BR-369

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Identificador  BR-369 
Tipo Rodovia diagonal
Extensão 1 218,7 km (757,4 mi)
Extremos
 • norte:
 • sul:

Entroncamento com a BR-494 em Oliveira, MG
Cascavel, PR
Interseções BR-267
BR-050
BR-364
BR-374
BR-153
Rodovias Federais do Brasil
Entroncamento da rodovia BR-369 (km 158), com a rodovia PR-445 (km 82), na divisa entre os municípios de Londrina e Cambé.
BR-369 próximo a Boa Esperança.

A BR-369 é uma rodovia federal diagonal brasileira. Anteriormente conhecida como Rodovia dos Cereais, a rodovia BR-369 inicia-se no entroncamento com a BR-494, no município de Oliveira em Minas Gerais, e atravessa o estado de São Paulo e parte do Paraná até a cidade de Cascavel. Entre os municípios atravessados pela BR-369 destacam-se: Alfenas, Poços de Caldas, São João da Boa Vista, Aguaí, Pirassununga, Brotas, Jaú, Itirapina, Pederneiras, Bauru, Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos, Cornélio Procópio, Londrina, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Campo Mourão, Ubiratã e Cascavel. No estado de São Paulo, a rodovia é denominada primeiro em SP-253, SP-350, trecho da SP-215, SP-201, SP-225, trecho da SP-255, novamente SP-225 e depois SP-327.

Traçado[editar | editar código-fonte]

Começando em Minas Gerais; desde Oliveira, São Francisco de Paula, Campo Belo, Aguanil, Boa Esperança, Campos Gerais, Alfenas, Serrania, Botelhos; já em São Paulo; Caconde pela SP-253 até Tapiratiba pela SP-350 até São José do Rio Pardo e Casa Branca pela SP-215 até Santa Cruz das Palmeiras pela SP-201 até SP-330 e em seguida pela SP-225 em Pirassununga para Analândia, Itirapina/São Carlos, Brotas, Jaú; em seguida pela SP-255 e novamente pela SP-225 para Pederneiras, Bauru e Santa Cruz do Rio Pardo, daí pela SP-327 até Ourinhos; no Paraná; Londrina, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Campo Mourão e Cascavel.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A Rodovia dos Cereais foi criada para escoar a imensa produção agrícola do Paraná, sendo entregues, em 1963 os trechos Maringá - Ourinhos e Uraí - Cornélio Procópio.[2]

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

A rodovia é extremamente importante por escoar produtos da agricultura, pecuária e indústria dos estados do Paraná para São Paulo e vice-versa. Como alguns exemplos, temos a soja, milho, café, carne bovina, papel e celulose, madeira, móveis e outros produtos importantes na região.[3][4][5]

A rodovia também liga o Oeste dos estados do Paraná e de São Paulo com o Paraguai. O Paraguai importa a maioria dos produtos que consome do Brasil (um dos principais fomentadores da economia paraguaia). Portanto, o comércio e o turismo com o Paraguai são fortes na região. Foz do Iguaçu e Ciudad del Este são diretamente beneficiadas pela estrada. [6]

Duplicações não realizadas[editar | editar código-fonte]

A BR-376, assim como as BRs 369 e 277, que formam um triângulo dentro do estado do Paraná, foram concedidas para empresas privadas em 1997, no início da era das concessões de estradas do Brasil. Os contratos valem até 2021. Inicialmente deveriam ser duplicados 995 km de estradas do Paraná, e se prometia à população que o Estado teria rodovias de Primeiro Mundo, impulsionando fortemente o crescimento econômico. Mas logo foram assinados aditivos que retiraram dos contratos duplicações e outras obras. O compromisso de duplicação caiu de 995 para 616 km. Para piorar, em 2019, o que havia sido duplicado não passava de 300 km, mesmo com as tarifas de pedágio subindo todos os anos. O MPF (Ministério Público Federal) então realizou a Operação Integração, que mostrava que as mudanças feitas nos contratos fazem parte de um milionário esquema de propinas. As empresas pagaram ao menos R$ 35 milhões em propinas para conseguir estas mudanças nos contratos. O desvio de dinheiro estimado no esquema dos pedágios chega a R$ 8,4 bilhões. Alguns dos citados pelo MPF de receber estas propinas são: Jaime Lerner, Roberto Requião e Beto Richa, todos ex-governadores do Estado do Paraná, e estariam envolvidas as concessionárias Rodonorte, Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Caminhos do Paraná e Viapar.[7]

Para a próxima concessão, a ocorrer em 2021, o Governo Federal, sob o comando de Jair Bolsonaro, e o Governo do Estado do Paraná, sob o comando de Ratinho Jr., pretendem, em conjunto, adotar um modelo com tarifas menores, garantir que as duplicações ocorram rapidamente, e também garantir transparência nos gastos. [8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]