Marília

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Município de Marília
"Capital Nacional do Alimento"
"Cidade Amiga da Criança"
"Capital da Alta Paulista"
Vista do centro da cidade

Vista do centro da cidade
Bandeira de Marília
Brasão de Marília
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de abril
Fundação 1923
Emancipação 4 de abril de 1929 (89 anos)
Gentílico mariliense
Lema Símbolo de amor e liberdade
Padroeiro(a) São Bento
Prefeito(a) Daniel Alonso (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Marília
Localização de Marília em São Paulo
Marília está localizado em: Brasil
Marília
Localização de Marília no Brasil
22° 12' 50" S 49° 56' 45" O22° 12' 50" S 49° 56' 45" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Marília IBGE/2008[1]
Microrregião Marília IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Getulina, Guaimbê, Júlio Mesquita;
Leste: Álvaro de Carvalho, Vera Cruz, Ocauçu;
Sul: Campos Novos Paulista;
Oeste: Pompéia, Oriente e Echaporã
Distância até a capital federal: 905 km
estadual: 438[2] km
Características geográficas
Área 1 170,054 km² [3]
Distritos Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega, Rosália
População 235 234 hab. (SP: 35º) –  IBGE/2017[4]
Densidade 201,05 hab./km²
Altitude 679 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,798 elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 6 876 769 000,00 bi IBGE/2015[6]
PIB per capita R$ 19 886,81 IBGE/2011[6]
Página oficial
Prefeitura www.marilia.sp.gov.br

Marília é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Situa-se na região Centro-Oeste Paulista. Fica distante da capital do estado 443 quilômetros por rodovia; 529 quilômetros por ferrovia e 376 quilômetros em linha reta. Localiza-se à latitude de -22° 12' 50" S e longitude -49º 56' 45" W, estando a uma altitude de 679 metros. Possui uma área de 1.170,054 quilômetros quadrados, dos quais 23.040 estão em zona urbana.

O município de Marília é composto pelos distritos de Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega e Rosália, além do distrito sede. Em 2016 a Firjan classificou a cidade como a 23ª melhor do país para se viver[7] e em 2017 Marília figurou em estudo do Ipea entre as 15 cidades mais pacíficas do Brasil, em um índice que considera municípios com população superior aos 100 mil habitantes. [8]

Algumas das curiosidades de Marília são que, por conta de seu parque fabril no setor de alimentos, é comum que alguns bairros do município - dentre eles a zona central - sejam "invadidas" pelo aroma de doces, biscoitos e chocolates em diversas vezes do dia e da noite, já que empresas como a Marilan, funcionam ininterruptamente. Diversas empresas de projeção nacional e internacional foram fundadas em Marília, como o Banco Bradesco, a Tam Linhas Aéreas, a Sasazaki, a Marilan e a Dori.

Índice

História[editar | editar código-fonte]

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Há cerca de 70 milhões de anos, a região onde hoje fica Marília e o oeste paulista foi habitada por dinossauros e outros animais pré-históricos. Esses animais tiveram seus restos ósseos petrificados em sedimentos arenosos de primitivos rios e lagos. Com as transformações geológicas ocorridas ao longo do tempo, esses ambientes primitivos se modificaram, e os sedimentos se transformaram em rochas, conhecidas principalmente como arenitos, e os ossos se tornaram fósseis. Essas rochas são as mesmas que hoje constituem as serras e escarpas que rodeiam a cidade, como os paredões de arenito do vale do Barbosa na Via Expressa, a Serra de Avencas, o vale do Pombo, a Serra de Dirceu adiante do aeroporto, e muitas outras. Um crocodilo primitivo da era dos dinossauros recebeu, inclusive, o nome da cidade, sendo batizado em 1997 como Mariliasuchus amarali. Seus restos fossilizados têm permitido uma melhor compreensão acerca dos ecossistemas do passado. A cidade ganhou projeção recentemente com a escavação de um esqueleto semiarticulado de um grande dinossauro herbívoro que viveu na região entre 65 e 70 milhões de anos atrás e que ficou conhecido como o "Dino Titã de Marília".[9]

Todos esses fósseis são hoje objeto de estudo em parceria com instituições científicas, e parte deles se encontra exposta no Museu de Paleontologia da cidade, que hoje é também referência nacional na área de paleontologia.

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Esta região do Estado de São Paulo foi uma das últimas a ser explorada, sendo que a maioria dos núcleos habitacionais estabeleceram-se já no século XX. Até então, Marília era habitada pelos coroados, nomenclatura dado pelos portugueses e luso-brasileiros aos índios Kaingangs devido ao característico cocar de penas utilizado por membros dessa etnia; outro termo utilizado para designar a etnia é Guaianás, que inclusive dá nome a um dos distritos do município de Pederneiras, na região de Bauru, onde também habitavam.

Tradicionalmente o território Kaingang compreendia o planalto dos atuais estados do sul do Brasil, sendo que há pelo menos duzentos anos expandiram-se para a região de Misiones, na Argentina e para o estado de São Paulo, na região compreendida entre os rios do Peixe e Tietê. Deste modo, quando do avanço dos plantios de café e a chegada do homem branco, os Kaingangues já estavam estabelecidos na referida região há pelo menos 1 século, de modo que tal ocupação não se deu sem conflitos.

O Estado brasileiro apoiava a ocupação do território pelo "homem branco", ignorando a população indígena aí existente, oferecendo subsídios, construindo estradas e aldeando os índios, para que o vasto território fosse entregue à colonização. Estima-se que os mais de 1200 Kaingangs que viviam no Estado de São Paulo nos anos 1910, haviam sido reduzidos para aproximadamente 200 até o fim dos anos 1920, quando já encontravam-se aldeados pelo Estado. (Atualmente os Kaingangs são aproximadamente 200 pessoas na região, possuindo terra regularizada entre os municípios de Tupã e Arco Íris). [10]

A partir da espoliação das terras Kaingangs, a ocupação da região teve início com a abertura de fazendas de café, muitas pertencentes a políticos de renome, como o senador paulistano Luís Rodolfo Miranda e os deputados Bento de Abreu Sampaio Vidal, originário de São Carlos e Araraquara e Cincinato Braga, originário de Piracicaba e São Carlos.[11]

Em 1923, Antônio Pereira da Silva, português que administrava a Fazenda Cincinatina - de posse de Cincinato Braga - e seu filho José Pereira da Silva (Pereirinha), apossaram-se de terras próximas aos rios Feio e Peixe e lotearam parte destas, no que consistiria o primeiro dentre os três patrimônios que deram origem à Marília, sendo este chamado "Alto Cafezal".

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Em 1926 o deputado Bento de Abreu Sampaio Vidal criou um patrimônio planejado em parte de suas terras. Em 1927 o Coronel José Brás (José da Silva Nogueira), originário de Itapetininga, chegou à região e loteou parte das terras da fazenda Bonfim, dando origem ao terceiro patrimônio que viria a compor Marília.

Estátua de Bento de Abreu Sampaio Vidal, um dos fundadores de Marília

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro vinha desde 1924 avançando seus trilhos de Piratininga até chegar a Lácio,[12] sendo que a próxima estação passaria próximo dos patrimônios já existentes, o que causaria disputas entre os fundadores, principalmente entre Antônio Pereira da Silva, já que era o fundador do primeiro patrimônio e Sampaio Vidal.

O poder político venceu e a estação foi construída nas terras do deputado, que deveria escolher um nome para a estação com a letra "M", já que, de acordo com o esquema dessa companhia, as estradas que iam sendo inauguradas no ramal, haveriam de ser nomeadas por ordem alfabética. Foram propostos vários nomes, como "Marathona", "Mogúncia" e "Macau", mas Bento de Abreu não ficou satisfeito com nenhuma das sugestões. Em uma de sua viagens de navio à Europa, leu o livro de Tomás Antônio Gonzaga, "Marília de Dirceu", de onde teve a ideia de sugerir o nome de "Marília".

Antes mesmo da inauguração da estação, a força política de Sampaio Vidal fez surgir na região o distrito de Marília a partir da Lei Estadual 2.161 de 22 de dezembro de 1926, tendo incorporado os patrimônios existentes e sendo subordinado ao município de Cafelândia. Pela Lei Estadual 2.320, de 24 de dezembro de 1928 o distrito foi elevado à categoria de município e em 30 de dezembro do mesmo ano a estação de Marília foi inaugurada. A instalação oficial do município deu-se 4 de abril de 1929, data em que é comemorado seu aniversário.

No início do século XX, a economia de Marília era baseada no cultivo de café, que, com o tempo, foi sendo substituído pelo algodão. Graças ao algodão, em 1934 e 1935 foram instaladas as duas primeiras indústrias no município (duas fábricas de óleo). Com a expansão da industrialização no interior paulista, houve um aumento da malha ferroviária e rodoviária, com isso Marília ligou-se a várias regiões do estado de São Paulo e ao norte do Paraná.

Na década de 1940, o município firmou-se como polo de desenvolvimento do Oeste Paulista, apresentando um grande crescimento urbano e populacional. É neste período que as Indústrias Reunidas Matarazzo instalaram sua planta fabril no município. O primeiro arranha-céus construído em nossa cidade foi o Edifício Ouro Verde, em 1951. Ele foi totalmente comercializado em um único dia.

