Marília

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Município de Marília
"Cidade Moça"
"Capital Nacional do Alimento"
"Cidade Amiga da Criança"
"Capital da Alta Paulista"
Panorama Urbano de Marília

Panorama Urbano de Marília
Bandeira de Marília
Brasão de Marília
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de abril
Fundação 1923
Emancipação 4 de abril de 1929 (89 anos)
Gentílico mariliense
Lema Cívico-Poético: Símbolo de amor e liberdade

Socioeconômico: Capital Nacional do Alimento

Socioesportivo: Cidade do Beisebol

Padroeiro(a) São Bento
Prefeito(a) Daniel Alonso (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Marília
Localização de Marília em São Paulo
Marília está localizado em: Brasil
Marília
Localização de Marília no Brasil
22° 12' 50" S 49° 56' 45" O22° 12' 50" S 49° 56' 45" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Marília IBGE/2008[1]
Microrregião Marília IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Getulina e Guaimbê, Júlio Mesquita;
Leste: Álvaro de Carvalho, Vera Cruz e Ocauçu;
Sul: Campos Novos Paulista;
Oeste: Pompéia, Oriente e Echaporã
Distância até a capital estadual: 438 km [2]
federal: 905 km
Características geográficas
Área 1 170,054 km² [3]
Distritos
População 237 130 hab. (SP: 35º) –  IBGE/2018[4]
Densidade 202,67 hab./km²
Altitude 679 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,798 elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 6 876 769 000,00 bi IBGE/2015[6]
PIB per capita R$ 19 886,81 IBGE/2011[6]
Página oficial
Prefeitura www.marilia.sp.gov.br

Marília é um município brasileiro do estado de São Paulo. Situa-se na região Centro-Oeste Paulista. Fica distante da capital do estado 443 quilômetros por rodovia; 529 quilômetros por ferrovia e 376 quilômetros em linha reta. Localiza-se à latitude de -22° 12' 50" S e longitude -49º 56' 45" W, estando a uma altitude de 679 metros. Possui uma área de 1.170,054 quilômetros quadrados, dos quais 23.040 estão em zona urbana. O município é formado pela sede e pelos distritos de Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega e Rosália[7][8].

Em 2016 a Firjan classificou a cidade como a 23ª melhor do país para se viver[9]; em 2017 Marília figurou em estudo do Ipea entre as 15 cidades mais pacíficas do Brasil, em um índice que considera municípios com população superior aos 100 mil habitantes[10]; figurando também no mesmo ano em estudo produzido pela Urban Systems como a 50ª dentre as cem cidades mais conectadas e inteligentes do Brasil. [11]

O município desponta como pólo educacional paulista, contando com três instituições públicas de nível técnico e superior (Unesp, Famema e Fatec) e instituições privadas como Unimar, Faef, Univem e em breve receberá cursos presenciais no já estabelecido pólo à distância da Universidade Anhanguera.

Por conta de seu parque fabril no setor de alimentos, é comum que alguns bairros do município recebam o aroma de doces, biscoitos e chocolates por diversas vezes do dia e da noite, já que empresas como a Marilan, funcionam ininterruptamente. Diversas empresas de projeção nacional e internacional foram fundadas em Marília, como o Banco Bradesco, a Tam Linhas Aéreas, a Sasazaki, a Marilan e a Dori.

Marília possui uma expressiva colônia nipônica, sendo o Japan Fest, uma das maiores festas do município. A importância de Marília no âmbito da colonização japonesa no Brasil, levou-a a receber duas visitas de representantes da Casa Imperial do Japão, sendo uma em 1958 (príncipe Mikasa) e uma em 2018 (princesa Mako), por ocasião dos 50 e dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, respectivamente. Ambos fizeram o plantio simbólico de um Ipê no Paço Municipal.

O artigo 18 da lei 4468 de 1998 institui a Tabebuia Araliacea (Ipê Amarelo), como árvore símbolo de Marília, coincidindo a data da comemoração com o Dia da Árvore (21 de Setembro).

Dados do Conselho Regional de Corretores Imobiliários apontam que, Marília é o segundo município do interior do estado de São Paulo em número de condomínios fechados, com um total de 27 registros, ficando abaixo somente de São José do Rio Preto. [12]

No dia 9 de março de 2018, a Uber, multinacional estadunidense prestadora de serviços eletrônicos na área de transporte privado urbano, começou suas operações em Marília.

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Sítio paleontológico descoberto em Marília pelo pesquisador William Nava em 2009.
Reprodução digital do Mariliasuchus amarili (Crocodilo de Marília).

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Há cerca de 70 milhões de anos, a região onde hoje fica Marília e o oeste paulista foi habitada por dinossauros e outros animais pré-históricos. Esses animais tiveram seus restos ósseos petrificados em sedimentos arenosos de primitivos rios e lagos. Com as transformações geológicas ocorridas ao longo do tempo, esses ambientes primitivos se modificaram, e os sedimentos se transformaram em rochas, conhecidas principalmente como arenitos, e os ossos se tornaram fósseis. Essas rochas são as mesmas que hoje constituem as serras e escarpas que rodeiam a cidade, como os paredões de arenito do vale do Barbosa na Via Expressa, a Serra de Avencas, o vale do Pombo, a Serra de Dirceu (adiante do aeroporto) e muitas outras. Um crocodilo primitivo da era dos dinossauros, descoberto em rochas próximas ao Rio do Peixe, sul de Marília recebeu, inclusive, o nome da cidade, sendo batizado em 1997 como Mariliasuchus amarali. Seus restos fossilizados têm permitido uma melhor compreensão acerca dos ecossistemas do passado. A cidade ganhou projeção recentemente com a descoberta e escavação de um esqueleto semiarticulado de um grande dinossauro herbívoro (titanossauro) que viveu na região entre 65 e 70 milhões de anos atrás e que ficou conhecido como "Dino Titã de Marília".[13] Por apresentar cerca de 70% dos ossos preservados, como boa parte da coluna vertebral, é considerado, até o momento, o mais completo titanossauro já encontrado no Brasil, fazendo de Marília um importante centro para estudos paleontológicos de projeção nacional.

Parte desses fósseis é hoje objeto de estudo em parceria com instituições científicas, e se encontra exposta no Museu de Paleontologia da cidade, (atualmente em reformas) que hoje é também referência nacional na área de paleontologia.

A primeira ocupação humana: os caingangues[editar | editar código-fonte]

Quando da chegada do "homem branco", o estado de São Paulo era habitado por inúmeras tribos de índios. Quando a ocupação do território avançou a oeste, uma das etnias que aqui estavam eram os caingangues. Suas aldeias podiam ser encontradas numa vasta área que se situava entre as elevações da Cuesta de Botucatu e a margem esquerda do Tietê, ou na outra margem, até a região atual de Dois Córregos.

Essas aldeias caingangues agrupavam-se por identidade da língua que falavam, estando o povo caingangue dividido em: Kaingán, Weyana e Aweikoma; os três grupos referiam-se a si mesmos como caingangue, ou seja, "Gente do Mato". Além dos termos Caingangue e Kaingang, a etnia também pode ser conhecida como Kanhgág, Guayanás, Guaianás, Coroados, Bugres, Botocudos, Camés e Xoclengues, a depender da região.

Embora os Aweikoma pertençam a mesma família lingüística, possuem diferenças culturais palpáveis, o que os fez, por muito tempo, serem registrados, como grupo não-caingangue. Estes são também conhecido como Xocrés, Xoclengues e Botocudos, este último, pelo hábito que tinham de inserir pedaços de madeira no lábio inferior da boca, até que, adulto, cada indivíduo ostentasse um adorno circular enorme, o botoque.

Os kaigán e os weyanas não furavam o lábio, no entanto, havia um procedimento comum a toda essa nação indígena: a singular forma de cortar os cabelos, que lhes rendeu o apelido de coroados, por parte dos brancos.

Os grupos diferenciavam-se quanto à forma de produzir seu sustento. Os caingangues eram agricultores sedentários, mudavam menos e faziam roças ao lado das aldeias. Os aweikomas, ao contrário, eram nômades e reuniam-se em pequenos grupos de caçadores e coletores.

Tanto os nômades, quanto os sedentários resistiam à ocupação como podiam, muitos inseriam-se nas novas sociedades que multiplicavam-se, outros embrenhavam-se nas matas circunvizinhas e outros iam para muito longe. Os aweikomas, por exemplo, trasladaram-se em grande número para terras hoje pertencentes ao estado de Santa Catarina.

Os Kaingán e os Weyana que evitavam o contato, foram dispersando-se a oeste, de Bauru até a região dos vales do rio do Peixe e e do rio Feio (Aguapeí), região onde insere-se atualmente o município de Marília. Contudo, adentrando o século XX, ávidos por terras, os brancos avançavam e os povoados se multiplicavam nas frentes de expansão, de modo que, os caingangues internaram-se ainda mais para o oeste, descendo abaixo as quedas d’água, das corredeiras e grandes cachoeiras desses dois rios.

O massacre e a espoliação das terras caingangues[editar | editar código-fonte]

Família caingangue aculturada fotografada por membros da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo em expedição exploratória no Rio do Peixe, em 1906

No ano de 1905, Jorge Tibiriçá (1855-1928), então presidente do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Agricultura, determinou que a então Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo fizesse o reconhecimento dos vales dos rios Peixe e Feio, uma vez que, os trilhos das Companhias de Estradas de Ferro Sorocabana ao Sul e Noroeste ao Norte da região, avançavam rapidamente rumo ao sertão paulista. [14]

A referida expedição encontrou cinco tribos caingangues habitando o território, sendo elas: a do Cacique Vauhin, que habitava os campos de Avanhandava e Fazenda Patos; a do Cacique Ary Krim-Krim, que também habitava a região do Ribeirão dos Patos; a do Cacique Bri, que habitava parte da região do Córrego do Veado e do Rio Iacri; a do Cacique Rerig (Rerin), que vivia na cabeceira do Córrego do Veado; e a do Cacique Iakri (Iacri), que vivia na região do Córrego Jurema e afluentes do Rio Feio (Aguapeí). [15]

O Estado brasileiro apoiava a ocupação do território pelo "homem branco", ignorando a população indígena pré-existente, oferecendo subsídios para a ocupação, construindo estradas e fazendo vista grossa às chacinas cometidas contra os indígenas pelos chamados "bugreiros".

Marechal Cândido Rondon em 1930.

No referido território caingangue, a construção da estrada de ferro Noroeste do Brasil, iniciada em 1905, foi extremamente sangrenta e fatal para os indígenas, de modo que, os sobreviventes não mais teriam a oportunidade de viver do modo como viveram seus ancestrais.

Após insistente pressão de um grupo liderado por intelectuais, políticos e militares, o governo federal, sob presidência de Hermes da Fonseca, criou em 1910 o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que tinha a missão de evitar mais chacinas confinando e controlando os índios como patrimônio federal; deste modo os indígenas foram induzidos a deixar sua organização social associativa e adotar o modelo de núcleo familiar.[16] Paralela à política de aldeamento, o SPI também buscou afastar a Igreja Católica da catequese e transformar o índio num trabalhador nacional.

Sob o comando de marechal Cândido Rondon, o posto do SPI foi instalado na região da Noroeste, nas cercanias dos atuais municípios de Promissão e Avanhandava, onde encontravam-se acuados pequenos grupos de índios caingangues remanescentes do extermínio promovido pelo e com o aval do Estado.

Índia Vanuíre

Um grupo Caingangue mantinha-se irresoluto nas matas da região; não aceitavam o contato e impediam tanto quanto podiam a colonização, o que levou Rondon a identificar que, na Fazenda Campos Novos do Paranapanema, na zona da Sorocabana, próximo da divisa com o estado do Paraná, havia um grupo de caingangues em processo de assimilação, trabalhando em regime de escravidão; tais indígenas poderiam intermediar o contato com o grupo de Iacri.

É assim que, em 19 de março de 1912, através do intermédio da índia Vanuire, Rondon consegue a rendição do grupo, após meses de esforços da velha índia, que por estar cansada de ver os conflitos sangrentos, sempre desfavoráveis ao seu povo, preferia aceitar os termos propostos pelos brancos e viver em paz confinada com os seus. Vanuíre faleceu em 1918 na então Fazenda Icatu (atual município de Braúna), de posse do Governo Federal.[17] Do contingente estimado de 4 mil índios no estado de São Paulo no início dos contatos, restaram cerca 700 na década de 1910.

Cincinato César da Silva Braga

1913: marco da ocupação latifundiária das terras caingangues[editar | editar código-fonte]

Em 1913 o governo de São Paulo, sob figura de Rodrigues Alves, iniciou obras de abertura de uma estrada de rodagem de 147 km ligando as linhas ferroviárias da Noroeste, na altura de Presidente Pena (atual Cafelândia), com a Sorocabana, na altura de Platina. Tal estrada passava pelas regiões de planalto já espoliadas dos caingangues, sendo o marco inicial da entrega das terras à colonização por parte do Estado.

Aberta a estrada, o deputado abolicionista Cincinato César da Silva Braga (1864-1895), originário de Piracicaba, adquiriu terras que margeavam o espigão divisor das Bacias Peixe e Tibiriçá, e abriu uma fazenda nomeada Cincinatina, em sua homenagem, determinando que nelas fossem plantados 10.000 pés de café. A fazenda era administrada pelo português Antônio Pereira da Silva, que havia chegado à região com seu filho José Pereira da Silva (Pereirinha), no ano de 1919 advindos do Rio de Janeiro, onde vivia Cincinato Braga.

Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda

Além da morte, a assimilação via miscigenação foi a maior responsável pela retirada dos indígenas da linha de frente do combate ao avanço da ocupação das terras do Oeste Paulista, de modo que, em 1921, o Estado brasileiro criou dois aldeamentos em fazendas da União, nos atuais municípios de Tupã e Braúna (na época áreas do município de Penápolis), onde os indígenas foram confinados indistintamente. Para suas tradições nômades, essas reservas eram uma afronta. [18]

Após o de Cincinato Braga, outros latifúndios foram abertos na região, como a fazenda Guataporanga, que pertencia aos irmãos Lélio e Marcelo Piza e a fazenda do Rio do Peixe, pertencente à Companhia Pecuária e Agrícola de Campos Novos, que foi presidida pelo senador Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda (1862-1941), proveniente de Bananal e que, também adquiriu terras na região. [19]

1923-1929: Fundação dos patrimônios e a origem de Marília[editar | editar código-fonte]

Sabendo das pretensões da Companhia Paulista da expansão dos trilhos dos trens de Piratininga às barrancas do rio Paraná, passando pela região onde viviam, os Pereiras, funcionários de Cincinato Braga, adquiriram terras da Companhia Pecuária e Agrícola de Campos Novos na região, dando início a plantações de café e fundando em 1923 um patrimônio batizado de Alto Cafezal em parte loteada das terras

O patrimônio de Alto Cafezal, pertencente ao município de Campos Novos do Paranapanema, (atual Campos Novos Paulista), na Sorocabana, foi a origem primeira do futuro município de Marília. No ano seguinte, a Fazenda Cincinatina, com extensão de 21 km pelo espigão Peixe - Feio, foi vendida ao então deputado estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal (1872-1948), originário de São Carlos e Araraquara. Bento de Abreu além de político, era ligado à aristocracia terratenente; sua esposa Maria Isabel, com quem teve treze filhos, pertencia ao clã Arruda Botelho, família do Conde do Pinhal, com quem Sampaio Vidal firmaria acordos políticos por toda a vida.

