de biscoitos Xereta, marca que ficou conhecida nacionalmente.[9]

Sasazaki

Em 1958 Yusaburo e Kosaku, com os irmãos Yutaka, Hachiro e Tochimiti e o amigo Kyomassa Shibuya formaram a Indústria e Comércio Sasazaki, empresa que nasceu com 50 funcionários. Em 1964, a Sasazaki deixou para trás a fase manual, lançando o DTM, Descascador Motorizado de Tríplice aplicação, que beneficiava café, mamona e amendoim. Por imposição dos fenômenos climáticos e a sazonalidade da agricultura, no ano de 1975 a Sasazaki foi obrigada a mudar o ramo de atuação, que deixou o desenvolvimento de soluções para o campo para se dedicar à fabricação de esquadrias metálicas. O primeiro produto criado foi uma janela veneziana, depois, vieram janelas de correr, portas e complementos.

Em 1996 a fábrica foi transferida para o Distrito Industrial, com uma área construída de 60 mil m². No ano seguinte foi criada a Divisão de Esquadrias de Alumínio. A empresa adquiriu uma área anexa à principal, e aumentou o seu parque industrial para mais de 70 mil m² de área construída. Em 2009, a Sasazaki passou a ser a primeira empresa brasileira do segmento a utilizar nanotecnologia em seu processo de fabricação. Em 2011 uma filial da empresa foi inaugurada em Jaboatão dos Guararapes (PE), o que permitiu reafirmar a eficiência logística da Sasazaki e a expansão dos negócios para a região Nordeste. O complexo industrial, localizado em Marília, foi ampliado, passando de 75 mil m² para 78 mil m², com o aumento da área construída da fábrica de alumínio. Uma nova linha de produção de esquadrias de alumínio foi instalada, com capacidade de produção de mil peças por dia.[24] Atualmente a empresa possui cerca de 900 funcionários diretos e é uma das maiores indústrias brasileiras no segmento.[25]

Restaurante infantil de Marília

No ano de 1960, Carim Daher El Haber, libanês de origem e mariliense de coração, reuniu-se com um grupo de cidadãos para fundar uma entidade, cuja atividade básica e principal seria a de oferecer alimentação adequada a crianças carentes.Tais foram os propósitos apresentados pelo Sr. Carim e o alcance benemérito da entidade que se fundava, que todos os presentes se uniram e converteram em realidade aquele sonho.

Foi uma modesta casa no bairro Palmital, que sediou o Restaurante Infantil de Marília, inaugurado no dia 28 de julho de 1960, com a presença do Prefeito Adorcino de Oliveira Lyrio e outras personalidades marilienses e cuja fita simbólica foi desatada pelo Engenheiro Archimedes De Grande. A entidade iniciou atividades com o atendimento de trinta crianças na faixa etária dos 05 aos 12 anos.

Com o passar dos anos, a diretoria do Restaurante verificou que a entidade poderia oferecer às crianças assistidas mais do que alimentação, sendo que, a recreação e uma educação básica poderiam ser adicionadas às atividades da entidade. Para tanto, foi incorporado ao patrimônio da entidade o imóvel localizado defronte à sua sede, na mesma rua, o qual passou a abrigar uma modesta escola e um parque infantil.

O Restaurante Infantil de Marília passou a atender as crianças em dois turnos (período integral) melhorando ainda mais seus resultados, após obter importante convênio com a Prefeitura Municipal de Marília, através do qual foram cedidas duas professoras, uma merendeira, além de cota de alimentos para as tarefas. Ano após ano, sempre houve a preocupação em melhorar as atividades e resultados, de modo que as crianças tivessem o melhor possível. Jamais foram medidos esforços no sentido de ampliar e expandir os serviços prestados, prova disso foi o credenciamento obtido junto à Fundação Roberto Marinho, com o Projeto Ciranda da Criança.

É em razão da constante preocupação de sempre melhorar e expandir os serviços prestados, que fez com que a Diretoria juntasse esforços no sentido de construir uma nova sede, mais ampla, com instalações e dependências melhores, a fim de duplicar o atendimento de 50 para 100 crianças. Após alguns anos de em janeiro de 1994 foi inaugurada a nova sede, contando com o amplo refeitório, cozinha adequada e suas dependências, salas de aula, sala de coordenação pedagógica e administrativa, biblioteca, sala de jogos, brinquedoteca, sala de recursos para atendimento psicológico e fonoaudiológico, sala de computadores, sala de artes,  sala de artesanato, quadra esportiva e parque infantil.

Primeiros aviões da TAM (chamava Taxi Aéreo Marília)
TAM

A TAM Linhas Aéreas S.A., maior empresa aérea do país, foi fundada em Marília. Ela surgiu como TAM (Táxi Aéreo de Marília) em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os estados de São Paulo e Mato Grosso.

Dori Alimentos
Ficheiro:Amendoim tipo japonês da Dori; produzido em Marília, consumido em todo o Brasil e exportado para diversos países do mundo.jpg
Amendoim tipo japonês da Dori; produzido em Marília, consumido em todo o Brasil e exportado para diversos países do mundo

A Dori iniciou suas atividades em 8 de maio de 1967 na cidade de Marília, devendo o nome ao apelido da fundadora, Doraci dos Santos Spila. A produção inicial era de pipoca e amendoim com o nome "Guri", fabricados artesanalmente na casa de dona Doraci. Em 1970, o esposo de dona Doraci, Augusto Spila, deixou o emprego como técnico de rádio e juntou-se à empresa, que seis anos depois ganharia sede própria. Em 1986 a Dori ganhou uma filial que dedicava-se à seleção e ao preparo da matéria prima para a produção da empresa matriz, a partir de então, a filial contratou um engenheiro agrônomo que prestava assessoria aos produtores de amendoim região, orientando-os sobre plantação, manejo e qualidade, resgatando a tradição da produção local de amendoim, que na década de 40 era uma das maiores do país. Esse serviço firmou uma relação de parceria entre os produtores locais e a empresa. Um laboratório de análise de amendoim foi criado e hoje garante a excelência e a qualidade do produto, sendo a única indústria de confeitos do País a oferecer este serviço.

A família Barion, de origem italiana, assim como os Spila, assumiu a Dori em 1995 e em 2003 um centro de distribuição foi criado em Marília. Hoje, a Dori Alimentos está presente no mercado de balas, caramelos, gomas de mascar, pastilhas, confeitos, pirulitos e amendoins. A empresa figura entre as gigantes do setor de doces e snacks, liderando o mercado brasileiro, atrás apenas das multinacionais. A Dori possui atualmente 2.300 funcionários e gera entre 900 e 1000 empregos indiretos. A capacidade produtiva é de 9 mil toneladas de produtos/mês. As três unidades fabris hoje existentes - duas em Marília, interior de São Paulo, e outra em Rolândia, no Paraná - abastecem praticamente todo o país. Além disso, a empresa mantém centros de distribuição que garantem a capilaridade do negócio, são três em Pernambuco e sete distribuídos entre Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. A Dori exporta atualmente para mais de 60 países, sendo que, do total faturado pela Dori em 2011, R$ 46 milhões foram provenientes de exportações.[26]

Dos anos 1970 aos dias atuais

Com a instalação de diversos cursos universitários, Marília pôde atrair vários jovens à região, o que ajudou no desenvolvimento e diversificação do setor de comércio, serviços e entretenimento, bem como na expansão das atividades imobiliárias.

