Marília

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Município de Marília
"Capital Nacional do Alimento"
"Capital da Alta Paulista"
Bandeira de Marília
Brasão de Marília
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de abril
Fundação 4 de abril de 1929 (88 anos)
Gentílico mariliense
Lema Símbolo de amor e liberdade
Padroeiro(a) São Bento
Prefeito(a) Daniel Alonso (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Marília
Localização de Marília em São Paulo
Marília está localizado em: Brasil
Marília
Localização de Marília no Brasil
22° 12' 50" S 49° 56' 45" O22° 12' 50" S 49° 56' 45" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Marília IBGE/2008[1]
Microrregião Marília IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Getulina, Guaimbê, Júlio Mesquita;
Leste: Álvaro de Carvalho, Vera Cruz, Ocauçu;
Sul: Campos Novos Paulista;
Oeste: Pompéia, Oriente e Echaporã
Distância até a capital federal: 905 km
estadual: 438[2] km
Características geográficas
Área 1 170,054 km² [3]
Distritos Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega, Rosália
População 232 006 hab. (SP: 32º) –  IBGE/2015[4]
Densidade 198,29 hab./km²
Altitude 679 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,798 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 4 339 879 mil IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 19 886,81 IBGE/2011[6]
Página oficial
Prefeitura www.marilia.sp.gov.br

Marília é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Situa-se na região Centro-Oeste Paulista. Fica distante da capital do estado 443 quilômetros por rodovia; 529 quilômetros por ferrovia e 376 quilômetros em linha reta. Localiza-se a uma latitude de -22° 12' 50" sul e a uma longitude de -49º 56' 45" oeste, estando a uma altitude de 679 metros. Possui uma área de 1.170,054 quilômetros quadrados, dos quais 23.040 estão em zona urbana.

O município de Marília é composto dos distritos de Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Lácio, Padre Nóbrega e Rosália, além do distrito sede. Em 2016 a Firjan classificou a cidade como a 23ª melhor do país para se viver.[7]

Uma das curiosidades de Marília, é que, por conta de seu parque fabril no setor de alimentos, é comum que alguns bairros do município - dentre eles a zona central - sejam "invadidas" pelo aroma de doces, biscoitos e chocolates em diversas vezes do dia e da noite, já que empresas como a Marilan, funcionam ininterruptamente.

História[editar | editar código-fonte]

Há cerca de 70 milhões de anos, a região onde hoje fica Marília e o oeste paulista foi habitada por dinossauros e outros animais pré-históricos. Esses animais tiveram seus restos ósseos petrificados em sedimentos arenosos de primitivos rios e lagos. Com as transformações geológicas ocorridas ao longo do tempo, esses ambientes primitivos se modificaram, e os sedimentos se transformaram em rochas, conhecidas principalmente como arenitos, e os ossos se tornaram fósseis. Essas rochas são as mesmas que hoje constituem as serras e escarpas que rodeiam a cidade, como os paredões de arenito do vale do Barbosa na Via Expressa, a Serra de Avencas, o vale do Pombo, a Serra de Dirceu adiante do aeroporto, e muitos outros.

Museu de Paleontologia de Marília

Um crocodilo primitivo da era dos dinossauros recebeu, inclusive, o nome da cidade, sendo batizado em 1997 como Mariliasuchus amarali. Seus restos fossilizados têm permitido uma melhor compreensão acerca dos ecossistemas do passado. A cidade ganhou projeção recentemente com a escavação de um esqueleto semiarticulado de um grande dinossauro herbívoro que viveu na região entre 65 e 70 milhões de anos atrás e que ficou conhecido como o "Dino Titã de Marília"[8].

Todos esses fósseis são hoje objeto de estudo em parceria com instituições científicas, e parte deles se encontra exposta no Museu de Paleontologia da cidade, que hoje é também referência nacional na área de paleontologia.

Esta região do Estado de São Paulo foi uma das últimas a ser exploradas, sendo que a maioria dos núcleos habitacionais estabeleceram-se já no século XX. Até então, Marília era habitada pelos coroados, nomenclatura dado pelos portugueses e luso-brasileiros aos índios Kaingangs devido ao característico cocar de penas utilizado por membros dessa etnia; outro termo utilizado para designar a etnia é Guaianás, que inclusive dá nome à um dos distritos do município de Pederneiras, na região de Bauru, onde também habitavam.

Tradicionalmente o território Kaingang compreendia o planalto dos atuais estados do sul do Brasil, sendo que há pelo menos duzentos anos expandiram-se para a região de Misiones, na Argentina e para o estado de São Paulo, na região compreendida entre os rios do Peixe e Tietê. Deste modo, quando do avanço dos plantios de café e a chegada do homem branco, os Kaingangues já estavam estabelecidos na referida região há pelo menos 1 século, de modo que tal ocupação não se deu sem conflitos.

Mapa da Província de São Paulo em 1886 (percebe-se o não reconhecimento da posse da terra pelos Kaingangs na futura região da Alta Paulista).

O Estado brasileiro apoiava a ocupação do território pelo "homem branco", ignorando a população indígena aí existente, oferecendo subsídios, construindo estradas e aldeando os índios, para que o vasto território fosse entregue à colonização. Estima-se que os mais de 1200 Kaingangs que viviam no Estado de São Paulo nos anos 1910, haviam sido reduzidos para aproximadamente 200 até o fim dos anos 1920, quando já encontravam-se aldeados pelo Estado. (Atualmente os Kaingangs são aproximadamente 200 pessoas na região, possuindo terra regularizada entre os municípios de Tupã e Arco Íris). [9]

Estátua de Bento de Abreu Sampaio Vidal, um dos fundadores de Marília

A partir da espoliação das terras Kaingangs, a ocupação da região teve início com a abertura de fazendas de café, muitas pertencentes a políticos de renome, como o senador paulistano Luís Rodolfo Miranda e os deputados Bento de Abreu Sampaio Vidal, originário de São Carlos e Araraquara e Cincinato Braga, originário de Piracicaba e São Carlos[10]. Em 1923, Antônio Pereira da Silva, português que administrava a Fazenda Cincinatina - de posse de Cincinato Braga - e seu filho José Pereira da Silva, apossaram-se de terras próximas aos rios Feio e Peixe e deram, à região, o nome de "Alto Cafezal".