Bento de Abreu Sampaio Vidal

Antes da Cincinatina, Bento de Abreu havia comprado terras onde hoje se encontram os municípios vizinhos de Álvaro de Carvalho e Garça, tornando-se um dos maiores latifundiários da região. Dividindo as terras em diversas fazendas, o político destinou-as aos seus filhos, como vinha fazendo em diversas regiões do estado onde adquiriu terras. No território atualmente compreendido por Marília, Bento de Abreu destinou a fazenda Santa Antonieta à filha Maria Antonieta. Às filhas, Helena e Olga coube a fazenda Cascata. À Bento Filho coube a fazenda São Paulo localizada no distrito de Padre Nóbrega, e a Palmital ficou com o próprio Bento de Abreu. [14]

Casa na rua de entrada da Fazenda Bomfim

Em 1926, José Vasques Carrión fundou um patrimônio em parte loteada de suas terras, denominando-o de Vila Prado. No mesmo ano, Bento de Abreu , fundou um terceiro patrimônio próximo aos anteriores. Em 1927 os coronéis Galdino Alfredo de Almeida e José Brás (José da Silva Nogueira) adquiriram terras de Carrión (fazenda Bomfim), e rebatizaram o patrimônio com o nome de Vila Barbosa, sendo esta, também distrito de Campos Novos, na Sorocabana.

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro vinha desde 1924 avançando seus trilhos de Piratininga até chegar a Lácio (terras do deputado Sampaio Vidal),[20] sendo que a próxima estação passaria próximo dos patrimônios já existentes, o que causaria disputas entre os fundadores, principalmente entre Antônio Pereira da Silva, já que era o fundador do primeiro patrimônio e Sampaio Vidal.

Bento de Abreu ignorou o Alto Cafezal e tudo fez para impulsionar o desenvolvimento de seu próprio patrimônio, estabelecido justamente ao lado do povoado já existente. Investiu em infraestrutura e em recursos humanos, recrutando profissionais liberais em diversas áreas, que para lá se dirigiram. Para demarcar as terras do novo patrimônio contratou o engenheiro Dr. Durval de Menezes e compôs aliança politica com o grupo de Rodolfo Miranda[14]

Selo postal de 1967 em homenagem à obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga
Selo postal de 1967 em homenagem à obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga

O poder político venceu e a estação foi construída nas terras do deputado, que deveria escolher um nome para a estação com a letra "M", já que, de acordo com o esquema dessa companhia, as estradas que iam sendo inauguradas no ramal, haveriam de ser nomeadas por ordem alfabética. Foram propostos vários nomes, como "Marathona", "Mogúncia" e "Macau", mas Bento de Abreu não ficou satisfeito com nenhuma das sugestões. Em uma de sua viagens de navio à Europa, leu o livro de Tomás Antônio Gonzaga, "Marília de Dirceu", de onde teve a ideia de sugerir o nome de "Marília".

Antes mesmo da inauguração da estação, a força política de Sampaio Vidal fez surgir na região o distrito de Marília a partir da Lei Estadual 2.161 de 22 de dezembro de 1926, tendo incorporado os patrimônios existentes e sendo subordinado ao município de Cafelândia. Pela Lei Estadual 2.320, de 24 de dezembro de 1928 o distrito foi elevado à categoria de município e em 30 de dezembro do mesmo ano a estação de Marília foi inaugurada. A instalação oficial do município deu-se 4 de abril de 1929, data em que é comemorado seu aniversário.

População esperando o primeiro trem da Cia.Paulista em Marília no ano de 1928.

O portão principal da estação ferroviária ficou de costas para o antigo patrimônio do Alto Cafezal, de frente para o largo, ao lado da praça da igreja de São Bento, cuja porta principal também está localizada na face norte, ou seja, de costas para o Alto Cafezal. A disposição em que se encontrava a estação ferroviária e as disputas entre os patrimônios deu à cidade uma feição diferente da maioria das cidades do interior do Estado. Marília não possui uma praça central com igreja, jardim e coreto; o que há são duas igrejas com suas respectivas praças, uma em cada vertente da atual Avenida Sampaio Vidal, aberta exatamente na divisa dos dois antigos patrimônios.

Bento de Abreu pode não ter sido o primeiro a chegar àquelas terras, mas o núcleo urbano não poderia ter tido melhor "padrinho" pois, sem seu impulso, aquele nascente município certamente não teria se desenvolvido de forma tão rápida. Sob sua tutela, em curto espaço de tempo, Marília apresentou vertiginoso crescimento. Instalado no mesmo ano do crash da bolsa de Nova Iorque, o município de Marília parece ter conseguido viabilizar-se sem maiores entraves políticos ou econômicos.

A rapidez com que Bento de Abreu procurou instalar o cartório, sem nem mesmo possuir prédio próprio, no improvisado Hotel Brasil, localizado no antigo Patrimônio de Alto Cafezal, demonstra a urgência para viabilizar o empreendimento urbano. Se a agricultura não possibilitava mais os ganhos obtidos até então, passava a ser de vital importância assegurar o rendimento através da valorização das terras.

Tão ou mais difícil que a abertura de uma fazenda em pleno sertão, era construir uma cidade, o que impunha aos pioneiros uma série infindável de obstáculos a serem vencidos. Ao adentrar e derrubar a densa vegetação do sertão a população defrontava-se com incontáveis moléstias decorrentes do desmatamento indiscriminado. O Dr. Carlos de Moraes Barros, neto do ex-presidente Prudente de Moraes, é exemplo de como o nome de Bento de Abreu era conhecido e respeitado, pois através de sua influência, deixou Itaquerê, onde trabalhava, e aceitou o convite para dirigir a futura Santa Casa de Misericórdia de Marília, cuja construção estava nos planos de Bento de Abreu.[14]

A ocupação minifundiária da Alta Paulista e Marília como capital regional[editar | editar código-fonte]

Como mencionado, a região de passagem dos trilhos da Companhia Paulista à oeste de Bauru, que ficou conhecida como Alta Paulista, teve suas estações ferroviárias (que na maioria dos casos deram nome à cidades) por ordem alfabética; sendo assim, as nomenclaturas dadas de A à Y foram: Alba, Brasília (distritos do município de Piratininga), Cabrália Paulista, Duartina, Esmeralda (estação dentro da fazenda pertencente ao coronel Lima, localizada em Duartina), Fernão Dias (atual município de Fernão), Gália, Hispéria (estação dentro da Fazenda Igurê, localizada em Garça), Incas (Italina e depois, Garça), Jafa (distrito de Garça), Kentuckia (atual Vera Cruz), Lácio (distrito de Marília), Marília, Oriente, Pompeia, Quintana, Rinópolis, Santana (Herculândia), Tupã, Universo, Yacri (Iacri).

A ocupação inicial da Alta Paulista deu-se a partir de latifúndios pertencentes a políticos de renome ligados à oligarquia cafeeira de regiões mais antigas, como o senador Rodolfo de Miranda, oriundo do Vale do Paraíba, o deputado Cincinato Braga, de Piracicaba e o também deputado Sampaio Vidal, de São Carlos e Araraquara. Contudo, esta nova região nascia sob novas configurações sociais, já no pós-abolição e sob a égide do trabalho livre e assalariado.

A criação de uma grande massa de assalariados rurais, fez da terra um bem comercializável e não mais patrimônio hereditário, de modo que, num país ainda essencialmente agrícola, como era o Brasil de então, a terra passou a ser elemento central no processo de ascensão econômico-social dos indivíduos (ainda muito pautada na família).

O cenário internacional, não era favorável para apostas exclusivas em grandes extensões de café, haja vista a grande depressão causada após a quebra da bolsa de Nova Iorque. Deste modo, o momento era o da diversificação da produção e da busca por novas fontes de renda, o que levou os grandes proprietários da Alta Paulista a lotearem seus latifúndios e comercializarem suas terras, fomentando o surgimento de núcleos habitacionais como fator de atração para compradores advindos de outras regiões.

Assim, a partir da oferta da possibilidade do assalariado do latifúndio das antigas zonas cafeeiras tornar-se proprietário rural independente, a Alta Paulista tornou-se polo de atração migratória, tendo Marília adquirido tamanha importância, que passou a ser denominada como "Capital da Alta Paulista".

Neste contexto, a região então escassamente habitada, é povoada através da migração de brasileiros e estrangeiros, fazendo da Alta Paulista uma região de convivência multicultural.

A diversificação da produção e a industrialização[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, a economia de Marília era baseada no cultivo de café, que, com o tempo, foi sendo substituído pelo algodão. Pode-se dizer que houve uma relação simbiótica entre o desenvolvimento inicial de Marília e a carreira política de Bento de Abreu na década de 1930. Talvez se possa creditar ao episódio do desenvolvimento acelerado do município parte da sobrevivência política de Bento de Abreu após a Revolução de 1930. Pode-se dizer que sua atuação decisiva doando terrenos para diversos prédios públicos e privados, além de lotear parte de suas terras ajudou a impulsionar o desenvolvimento do município naquele período. [14]

Graças ao algodão, em 1934 e 1935 foram instaladas as duas primeiras indústrias no município (duas fábricas de óleo). Na década de 1940, o município firmou-se como polo de desenvolvimento do Oeste Paulista, apresentando um grande crescimento urbano e populacional. É neste período que as Indústrias Reunidas Matarazzo instalaram sua planta fabril no município. Com a expansão da industrialização no interior paulista, houve um aumento da malha ferroviária e rodoviária, com isso Marília ligou-se a várias regiões do estado de São Paulo e ao norte do Paraná.

Marília (década de 1960).
Marília (década de 1960).

Força Expedicionária Brasileira[editar | editar código-fonte]

27 marilienses se juntaram à Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Partiram em 2 de julho de 1944, regressando todos em 16 de julho de 1945. Os marilienses mostraram bravura, mas um deles se destacou: o cabo Marcílio Luís Pinto, que recebeu a medalha Silver Star por ato de bravura, concedida pelo Exército Americano através do general Mark Clark. Os demais foram agraciados com medalha da Cruz de Combate de Segunda Classe.

Polo educacional e "Capital Nacional do Alimento"[editar | editar código-fonte]

O primeiro arranha-céus construído em nossa cidade foi o Edifício Ouro Verde, em 1951. Ele foi totalmente comercializado em um único dia.Na década de 1970, houve um novo ciclo industrial no município com a instalação de novas indústrias, principalmente na área alimentícia e metalúrgica; Paulo Fernando Cirino Mourão, em sua dissertação de mestrado defendida na Unesp de Presidente Prudente, em 1994, destaca o papel dos imigrantes italianos, japoneses e seus descendentes na industrialização mariliense.[21]

Com a posterior instalação de diversos cursos universitários, Marília pôde atrair vários jovens à região, o que ajudou no desenvolvimento e diversificação do setor de comércio, serviços e entretenimento, bem como na expansão das atividades imobiliárias. Hoje, Marília conta com aproximadamente 50 indústrias na área alimentícia sendo conhecida como "Capital Nacional do Alimento".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia de Marília

O município de Marília e algumas cidades ao redor situam-se no hoje denominado Planalto de Marília (antiga serra dos Agudos) que compreende 3 espigões ou serras alongadas no sentido leste-oeste (também conhecidos como Itambés) a conhecer:

- Primeiro planalto, onde se situam as cidades de Garça, Vera Cruz, Marília, Pompéia e Quintana , em que os itambés expõem paredões e escarpas de rocha arenítica (conhecidas dentro da geologia como "Formação Marília"),alguns com quase 100 metros de profundidade, contendo belas cachoeiras, dando à paisagem uma beleza única, como a Serra de Avencas, onde se pode observar as camadas rochosas formadas há milhões de anos. Este primeiro planalto ainda segue rumo oeste, terminando em suaves colinas um pouco adiante da cidade de Tupã;

- Segundo planalto, compreende os municípios de Alvinlândia, Lupércio, Ocauçu e Echaporã, onde também apresenta paredões escarpados (principalmente entre Lupércio e Echaporã, com inúmeras cachoeiras e farta vegetação, que muitas vezes esconde os paredões) e tem seu relevo suavizado nas proximidade do município de Lutécia. Na estrada municipal Marília a Ocauçu, após o vale do Rio do Peixe, proximidades do distrito de Nova Columbia existe interessante formação rochosa em forma de torre, resultado da erosão de milhões de anos;

- Terceiro planalto, com relevo menos escarpado, abrange as cidades de Álvaro de Carvalho e Julio Mesquita, indo até proximidades de Guaimbê, onde se torna relativamente plano.

Panorama de zona rural à sudeste de Marília

Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

Marília tem um Horto Florestal de 554 hectares; um Bosque Municipal de 17,36 hectares; uma área reservada ao reflorestamento de 2 000 hectares e uma área de 7 400 hectares de vegetação natural.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é subtropical, apresentando uma temperatura mínima absoluta de -3,6 °C e uma temperatura máxima absoluta de 39,4 °C. Com as seguintes características:

Dados climatológicos para Marília
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,6 28,5 27,8 26,3 23,6 22,6 23,2 25,1 26,1 27,0 28,0 28,4 26,3
Temperatura mínima média (°C) 17,2 17,4 16,1 13,9 10,6 9,1 8,9 10,7 12,7 15,0 16,0 17,0 13,7
Precipitação (mm) 220 210 130 62 57 58 38 26 59 137 120 180 1 291
Fonte: [1] Climate Data

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do município de Marília, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em 1 de dezembro de 2010, apresenta os seguintes dados:

Censo de 2010 (IBGE).
População total (%)
População total 216 745 hab. 100%
Pop. urbana 207.727 hab. 95,84%
Pop. rural 8.974 hab. 4,16%
Mulheres 112.019 hab. 51,68%
Homens 104.726 hab. 48,32%
População dos distritos de Marília
Padre Nóbrega 4 004 hab.
Rosália 2 200 hab.
Lácio 959 hab.
Avencas 635 hab.
Amadeu Amaral 147 hab.
Dirceu 122 hab.

Fonte: (IPEADATA).

Indicadores Sociais em Perspectiva
Índices (2010) Marília Brasil
IDH-M - Humano 0,792 0,727
IDH-R - Renda: 0,768 0,739
IDH-L - Longevidade: 0,854 0,816
IDH-E - Educação 0,776 0,637

Fonte: (IPEADATA).

Migrações internas[editar | editar código-fonte]

Os migrantes internos sempre tiveram importante papel no povoamento e desenvolvimento de Marília. Dentre os pioneiros do período fundacional encontravam-se sobretudo paulistas de regiões mais antigas, fluminenses, mineiros e nordestinos, notadamente baianos da região de Caetité.