Bel Chocolates

A Bel foi fundada em 04 de julho de 1976 pelo também descendente de italianos Paulo Sérgio Zaparolli Dedemo. O nome da empresa foi uma homenagem à sua esposa "Isabel". Os primeiros produtos, amendoim salgado, pé-de-moleque e pipoca, eram fabricados artesanalmente e com receitas caseiras. Em 1984 a Bel se transferiu para as instalações atuais, no Jardim Santa Antonieta, em Marília, com uma área de 11.000m². Atualmente, com várias linhas de produção e equipamentos de tecnologia avançada, atende a todo o mercado nacional e exporta para diversos países de todo o mundo.[27]

Tauste Supermercados

Inaugurado em outubro de 1991, iniciou suas atividades em uma pequena loja de bairro. O nome escolhido remonta à cidade de origem familiar dos fundadores, Tauste, na província de Zaragoza, na Espanha. No ano de 2000, mudou-se para um novo prédio, que se tornou a matriz da empresa e nele estão localizados os setores administrativos. Em março de 2004, o Tauste abriu sua segunda loja em Marília, expandindo seus negócios e consolidando sua presença na cidade.  Em 2008, o Tauste inaugurou sua terceira loja, na cidade de Bauru, sendo a primeira em outro município. Em 2014 foi inaugurada a quarta loja, desta vez em Sorocaba, que em 2016 recebeu mais uma loja. Atualmente a rede possui cinco lojas, totalizando mais de 2.000 colaboradores, demonstrando o grande crescimento do Tauste ao longo dos seus anos de atividades.[28]

Distritos emancipados de Marília

Município Data de emancipação
Vera Cruz 25 de janeiro de 1935
Pompéia 30 de novembro de 1938
Oriente 30 de novembro de 1944
Ocauçu 18 de fevereiro de 1959
Residência de madeira no bairro Saliola, em Marília.
Típica residência de madeira no bairro Cascata, em Marília

Arquitetura

A intensa derrubada das matas para a formação das lavouras de café foi característico do Oeste Paulista e Norte do Paraná. Devido a consequente abundância de madeira nestas zonas pioneiras, esta tornou-se a matéria-prima principal para os mais diversos usos, refletindo-se na arquitetura da região. As primeiras cidades dessa frente de expansão eram praticamente todas construídas de madeira, sendo substituída aos poucos pela alvenaria. Por ser uma região de ocupação recente, ainda é possível encontrar diversos imóveis de madeira em Marília, sendo essa uma característica própria das frentes de expansão, uma vez que, a arquitetura das regiões de ocupação mais antiga do estado, eram sobretudo de taipa-de-pilão, técnica pouco difundida em Marília.

Imóvel de madeira no bairro Alto Cafezal, Marília.

Geografia

Ver artigo principal: Geografia de Marília
Marília: topo da Serra dos Agudos

O município de Marília está em toda sua extensão situado sobre o ramo ocidental da serra dos Agudos que o atravessa de leste a oeste. Os contrafortes dessa serra terminam geralmente em paredões de grés revestidos de vegetação. Dentro do município, a serra recebe algumas denominações especiais: Serra de Avencas, Serra de Cincinatina (onde fica o Morro Redondo), Serra do Tiveron, Serra do Scomparim, Serra do Macuco e Serra de Casa Grande.

Meio Ambiente

Ipê-rosa no inverno, em Marília (Jun/2017)

Marília possui um Horto Florestal de 554 hectares; um Bosque Municipal de 17,36 hectares; uma área reservada ao reflorestamento de 2 000 hectares e uma área de 7 400 hectares de vegetação natural.

Clima

O clima do município é Subtropical Cfa, apresentando uma temperatura mínima absoluta de -4,6 °C e uma temperatura máxima absoluta de 39,4 °C. Com as seguintes características:

Dados climatológicos para Marília
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 39,4 35,2 33,8 31,0 30,0 28,5 29,0 30,2 32,4 34,0 34,3 37,5 39,4
Temperatura máxima média (°C) 32,0 30,0 28,0 25,0 19,0 18,7 19,0 20,0 26,0 30,0 30,0 32,0 25,8
Temperatura média (°C) 25,5 23,5 22,0 19,0 15,1 13,1 13,5 15,5 19,5 22,5 22,5 25,5 19,7
Temperatura mínima média (°C) 19,0 17,0 16,0 13,0 10,5 7,5 8,0 10,7 12,7 15,0 15,0 19,0 13,7
Temperatura mínima absoluta (°C) 12,8 12,0 4,0 1,5 -1,0 -4,6 -3,2 -1,5 0,5 7,5 10,5 11,6 -4,6
Precipitação (mm) 220 180 150 110 100 95 50 60 75 90 95 150 1 375
Dias com chuva (1mm) 15 14 14 11 14 10 5 9 10 12 12 14 140
Fonte: Instituto Independente de Pesquisas Agrometeorológicas do Interior Paulista (IIPAIP)
Panorâmica do vale do Córrego do Barbosa, afluente do Rio do Peixe (Zona Sul de Marília).

Hidrografia

Microrregião de Marília

microrregião de Marília é uma das microrregiões do estado brasileiro de São Paulo pertencente à mesorregião Marília. Sua população foi estimada em 2010 pelo IBGE em 330.234 habitantes e está dividida em treze municípios. Possui uma área total de 4.862,975 km². A tabela a seguir apresenta os dados dos municípios da microrregião de Marília de acordo com o censo de 2010:

Municípios Nº Habitantes PIB (em reais) PIB per capita IDHM* Área (em Km²)
Álvaro de Carvalho 4.650 hab R$ 38.304.487,00 R$ 7.806,09 0,730 152.623 Km².
Alvinlândia 3.000 hab R$ 26.474.875,00 R$ 9.231,13 0,741 85.040 Km².
Echaporã 6.318 hab R$ 68.573.256,00 R$ 10.886,37 0,765 514.587 Km².
Fernão 1.563 hab R$ 17.820.888,00 R$ 11.770,73  0,748 100.297 Km².
Gália 7.011 hab R$ 64.879.119,00 R$ 9.606,03 0,745 355.94 Km².
Garça 43.124 hab R$ 574.458.892,00 R$ 13.237,91 0,783 555.771 Km².
Lupércio 4.353 hab R$ 44.138.172,00 R$ 10.068,01 0,736 155.025 Km².
Marília 216.684 hab. R$ 3.056.836.406,00 R$ 13.679,94 0,821 1.170.054 Km²
Ocauçu 4.167 hab. R$ 43.400.000,00 R$ 10.027,66 0,765 301.00 Km².
Oriente 6.097 hab R$ 49.232.711,00 R$ 7.764,19 0,791 217.819 Km².
Oscar Bressane 2.539 hab. R$ 26.390.710,00 R$ 10.390,04 0,752 221.429 Km².
Pompeia 19.963 hab. R$ 429.178.347,00 R$ 21.461,06 0,816 786.406 Km².
Vera Cruz 10.769 hab. R$ 92.924.890,00 R$ 9.232,48 0,758 247.854 Km².
* Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Mesorregião de Marília

A Mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, que por sua vez, são subdivididas em microrregiões. A Mesorregião de Marília é composta por duas Microrregiões: Marília e Tupã, compondo um total de vinte municípios. Sua população é estimada em 440.000 habitantes.