Na década de 1970, houve um novo ciclo industrial no município com a instalação de novas indústrias, principalmente na área alimentícia e metalúrgica; Paulo Fernando Cirino Mourão, em sua dissertação de mestrado defendida na Unesp de Presidente Prudente, em 1994, destaca o papel dos imigrantes italianos, japoneses e seus descendentes na industrialização mariliense.[13] Com a posterior instalação de diversos cursos universitários, Marília pôde atrair vários jovens à região, o que ajudou no desenvolvimento e diversificação do setor de comércio, serviços e entretenimento, bem como na expansão das atividades imobiliárias. Hoje, Marília conta com aproximadamente 50 indústrias na área alimentícia sendo conhecida como "Capital Nacional do Alimento".

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Marília (década de 1960).

A intensa derrubada das matas para a formação das lavouras de café foi característico do Oeste Paulista e Norte do Paraná. Devido a consequente abundância de madeira nestas zonas pioneiras, esta tornou-se a matéria-prima principal para os mais diversos usos, refletindo-se na arquitetura da região. As primeiras cidades dessa frente de expansão eram praticamente todas construídas de madeira, sendo substituída aos poucos pela alvenaria. Por ser uma região de ocupação recente, ainda é possível encontrar diversos imóveis de madeira em Marília, sendo essa uma característica própria das frentes de expansão, uma vez que, a arquitetura das regiões de ocupação mais antiga do estado, eram sobretudo de taipa-de-pilão, técnica pouco difundida em Marília.

Força Expedicionária Brasileira[editar | editar código-fonte]

27 marilienses se juntaram à Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Partiram em 2 de julho de 1944, regressando todos em 16 de julho de 1945. Os marilienses mostraram bravura, mas um deles se destacou: o cabo Marcílio Luís Pinto, que recebeu a medalha Silver Star por ato de bravura, concedida pelo Exército Americano através do general Mark Clark. Os demais foram agraciados com medalha da Cruz de Combate de Segunda Classe.

Bandeira Municipal[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 2005, o prefeito Mário Bulgarelli sancionou a lei 6 230,[14] que instituiu que a bandeira municipal teria de ser terciada em vertical com partes idênticas: duas laterais em azul (não mais em vermelho), com a tira central na cor branca, onde seria aplicado o brasão de armas do município no seu exato meio. A antiga bandeira era de 1978. A bandeira vermelha (cor original) simbolizava o café, sempre presente na história do município; já a cor azul tem origem incerta (especuladores dizem ter mudado a cor de vermelho para azul para parecer com a bandeira do Marília Atlético Clube. Outros dizem que o azul é a cor do logotipo da administração do ex-prefeito Abelardo Camarinha. [carece de fontes?]

Em 2010, por imposição da justiça, a bandeira da cidade retornou à sua aparência original. Saiu o azul das faixas laterais para o retorno do vermelho.[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia de Marília

O município de Marília está em toda sua extensão situado sobre o ramo ocidental da serra dos Agudos que o atravessa de leste a oeste. Os contrafortes dessa serra terminam geralmente em paredões de grés revestidos de vegetação. Dentro do município, a serra recebe algumas denominações especiais: Serra de Avencas, Serra de Cincinatina (onde fica o Morro Redondo), Serra do Tiveron, Serra do Scomparim, Serra do Macuco e Serra de Casa Grande.

Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

Marília tem um Horto Florestal de 554 hectares; um Bosque Municipal de 17,36 hectares; uma área reservada ao reflorestamento de 2 000 hectares e uma área de 7 400 hectares de vegetação natural.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é subtropical, apresentando uma temperatura mínima absoluta de -3,6 °C e uma temperatura máxima absoluta de 39,4 °C. Com as seguintes características:

Dados climatológicos para Marília
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,6 28,5 27,8 26,3 23,6 22,6 23,2 25,1 26,1 27,0 28,0 28,4 26,3
Temperatura mínima média (°C) 17,2 17,4 16,1 13,9 10,6 9,1 8,9 10,7 12,7 15,0 16,0 17,0 13,7
Precipitação (mm) 220 210 130 62 57 58 38 26 59 137 120 180 1 291
Fonte: [1] Climate Data

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do município de Marília, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em 1 de dezembro de 2010, apresenta os seguintes dados:

Censo de 2010 (IBGE).
População Total (%)
População Total 216 745 hab. 100%
Pop. Urbana 207.727 hab. 95,84%
Pop. Rural 8.974 hab. 4,16%
Mulheres 112.019 hab. 51,68%
Homens 104.726 hab. 48,32%
População dos distritos de Marília
Padre Nóbrega 4 004 hab.
Rosália 2 200 hab.
Lácio 959 hab.
Avencas 635 hab.
Amadeu Amaral 147 hab.
Dirceu 122 hab.

Fonte: (IPEADATA).

Indicadores Sociais em Perspectiva
Índices (2010) Marília Brasil
IDH-M - Humano 0,792 0,727
IDH-R - Renda: 0,768 0,739
IDH-L - Longevidade: 0,854 0,816
IDH-E - Educação 0,776 0,637

Fonte: (IPEADATA).

Migrações internas[editar | editar código-fonte]

Com o declínio da lavoura cafeeira, já nos anos 1930, Marília recebeu grandes levas de migrantes nordestinos, sobretudo baianos e pernambucanos que vinham para o trabalho na cultura do algodão, uma vez que, o nordeste até então era o maior produtor nacional da fibra. Juntos com os migrantes nordestinos, chegaram muitos mineiros, que também trabalhavam nos canaviais da Fazenda Paredão e da Fazenda Flor Roxa. Na zona urbana, esses migrantes usualmente trabalhavam como saqueiros nas máquinas de benefício de arroz, café e algodão.[16] Posteriormente passaram a trabalhar e empreender no ramo de bares, mercearias e restaurantes.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE, divulgado em 1 de dezembro de 2010, dentre os migrantes residentes em Marília, os nordestinos ocupam o segundo lugar, ficando atrás apenas dos migrantes do Sudeste, região onde Marília está inserida. [17]

Desde que Marília passou a despontar como a "capital da Alta Paulista", passou a receber uma série de profissionais interessados em desenvolver atividades urbanas. Dentre estes, despontaram muitos fluminenses e cariocas favorecidos pela formação que a então capital do Brasil lhes ofertara.

Afro-brasileiros[editar | editar código-fonte]

A presença afro-brasileira consta em Marília desde sua fundação, nos anos 1920. Os afro-brasileiros, provieram de regiões de ocupação mais antiga, tanto do estado de São Paulo, como de outros estados do país. A ocupação tardia da região da Alta Paulista representava no imaginário social a possibilidade de formação de uma nova sociedade, livre dos antigos ranços e vícios das zonas de ocupação antiga, como o sistema escravocrata, por exemplo, que apesar da abolição, em 1888, continuou a afetar a vida dos afro-brasileiros.

O lema estampado na bandeira municipal de Marília "Símbolo de Amor e Liberdade", sintetiza o espírito de colonização desta nova região. Atualmente, segundo recenseamento promovido pelo IBGE em 2010, mais de 35 mil pessoas identificaram-se como pretos ou pardos em Marília.[18] Atualmente o município conta com diversas organizações e coletivos afro-brasileiros, destacando-se: Afro Fest Marília, Negras Ginga, Trançadeira Marília, Rainhas Negras, Afroo Mania e Capoeira Brasil.[19]

A religiosidade também mostra-se como forte legado cultural afro-brasileiro em Marília. Atualmente o município conta com mais de cem terreiros de umbanda e candomblé registrados, destacando-se o Terreiro de Candomblé Abassá Nkassuté Lemba Nzambi Keamazi, localizado no distrito de Padre Nóbrega (objeto de estudos acadêmicos por destacar-se entre os terreiros pioneiros no resgate dos conhecimentos bantu)[20] e o Templo de Umbanda das Águas de Yemanjá, no perímetro urbano de Marília.[21]

Migrações internacionais[editar | editar código-fonte]

Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação, os portugueses marcaram presença na cidade de Marília.[22] Organizando-se comunitariamente, os portugueses de Marília criaram a Casa de Portugal, presente em diversas regiões brasileiras onde há representatividade portuguesa. A Casa de Portugal visa estreitar os laços históricos, culturais, econômicos e comerciais entre o Brasil e Portugal.

Em 2009 o então Prefeito municipal, de origem portuguesa, Abelardo Camarinha, inaugurou a "Praça Casa de Portugal" no centro da cidade; na praça foi erigido um monumento com a Cruz da Ordem de Cristo em cuja pilastra encontra-se uma placa com o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, além de uma homenagem à Comunidade Portuguesa radicada em Marília. Tradicionalmente, no dia 6 de junho, a Casa de Portugal de Marília realiza o jantar em comemoração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.[23]

Espanhola[editar | editar código-fonte]

A presença espanhola também foi pioneira na região, segundo Rosalina Tanuri o primeiro espanhol a adquirir terras do senador Rodolfo Miranda em Marília foi António Hernández, no ano de 1921. Contudo, por volta dos anos 1930 é que começou a formar-se de fato uma comunidade espanhola em Marília.[24]Com o crescimento da colônia espanhola na região, em 25 de junho de 1932 foi fundada a Sociedad Española de Marília, que funcionava como centro de ajuda mútua e fraternidade entre seus membros.