Em 1926 Bento de Abreu Sampaio Vidal loteou o seu patrimônio, e em 1927 o Coronel José Brás (José da Silva Nogueira), originário de Itapetininga, chegou à Marília. Os Nogueira tinham cerca de 40 por cento das terras da fazenda Bonfim; suas terras foram loteadas e deram início à urbanização de Marília. Hoje, onde existe a Rua Coronel Galdino de Almeida, a Avenida Rio Branco e a Coronel José Brás passando pela vila Barbosa até as universidades (Univem, Unesp e Unimar) eram terras dos Nogueira e Almeida. Descendentes dos antigos Nogueira ainda residem em Marília.

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro vinha desde 1924 avançando seus trilhos de Piratininga até chegar a Lácio[11]; e de acordo com o esquema dessa companhia, as estradas que iam sendo inauguradas no ramal, eram denominadas por ordem alfabética; sendo que a próxima estação deveria ter seu nome começado pela letra "M". Foram propostos vários nomes, como "Marathona", "Mogúncia" e "Macau", mas Bento de Abreu não ficou satisfeito com nenhuma das sugestões. Em uma de sua viagens de navio à Europa, leu o livro de Tomás Antônio Gonzaga, "Marília de Dirceu", de onde teve a ideia de sugerir o nome de "Marília".

Entardecer na zona sul da cidade - detalhe para os trilhos da Cia. Paulista em primeiro plano e Serra dos Agudos ao fundo.

A cidade de Marília, com essa denominação, foi criada pela Lei Estadual 2. 161, em 22 de dezembro de 1926, ainda como distrito de Cafelândia. Em 1928, foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual 2. 320, de 24 de dezembro de 1928. Sendo que sua instalação oficial deu-se a 4 de abril de 1929, data em que é comemorado seu aniversário.

No início do século XX, a economia de Marília era baseada no cultivo de café, que, com o tempo, foi sendo substituído pelo algodão. Graças ao algodão, em 1934 e 1935 foram instaladas as duas primeiras indústrias no município (duas fábricas de óleo). Com a expansão da industrialização no interior paulista, houve um aumento da malha ferroviária e rodoviária, com isso Marília ligou-se a várias regiões do estado de São Paulo e ao norte do Paraná.

Na década de 1940, o município firmou-se como polo de desenvolvimento do Oeste Paulista, apresentando um grande crescimento urbano e populacional. É neste período que as Indústrias Reunidas Matarazzo instalaram sua planta fabril no município. O primeiro arranha-céus construído em nossa cidade foi o Edifício Ouro Verde, em 1951. Ele foi totalmente comercializado em um único dia.

Na década de 1970, houve um novo ciclo industrial no município com a instalação de novas indústrias, principalmente na área alimentícia e metalúrgica; Paulo Fernando Cirino Mourão, em sua dissertação de mestrado defendida na Unesp de Presidente Prudente, em 1994, destaca o papel dos imigrantes italianos, japoneses e seus descendentes na industrialização mariliense.[12]

Típica residência de madeira no bairro Cascata, em Marília

Com a posterior instalação de diversos cursos universitários, Marília pôde atrair vários jovens à região, o que ajudou no desenvolvimento e diversificação do setor de comércio, serviços e entretenimento, bem como na expansão das atividades imobiliárias. Hoje, Marília conta com aproximadamente 50 indústrias na área alimentícia sendo conhecida como "Capital Nacional do Alimento".

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A intensa derrubada das matas para a formação das lavouras de café foi característico do Oeste Paulista e Norte do Paraná. Devido a consequente abundância de madeira nestas zonas pioneiras, esta tornou-se a matéria-prima principal para os mais diversos usos, refletindo-se na arquitetura da região. As primeiras cidades dessa frente de expansão eram praticamente todas construídas de madeira, sendo substituída aos poucos pela alvenaria. Por ser uma região de ocupação recente, ainda é possível encontrar diversos imóveis de madeira em Marília, sendo essa uma característica própria das frentes de expansão, uma vez que, a arquitetura das regiões de ocupação mais antiga do estado, eram sobretudo de taipa-de-pilão, técnica pouco difundida em Marília.

Força Expedicionária Brasileira[editar | editar código-fonte]

27 marilienses se juntaram à Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Partiram em 2 de julho de 1944, regressando todos em 16 de julho de 1945. Os marilienses mostraram bravura, mas um deles se destacou: o cabo Marcílio Luís Pinto, que recebeu a medalha Silver Star por ato de bravura, concedida pelo Exército Americano através do general Mark Clark. Os demais foram agraciados com medalha da Cruz de Combate de Segunda Classe.

Bandeira Municipal[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 2005, o prefeito Mário Bulgarelli sancionou a lei 6 230[13], que instituiu que a bandeira municipal teria de ser terciada em vertical com partes idênticas: duas laterais em azul (não mais em vermelho), com a tira central na cor branca, onde seria aplicado o brasão de armas do município no seu exato meio. A antiga bandeira era de 1978. A bandeira vermelha (cor original) simbolizava o café, sempre presente na história do município; já a cor azul tem origem incerta (especuladores dizem ter mudado a cor de vermelho para azul para parecer com a bandeira do Marília Atlético Clube. Outros dizem que o azul é a cor do logotipo da administração do ex-prefeito Abelardo Camarinha. [carece de fontes?]

Em 2010, por imposição da justiça, a bandeira da cidade retornou à sua aparência original. Saiu o azul das faixas laterais para o retorno do vermelho.[14]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Centro de Marília está localizado na parte mais alta da cidade, no topo da Serra dos Agudos
Ver artigo principal: Geografia de Marília

O município de Marília está em toda sua extensão situado sobre o ramo ocidental da serra dos Agudos que o atravessa de leste a oeste. Os contrafortes dessa serra terminam geralmente em paredões de grés revestidos de vegetação. Dentro do município, a serra recebe algumas denominações especiais: Serra de Avencas, Serra de Cincinatina (onde fica o Morro Redondo), Serra do Tiveron, Serra do Scomparim, Serra do Macuco e Serra de Casa Grande.

Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

Marília tem um Horto Florestal de 554 hectares; um Bosque Municipal de 17,36 hectares; uma área reservada ao reflorestamento de 2 000 hectares e uma área de 7 400 hectares de vegetação natural.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é subtropical, apresentando uma temperatura mínima absoluta de -3,6 °C e uma temperatura máxima absoluta de 39,4 °C. Com as seguintes características:

Dados climatológicos para Marília
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,6 28,5 27,8 26,3 23,6 22,6 23,2 25,1 26,1 27,0 28,0 28,4 26,3
Temperatura mínima média (°C) 17,2 17,4 16,1 13,9 10,6 9,1 8,9 10,7 12,7 15,0 16,0 17,0 13,7
Precipitação (mm) 220 210 130 62 57 58 38 26 59 137 120 180 1 291
Fonte: [1] Climate Data

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do município de Marília, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em 1 de dezembro de 2010, apresenta os seguintes dados:

  • População total: 216 745 habitantes.
  • Urbana: 207.727 (95,84%)
  • Rural: 8.974 (4,16%)
  • Mulheres: 112.019 (51,68%)
  • Homens: 104.726 (48,32%)

Taxa de alfabetização: 194 604 pessoas;

População em creches ou escolas: 60 028 pessoas;

Densidade demográfica (hab./km²): 185,21

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,57

Expectativa de vida (anos): 74,37

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,21

Taxa de Alfabetização: 95,35%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,821

  • IDH-R Renda: 0,885
  • IDH-L Longevidade: 0,822
  • IDH-E Educação: 0,962

Fonte: (IPEADATA)

  • Distritos de Marília - População
    • Amadeu Amaral: 147 habitantes;
    • Avencas: 635 habitantes;
    • Dirceu: 122 habitantes;
    • Lácio: 959 habitantes;
    • Padre Nóbrega: 4 004 habitantes;
    • Rosália: 2 200 habitantes.

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

Prefeitura e a Câmara Municipal de Marília

O poder executivo do município de Marília é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. Atualmente, o prefeito municipal é Daniel Alonso - PSDB, que foi eleito prefeito para a gestão 2017/2020, ao lado do vice-prefeito Tato - PMDB, com 30,00 por cento dos votos válidos.

Poder legislativo[editar | editar código-fonte]

O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 13 vereadores. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei Orçamentária Anual). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o executivo e o legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Imigração[editar | editar código-fonte]

Casa de Portugal de Marília
Placa fixada em monumento em homenagem à Comunidade Portuguesa de Marília

Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação, os portugueses marcaram presença na cidade de Marília.[15] Organizando-se comunitariamente, os portugueses de Marília criaram a Casa de Portugal, presente em diversas regiões brasileiras onde há representatividade portuguesa. A Casa de Portugal visa estreitar os laços históricos, culturais, econômicos e comerciais entre o Brasil e Portugal[16].

Em 2009 o então Prefeito municipal, de origem portuguesa, Abelardo Camarinha, inaugurou a "Praça Casa de Portugal" no centro da cidade; na praça foi erigido um monumento com a Cruz da Ordem de Cristo em cuja pilastra encontra-se uma placa com o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, além de uma homenagem à Comunidade Portuguesa erradicada em Marília. Tradicionalmente, no dia 6 de junho, a Casa de Portugal de Marília realiza o jantar em comemoração ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas[17].

Espanhola[editar | editar código-fonte]

A presença espanhola também foi pioneira na região, segundo Rosalina Tanuri o primeiro espanhol a adquirir terras do senador Rodolfo Miranda em Marília foi Antonio Hernandez, no ano de 1921. Contudo, por volta dos anos 1930 é que começou a formar-se de fato uma comunidade espanhola em Marília.[18]

Com o crescimento da colônia espanhola na região, em 25 de junho de 1932 foi fundada a Sociedad Española de Marília, que funcionava como centro de ajuda mútua e fraternidade entre seus membros.

Sírio-Libanesa[editar | editar código-fonte]

Os sírio-libaneses que chegaram ao Brasil no século XIX e início do século XX estabeleceram-se inicialmente nos grandes centros do país, contudo, a prática do mascateio, muito difundida entre os pioneiros, levou-os a desbravar o interior do Brasil em busca de novas clientelas. Deste modo, passaram a estabelecer-se nas urbes interioranas em desenvolvimento e a criar suas colônias, para onde passaram a rumar diretamente posteriores compatriotas "os chamados primos".

Os mascates já percorriam as fazendas da região de Marília antes mesmo de sua fundação, sendo que, passaram a estabelecer-se na cidade com maior expressão após a chegada dos trilhos do trem, revolucionando as práticas comerciais, como faziam por onde chegavam. Em Marília os libaneses mantém o Clube Monte Líbano, que funciona nas imediações do Bosque Municipal desde 1985.[19]

Dentre os descendentes de sírio-libaneses ilustres nascidos em Marília pode-se destacar o político e escritor Antônio Rezk, nascido em 1933 e o cinegrafista e diretor de fotografia Dib Lutfi, nascido em 1936. Dentre os imigrantes sírio-libaneses que erradicaram-se em Marília, destaca-se o ex deputado Zuza Somaan Abdul Massih, nascido em 1953 no Líbano.

