Mirante do Paranapanema

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Mirante do Paranapanema
  Município do Brasil  
Igreja Matriz, na Praça Irmãos Okubo.
Igreja Matriz, na Praça Irmãos Okubo.
Símbolos
Bandeira de Mirante do Paranapanema
Bandeira
Brasão de armas de Mirante do Paranapanema
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital do Pontal e da Reforma Agrária"
Gentílico mirantense
Localização
Localização de Mirante do Paranapanema em São Paulo
Localização de Mirante do Paranapanema em São Paulo
Mapa de Mirante do Paranapanema
Coordenadas 22° 17' 31" S 51° 54' 21" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Norte: Santo Anastácio;
Sul: Jardim Olinda (Paraná);
Leste: Presidente Bernardes e Sandovalina;
Oeste: Marabá Paulista e Teodoro Sampaio
Distância até a capital 616 km[1]
História
Fundação 29 de novembro de 1953 (66 anos)
Emancipação 30 de dezembro de 1953 (66 anos)
Aniversário 29 de novembro
Administração
Prefeito(a) Átila Ramiro Menezes Dourado (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 237,847 km²
População total (Censo IBGE/2010[3]) 17 064 hab.
Densidade 13,8 hab./km²
Clima Tropical de Altitude (Cwa)
Altitude 448 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,735 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 110 812,095 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 6 167,53
Outras informações
Padroeiro(a) Santa Terezinha
Sítio Sítio oficial (Prefeitura)
Sítio oficial (Câmara)

Mirante do Paranapanema é um município brasileiro do estado de São Paulo. Fundado em 29 de novembro de 1953, Localiza-se a uma latitude 22º17'31" sul e a uma longitude 51º54'23" oeste, estando a uma altitude de 448 metros. Sua população estimada pelo IBGE em 2010 era de 17.064 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Costa Machado e Cuiabá Paulista[6][7].

É o município que mais tem estradas rurais em extensão da região de Presidente Prudente. Sua economia é baseada no comércio e na agricultura. O ator e cantor Tony Tornado é natural do município.

História[editar | editar código-fonte]

Surgimento e emancipação[editar | editar código-fonte]

A história de Mirante do Paranapanema começa a ser construída entre os anos de 1916 a 1918, quando Labieno da Costa Machado, natural do município de São José do Rio Preto, resolve conhecer e colonizar uma área de 120 mil alqueires de terras, que considerara herança de seu pai, de nome José da Costa Machado, um influente político que chegou a ocupar importantes cargos públicos no Brasil, como a presidência da Província de Minas Gerais entre os anos de 1867 e 1868. Labieno ocupou suas terras griladas por meio de uma colonização intensiva, propiciando o surgimento de um povoado o distrito de Costa Machado, pertencente ao município de Santo Anastácio a época.[8]

Em 1921, teve início a chegada dos primeiros imigrantes europeus também nas proximidades de Costa Machado. Chegavam com suas famílias principalmente espanhóis e italianos, também vieram húngaros, romenos, tchecos, lituanos, libaneses, portugueses e alemães. Esse primeiro processo migratório se estendeu até o início da década de 30.

Em meados de 1928, chegam em Bauru, muitos imigrantes japoneses, para trabalhar nas grandes fazendas de café. Em meio a esse contingente de pessoas, estavam dois jovens, Iraku Okubo, e outro mais novo, seu irmão, Takeo Okubo. Em 1944, os dois irmãos adquiriram da colonização de Dr. Labieno da Costa Machado, uma gleba de 250 alqueires ainda coberta de mata, após três anos da compra, destinou uma área de 50 alqueires para a formação de um núcleo populacional com o nome de Palmital, que mais adiante viria a ser o atual município de Mirante do Paranapanema.[8]

