Duartina

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Município de Duartina
Bandeira de Duartina
Brasão de Duartina
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 11 de dezembro de 1926 (90 anos)
Gentílico duartinense
Lema Divide Et Impera
Padroeiro(a) Santa Luzia
CEP 17470-000
Prefeito(a) Juninho Aderaldo (PPS)
(2017–2020)
Localização
Localização de Duartina
Localização de Duartina em São Paulo
Duartina está localizado em: Brasil
Duartina
Localização de Duartina no Brasil
22° 24' 50" S 49° 24' 14" O22° 24' 50" S 49° 24' 14" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Bauru IBGE/2008[1]
Microrregião Bauru IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Lucianópolis, Cabrália Paulista, Gália, Fernão, Piratininga e Avaí[2]
Distância até a capital 366 km
Características geográficas
Área 264,281 km² [3]
População 12 251 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 46,36 hab./km²
Altitude 520 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,775 elevado PNUD/2000[5]
PIB R$ 113 996,614 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 922,02 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura http://www.duartina.sp.gov.br/

Duartina é um município brasileiro do interior do estado de São Pauloregião sudeste do Brasil. Localiza-se à noroeste da capital do estado, da qual dista 366 Km em linha reta, 375 Km (via Rodovia Castello Branco/BR 369) e 380 Km (via Rodovia Castello Branco/Marechal Rondon). Limita-se com os municípios de Cabrália PaulistaLucianópolisAvaí, Fernão, Gália e Piratininga. Três rodovias estaduais cortam o município, sendo elas a SP 294 (Rod. Comandante João Ribeiro de Barros), SP 293 (Rod. Lourenço Lozano) e SP 315 (Rod. Antônio João Garbulho). 

Duartina emancipou-se de Piratininga por meio de proposta apresentada pelo então deputado estadual Eduardo Vergueiro de Lorena. O nome dado à estação ferroviária da localidade passou a ser o nome do município; deste modo, Santa Luzia do Serrote passou oficialmente a chamar-se Duartina. Seguindo a tendência estadual e federal, o grande empregador do município é o setor de serviços.

O município integra o Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista, formado pelos municípios de AgudosAvaíArealvaBauru, [null Duartina], IacangaLençóis PaulistaMacatubaPederneiras e Piratininga, com vocação para o turismo cultural, histórico e rural. Em Duartina os principais atrativos turísticos são o Ecoparque Ciro Simão, a Igreja Matriz de Santa Luzia, a Praça Embaixador Pedro de Toledo, o Museu Histórico Municipal, o Pesqueiro Santa Luzia e a Casa do Artesão. 

Igreja Matriz de Santa Luzia

História[editar | editar código-fonte]

A Formação da povoação[editar | editar código-fonte]

Os primeiros povoamentos situados na região do Rio Alambari, foram registrados oficialmente em 1847, quando esta foi qualificada como zona eleitoral de Itapetininga, sendo esses povoados ligados à então recém-criada freguesia de Botucatu. Com a sanção da lei de regulamentação de terras pelo governo imperial em 1850, muitos pioneiros compareceram perante o vigário de Botucatu, registrando as posses na região do rio Alambari. Estes pioneiros traziam consigo planos de aquisição de grandes extensões de terras para o plantio de café, que na ocasião posicionava-se em primeiro lugar na pauta de produtos de exportação do Brasil.

Os primeiros moradores a se fixar na região que compreende o atual município de Duartina foram Joaquim Braz de Souza e Baptista Martins, que iniciaram suas plantações de café demarcando a Fazenda do Serrote, que recebeu esse nome em virtude do Ribeirão Serrote, cujas águas corriam pela propriedade. O nome do rio foi dado pelos pioneiros que chegaram à região, pelo fato de o mesmo cortar (como um serrote) extensa porção de terras.[7]

Em 1919 o Coronel Theodósio Lopes Pedroso, natural de Minas Gerais e erradicado na cidade paulista de São Manuel, adquiriu uma vasta propriedade cujo território abrangia a atual área central do município de Duartina. Esta fazenda recebeu o nome de Santa Luzia devido a sua devoção à referida Santa.

Com o início das plantações, foi detectada em parte da fazenda do coronel, uma faixa de terras cujas características não possibilitavam o bom desenvolvimento de atividades agrícolas. Essa faixa de terras caracterizava-se por ser um solo lixiviado, que em dias chuvosos transformava-se numa plastra barrenta e pegajosa, que dificultava o tráfego de pessoas, animais e carroças; tratava-se do arenito Bauru, predominante nas depressões de parte da região da Alta Paulista.