Judaica[editar | editar código-fonte]

A comunidade judaica que se formou em Marília é basicamente advinda do Leste Europeu, sendo portando composta essencialmente de Judeus Asquenazes. Os gérmens do antissemitismo sempre estiveram presentes na Europa, vide a perseguição promovida aos Judeus Sefarditas pela Inquisição já no século XV. No final dos anos 1920, quando Marília tornou-se município, o nazismo já encontrava-se em ebulição na Europa; o primeiro volume de "Mein Kempf", de Adolf Hitler, foi escrito em 1925. Antes disso, a ebulição política no Leste Europeu em virtude da Revolução Russa e dos Pogroms da Rússia Czarista, que vitimava comunidades minoritárias, como os judeus, impulsionavam a emigração em massa de judeus, sobretudo para a América.[20]

O referido contexto de perseguições levou a vinda de levas migratórias judaicas do Leste Europeu para o Brasil desde o início do século XX. Os judeus, assim como os Sírio-Libaneses, dedicavam-se sobretudo ao comércio e igualmente ao mascateio, dividindo tal nicho econômico na nascente Marília. Os Knobel chegaram à Marília nos anos 1930 devido ao forte antissemitismo que assolava a Polônia, que seria definitivamente ocupada pelas tropas alemãs em 1940. Atualmente existe em Marília, entre as avenidas 9 de Julho e Sampaio Vidal um edifício chamado Benjamin Knobel; Benjamin era um dos jovens judeus poloneses que chegou à cidade com seu irmão Abraan em 1936.

Os Knobel participavam das cerimônias religiosas na Sinagoga do Rabino Singal, que atraía os judeus de toda a região. Além dos Knobel, famílias como os Fridman, os Kopelman, os Oksman, os Speiter, os Zatyrco, os Zaterca, os Beznos, os Tigel, os Klepacz e os Singal, faziam parte da comunidade judaica estabelecida em Marília. A primeira geração, marcada pelas perseguições europeias, encontraram em Marília o "Símbolo de Amor e Liberdade", de seu lema; trabalhando arduamente e esmerando-se na educação das gerações posteriores. Dentre os marilienses frutos dessa história, pode-se citar o Dr. Elias Knobel, professor e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Filho do senhor Abraan e sobrinho de Benjamin Knobel, Elias nasceu em Marília em 1943, sete anos após a chegada de seu pai em Marília.[21]

Voluntárias da Festa Italiana de Marília (2012)

Italiana[editar | editar código-fonte]

Os italianos também fazem parte da cultura mariliense, sendo que o município possuí uma Agência Consular Honorária da Itália.[22] Como a comunidade japonesa, a comunidade italiana realiza anualmente uma festa típica, trata-se da "Festa de Santo Antônio" realizada na avenida e comunidade de mesmo nome, e também a "Festa Italiana" com comidas, shows e danças típicas.

Altar no Japan Fest

Japonesa[editar | editar código-fonte]

Marília possui cerca de 1500 famílias nikkeys[23], colocando-a junto à Londrina, como uma das maiores concentrações de nipodescendentes do interior do Brasil.

Segundo Rosalina Tanuri, referindo-se à colônia japonesa de Marília: "Eles revolucionaram o conceito de trabalhar a terra [...].Tanto na cidade, quanto nos sítios e fazendas, o japonês estava em grande número. Os que viviam na cidade preferiam o ramo de bares, armazéns, tinturarias e farmácias".[23]

Em Marília, a comunidade nipônica criou o Nikkey Clube, em que se conservam as tradições japonesas. O time do Nikkey Clube de beisebol é um dos mais conhecidos no interior nessa categoria. Ligado ao Clube também encontra-se o grupo de Taikô Hibiki Wadaiko, que apresenta constantemente sua arte nos eventos da cidade.

Anualmente, sempre no mês de abril, a comunidade realiza o Japan Fest, festival com diversas atrações destinadas ao público em geral, dentre elas a apresentação de grupos tradicionais japoneses, exposição de artesanato, concurso de beleza (Miss Nikkey), além disso ficam a disposição do público diversos estandes onde se pode degustar a culinária nipônica ou até inscrever-se em uma das agência de empregos no Japão.

Chinesa[editar | editar código-fonte]

Os laços iniciais entre a China e o Brasil foram fomentados por Portugal, uma vez que, assim como o Brasil, a região chinesa de Macau, também era colônia portuguesa. A primeira leva de imigrantes chineses a chegar ao Brasil remonta os anos de 1860, quando Portugal organizou a vinda de imigrantes da colônia de Macau. A imigração chinesa para o Brasil foi estrategicamente pensada por Portugal visando a construção de ferrovias no Rio de Janeiro, a introdução e desenvolvimento da cultura do chá em São Paulo e para o trabalho na mineração em Minas Gerais. Este tipo de migração fomentada trouxe ao Brasil aproximadamente 5 mil imigrantes.

A partir dos anos 1950 um novo e mais vigoroso fluxo migratório teve início, desta vez de forma espontânea, motivado principalmente por guerras e escassez de alimentos. A implantação do comunismo na China continental levou uma expressiva quantidade de chineses a emigrarem para Taiwan. De Taiwan partiram muitos para outros países, dentre eles o Brasil. Após um período de estagnação, a imigração chinesa para o Brasil retomou impulso no fim dos anos 1990, quando uma nova leva de imigrantes passaram a chegar ao país para dedicar-se à atividades comerciais. Tal fluxo migratório, dentre outros fatores, tem a ver com a abertura da economia brasileira nos anos 1990 e a intensificação das relações comerciais entre China e Brasil.[24]

Atualmente é possível notar a presença chinesa por todo o Brasil. Se a leva migratória anterior concentrou-se sobretudo nas capitais e grandes cidades, este novo fluxo ganhou maior capilaridade, o que tem a ver também com a interiorização da urbanização no Brasil. Deste modo, tanto nas grandes cidades, como em cidades de médio porte, como é o caso de Marília, a imigração chinesa não passa desapercebida. Estes novos imigrantes, chegam ao Brasil para a realização do sonho de possuir seu próprio negócio. Tradicionalmente os chineses dedicavam-se ao ramo alimentício (em geral pastelarias, devido ao baixo investimento inicial e o rápido retorno financeiro), contudo, atualmente diversificaram o rol de atuação, dedicando-se maciçamente à venda de artigos importados de seu país natal, sejam eles utilidades domésticas, utensílios de beleza, relógios e eletrônicos.