Em meados de 1946, os irmãos japoneses Iraku e Takeo Okubo, resolveram lotear parte dos 250 alqueires de terras que haviam adquirido. Uma área de 40 alqueires foi loteada e logo se transformou num patrimônio. O primeiro comprador de um lote de terra foi Manuel Rodrigues. O progresso do município que ia se formando era tão grande que assustava, principalmente os jornalistas japoneses, que por ser o município fundado por seus patrícios, despertava um grande interesse. Um deles chega a escrever que o município, aos domingos aparentava ser um "formigueiro", em função do grande número de pessoas transitando pelas ruas de terra. Na atual rua Alberto Shiguero Tanabe, não se podia passar carros, em função de tanta gente e animais. Em 1949 surge a sede provisória da Colônia Japonesa e em 1952 se constrói a definitiva. Segundo os jornais japoneses, em 1947 custavam dois contos cruzeiros um alqueire de terra no sítio e dois mil cruzeiros um lote no município, em 1953, um lote no município já estava custando cinquenta mil cruzeiros. O período entre 1951 e 1952 foi, o que apresentou o maior progresso do bairro.[9]

Em 1953 o movimento da Estrada de Ferro Sorocabana na estação de Santo Anastácio, só perdeu para Avaré, quase tudo do Bairro Palmital. Naquele ano, das 70 mil sacas de semente de algodão plantadas em todo o município de Santo Anastácio, 50 mil foram no Bairro Palmital. Foram plantados naquele ano cerca de 12.000 ha de algodão no Município, cerca de 70% no Bairro Palmital.[9]

Esse período se estende até 1953 quando ocorre a emancipação. O grande marco desse período foi a chegada do contingente de migrantes nordestinos, povo que tanto contribuiu e marcou a história deste município. Segundo o "Jornal de São Paulo" em edição de 30 de maio de 1953, destinado aos imigrantes japoneses, o periódico afirmava que em 1953 existiam 5 mil famílias no bairro Palmital das quais 110 eram de imigrantes japoneses. Em 1953 foi criado o Kaikan, em atividade até a contemporaneidade na cidade, trata-se de um clube em sede de associação com vínculo entre os descendentes japoneses.

Reforma Agrária[editar | editar código-fonte]

É de extrema importância para o município de Mirante do Paranapanema, a discussão acerca da reforma agrária, uma vez que quando comparado com outros municípios do Pontal do Paranapanema é o que mais possuí assentamentos desta espécie na região e no país. A concentração fundiária no oeste do Estado de São Paulo em especial nos municípios do Pontal ocorreram por intermédio da grilagem de terras que datam da segunda metade do século XIX, após a promulgação da Lei de Terras em 1850, o principal movimento social que luta pela implantação da reforma agrária no Brasil desde as décadas de 1980 e 1990 e na contemporaneidade é o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

O movimento do MST iniciou atividades em Mirante do Paranapanema no ano de 1991. O primeiro ato ocorreu no mesmo ano, às margens da Rodovia Arlindo Bettio, no município de Teodoro Sampaio, famílias do acampamento João Batista da Silva ocuparam, em 23 de março de 1991, uma área de 2.872 hectares da fazenda São Bento, em Mirante do Paranapanema. A fazenda possuía cerca de 5.106 hectares e estava sob o domínio de Antônio Sandoval Neto, famoso grileiro da região.

Desse imóvel, 2.872 hectares haviam sido classificados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) como latifúndio por exploração em 25 de novembro de 1986 por meio do Decreto nº 94.161. A partir do dia 23, mais 24 famílias procedentes de Mirante do Paranapanema e de municípios vizinhos também acamparam na São Bento.