A organização católica Opus Dei, fundada em 1928 na Espanha, chega ao Brasil através de Marília no ano de 1957, o que se deu devido aos contatos de Dom Hugo Bressane de Araújo (então bispo da diocese de Marília), com São Josemaria Escrivá de Balaguer, bispo espanhol fundador da Opus Dei (canonizado por João Paulo II em 2012).

O fato de ter recebido o primeiro centro da Opus Dei no Brasil, estabeleceu uma ponte entre a Espanha e Marília, que passou a receber diversos membros da obra, dentre eles o Padre Jaime Espinosa Anta, médico e doutor em direito canônico, o também médico recém-formado José Luís Alonso Nieto e o jovem advogado Félix Ruiz Alonso. Abriu-se também em Marília no mesmo ano de 1957 o primeiro Centro feminino da Opus Dei, recebendo dentre tantas colaboradoras espanholas as professoras Maria Clara Constantino e Gabriela Malvar Fonseca e a nutricionista Rosário Alonso. [25]

Os Padres do Opus Dei utilizavam a então capela de Nossa Senhora da Glória para as missas, retiros e reflexões. Em gratidão a primeira cidade do Brasil que os acolheu, Dom Hugo recebeu de Roma o painel de Nossa Senhora da Glória, pintura artística de 1958 presente no atual Santuário de Nossa Senhora da Glória, no centro da cidade. [26]

Sírio-Libanesa[editar | editar código-fonte]

 Os sírio-libaneses que chegaram ao Brasil no século XIX e início do século XX estabeleceram-se inicialmente nos grandes centros do país, contudo, a prática do mascateio, muito difundida entre os pioneiros, levou-os a desbravar o interior do Brasil em busca de novas clientelas. Deste modo, passaram a estabelecer-se nas urbes interioranas em desenvolvimento e a criar suas colônias, para onde passaram a rumar diretamente posteriores compatriotas "os chamados primos".

Os mascates já percorriam as fazendas da região de Marília antes mesmo de sua fundação, sendo que, passaram a estabelecer-se na cidade com maior expressão após a chegada dos trilhos do trem, revolucionando as práticas comerciais, como faziam por onde chegavam. Em Marília os libaneses mantém o Clube Monte Líbano, que funciona nas imediações do Bosque Municipal desde 1985.[27]

Dentre os descendentes de sírio-libaneses ilustres nascidos em Marília pode-se destacar o político e escritor Antônio Rezk, nascido em 1933 e o cinegrafista e diretor de fotografia Dib Lutfi, nascido em 1936. Dentre os imigrantes sírio-libaneses que radicaram-se em Marília, destaca-se o ex deputado Zuza Somaan Abdul Massih, nascido em 1953 no Líbano e o filantropo libanês Carim Daher El Haber, fundador do restaurante infantil.

 Judaica[editar | editar código-fonte]

A comunidade judaica que se formou em Marília é basicamente advinda do Leste Europeu, sendo portando composta essencialmente de judeus Asquenazes. Os gérmens do antissemitismo sempre estiveram presentes na Europa, vide a perseguição promovida aos Judeus Sefarditas pela Inquisição já no século XV. No final dos anos 1920, quando Marília tornou-se município, o nazismo já encontrava-se em ebulição na Europa; o primeiro volume de "Mein Kempf", de Adolf Hitler, foi escrito em 1925. Antes disso, a ebulição política no Leste Europeu em virtude da Revolução Russa e dos Pogroms da Rússia Czarista, que vitimava comunidades minoritárias, como os judeus, impulsionavam a emigração em massa de judeus, sobretudo para a América.[28]

O referido contexto de perseguições levou a vinda de levas migratórias judaicas do Leste Europeu para o Brasil desde o início do século XX. Os judeus, assim como os Sírio-Libaneses, dedicavam-se sobretudo ao comércio e igualmente ao mascateio, dividindo tal nicho econômico na nascente Marília. Os Knobel chegaram à Marília nos anos 1930 devido ao forte antissemitismo que assolava a Polônia, que seria definitivamente ocupada pelas tropas alemãs em 1940. Atualmente existe em Marília, entre as avenidas 9 de Julho e Sampaio Vidal um edifício chamado Benjamin Knobel; Benjamin era um dos jovens judeus poloneses que chegou à cidade com seu irmão Abraan em 1936.

Os Knobel participavam das cerimônias religiosas na Sinagoga do Rabino Singal, que atraía os judeus de toda a região. Além dos Knobel, famílias como os Fridman, os Kopelman, os Oksman, os Speiter, os Zatyrco, os Zaterca, os Beznos, os Tigel, os Klepacz e os Singal, faziam parte da comunidade judaica estabelecida em Marília. A primeira geração, marcada pelas perseguições europeias, encontraram em Marília o "Símbolo de Amor e Liberdade", de seu lema; trabalhando arduamente e esmerando-se na educação das gerações posteriores. Dentre os marilienses frutos dessa história, pode-se citar o Dr. Elias Knobel, professor e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Filho do senhor Abraan e sobrinho de Benjamin Knobel, Elias nasceu em Marília em 1943, sete anos após a chegada de seu pai em Marília.[29]

Italiana[editar | editar código-fonte]

Os italianos também fazem parte história de Marília, o que pode-se perceber de imediato a partir dos nomes de diversos logradouros e bairros da cidade, que homenageiam imigrantes italianos e seus descendentes; como exemplo podem ser citados os bairros Bassan, Banzato, Cavalieri, Lorenzetti, Osvaldo Fanceli, Saliola, Somenzari, Thomaz Mascaro e Jardins Casadei, Cavallari e Fontanelli.

O italiano Salvatore Scarpetti e seu filho Jayme, oriundos de Limeira, foram um dos pioneiros dessa nacionalidade a chegar à região da atual Marília por volta do ano de 1924. Ambos instalaram uma serraria, nicho econômico que teve grande impulso, haja vista o rápido desenvolvimento pelo qual a região passou e a necessidade da derrubada das matas para a formação dos primeiros cafezais. [30]

Santo Bassan foi outro italiano pioneiro, tendo chegado em 1928 abrindo suas terras nas adjacências da cidade. Era italiano, nascido em Cavazoni em 1877. Antes de chegar à Marília residiu em Itapuí, tendo em 1923 adquirido do Major Eliziário de Camargo Barbosa as terras, quando se abria o Patrimônio de Alto Cafezal. Bassan doou a Antonio Pereira da Silva a imagem de Santo Antonio para a capela erguida por este, bem como depois a imagem do Espírito Santo para a capela da Vila São Miguel, quando esta vila foi aberta[31].

A comunidade italiana realiza anualmente festas com comidas e danças típicas, trata-se da "Festa de Santo Antônio" e da "Festa Italiana", realizadas nas adjacências da Paróquia de Santo Antônio. A região tornou-se referência cultural italiana em Marília, abrigando cantinas e restaurantes italianos.

A representação da imigração italiana também manifesta-se a partir da fundação de inúmeras indústrias por parte dos ítalo-brasileiros,[32] como a Ailiram, a Marilan, a Bel e a Dori. Entre as décadas de 1930 e 1940 Marília recebeu uma planta fabril das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, uma das maiores representações do empreendedorismo ítalo-brasileiro da América Latina. Localizada no bairro Somenzari, a planta dedicava-se ao beneficiamento de arroz e algodão, chegando a empregar 400 operários. Em 1975 o complexo foi desativado e em 1992 o  Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), tombou partes do mesmo como patrimônio histórico-material de interesse do Estado de São Paulo.[33] Marília também possi uma Agência Consular Honorária da Itália.[34]

Japonesa[editar | editar código-fonte]

Marília possui cerca de 1500 famílias nikkeys,[35] colocando-a junto à Londrina, como uma das maiores concentrações de nipodescendentes do interior do Brasil. Segundo Rosalina Tanuri, referindo-se à colônia japonesa de Marília: "Eles revolucionaram o conceito de trabalhar a terra [...].Tanto na cidade, quanto nos sítios e fazendas, o japonês estava em grande número. Os que viviam na cidade preferiam o ramo de bares, armazéns, tinturarias e farmácias".[35]

Os primeiros japoneses chegaram à região de Marília em 1926, antes mesmo da emancipação político-administrativa do município, que só ocorreria em 1929. Já em 1930 fundaram a primeira associação japonesa, a Associação Cultural Nipo Brasileira de Marília. Em 1945, outra associação foi fundada, a Sociedade Esportiva e Cultural Okinawa de Marília (AECOM).[36] Em 1991, a partir da união de ambas associações com o Esporte Clube Mariliense, surgiu o Nikkey Clube de Marília, cujo objetivo é divulgar e preservar a cultura japonesa junto a comunidade, e promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão.