Demografia

Composição étnica

Migrações internacionais

Casa de Portugal de Marília
Placa fixada em monumento em homenagem à Comunidade Portuguesa de Marília
Portuguesa

Desde a fundação, os portugueses marcaram presença na cidade de Marília.[29] Organizando-se comunitariamente, os portugueses de Marília criaram a Casa de Portugal, presente em diversas regiões brasileiras onde há representatividade portuguesa. A Casa de Portugal visa estreitar os laços históricos, culturais, econômicos e comerciais entre o Brasil e Portugal[30].

Em 2009 o então Prefeito municipal, de origem portuguesa, Abelardo Camarinha, inaugurou a "Praça Casa de Portugal" no centro da cidade; na praça foi erigido um monumento com a Cruz da Ordem de Cristo em cuja pilastra encontra-se uma placa com o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, além de uma homenagem à Comunidade Portuguesa erradicada em Marília. Tradicionalmente, no dia 6 de junho, a Casa de Portugal de Marília realiza o jantar em comemoração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas[31].

Conselho administrativo da Sociedade Espanhola de Marília (1932)
Espanhola

A presença espanhola também foi pioneira na região, segundo Rosalina Tanuri o primeiro espanhol a adquirir terras do senador Rodolfo Miranda em Marília foi Antonio Hernandez, no ano de 1921. Contudo, por volta dos anos 1930 é que começou a formar-se de fato uma comunidade espanhola em Marília.[32]

Com o crescimento da colônia espanhola na região, em 25 de junho de 1932 foi fundada a Sociedad Española de Marília, que funcionava como centro de ajuda mútua e fraternidade entre seus membros.

Sírio-Libanesa

Os sírio-libaneses que chegaram ao Brasil no século XIX e início do século XX estabeleceram-se inicialmente nos grandes centros do país, contudo, a prática do mascateio, muito difundida entre os pioneiros, levou-os a desbravar o interior do Brasil em busca de novas clientelas. Deste modo, passaram a estabelecer-se nas urbes interioranas em desenvolvimento e a criar suas colônias, para onde passaram a rumar diretamente posteriores compatriotas "os chamados primos".

Os mascates já percorriam as fazendas da região de Marília antes mesmo de sua fundação, sendo que, passaram a estabelecer-se na cidade com maior expressão após a chegada dos trilhos do trem, revolucionando as práticas comerciais, como faziam por onde chegavam. Em Marília os libaneses mantém o Clube Monte Líbano, que funciona nas imediações do Bosque Municipal desde 1985.[33]

Dentre os descendentes de sírio-libaneses ilustres nascidos em Marília pode-se destacar o político e escritor Antônio Rezk, nascido em 1933 e o cinegrafista e diretor de fotografia Dib Lutfi, nascido em 1936. Dentre os imigrantes sírio-libaneses que erradicaram-se em Marília, destaca-se o ex deputado Zuza Somaan Abdul Massih, nascido em 1953 no Líbano e o filantropo libanês Carim Daher El Haber, fundador do restaurante infantil.

Judaica

A comunidade judaica que se formou em Marília é basicamente advinda do Leste Europeu, sendo portando composta essencialmente de judeus Asquenazes. Os gérmens do antissemitismo sempre estiveram presentes na Europa, vide a perseguição promovida aos Judeus Sefarditas pela Inquisição já no século XV. No final dos anos 1920, quando Marília tornou-se município, o nazismo já encontrava-se em ebulição na Europa; o primeiro volume de "Mein Kempf", de Adolf Hitler, foi escrito em 1925. Antes disso, a ebulição política no Leste Europeu em virtude da Revolução Russa e dos Pogroms da Rússia Czarista, que vitimava comunidades minoritárias, como os judeus, impulsionavam a emigração em massa de judeus, sobretudo para a América.[34]

O referido contexto de perseguições levou a vinda de levas migratórias judaicas do Leste Europeu para o Brasil desde o início do século XX. Os judeus, assim como os Sírio-Libaneses, dedicavam-se sobretudo ao comércio e igualmente ao mascateio, dividindo tal nicho econômico na nascente Marília. Os Knobel chegaram à Marília nos anos 1930 devido ao forte antissemitismo que assolava a Polônia, que seria definitivamente ocupada pelas tropas alemãs em 1940. Atualmente existe em Marília, entre as avenidas 9 de Julho e Sampaio Vidal um edifício chamado Benjamin Knobel; Benjamin era um dos jovens judeus poloneses que chegou à cidade com seu irmão Abraan em 1936.

Os Knobel participavam das cerimônias religiosas na Sinagoga do Rabino Singal, que atraía os judeus de toda a região. Além dos Knobel, famílias como os Fridman, os Kopelman, os Oksman, os Speiter, os Zatyrco, os Zaterca, os Beznos, os Tigel, os Klepacz e os Singal, faziam parte da comunidade judaica estabelecida em Marília. A primeira geração, marcada pelas perseguições europeias, encontraram em Marília o "Símbolo de Amor e Liberdade", de seu lema; trabalhando arduamente e esmerando-se na educação das gerações posteriores. Dentre os marilienses frutos dessa história, pode-se citar o Dr. Elias Knobel, professor e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Filho do senhor Abraan e sobrinho de Benjamin Knobel, Elias nasceu em Marília em 1943, sete anos após a chegada de seu pai em Marília.[35]

Italiana
Voluntárias da Festa Italiana de Marília (2012)

Os italianos também fazem parte história de Marília, o que pode-se perceber de imediato a partir dos nomes de diversos logradouros e bairros da cidade, que homenageiam imigrantes italianos e seus descendentes; como exemplo podem ser citados os bairros Bassan, Banzato, Cavalieri, Lorenzetti, Osvaldo Fanceli, Somenzari, Thomaz Mascaro e Jardins Casadei, Cavallari e Fontanelli.