O Governo do Estado de São Paulo, criou em 1991, o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), para responder às novas demandas impostas na seara da organização de assentamentos estaduais, na regularização fundiária e na mediação dos conflitos,[10] em 1995, 1800 famílias junto ao MST ocuparam as fazendas Haroldina e Arco-íris, que juntas constituíam uma área de 7.617 hectares, para a realização dessa ocupação, o movimento buscou mobilizar o maior número possível de famílias, de modo que participaram trabalhadores das mais diferentes condições e situações: boias-frias empregados e desempregados, pequenos e grandes arrendatários e desempregados das usinas da companhia estadual de energia. Diversas prefeituras da região ofereceram ônibus para que os grupos de seus municípios vizinhos, da região de Araçatuba e do norte do Estado do Paraná pudessem se deslocar até as áreas das ocupações.[11]

O período anterior a conquista dos assentamentos estava fundamentado na exploração da monocultura do algodão, amendoim e a criação de gado de corte, posteriormente a implementação dos lotes de sítio por advento de reforma agrária pode-se testemunhar uma alteração na paisagem de todo o município, a exemplo do Assentamento São Bento, que abriga na atualidade em sua área o maior número de famílias residentes, se apercebe uma produção agrícola familiar diversa como a produção leiteira, animais para o comercio como bezerros, bois, vacas, o cultivo de vários produtos como: melancia, café, manga, feijão, milho, coco, urucum, hortaliças, mandioca, constituindo-se a produção de subsistência voltada para alimentar a família sendo o excedente comercializado.[12]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem do Cristo na entrada da sede do município, trata-se de um dos seus monumentos.

Possui uma área de 1.237,847 km².

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 16.213

  • Urbana: 9.833
  • Rural: 6.380
  • Homens: 8.272
  • Mulheres: 7.941

Densidade demográfica (hab./km²): 13,10

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 20,95

Expectativa de vida (anos): 68,71

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,29

Taxa de alfabetização: 83,30%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,735

  • IDH-M Renda: 0,653
  • IDH-M Longevidade: 0,729
  • IDH-M Educação: 0,824

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Mirante do Paranapanema abriga em seu território um dos principais rios do estado de São Paulo, o rio Paranapanema que é um divisor natural dos territórios dos estados de São Paulo e Paraná. O município ainda é banhado pelos flumes Pirapozinho, Costa Machado, Engano, Nhancá e Cuiabá. Além disso o município conta com um grande número de córregos em sua área territorial.

Saneamento[editar | editar código-fonte]

A oferta de água e tratamento de esgoto em Mirante do Paranapanema, é realizada pela companhia estadual de abastecimento, Sabesp, segundo informa Painel de Informações de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional em 2018, o município possuía 98.79% de sua população em área urbana atendida com abastecimento de água, a perda na distribuição do liquido é relativamente baixo 19.82%. No entanto, quando analisado a distribuição a considerar a população total, inclusive as que se encontram em área rural o índice diminui consideravelmente para 58.17%. O tratamento de esgoto, também é analisado no estudo, segundo a pesquisa o índice de tratamento de esgoto em suas etapas é de 100%, ou seja é em todo realizado, contudo o esgoto tratado referido à água consumida é de 87.90%, sendo da população total de 43.77%.

92.9% das vias urbanas de Mirante do Paranapanema são pavimentadas na via-urbana, as redes ou canais pluviais subterrâneos na área urbana correspondem 23.8% do total, ainda segundo o estudo é provável que em razão dos estudos 1% dos domicílio urbanos estejam sujeitos a inundação.[13]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-272- Rodovia Olímpio Ferreira da Silva
  • SP-563- Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo
  • SP-613- Rodovia Arlindo Béttio

Festejos[editar | editar código-fonte]

Logotipo do evento Mirante Folia.

Com uma população de matriz nordestina, nas últimas décadas foram as principais festividades do município de Mirante do Paranapanema, o celebre carnaval fora de época "Mirante Folia", lançado em primeira edição no ano de 1994, o evento que alcançou 21 edições encerrou-se em 2014 em razão dos altos custos do poder público em torná-lo possível, no entanto a micareta marcou a história do turismo de eventos de todo o interior paulista, principalmente na região do Pontal do Paranapanema, por contar em suas edições com grandes estrelas do axé brasileiro como: Asas da América, Capilé, Terra Samba, Banda Eva, Ara Ketu, Batom na Cueca e Valneijós.