Em Marília, os imigrantes da nova leva imigratória localizam-se essencialmente na região central da cidade, onde vivem e trabalham em atividades comerciais que vão de lojas de importados à restaurantes e pastelarias (que atualmente não vendem apenas pastéis, mas também refeições e salgados em geral, inclusive a tradicionalmente brasileira coxinha). Estima-se que a cidade abrigue uma comunidade de mais de 900 membros.[25]

Atualmente o campus de Marília da Unesp é um dos polos do Instituto Confúcio, fruto de um convênio entre a universidade e o governo da República Popular da China, em parceria coma Universidade de Hubei. O Instituto visa o ensino da língua chinesa, a divulgação da cultura e da história da China e o fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China. Todos os profissionais são chineses, selecionados e aprovados pela matriz do Instituto Confúcio na China para vir ao Brasil.[26]

Educação[editar | editar código-fonte]

O município conta com uma privilegiada estrutura de ensino, possuindo sistemas de educação desde a básica até a superior e de pós-graduação.

Torre do campus da Unesp de Marília

A Rede Municipal de Educação conta hoje com 50 unidades, sendo 5 berçários, 26 Emeis (Escolas Municipal de Educação Infantil) e Ceis-Creche; 3 Emefeis (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil) 16 Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), atendendo a um público de aproximadamente 21 mil alunos. Além disso, o município dispõe do CAP (Centro de Apoio Psicopedagógico), para atender estudantes com dificuldades de aprendizagem. O sistema escolar instalado conta ainda com 46 escolas estaduais; 16 escolas particulares.

Japonês, mandarim, francês, alemão, italiano, espanhol e inglês são alguns dos cursos oferecidos, gratuitamente, a estudantes de Marília através do Centro de Ensino de Línguas (CEL) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O (CEL) localiza-se na Escola Estadual Monsenhor Bicudo, atende 460 alunos de escolas da rede pública, nos turnos matutino, vespertino e noturno. As matrículas podem ser feitas por estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos, com exceção dos cursos de inglês e mandarim, que são disponíveis somente para o ensino médio. Além de aprender o idioma, os estudantes têm a oportunidade, durante as aulas, de conhecer também os costumes de outros países.[27]

O município é um centro regional de ensino superior pois conta com 2 faculdades; 1 fundação de ensino e 3 universidades (duas públicas e uma particular). São mais de 40 cursos superiores instalados no município, com excelência na área de Medicina - Famema (Faculdade de Medicina de Marília) e Unimar (Universidade de Marília).

Marília conta também com várias redes de escolas de idiomas, matemática, polos de curso à distância e cursos presenciais, como o Ceprom (Centro Profissionalizante de Marília), Fatec Marília (Faculdade de Tecnologia), Etec Antonio Devisate (Escola Técnica Estadual - Centro Paula Souza), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Sesi (Serviço Social da Indústria) entre outros.

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

Instituições Públicas[editar | editar código-fonte]

Instituições Privadas[editar | editar código-fonte]

Ensino à Distância[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Secretaria da Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possui 5 hospitais, outro em fase de abertura e 1 maternidade. A cidade é servida por inúmeras clínicas, empresas de diagnósticos e lojas de produtos hospitalares.

A Rede Municipal de Saúde, conta com 29 USFs (Unidades de Saúde da Família), 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 1 policlínica e 2 PAs (prontoatendimento), conta ainda com serviços diferenciados como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), tratamento de obesidade infantil pelo Caoim (Centro de Atendimento à Obesidade Infantil de Marília), 1 Clínica de Fisioterapia, que funciona na antiga estação ferroviária, 1 CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), 1 Clínica de Fonoaudiologia, além do atendimento do Programa Municipal de Ações Antitabágicas, que colabora na recuperação de pessoas viciadas em tabaco.

Economia[editar | editar código-fonte]

Marília tem uma economia pujante. Indústria, comércio e prestação de serviços são destaques no município, com empresas que distribuem seus produtos para o mercado nacional e internacional. Conhecida como Capital Nacional do Alimento, o parque industrial mariliense conta com cerca de 1 100 empresas do setor alimentício, metalúrgico, construção, têxtil, gráfico e plástico, entre outras. Além das plantas fabris de empresas multinacionais, como Nestlé e Coca Cola, Marília possui a especificidade de ter sido o berço de diversas empresas que posteriormente ganharam destaque em âmbito nacional e internacional.

Empresas fundadas em Marília[editar | editar código-fonte]

Sasazaki[editar | editar código-fonte]

A história da Sasazaki no Brasil começou a ser edificada em 1933, quando a família Sasazaki desembarcou em Santos (SP), vinda do Japão – juntamente com centenas de outros imigrantes – e instalou-se numa fazenda em Guaimbêinterior de São Paulo. Após dez anos de trabalho na agricultura e para sustentar a família após a morte do pai, em 1943 Yosaku Sasazaki, os irmãos Kosaku e Yusaburo migraram de Guaimbê para Marília, dedicando-se à fabricação artesanal de lamparinas com folha de flandres recicladas, seria este o embrião da Sasazaki.

Com os primeiros ganhos, passaram a produzir equipamentos agrícolas manuais, como plantadoras de algodão. Em 1958 Yusaburo e Kosaku, com os irmãos Yutaka, Hachiro e Tochimiti e o amigo Kyomassa Shibuya formaram a Indústria e Comércio Sasazaki, empresa que nasceu com 50 funcionários. Em 1964, a Sasazaki deixa para trás a fase manual, lançando o DTM, Descascador Motorizado de Tríplice aplicação, que beneficiava café, mamona e amendoim. Por imposição dos fenômenos climáticos e a sazonalidade da agricultura, no ano de 1975 a Sasazaki foi obrigada a mudar o ramo de atuação, que deixou o desenvolvimento de soluções para o campo para se dedicar à fabricação de esquadrias metálicas. O primeiro produto criado foi uma janela veneziana, depois, vieram janelas de correr, portas e complementos.