Com a inutilização da referida faixa de terras, o coronel decidiu doar esses 10 alqueires à diocese de Botucatu, um ano após a instalação de sua fazenda. Os 10 alqueires de terras improdutivas, doados à diocese de Botucatu deram origem ao patrimônio de Santa Luzia do Serrote, cujo nome se deu em função da junção do nome das duas fazendas existentes na região.

A criação do distrito e seu desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 16 de dezembro de 1922, o senado afirmou a criação dos distritos de paz de Santa Luzia do Serrote (atual Duartina), e Bom Jesus do Mirante (atual Cabrália Paulista), no município de Piratininga e comarca de São Paulo dos Agudos (atual Agudos), de acordo com a lei nº 1893. Segundo parecer da Comissão verificadora do governo do estado de São Paulo, o patrimônio de Santa Luzia do Serrote, possuía na época uma população de 3 mil pessoas.

O distrito experimentou desde então um vertiginoso crescimento, atraindo para suas fazendas, nordestinos, mineiros, cariocas, paulistas de outras áreas e imigrantes europeus e japoneses para o trabalho como colonos nas plantações de café. Além destes encontrava-se no distrito pequenos proprietários rurais que se dedicavam à produção de gêneros alimentícios, comerciantes e profissionais liberais. 

Os Imigrantes[editar | editar código-fonte]

Em Duartina os imigrantes geralmente avizinhavam-se de seus patrícios, fazendo surgir bairros de notável predominância étnica, como o bairro de Congonhas, onde predominavam os portugueses, Ribeirão Bonito, italianos e espanhóis e Água da Capoeira japoneses.

Além da Água da Capoeira, havia predominância étnica de japoneses nos bairros: Fuji Barrocão, Kõsei, Mizuho, Konshu e Kuminki. Havia em Duartina diversos bairros rurais de predominância étnica japonesa, sendo que, alguns destes possuíam mais de um nome, sendo o nome dado pelos brasileiros e o nome dado pelos japoneses, como por exemplo: Bairros do Ferreirinha e Duzentos Alqueires em Português = Yamato e Assahi, respectivamente em japonês.

Na região da Água da Onça, havia diversos imigrantes japoneses, que trabalhavam em sua maioria na fazenda do imigrante japonês Kanbe Yanaguiwara, proprietário de maior número de alqueires de terra da região. A fazenda possuía uma escola japonesa de educação primária.

No bairro de Ribeirão Bonito, também havia alguns poucos japoneses, em meio aos italianos e espanhóis, como Daijiro Matsuda, que junto de seus familiares, constituíram-se nos primeiros fiéis da Seicho-No-Ie do Brasil. A família aderiu à filosofia no ano de 1934, através do conhecimento que tomaram da mesma a partir de um livro postado diretamente do Japão ao senhor Oshiro, vizinho da família e recém-chegado ao Brasil.

Dentre os pequenos proprietários de terra de origem japonesa que se destacaram no município estão os irmãos Kiogi e Shiguero Fugita, integrantes da primeira leva de japoneses, que se fixaram na atual região de Duartina no ano de 1914 e adquiriram propriedades rurais no bairro da Água da Capoeira, para o cultivo de algodão e café, introduzindo em 1922, no então distrito, a criação de bicho-da-seda, que se tornaria a âncora econômica regional no período da Segunda Guerra Mundial até os anos 1990.

Diversas ruas da cidade homenageiam cidadãos que contribuíram de alguma forma para seu progresso e crescimento, de modo que, pode-se perceber a representatividade da imigração nos sobrenomes das famílias que se estabeleceram em Duartina. Pode-se destacar as seguintes famílias de acordo com a origem:

  • Italianas: Andreoli, Anzolin, Banhara, Bellodi, Benete/Benetti, Benuto, Bertoni, Betoni, Bim, Bortoloto, Bragiato, Brocanelli, Cabrini, Calesso, Carlone/Carloni, Cequetti, Cestari, Chiquetti, Coleti, Coracini, Cozzi, Dal Vesco, Doretto, Fabro, Fanhani/Fagnani, Fasanaro, Favarini, Favaro, Ferrarezi, Ferrari, Ferrato, Ferro, Finato, Fracarolli, Furlan, Furlanetto, Garbulho/Garbuglio, Giacomini, Grassi, Joaniti/Joanitti, Lozano, Maitan, Mangiolardo, Marani, Maranho, Maronezi, Marsiglio/Marsílio, Menechelli, Mignoni, Negrini, Parussolo, Pavanini, Piveta, Pupo, Preto, Rizo, Rorato, Rotondaro, Rufatto, Sabatini, Sanquetti, Schiavo, Smaniotto, Solimeo, Tonin, Varavallo, Zamparo, Zanin, Zanatta, Zanetti, Zanioto, Zaparolli, Zattoni, Zorzetto, Zuim, Zulian.
  • Japonesas: Akatuti, Akihisa, Fujita, Gohara, Hama, Hashimoto, Hiratsuka/Hiratuka, Horie, Ikeda, Iwata, Komori, Kuboyama, Hoshino, Massuyama, Makita, Matsubara, Matsuda, Miki, Mizumoto, Miyajima, Miyabara, Miyoshi, Mune, Murakami, Nakamura, Nakata, Nishikawa, Oba, Sakamoto, Sakata, Sato, Suguio, Takemori, Takiuti, Tateichi, Uchiyiama, Uehara, Waki, Yamada, Yamaguchi, Yamamoto, Yamashita, Yanagihara/Yanaguiwara, Yukawa.[8][9][10]
  • Portuguesas: Alves, Araujo, Barbosa, Barreto, Barros, Batista, Brito, Cardoso, Carvalho, Chagas, Cipriano, Cordovil, Correa/Correia, Domingos, Fernandes, Ferreira, Figueiredo, Firmino/Fermino, Garcia, Guímaro, Gonçalves, Gouveia, Gusmão, Leme, Lopes, Manso, Martins, Mattos, Mesquita, Monteiro, Neves, Neris, Nunes, Oliveira, Pereira, Porto, Reis, Rocha, Rosa, Simão, Soares, Souza.
  • Espanholas: Alonso, Aredes, Carrenho, Ernandes, Gimenez, Luna, Maldonado, Martinez, Pacheco, Palacios/Palacio, Parra, Prates, Ramires, Rodriguez, Rojas, Vermejo/Bermejo, Zapater.
  • Sírio-libanesas: Chames/Chammas, Gebara, Neme, Sabbag/Sabbagh/Sabage, Massad, Fares Auad, Cury. [11][12]

A emancipação político-administrativa e o declínio da produção de café[editar | editar código-fonte]

As produções de café e algodão eram destinadas ao mercado externo, sendo que tal produção era carregada em lombos de muares até o município de Piratininga, para embarque por via férrea até o porto de Santos.A Companhia Paulista de Estradas de Ferro já planejava estender seus trilhos até a divisa com o atual estado de Mato Grosso do Sul, devido à chegada constante de novos plantadores de café e contingentes populacionais que se estendiam pelo meio oeste do estado de São Paulo. A situação desses pioneiros era de quase total isolamento geográfico, a não ser pelas precárias estradas de terra abertas pelos fazendeiros e coronéis locais. Por estar na influência do traçado projetado pela Companhia Paulista, em 1925, o distrito de Santa Luzia do Serrote foi beneficiado a partir da construção de sua estação ferroviária, tirando a população local da situação de isolamento em que viviam, para a inclusão num novo mundo urbano que surgia com a chegada da linha férrea. 

Após a criação do distrito de paz, o crescimento aumentou em Santa Luzia do Serrote, que ganhou importância após a inauguração de sua estação ferroviária, o que fez surgir entre fazendeiros e moradores, a iniciativa de pleitear junto aos poderes públicos, a criação do município, em cuja época se fazia através de acordo prévio entre lideranças políticas regionais e estaduais, que enxergavam na transformação de pequenos núcleos, em municípios, a oportunidade de ganho da simpatia e consequente resultado nas urnas.

Em 4 anos, a população havia saltado de 3 mil para cerca de 10 mil habitantes, ou seja, um aumento percentual de mais de 200%, salto este, que o município não mais presenciou. Em 11 de dezembro de 1926, sob a lei de número 2151, do projeto do deputado estadual Eduardo Vergueiro de Lorena, foi então criado o município de Duartina, abrangendo o distrito policial de Gralha (atual Lucianópolis). O município adotou o nome de sua estação ferroviária, escolhido pela população e autoridades locais em homenagem ao arcebispo de Botucatu, Dom Duarte da Costa, como imposição da Companhia Paulista, de nomear as estações por onde seus trilhos passavam em ordem alfabética, sendo a estação anterior à localidade iniciada pela letra c, “Cabrália Paulista”, e a posterior iniciada pela letra e “Esmeralda”. 

Até o ano de 1928, o café era ainda considerado o “ouro verde” dos fazendeiros paulistas, que auferiam grandes lucros através de sua produção, contudo, a partir de 1929, através da crise, muitos fazendeiros cujos sustentáculos das economias estavam na monocultura cafeeira faliram. Salvaram-se da falência os que além do café produziam algodão, cuja cultura chegou ao auge em 1930, alcançando altos preços no mercado.