Da mesma maneira, que o axé é considerado o símbolo do nordeste brasileiro, o sertanejo também vem a ser considerado um importante gênero musical deste povo, transportado por tantos nordestinos, nas viagens rumo ao sudeste no século passado, o rodeio em animais sempre fora importante evento no calendário municipal de Mirante do Paranapanema, contudo a partir da consolidação do carnaval fora de época como evento principal, este outro gênero de festividade foi deixado em segundo plano, a retornar no calendário em 2013, quando fora realizada a primeira edição da "Expo Mirante", que a princípio apenas tratava-se de evento de exposição e feira de produtos e máquinas agrícolas, mas que a partir de sua segunda edição se tornaria o evento de rodeio e show musical principal na atualidade.

Governo e Política[editar | editar código-fonte]

Poder Executivo

O poder executivo do município de Mirante do Paranapanema é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro prefeito eleito do município foi José Quirino Cavalcante em 1954 e o atual é Átila Ramiro Menezes Dourado (PSDB), eleito no primeiro turno das eleições municipais de 2016, com 51,48% dos votos válidos, tendo como vice-prefeita Maria Lúcia de Albuquerque de Góes (MDB).[14]

Poder Legislativo

A Câmara Municipal de Mirante do Paranapanema é composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Na atual legislatura, iniciada em 2017 e com encerramento no final do ano de 2020 exercem mandato os seguintes parlamentares:

  • Ângela Tereza Teixeira de Souza (PSDB)
  • Aparecido de Souza Santana (PSD)
  • Climério Costa Lima (PSDB)
  • Danilo Diego Alves da Silva (PSD)
  • Fábio Alexandre Barboza Santos (PSD)
  • Edmilson Moura de Aquino (DEM)
  • Sérgio Antônio de Assis (PSD)
  • Ramiro Ferreira Dourado Júnior (PSDB)
  • Vinicius dos Santos Donato (Solidariedade)[15]

O município se rege por sua lei orgânica, promulgada em abril de 1990.

Atividade jurisdicional

Conforme disposição do próprio texto da lei orgânica, são poderes do município, o executivo e legislativo, desta maneira o exercício da atividade jurisdicional é de competência da justiça estadual, a comarca a qual o município faz parte abrange somente o próprio município de Mirante do Paranapanema, exerce jurisdição na atualidade, o juiz de Direito Rodrigo Antonio Franzini Tanamati. A criação por sua vez da comarca data de 24 de fevereiro de 1964, entretanto a sua instalação ocorreu somente muitos anos depois, em 31 de outubro de 1970, a comarca teve como seu primeiro juiz de Direito, o Sr José de Mello Junqueira e como promotor público, o Sr Antônio Heraldo Ferraz Del Pozzo.[9]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Nome início do mandato fim do mandato
1 José Quirino Cavalcante 1955 1958
2 João Augusto de Almeida 1959 1962
3 Francisco Farias 1963 1966
4 José Marcolino Sobrinho 1967 1970
5 Justino de Souza Trindade 1970 1973
6 Francisco Cândido Marcolino 1973 1977
7 João Augusto de Almeida 1977 1983
8 Cecílio Manoel de Lira 1983 1988
9 João Augusto de Almeida 1989 1992
10 Núbio Pinto de Medeiros 1993 1996
11 João Tadeu Saab 1997 1999 [nota 1]
12 Celso de Sá 1999 2000 [nota 2]
13 Carlos Siqueira Ribeiro (Kalu) 2001 2004
14 Eduardo Quesada Piazzalunga 2005 2012
15 Carlos Alberto Vieira (Carlinhos) 2013 2016
16 Átila Ramiro Menezes Dourado 2017 2020