A comunidade nipo-brasileira de Marília legou à cidade um importante patrimônio cultural, disseminado, por exemplo, através da culinária, da religião, dos esportes e das artes marciais. O município possui comunidades religiosas orientais de diversas crenças e linhagens, dentre elas, a Soka Gakkai, Perfect Liberty, Seicho-no-ie, Igreja Tenrikyo, Igreja Messiânica (Johrei), Assembléia de Deus Nipo-Brasileira, Igreja Metodista Livre Concílio Nikkei[37] e Templos Budistas Mahayanas Shinshu Honganji e Honpa Honganji. [38] Existem diversas academias de treinamento de artes marciais japonesas, como Judô, Kendô, Aikidô e Karatê, sendo algumas destas, células-mãe de academias que se expandiram para outras regiões do país. Marília possui equipes de Beisebol, Softbol e Gateball, sendo os times de Marília muito bem posicionados em tais modalidades à nível nacional. A culinária nipônica pode ser degustada nos mais de quinze restaurantes espalhados pela cidade, além disso, é possível encontrar diversas mercearias especializadas em produtos japoneses. Ligado Nikkey Clube encontra-se o grupo de Taikô Hibiki Wadaiko, que apresenta constantemente sua arte nos eventos da cidade e da região.

Hideraru Okagawa, foi um dos primeiros políticos de ascendência japonesa em Marília; exerceu o cargo de vereador durante 23 anos. Depois dele apareceu a maior expressão política da colônia, na década de 70 e 80,  Diogo Nomura, que se tornou vereador por um mandato, deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por outros dois. No legislativo mariliense houve outras expressões, como Luiz Okuda, Massatoshi Hoshida, Shiguetoshi Nakagawa e Teruaki Kushikawa. [39]

Os nipo descendentes estão altamente integrados à sociedade mariliense, destacando-se como profissionais liberais e empreendedores em diversos segmentos, com destaque para os ramos de farmácia e cosméticos, bazar e papelaria, estúdio fotográfico, relojoaria, floricultura, mecânica e peças de autos, motos e bicicletas, pastelarias, quitandas, supermercados e restaurantes. Nas feiras livres os japoneses e nipo descendentes ligados à produção agrícola e pastelaria são representativos. A maior expressão do empreendedorismo nipônico mariliense da atualidade é a Sasazaki, indústria de portas e esquadrias de metal.

Chinesa[editar | editar código-fonte]

Os laços iniciais entre a China e o Brasil foram fomentados por Portugal, uma vez que, assim como o Brasil, a região chinesa de Macau, também era colônia portuguesa. A primeira leva de imigrantes chineses a chegar ao Brasil remonta os anos de 1860, quando Portugal organizou a vinda de imigrantes da colônia de Macau. A imigração chinesa para o Brasil foi estrategicamente pensada por Portugal visando a construção de ferrovias no Rio de Janeiro, a introdução e desenvolvimento da cultura do chá em São Paulo e para o trabalho na mineração em Minas Gerais. Este tipo de migração fomentada trouxe ao Brasil aproximadamente 5 mil imigrantes.

A partir dos anos 1950 um novo e mais vigoroso fluxo migratório teve início, desta vez de forma espontânea, motivado principalmente por guerras e escassez de alimentos. A implantação do comunismo na China continental levou uma expressiva quantidade de chineses a emigrarem para Taiwan. De Taiwan partiram muitos para outros países, dentre eles o Brasil. Após um período de estagnação, a imigração chinesa para o Brasil retomou impulso no fim dos anos 1990, quando uma nova leva de imigrantes passaram a chegar ao país para dedicar-se à atividades comerciais. Tal fluxo migratório, dentre outros fatores, tem a ver com a abertura da economia brasileira nos anos 1990 e a intensificação das relações comerciais entre China e Brasil.[40]

Atualmente é possível notar a presença chinesa por todo o Brasil. Se a leva migratória anterior concentrou-se sobretudo nas capitais e grandes cidades, este novo fluxo ganhou maior capilaridade, o que tem a ver também com a interiorização da urbanização no Brasil. Deste modo, tanto nas grandes cidades, como em cidades de médio porte, como é o caso de Marília, a imigração chinesa não passa desapercebida. Estes novos imigrantes, chegam ao Brasil para a realização do sonho de possuir seu próprio negócio. Tradicionalmente os chineses dedicavam-se ao ramo alimentício (em geral pastelarias, devido ao baixo investimento inicial e o rápido retorno financeiro), contudo, atualmente diversificaram o rol de atuação, dedicando-se maciçamente à venda de artigos importados de seu país natal, sejam eles utilidades domésticas, utensílios de beleza, relógios e eletrônicos.

Em Marília, os imigrantes da nova leva imigratória localizam-se essencialmente na região central da cidade, onde vivem e trabalham em atividades comerciais que vão de lojas de importados à restaurantes e pastelarias (que atualmente não vendem apenas pastéis, mas também refeições e salgados em geral, inclusive a tradicionalmente brasileira coxinha). Estima-se que a cidade abrigue uma comunidade de mais de 900 membros.[41]

Atualmente o campus de Marília da Unesp é um dos polos do Instituto Confúcio, fruto de um convênio entre a universidade e o governo da República Popular da China, em parceria coma Universidade de Hubei. O Instituto visa o ensino da língua chinesa, a divulgação da cultura e da história da China e o fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China. Todos os profissionais são chineses, selecionados e aprovados pela matriz do Instituto Confúcio na China para vir ao Brasil.[42]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo dados do censo IBGE daquele ano, a população mariliense era composta por 140 695 brancos (64,91%); 59 929 pardos (27,65%); 10 071 pretos (4,65%); 5 808 amarelos (2,68%); e 240 indígenas (0,11%).[43]

Religião[editar | editar código-fonte]

Devido à grande variedade cultural e étnica de Marília, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica romana, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos marilienses declaram-se católicos romanos — é possível encontrar atualmente na cidade diversas denominações protestantes, assim como a prática do budismo, do espiritismo, da umbanda, do candomblé, dentre outras.

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população mariliense está composta por: 135 373 católicos (62,46%); 54 985 evangélicos (25,37%); 11 428 pessoas sem religião (5,27%); 7 176 espíritas (3,31%); 2 296 Testemunhas de Jeová (1,06%); 1 092 budistas (0,50%) e os demais divididos entre outras religiões.[44]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Ver também: Lista de prefeitos de Marília

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Marília é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. Atualmente, o prefeito municipal é Daniel Alonso - PSDB, que foi eleito prefeito para a gestão 2017/2020, ao lado do vice-prefeito Tato - PMDB, com 30,00 por cento dos votos válidos.

Poder legislativo[editar | editar código-fonte]

O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 13 vereadores. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei Orçamentária Anual). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o executivo e o legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Relações Internacionais[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O irmanamento de cidades é a promoção da cooperação entre municípios, que pode acontecer em diversas áreas como cultura, educação, saúde, transportes, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Se dois municípios possuem características semelhantes como, número de habitantes, tamanho e setor econômico preponderante, é possível que possam trocar conhecimentos sobre a resolução de problemas comuns; diversos protocolos podem ser firmados visando investimentos em projetos, intercâmbio de estudantes, especialistas e empresários, dentre outras possibilidades [45]

Em novembro de 1980 Marília e Higashihiroshima tornaram-se cidades-irmãs. Em homenagem à parceria, Marília tem uma praça com o nome da cidade-irmã japonesa. Outros três monumentos que homenageiam a relação da cidade com o Japão podem ser encontrados no jardim do paço municipal, tendo sido um deles inaugurado pelo Príncipe Mikasa em 1958, no cinquentenário da imigração japonesa para o Brasil.[45]

Em abril de 2003 o decreto municipal de Nº 8610 considerou irmãs as cidades de Marília e Buffalo, localizada no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. A iniciativa partiu de Buffalo, que no âmbito do Sister Cities International, manifestou interesse em estabelecer parcerias com Marília, sendo atendida pela gestão de Abelardo Camarinha. [46]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

O município conta com uma privilegiada estrutura de ensino, possuindo sistemas de educação desde a básica até a superior e de pós-graduação.

A Rede Municipal de Educação conta hoje com 50 unidades, sendo 5 berçários, 26 Emeis (Escolas Municipal de Educação Infantil) e Ceis-Creche; 3 Emefeis (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil) 16 Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), atendendo a um público de aproximadamente 21 mil alunos. Além disso, o município dispõe do CAP (Centro de Apoio Psicopedagógico), para atender estudantes com dificuldades de aprendizagem. O sistema escolar instalado conta ainda com 46 escolas estaduais e 16 escolas particulares.

Japonês, mandarim, francês, alemão, italiano, espanhol e inglês são alguns dos cursos oferecidos, gratuitamente, a estudantes de Marília através do Centro de Ensino de Línguas (CEL) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O (CEL) localiza-se na Escola Estadual Monsenhor Bicudo, atende 460 alunos de escolas da rede pública, nos turnos matutino, vespertino e noturno. As matrículas podem ser feitas por estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos, com exceção dos cursos de inglês e mandarim, que são disponíveis somente para o ensino médio. Além de aprender o idioma, os estudantes têm a oportunidade, durante as aulas, de conhecer também os costumes de outros países.[47]

Além da rede pública de ensino, o município dispõe do ensino básico, fundamental, médio, técnico e Educação de Jovens e Adultos (EJA) oferecido pela Fundação Bradesco, bem como do "Sistema S", que aglomera aprendizado e administração no setor comercial e industrial, através do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do Sesi (Serviço Social da Indústria).