Em 1996 a fábrica foi transferida para o Distrito Industrial, com uma área construída de 60 mil m². No ano seguinte foi criada a Divisão de Esquadrias de Alumínio. A empresa adquiriu uma área anexa à principal, e aumentou o seu parque industrial para mais de 70 mil m² de área construída. Em 2009, a Sasazaki passou a ser a primeira empresa brasileira do segmento a utilizar nanotecnologia em seu processo de fabricação. Em 2011 uma filial da empresa foi inaugurada em Jaboatão dos Guararapes (PE), o que permitiu reafirmar a eficiência logística da Sasazaki e a expansão dos negócios para a região Nordeste. O complexo industrial, localizado em Marília, foi ampliado, passando de 75 mil m² para 78 mil m², com o aumento da área construída da fábrica de alumínio. Uma nova linha de produção de esquadrias de alumínio foi instalada, com capacidade de produção de mil peças por dia.[28] Atualmente a empresa possui cerca de 900 funcionários diretos e é uma das maiores indústrias brasileiras no segmento.[29]

Bradesco[editar | editar código-fonte]

O Bradesco, segundo maior banco privado do país, foi fundado em 1943 em Marília com o nome de Banco Brasileiro de Descontos. O primeiro caixa eletrônico do Brasil foi instalado em Marília pelo Bradesco.

TAM[editar | editar código-fonte]

A TAM Linhas Aéreas S.A., maior empresa aérea do país, foi fundada em Marília. Ela surgiu como TAM (Táxi Aéreo de Marília) em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os estados de São Paulo e Mato Grosso.

Marilan[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1956 pelo casal de origem italiana Maximiliano e Iracema Garla, ganhou seu primeiro prédio no ano seguinte, onde eram produzidos biscoitos Maria, Água e Sal, Coco e Maisena em forno à lenha. O nome da empresa foi escolhido pela própria comunidade mariliense através de concurso realizado por uma rádio local.[30] A produção inicial, essencialmente artesanal, cresceu em qualidade e quantidade, de modo que no fim dos anos 1960 já eram produzidos 600 kg de biscoitos por hora. Nos anos 70 a família Garla adquiriu um novo terreno em Marília e construiu seu parque industrial, com 67 mil m² e empregando 250 funcionários. Nos anos 90 a Marilan já produzia 84 mil toneladas de biscoitos por ano e contava com 1300 colaboradores diretos.

Em 1995, o senhor Maximiliano recebeu o prêmio de empresário do ano e em 1997, recebeu o título de "Cidadão Mariliense", concedido pela Câmara Municipal de Marília.[30] Atualmente a Marilan é a segunda maior fabricante de biscoitos do Brasil, gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, sua planta fabril funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A empresa possui um catálogo de mais de 100 itens e uma capacidade produtiva de até 200 mil toneladas por ano; seus produtos são exportados para mais de 50 países em todos os continentes.[31]

Dori Alimentos[editar | editar código-fonte]

A Dori iniciou suas atividades em 8 de maio de 1967 na cidade de Marília, devendo o nome ao apelido da fundadora, Doraci dos Santos Spila. A produção inicial era de pipoca e amendoim com o nome "Guri", fabricados artesanalmente na casa de dona Doraci. Em 1970, o esposo de dona Doraci, Augusto Spila, deixou o emprego como técnico de rádio e juntou-se à empresa, que seis anos depois ganharia sede própria. Em 1986 a Dori ganhou uma filial que dedicava-se à seleção e ao preparo da matéria prima para a produção da empresa matriz, a partir de então, a filial contratou um engenheiro agrônomo que prestava assessoria aos produtores de amendoim região, orientando-os sobre plantação, manejo e qualidade, resgatando a tradição da produção local de amendoim, que na década de 40 era uma das maiores do país. Esse serviço firmou uma relação de parceria entre os produtores locais e a empresa. Um laboratório de análise de amendoim foi criado e hoje garante a excelência e a qualidade do produto, sendo a única indústria de confeitos do País a oferecer este serviço.

A família Barion, de origem italiana, assim como os Spila, assumiu a Dori em 1995 e em 2003 um centro de distribuição foi criado em Marília. Hoje, a Dori Alimentos está presente no mercado de balas, caramelos, gomas de mascar, pastilhas, confeitos, pirulitos e amendoins. A empresa figura entre as gigantes do setor de doces e snacks, liderando o mercado brasileiro, atrás apenas das multinacionais. A Dori possui atualmente 2.300 funcionários e gera entre 900 e 1000 empregos indiretos. A capacidade produtiva é de 9 mil toneladas de produtos/mês. As três unidades fabris hoje existentes - duas em Marília, interior de São Paulo, e outra em Rolândia, no Paraná - abastecem praticamente todo o país. Além disso, a empresa mantém centros de distribuição que garantem a capilaridade do negócio, são três em Pernambuco e sete distribuídos entre Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. A Dori exporta atualmente para mais de 60 países, sendo que, do total faturado pela Dori em 2011, R$ 46 milhões foram provenientes de exportações.[32]

Tauste Supermercados[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em outubro de 1991, iniciou suas atividades em uma pequena loja de bairro. O nome escolhido remonta à cidade de origem familiar dos fundadores, Tauste, na província de Zaragoza, na Espanha. No ano de 2000, mudou-se para um novo prédio, que se tornou a matriz da empresa e nele estão localizados os setores administrativos. Em março de 2004, o Tauste abriu sua segunda loja em Marília, expandindo seus negócios e consolidando sua presença na cidade.  Em 2008, o Tauste inaugurou sua terceira loja, na cidade de Bauru, sendo a primeira em outro município. Em 2014 foi inaugurada a quarta loja, desta vez em Sorocaba, que em 2016 recebeu mais uma loja. Atualmente a rede possui cinco lojas, totalizando mais de 2.000 colaboradores, demonstrando o grande crescimento do Tauste ao longo dos seus anos de atividades.[33]

Comércio[editar | editar código-fonte]

No setor comercial, Marília dispõe de um mix de lojas dos mais variados segmentos. O município possui dois shoppings centers, galeria, além de um centro comercial com calçadão híbrido, atraindo consumidores de toda a região, num raio de até 100 quilômetros. O setor agropecuário também tem participação no município; café, amendoim, melancia, borracha, coco, laranja, manga, maracujá, cana-de-açúcar, mandioca, milho, são culturas produzidas na zona rural. Suinocultura, bovinocultura (corte e leite) e avicultura (corte e produção de ovos) também tem seu espaço na economia mariliense.