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Mirante do Paranapanema, é sede de uma das 91 diretorias de ensino do Estado de São Paulo, criada mediante o Decreto Estadual nº 25.000 de 16 de abril de 1986, o início de suas atividades, porém se iniciaram em 09 de março de 1987, sendo a Professora Leoni Joppert de Sousa, a primeira a chefiar a diretoria, a diretoria acompanha os trabalhos educativos promovidos pelas escolas estaduais do município de Mirante do Paranapanema e de outras sete cidades: Estrela do Norte, Euclides da Cunha Paulista, Narandiba, Sandovalina, Tarabai, Teodoro Sampaio e Rosana.[16][17]

A primeira instituição de ensino de Mirante do Paranapanema, foi o Grupo Escolar do Bairro Palmital, criado em 1949, portanto anteriormente a emancipação do município, em 1962, após a elevação de Mirante do Paranapanema para categoria de município, a instituição escolar alterou sua denominação para Grupo Escolar de Mirante do Paranapanema "Professora Joana Costa Rocha", a escola ofertava educação básica na etapa ensino fundamental I. Em 2010, porém, a referida escola teve seu ensino municipalizado[18], desde sua criação o ensino era ofertado pelo Governo Estadual, como o município de Mirante do Paranapanema na esfera municipal, já possuía de forma paralela, outra instituição pública que ofertava o mesmo ensino, a Escola Municipal Professora Zenóbia Gregório Campelo Cabral, as dependências da Escola Estadual Joana Costa Rocha foram cedidas a municipalidade.

E.E. José Quirino Cavalcante[editar | editar código-fonte]

Em 24 de janeiro de 1957, foi fundada a "Escola Estadual José Quirino Cavalcante", pela Lei Estadual nº 3.747 com o nome de Ginásio Estadual de Mirante do Paranapanema, em 21 de fevereiro de 1969, por meio do decreto nº 51.407 foi criado o Curso Colegial, como na data da criação da instituição, ainda encontrava-se vivo o Sr José Quirino Cavalcante, o nome da instituição até o ano de 1976, foi então "Maria Aparecida de Azeredo Passos", somente em 15 de maio de 1976, após a morte do primeiro prefeito do município a escola passou a ter a denominação que mantém até a atualidade.

O antigo prédio da Escola Estadual "José Quirino Cavalcante" foi construído em 1960, e só veio a receber a primeira reforma 26 anos mais tarde, desde de sua edificação foi considerado pelos mirantense como um "cartão postal", mas com o tempo a bela estrutura foi dando lugar a uma aparência deplorável, principalmente na parte externa, além do problema da segurança, com sérios problemas na parte interna, infiltração de água quando chovia, que além de comprometer a parte elétrica, proporcionava que algumas salas de aula ficassem totalmente alagadas, sem quaisquer condições de uso, estragando assim o assoalho das classes e o mobiliário.

Em 1997, o prédio da escola foi interditado, a última data de seu funcionamento é de 13 de junho de 1997, o projeto de construção do novo edifício foi divulgado pela então diretora em cerimônia de formatura em dezembro do referido ano. Em julho de 1998, o novo prédio da escola começa a ser construído pela Secretaria da Educação através da FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação. Com o avanço tecnológico da indústria da construção em pouco mais de oito meses o prédio estava praticamente construído e veio a ser liberado para ocupação já no início de agosto de 1999, todos gostaram do novo prédio, apesar de ser menor e menos suntuoso como foi a primeira construção. [17]

Educação nos distritos[editar | editar código-fonte]

Um ano antes da emancipação política de Mirante do Paranapanema, foi criada no atual distrito de Costa Machado, em 05 de agosto de 1952, a Escola Mista da Fazenda Costa Machado, destinada a atender alunos de 1ª a 4ª série, em 1966 a instituição passou a denominar-se Grupo Escolar Profª Zulenka Rapchan[19], a denominação homenageia a filha de Francisco Rapchan e Carolina Mucha Rapchan, nascida em 1947 na cidade de Santo Anastácio, docente desde 1958, que no dia 28 de novembro de 1966, foi brutalmente assassinada sem motivo justificável enquanto se encaminhava a instituição onde lecionava, hoje a instituição oferta ensino destinado ao ensino fundamental II e ensino médio. A educação infantil em Costa Machado é ofertada pelo município, por meio das atividades desenvolvidas pela Creche Municipal Nossa Senhora de Fátima e os anos inicias do ensino fundamental pela Escola Municipal Donato Joaquim Leite.