Dentre os centros de educação profissionalizantes públicos instalados no município estão o Ceprom (Centro Profissionalizante de Marília), a Fatec Estudante Rafael Almeida Camarinha (Faculdade de Tecnologia) e a Etec Antonio Devisate (Escola Técnica Estadual - Centro Paula Souza).

Marília é um centro regional de ensino superior, contando com mais de 40 cursos instalados no município.

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

Ensino Presencial[editar | editar código-fonte]
Instituições Públicas Instituições Privadas
FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília (Estadual) UNIMAR - Universidade de Marília
UNESP Marília (Estadual) UNIVEM - Centro Universitário Eurípedes de Marília
FATEC - Faculdade de Tecnologia (Estadual) FAJOPA - Faculdade João Paulo II
FAIP - Faculdade de Ensino Superior do Interior Paulista
FAEF - Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal
FGV - Fundação Getúlio Vargas
Grupo Educacional UNIESP
Faculdade Católica Paulista
Ibmec e Damásio - Faculdade, Pós-Graduação e MBA
Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Ensino à Distância[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Secretaria da Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possui 5 hospitais, outro em fase de abertura e 1 maternidade. A cidade é servida por inúmeras clínicas, empresas de diagnósticos e lojas de produtos hospitalares.

A Rede Municipal de Saúde, conta com 29 USFs (Unidades de Saúde da Família), 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 1 policlínica e 2 PAs (pronto-atendimento), conta ainda com serviços diferenciados como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), tratamento de obesidade infantil pelo Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília), 1 Clínica de Fisioterapia, que funciona na antiga estação ferroviária, 1 CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), 1 Clínica de Fonoaudiologia, além do atendimento do Programa Municipal de Ações Antitabágicas, que colabora na recuperação de pessoas viciadas em tabaco.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Marília é servida pela Companhia Paulista, localizando-se no ramal denominado Alta Paulista, do qual foi reconhecida como a capital.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Marília (Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich) localiza-se a 3 km do centro da cidade. Inaugurado em 1938, o aeroporto fez grande história na aviação brasileira. Principalmente por se tratar do berço da companhia aérea TAM Linhas Aéreas. O atual aeroporto possui uma pista asfaltada, com comprimento de 1.700 m e 35 m de largura, comportando pequenas aeronaves.

A única empresa que atua regularmente é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, operando 24 horas por dia com voos para São Paulo Segundo dados fornecidos pela ANAC, a rota Marília-São Paulo é a 8ª mais rentável do país.[carece de fontes?]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

O município é servido por duas rodovias estaduais: a Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e a Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333); e por uma federal: a Transbrasiliana (BR-153).

A frota de automóveis no município de Marília é de aproximadamente 86.718 mil veículos (Denatran-Maio/2015);[48] uma média aproximada de um carro para cada 3 moradores.

Transporte público[editar | editar código-fonte]
Urbano[editar | editar código-fonte]

Transporte Público: Marília conta com transporte urbano servido pelas Empresas Grande Marília e Viação Sorriso de Marília, que operam por linhas regulares levando os usuários aos quatro cantos da cidade.

Interurbano

Interurbano[editar | editar código-fonte]

O Terminal Rodoviário Interestadual de Marília "Comendador José Brambilla" está localizado às margens da Rodovia SP-294, na Avenida Carlos Artêncio, 1001 e foi inaugurado em 2003, com projeto diferenciado e moderno, com áreas temáticas, mirante, guarda volumes, lojas e posto de informação turística e conta com empresas com linhas regulares para todas as regiões do país e também que atendem as linhas interurbanas entre os municípios vizinhos.

Rodoviária de Marília - 1947

As principais empresas rodoviárias que servem o município de Marília são: Guerino Seiscento, Expresso de Prata, Princesa do Norte, Real Expresso, Viação Motta, Viação Kaissara, Viação Nacional Expresso e Viação Rotas do Triângulo.

A primeira Estação Rodoviária de Marília foi inaugurada em 1938, quando a cidade tinha apenas nove anos de emancipação, sendo a primeira rodoviária do Brasil. Na época, a cidade concentrava grande parte do transporte rodoviário do Estado. Hoje, Marília é polo econômico de grandes indústrias alimentícias e também polo estudantil e recebe muitas pessoas vindas de todo país e que passam em sua maioria pela rodoviária.

O terminal rodoviário de Marília dispõe ainda de vários serviços onde você pode obter informações de horários e destinos, dispõe do serviço de táxi (24 horas), de achados e perdidos e caixas eletrônicos.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Distrito Sede[49]
Altaneira Jardim das Rosas Jardim Vista Alegre Bairro Santa Lourdes
Alto Cafezal Jardim David L. P. Alves Jardim Vitória Bairro Santa Olívia
Bairro Ana Carla Jardim Dirceu Jóquei Clube Bairro Stª Tereza
Bairro Antonio Carlos N. Silva Jardim Dom Frei D. Tomasella Bairro Lorenzetti Bairro Stª Olívia
Banzato Jardim Domingos de Léo Loteamento Profª Marina M. Ferreira Bairro São João
Barbosa Jardim dos Lírios Loteamento Faz. S. Sebastião Bairro São José
Bairro Barros Jardim Edisom da S. Lima Loteamento Res. Vale do Canaã Bairro S. Judas Tadeu
Bassan Jardim Eldorado Bairro Luiz H. Zaninotto Bairro S. Miguel
Betel Jardim Esmeralda Bairro Maria Paula Bairro S. Paulo
Boa Vista Jardim Esplanada Bairro Mariana Bairro Sen. Salgado Filho
Bosque Jardim Estoril Bairro Marília Sítios de Recreio Céu Azul
Canaã Jardim Europa Bairro Mirante Sítios de Recreio Cinquentenário
Bairro Cascata Jardim Flamingo Montolar Sítios de Recreio da Estância Uberlândia
Bairro Cavalieri Jardim Flora Rica N. H. Alcides Matiuzzi Sítios de Recreio Morada do Sol
Bairro Cavalieri II Jardim Florença N. H. Castello Branco Sítios de Recreio Nascimento
Centro Jardim Fontanelli N. H. Cecap Sítios de Recreio Panambi
Bairro César de Almeida Jardim Guarujá N. H. Chico Mendes Sítios de Recreio Portal do Vale
Chácara dos Laranjais Jardim Ipanema N. H. Costa e Silva Sítios de Recreio Recanto dos Nobres
Chácara Eliana Jardim Itamarati N. H. Dr. Aniz Badra Sítios de Recreio Stª Carolina
Chácara São Carlos Jardim Jequitibá N. H. Dr. Fernando M. P. Rocha Sítios de Recreio Stª Gertrudes
Conj. Hab. Leonel de M. Brizola Jardim Lavínia N. H. Eliana Dias Mota Sítios de Recreio Vale do Sol
Conj. Hab. Lindomar G. de Carvalho Jardim Luciana H. H. Helena Bernardes Somenzari
Conj. Hab. Mons. João B. Toffoli Jardim Marajá N. H. Jd. Bela Vista Bairro Souza
Conj. Hab. Paulo Lúcio Nogueira Jardim Marajó N. H. José T. Martinez Bairro T. B. de Argolo Ferrão
Conj. Hab. Vila dos Comerciários I Jardim Marambaia N. H. J. Kubitshek Thomaz Mascaro
Conj. Hab. Vila dos Comerciários II Jardim Maria Izabel N. H. Maria A. Matos Bairro Ver. Eduardo Andrade Reis
Conj. Residencial Alcir Raineri Jardim Maria Martha N. H. Nova Marília Vila Coimbra
Conj. Res. Luiz Egydio de Cerqueira César Jardim Marília N. H. Pres. Jânio da S. Quadros Vila MAria
Conj. Res. Sarg. José Carlos Alves Ferreira Jardim Monte Castelo Bairro Osvaldo Fanceli Vila Operária Alimentação I
Distrito Industrial I Jardim Morumbi Bairro Palmeira Vila Operária Alimentação II
Distrito Industrial Santo Barion Jardim Nacional Bairro Palmital Bairro Vila Real
Bairro Edson Jorge Júnior Jardim Nazareth Pq. Cecap Aeroporto Bairro Vila Romana
Fragata Jardim Ohara Pq. das Acácias Bairro Vila Flora
Bairro Francisco de Abreu Fernandes Jardim Paraíso Pq. das Azaléias Bairro Realengo
Higienópolis Jardim Parati Pq. das Esmeraldas Residencial de Recreio Maria Isabel
Hípica Paulista Jardim Pérola Pq. das Esmeraldas II Residencial Portal da Serra
Jardim Acapulco Jardim Planalto Pq. das Indústrias Residencial Vale Verde
Jardim Adolpho Bim Jardim Polyana Pq. das Nações Jardim Verona
Jardim Aeroporto Jardim Porta do Sol Pq. das Primaveras Bairro Quarto Centenário
Jardim Altos da Cidade Jardim Presidente Pq. das Vivendas Bairro Profª Liliana de S. Gonzaga
Jardim Altos do Palmital Jardim Progresso Pq. das Vivendas II Jardim Universitário
Jardim Alvorada Jardim Riviera Pq. dos Ipês Jardim Tropical
Jardim América Jardim Sancho F. da Costa Pq. Nova Almeida Jardim Teotônio Vilela
Jardim Aparecida Nasser Jardim Santa Antonieta Pq. Res. Julieta Jardim Tangará
Jardim Aquárius Jardim Santa Clara Pq. Res. Novo Horizonte Bairro Rubens de Abreu Izique
Jardim Araxá Jardim Sta. Gertrudes Pq. Res. St. Gertrudes Bairro Rodolfo da S. Costa
Jardim Bancários Jardim Sta. Paula Pq. São Jorge Jardim Damasco I
Jardim Bandeirantes Jardim S. Domingos Pq. Serra Dourada Jardim Damasco II
Jardim Betânia Jardim S. Francisco Bairro Paulista Jardim Damasco III
Jardim Califórnia Jardim S. Gabriel Bairro Pólon Jardim Colorado
Jardim Casadei Jardim S. Geraldo Bairro Primeiro de Maio Jardim Continental
Jardim Cavalari Jardim S. Vicente de Paulo Bairro Prof. Antônio da S. Penteado Jardim Cristo Rei
Jardim Colibri Jardim Sasazaki Bairro Prof. José Augusto da S. Ribeiro Saliola
Jardim Virgínia