Com o declínio da lavoura cafeeira, já nos anos 1930, Marília recebeu mais levas de nordestinos, sobretudo baianos e pernambucanos que vinham para o trabalho na cultura do algodão, uma vez que, o nordeste até então era o maior produtor nacional da fibra. Juntos com os migrantes nordestinos, chegaram muitos mineiros, que também trabalhavam nos canaviais da Fazenda Paredão e da Fazenda Flor Roxa.

Na zona urbana, esses migrantes usualmente trabalhavam como saqueiros nas máquinas de benefício de arroz, café e algodão.[22] Posteriormente passaram a trabalhar e empreender no ramo de bares, mercearias e restaurantes.

Desde que Marília passou a despontar como a "capital da Alta Paulista", passou a receber uma série de profissionais interessados em desenvolver atividades como profissionais liberais. Dentre estes, despontaram muitos fluminenses e cariocas favorecidos pela formação que a então capital do Brasil lhes ofertara.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE, divulgado em 1 de dezembro de 2010, dentre os migrantes residentes em Marília, os nordestinos ocupam o segundo lugar, ficando atrás apenas dos migrantes do Sudeste, região onde Marília está inserida. [23] Muitos migrantes nordestinos de levas recentes ocupam postos de trabalho na construção civil, resultantes do boom imobiliário dos últimos dez anos.

Afro-brasileiros[editar | editar código-fonte]

A presença afro-brasileira consta em Marília desde sua fundação, nos anos 1920. Os afro-brasileiros, provieram de regiões de ocupação mais antiga, tanto do estado de São Paulo, como de outros estados do país. A ocupação tardia da região da Alta Paulista representava no imaginário social a possibilidade de formação de uma nova sociedade, livre dos antigos ranços e vícios das zonas de ocupação antiga, como o sistema escravocrata, por exemplo, que apesar da abolição, em 1888, continuou a afetar a vida dos afro-brasileiros.

O lema estampado na bandeira municipal de Marília "Símbolo de Amor e Liberdade", sintetiza o espírito de colonização desta nova região. Atualmente, segundo recenseamento promovido pelo IBGE em 2010, mais de 35 mil pessoas identificaram-se como pretos ou pardos em Marília.[24] Atualmente o município conta com diversas organizações e coletivos afro-brasileiros, destacando-se: Afro Fest Marília, Negras Ginga, Trançadeira Marília, Rainhas Negras, Afroo Mania e Capoeira Brasil.[25]

A religiosidade também mostra-se como forte legado cultural afro-brasileiro em Marília. Atualmente o município conta com mais de cem terreiros de umbanda e candomblé registrados, destacando-se o Terreiro de Candomblé Abassá Nkassuté Lemba Nzambi Keamazi, localizado no distrito de Padre Nóbrega (objeto de estudos acadêmicos por destacar-se entre os terreiros pioneiros no resgate dos conhecimentos bantu)[26] e o Templo de Umbanda das Águas de Yemanjá, no perímetro urbano de Marília.[27]

Migrações internacionais[editar | editar código-fonte]

Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação, os portugueses marcaram presença na cidade de Marília.[28] Organizando-se comunitariamente, os portugueses de Marília criaram a Casa de Portugal, presente em diversas regiões brasileiras onde há representatividade portuguesa. A Casa de Portugal visa estreitar os laços históricos, culturais, econômicos e comerciais entre o Brasil e Portugal.

Em 2009 o então Prefeito municipal, de origem portuguesa, Abelardo Camarinha, inaugurou a "Praça Casa de Portugal" no centro da cidade; na praça foi erigido um monumento com a Cruz da Ordem de Cristo em cuja pilastra encontra-se uma placa com o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, além de uma homenagem à Comunidade Portuguesa radicada em Marília. Tradicionalmente, no dia 6 de junho, a Casa de Portugal de Marília realiza o jantar em comemoração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.[29]

Famílias lusas erradicadas em Marília: Almeida, Alvarenga, Alves, Amado, Amador, Andrade, Arantes, Araújo, Arêa, Argolo, Arruda, Assis, Avelar, Azevedo, Baptista, Barbosa, Barros, Barreto, Bastos, Batista, Belém, Bicudo, Borba, Borges, Botelho, Branco, Brandão, Brás, Brito, Bueno, Cabral, Caiado, Câmara, Camarinha, Camargo, Cardoso, Castilho, Coelho, Costa, Cunha, Dias, Domingues, Duarte, Esteves, Fragata, Falcão, Felizardo, Ferreira, Franco, Furquim, Galhardo, Galvão, Góes, Gonçalves, Gotardo, Ferrão, Feijó, Gomes, Gonçalves, Gonzaga, Jordão, Leão, Lebre, Lima, Lopes, Maciel, Magalhães, Malheiros, Marangão, Marçal, Marcondes, Marinho, Martins, Meira, Melo/Mello, Mesquita, Milhomens, Monteiro, Morães, Mota/Motta, Neves, Nóbrega, Nogueira, Novaes, Nunes, Oliveira, Passos, Paiva, Pedrosa, Pereira, Peres, Pestana, Pimentel, Pinheiro, Pinto, Pires, Porto, Profeta, Queiroz, Ramos, Rangel, Reinoso, Rocha, Rodrigues, Rubim, Sales, Salzedas, Santana, Seixas, Setúbal, Silva, Silveira, Soares, Souto, Souza, Teixeira, Torres, Vidal, Viegas, Vieira.

Espanhola[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora da Glória (Opus Dei) - Marília

A presença espanhola também foi pioneira na região, segundo Rosalina Tanuri o primeiro espanhol a adquirir terras do senador Rodolfo Miranda em Marília foi António Hernández, no ano de 1921. Contudo, por volta dos anos 1930 é que começou a formar-se de fato uma comunidade espanhola em Marília.[30]Com o crescimento da colônia espanhola na região, em 25 de junho de 1932 foi fundada a Sociedad Española de Marília, que funcionava como centro de ajuda mútua e fraternidade entre seus membros.

Em 1934, procedente de Cabrália Paulista, chegou à Marília os irmãos Hilário e Manoel Lopes Saes. Espanhóis de Pueblonuevo del Terrible, chegaram ao Brasil em 1911 com os pais, fixando residência em Agudos. Em Marília, os irmãos firmaram sociedade com os cunhados e fundaram a indústria de carroças e carrocerias "Hispano-brasileira". A oficina passou então a produzir a carroceria de ônibus “Saes”, equipando as empresas de transporte de passageiros da Alta Paulista, Sorocabana e Norte do Paraná, Mato Grosso e rincões pioneiros.

A organização católica Opus Dei, fundada em 1928 na Espanha, chega ao Brasil através de Marília no ano de 1957, o que se deu devido aos contatos de Dom Hugo Bressane de Araújo (então bispo da diocese de Marília), com São Josemaria Escrivá de Balaguer, bispo espanhol fundador da Opus Dei (canonizado por João Paulo II em 2012).

O fato de ter recebido o primeiro centro da Opus Dei no Brasil, estabeleceu uma ponte entre a Espanha e Marília, que passou a receber diversos membros da obra, dentre eles o Padre Jaime Espinosa Anta, médico e doutor em direito canônico, o também médico recém-formado José Luís Alonso Nieto e o jovem advogado Félix Ruiz Alonso. Abriu-se também em Marília no mesmo ano de 1957 o primeiro Centro feminino da Opus Dei, recebendo dentre tantas colaboradoras espanholas as professoras Maria Clara Constantino e Gabriela Malvar Fonseca e a nutricionista Rosário Alonso. [31]

Os Padres do Opus Dei utilizavam a então capela de Nossa Senhora da Glória para as missas, retiros e reflexões. Em gratidão a primeira cidade do Brasil que os acolheu, Dom Hugo recebeu de Roma o painel de Nossa Senhora da Glória, pintura artística de 1958 presente no atual Santuário de Nossa Senhora da Glória, no centro da cidade. [32]

Famílias hispânicas erradicadas em Marília: Almeida, Alonso, Bassalabre (Balsalobre), Benez, Berriel, Callejos, Canova, Careta, Carrijo, Carrión, Cibantos, Covo, Fernandes (Fernández), Gallina, Gimenez, Guerreiro (Guerrero), Guilen/Guillen, Henrique, Herrera, Herrero, Lasco, Lopes (Lopez), Maldonado, Manzano, Marin, Martin, Martinez, Medina, Merina, Mesquita (Mezquita), Montolar, Moraes, Móris, Moro, Moron, Munhoz (Muñoz), Pacheco, Pacífico, Parra, Paz, Peres (Perez), Quijada, Quiles, Rodrigues (Rodriguez), Roim, Rojas, Romera, Rubio, Rubira, Ruiz, Saes, Sala, Sanches (Sánchez), Santel, Segura, Sornas, Tapias, Tedesco, Terrazas, Teruel, Vasques (Vasquez), Viudes/Biudes, Vilharrubia (Villarrubia).

Sírio-Llbanesa[editar | editar código-fonte]

Os sírio-libaneses que chegaram ao Brasil no século XIX e início do século XX estabeleceram-se inicialmente nos grandes centros do país, contudo, a prática do mascateio, muito difundida entre os pioneiros, levou-os a desbravar o interior do Brasil em busca de novas clientelas. Deste modo, passaram a estabelecer-se nas urbes interioranas em desenvolvimento e a criar suas colônias, para onde passaram a rumar diretamente posteriores compatriotas "os chamados primos".

Os mascates já percorriam as fazendas da região de Marília antes mesmo de sua fundação, sendo que, passaram a estabelecer-se na cidade com maior expressão após a chegada dos trilhos do trem, revolucionando as práticas comerciais, como faziam por onde chegavam. Dentre os primeiros sírio-libaneses a que se tem notícia terem chegado à Marília, está o libanês Saad Baclini Chueiri, que chegado em 1928, fez sociedade com o também libanês Amélio Elias Sabag. Saad Chueiri foi um grande empreendedor, construiu em 1934 o posto de gasolina "Sete de Setembro" e, como proprietário de terreno na Avenida Sampaio Vidal, fez composição com a Construtora Irmãos Ferraz para a construção do Edifício Ouro Verde, o primeiro da cidade. [33]

Em Marília os libaneses mantém o Clube Monte Líbano, que funciona nas imediações do Bosque Municipal desde 1985.[34] Dentre os descendentes de sírio-libaneses ilustres nascidos em Marília pode-se destacar o político e escritor Antônio Rezk, nascido em 1933 e o cinegrafista e diretor de fotografia Dib Lutfi, nascido em 1936. Dentre os imigrantes sírio-libaneses que radicaram-se em Marília, destaca-se o filantropo libanês Carim Daher El Haber, fundador do restaurante infantil.

Assim como em muitas outras regiões do Brasil, os sírio-libaneses erradicados em Marília também obtiveram destaque na política, dentre alguns nomes, pode-se citar Jamil Dualibi, eleito por quatro vezes deputado estadual entre os anos de 1959 e 1975, tendo sido homenageado com um Núcleo Habitacional que leva seu nome em Marília. Joseph Zuza Somaan Abdul Massih também ocupou o cargo por dois mandatos, de 1998 a 2006. Em 2016 o nome de Abdul Massih tornou-se nacionalmente conhecido por escândalos ligado a sonegação de impostos envolvendo valores milionários.[35]

Famílias sírio-libanesas erradicadas em Marília: Abda, Abib, Abmussem, Adas, Atah, Auad (Awad), Audi, Badiz, Badra, Baclini, Calil (Kalil), Chaia, Chueiri, Coube, Cury, Dau, Dib, Duailibi, Elias, Haber, Hakme, Macul (Mackoul), Miguel, Gabriel, Haber, Haddad, Lufti, Massih, Mansur, Mussi, Nasser, Nechar, Rezk, Rifan, Sabag, Tanuri, Zayed, Yasbek.

 Judaica[editar | editar código-fonte]

A comunidade judaica que se formou em Marília é basicamente advinda do Leste Europeu, sendo portando composta essencialmente de judeus Asquenazes. Os gérmens do antissemitismo sempre estiveram presentes na Europa, vide a perseguição promovida aos Judeus Sefarditas pela Inquisição já no século XV. No final dos anos 1920, quando Marília tornou-se município, o nazismo já encontrava-se em ebulição na Europa; o primeiro volume de "Mein Kempf", de Adolf Hitler, foi escrito em 1925. Antes disso, a ebulição política no Leste Europeu em virtude da Revolução Russa e dos Pogroms da Rússia Czarista, que vitimava comunidades minoritárias, como os judeus, impulsionavam a emigração em massa de judeus, sobretudo para a América.[36]

O referido contexto de perseguições levou a vinda de levas migratórias judaicas do Leste Europeu para o Brasil desde o início do século XX. Os judeus, assim como os Sírio-Libaneses, dedicavam-se sobretudo ao comércio e igualmente ao mascateio, dividindo tal nicho econômico na nascente Marília. Os Knobel chegaram à Marília nos anos 1930 devido ao forte antissemitismo que assolava a Polônia, que seria definitivamente ocupada pelas tropas alemãs em 1940. Atualmente existe em Marília, entre as avenidas 9 de Julho e Sampaio Vidal um edifício chamado Benjamin Knobel; Benjamin (Bencjon) era um dos jovens judeus polacos que chegou à cidade com seu irmão Abraan em 1936.

Os Knobel participavam das cerimônias religiosas na Sinagoga do Rabino Singal, que atraía os judeus de toda a região. Além dos Knobel, famílias como os Fridman, os Kopelman, os Oksman, os Speiter, os Zatyrco, os Zaterca, os Beznos, os Tigel, os Klepacz e os Singal, faziam parte da comunidade judaica estabelecida em Marília. A primeira geração, marcada pelas perseguições europeias, encontraram em Marília o "Símbolo de Amor e Liberdade", de seu lema; trabalhando arduamente e esmerando-se na educação das gerações posteriores. Dentre os marilienses frutos dessa história, pode-se citar o Dr. Elias Knobel, professor e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Filho do senhor Abraan e sobrinho de Benjamin Knobel, Elias nasceu em Marília em 1943, sete anos após a chegada de seu pai em Marília.[37]

Italiana[editar | editar código-fonte]

Os italianos também fazem parte história de Marília, o que pode-se perceber de imediato a partir dos nomes de diversos logradouros e bairros da cidade, que homenageiam imigrantes italianos e seus descendentes; como exemplo podem ser citados os bairros Bassan, Banzato, Cavalieri, Lorenzetti, Osvaldo Fanceli, Saliola, Somenzari, Thomaz Mascaro e Jardins Casadei, Cavallari e Fontanelli.

O italiano Salvatore Scarpetti e seu filho Jaime, oriundos de Limeira, foram um dos pioneiros dessa nacionalidade a chegar à região da atual Marília por volta do ano de 1924. Ambos instalaram uma serraria, nicho econômico que teve grande impulso, haja vista o rápido desenvolvimento pelo qual a região passou e a necessidade da derrubada das matas para a formação dos primeiros cafezais. [38]

Paróquia de Santo Antônio
Igreja de Santo Antônio

Outro italiano que chegou à Marília em 1927 foi Sperendio Cabrini. Nascido em 1884, Sperendio chegou ao Brasil com seus pais com um ano de idade. Em Marília tornou-se pioneiro, abrindo lavoura no Bairro Tiveron, em Padre Nóbrega. Posteriormente fundou com o sócio, José de Grande, o primeiro Laticínio da Cidade. [39]

Em 1928 chega à Marília Santo Bassan, outro italiano que abriu terras nas adjacências da cidade. Nascido em 1877, residiu em Itapuí, tendo em 1923 adquirido do Major Eliziário de Camargo Barbosa as terras, quando se abria o Patrimônio de Alto Cafezal. Bassan doou a Antonio Pereira da Silva a imagem de Santo António para a capela erguida por este, bem como depois a imagem do Espírito Santo para a capela da Vila São Miguel, quando esta vila foi aberta[40].