A Escola Estadual Kosuke Endo, cuja denominação é homenagem ao criador do distrito de nome homônimo, foi criado em 1970, mediante o Decreto Estadual nº 52.579 de 1970, entretanto o início das atividades da instituições ocorreram somente em abril de 1971, a escola oferta todo curso do ensino fundamental e do ensino médio. A educação infantil é ofertada pelo município, por meio das atividades desenvolvidas pela Creche Municipal Minoru Matsura.

Educação no campo[editar | editar código-fonte]

A 23 quilômetros da sede do município de Mirante do Paranapanema, encontra-se a EE Fazenda São Bento, importante instituição de ensino de primeiro e segundo grau, criada em 1997, a escola localiza-se em áreas próximas a assentamentos para atender filhos de assentados, a estrutura inicial da escola não atendia as necessidades da coletividade, algo que somente foi sanado de forma gradual com a passagem dos anos e solicitações a Secretária da Educação do Estado e ao Governo do Estado.

Há ainda uma segunda instituição localizada na área rural de Mirante do Paranapanema, a Escola Rural do Bairro Novo Paraíso, criada em 1963 que em 1984 passou a denominar-se "EEPG Shizuo Nishikawa", em 1999, a denominação tornou-se "EE Shizuo Nishikawa".

Notas

  1. O Prefeito João Tadeu Saab foi cassado em 10 de maio de 1999
  2. O Vice-prefeito Celso de Sá assume a Prefeitura em 11 de maio de 1999

Referências

  1. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  7. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  8. a b Ramalho, Cristiane Barbosa, UNESP. (2002). «Impactos socioterritoriais dos assentamentos rurais no município de Mirante do Paranapanema - região do Pontal do Paranapanema-SP». Aleph: v, 144 f.: il. + mapas 
  9. a b c SANTOS, Milton. «História do Município». www.cmmirantedoparanapanema.sp.gov.br. Consultado em 17 de novembro de 2019 
  10. MAZZINI, Eliane de Jesus Teixeira. UNESP (23 de julho de 2007). «Assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema - SP: uma política de desenvolvimento regional ou de compensação social?». Aleph: 311 f. : il + mapas 
  11. SANTOS, Milton. «História Mirante - Memória e História». sites.google.com. Consultado em 30 de junho de 2020 
  12. OLIVEIRA, Luciano Benini de. «Estudo da juventude no Assentamento São Bento - Mirante do Paranapanema /SP: Renúncia ou resistência ao território camponês?». DocGo.Net (em inglês). Consultado em 1 de dezembro de 2019 
  13. «Acompanhamento da coleta». appsnis.cidades.gov.br. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  14. «Dr. Átila é eleito prefeito de Mirante do Paranapanema». Eleições 2016 em Presidente Prudente e Região. 2 de outubro de 2016 
  15. «CÂMARA MUNICIPAL DE MIRANTE DO PARANAPANEMA». www.cmmirantedoparanapanema.sp.gov.br. Consultado em 21 de novembro de 2016 
  16. «A Diretoria – Diretoria de Ensino – Região de Mirante do Paranapanema». demparanapanema.educacao.sp.gov.br. Consultado em 28 de junho de 2020 
  17. a b SANTOS, Milton. «História Mirante - Educação». sites.google.com. Consultado em 28 de junho de 2020 
  18. «MUNICIPALIZAÇÃO: 151 ESCOLAS DEIXAM DE SER ESTADUAIS». professor temporário. 7 de janeiro de 2010. Consultado em 28 de junho de 2020 
  19. «Denominação da Escola Estadual Profª Zulenka Rapchan». www.al.sp.gov.br. Consultado em 11 de julho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]