Santo Bassan foi um dos italianos pioneiros em Marília, tendo chegado em 1928 abrindo suas terras nas adjacências da cidade. Era italiano, nascido em Cavazoni em 1877. Antes de chegar à Marília residiu em Itapuí, tendo em 1923 adquirido do Major Eliziário de Camargo Barbosa as terras, quando se abria o Patrimônio de Alto Cafezal. Bassan doou a Antonio Pereira da Silva a imagem de Santo Antonio para a capela erguida por este, bem como depois a imagem do Espírito Santo para a capela da Vila São Miguel, quando esta vila foi aberta.Faleceu em Marília em 2 de agosto de 1934. [36]

Assim como a comunidade japonesa, a comunidade italiana realiza anualmente uma festa típica, trata-se da "Festa de Santo Antônio" realizada na avenida e comunidade de mesmo nome, e também a "Festa italiana" com comidas e danças típicas. A representação da imigração italiana também manifesta-se a partir da fundação de inúmeras indústrias por parte dos ítalo-brasileiros [37], como a Ailirim, a Marilan, a Bel e a Dori. Entre as décadas de 1930 e 1940 Marília recebeu uma planta fabril das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, uma das maiores representações do empreendedorismo ítalo-brasileiro da América Latina. Localizada no bairro Somenzari, a planta dedicava-se ao beneficiamento de arroz e algodão, chegando a empregar 400 operários. Em 1975 o complexo foi desativado e em 1992 o  Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico(CONDEPHAAT), tombou partes do mesmo como patrimônio histórico-material de interesse do Estado de São Paulo.[38] Marília também possi uma Agência Consular Honorária da Itália.[39]

Altar no Japan Fest
Japonesa

Marília possui cerca de 1500 famílias nikkeys[40], colocando-a junto à Londrina, como uma das maiores concentrações de nipodescendentes do interior do Brasil.

Segundo Rosalina Tanuri, referindo-se à colônia japonesa de Marília: "Eles revolucionaram o conceito de trabalhar a terra [...].Tanto na cidade, quanto nos sítios e fazendas, o japonês estava em grande número. Os que viviam na cidade preferiam o ramo de bares, armazéns, tinturarias e farmácias".[40]

Vencedoras do Softbol do Nikkey Clube de Marília na Taça Brasil em Maringá (2002)

Em Marília, a comunidade nipônica criou a Associação Cultural e Esportiva Okinawa e o Nikkey Clube, em que se conservam as tradições japonesas. Ligados aos Clubes encontram-se o grupo de Taikô Hibiki Wadaiko, que apresenta constantemente sua arte nos eventos da cidade, bem como os times de Beisebol e de Softbol de Marília, que são dos mais reconhecidos do Brasil.

Dentre os diversos legados da comunidade japonesa em Marília, pode-se ressaltar a religião. O município possui comunidades religiosas orientais de diversas crenças e linhagens, dentre eles, a Soka Gakkai, Perfect Liberty, Seicho-no-ie, Igreja Tenrikyo, Igreja Messiânica (Johrei) e Templos Budistas Mahayanas Shinshi Hongwanji e Honpa Hongwanji. [41]

Miss Nikkey - Japan Fest 2017

Anualmente, sempre no mês de abril, a comunidade realiza o Japan Fest, festival com diversas atrações destinadas ao público em geral, dentre elas a apresentação de grupos tradicionais japoneses, exposição de artesanato, concurso de beleza (Miss Nikkey), além disso ficam a disposição do público diversos estandes onde se pode degustar a culinária nipônica ou até inscrever-se em uma das agência de empregos no Japão.

Hideraru Okagawa, foi um dos primeiros políticos de ascendência japonesa em Marília; exerceu o cargo de vereador durante 23 anos. Depois dele apareceu a maior expressão política da colônia, na década de 70 e 80,  Diogo Nomura, que se tornou vereador por um mandato, deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por outros dois. No legislativo mariliense houve outras expressões, como Luiz Okuda, Massatoshi Hoshida, Shiguetoshi Nakagawa e Teruaki Kushikawa. [42]

Chinesa

Os laços iniciais entre a China e o Brasil foram fomentados por Portugal, uma vez que, assim como o Brasil, a região chinesa de Macau, também era colônia portuguesa. A primeira leva de imigrantes chineses a chegar ao Brasil remonta os anos de 1860, quando Portugal organizou a vinda de imigrantes da colônia de Macau. A imigração chinesa para o Brasil foi estrategicamente pensada por Portugal visando a construção de ferrovias no Rio de Janeiro, a introdução e desenvolvimento da cultura do chá em São Paulo e para o trabalho na mineração em Minas Gerais. Este tipo de migração fomentada trouxe ao Brasil aproximadamente 5 mil imigrantes.

A partir dos anos 1950 um novo e mais vigoroso fluxo migratório teve início, desta vez de forma espontânea, motivado principalmente por guerras e escassez de alimentos. A implantação do comunismo na China continental levou uma expressiva quantidade de chineses a emigrarem para Taiwan. De Taiwan partiram muitos para outros países, dentre eles o Brasil. Após um período de estagnação, a imigração chinesa para o Brasil retomou impulso no fim dos anos 1990, quando uma nova leva de imigrantes passaram a chegar ao país para dedicar-se à atividades comerciais. Tal fluxo migratório, dentre outros fatores, tem a ver com a abertura da economia brasileira nos anos 1990 e a intensificação das relações comerciais entre China e Brasil.[43]

Atualmente é possível notar a presença chinesa por todo o Brasil. Se a leva migratória anterior concentrou-se sobretudo nas capitais e grandes cidades, este novo fluxo ganhou maior capilaridade, o que tem a ver também com a interiorização da urbanização no Brasil. Deste modo, tanto nas grandes cidades, como em cidades de médio porte, como é o caso de Marília, a imigração chinesa não passa desapercebida. Estes novos imigrantes, chegam ao Brasil para a realização do sonho de possuir seu próprio negócio. Tradicionalmente os chineses dedicavam-se ao ramo alimentício (em geral pastelarias, devido ao baixo investimento inicial e o rápido retorno financeiro), contudo, atualmente diversificaram o rol de atuação, dedicando-se maciçamente à venda de artigos importados de seu país natal, sejam eles utilidades domésticas, utensílios de beleza, relógios e eletrônicos.