Outro italiano também chegado à Marília em 1928 foi o calabrês Salvador (ou Salvattore) Basta. Nascido em 1890, Salvador chegou ao Brasil aos oito anos de idade, tendo antes residido em São José do Rio Preto e Cravinhos. Fundou em Marília uma fábrica de bebidas e destilaria, que nas mãos dos filhos passou a produzir cerveja. Dado o sucesso regional, a cervejaria dos Basta foi vendida posteriormente à Companhia Antárctica Paulista. [41]

Também em 1928 chega Carmello Calarezi e a esposa Catarina Politano. Calarezi nasceu em 1883 na Sicília, chegando ao Brasil aos 2 anos de idade para viver em Taquaritinga com os pais. Em Marília Carmello estabeleceu uma alfaiataria na rua São Luiz, sendo membro ativo da Loja Maçônica local.

A comunidade italiana realiza anualmente festas com comidas e danças típicas, trata-se da "Festa de Santo Antônio" e da "Festa Italiana", realizadas nas adjacências da Paróquia de Santo Antônio. A região tornou-se referência cultural italiana em Marília, abrigando cantinas e restaurantes italianos. Além do cristianismo católico, a comunidade italiana também é representada pela igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil, fundada no Paraná na primeira década do século XX por Luigi Francesconi, italiano erradicado nos Estados Unidos e que veio ao Brasil para trazer sua fé à grande colônia italiana estabelecida no Brasil de então. Inicialmente difundida entre a comunidade italiana, é por ocasião da Segunda Guerra Mundial que os cultos passam a ser em português e a igreja começa a atrair maciçamente fiéis de outras origens étnicas. Em Marília, a Congregação Cristã no Brasil possui vinte casas de oração. [42]

Parte importante da industrialização paulista e mariliense se deve à imigração italiana, o que evidencia-se a partir do volume de indústrias criadas por italianos e ítalo-descendentes.[43] Para além da já citada cervejaria da família Basta, pode-se citar as indústrias do ramo alimentício que dariam vocação ao município de Marília, como a Ailiram, a Marilan, a Bel, a Dori e a Macarrões Irmãos Raineri. Entre as décadas de 1930 e 1940 Marília recebeu uma planta fabril das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, uma das maiores representações do empreendedorismo ítalo-brasileiro da América Latina. Localizada no bairro Somenzari, a planta dedicava-se ao beneficiamento de arroz e algodão, chegando a empregar 400 operários. Em 1975 o complexo foi desativado e em 1992 o  Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), tombou partes do mesmo como patrimônio histórico-material de interesse do Estado de São Paulo.[44] Marília também possui uma Agência Consular Honorária da Itália.[45]

Famílias italianas erradicadas em Marília: Acceturi, Albertoni, Alpino, Andriguetti, Angeli, Angelucci, Antico, Ardito, Argilio, Armani, Asperti, Baggio, Baldo, Balestra, Balloni, Banzato, Bambini, Barbi, Barion, Belloti, Biancardi, Bianco, Biava, Bombini, Bassan, Basta, Battistetti, Bazzo, Belamoli, Bellinetti, Bellintani, Beluci/Belluci, Bernardi, Bertoline, Bertolla, Bertoncini, Bertonha (Bertogna), Bettini, Biancardi, Bianco, Bim, Bisterço, Bonato, Borguese, Borella, Bortion, Bozza, Brabo, Brasini, Bregion, Bresciani, Brunozi, Bulgarelli, Butareli, Butrico, Cabrini, Cadamuro, Calani, Calarezi, Caliani, Caliman, Calistro, Campanari, Campassi, Campello, Candeloro, Capelini, Carassa, Cardamoni, Carmanhani (Carmagnani), Casadei, Casula, Castelani, Castelli, Cavallari, Cavalieri, Cavichioli, Cecolini, Centroni, Cerci, Chieira, Chiqueto, Chieza, Cizotto, Colesi, Colnago, Colombera, Colonhese (Colognese), Coneglian, Coppola, Coraini, Crepaldi, Crisiconi, Croti, Dal Ponte, Darin, De Marches, Del Masso, Detregiachi, Dalevedove, Dalmonte, Darin, Degani, Demarchi, Desiderato, Detregiachi, Dinardi, Doreto/Doretto, Facchini, Fanceli, Fanutti, Farina, Ferrari, Festucci, Fiorini, Fitipaldi, Florentino, Foliene, Fontaneli, Fróio, Frungilo, Furlan, Furlaneto, Gaiotti, Galati, Galdeano, Ganarani, Garla, Gasparotto, Gatti, Gavazzi, Gelsi, Genta, Ghedini, Giandon, Gianvecchio, Giometti, Giovanetti, Girotto, Gramellini, Gramgi, Grandin, Grassi, Gravena, Grégio, Guaglianone, Guedini, Guinetti, Izzo, Laraia, Lasco, Lauretti, Lavagnini, Laveso, Lexandrini, Lorencetti/Lorenzetti, Magi, Mana, Mansoleli, Marcato, Marconato, Marconi, Margi, Mari, Martinelli, Massaro, Mascaro, Mason, Matiuzzi, Matiuzzo, Mazali, Mazeto, Mazi, Mazzini, Mazziotti, Meneghello, Menegucci, Michelleti, Miorali, Mondenese, Monici, Montolar, Morato, Morelato, Morelo, Moreti, Morgato, Moro, Muzzi, Ottaiano, Padovani, Paduam, Paoliello, Parenti, Pastori, Pavaneti, Pavarini, Pegoraro, Pelissari, Perina, Pessegato, Pessini, Piacenti, Pierucci, Pimazoni, Pio, Piubelli, Pizzoti, Plastina, Poletti, Politano, Pontelli, Pozeti, Pretti, Primo, Prola, Pucci, Rafaelli, Raineri, Ravanelli, Ricieri, Ricci, Rigolin, Rosseto, Rotelli, Salatini, Saliola, Salvestro, Sampieri, Santilli, Seleghini, Seno, Scaliante, Scarabotolo, Scaramucci, Scarpelli, Scarpetti, Seleguini, Somenzari, Spachi, Spadotto, Spina, Spila/Spila, Stefano, Stocco, Stroppa, Tiveron, Tomazela, Toni, Toniolo, Tononi, Tosin, Toffoli, Tozolini, Traballi, Trentini, Trevelin, Verderese, Zambom/Zambon, Zanataro, Zanga, Zanim/Zanin, Zanioto/Zaninotto, Zarattini.

Japonesa[editar | editar código-fonte]

Marília possui entre 1500 e 2000 famílias nikkeys[46][47], colocando-a junto a Londrina, como uma das maiores concentrações de nipodescendentes do interior do Brasil. Segundo Rosalina Tanuri, referindo-se à colônia japonesa de Marília: "Eles revolucionaram o conceito de trabalhar a terra [...].Tanto na cidade, quanto nos sítios e fazendas, o japonês estava em grande número. Os que viviam na cidade preferiam o ramo de bares, armazéns, tinturarias e farmácias".[47]

Os primeiros japoneses chegaram à região de Marília em 1926, antes mesmo da emancipação político-administrativa do município, que só ocorreria em 1929. Já em 1930 fundaram a primeira associação japonesa, a Associação Cultural Nipo Brasileira de Marília. Em 1945, outra associação foi fundada, a Sociedade Esportiva e Cultural Okinawa de Marília (AECOM).[48] Em 1991, a partir da união de ambas associações com o Esporte Clube Mariliense, surgiu o Nikkey Clube de Marília, cujo objetivo é divulgar e preservar a cultura japonesa junto a comunidade, e promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão.

Templo Honpa Hongwanji de Marília
Templo Honpa Hongwanji de Marília

A comunidade nipo-brasileira de Marília legou à cidade um importante patrimônio cultural, disseminado, por exemplo, através da culinária, da religião, dos esportes e das artes marciais. O município possui comunidades religiosas orientais de diversas crenças e linhagens, dentre elas, a Soka Gakkai, Perfect Liberty, Seicho-no-ie, Igreja Tenrikyo, Igreja Messiânica (Johrei), Assembléia de Deus Nipo-Brasileira, Igreja Metodista Livre Concílio Nikkei[49] e os templos budistas Mahayanas Shinshu Honganji e Honpa Honganji. [50] Existem diversas academias de treinamento de artes marciais japonesas, como Judô, Kendô, Aikidô e Karatê, sendo algumas destas, células-mãe de academias que se expandiram para outras regiões do país. Marília possui equipes de Beisebol, Softbol e Gateball, sendo os times de Marília muito bem posicionados em tais modalidades em nível nacional. A culinária nipônica pode ser degustada nos mais de quinze restaurantes espalhados pela cidade, além disso, é possível encontrar diversas mercearias especializadas em produtos japoneses. Ligado Nikkey Clube encontra-se o grupo de Taikô Hibiki Wadaiko, que apresenta constantemente sua arte nos eventos da cidade e da região.

Hideraru Okagawa, foi um dos primeiros políticos de ascendência japonesa em Marília; exerceu o cargo de vereador durante 23 anos. Depois dele apareceu a maior expressão política da colônia, na década de 70 e 80,  Diogo Nomura, que se tornou vereador por um mandato, deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por outros dois. No legislativo mariliense houve outras expressões, como Luiz Okuda, Massatoshi Hoshida, Shiguetoshi Nakagawa e Teruaki Kushikawa. [51]

Os nipo descendentes estão altamente integrados à sociedade mariliense, destacando-se como profissionais liberais e empreendedores em diversos segmentos, com destaque para os ramos de farmácia e cosméticos, bazar e papelaria, estúdio fotográfico, relojoaria, floricultura, mecânica e peças de autos, motos e bicicletas, pastelarias, quitandas, supermercados e restaurantes. Nas feiras livres os japoneses e nipo descendentes ligados à produção agrícola e pastelaria são representativos. A maior expressão do empreendedorismo nipônico mariliense da atualidade é a Sasazaki, indústria de portas e esquadrias de metal.

Em virtude da notável presença nipônica em Marília, o município recebeu duas visitas da Casa Imperial do Japão, uma do então príncipe Mikasa, em 1958, por ocasião dos 50 anos da imigração japonesa no Brasil e a mais recente, em 2018, da princesa Mako, por ocasião dos festejos dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil. Ambos foram recepcionados pelo poder público municipal e pela colônia nipônica, fazendo o plantio simbólico de um ipê em frente ao Paço Municipal da cidade.

Famílias nipônicas erradicadas em Marília: Egashira,Ezaki, Fukugawa, Fumi, Higuti, Hirata, Hoshida, Ikeda, Imamoto, Imamura, Ito, Kawakami, Kikawa, Kobari, Koga, Kuroki, Kushikawa, Matsubara, Matsunaga, Missae, Morihisa, Murata, Nagasse, Nakassato, Nakagawa, Nakamoto, Nakao, Nomura, Sagawa, Obata, Ohara, Oushida, Okada, Okagawa, Oki, Okuda, Ono, Ozaki, Sakai, Sasazaki, Shimabukuro, Shimizu, Shintaku, Takahashi, Tamotu, Tanaka, Tsuji, Tukusan, Ueda, Usuda, Yashima, Yassumoto.

Chinesa/Taiwanesa[editar | editar código-fonte]

Os laços iniciais entre a China e o Brasil foram fomentados por Portugal, uma vez que, assim como o Brasil, a região chinesa de Macau, também era colônia portuguesa. A primeira leva de imigrantes chineses a chegar ao Brasil remonta os anos de 1860, quando Portugal organizou a vinda de imigrantes da colônia de Macau. A imigração chinesa para o Brasil foi estrategicamente pensada por Portugal visando a construção de ferrovias no Rio de Janeiro, a introdução e desenvolvimento da cultura do chá em São Paulo e para o trabalho na mineração em Minas Gerais. Este tipo de migração fomentada trouxe ao Brasil aproximadamente 5 mil imigrantes.

A partir dos anos 1950 um novo e mais vigoroso fluxo migratório teve início, desta vez de forma espontânea, motivado principalmente por guerras e escassez de alimentos. A implantação do comunismo na China continental levou uma expressiva quantidade de chineses a emigrarem para Taiwan. De Taiwan partiram muitos para outros países, dentre eles o Brasil. Após um período de estagnação, a imigração chinesa para o Brasil retomou impulso no fim dos anos 1990, quando uma nova leva de imigrantes passaram a chegar ao país para dedicar-se a atividades comerciais. Tal fluxo migratório, dentre outros fatores, tem a ver com a abertura da economia brasileira nos anos 1990 e a intensificação das relações comerciais entre China e Brasil.[52]

Atualmente é possível notar a presença chinesa por todo o Brasil. Se a leva migratória anterior concentrou-se sobretudo nas capitais e grandes cidades, este novo fluxo ganhou maior capilaridade, o que tem a ver também com a interiorização da urbanização no Brasil. Deste modo, tanto nas grandes cidades, como em cidades de médio porte, como é o caso de Marília, a imigração chinesa não passa desapercebida. Estes novos imigrantes, chegam ao Brasil para a realização do sonho de possuir seu próprio negócio. Tradicionalmente os chineses dedicavam-se ao ramo alimentício (em geral pastelarias, devido ao baixo investimento inicial e o rápido retorno financeiro), contudo, atualmente diversificaram o rol de atuação, dedicando-se maciçamente à venda de artigos importados de seu país natal, sejam eles utilidades domésticas, utensílios de beleza, relógios e eletrônicos.

Em Marília, os imigrantes da nova leva imigratória localizam-se essencialmente na região central da cidade, onde vivem e trabalham em atividades comerciais que vão de lojas de importados a restaurantes e pastelarias (que atualmente não vendem apenas pastéis, mas também refeições e salgados em geral, inclusive a tradicionalmente brasileira coxinha). Estima-se que a cidade abrigue uma comunidade de mais de 900 membros.[53]

Atualmente o campus de Marília da Unesp é um dos polos do Instituto Confúcio, fruto de um convênio entre a universidade e o governo da República Popular da China, em parceria coma Universidade de Hubei. O Instituto visa o ensino da língua chinesa, a divulgação da cultura e da história da China e o fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China. Todos os profissionais são chineses, selecionados e aprovados pela matriz do Instituto Confúcio na China para vir ao Brasil.[54]

Alemã[editar | editar código-fonte]

Em menor quantidade que os demais, mas não menos importantes, os alemães também chegaram à Marília e fizeram parte de sua história, contribuindo para seu desenvolvimento. Dentre estes, um nome que figura dentre o rol de heróis marilienses é o de Nelson Spielmann, mariliense descendente de alemães morto em combate na Revolução Constitucionalista de 1932.