Economia[editar | editar código-fonte]

Indústria, comércio e prestação de serviços são destaques no município, com empresas que distribuem seus produtos para o mercado nacional e internacional. Conhecida como Capital Nacional do Alimento, o parque industrial mariliense conta com cerca de 1 100 empresas do setor alimentício, metalúrgico, construção, têxtil, gráfico e plástico, entre outras. Além das plantas fabris de empresas multinacionais, como Nestlé e Coca Cola, Marília possui a especificidade de ter sido o berço de diversas empresas que posteriormente ganharam destaque em âmbito nacional e internacional, como Dori, Marilan e Sasazaki.

Empresas fundadas em Marília[editar | editar código-fonte]

Sasazaki[editar | editar código-fonte]

A história da Sasazaki no Brasil começou a ser edificada em 1933, quando a família Sasazaki desembarcou em Santos (SP), vinda do Japão – juntamente com centenas de outros imigrantes – e instalou-se numa fazenda em Guaimbêinterior de São Paulo. Após dez anos de trabalho na agricultura e para sustentar a família após a morte do pai, em 1943 Yosaku Sasazaki, os irmãos Kosaku e Yusaburo migraram de Guaimbê para Marília, dedicando-se à fabricação artesanal de lamparinas com folha de flandres recicladas, seria este o embrião da Sasazaki.

Com os primeiros ganhos, passaram a produzir equipamentos agrícolas manuais, como plantadoras de algodão. Em 1958 Yusaburo e Kosaku, com os irmãos Yutaka, Hachiro e Tochimiti e o amigo Kyomassa Shibuya formaram a Indústria e Comércio Sasazaki, empresa que nasceu com 50 funcionários. Em 1964, a Sasazaki deixa para trás a fase manual, lançando o DTM, Descascador Motorizado de Tríplice aplicação, que beneficiava café, mamona e amendoim. Por imposição dos fenômenos climáticos e a sazonalidade da agricultura, no ano de 1975 a Sasazaki foi obrigada a mudar o ramo de atuação, que deixou o desenvolvimento de soluções para o campo para se dedicar à fabricação de esquadrias metálicas. O primeiro produto criado foi uma janela veneziana, depois, vieram janelas de correr, portas e complementos.

Em 1996 a fábrica foi transferida para o Distrito Industrial, com uma área construída de 60 mil m². No ano seguinte foi criada a Divisão de Esquadrias de Alumínio. A empresa adquiriu uma área anexa à principal, e aumentou o seu parque industrial para mais de 70 mil m² de área construída. Em 2009, a Sasazaki passou a ser a primeira empresa brasileira do segmento a utilizar nanotecnologia em seu processo de fabricação. Em 2011 uma filial da empresa foi inaugurada em Jaboatão dos Guararapes (PE), o que permitiu reafirmar a eficiência logística da Sasazaki e a expansão dos negócios para a região Nordeste. O complexo industrial, localizado em Marília, foi ampliado, passando de 75 mil m² para 78 mil m², com o aumento da área construída da fábrica de alumínio. Uma nova linha de produção de esquadrias de alumínio foi instalada, com capacidade de produção de mil peças por dia.[50] Atualmente a empresa possui cerca de 900 funcionários diretos e é uma das maiores indústrias brasileiras no segmento.[51]

Bradesco[editar | editar código-fonte]

Foi em Marília que o ribeirão-pretano Amador Aguiar fundou o Banco Brasileiro de Descontos S.A., em 10 de março de 1943. O Bradesco funcionava com a matriz em Marília e mais seis agências, nas cidades paulistas de GarçaGetulinaPompeiaRanchariaTupã e Vera Cruz. O contato direto com o Cliente foi o sucesso do negócio, pois enquanto os bancos tradicionais de distanciavam dos colonos, o Bradesco via crescer as contas daquela gente numerosa e simples.

Quando abriu as portas, de tão pequeno que era, não sem ironia, foi chamado de “Banco de Dez Contos”. O Bradesco não aderiu à onda crescente de xenofobia provocada pela II Guerra Mundial; em suas agências, as possibilidades de um italiano, um alemão ou um japonês serem atendidos eram as melhores possíveis. Naqueles tempos pioneiros, em Pompeia, no ponto final da Estrada de Ferro Paulista, fervilhava o comércio do algodão. Como o Banco não discriminava os naturais de países aliados do Eixo na Guerra, era comum japoneses abrirem contas.

Brasil era um imenso arquipélago com ilhas geoeconômicas incomunicáveis entre si. Além de incipiente, a produção industrial enfrentava graves dificuldades de transporte. O Banco incursionou por esse filão heterodoxo; do remédio ao trigo, das peças de reposição ao combustível, era possível encomendá-los em suas agências. Ao funcionar como uma espécie de empório, somado ao seu crescente número de clientes agricultores, o banco atraiu comerciantes e prefeituras. O Bradesco conquistou novos clientes e transformou-se em um banco de massas. Em 1946 a matriz foi transferida para a capital do estado e em 1948, o Bradesco adquiriu o Banco Mobilizador de Crédito, do Rio de Janeiro, então Capital Federal. De banco regional o Bradesco passou a banco nacional, anexando dezenas de outros bancos e instituições financeiras durante toda a sua trajetória. 

Marilan[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1956 pelo casal de origem italiana Maximiliano e Iracema Garla, ganhou seu primeiro prédio no ano seguinte, onde eram produzidos biscoitos Maria, Água e Sal, Coco e Maisena em forno à lenha. O nome da empresa foi escolhido pela própria comunidade mariliense através de concurso realizado por uma rádio local.[52] A produção inicial, essencialmente artesanal, cresceu em qualidade e quantidade, de modo que no fim dos anos 1960 já eram produzidos 600 kg de biscoitos por hora. Nos anos 70 a família Garla adquiriu um novo terreno em Marília e construiu seu parque industrial, com 67 mil m² e empregando 250 funcionários. Nos anos 90 a Marilan já produzia 84 mil toneladas de biscoitos por ano e contava com 1300 colaboradores diretos.

Em 1995, o senhor Maximiliano recebeu o prêmio de empresário do ano e em 1997, recebeu o título de "Cidadão Mariliense", concedido pela Câmara Municipal de Marília.[52] Atualmente a Marilan é a segunda maior fabricante de biscoitos do Brasil, gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, sua planta fabril funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A empresa possui um catálogo de mais de 100 itens e uma capacidade produtiva de até 200 mil toneladas por ano; seus produtos são exportados para mais de 50 países em todos os continentes.[53]

TAM[editar | editar código-fonte]

A TAM Linhas Aéreas S.A., maior empresa aérea do país, foi fundada em Marília. Ela surgiu como TAM (Táxi Aéreo de Marília) em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os estados de São Paulo e Mato Grosso.

Intercoffe/Café América[editar | editar código-fonte]

A Intercoffe foi fundada em Marília em 1962, iniciando suas atividades como produtora, comissária e exportadora de café. Com o crescimento das exportações de café crú para países da Europa, América do Norte e Ásia, a Intercoffe chegou aos anos 1970 como uma das maiores indústrias do segmento no país.

Em 1975 a empresa lançou-se no segmento de café torrado e em grãos com a marca "Café América". Em 1993 a Intercoffe começou a importar máquinas para café espresso, distribuindo-as para todo o Brasil junto do seu principal produto, o Café América.

Atualmente a Intercoffe é proprietária das marcas Bevan (capuccinos instantâneos) e América (cafés em pó, solúveis granulados, em grãos, em cápsulas e chocolate em pó). [54] Os marilienses costumam degustar gratuitamente o Café América, já que a Intercoffe mantém máquinas de café em diversos estabelecimentos da cidade, como restaurantes e supermercados. .