Em Marília, os imigrantes da nova leva imigratória localizam-se essencialmente na região central da cidade, onde vivem e trabalham em atividades comerciais que vão de lojas de importados à restaurantes e pastelarias (que atualmente não vendem apenas pastéis, mas também refeições e salgados em geral, inclusive a tradicionalmente brasileira coxinha). Estima-se que a cidade abrigue uma comunidade de mais de 900 membros.[44]

Atualmente o campus de Marília da Unesp é um dos polos do Instituto Confúcio, fruto de um convênio entre a universidade e o governo da República Popular da China, em parceria coma Universidade de Hubei. O Instituto visa o ensino da língua chinesa, a divulgação da cultura e da história da China e o fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China. Todos os profissionais são chineses, selecionados e aprovados pela matriz do Instituto Confúcio na China para vir ao Brasil.[45]

Migrações internas

Com o declínio da lavoura cafeeira, Marília recebeu grandes levas de migrantes nordestinos, sobretudo baianos e pernambucanos que vinham para a colheita do algodão. Juntos com os migrantes nordestinos, também chegaram muitos mineiros. Nordestinos e mineiros trabalharam nos canaviais da Fazenda Paredão e na Fazenda Flor Roxa. Na zona urbana, esses migrantes usualmente trabalhavam como saqueiros nas máquinas de benefício de arroz, café e algodão. [32]Posteriormente passaram a trabalhar e empreender no ramo de bares, mercearias e restaurantes.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE, divulgado em 1 de dezembro de 2010, dentre os migrantes residentes em Marília, os nordestinos ocupam o segundo lugar, ficando atrás apenas dos migrantes do Sudeste, região onde Marília está inserida. [46]

Religião

Recenseamento populacional

Censo de 2010 (IBGE).
População Total (%)
População Total 216 745 hab. 100%
Pop. Urbana 207.727 hab. 95,84%
Pop. Rural 8.974 hab. 4,16%
Mulheres 112.019 hab. 51,68%
Homens 104.726 hab. 48,32%
População dos distritos de Marília
Padre Nóbrega 4 004 hab.
Rosália 2 200 hab.
Lácio 959 hab.
Avencas 635 hab.
Amadeu Amaral 147 hab.
Dirceu 122 hab.

Fonte: (IPEADATA).

Indicadores Sociais em Perspectiva
Índices (2010) Marília Brasil
IDH-M - Humano 0,792 0,727
IDH-R - Renda: 0,768 0,739
IDH-L - Longevidade: 0,854 0,816
IDH-E - Educação 0,776 0,637

Fonte: (IPEADATA).

Política e administração

Poder executivo

Prefeitura e a Câmara Municipal de Marília

O poder executivo do município de Marília é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. Atualmente, o prefeito municipal é Daniel Alonso - PSDB, que foi eleito prefeito para a gestão 2017/2020, ao lado do vice-prefeito Tato - PMDB, com 30,00 por cento dos votos válidos.

Poder legislativo

O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 13 vereadores. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei Orçamentária Anual). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o executivo e o legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Relações Internacionais

Cidades-irmãs

O irmanamento de cidades é a promoção da cooperação entre municípios, que pode acontecer em diversas áreas como cultura, educação, saúde, transportes, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Se dois municípios possuem características semelhantes como, número de habitantes, tamanho e setor econômico preponderante, é possível que possam trocar conhecimentos sobre a resolução de problemas comuns; diversos protocolos podem ser firmados visando investimentos em projetos, intercâmbio de estudantes, especialistas e empresários, dentre outras possibilidades [47]

Em novembro de 1980 Marília e Higashihiroshima tornaram-se cidades-irmãs. Em homenagem à parceria, Marília tem uma praça com o nome da cidade-irmã japonesa. Outros três monumentos que homenageiam a relação da cidade com o Japão podem ser encontrados no jardim do paço municipal, tendo sido um deles inaugurado pelo Príncipe Mikasa em 1958, no cinquentenário da imigração japonesa para o Brasil [47].

Em abril de 2003 o decreto municipal de Nº 8610 considerou irmãs as cidades de Marília e Buffalo, localizada no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. A iniciativa partiu de Buffalo, que no âmbito do Sister Cities International, manifestou interesse em estabelecer parcerias com Marília, sendo atendida pela gestão de Abelardo Camarinha. [48]

Bandeira Municipal

Em 22 de março de 2005, o prefeito Mário Bulgarelli sancionou a lei 6 230[49], que instituiu que a bandeira municipal teria de ser terciada em vertical com partes idênticas: duas laterais em azul (não mais em vermelho), com a tira central na cor branca, onde seria aplicado o brasão de armas do município no seu exato meio. A antiga bandeira era de 1978. A bandeira vermelha (cor original) simbolizava o café, sempre presente na história do município; já a cor azul tem origem incerta (especuladores dizem ter mudado a cor de vermelho para azul para parecer com a bandeira do Marília Atlético Clube. Outros dizem que o azul é a cor do logotipo da administração do ex-prefeito Abelardo Camarinha. [carece de fontes?] Em 2010, por imposição da justiça, a bandeira da cidade retornou à sua aparência original. Saiu o azul das faixas laterais para o retorno do vermelho.[50]

Economia

Marília tem uma economia pujante. Indústria, comércio e prestação de serviços são destaques no município, com empresas que distribuem seus produtos para o mercado nacional e internacional. Conhecida como Capital Nacional do Alimento, o parque industrial mariliense conta com cerca de 1 100 empresas do setor alimentício, metalúrgico, construção, têxtil, gráfico, plástico, entre outras. Além das plantas fabris de empresas multinacionais, como Nestlé e Coca Cola, Marília possui a especificidade de ter sido o berço de diversas empresas que posteriormente ganharam destaque em âmbito nacional e internacional.

Comércio

No setor comercial, Marília dispõe de um mix de lojas dos mais variados segmentos. O município possui dois shoppings centers, galeria, além de um centro comercial com calçadão híbrido, atraindo consumidores de toda a região, num raio de até 100 quilômetros.

Centros Comerciais

Marília Shopping

Inaugurado em dezembro de 2000, o Marília Shopping - Jardim Aquarius transformou-se no maior centro comercial de Marília e Região, abrangendo um raio de 120 km e uma população de mais de 1 200 000 pessoas. Com acesso fácil pela Rodovia do Contorno que corta a cidade e liga os municípios da região, conta com moderna infraestrutura instalada em uma área de 60 mil m².

Oferece estacionamento rotativo com 5 600 vagas por dia, praça de alimentação diversificada, ampla área de entretenimento com boliche e diversões eletrônicas para crianças, cinco salas de cinema, livraria, brinquedoteca, fraldário, praça de eventos e mais de 170 lojas das mais conceituadas grifes. O empreendimento também conta com uma brigada de incêndio e seguranças 24 horas por dia permanentes no Shopping, garantindo assim que seus visitantes possam desfrutar de momentos de muita descontração com total tranquilidade e conforto.

Esmeralda Shopping

Localizado na Avenida das Esmeraldas, o corredor comercial mais valorizado e concorrido de Marília, o Esmeralda Shopping se consolidou como o mais moderno, seguro e confortável centro de compras de Marília e região, possuindo 3 pisos com cinema, escadas rolantes, praça de alimentação, num ambiente climatizado para maior conforto e comodidade. Oferece um diversificado mix de lojas e serviços com amplo estacionamento, monitorado por profissionais especialmente treinados.

Galeria Atenas

A Galeria Atenas foi inaugurada no dia 27 de Novembro de 1991, sua construção surgiu da remodelação do antigo prédio da loja Mesbla, constituindo o 1º conglomerado de lojas em Marília, causando mudança de conceito comercial varejista na região. Desde a sua inauguração, a Galeria Atenas tornou-se um ponto de referência no comércio de Marília e Região, sendo ele um dos mais antigos da cidade, localização privilegiada e de fácil acesso. Suas lojas detêm franquias e grifes das mais renomadas no cenário nacional. Hoje, a galeria conta com uma ampla estrutura, contando com mais de 50 lojas, com um mix variado, estacionamento contando com mais de 100 vagas para clientes e esquema de segurança que dá uma maior confiabilidade para os frequentadores.