Em 1959 teve início as pregações da Igreja da Confissão Luterana, em Marília, a partir de missionários estadunidenses de origem alemã. Os trabalhos de pregação inicial se deram entre as famílias residentes no município, expandindo posteriormente para toda a comunidade.

Algumas famílias de origem alemã erradicadas em Marília são: Banitz (Bannitz), Berg, Christ, Daun, Eppinghaus, Foehringer, Frank, Gehrmann, Grant, Muller, Pohl, Sahrbach, Schoenherr, Spielmann, Tanner, Trein, Wirth.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo dados do censo IBGE daquele ano, a população mariliense era composta por 140 695 brancos (64,91%); 59 929 pardos (27,65%); 10 071 pretos (4,65%); 5 808 amarelos (2,68%); e 240 indígenas (0,11%).[55]

Religião[editar | editar código-fonte]

Devido à grande variedade cultural e étnica de Marília, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica romana, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos marilienses se declarem católicos romanos — é possível encontrar atualmente no município diversas denominações protestantes, assim como a prática do budismo, do espiritismo, da umbanda, do candomblé, do catolicismo ortodoxo, dentre outras.

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população mariliense está composta por: 135 373 católicos (62,46%); 54 985 evangélicos (25,37%); 11 428 pessoas sem religião (5,27%); 7 176 espíritas (3,31%); 2 296 Testemunhas de Jeová (1,06%); 1 092 budistas (0,50%) e os demais divididos entre outras religiões.[56]

Catedral Basílica de São Bento (Marília)

Catolicismo[editar | editar código-fonte]

Apostólico Romano[editar | editar código-fonte]
Capela Nossa Senhora de Lourdes (Marília)

Marília é sede da diocese da região da Alta Paulista, pesiástica de Botucatu e ao Conselho Episcopal Regional Sul I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. No dia 8 de maio de 2013, o então padre Luiz Antônio Cipolini foi nomeado bispo diocesano de Marília pelo Papa Francisco, recebendo automaticamente o título de Monsenhor. A diocese de Marília é responsável por uma população de mais de 600.000 fiéis, compreende 60 paróquias, divididas entre 37 municípios, sendo a sede, a Basílica Menor de São Bento, em Marília e possuindo São Pedro como santo padroeiro.

Brasão da Diocese de Marília

A diocese subdivide-se entre três regiões pastorais, sendo elas:

Região Pastoral I

Região Pastoral II

Região Pastoral III

Ortodoxo[editar | editar código-fonte]
  • Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Brasil
  • Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia

Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Protestantismo[editar | editar código-fonte]

Diversas são as ramificações cristãs surgidas pós-reforma protestante. Dentre estas, as seguintes estão presentes em Marília:

Protestantismo histórico[editar | editar código-fonte]
Restauracionismo/Primitivismo Cristão[editar | editar código-fonte]
Pentecostalismo[editar | editar código-fonte]
Deuteropentecostalismo[editar | editar código-fonte]
Neopentecostalismo[editar | editar código-fonte]

Ecumenismo[editar | editar código-fonte]

Espiritismo[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação de Marília, o espiritismo vem desempenhando importante papel junto à comunidade, sendo que importantes instituições operantes no município foram fundadas e administradas por beneméritos espíritas e suas comunidades, como o Hospital Espírita, o Restaurante Infantil, o Lar de meninas Amélie Boudet, o Colégio Bezerra de Menezes e o Centro Universitário Eurípides de Marília (Univem).

Alguns dos centros do município são: Núcleo Espírita Amor e Paz (Neap), Centro Espírita Luz, Fé e Caridade, Associação Espírita Fonte de Luz, Centro Espírita Luz e Verdade, Sociedade Espírita Vicente de Paula, Centro Espírita Semeadores de Luz, Comunhão Espírita de Marília, Centro Espírita Caminho Luz e Verdade, Centro Espírita Jesus de Nazaré, Centro Espírita e Comunidade Assistencial, Centro Espírita Mensageiros da Luz Pedro de Alcântara.

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Ver também: Lista de prefeitos de Marília

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Marília é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. Atualmente, o prefeito municipal é Daniel Alonso - PSDB, que foi eleito prefeito para a gestão 2017/2020, ao lado do vice-prefeito Tato - PMDB, com 30,00 por cento dos votos válidos.

Poder legislativo[editar | editar código-fonte]

O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 13 vereadores. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei Orçamentária Anual). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o executivo e o legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O irmanamento de cidades é a promoção da cooperação entre municípios, que pode acontecer em diversas áreas como cultura, educação, saúde, transportes, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Se dois municípios possuem características semelhantes como, número de habitantes, tamanho e setor econômico preponderante, é possível que possam trocar conhecimentos sobre a resolução de problemas comuns; diversos protocolos podem ser firmados visando investimentos em projetos, intercâmbio de estudantes, especialistas e empresários, dentre outras possibilidades [58]

Em novembro de 1980 Marília e Higashihiroshima tornaram-se cidades-irmãs. Em homenagem à parceria, Marília tem uma praça com o nome da cidade-irmã japonesa. Outros três monumentos que homenageiam a relação da cidade com o Japão podem ser encontrados no jardim do paço municipal, tendo sido um deles inaugurado pelo Príncipe Mikasa em 1958, no cinquentenário da imigração japonesa para o Brasil.[58]

Em abril de 2003 o decreto municipal de Nº 8610 considerou irmãs as cidades de Marília e Buffalo, localizada no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. A iniciativa partiu de Buffalo, que no âmbito do Sister Cities International, manifestou interesse em estabelecer parcerias com Marília, sendo atendida pela gestão de Abelardo Camarinha. [59]

Bandeira municipal[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 2005, o prefeito Mário Bulgarelli sancionou a lei 6 230,[60] que instituiu que a bandeira municipal teria de ser terciada em vertical com partes idênticas: duas laterais em azul (não mais em vermelho), com a tira central na cor branca, onde seria aplicado o brasão de armas do município no seu exato meio.

A antiga bandeira era de 1978. A bandeira vermelha (cor original) simbolizava o café, sempre presente na história do município; já a cor azul tem origem incerta (especuladores dizem ter mudado a cor de vermelho para azul para parecer com a bandeira do Marília Atlético Clube. Outros dizem que o azul é a cor do logotipo da administração do ex-prefeito Abelardo Camarinha. [carece de fontes?]

Em 2010, por imposição da justiça, a bandeira da cidade retornou à sua aparência original. Saiu o azul das faixas laterais para o retorno do vermelho.[61]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Marília meados do século XX.
Marília (década de 1960).

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Telefonia[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[62], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a espanhola Telefônica[63], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[64] para suas operações de telefonia fixa.

Educação[editar | editar código-fonte]

Tarde de outono no campus de Marília da Unesp
Tarde de outono no campus de Marília da Unesp

O município conta com uma privilegiada estrutura de ensino, possuindo sistemas de educação desde o ensino básico até o superior e pós-graduação.

A Rede Municipal de Educação conta hoje com 50 unidades, sendo 5 berçários, 26 Emeis (Escolas Municipal de Educação Infantil) e Ceis-Creche; 3 Emefeis (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil) 16 Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), atendendo a um público de aproximadamente 21 mil alunos. Além disso, o município dispõe do CAP (Centro de Apoio Psicopedagógico), para atender estudantes com dificuldades de aprendizagem. O sistema escolar instalado conta ainda com 46 escolas estaduais e 16 escolas privadas.

Japonês, mandarim, francês, alemão, italiano, espanhol e inglês são alguns dos cursos oferecidos, gratuitamente, a estudantes de Marília através do Centro de Ensino de Línguas (CEL) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O (CEL) localiza-se na Escola Estadual Monsenhor Bicudo, atende 460 alunos de escolas da rede pública, nos turnos matutino, vespertino e noturno. As matrículas podem ser feitas por estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos, com exceção dos cursos de inglês e mandarim, que são disponíveis somente para o ensino médio. Além de aprender o idioma, os estudantes têm a oportunidade, durante as aulas, de conhecer também os costumes de outros países.[65]

Além da rede pública de ensino, o município dispõe do ensino básico, fundamental, médio, técnico e Educação de Jovens e Adultos (EJA) oferecido pela Fundação Bradesco, bem como pelo "Sistema S", que aglomera aprendizado e administração no setor comercial e industrial, através do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do Sesi (Serviço Social da Indústria).

Dentre os centros de educação profissionalizantes públicos instalados no município estão o Ceprom (Centro Profissionalizante de Marília), a Fatec Estudante Rafael Almeida Camarinha (Faculdade de Tecnologia) e a Etec Antonio Devisate (Escola Técnica Estadual - Centro Paula Souza).

Marília é um centro regional de ensino superior, contando com mais de 40 cursos instalados no município.

Ensino superior[editar | editar código-fonte]

Instituições públicas Instituições privadas
FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília (Estadual) UNIMAR - Universidade de Marília
UNESP Marília (Estadual) UNIVEM - Centro Universitário Eurípedes de Marília
FATEC - Faculdade de Tecnologia (Estadual) FAJOPA - Faculdade João Paulo II
FAIP - Faculdade de Ensino Superior do Interior Paulista
FAEF - Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal
FGV - Fundação Getúlio Vargas
Grupo Educacional UNIESP
Faculdade Católica Paulista
Ibmec e Damásio - Faculdade, Pós-Graduação e MBA
Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial


Saúde[editar | editar código-fonte]

Secretaria da Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possui cinco hospitais, outro em fase de abertura e 1 maternidade. A cidade é servida por inúmeras clínicas, empresas de diagnósticos e lojas de produtos hospitalares.

A Rede Municipal de Saúde, conta com 29 USFs (Unidades de Saúde da Família), 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 1 policlínica e 2 PAs (pronto-atendimento), conta ainda com serviços diferenciados como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), tratamento de obesidade infantil pelo Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília), 1 Clínica de Fisioterapia, que funciona na antiga estação ferroviária, 1 CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), 1 Clínica de Fonoaudiologia, além do atendimento do Programa Municipal de Ações Antitabágicas, que colabora na recuperação de pessoas viciadas em tabaco.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Marília é servida pela Companhia Paulista, localizando-se no ramal denominado Alta Paulista, do qual foi reconhecida como a capital. Atualmente tanto o transporte de cargas, como de passageiros encontra-se desativado, estando grande parte do patrimônio ferroviário em estado de sucateamento.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Marília (Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich) localiza-se a 3 km do centro da cidade. Inaugurado em 1938, o aeroporto fez grande história na aviação brasileira. Principalmente por se tratar do berço da companhia aérea TAM Linhas Aéreas. O atual aeroporto possui uma pista asfaltada, com comprimento de 1.700 m e 35 m de largura, comportando pequenas aeronaves.

A única empresa que atua regularmente é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que anunciou as atividades na cidade em 1 de julho de 2011. A empresa opera voos diretos para o aeroporto de Viracopos de segunda a sábado às 5:35am, de domingo à sexta às 15:10pm e aos sábados às 15:15pm. A duração da viagem é de aproximadamente 1 hora.

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

O município é servido por duas rodovias estaduais: a Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e a Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333); e por uma federal: a Transbrasiliana (BR-153).

A frota de automóveis no município de Marília é de aproximadamente 86.718 mil veículos (Denatran-Maio/2015);[66] uma média aproximada de um carro para cada 3 moradores.

Transporte Privado[editar | editar código-fonte]
Transporte público[editar | editar código-fonte]
Urbano[editar | editar código-fonte]

Transporte Público: Marília conta com transporte urbano servido pelas Empresas Grande Marília e Viação Sorriso de Marília, que operam por linhas regulares levando os usuários aos quatro cantos da cidade.

Interurbano

Interurbano[editar | editar código-fonte]
Terminal Rodoviário de Marília

O Terminal Rodoviário Interestadual de Marília "Comendador José Brambilla" está localizado às margens da Rodovia SP-294, na Avenida Carlos Artêncio, 1001 e foi inaugurado em 2003, com projeto diferenciado e moderno, com áreas temáticas, mirante, guarda volumes, lojas e posto de informação turística e conta com empresas com linhas regulares para todas as regiões do país e também que atendem as linhas interurbanas entre os municípios vizinhos.

Primeira rodoviária de Marília - 1947

As principais empresas rodoviárias que servem o município de Marília são: Guerino Seiscento, Expresso de Prata, Princesa do Norte, Real Expresso, Viação Motta, Viação Kaissara, Viação Nacional Expresso e Viação Rotas do Triângulo.

A primeira Estação Rodoviária de Marília foi inaugurada em 1938, quando a cidade tinha apenas nove anos de emancipação, sendo a primeira rodoviária do Brasil. Na época, a cidade concentrava grande parte do transporte rodoviário do Estado. Hoje, Marília é polo econômico de grandes indústrias alimentícias e também polo estudantil e recebe muitas pessoas vindas de todo país e que passam em sua maioria pela rodoviária.

O terminal rodoviário de Marília dispõe ainda de vários serviços onde você pode obter informações de horários e destinos, dispõe do serviço de táxi (24 horas), de achados e perdidos e caixas eletrônicos.

