BR-319

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Rodovia Álvaro Maia
País
Identificador  BR-319 
Tipo Rodovia Diagonal
Inauguração 1976[1]
Legislação Lei Federal do Brasil 6337 de 1976[2]
Extensão 885[3] km (550 mi)
Projetado: 29[3] km (28 mi)
Extremos
 • Nordeste:
 • Sudoeste:

Rio Amazonas, Manaus
Porto Velho
Trecho da BR-174 (escudo).svg BR-174  e BR-230.svg BR-230
Interseções BR-364
RO-006
AM-354
AM-254
AM-360
AM-366
Concessionária DNIT
< BR-174 (escudo).svg
BR-174
>
< BR-230.svg
BR-230
>
Lista de rodovias do Brasil

A BR-319 é uma rodovia federal diagonal brasileira, que liga as cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (RO), na Região Norte do Brasil. Ao longo do seu percurso, a rodovia passa pelos estados brasileiros do Amazonas e brevemente por Rondônia. A BR-319 é a única ligação rodoviária disponível entre Manaus e o estado de Rondônia, com todo o restante do Brasil. O trecho de 345,5Km[3] entre Manaus e a localidade de Havelândia (no limite de município entre Manicoré e Beruri) é concomitante com a BR-174.

Ela é o principal acesso a várias cidades do sul do Amazonas, tais como:

Ela também é o principal acesso a várias cidades do norte do Amazonas, tais como:

Sua extensão é de 885 km, dos quais 820,1 no Amazonas e 64,9 em Rondônia[3].

História[editar | editar código-fonte]

A BR-319 foi inaugurada em 1976[1] durante o regime militar brasileiro, dentro do contexto de colonização da Amazônia. Segundo algumas fontes, a obra foi feita as pressas, sem uma fundação de cascalho sob o asfalto. Alguns anos depois a rodovia se tornou intransponível na prática. Atualmente, em 2015, a rodovia tornou-se trafegável e já conta com linha de ônibus de duas empresas que fazem o trajeto Manaus - Porto Velho e Manaus - Humaitá.

Em 2005, o governo federal anunciou a recuperação da BR-319. As obras começaram em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia. Modelos desenvolvidos por cientistas demonstram que essas obras, caso não sejam acompanhadas de ações governamentais sem precedentes na Amazônia, levarão ao desmatamento e ocupação desordenada do entorno da rodovia: Desde o seu anúncio, criaram-se dois assentamentos às margens da estrada (Castanho e Tupanã Igapó-Açu).

A recuperação do trecho intermediário da BR-319, entre os quilômetros 250 e 655,7, foi submetida a um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) executado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e finalizado no início de 2009. A avaliação positiva do EIA pelo IBAMA permitirá a emissão das licenças ambientais para o início das obras. No entanto, devido a diversas inconsistências no estudo, o processo de licenciamento encontra-se paralisado. Um estudo independente realizado pela ONG Conservação Estratégica (Fleck, 2009), lançado no início de 2009, argumenta que esse projeto é economicamente inviável, gerando prejuízos de cerca de 300 milhões de reais para a sociedade brasileira, e acarretará perdas ambientais adicionais de cerca de 1,9 bilhões de reais, nos próximos 25 anos, associadas ao desmatamento induzido pela rodovia, caso não sejam implementadas medidas mitigatórias efetivas de contenção do desmatamento.

Referências

  1. a b Philip M. «Vol.1_Caracterização do Empreendimento» (pdf). Consultado em 30 de setembro de 2015 
  2. Lei Federal do Brasil nº 6.337, de 4 de Junho 1976
  3. a b c d DNIT. «SNV 2015 Completo» (xls). Consultado em 30 de setembro de 2015 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fleck, L. C. (2009). Eficiência econômica, riscos e custos ambientais da reconstrução da rodovia BR-319. Série Técnica No. 17. Conservação Estratégica, Lagoa Santa, MG. ISBN 978-85-99451-06-9. 88 p..

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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