Mercado 9 de Julho
Mercado 9 de Julho de Marília

Datado de 1928, o Mercadão Municipal, como era conhecido até os anos 2000, quando passou por uma reforma, foi o embrião dos Centros Comerciais de Marília. Em uma época em que não havia supermercados e as vendas não abriam aos domingos, o Mercadão era a salvação das donas de casa. Inicialmente o Mercadão reunia em peso diversos empresários de origem japonesa, que valiam-se do espaço para comercializar flores e hortifrutigranjeiros.

Reformulado e readequado às necessidades atuais, o Mercado ganhou um restaurante/churrascaria, um café/bar, floriculturas/cestarias, oficina de costura, loja de produtos orientais, laticínios, sorveteria, doceria, artigos esotéricos, galeria de artes e pet-shops. A coxinha de massa de batata e o tradicional pastel de ovo do Hélio e do Hirata, encontrados no Mercado são bem recomendados aos visitantes da cidade.[51]

Marília e Região Convention & Visitors Bureau

O MRC&VB, é uma entidade apolítica, sem fins lucrativos, formada e mantida pela iniciativa privada e segue uma franquia de modelo mundial de órgãos de marketing e turismo. Sua grande missão é promover o desenvolvimento e comercialização de Marília e região como destino, sendo o foco primordial, a captação de eventos itinerantes.

Após um período de mais de 5 anos de amadurecimento do empresariado mariiliense, 46 empresas se reuniram em junho de 2011 para formar o Marília e Região Convention & Visitors Bureau.  Segundo o vice-presidente jurídico da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureau, Márcio Santiago o MRC&VB nasceu forte, como nunca nenhum outro havia nascido, e tem tudo para se tornar um entidade referência que orgulhará muito a rede CVB.

Hoje o Marília e Região Convention & Visitors Bureau, reúne 75 empresas de vários segmentos ligados direta ou indiretamente à atividade turística, que buscam um aumento no fluxo de visitantes a fim de gerar benefícios para toda a cadeia produtiva e população em geral. [52]

Agropecuária

O setor agropecuário também tem participação no município; café, amendoim, melancia, borracha, coco, laranja, manga, maracujá, cana-de-açúcar, mandioca e milho, são culturas produzidas na zona rural. Suinocultura, bovinocultura (corte e leite) e avicultura (corte e produção de ovos) também tem seu espaço na economia mariliense. O principal foco agropecuário da cidade atualmente se refere à pecuária. Nos últimos anos, o cultivo de grãos tem se expandido pelo norte paranaense e alcançou a região do sudoeste paulista, incluindo Marília. Devido ao clima favorável destas regiões, é possível cultivar uma larga faixa de diferentes grãos e frutas, indo desde plantas de clima tropical às plantas de clima temperado.

CEAGESP - Entreposto de Marília

Localizado na rua Reverendo Crisanto César, 209, às margens da Rodovia do Contorno, no Jardim Santa Antonieta, o entreposto do CEAGESP em Marília serve a região desde os anos 1980.

  • Volume anual: 14,4 mil t – participação de 0,3% do total da rede CEAGESP
  • Volume médio de comercialização:  1,2 mil t/mês
  • Principais produtos comercializados: laranja, banana, batata, tomate e repolho
  • Área total do terreno: 76,5 mil m²
  • Área construída: 2.635 m²[53]

Educação

Torre do campus da Unesp de Marília

O município conta com uma privilegiada estrutura de ensino, possuindo sistemas de educação desde a básica até a superior e de pós-graduação. A Rede Municipal de Educação conta hoje com 50 unidades, sendo 5 berçários, 26 Emeis (Escolas Municipal de Educação Infantil) e Ceis-Creche; 3 Emefeis (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil) 16 Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), atendendo a um público de aproximadamente 21 mil alunos. Além disso, o município dispõe do CAP (Centro de Apoio Psicopedagógico), para atender estudantes com dificuldades de aprendizagem. O sistema escolar instalado conta ainda com 46 escolas estaduais; 16 escolas particulares. Japonês, mandarim, francês, alemão, italiano, espanhol e inglês são alguns dos cursos oferecidos, gratuitamente, a estudantes de Marília através do Centro de Ensino de Línguas (CEL) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O (CEL) localiza-se na Escola Estadual Monsenhor Bicudo, atende 460 alunos de escolas da rede pública, nos turnos matutino, vespertino e noturno. As matrículas podem ser feitas por estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos, com exceção dos cursos de inglês e mandarim, que são disponíveis somente para o ensino médio. Além de aprender o idioma, os estudantes têm a oportunidade, durante as aulas, de conhecer também os costumes de outros países.[54]

O município é um centro regional de ensino superior pois conta com 2 faculdades; 1 fundação de ensino e 3 universidades (duas públicas e uma particular). São mais de 40 cursos superiores instalados no município, com excelência na área de Medicina - Famema (Faculdade de Medicina de Marília) e Unimar (Universidade de Marília).

Marília conta também com várias redes de escolas de idiomas, matemática, polos de curso à distância e cursos presenciais, como o Ceprom (Centro Profissionalizante de Marília), Fatec Marília (Faculdade de Tecnologia), Etec Antonio Devisate (Escola Técnica Estadual - Centro Paula Souza), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Sesi (Serviço Social da Indústria) entre outros.

Ensino Superior

Ensino Presencial

Instituições Públicas Instituições Privadas
FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília UNIMAR - Universidade de Marília
UNESP Marília UNIVEM - Centro Universitário Eurípedes de Marília
FATEC - Faculdade de Tecnologia de Marília FAJOPA - Faculdade João Paulo II
FAIP - Faculdade de Ensino Superior do Interior Paulista
FAEF - Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal
FGV - Fundação Getúlio Vargas
Grupo Educacional UNIESP - União das Instituições Educacionais de São Paulo
Faculdade Católica Paulista
Ibmec e Damásio - Faculdade, Pós-Graduação e MBA
Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial

Ensino à Distância

Saúde

Secretaria da Saúde

O município possui 5 hospitais, outro em fase de abertura e 1 maternidade. A cidade é servida por inúmeras clínicas, empresas de diagnósticos e lojas de produtos hospitalares.

A Rede Municipal de Saúde, conta com 29 USFs (Unidades de Saúde da Família), 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 1 policlínica e 2 PAs (pronto-atendimento), conta ainda com serviços diferenciados como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), tratamento de obesidade infantil pelo Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília), 1 Clínica de Fisioterapia, que funciona na antiga estação ferroviária, 1 CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), 1 Clínica de Fonoaudiologia, além do atendimento do Programa Municipal de Ações Antitabágicas, que colabora na recuperação de pessoas viciadas em tabaco.