Centros Comerciais[editar | editar código-fonte]

Marília Shopping[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em dezembro de 2000, o Marília Shopping - Jardim Aquarius transformou-se no maior centro comercial de Marília e Região, abrangendo um raio de 120 km e uma população de mais de 1 200 000 pessoas. Com acesso fácil pela Rodovia do Contorno que corta a cidade e liga os municípios da região, conta com moderna infraestrutura instalada em uma área de 60 mil m².

Oferece estacionamento rotativo com 5 600 vagas por dia, praça de alimentação diversificada, ampla área de entretenimento com boliche e diversões eletrônicas para crianças, cinco salas de cinema, livraria, brinquedoteca, fraldário, praça de eventos e mais de 170 lojas das mais conceituadas grifes. O empreendimento também conta com uma brigada de incêndio e seguranças 24 horas por dia permanentes no Shopping, garantindo assim que seus visitantes possam desfrutar de momentos de muita descontração com total tranquilidade e conforto.

Esmeralda Shopping[editar | editar código-fonte]

Localizado na Avenida das Esmeraldas, o corredor comercial mais valorizado e concorrido de Marília, o Esmeralda Shopping se consolidou como o mais moderno, seguro e confortável centro de compras de Marília e região, possuindo 3 pisos com cinema, escadas rolantes, praça de alimentação, num ambiente climatizado para maior conforto e comodidade. Oferece um diversificado mix de lojas e serviços com amplo estacionamento, monitorado por profissionais especialmente treinados.

Galeria Atenas[editar | editar código-fonte]

A Galeria Atenas foi inaugurada no dia 27 de Novembro de 1991, sua construção surgiu da remodelação do antigo prédio da loja Mesbla, constituindo o 1º conglomerado de lojas em Marília, causando mudança de conceito comercial varejista na região. Desde a sua inauguração, a Galeria Atenas tornou-se um ponto de referência no comércio de Marília e Região, sendo ele um dos mais antigos da cidade, localização privilegiada e de fácil acesso. Suas lojas detêm franquias e grifes das mais renomadas no cenário nacional. Hoje, a galeria conta com uma ampla estrutura, contando com mais de 50 lojas, com um mix variado, estacionamento contando com mais de 100 vagas para clientes e esquema de segurança que dá uma maior confiabilidade para os frequentadores.

Mercado 9 de Julho[editar | editar código-fonte]
Mercado 9 de Julho de Marília

Datado de 1928, o Mercadão Municipal, como era conhecido até os anos 2000, quando passou por uma reforma, foi o embrião dos Centros Comerciais de Marília. Em uma época em que não havia supermercados e as vendas não abriam aos domingos, o Mercadão era a salvação das donas de casa. Inicialmente o Mercadão reunia em peso diversos empresários de origem japonesa, que valiam-se do espaço para comercializar flores e hortifrutigranjeiros.

Reformulado e readequado às necessidades atuais, o Mercado ganhou um restaurante/churrascaria, um café/bar, floriculturas/cestarias, oficina de costura, loja de produtos orientais, laticínios, sorveteria, doceria, artigos esotéricos, galeria de artes e pet-shops. A coxinha de massa de batata e o tradicional pastel de ovo do Hélio e do Hirata, encontrados no Mercado são bem recomendados aos visitantes da cidade.[34]

Relações Internacionais[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O irmanamento de cidades é a promoção da cooperação entre municípios, que pode acontecer em diversas áreas como cultura, educação, saúde, transportes, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Se dois municípios possuem características semelhantes como, número de habitantes, tamanho e setor econômico preponderante, é possível que possam trocar conhecimentos sobre a resolução de problemas comuns; diversos protocolos podem ser firmados visando investimentos em projetos, intercâmbio de estudantes, especialistas e empresários, dentre outras possibilidades.

Em novembro de 1980 Marília e Higashihiroshima tornaram-se cidades-irmãs. Em homenagem à parceria, Marília tem uma praça com o nome da cidade-irmã japonesa. Outros três monumentos que homenageiam a relação da cidade com o Japão podem ser encontrados no jardim do paço municipal, tendo sido um deles inaugurado pelo Príncipe Mikasa em 1958, no cinquentenário da imigração japonesa para o Brasil.[35]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

O futebol de Marília está intimamente ligado à história de duas equipes que durante boa parte das décadas de 1950 e 1960 disputaram a atenção dos torcedores e o privilégio de representar a cidade nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.

A primeira e mais antiga delas era o São Bento, que esteve presente no primeiro Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente à atual Série A2) em 1947 – ano da criação da lei do acesso. A outra é o atual Marília, que nasceu como Esporte Clube Comercial, em 1942.

Com o nome de Comercial, o Marília disputou apenas competições amadoras, atraindo poucos torcedores. O nome não era muito simpático à população, que o achava elitista. Então em julho de 1947, em uma assembleia, o nome de Comercial foi mudado para MAC – Marília Atlético Clube, hoje time que representa a cidade em torneios estadual e federal de futebol.

Livro dos Recordes[editar | editar código-fonte]

Marília está inserida no Guinness Book. O feito foi conquistado em abril de 1992, por Encarnação Olivas e Garcia Pacheco, a Vó Nena, que, aos 81 anos, se tornou a pessoa mais velha a saltar de paraquedas no mundo[carece de fontes?].

Olimpíadas[editar | editar código-fonte]

Os atletas Tetsuo Okamoto e Thiago Braz, medalhistas olímpicos, são naturais da cidade.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Panorâmica do saguão do Aeroporto de Marília

O Aeroporto de Marília (Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich) localiza-se a 3 km do centro da cidade. Inaugurado em 1938, o aeroporto fez grande história na aviação brasileira. Principalmente por se tratar do berço da companhia aérea TAM Linhas Aéreas. O atual aeroporto possui uma pista asfaltada, com comprimento de 1.700 m e 35 m de largura, comportando pequenas aeronaves.