Projeção de Duartina como "capital nacional da seda"[editar | editar código-fonte]

A partir de 1941, com a eclosão da guerra do Pacífico, aumentou-se a procura mundial pela seda em decorrência da falta de oferta do produto por parte do Japão, grande produtor mundial, cujas forças estavam canalizadas no conflito. Com isso o preço da seda aumentou consideravelmente, o que motivou integrantes da família Fujita a retomar as atividades sericícolas, plantando inicialmente 3 mil pés de amoreiras, cujas folhas são destinadas à alimentação das larvas do bicho da seda. O mercado em ascensão animou outras famílias japonesas e italianas a entrarem no ramo o que culminou em 5 milhões de pés de amoreiras, distribuídos em pequenas propriedades, numa área de mil alqueires de terra em Duartina

Nesta época houve diversos conflitos entre a colônia japonesa, culminando na cisão da mesma no pós-guerra entre Kachigumis ou “vitoristas” - que acreditavam que o Japão havia ganhado a guerra; e Makegumis ou “derrotistas” - que não acreditavam na vitória do Japão. A colônia japonesa possuía boa reputação em Duartina, bem como boa relação com o delegado local, que aliviava as pressões sobre os mesmos no período da guerra, em que os imigrantes de todo o país enfrentaram uma série de restrições, como proibição de conversas em seus idiomas em locais públicos, ensino dos mesmos nas escolas, fechamento de jornais e revistas de organizações estrangeiras, restrição da liberdade de culto, entre outras.

Não houve conflitos conhecidos entre os japoneses em Duartina, muito embora houvesse quem acreditasse na vitória e quem acreditasse na derrota. O clima de estabilidade entre a colônia japonesa de Duartina permitiu que os produtores continuassem a produção de bicho-da-seda sem passar por inconvenientes que acometiam regiões de influência de facções japonesas que instigavam o ódio aos derrotistas.

Evidência deste clima estável em Duartina foi a fundação das fiações de seda “Santa Luzia” e “Duartina”, por parte de imigrantes japoneses na cidade em 1941, ano de início da Segunda Guerra Mundial, sendo que as mesmas mantiveram-se em funcionamento durante todo o decorrer da guerra, sem que seus proprietários e funcionários de origem nipônica sofressem represálias. A produção duartinense de seda foi considerada entre as melhores do estado, seja a de casulos, seja a de ovos de bicho-da-seda.

Em 1958 a colônia japonesa do Brasil completou seu cinquentenário de imigração. Em Duartina a colônia organizou desfiles pelas ruas da cidade, promoveram bailes, competições esportivas, concursos de beleza entre as jovens, doou uma fonte luminosa afixada na praça central entre outros. Havia um alto grau de integração entre a colônia japonesa do município na época, representando as atividades desenvolvidas pelos membros da colônia japonesa associados ao Duartina Nihon-jinkai, no entanto a maioria das atividades eram destinadas aos jovens, o que culminou no fim das mesmas posteriormente, graças a migração de boa parte dos mesmos para grandes centros em busca de trabalho e estudo.

A Tenrikyo de Duartina foi fundada no ano de 1961 pela família Mabuchi, que chegou ao Brasil na década de cinquenta como missionários desta igreja. Nessa mesma época, também como missionários, chegou à Duartina a família Miyoshi.

Duartina também experimentou da política de comércio exterior do Japão através da instalação da fiação Gunsan S/A, do grupo Gunze Sangio, de capital japonês, que chegou em 1970 ao município através da iniciativa dos imigrantes japoneses Yamada e Yamaguchi. A fiação foi comprada na década de 80 pela fiação de seda Bratac, fruto da união de descendentes de japoneses do município de Bastos, instalando então sua unidade fabril em Duartina. A partir da década de 1970, o município passou a sofrer um substancial decréscimo em sua população, uma vez que as atividades agrícolas se mantinham em crescente estagnação e grandes cidades despontavam oferecendo melhores condições de emprego, ocasionando grande e progressivo êxodo rural, situação observada em todas as regiões do país.

 A atividade econômica que persistiu fortemente em Duartina foi a sericicultura, o que levou a cidade a ostentar o título de capital nacional da seda. As tecelagens instaladas no município, que compravam a produção de casulos das propriedades familiares, formaram um verdadeiro exército de mão de obra feminina, contratando poucos homens para o trabalho na linha de produção, forçando muitos à emigração. 