Dori Alimentos[editar | editar código-fonte]

A Dori iniciou suas atividades em 8 de maio de 1967 na cidade de Marília, devendo o nome ao apelido da fundadora, Doraci dos Santos Spila. A produção inicial era de pipoca e amendoim com o nome "Guri", fabricados artesanalmente na casa de dona Doraci. Em 1970, o esposo de dona Doraci, Augusto Spila, deixou o emprego como técnico de rádio e juntou-se à empresa, que seis anos depois ganharia sede própria. Em 1986 a Dori ganhou uma filial que dedicava-se à seleção e ao preparo da matéria prima para a produção da empresa matriz, a partir de então, a filial contratou um engenheiro agrônomo que prestava assessoria aos produtores de amendoim região, orientando-os sobre plantação, manejo e qualidade, resgatando a tradição da produção local de amendoim, que na década de 40 era uma das maiores do país. Esse serviço firmou uma relação de parceria entre os produtores locais e a empresa. Um laboratório de análise de amendoim foi criado e hoje garante a excelência e a qualidade do produto, sendo a única indústria de confeitos do País a oferecer este serviço.

A família Barion, de origem italiana, assim como os Spila, assumiu a Dori em 1995 e em 2003 um centro de distribuição foi criado em Marília. Hoje, a Dori Alimentos está presente no mercado de balas, caramelos, gomas de mascar, pastilhas, confeitos, pirulitos e amendoins. A empresa figura entre as gigantes do setor de doces e snacks, liderando o mercado brasileiro, atrás apenas das multinacionais. A Dori possui atualmente 2.300 funcionários e gera entre 900 e 1000 empregos indiretos. A capacidade produtiva é de 9 mil toneladas de produtos/mês. As três unidades fabris hoje existentes - duas em Marília, interior de São Paulo, e outra em Rolândia, no Paraná - abastecem praticamente todo o país. Além disso, a empresa mantém centros de distribuição que garantem a capilaridade do negócio, são três em Pernambuco e sete distribuídos entre Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. A Dori exporta atualmente para mais de 60 países, sendo que, do total faturado pela Dori em 2011, R$ 46 milhões foram provenientes de exportações.[55]

Grupo Kawakami[editar | editar código-fonte]

A origem do Grupo Kawakami remonta ao ano de 1973, com a abertura da Cerealista Brasil por parte do senhor Iwao Kawakami, que chegou ao Brasil no ano de 1928 com os pais, o senhor Sakumatsu e a senhora Tama. Trabalhando inicialmente na lavoura cafeeira no município de Duartina, os Kawakami em poucos anos arrendaram terras no município de Marília, onde plantaram batata, amendoim, algodão e milho. Ficando órfãos ainda crianças, Iwao e mais dois irmãos trabalham duro para sobreviver e pagar as dívidas contraídas com os arrendamentos.

Em 1956 o senhor Iwao casou-se com a também imigrante japonesa, Shizuko, que havia chegado ao Brasil aos sete anos de idade. Nos anos 1970, já com os cinco filhos, o casal mudou-se para a zona urbana de Marília, com o objetivo de oferecer melhores condições de estudo para as crianças. É mantendo os laços com o campo que o casal começa a comercializar cereais no varejo e no atacado em um depósito construído em frente à residência da família.

Em 1975 o casal expande as atividades e abrem o Varejão Príncipe Mikasa. Poucos meses depois foi fundada a empresa Cerealista Kawakami Ltda, na avenida República, em Marília. Em 1983 a família, já contando com a ajuda dos filhos, instala uma filial no bairro Nova Marília, com 400m²; a cerealista passou a ganhar ares de supermercado. Em 1996 foi inaugurada uma nova loja na cidade de Tupã. Em novembro de 2000 a filial do Nova Marília foi completamente modernizada, passando a contar com amplo estacionamento e 5000m² de área construída; o Supermercado Kawakami como os moradores da região conhecem ganhou forma.

Em 2002, já com o novo layout da empresa, foi inaugurada uma nova unidade em Tupã com espaço diferenciado, climatizado e decorado, contando com 5000m² de área construída. Nos mesmos moldes da segunda filial de Tupã, em setembro de 2009 foi inaugurada mais uma loja em Marília, o Kawakami Norte, contando igualmente com 5000m² de área construída. Em 2013 a cidade de Bastos ganhou uma unidade do Supermercado Kawakami, um centro de compras moderno, climatizado e com mais de 6000m².

Em 2015 a rede inaugurou mais uma loja, desta vez em Paraguaçu Paulista; a unidade localizada em uma das principais avenidas da cidade, conta com uma área de 8.200m². Em dezembro de 2017 foi a cidade de Lins que recebeu mais uma unidade do Kawakami; um espaço bonito, moderno e climatizado, com 5.300m² de construção e amplo estacionamento coberto. Atualmente o grupo encontra-se reformulando um espaço no Penápolis Garden Shopping, no município de Penápolis, esta será a oitava loja do grupo.

O Grupo Kawakami chega ao século XXI com uma trajetória de muito trabalho, sucesso, modernização e expansão, contando com mais de 1500 colaboradores. [56]

Bel Chocolates[editar | editar código-fonte]

A Bel foi fundada em 04 de julho de 1976 pelo também descendente de italianos Paulo Sérgio Zaparolli Dedemo. O nome da empresa foi uma homenagem à sua esposa "Isabel". Os primeiros produtos, amendoim salgado, pé-de-moleque e pipoca, eram fabricados artesanalmente e com receitas caseiras. Em 1984 a Bel se transferiu para as instalações atuais, no Jardim Santa Antonieta, em Marília, com uma área de 11.000m². Atualmente, com várias linhas de produção e equipamentos de tecnologia avançada, atende a todo o mercado nacional e exporta para diversos países de todo o mundo.

Menin Engenharia[editar | editar código-fonte]

A Menin Engenharia foi fundada pelo engenheiro Gustavo Lorenzetti Menin no ano de 1986. A empresa, fundada em Marília, teve seu campo de atuação expandido à nível estadual, chegando nos últimos anos ao norte do Paraná. Referência na área de construção de conjuntos residenciais, a Menin Engenharia contabiliza mais de 25.000 unidades entregues, além da construção de shoppings e edifícios de alto padrão.

Destacam-se entre suas obras, os Shoppings Aquarius e Esmeralda, os edifícios de alto padrão, Royal Garden e Golden Tower, construídos em Marília, diversos loteamentos e unidades habitacionais construídas através dos programas da Caixa Econômica Federal e do CDHU em várias cidades do estado de São Paulo, inclusive na capital e no Paraná.[57]

Tauste Supermercados[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em outubro de 1991, iniciou suas atividades em uma pequena loja de bairro. O nome escolhido remonta à cidade de origem familiar dos fundadores, Tauste, na província de Zaragoza, na Espanha. No ano de 2000, mudou-se para um novo prédio, que se tornou a matriz da empresa e nele estão localizados os setores administrativos. Em março de 2004, o Tauste abriu sua segunda loja em Marília, expandindo seus negócios e consolidando sua presença na cidade.  Em 2008, o Tauste inaugurou sua terceira loja, na cidade de Bauru, sendo a primeira em outro município. Em 2014 foi inaugurada a quarta loja, desta vez em Sorocaba, que em 2016 recebeu mais uma loja. Atualmente a rede possui cinco lojas, totalizando mais de 2.000 colaboradores, demonstrando o grande crescimento do Tauste ao longo dos seus anos de atividades.[58]

Master Chicken[editar | editar código-fonte]

A Master Chicken é fruto de uma nova geração de empreendedores em sintonia com tendências internacionais no ramo de franchising em fast-food. Até pouco tempo, os restaurantes desta modalidade abertos no Brasil eram todos de capital estrangeiro, contudo uma nova geração de empreendedores estão fazendo sucesso com empreendimentos nacionais.

Fundada em 2014, a Master Chicken é resultado do desejo do casal Erika do Val e Rafael Paes de trazer para Marília o frango no balde e a costela ao molho barbecue, pratos consagrados da culinária norte-americana que, embora começassem a se popularizar nos grandes centros do país, não chegavam ao interior.

O sucesso foi tão grande em Marília, que o empreendimento recebeu votos de congratulações da câmara municipal em função da inovação e qualidade. Em 2016 o casal iniciou o processo de expansão através de franquias; o objetivo eram três unidades até o final do ano, contudo, a aceitação foi tamanha, que no final de 2016 a Master Chicken já contava com 15 franquias em cinco estados brasileiros; em 2017 já eram 34. A empresa que segue em acelerada expansão pelo Brasil já planeja a internacionalização da marca. [59]

Comércio[editar | editar código-fonte]

No setor comercial, Marília dispõe de um mix de lojas dos mais variados segmentos. O município possui dois shoppings centers, galeria, além de um centro comercial com calçadão híbrido, atraindo consumidores de toda a região, num raio de até 100 quilômetros. O setor agropecuário também tem participação no município; café, amendoim, melancia, borracha, coco, laranja, manga, maracujá, cana-de-açúcar, mandioca, milho, são culturas produzidas na zona rural. Suinocultura, bovinocultura (corte e leite) e avicultura (corte e produção de ovos) também tem seu espaço na economia mariliense.

Centros Comerciais[editar | editar código-fonte]

Marília Shopping[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em dezembro de 2000, o Marília Shopping - Jardim Aquarius transformou-se no maior centro comercial de Marília e Região, abrangendo um raio de 120 km e uma população de mais de 1 200 000 pessoas. Com acesso fácil pela Rodovia do Contorno que corta a cidade e liga os municípios da região, conta com moderna infraestrutura instalada em uma área de 60 mil m².