Habitação[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Distrito Sede[67]
Altaneira Jardim das Rosas Jardim Vista Alegre Bairro Santa Lourdes
Alto Cafezal Jardim David L. P. Alves Jardim Vitória Bairro Santa Olívia
Bairro Ana Carla Jardim Dirceu Jóquei Clube Bairro Stª Tereza
Bairro Antonio Carlos N. Silva Jardim Dom Frei D. Tomasella Bairro Lorenzetti Bairro Stª Olívia
Banzato Jardim Domingos de Léo Loteamento Profª Marina M. Ferreira Bairro São João
Barbosa Jardim dos Lírios Loteamento Faz. S. Sebastião Bairro São José
Bairro Barros Jardim Edisom da S. Lima Loteamento Res. Vale do Canaã Bairro S. Judas Tadeu
Bassan Jardim Eldorado Bairro Luiz H. Zaninotto Bairro S. Miguel
Betel Jardim Esmeralda Bairro Maria Paula Bairro S. Paulo
Boa Vista Jardim Esplanada Bairro Mariana Bairro Sen. Salgado Filho
Bosque Jardim Estoril Bairro Marília Sítios de Recreio Céu Azul
Canaã Jardim Europa Bairro Mirante Sítios de Recreio Cinquentenário
Bairro Cascata Jardim Flamingo Montolar Sítios de Recreio da Estância Uberlândia
Bairro Cavalieri Jardim Flora Rica N. H. Alcides Matiuzzi Sítios de Recreio Morada do Sol
Bairro Cavalieri II Jardim Florença N. H. Castello Branco Sítios de Recreio Nascimento
Centro Jardim Fontanelli N. H. Cecap Sítios de Recreio Panambi
Bairro César de Almeida Jardim Guarujá N. H. Chico Mendes Sítios de Recreio Portal do Vale
Chácara dos Laranjais Jardim Ipanema N. H. Costa e Silva Sítios de Recreio Recanto dos Nobres
Chácara Eliana Jardim Itamarati N. H. Dr. Aniz Badra Sítios de Recreio Stª Carolina
Chácara São Carlos Jardim Jequitibá N. H. Dr. Fernando M. P. Rocha Sítios de Recreio Stª Gertrudes
Conj. Hab. Leonel de M. Brizola Jardim Lavínia N. H. Eliana Dias Mota Sítios de Recreio Vale do Sol
Conj. Hab. Lindomar G. de Carvalho Jardim Luciana H. H. Helena Bernardes Somenzari
Conj. Hab. Mons. João B. Toffoli Jardim Marajá N. H. Jd. Bela Vista Bairro Souza
Conj. Hab. Paulo Lúcio Nogueira Jardim Marajó N. H. José T. Martinez Bairro T. B. de Argolo Ferrão
Conj. Hab. Vila dos Comerciários I Jardim Marambaia N. H. J. Kubitshek Thomaz Mascaro
Conj. Hab. Vila dos Comerciários II Jardim Maria Izabel N. H. Maria A. Matos Bairro Ver. Eduardo Andrade Reis
Conj. Residencial Alcir Raineri Jardim Maria Martha N. H. Nova Marília Vila Coimbra
Conj. Res. Luiz Egydio de Cerqueira César Jardim Marília N. H. Pres. Jânio da S. Quadros Vila MAria
Conj. Res. Sarg. José Carlos Alves Ferreira Jardim Monte Castelo Bairro Osvaldo Fanceli Vila Operária Alimentação I
Distrito Industrial I Jardim Morumbi Bairro Palmeira Vila Operária Alimentação II
Distrito Industrial Santo Barion Jardim Nacional Bairro Palmital Bairro Vila Real
Bairro Edson Jorge Júnior Jardim Nazareth Pq. Cecap Aeroporto Bairro Vila Romana
Fragata Jardim Ohara Pq. das Acácias Bairro Vila Flora
Bairro Francisco de Abreu Fernandes Jardim Paraíso Pq. das Azaléias Bairro Realengo
Higienópolis Jardim Parati Pq. das Esmeraldas Residencial de Recreio Maria Isabel
Hípica Paulista Jardim Pérola Pq. das Esmeraldas II Residencial Portal da Serra
Jardim Acapulco Jardim Planalto Pq. das Indústrias Residencial Vale Verde
Jardim Adolpho Bim Jardim Polyana Pq. das Nações Jardim Verona
Jardim Aeroporto Jardim Porta do Sol Pq. das Primaveras Bairro Quarto Centenário
Jardim Altos da Cidade Jardim Presidente Pq. das Vivendas Bairro Profª Liliana de S. Gonzaga
Jardim Altos do Palmital Jardim Progresso Pq. das Vivendas II Jardim Universitário
Jardim Alvorada Jardim Riviera Pq. dos Ipês Jardim Tropical
Jardim América Jardim Sancho F. da Costa Pq. Nova Almeida Jardim Teotônio Vilela
Jardim Aparecida Nasser Jardim Santa Antonieta Pq. Res. Julieta Jardim Tangará
Jardim Aquárius Jardim Santa Clara Pq. Res. Novo Horizonte Bairro Rubens de Abreu Izique
Jardim Araxá Jardim Sta. Gertrudes Pq. Res. St. Gertrudes Bairro Rodolfo da S. Costa
Jardim Bancários Jardim Sta. Paula Pq. São Jorge Jardim Damasco I
Jardim Bandeirantes Jardim S. Domingos Pq. Serra Dourada Jardim Damasco II
Jardim Betânia Jardim S. Francisco Bairro Paulista Jardim Damasco III
Jardim Califórnia Jardim S. Gabriel Bairro Pólon Jardim Colorado
Jardim Casadei Jardim S. Geraldo Bairro Primeiro de Maio Jardim Continental
Jardim Cavalari Jardim S. Vicente de Paulo Bairro Prof. Antônio da S. Penteado Jardim Cristo Rei
Jardim Colibri Jardim Sasazaki Bairro Prof. José Augusto da S. Ribeiro Saliola
Jardim Virgínia

Condomínios fechados horizontais[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os primeiros condomínios surgiram na cidade de São Paulo, primeiramente com edifícios verticais, no início da década de 1970. Os condomínios horizontais começaram a ser implantados ao final desta mesma década a oeste da região metropolitana de São Paulo. A partir de então, os empreendimentos destinados à elite, localizados distantes do centro principal da cidade, tornaram-se tendência.

As incorporadores passaram a lançar empreendimentos semelhantes as new tows e edge-cities norte-americanas (áreas suburbanas que combinam empreendimentos residenciais com centro comerciais e espaços para escritórios).

Tais empreendimentos começam a surgir em Marília a partir de 1993, dando-se de maneira rápida e intensa, chegando ao ano de 2003, por exemplo, com um número de dezoito empreendimentos residenciais fechados.[68] Dados de 2018 do Conselho Regional de Corretores Imobiliários apontam para um total de 27 condomínios, o que coloca Marília em segundo lugar no estado de São Paulo em número de condomínios fechados horizontais de diversos padrões [69].

O primeiro condomínio residencial horizontal de Marília foi lançado em 1993 com o nome de Esmeralda Residence, na região do distrito de Lácio. Em 1996 e 1997 foram lançados o Residencial Village do Bosque e o Residencial Garden Park na região do aeroporto. Entre 1999 e 2000 foram inaugurados os condomínios Residencial Villagio das Esmeraldas, Residencial Solar das Esmeraldas e o Residencial Pedra Verde, nas adjacências da Avenida das Esmeraldas. A partir de 2000, pela primeira vez o foco de atração saiu da zona leste da cidade com o lançamento do Condomínio Residencial Campo Limpo, próximo ao atual Marília Shopping, na zona norte da cidade e com o Condomínio Residencial Portal do Parati, na zona sul. Datam de 2000 também o Condomínio Residencial Jardim do Bosque e o Condomínio Residencial Jardim Colibri, ambos na região do aeroporto. Em 2001 foi lançado o Residencial Valle do Canaã, na zona rural de Marília, a sudoeste da cidade, sendo o maior condomínio de Marília até então, com uma área de 996.676,24 m². Também de 2001 data o lançamento do Condomínio Campo Belo, a noroeste de Marília, em área rural próxima ao distrito de Padre Nóbrega. Em 2002 foi lançado o Residencial Villa Flora, na zona norte, nas adjacências do Marília Shopping. Em 2003 foi lançado o Residencial Portal da Serra, o segundo maior de Marília, com 392.428,03 m² em área de transição entre o meio urbano e o rural, a nordeste da cidade. De 2003 também data o lançamento do Residencial Portal dos Nobres, na região do distrito de Lácio. [68]

Percebe-se grandes transformações urbanísticas na região leste da cidade em decorrência da instalação de tantos condomínios residenciais de alto poder aquisitivo, como a instalação, na região da Avenida das Esmeraldas, de grandes hipermercados, restaurantes, shopping center e lojas de grifes famosas, bem como a atuação do poder público municipal no tocante ao tratamento paisagístico, construção de pista de caminhada e da inauguração da Avenida Cascata, ligando a região do aeroporto (com forte concentração de condomínios residenciais) à região da Avenida das Esmeraldas.

Economia[editar | editar código-fonte]

Principais produtos de exportação de Marília (2016)

Marília foi nas primeiras décadas do século XX uma região de fronteira e expansão de agricultura, tendo despontado na produção e beneficiamento de café e algodão. Posteriormente a produção agrícola foi diversificada com a introdução da sericicultura e dos cultivos de melancia e amendoim, cujas produções ainda garantem lugar de destaque no estado de São Paulo. Marília também possui o terceiro maior rebanho bovino do Estado de São Paulo com 116,5 mil cabeças, ficando atrás apenas dos municípios de Rancharia e Mirante do Paranapanema.[70]

Indústria, comércio e prestação de serviços são destaques no município, com empresas que distribuem seus produtos para o mercado nacional e internacional. O setor alimentício figura em destaque na pauta de exportações do município, ocupando mais de 70% dos produtos exportados[71], o que também faz a cidade ser conhecida como "Capital Nacional do Alimento".

O parque industrial mariliense conta com cerca de 1 100 empresas distribuídas nos setores alimentício, metalúrgico, construção, têxtil, gráfico e plástico, entre outras. Além das plantas fabris de empresas multinacionais, como Nestlé e Coca Cola, Marília possui a especificidade de ter sido o berço de diversas empresas que posteriormente ganharam destaque em âmbito nacional e internacional, como Dori, Marilan e Sasazaki.

Empresas fundadas em Marília[editar | editar código-fonte]

Sasazaki[editar | editar código-fonte]

A história da Sasazaki no Brasil começou a ser edificada em 1933, quando a família Sasazaki desembarcou em Santos (SP), vinda do Japão – juntamente com centenas de outros imigrantes – e instalou-se numa fazenda em Guaimbêinterior de São Paulo. Após dez anos de trabalho na agricultura e para sustentar a família após a morte do pai, em 1943 Yosaku Sasazaki, os irmãos Kosaku e Yusaburo migraram de Guaimbê para Marília, dedicando-se à fabricação artesanal de lamparinas com folha de flandres recicladas, seria este o embrião da Sasazaki.

Com os primeiros ganhos, passaram a produzir equipamentos agrícolas manuais, como plantadoras de algodão. Em 1958 Yusaburo e Kosaku, com os irmãos Yutaka, Hachiro e Tochimiti e o amigo Kyomassa Shibuya formaram a Indústria e Comércio Sasazaki, empresa que nasceu com 50 funcionários. Em 1964, a Sasazaki deixa para trás a fase manual, lançando o DTM, Descascador Motorizado de Tríplice aplicação, que beneficiava café, mamona e amendoim. Por imposição dos fenômenos climáticos e a sazonalidade da agricultura, no ano de 1975 a Sasazaki foi obrigada a mudar o ramo de atuação, que deixou o desenvolvimento de soluções para o campo para se dedicar à fabricação de esquadrias metálicas. O primeiro produto criado foi uma janela veneziana, depois, vieram janelas de correr, portas e complementos.

Em 1996 a fábrica foi transferida para o Distrito Industrial, com uma área construída de 60 mil m². No ano seguinte foi criada a Divisão de Esquadrias de Alumínio. A empresa adquiriu uma área anexa à principal, e aumentou o seu parque industrial para mais de 70 mil m² de área construída. Em 2009, a Sasazaki passou a ser a primeira empresa brasileira do segmento a utilizar nanotecnologia em seu processo de fabricação. Em 2011 uma filial da empresa foi inaugurada em Jaboatão dos Guararapes (PE), o que permitiu reafirmar a eficiência logística da Sasazaki e a expansão dos negócios para a região Nordeste. O complexo industrial, localizado em Marília, foi ampliado, passando de 75 mil m² para 78 mil m², com o aumento da área construída da fábrica de alumínio. Uma nova linha de produção de esquadrias de alumínio foi instalada, com capacidade de produção de mil peças por dia.[72] Atualmente a empresa possui cerca de 900 funcionários diretos e é uma das maiores indústrias brasileiras no segmento.[73]

Bradesco[editar | editar código-fonte]

Foi em Marília que o ribeirão-pretano Amador Aguiar fundou o Banco Brasileiro de Descontos S.A., em 10 de março de 1943. O Bradesco funcionava com a matriz em Marília e mais seis agências, nas cidades paulistas de GarçaGetulinaPompeiaRanchariaTupã e Vera Cruz. O contato direto com o Cliente foi o sucesso do negócio, pois enquanto os bancos tradicionais de distanciavam dos colonos, o Bradesco via crescer as contas daquela gente numerosa e simples.

Quando abriu as portas, de tão pequeno que era, não sem ironia, foi chamado de “Banco de Dez Contos”. O Bradesco não aderiu à onda crescente de xenofobia provocada pela II Guerra Mundial; em suas agências, as possibilidades de um italiano, um alemão ou um japonês serem atendidos eram as melhores possíveis. Naqueles tempos pioneiros, em Pompeia, no ponto final da Estrada de Ferro Paulista, fervilhava o comércio do algodão. Como o Banco não discriminava os naturais de países aliados do Eixo na Guerra, era comum japoneses abrirem contas.

Brasil era um imenso arquipélago com ilhas geoeconômicas incomunicáveis entre si. Além de incipiente, a produção industrial enfrentava graves dificuldades de transporte. O Banco incursionou por esse filão heterodoxo; do remédio ao trigo, das peças de reposição ao combustível, era possível encomendá-los em suas agências. Ao funcionar como uma espécie de empório, somado ao seu crescente número de clientes agricultores, o banco atraiu comerciantes e prefeituras. O Bradesco conquistou novos clientes e transformou-se em um banco de massas. Em 1946 a matriz foi transferida para a capital do estado e em 1948, o Bradesco adquiriu o Banco Mobilizador de Crédito, do Rio de Janeiro, então Capital Federal. De banco regional o Bradesco passou a banco nacional, anexando dezenas de outros bancos e instituições financeiras durante toda a sua trajetória. 

Marilan[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1956 pelo casal de origem italiana Maximiliano e Iracema Garla, ganhou seu primeiro prédio no ano seguinte, onde eram produzidos biscoitos Maria, Água e Sal, Coco e Maisena em forno à lenha. O nome da empresa foi escolhido pela própria comunidade mariliense através de concurso realizado por uma rádio local.[74] A produção inicial, essencialmente artesanal, cresceu em qualidade e quantidade, de modo que no fim dos anos 1960 já eram produzidos 600 kg de biscoitos por hora. Nos anos 70 a família Garla adquiriu um novo terreno em Marília e construiu seu parque industrial, com 67 mil m² e empregando 250 funcionários. Nos anos 90 a Marilan já produzia 84 mil toneladas de biscoitos por ano e contava com 1300 colaboradores diretos.

Em 1995, o senhor Maximiliano recebeu o prêmio de empresário do ano e em 1997, recebeu o título de "Cidadão Mariliense", concedido pela Câmara Municipal de Marília.[74] Atualmente a Marilan é a segunda maior fabricante de biscoitos do Brasil, gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, sua planta fabril funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A empresa possui um catálogo de mais de 100 itens e uma capacidade produtiva de até 200 mil toneladas por ano; seus produtos são exportados para mais de 50 países em todos os continentes.[75]

TAM[editar | editar código-fonte]

A TAM Linhas Aéreas S.A., maior empresa aérea do país, foi fundada em Marília. Ela surgiu como TAM (Táxi Aéreo de Marília) em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os estados de São Paulo e Mato Grosso.

Intercoffe/Café América[editar | editar código-fonte]

A Intercoffe foi fundada em Marília em 1962, iniciando suas atividades como produtora, comissária e exportadora de café. Com o crescimento das exportações de café crú para países da Europa, América do Norte e Ásia, a Intercoffe chegou aos anos 1970 como uma das maiores indústrias do segmento no país.

Em 1975 a empresa lançou-se no segmento de café torrado e em grãos com a marca "Café América". Em 1993 a Intercoffe começou a importar máquinas para café espresso, distribuindo-as para todo o Brasil junto do seu principal produto, o Café América.