Cultura

Espaços culturais do município

  • Auditório Municipal “Professor Octávio Lignelli”

O Auditório Municipal com 132 lugares, promove e difunde atividades culturais fundamentais para o desenvolvimento intelectual da população. Destina-se a realização de espetáculos, congressos, conferências e seminários bem como reuniões de associações de bairro e classe.

  • "Banda Marcial" Cidade de Marília

Local destinado ao ensino da música instrumental marcial, improvisação, criação, composição e análise, assim como execução de diferentes tipos de música através dos instrumentos musicais destinados à Banda Marcial; visa o desenvolvimento harmônico do corpo musical e a manutenção de boas condições físicas e mentais entre os integrantes por meio da música.

  • Biblioteca Pública Municipal João Mesquita Valença

Espaço destinado à leitura, pesquisa, defesa e promoção das novas tecnologias. Oferece cursos de informática, instrução de informática em Braille, rodas de leitura e contação de histórias.

  • Centro Cultural de Lazer Ezequiel Bambini

Com capacidade para 700 pessoas; constitui um espaço dinamizador e polivalente de promoção e difusão de atividades culturais. Possui um salão com capacidade para acomodar 450 pessoas destinado a exposições, confraternizações dançantes da melhor idade e atividades de outras Secretarias e Autarquias. Este equipamento destina-se a realização de congressos, conferências, seminários e ensaios de cursos de teatro, dança e atividade circense bem como reuniões de associações de bairro e classe.

  • Galeria Municipal de Artes

Espaço destinado a desenvolver projetos e ações que incentivem a produção e divulgação das artes plásticas e visuais através da realização de cursos, oficinas, apoio a pesquisa, exposições e salões de arte. A Galeria cria e mantém acervo de artes plásticas e visuais através de doações e aquisições para disponibilizá-lo ao público através de exposições.

  • Museu Histórico e Pedagógico

Local incumbido de auxiliar na classificação, catalogação, exposição e conservação dos objetos e documentos do Museu, destinado também a manter os serviços de pesquisas e assentamentos sobre a história do Município; fornecer dados históricos solicitados por estudantes, historiadores e munícipes; promover exposições temáticas visando estimular o gosto pela história do Município; realizar campanhas para recebimento, em doação, de peças e documentos históricos, a fim de enriquecer o acervo; realizar, periodicamente, o tombamento do acervo do Museu; manter intercâmbio com instituições do gênero de Municípios, Estados e União.

  • Sala Municipal de Projeção

Espaço com capacidade para acomodar 56 pessoas, destinado a exibição de filmes e documentários, com o objetivo de ampliar a programação e atingir maior número de pessoas.

  • Teatro Municipal

Local destinado a realização de espetáculos, conferências e simpósios sobre artes cênicas.[55]

Esporte

Futebol

O futebol de Marília está intimamente ligado à história de duas equipes que durante boa parte das décadas de 1950 e 1960 disputaram a atenção dos torcedores e o privilégio de representar a cidade nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.

A primeira e mais antiga delas era o São Bento, que esteve presente no primeiro Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente à atual Série A2) em 1947 – ano da criação da lei do acesso. A outra é o atual Marília, que nasceu como Esporte Clube Comercial, em 1942.

Com o nome de Comercial, o Marília disputou apenas competições amadoras, atraindo poucos torcedores. O nome não era muito simpático à população, que o achava elitista. Então em julho de 1947, em uma assembleia, o nome de Comercial foi mudado para MAC – Marília Atlético Clube, hoje time que representa a cidade em torneios estadual e federal de futebol.

Livro dos Recordes

Marília está inserida no Guinness Book. O feito foi conquistado em abril de 1992, por Encarnação Olivas e Garcia Pacheco, a Vó Nena, que, aos 81 anos, se tornou a pessoa mais velha a saltar de paraquedas no mundo[carece de fontes?].

Olimpíadas

Os atletas Tetsuo Okamoto e Thiago Braz, medalhistas olímpicos, são naturais da cidade.

Meios de Comunicação Social

Emissoras de rádio

AM

  • 950kHz - Super Rádio 950 (Jornalismo/futebol)
  • 1090kHz - Rádio Clube AM (Sertanejo/jornalismo/futebol)

FM

  • 95,9MHz - Rádio Diário FM
  • 99,7MHz - Nova Itaipu FM (Eclética)
  • 104,5MHz - Rádio Campestre FM (Sertaneja)
  • 105,9MHz - Rádio Marília FM (Eclética)

Web rádios

  • Manancial das Águas Vivas de Marília (Gospel)
  • Rádio Marília Gospel (Gospel)
  • Rádio Parazitas (Eclética)
  • Rádio América Marília (Eclética)
  • Rádio Atualiza Marília (Eclética)
  • Rádio Atualiza Sertaneja (Sertaneja)
  • Rádio Mix Love Marília (Flashback/romântica)
  • Rádio Nações (Gospel)
  • Rádio Reviver em Cristo (Gospel)
  • Rádio Sound Pop (Pop-Rock/dance)
  • Rock Now (Rock)
  • Super Mix (Pop-Rock/dance)
  • Web Rádio No Meio de Nós (Católica)
  • Web Rádio Voz Gospel (Gospel)
  • Web Rádio Vida Plena (Gospel)[56]

Retransmissoras de televisão

TV Aberta

VHF Analógico
UHF Analógico
Sinal Digital

TV por assinatura (NET)

Jornais

  • Jornal da Manhã
  • Jornal Cidade de Marília
  • Jornal da Zona Oeste - Marília

Revistas

  • Revista D - Marília

Sítios eletrônicos

  • Giro Marília
  • Marília Notícia
  • Visão Notícias
  • Marília Global
  • Portal Diocesano de Marília

Infraestrutura

Transportes

Aéreo

Panorâmica do saguão do Aeroporto de Marília

O Aeroporto de Marília (Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich) localiza-se a 3 km do centro da cidade. Inaugurado em 1938, o aeroporto fez grande história na aviação brasileira. Principalmente por se tratar do berço da companhia aérea TAM Linhas Aéreas. O atual aeroporto possui uma pista asfaltada, com comprimento de 1.700 m e 35 m de largura, comportando pequenas aeronaves.

A única empresa que atua regularmente é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, operando 24 horas por dia com voos para São Paulo e Presidente Prudente. Segundo dados fornecidos pela ANAC, a rota Marília-São Paulo é a 8ª mais rentável do país.[carece de fontes?]

Trecho da Rodovia Transbrasiliana em Marília

Rodoviário

O município é servido por duas rodovias estaduais: a Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e a Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333); e por uma federal: a Transbrasiliana (BR-153).

Rodoviária de Marília

O Terminal Rodoviário Interestadual de Marília "Comendador José Brambilla" está localizado às margens da Rodovia SP-294, na Avenida Carlos Artêncio, 1001 e foi inaugurado em 2003, com projeto diferenciado e moderno, com áreas temáticas, mirante, guarda volumes, lojas e posto de informação turística e conta com empresas com linhas regulares para todas as regiões do país e também que atendem as linhas interurbanas entre os municípios vizinhos.