A única empresa que atua regularmente é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, operando 24 horas por dia com voos para São Paulo e Presidente Prudente. Segundo dados fornecidos pela ANAC, a rota Marília-São Paulo é a 8ª mais rentável do país.[carece de fontes?]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

O Terminal Rodoviário Interestadual de Marília "Comendador José Brambilla" está localizado às margens da Rodovia SP-294, na Avenida Carlos Artêncio, 1001 e foi inaugurado em 2003, com projeto diferenciado e moderno, com áreas temáticas, mirante, lojas e posto de informação turística e conta com empresas com linhas regulares para todas as regiões do país e também que atendem as linhas interurbanas entre os municípios vizinhos.

A primeira Estação Rodoviária de Marília foi inaugurada em 1938, quando a cidade tinha apenas nove anos de emancipação, sendo a primeira rodoviária do Brasil. Na época, a cidade concentrava grande parte do transporte rodoviário do Estado. Hoje, Marília é polo econômico de grandes indústrias alimentícias e também polo estudantil e recebe muitas pessoas vindas de todo país e que passam em sua maioria pela rodoviária.

O terminal rodoviário de Marília dispõe ainda de vários serviços onde você pode obter informações de horários e destinos, dispõe do serviço de táxi (24 horas), de achados e perdidos e caixas eletrônicos.

O município é servido por duas rodovias estaduais: a Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e a Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333); e por uma federal: a Transbrasiliana (BR-153).

Urbano[editar | editar código-fonte]

Transporte Público: Marília conta com transporte urbano servido pelas Empresas Grande Marília e Viação Sorriso, que operam por linhas regulares levando os usuários aos quatro cantos da cidade.

A frota de automóveis no município de Marília é de aproximadamente 86.718 mil veículos (Denatran-Maio/2015);[36] uma média aproximada de um carro para cada 3 moradores.

Primeira fotografia em 360 graus[editar | editar código-fonte]

A primeira fotografia em 360 graus foi tirada em Marília, com a câmera inventada pelo fotógrafo ribeirão-pretano radicado na cidade e agraciado com título de cidadão mariliense, Sebastião Leme.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. http://br.distanciacidades.com/calcular?from=Mar%C3%ADlia&to=S%C3%A3o+Paulo
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «CENSO 2015 - SÃO PAULO» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de setembro de 2015. Consultado em 28 de agosto de 2015 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de abril de 2014 
  7. http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=36589
  8. Correio Mariliense. Disponível em http://www.correiomariliense.com.br/materia.php?materia=34386. Acesso em 17 de maio de 2013.
  9. «Terras Indígenas». www.funai.gov.br. Consultado em 29 de abril de 2017 
  10. Ache tudo & região. Disponível em http://www.achetudoeregiao.com.br/sp/Marilia/historia.htm. Acesso em 17 de maio de 2013.
  11. «Marília -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 29 de abril de 2017 
  12. MOURÃO, Paulo Fernando Cirino. A industrialização do Oeste Paulista: o caso de Marília. Presidente Prudente, 1994. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Ciências e Tecnologia: Unesp.
  13. «Lei nº 6230» (PDF) 
  14. «Bandeira de Marília deve voltar à cor original» 
  15. «Marcos e Monumentos». DESENVOLVE MARÍLIA. 22 de agosto de 2014 
  16. «Casa de Portugal - Conheça um pouco mais da nossa história». www.casadeportugalsp.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  17. «Cultura lusitana é destaque em evento da Casa de Portugal • Marília Notícia». Marília Notícia. 6 de junho de 2014 
  18. Tanuri, Rosalina (2001). Marília no tempo e na saudade. Marília: [s.n.] 
  19. «Clube Monte Líbano | Gramar». gramadosmarilia.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  20. Sergio Rosenboim (18 de setembro de 2014). «História do Antissemitismo» Verifique valor |url= (ajuda) 
  21. Coração, Cadiologia Knobel Saúde do. «A saga da comunidade judaica em Marília «  Cardiologia Knobel». www.knobel.com.br. Consultado em 19 de abril de 2017 
  22. LBeraldo. «Endereços das representações diplomáticas italianas no Brasil». www.imigrantesitalianos.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  23. a b Tanuri, Rosalina (2001). Marília no tempo e na saudade. Marília: [s.n.] 
  24. Villela,, Eduardo V. M. (2004). «As relações comerciais entre Brasil e China e as possibilidades de crescimento e diversificação das exportações de produtos brasileiros ao mercado consumidor chinês.». Grupo de Estudos da Ásia- Pacífico/PUC-SP 
  25. «Marília abriga quase mil imigrantes chineses - Paulista - R7 Balanço Geral». noticias.r7.com. Consultado em 18 de abril de 2017 
  26. Webkeepers. «www.institutoconfucio.com.br». www.institutoconfucio.com.br. Consultado em 18 de abril de 2017 
  27. «Japonês e mandarim estão entre as opções para alunos paulistas» 
  28. «Seja bem vindo ao novo portal da Sasazaki. Saiba mais sobre a maior fabricante de Portas e Janelas do Brasil.». Portal Sasazaki - Portas e janelas. Consultado em 16 de abril de 2017 
  29. Manhã, Jornal da. «Sasazaki realiza paradas seletivas e férias coletivas para evitar demissões | Jornal da Manhã». Sasazaki realiza paradas seletivas e férias coletivas para evitar demissões | Jornal da Manhã. Consultado em 16 de abril de 2017 
  30. a b «Fundador da Marilan morre em Marília». jcnet.com.br 
  31. «A marilan - Marilan». Marilan 
  32. Consulting, Commit. «Dori Alimentos S.A.». www.dori.com.br. Consultado em 16 de abril de 2017 
  33. http://www.triata.com.br. «Supermercados Tauste - Faz toda a diferença!». www.tauste.com.br. Consultado em 16 de abril de 2017 
  34. http://www.mercadao9dejulho.com.br, Mercado 9 de Julho -. «Mercadão 9 de Julho :: Desde 1928». www.mercadao9dejulho.com.br. Consultado em 15 de abril de 2017 
  35. Lauria, Bianca (14 de outubro de 2015). «Você sabe o que são cidades-irmãs?». Marília Global. Consultado em 30 de março de 2017 
  36. http://www.denatran.gov.br/frota2015.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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