Atualmente a Intercoffe é proprietária das marcas Bevan (capuccinos instantâneos) e América (cafés em pó, solúveis granulados, em grãos, em cápsulas e chocolate em pó). [76] Os marilienses costumam degustar gratuitamente o Café América, já que a Intercoffe mantém máquinas de café em diversos estabelecimentos da cidade, como restaurantes e supermercados. .

Dori Alimentos[editar | editar código-fonte]

A Dori iniciou suas atividades em 8 de maio de 1967 na cidade de Marília, devendo o nome ao apelido da fundadora, Doraci dos Santos Spila. A produção inicial era de pipoca e amendoim com o nome "Guri", fabricados artesanalmente na casa de dona Doraci. Em 1970, o esposo de dona Doraci, Augusto Spila, deixou o emprego como técnico de rádio e juntou-se à empresa, que seis anos depois ganharia sede própria. Em 1986 a Dori ganhou uma filial que dedicava-se à seleção e ao preparo da matéria prima para a produção da empresa matriz, a partir de então, a filial contratou um engenheiro agrônomo que prestava assessoria aos produtores de amendoim região, orientando-os sobre plantação, manejo e qualidade, resgatando a tradição da produção local de amendoim, que na década de 40 era uma das maiores do país. Esse serviço firmou uma relação de parceria entre os produtores locais e a empresa. Um laboratório de análise de amendoim foi criado e hoje garante a excelência e a qualidade do produto, sendo a única indústria de confeitos do País a oferecer este serviço.

A família Barion, de origem italiana, assim como os Spila, assumiu a Dori em 1995 e em 2003 um centro de distribuição foi criado em Marília. Hoje, a Dori Alimentos está presente no mercado de balas, caramelos, gomas de mascar, pastilhas, confeitos, pirulitos e amendoins. A empresa figura entre as gigantes do setor de doces e snacks, liderando o mercado brasileiro, atrás apenas das multinacionais. A Dori possui atualmente 2.300 funcionários e gera entre 900 e 1000 empregos indiretos. A capacidade produtiva é de 9 mil toneladas de produtos/mês. As três unidades fabris hoje existentes - duas em Marília, interior de São Paulo, e outra em Rolândia, no Paraná - abastecem praticamente todo o país. Além disso, a empresa mantém centros de distribuição que garantem a capilaridade do negócio, são três em Pernambuco e sete distribuídos entre Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. A Dori exporta atualmente para mais de 60 países, sendo que, do total faturado pela Dori em 2011, R$ 46 milhões foram provenientes de exportações.[77]

Grupo Kawakami[editar | editar código-fonte]

A origem do Grupo Kawakami remonta ao ano de 1973, com a abertura da Cerealista Brasil por parte do senhor Iwao Kawakami, que chegou ao Brasil no ano de 1928 com os pais, o senhor Sakumatsu e a senhora Tama. Trabalhando inicialmente na lavoura cafeeira no município de Duartina, os Kawakami em poucos anos arrendaram terras no município de Marília, onde plantaram batata, amendoim, algodão e milho. Ficando órfãos ainda crianças, Iwao e mais dois irmãos trabalham duro para sobreviver e pagar as dívidas contraídas com os arrendamentos.

Em 1956 o senhor Iwao casou-se com a também imigrante japonesa, Shizuko, que havia chegado ao Brasil aos sete anos de idade. Nos anos 1970, já com os cinco filhos, o casal mudou-se para a zona urbana de Marília, com o objetivo de oferecer melhores condições de estudo para as crianças. É mantendo os laços com o campo que o casal começa a comercializar cereais no varejo e no atacado em um depósito construído em frente à residência da família.

Em 1975 o casal expande as atividades e abrem o Varejão Príncipe Mikasa. Poucos meses depois foi fundada a empresa Cerealista Kawakami Ltda, na avenida República, em Marília. Em 1983 a família, já contando com a ajuda dos filhos, instala uma filial no bairro Nova Marília, com 400m²; a cerealista passou a ganhar ares de supermercado. Em 1996 foi inaugurada uma nova loja na cidade de Tupã. Em novembro de 2000 a filial do Nova Marília foi completamente modernizada, passando a contar com amplo estacionamento e 5000m² de área construída; o Supermercado Kawakami como os moradores da região conhecem ganhou forma.

Em 2002, já com o novo layout da empresa, foi inaugurada uma nova unidade em Tupã com espaço diferenciado, climatizado e decorado, contando com 5000m² de área construída. Nos mesmos moldes da segunda filial de Tupã, em setembro de 2009 foi inaugurada mais uma loja em Marília, o Kawakami Norte, contando igualmente com 5000m² de área construída. Em 2013 a cidade de Bastos ganhou uma unidade do Supermercado Kawakami, um centro de compras moderno, climatizado e com mais de 6000m².

Em 2015 a rede inaugurou mais uma loja, desta vez em Paraguaçu Paulista; a unidade localizada em uma das principais avenidas da cidade, conta com uma área de 8.200m². Em dezembro de 2017 foi a cidade de Lins que recebeu mais uma unidade do Kawakami; um espaço bonito, moderno e climatizado, com 5.300m² de construção e amplo estacionamento coberto. Atualmente o grupo encontra-se reformulando um espaço no Penápolis Garden Shopping, no município de Penápolis, esta será a oitava loja do grupo.

O Grupo Kawakami chega ao século XXI com uma trajetória de muito trabalho, sucesso, modernização e expansão, contando com mais de 1500 colaboradores. [78]

Bel Chocolates[editar | editar código-fonte]

A Bel foi fundada em 4 de julho de 1976 pelo também descendente de italianos Paulo Sérgio Zaparolli Dedemo. O nome da empresa foi uma homenagem à sua esposa "Isabel". Os primeiros produtos, amendoim salgado, pé-de-moleque e pipoca, eram fabricados artesanalmente e com receitas caseiras. Em 1984 a Bel se transferiu para as instalações atuais, no Jardim Santa Antonieta, em Marília, com uma área de 11.000m². Atualmente, com várias linhas de produção e equipamentos de tecnologia avançada, atende a todo o mercado nacional e exporta para diversos países de todo o mundo.

Menin Engenharia[editar | editar código-fonte]

A Menin Engenharia foi fundada pelo engenheiro Gustavo Lorenzetti Menin no ano de 1986. A empresa, fundada em Marília, teve seu campo de atuação expandido em nível estadual, chegando nos últimos anos ao norte do Paraná. Referência na área de construção de conjuntos residenciais, a Menin Engenharia contabiliza mais de 25.000 unidades entregues, além da construção de shoppings e edifícios de alto padrão.

Destacam-se entre suas obras, os Shoppings Aquarius e Esmeralda, os edifícios de alto padrão, Royal Garden e Golden Tower, construídos em Marília, diversos loteamentos e unidades habitacionais construídas através dos programas da Caixa Econômica Federal e do CDHU em várias cidades do estado de São Paulo, inclusive na capital e no Paraná.[79]

Tauste Supermercados[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em outubro de 1991, iniciou suas atividades em uma pequena loja de bairro. O nome escolhido remonta à cidade de origem familiar dos fundadores, Tauste, na província de Zaragoza, na Espanha. No ano de 2000, mudou-se para um novo prédio, que se tornou a matriz da empresa e nele estão localizados os setores administrativos. Em março de 2004, o Tauste abriu sua segunda loja em Marília, expandindo seus negócios e consolidando sua presença na cidade.  Em 2008, o Tauste inaugurou sua terceira loja, na cidade de Bauru, sendo a primeira em outro município. Em 2014 foi inaugurada a quarta loja, desta vez em Sorocaba, que em 2016 recebeu mais uma loja. Atualmente a rede possui cinco lojas, totalizando mais de 2.000 colaboradores, demonstrando o grande crescimento do Tauste ao longo dos seus anos de atividades.[80]

Master Chicken[editar | editar código-fonte]

A Master Chicken é fruto de uma nova geração de empreendedores em sintonia com tendências internacionais no ramo de franchising em fast-food. Até pouco tempo, os restaurantes desta modalidade abertos no Brasil eram todos de capital estrangeiro, contudo uma nova geração de empreendedores estão fazendo sucesso com empreendimentos nacionais.

Fundada em 2014, a Master Chicken é resultado do desejo do casal Erika do Val e Rafael Paes de trazer para Marília o frango no balde e a costela ao molho barbecue, pratos consagrados da culinária norte-americana que, embora começassem a se popularizar nos grandes centros do país, não chegavam ao interior.

O sucesso foi tão grande em Marília, que o empreendimento recebeu votos de congratulações da câmara municipal em função da inovação e qualidade. Em 2016 o casal iniciou o processo de expansão através de franquias; o objetivo eram três unidades até o final do ano, contudo, a aceitação foi tamanha, que no final de 2016 a Master Chicken já contava com 15 franquias em cinco estados brasileiros; em 2017 já eram 34. A empresa que segue em acelerada expansão pelo Brasil já planeja a internacionalização da marca. [81]

Comércio[editar | editar código-fonte]

No setor comercial, Marília dispõe de um mix de lojas dos mais variados segmentos. O município possui dois shoppings centers, galeria, além de um centro comercial com calçadão híbrido, atraindo consumidores de toda a região, num raio de até 100 quilômetros. O setor agropecuário também tem participação no município; café, amendoim, melancia, borracha, coco, laranja, manga, maracujá, cana-de-açúcar, mandioca, milho, são culturas produzidas na zona rural. Suinocultura, bovinocultura (corte e leite) e avicultura (corte e produção de ovos) também tem seu espaço na economia mariliense.

Centros Comerciais[editar | editar código-fonte]

Marília Shopping[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em dezembro de 2000, o Marília Shopping - Jardim Aquarius transformou-se no maior centro comercial de Marília e Região, abrangendo um raio de 120 km e uma população de mais de 1 200 000 pessoas. Com acesso fácil pela Rodovia do Contorno que corta a cidade e liga os municípios da região, conta com moderna infraestrutura instalada em uma área de 60 mil m².

Oferece estacionamento rotativo com 5 600 vagas por dia, praça de alimentação diversificada, ampla área de entretenimento com boliche e diversões eletrônicas para crianças, cinco salas de cinema, livraria, brinquedoteca, fraldário, praça de eventos e mais de 170 lojas das mais conceituadas grifes. O empreendimento também conta com uma brigada de incêndio e seguranças 24 horas por dia permanentes no Shopping, garantindo assim que seus visitantes possam desfrutar de momentos de muita descontração com total tranquilidade e conforto.

Esmeralda Shopping[editar | editar código-fonte]

Localizado na Avenida das Esmeraldas, o corredor comercial mais valorizado e concorrido de Marília, o Esmeralda Shopping se consolidou como o mais moderno, seguro e confortável centro de compras de Marília e região, possuindo 3 pisos com cinema, escadas rolantes, praça de alimentação, num ambiente climatizado para maior conforto e comodidade. Oferece um diversificado mix de lojas e serviços com amplo estacionamento, monitorado por profissionais especialmente treinados.

Galeria Atenas[editar | editar código-fonte]

A Galeria Atenas foi inaugurada no dia 27 de Novembro de 1991, sua construção surgiu da remodelação do antigo prédio da loja Mesbla, constituindo o 1º conglomerado de lojas em Marília, causando mudança de conceito comercial varejista na região. Desde a sua inauguração, a Galeria Atenas tornou-se um ponto de referência no comércio de Marília e Região, sendo ele um dos mais antigos da cidade, localização privilegiada e de fácil acesso. Suas lojas detêm franquias e grifes das mais renomadas no cenário nacional. Hoje, a galeria conta com uma ampla estrutura, contando com mais de 50 lojas, com um mix variado, estacionamento contando com mais de 100 vagas para clientes e esquema de segurança que dá uma maior confiabilidade para os frequentadores.

Mercado 9 de Julho[editar | editar código-fonte]

Datado de 1928, o Mercadão Municipal, como era conhecido até os anos 2000, quando passou por uma reforma, foi o embrião dos Centros Comerciais de Marília. Em uma época em que não havia supermercados e as vendas não abriam aos domingos, o Mercadão era a salvação das donas de casa. Inicialmente o Mercadão reunia em peso diversos empresários de origem japonesa, que valiam-se do espaço para comercializar flores e hortifrutigranjeiros.

Reformulado e readequado às necessidades atuais, o Mercado ganhou um restaurante/churrascaria, um café/bar, floriculturas/cestarias, oficina de costura, loja de produtos orientais, laticínios, sorveteria, doceria, artigos esotéricos, galeria de artes e pet-shops. A coxinha de massa de batata e o tradicional pastel de ovo do Hélio e do Hirata, encontrados no Mercado são bem recomendados aos visitantes da cidade.[82]

CEAGESP - Entreposto de Marília[editar | editar código-fonte]

Localizado na rua Reverendo Crisanto César, 209, às margens da Rodovia do Contorno, no Jardim Santa Antonieta, o entreposto do CEAGESP em Marília serve a região desde os anos 1980.

  • Volume anual: 14,4 mil t – participação de 0,3% do total da rede CEAGESP
  • Volume médio de comercialização:  1,2 mil t/mês
  • Principais produtos comercializados: laranja, banana, batata, tomate e repolho
  • Área total do terreno: 76,5 mil m²
  • Área construída: 2.635 m²[83]

Marília e Região Convention & Visitors Bureau[editar | editar código-fonte]

O MRC&VB, é uma entidade apolítica, sem fins lucrativos, formada e mantida pela iniciativa privada e segue uma franquia de modelo mundial de órgãos de marketing e turismo. Sua grande missão é promover o desenvolvimento e comercialização de Marília e região como destino, sendo o foco primordial, a captação de eventos itinerantes.

Após um período de mais de 5 anos de amadurecimento do empresariado mariiliense, 46 empresas se reuniram em junho de 2011 para formar o Marília e Região Convention & Visitors Bureau.  Segundo o vice-presidente jurídico da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureau, Márcio Santiago o MRC&VB nasceu forte, como nunca nenhum outro havia nascido, e tem tudo para se tornar um entidade referência que orgulhará muito a rede CVB.

Hoje o Marília e Região Convention & Visitors Bureau, reúne 75 empresas de vários segmentos ligados direta ou indiretamente à atividade turística, que buscam um aumento no fluxo de visitantes a fim de gerar benefícios para toda a cadeia produtiva e população em geral. [84]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Escudo do Atlético São Bento de Marília
Escudo Associação Atlética Vila Nova

O futebol de Marília está intimamente ligado à história de duas equipes que durante boa parte das décadas de 1950 e 1960 disputaram a atenção dos torcedores e o privilégio de representar a cidade nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.

Escudo do MAC (Marília Atlético Clube)

A primeira e mais antiga delas era o São Bento, que esteve presente no primeiro Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente à atual Série A2) em 1947 – ano da criação da lei do acesso.

A outra é o atual MAC (Marília Atlético Clube), que nasceu como Esporte Clube Comercial, em 1942. Com o nome de Comercial, o time disputou apenas competições amadoras, atraindo poucos torcedores. O nome não era muito simpático à população, que o achava elitista. Então em julho de 1947, em uma assembleia, o nome de Comercial foi mudado para Marília Atlético Clube (MAC), hoje time que representa a cidade em torneios estadual e federal de futebol.