As principais empresas rodoviárias que servem o município de Marília são: Guerino Seiscento, Expresso de Prata, Princesa do Norte, Real Expresso, Viação Motta, Viação Kaissara, Viação Nacional Expresso e Viação Rotas do Triângulo.

A primeira Estação Rodoviária de Marília foi inaugurada em 1938, quando a cidade tinha apenas nove anos de emancipação, sendo a primeira rodoviária do Brasil. Na época, a cidade concentrava grande parte do transporte rodoviário do Estado. Hoje, Marília é polo econômico de grandes indústrias alimentícias e também polo estudantil e recebe muitas pessoas vindas de todo país e que passam em sua maioria pela rodoviária.

O terminal rodoviário de Marília dispõe ainda de vários serviços onde você pode obter informações de horários e destinos, dispõe do serviço de táxi (24 horas), de achados e perdidos e caixas eletrônicos.

Bairros

Distrito Sede[57]
Altaneira Jardim das Rosas Jardim Vista Alegre Bairro Santa Lourdes
Alto Cafezal Jardim David L. P. Alves Jardim Vitória Bairro Santa Olívia
Bairro Ana Carla Jardim Dirceu Jóquei Clube Bairro Stª Tereza
Bairro Antonio Carlos N. Silva Jardim Dom Frei D. Tomasella Bairro Lorenzetti Bairro Stª Olívia
Banzato Jardim Domingos de Léo Loteamento Profª Marina M. Ferreira Bairro São João
Barbosa Jardim dos Lírios Loteamento Faz. S. Sebastião Bairro São José
Bairro Barros Jardim Edisom da S. Lima Loteamento Res. Vale do Canaã Bairro S. Judas Tadeu
Bassan Jardim Eldorado Bairro Luiz H. Zaninotto Bairro S. Miguel
Betel Jardim Esmeralda Bairro Maria Paula Bairro S. Paulo
Boa Vista Jardim Esplanada Bairro Mariana Bairro Sen. Salgado Filho
Bosque Jardim Estoril Bairro Marília Sítios de Recreio Céu Azul
Canaã Jardim Europa Bairro Mirante Sítios de Recreio Cinquentenário
Bairro Cascata Jardim Flamingo Montolar Sítios de Recreio da Estância Uberlândia
Bairro Cavalieri Jardim Flora Rica N. H. Alcides Matiuzzi Sítios de Recreio Morada do Sol
Bairro Cavalieri II Jardim Florença N. H. Castello Branco Sítios de Recreio Nascimento
Centro Jardim Fontanelli N. H. Cecap Sítios de Recreio Panambi
Bairro César de Almeida Jardim Guarujá N. H. Chico Mendes Sítios de Recreio Portal do Vale
Chácara dos Laranjais Jardim Ipanema N. H. Costa e Silva Sítios de Recreio Recanto dos Nobres
Chácara Eliana Jardim Itamarati N. H. Dr. Aniz Badra Sítios de Recreio Stª Carolina
Chácara São Carlos Jardim Jequitibá N. H. Dr. Fernando M. P. Rocha Sítios de Recreio Stª Gertrudes
Conj. Hab. Leonel de M. Brizola Jardim Lavínia N. H. Eliana Dias Mota Sítios de Recreio Vale do Sol
Conj. Hab. Lindomar G. de Carvalho Jardim Luciana H. H. Helena Bernardes Somenzari
Conj. Hab. Mons. João B. Toffoli Jardim Marajá N. H. Jd. Bela Vista Bairro Souza
Conj. Hab. Paulo Lúcio Nogueira Jardim Marajó N. H. José T. Martinez Bairro T. B. de Argolo Ferrão
Conj. Hab. Vila dos Comerciários I Jardim Marambaia N. H. J. Kubitshek Thomaz Mascaro
Conj. Hab. Vila dos Comerciários II Jardim Maria Izabel N. H. Maria A. Matos Bairro Ver. Eduardo Andrade Reis
Conj. Residencial Alcir Raineri Jardim Maria Martha N. H. Nova Marília Vila Coimbra
Conj. Res. Luiz Egydio de Cerqueira César Jardim Marília N. H. Pres. Jânio da S. Quadros Vila MAria
Conj. Res. Sarg. José Carlos Alves Ferreira Jardim Monte Castelo Bairro Osvaldo Fanceli Vila Operária Alimentação I
Distrito Industrial I Jardim Morumbi Bairro Palmeira Vila Operária Alimentação II
Distrito Industrial Santo Barion Jardim Nacional Bairro Palmital Bairro Vila Real
Bairro Edson Jorge Júnior Jardim Nazareth Pq. Cecap Aeroporto Bairro Vila Romana
Fragata Jardim Ohara Pq. das Acácias Bairro Vila Flora
Bairro Francisco de Abreu Fernandes Jardim Paraíso Pq. das Azaléias Bairro Realengo
Higienópolis Jardim Parati Pq. das Esmeraldas Residencial de Recreio Maria Isabel
Hípica Paulista Jardim Pérola Pq. das Esmeraldas II Residencial Portal da Serra
Jardim Acapulco Jardim Planalto Pq. das Indústrias Residencial Vale Verde
Jardim Adolpho Bim Jardim Polyana Pq. das Nações Jardim Verona
Jardim Aeroporto Jardim Porta do Sol Pq. das Primaveras Bairro Quarto Centenário
Jardim Altos da Cidade Jardim Presidente Pq. das Vivendas Bairro Profª Liliana de S. Gonzaga
Jardim Altos do Palmital Jardim Progresso Pq. das Vivendas II Jardim Universitário
Jardim Alvorada Jardim Riviera Pq. dos Ipês Jardim Tropical
Jardim América Jardim Sancho F. da Costa Pq. Nova Almeida Jardim Teotônio Vilela
Jardim Aparecida Nasser Jardim Santa Antonieta Pq. Res. Julieta Jardim Tangará
Jardim Aquárius Jardim Santa Clara Pq. Res. Novo Horizonte Bairro Rubens de Abreu Izique
Jardim Araxá Jardim Sta. Gertrudes Pq. Res. St. Gertrudes Bairro Rodolfo da S. Costa
Jardim Bancários Jardim Sta. Paula Pq. São Jorge Jardim Damasco I
Jardim Bandeirantes Jardim S. Domingos Pq. Serra Dourada Jardim Damasco II
Jardim Betânia Jardim S. Francisco Bairro Paulista Jardim Damasco III
Jardim Califórnia Jardim S. Gabriel Bairro Pólon Jardim Colorado
Jardim Casadei Jardim S. Geraldo Bairro Primeiro de Maio Jardim Continental
Jardim Cavalari Jardim S. Vicente de Paulo Bairro Prof. Antônio da S. Penteado Jardim Cristo Rei
Jardim Colibri Jardim Sasazaki Bairro Prof. José Augusto da S. Ribeiro Saliola
Jardim Virgínia

Ver também

Referências

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