Centro de Valorização da Vida

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Logotipo e slogan.

Fundado em São Paulo em 1962[1], o Centro de Valorização da Vida é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio, desenvolvido pelos Postos do CVV em todo o Brasil. Através dos postos espalhados por todo o país, presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todos.

Em 1977, começou a expandir-se para outras cidades do país, estando hoje em quase todas as capitais e diversas cidades do interior do Brasil. São aproximadamente 110 postos e cerca de 3.400 voluntários que se revezam para o atendimento 24 horas por dia, nos 365 dias, não portando ser domingos e feriados[2]. Esse atendimento é prestado por telefone 188, grátis para todo o Brasil[3], e-mail, pessoalmente nos postos e via chat, sendo a primeira entidade do gênero no mundo a prestar atendimento via chat. A história do CVV está registrada no livro "Como Vai Você - CVV, 50 anos ouvindo pessoas", da Editora Aliança.

No dia 10 de março de 2017, o Ministério da Saúde firmou uma parceria com o CVV, permitindo que as ligações se tornassem gratuitas. Estados como o Rio Grande do Sul já permitiam ligações gratuitas desde 2015.[4] Bahia, Maranhão, Pará e Paraná foram os últimos estados a terem gratuidade.[3]

Como é mantida a instituição[editar | editar código-fonte]

A instituição é mantida com as contribuições dos próprios voluntários e por doações de pessoas e segmentos da sociedade. Tem personalidade jurídica e não está vinculada com qualquer religião, governo ou partido político.

Programa CVV[editar | editar código-fonte]

Organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde e a AIPS - Associação Internacional para Prevenção do Suicídio reconhecem a importância de programas como o do CVV e, no Brasil, outras iniciativas foram criadas, inclusive pelo Ministério da Saúde.

Atualmente o CVV cria e apoia iniciativas de ajuda emocional e prevenção do suicídio por meio de novos programas e atividades comunitárias. CRC - Caminho de Renovação Contínua (grupos de encontro de ajuda emocional); Escola de Valorização da Vida (autoconhecimento); GASS - Grupos de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio (familiares e amigos enlutados, ajuda emocional mútua); Estação Amizade (palestras para jovens e adolescentes; e rodas de conversa sobre convívio e problemas emocionais).

Saúde Mental - O CVV Francisca Júlia é uma comunidade terapêutica instalada em São José dos Campos com a finalidade de amparar pessoas com crise suicidas e outros transtornos mentais. São leitos, ambulatórios e centros de convívio mantidos pelo CVV e conveniados com o SUS.

Observações[editar | editar código-fonte]

  • No Brasil, o CVV é reconhecido como serviço de utilidade pública pelo Ministério da Saúde, pertencendo às organizações do terceiro setor.
  • Nos primórdios, o Programa CVV recebeu influência dos Samaritanos Internacionais, grupo fundado pelo Reverendo Chad Varah, em 1953, na Inglaterra. Os atendentes do Programa CVV, todos voluntários, possuem as mais diversas formações. Enquanto em atividade no CVV, deixam ao lado o "eu profissional" e focam apenas o seu "eu voluntário".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CVV, CVV (2000). Como Vai Você - CVV, 50 anos ouvindo pessoas. Rio de Janeiro: Aliança 
  2. «O CVV». CVV Oficial. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  3. a b «Ligação para prevenção de suicídio pode ser feita gratuitamente em todo Brasil». G1 
  4. «Ministério da Saúde faz parceria com CVV e ligações passam a ser gratuitas». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]