Escudo do Atlético Marília

A partir de 2015, o que havia começado com um projeto esportivo para jovens e crianças, torna-se a Associação Atlética Vila Nova. Neste ano, o Vila Nova de Marília passa a competir em competições municipais, regionais, estaduais e no âmbito nacional. Em sua primeira participação da Copa Nacional, a instituição sagrou-se campeã de duas das três categorias da competição, sendo que na outra foi vice-campeã. Diante disso, ocorreu a filiação junto à Liga de Futebol Paulista, em janeiro de 2016. O ano de 2018 marca o inicio da participação da A. A. Vila Nova na cidade de Marília, no bairro Vila Nova, no Estádio do Bairro, o famoso “Mineirão” Nelson Cabrini, com uma vitória de 3 a 0 sobre Corinthians de Presidente Prudente na Categoria Sub-16.

Em 2016, mais uma agremiação esportiva profissionalizou-se na cidade com o nome de Atlético Marília. No mesmo ano a equipe disputou sua primeira competição na Liga de Futebol Nacional, a Taça Paulista sub 18. Seu primeiro jogo oficial foi contra o Jaguariúna Futebol Clube. Suas cores eram verde e amarelo, porém para a disputa da Taça Paulista a equipe mudou seu escudo e suas cores para o atual azul e branco.

Olimpíadas[editar | editar código-fonte]

Os atletas Tetsuo Okamoto e Thiago Braz, medalhistas olímpicos, são naturais da cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Museu de Paleontologia de Marília

Marília possui uma Secretaria Municipal de Cultura que além de capitanear e promover atividades culturais no município. Além das inúmeras atividades itinerantes, o município conta com equipamentos culturais fixos, sendo eles:

  • Museu de Paleontologia de Marília;
  • Auditório “Octávio Lignelli”;
  • Sala de Projeção Municipal;
  • Centro Cultural/Clube de Cinema de Marília;
  • Biblioteca Municipal "João Mesquita Valença";
  • Galeria Municipal de Artes;
  • Espaço Cultural e de Lazer “Ezequiel Bambini”;
  • Museu Histórico e Pedagógico “Embaixador Hélio Antônio Scarabôttollo”;
  • Teatro Municipal "Waldir Silveira Mello".

Patrimônio arquitetônico[editar | editar código-fonte]

A intensa derrubada das matas para a formação das lavouras de café foi característico do Oeste Paulista e Norte do Paraná. Devido a consequente abundância de madeira nestas zonas pioneiras, esta tornou-se a matéria-prima principal para os mais diversos usos, refletindo-se na arquitetura da região. As primeiras cidades dessa frente de expansão eram praticamente todas construídas de madeira, sendo substituída aos poucos pela alvenaria. Por ser uma região de ocupação recente, ainda é possível encontrar diversos imóveis de madeira em Marília, sendo essa uma característica própria das frentes de expansão, uma vez que, a arquitetura das regiões de ocupação mais antiga do estado, eram sobretudo de taipa-de-pilão, técnica pouco difundida em Marília.

Bens tombados como patrimônio[editar | editar código-fonte]

Em Marília existem três bens tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão encarregado de promover a preservação de bens culturais no estado de São Paulo por meio do tombamento. São eles:

  • Indústria Matarazzo; tombada em 1992 e restaurada em meados de 2010;

A cidade de Marília deve em parte o seu desenvolvimento à instalação do complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), iniciada em 1937 e concluída em 1945. Destinava-se ao beneficiamento de algodão e arroz. Chegando a empregar cerca de 400 funcionários, chegou a possuir um acesso particular por via férrea, para a carga e descarga dos seus produtos. Em 1975, a IRFM foi completamente desativada e as edificações, parcialmente demolidas. O tombamento, em razão do estado de conservação do conjunto, incidiu apenas sobre as partes mais representativas e que permaneceram íntegras, como a chaminé, sala de caldeiras e o portal da indústria.

  • Escola SENAC; tombada em 2005:

Inaugurado em 1958, o edifício projetado pelo arquiteto Oswaldo Correia Gonçalves é um exemplar da arquitetura moderna paulista, baseada nos princípios do funcionalismo e racionalismo de Le Corbusier. Ocupando uma área de 646 m² distribuídos em dois pavimentos, destacam-se na edificação a cobertura de laje plana, os pátios e jardins, os revestimentos de pastilhas e ladrilhos hidráulicos característicos da nova maneira de projetar.

  • Sobrado da família Schelini; tombado em 2008:

O imóvel da Rua D. Pedro foi edificado em alvenaria no ano de 1928 no que se tornou o centro comercial da cidade. A casa marca a divisão entre a primeira ocupação de Marília, (1923-1929) e a urbanização a partir de 1930. Este é o único exemplar de casa em alvenaria do "período do Alto Cafezal" ainda existente. O projeto era monumental para a época: vasto terreno, dois pavimentos e detalhes decorativos expressos na fachada. De tudo isso resultou um exemplar imponente, significativo para o Estado, pois evidencia em seu ecletismo tardio um momento importante da marcha para o oeste, revelando os valores e visões de mundo de uma sociedade em formação.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Bon Odori[editar | editar código-fonte]

Desde 1996 a comunidade nikkey de Marília organiza o Bon Odori no Kai-Kan de Marília. O Bon Odori é uma festividade tradicionalmente japonesa originada no budismo. A festa originalmente rende graças à boa colheita e celebra as almas dos antepassados através da dança ao som do taikô, das flautas de bambu (fue) e do canto estilo minyo. A dança é composta de movimentos simples e delicados, com gestos que remetem ao plantio, a colheita a gratidão.

Japan Fest[editar | editar código-fonte]

Desde 2002, a comunidade nipônica de Marília realiza sempre no mês de abril o Japan Fest; festival com diversas atrações destinadas ao público em geral, dentre elas a apresentação de grupos tradicionais japoneses, exposição de artesanato, além disso ficam a disposição do público diversos estandes onde se pode degustar a culinária nipônica ou até inscrever-se em uma das agência de empregos no Japão.

Junto ao Japan Fest, ocorre o Miss Nikkey um dos pontos mais esperados e prestigiados do evento, onde elege-se a representante regional da beleza nipo-brasileira. Após as associações regionais elegerem suas representantes, as mesmas concorrem na categoria estadual e posteriormente nacional. O concurso, tradicional entre as comunidades nipo-brasileiras, aceita inscrições de moças com idades entre 15 e 30 anos e que tenham alguma ascendência japonesa.

Virada Cultural[editar | editar código-fonte]

Inspirada no festival francês Noite Branca, que acontece todos os anos em Paris desde o ano de 2002, a Virada Cultural convida a população a ocupar os espaços públicos das cidades, incentivando o convívio social através da cultura e possibilitando o acesso a diversas formas de arte às diversas classes sociais. A primeira edição do evento se deu na cidade de São Paulo em 2005, na gestão Serra-Kassab.

Desde 2010 a Virada Cultural foi ampliada para todo o estado, dando origem à Virada Cultural Paulista, que passou a ser realizada nas cidades-sede regionais do litoral e do interior. Marília teve deste modo, sua primeira edição no ano de 2010, sendo desde então composta de 24 horas de atividades nos equipamentos culturais pré-existentes, como Teatro Municipal e salas de exibição. O palco externo é sempre montado nas cercanias da Avenida das Indústrias, próximo ao fim da Avenida Sampaio Vidal.

Em sua primeira edição em Marília, no ano de 2010, a Virada ocorreu entre os dias 22 e 23 de maio com 24h de atividades. Entre as principais atrações estiveram presentes: Paralamas do Sucesso, Quinteto em Branco e Preto, Cachorro Grande, Madame Mim, Seis com Casca e a exibição dos melhores vídeos do Festival do Minuto 2009.[85]

Em 2011 a Virada ocorreu entre os dias 14 e 15 de maio com atrações que incluíram espetáculos de música, dança, teatro, circo, cinema, além de feira de artesanatos. Dentre as principais atrações estiveram presentes no palco externo: DJ Tutti, Terra Celta, Banda Simetria, Zabomba, Funk Como Le Gusta, DJ Sayer, Luca Bernar Quarteto, Apanhador Só, e Charlie Brown Jr. [86]

Em 2012 a Virada ocorreu em Marília nos dias 19 e 20 de maio. As principais atrações musicais do palco externo ficaram por conta de: DJ Konrad, Brasov, Banda Nahua, Leela, Lobão, Poderoso Chefão, Karina Buhr e Fernanda Abreu, além das intervenções circenses da Família Burg e da performance de Duo Morales. [87]

Na edição de 2013, a Virada ocorreu entre os dias 25 e 26 de maio e dentre as principais atrações estiveram presentes no palco externo: Mhel Marrer, com Stand Up e Dj Felipe Luz, Cartola Branca, Nuno Mindelis, Bonsucesso Samba Club, Emicida, Nuke Treze, Filipe Catto, Anelis Assumpção e Brendan Benson garantindo as apresentações musicais. Brendan Benson foi a primeira atração internacional que Marília recebeu na Virada Cultural [88]

A edição de 2014 ocorreu entre os dias 24 e 25 de maio e contou com shows da banda de rock Raimundos, da banda Vanguart, da cantora Daúde e das bandas Sandália de Prata e Moxine. Além da programação da Secretaria de Estado da Cultura, a Secretaria Municipal da Cultura também promoveu oficinas, contação de histórias e exibição de filmes. Também foram convidadas à se apresentar a Orquestra Mariliense de Viola Caipira, o grupo Samba de Bamba, o grupo de capoeira Marília-Brasil e a banda Poderoso Chefão. [89]

A edição de 2015 foi realizada entre os dias 23 e 24 de maio e contou com a participação das bandas Vovódika, Kamau, Instinto Animal, Ultraje a Rigor, Bárbara Eugênia, O Terno e Guilherme Arantes. No palco interno houve apresentação do grupo Men, com performances de parkour e break dance, bem como do comediante Daniel Murilo. [90]

Em 2016 a Virada foi realizada entre os dias 21 e 22 de maio. No palco externo, na Avenida das Indústrias apresentaram-se: Madra, Silva, O Terno, Biquini Cavadão, Rashid, Mariana Aydar e a Velha Guarda da Mangueira. A trilha sonora entre os shows ficou por conta do Dj Rodrigo Bento. A Secretaria de Cultura do Município também promoveu diversas atrações, como contação de histórias, exibição de filmes, oficinas de arte, roda de capoeira, entre outros. [91]

Na edição de 2017, a Virada ocorreu entre os dias 27 e 28 de maio.  A programação aconteceu em dois locais, no Teatro Municipal Waldir Silveira Mello e no palco externo montado na Avenida das Indústrias. Houve também programação paralela na Sala de Projeção Municipal / Clube de Cinema de Marília com exibição de filmes gratuitos. Dentre as principais atrações estiveram presentes: Banda Perfil, Banda Capitão Fumaça, Negritude Jr., Hugo e Tiago, Orquestra Terra Brasil, Far From Alaska e Rael. [92]

Pela primeira vez, em 2018, a Virada Paulista foi realizada em Marília fora do mês de maio, tendo sido realocada para os das 17 e 18 de novembro. Emicida e Hermeto Pascoal são algumas das atrações musicais que fazem parte da programação do palco externo, que conta ainda com outros artistas e bandas, como Zuruca, Maglore e Gabriel Sater, além das bandas marilienses Mother Foca’s, Funkeria Disco Club e Gum Pop, valorizando a produção cultural local. Neste ano, o Governo do Estado cancelou o palco interno da Virada Cultural, de modo que, a Secretaria de Cultura de Marília realizou uma programação no Teatro Municipal voltada ao público infantil, a Viradinha Cultural, com apresentações circenses, musicais e de ballet. [93]

Marília Afro-Fest[editar | editar código-fonte]

Desde 2014, anualmente é realizado o Marília Afro Fest, que segundo a organização, visa "valorizar a diversidade étnica e sociocultural, ressaltar a importância da participação do negro na construção do Brasil e incentivar os afrodescendentes a conhecer mais sua cultura através de expressões culturais, criando oportunidades sociais".[94] O evento que conta com atrações musicais, oficinas culturais e gastronomia, realiza todos os anos o concurso de Miss e Mister Beleza Negra do Afro Fest, Miss e Mister Beleza Negra das Escolas Estaduais, bem como a eleição da Miss Beleza Negra Plus Size, visando garantir a representatividade e quebra de padrões estereotipados.[95]

Além do Afro Fest, nos últimos anos vem sendo realizadas uma série de eventos ligados à valorização do legado cultural africano com temáticas diversas que, via de regra, manifestam a necessidade do Estado brasileiro atentar-se para uma série de injustiças históricas que acometeram e acometem tal parcela da população. A celebração do Dia da Mulher Negra Latino Americana Caribenha no dia 25 de julho, bem como a Semana de Africanidade em abril, são exemplos de tais ações.[96][97]

Parada da Diversidade de Marília[editar | editar código-fonte]

No dia 1º de outubro de 2017, ocorreu a primeira Parada da Diversidade de Marília, a popular "Parada Gay", realizada em diversas cidades do Brasil e do mundo. Com o tema "Amar não é crime!", o evento posicionou-se contra uma liminar da justiça brasiliense que permitiria que psicólogos fossem autorizados a fazer terapias de "reversão sexual". Apesar de reações adversas de alguns setores da sociedade, que planejavam organizar um evento "pela família" no mesmo horário[98], a Parada de Marília reuniu cerca de 3 mil pessoas. Estiveram presentes artistas, grupos de escolas, idosos, famílias, negros, professores, ativistas do movimento LGBT da região, militantes de diversos partidos, sindicatos e representantes de entidades. A organização pretende organizar anualmente a Parada da Diversidade em Marília, tomando o evento como espaço de visibilidade das bandeiras de luta da comunidade LGBTI. [99]

A segunda edição da Parada da Diversidade de Marília ocorreu no dia 30 de setembro de 2018 e foi organizada pelas entidades: "Associação Amor, Liberdade e Diversidade de Marília (AALD)", "ONG Collors Coletivo da Diversidade", "Coletivo Trans Não Binário" e "Coletivo Arco Íris". Segundo a organização, a Parada da Diversidade não conta com auxílio financeiro da prefeitura municipal, sendo apoiada com serviços pelo Departamento de Trânsito, pela Secretaria da Saúde e de Cultura. À nível estadual, o apoio veio da Polícia Militar, da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e do Museu da Diversidade Sexual. O tema deliberado e escolhido em assembleia para 2018 foi: "Contra a LGBTIQ+ fobia. uni-vos, nossa luta, nosso voto", em sintonia com o momento político vivido pelo país. O “uni-vos”, do slogan, foi pensado no intuito de reforçar a unidade do movimento LGBTQI+, o “nosso voto” com alusão ao ano eleitoral e a questão da representatividade e “Nossa luta” para o chamamento de todas as pessoas para compreender que a causa LGBTQI+ é de todos.[100]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. http://br.distanciacidades.com/calcular?from=Mar%C3%ADlia&to=S%C3%A3o+Paulo
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «CENSO 2018 - SÃO PAULO» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1º de Julho de 2018. Consultado em 1º de Novembro de 2018. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de abril de 2014. 
  7. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
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