Oferece estacionamento rotativo com 5 600 vagas por dia, praça de alimentação diversificada, ampla área de entretenimento com boliche e diversões eletrônicas para crianças, cinco salas de cinema, livraria, brinquedoteca, fraldário, praça de eventos e mais de 170 lojas das mais conceituadas grifes. O empreendimento também conta com uma brigada de incêndio e seguranças 24 horas por dia permanentes no Shopping, garantindo assim que seus visitantes possam desfrutar de momentos de muita descontração com total tranquilidade e conforto.

Esmeralda Shopping[editar | editar código-fonte]

Localizado na Avenida das Esmeraldas, o corredor comercial mais valorizado e concorrido de Marília, o Esmeralda Shopping se consolidou como o mais moderno, seguro e confortável centro de compras de Marília e região, possuindo 3 pisos com cinema, escadas rolantes, praça de alimentação, num ambiente climatizado para maior conforto e comodidade. Oferece um diversificado mix de lojas e serviços com amplo estacionamento, monitorado por profissionais especialmente treinados.

Galeria Atenas[editar | editar código-fonte]

A Galeria Atenas foi inaugurada no dia 27 de Novembro de 1991, sua construção surgiu da remodelação do antigo prédio da loja Mesbla, constituindo o 1º conglomerado de lojas em Marília, causando mudança de conceito comercial varejista na região. Desde a sua inauguração, a Galeria Atenas tornou-se um ponto de referência no comércio de Marília e Região, sendo ele um dos mais antigos da cidade, localização privilegiada e de fácil acesso. Suas lojas detêm franquias e grifes das mais renomadas no cenário nacional. Hoje, a galeria conta com uma ampla estrutura, contando com mais de 50 lojas, com um mix variado, estacionamento contando com mais de 100 vagas para clientes e esquema de segurança que dá uma maior confiabilidade para os frequentadores.

Mercado 9 de Julho[editar | editar código-fonte]

Datado de 1928, o Mercadão Municipal, como era conhecido até os anos 2000, quando passou por uma reforma, foi o embrião dos Centros Comerciais de Marília. Em uma época em que não havia supermercados e as vendas não abriam aos domingos, o Mercadão era a salvação das donas de casa. Inicialmente o Mercadão reunia em peso diversos empresários de origem japonesa, que valiam-se do espaço para comercializar flores e hortifrutigranjeiros.

Reformulado e readequado às necessidades atuais, o Mercado ganhou um restaurante/churrascaria, um café/bar, floriculturas/cestarias, oficina de costura, loja de produtos orientais, laticínios, sorveteria, doceria, artigos esotéricos, galeria de artes e pet-shops. A coxinha de massa de batata e o tradicional pastel de ovo do Hélio e do Hirata, encontrados no Mercado são bem recomendados aos visitantes da cidade.[60]

CEAGESP - Entreposto de Marília[editar | editar código-fonte]

Localizado na rua Reverendo Crisanto César, 209, às margens da Rodovia do Contorno, no Jardim Santa Antonieta, o entreposto do CEAGESP em Marília serve a região desde os anos 1980.

  • Volume anual: 14,4 mil t – participação de 0,3% do total da rede CEAGESP
  • Volume médio de comercialização:  1,2 mil t/mês
  • Principais produtos comercializados: laranja, banana, batata, tomate e repolho
  • Área total do terreno: 76,5 mil m²
  • Área construída: 2.635 m²[61]

Marília e Região Convention & Visitors Bureau[editar | editar código-fonte]

O MRC&VB, é uma entidade apolítica, sem fins lucrativos, formada e mantida pela iniciativa privada e segue uma franquia de modelo mundial de órgãos de marketing e turismo. Sua grande missão é promover o desenvolvimento e comercialização de Marília e região como destino, sendo o foco primordial, a captação de eventos itinerantes.

Após um período de mais de 5 anos de amadurecimento do empresariado mariiliense, 46 empresas se reuniram em junho de 2011 para formar o Marília e Região Convention & Visitors Bureau.  Segundo o vice-presidente jurídico da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureau, Márcio Santiago o MRC&VB nasceu forte, como nunca nenhum outro havia nascido, e tem tudo para se tornar um entidade referência que orgulhará muito a rede CVB.

Hoje o Marília e Região Convention & Visitors Bureau, reúne 75 empresas de vários segmentos ligados direta ou indiretamente à atividade turística, que buscam um aumento no fluxo de visitantes a fim de gerar benefícios para toda a cadeia produtiva e população em geral. [62]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Escudo do Atlético Marília

O futebol de Marília está intimamente ligado à história de duas equipes que durante boa parte das décadas de 1950 e 1960 disputaram a atenção dos torcedores e o privilégio de representar a cidade nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.

Escudo do MAC (Marília Atlético Clube)

A primeira e mais antiga delas era o São Bento, que esteve presente no primeiro Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente à atual Série A2) em 1947 – ano da criação da lei do acesso.

A outra é o atual MAC (Marília Atlético Clube), que nasceu como Esporte Clube Comercial, em 1942. Com o nome de Comercial, o time disputou apenas competições amadoras, atraindo poucos torcedores. O nome não era muito simpático à população, que o achava elitista. Então em julho de 1947, em uma assembleia, o nome de Comercial foi mudado para MAC – Marília Atlético Clube, hoje time que representa a cidade em torneios estadual e federal de futebol.

Em 2016, mais uma agremiação esportiva profissionalizou-se na cidade com o nome de Atlético Marília. No mesmo ano a equipe disputou sua primeira competição na Liga de Futebol Nacional, a Taça Paulista sub 18. Seu primeiro jogo oficial foi contra o Jaguariúna Futebol Clube. Suas cores eram verde e amarelo, porém para a disputa da Taça Paulista a equipe mudou seu escudo e suas cores para o atual azul e branco.


Livro dos Recordes[editar | editar código-fonte]

Marília está inserida no Guinness Book. O feito foi conquistado em abril de 1992, por Encarnação Olivas e Garcia Pacheco, a Vó Nena, que, aos 81 anos, se tornou a pessoa mais velha a saltar de paraquedas no mundo[carece de fontes?].

Olimpíadas[editar | editar código-fonte]

Os atletas Tetsuo Okamoto e Thiago Braz, medalhistas olímpicos, são naturais da cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Marília possui uma Secretaria Municipal de Cultura que além de capitanear e promover atividades culturais no município. Além das inúmeras atividades itinerantes, o município conta com equipamentos culturais fixos, sendo eles:

  • Museu de Paleontologia de Marília;
  • Auditório “Octávio Lignelli”;
  • Sala de Projeção Municipal;
  • Centro Cultural/Clube de Cinema de Marília;
  • Biblioteca Municipal "João Mesquita Valença";
  • Galeria Municipal de Artes;
  • Espaço Cultural e de Lazer “Ezequiel Bambini”;
  • Museu Histórico e Pedagógico “Embaixador Hélio Antônio Scarabôttollo”;
  • Teatro Municipal "Waldir Silveira Mello".

Eventos[editar | editar código-fonte]

Bon Odori[editar | editar código-fonte]

Desde 1996 a comunidade nikkey de Marília organiza o Bon Odori no Kai-Kan de Marília. O Bon Odori é uma festividade tradicionalmente japonesa originada no budismo. A festa originalmente rende graças à boa colheita e celebra as almas dos antepassados através da dança ao som do taikô, das flautas de bambu (fue) e do canto estilo minyo. A dança é composta de movimentos simples e delicados, com gestos que remetem ao plantio, a colheita a gratidão.

Japan Fest[editar | editar código-fonte]

Anualmente, desde 2012, a comunidade nipônica de Marília realiza sempre no mês de abril o Japan Fest; festival com diversas atrações destinadas ao público em geral, dentre elas a apresentação de grupos tradicionais japoneses, exposição de artesanato, concurso de beleza (Miss Nikkey), além disso ficam a disposição do público diversos estandes onde se pode degustar a culinária nipônica ou até inscrever-se em uma das agência de empregos no Japão.

Marília Afro-Fest[editar | editar código-fonte]

Desde 2014, anualmente é realizado o Marília Afro Fest, que segundo a organização, visa "valorizar a diversidade étnica e sociocultural, ressaltar a importância da participação do negro na construção do Brasil e incentivar os afrodescendentes a conhecer mais sua cultura através de expressões culturais, criando oportunidades sociais".[63] O evento que conta com atrações musicais, oficinas culturais e gastronomia, realiza todos os anos o concurso de Miss e Mister Beleza Negra do Afro Fest, Miss e Mister Beleza Negra das Escolas Estaduais, bem como a eleição da Miss Beleza Negra Plus Size, visando garantir a representatividade e quebra de padrões estereotipados.[64]

Além do Afro Fest, nos últimos anos vem sendo realizadas uma série de eventos ligados à valorização do legado cultural africano com temáticas diversas que, via de regra, manifestam a necessidade do Estado brasileiro atentar-se para uma série de injustiças históricas que acometeram e acometem tal parcela da população. A celebração do Dia da Mulher Negra Latino Americana Caribenha no dia 25 de julho, bem como a Semana de Africanidade em abril, são exemplos de tais ações.[65][66]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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