Anos 80 e 90 e a crise demográfica[editar | editar código-fonte]

A seda passou a ser o sustentáculo da economia duartinense, remodelando a zona rural, de modo que as grandes fazendas produtoras de café e algodão passaram a ser retalhadas em pequenas áreas para o cultivo de amora para alimentação das larvas do bicho-da-seda por parte dos antigos colonos das fazendas, já os antigos fazendeiros, que mantinham suas terras passaram a investir na pecuária, todas atividades rurais que dependiam de número muito reduzido de trabalhadores, se comparado às antigas lavouras. O acréscimo na população observado na década de 80, pode se dar ao fato dos altos índices a que chegaram a produção duartinense de seda nas fiações, que trabalhavam noite e dia com divisão de turnos para atender a demanda internacional pelo produto, gerando na cidade um verdadeiro exército de mão de obra “feminina”.

Nos anos 90, um novo decréscimo voltou a ocorrer, o mercado de seda entrou em declínio e diversas tecelagens fecharam suas portas, sendo assim, a população local foi obrigada a buscar emprego em cidades maiores. Nesta mesma década o município recebeu um grande contingente de aposentados procedentes principalmente da região metropolitana de São Paulo, que compraram terrenos no perímetro urbano para a construção de amplas residencias para moradia, o que gerou uma forte especulação imobiliária na cidade e se tornou junto à falta de empregos, fator decisivo para a mudança de parte da população para cidades maiores. 

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 22º24'52" sul e a uma longitude 49º24'14" oeste, estando a uma altitude de 520 metros. Sua população estimada em 2004 era de 12.772 habitantes.

Possui uma área de 264,281 km².

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Urbanos[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • Jardim Alves de Souza
  • Loteamento Casarim
  • Residencial Santa Luzia (Planur)
  • Residencial Villa Flora
  • Núcleo Habitacional Décio Luiz Salzedas
  • Núcleo Habitacional José Sebastião Pupo
  • Vila Marsiglio
  • Vila Salomão Sabbag (Vila Duartina)
  • Vila São Paulo

Rurais[editar | editar código-fonte]

  • Aguinha
  • Água Branca
  • Água da Capoeira
  • Água da Onça
  • Água do Braz
  • Barrocão
  • Duzentos Alqueires
  • Ferreirinha
  • Mundo Novo
  • São José
  • Serrote

Administração[editar | editar código-fonte]

Cidadãos ilustres[editar | editar código-fonte]

  • Expedicionário Antonio Aparecido (Voluntário duartinense morto em combate na Segunda Guerra Mundial);
  • Muíbo CuryAtor, compositorradialista e dublador nascido em Duartina; trabalhou mais de 50 anos na Rádio Bandeirantes);
  • José Cozzi (Alfaiate proprietário da tradicional alfaiataria J. Cozzi na capital paulista. Nasceu em Duartina na década de 40, onde iniciou-se no ofício);[15]
  • Lúcia Hiratsuka (Artista plástica duartinense ganhadora do Prêmio Jabuti em Ilustração de Livro Infantil e Juvenil nos anos de 2006 e 2012;
  • Pedro Tobias (Deputado estadual condecorado com o título de cidadão duartinense em junho de 2006);
  • Milton Monti (Deputado federal condecorado com o título de cidadão duartinense em dezembro de 2016).

Esporte[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Mapas» 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». ww2.ibge.gov.br. Consultado em 23 de novembro de 2017 
  8. Yumpu.com. «Caminhos - A história da família Miki - Imigrantesjaponeses.com.br». yumpu.com 
  9. BRASIL, SEICHO-NO-IE DO. «SEICHO-NO-IE DO BRASIL - Artigos». Artigos do site da SEICHO-NO-IE DO BRASIL. Consultado em 2 de dezembro de 2017 
  10. «http://www.tenrikyo.org.br/palestras-1/servico-mensal-da-sede-missionaria/2009-07_isao-miyoshi?tmpl=/system/app/templates/print/&showPrintDialog=1». www.tenrikyo.org.br. Consultado em 2 de dezembro de 2017  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  11. «Árabes». baudememorias.pederneiras.sp.gov.br. Consultado em 25 de novembro de 2017 
  12. ME., uebTech Tecnologia da informação LTDA. «http://www.ferroviariasa.com.br/ver-historia/sou-natural-de-duartina-cidade-do-interior». www.ferroviariasa.com.br. Consultado em 6 de dezembro de 2017  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  13. «Juninho Aderaldo 23 (Prefeito)». Eleições 2016. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  14. «Luciano Japonês 23 PRB (Vice-Prefeito) Duartina - Guia Eleições 2016». Guia de Candidatos – Eleições 2016. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  15. «Os últimos da espécie: alfaiate | VEJA SÃO PAULO». VEJA SÃO PAULO 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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