Santa Cruz do Rio Pardo

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Município de Santa Cruz do Rio Pardo
"Santa city"
Bandeira de Santa Cruz do Rio Pardo
Brasão de Santa Cruz do Rio Pardo
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de janeiro
Fundação 20 de janeiro de 1870 (145 anos)
Gentílico santa-cruzense
Lema Omnia in bonum omnium - Tudo para o bem de todos
Prefeito(a) Otacílio Parras Assis (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Cruz do Rio Pardo
Localização de Santa Cruz do Rio Pardo em São Paulo
Santa Cruz do Rio Pardo está localizado em: Brasil
Santa Cruz do Rio Pardo
Localização de Santa Cruz do Rio Pardo no Brasil
22° 53' 56" S 49° 37' 58" O22° 53' 56" S 49° 37' 58" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Assis IBGE/2008[1]
Microrregião Ourinhos IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ourinhos, Canitar, Chavantes, Ipaussu, Bernardino de Campos, Óleo, Águas de Santa Bárbara, Paulistânia, Agudos, Cabrália Paulista, Lucianópolis, Ubirajara e São Pedro do Turvo
Distância até a capital 315 km
Características geográficas
Área 1 116,377 km² [2]
População 46 366 hab. Censo IBGE/2014[3]
Densidade 41,53 hab./km²
Altitude 467 m
Clima Subtropical húmido de verões quentes e invernos secos Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,811 muito alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 708 520,678 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 16 371,00 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santa Cruz do Rio Pardo é um município do estado de São Paulo. Santa Cruz do Rio Pardo, afávelmente chamada de Santa city pelos seus moradores, é ocasionalmente motivo de chacota entre eles mesmos por ser muito pequena. Piadas como: Cidade a 16km da ilha do Lost são frequentes.

História[editar | editar código-fonte]

A origem do município se dá por volta de 1850 quando José Theodoro de Souza e depois Joaquim Manuel de Andrade e Manoel Francisco Soares, sertanistas mineiros colonizaram o distante bairro de Santa Cruz, habitado pelos índio coroados. Uma cruz às margens do rio pardacento e iluminada à noite para espantar os índios daria origem ao nome da cidade.

Tornou-se Distrito em 1852, Município em 1866, Comarca em 1883 e, finalmente, Cidade em 1920.

Originariamente plantava milho e cerais, depois passou à criação de gado bovino e suíno e depois ao plantio de café algodão, alfafa e feijão de irrigação continuada - uma técnica introduzida por italianos por meio da observação do cultivo indígena.

Com a vinda da estrada de ferro Sorocabana transforma-se em grande exportadora de café, e na década de 40 amaior produtora de alfafa do Estado de São Paulo.

Nos anos 50 agricultura,liderada pela cultura cafeeira, entra em decadência. A Estação da Estrada de Ferro Sorocabana é desativada na década de 60 Santa Cruz é, hoje, o 4º Polo calçadista do Estado de São Paulo. Possui cerca de 32 fábricas de calçados, com produção diária de 25 mil pares de sapatos. Por ano, isso significa uma produção de aproximadamente 5 milhões de pares.

O município possui também um Polo Cerealista, o maior beneficiador de arroz do estado de São Paulo. A produção corresponde a cerca de 25% do consumo de arroz do Estado.

Apresenta números relevantes na plasticultura (cultura sob plástico). É a maior representante no estado de São Paulo, com setenta hectares de estufas de hortaliças e legumes. 66% dessa produção é destinada ao Ceagesp e 34% distribuído na região.[6] [7]

Episódio da Intentona Comunista de 1935[editar | editar código-fonte]

Em 1934, durante o governo Vargas, alguns cidadãos de Santa Cruz do Rio Pardo começaram a organizar-se em torno do Partido Comunista Brasileiro, já quando esse estava na ilegalidade. Luis Carlos Prestes enviou teóricos como Antônio de Almeida Conceição e Theodoro de Castro para fornecerem subsídios ideológicos. Em 1935, a organização comunista da cidade compunha-se de quase 300 associados, dentre eles, camponeses, trabalhadores rurais e operários. Quando em 1935 ocorreu o levante Comunista - conhecido por intentona comunista - os associados tentaram se rebelar, e chegaram a tomar o paço municipal por 7 horas. No entanto, a manifestação foi sufocada, e os rebeldes não tiveram como reagir, pois não dispunham de armamento. A negociação foi pacífica, sem mortes ou feridos. A organização do partido foi desmontada e cerca de 22 pessoas foram presas, como atestam precários registros da época.[8]

Atividades Econômicas[editar | editar código-fonte]

Santa Cruz sempre se destacou no cultivo do arroz irrigado[9] , desde o fim do século XIX e início do século XX. O grande Coronel Júlio Toneta Neto dispunha da maior propriedade da região, a fazenda Paraíso[10] , de cerca de 1500 alqueires - segundo atestam documentos do registro de imóveis. Nessa propriedade chegaram a trabalhar 300 escravos[11] até o ano de 1888 - data da abolição da escravatura. Com isso, a produção de arroz chegou a ser a principal atividade do município, mantendo-se até meados do século XX, quando iniciou a atividade canavieira extensiva - com técnica adquirida dos holandeses que aqui residiram, como Haward Hollenbark e Van der Hellyk II[12] . Mas, a cidade continua até hoje a ser o principal polo arrozeiro do estado de São Paulo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população é estimada em 46.366 habitantes, segundo o IBGE, o que deixa o município, portanto, como o 141° mais populoso do estado. A sua extensão territorial é de 1.116,377 km², o que lhe confere a densidade demográfica de aproximadamente 37,9 hab/km² e ser o 26º maior município em área territorial do estado.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo

População total: 43.921 (2010)

  • Urbana: 40.154 (2010)
  • Rural: 3.767 (2010)
  • Homens: 21.512 (2010)
  • Mulheres: 22.409 (2010)

Densidade demográfica (hab./km²): 39,34 (2010)

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,89

Expectativa de vida (anos): 73,50

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,97

Taxa de alfabetização: 91,59%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,811

  • IDH-M Renda: 0,749
  • IDH-M Longevidade: 0,808
  • IDH-M Educação: 0,876

Frota (2013):

  • Automóvel : 14.587 automóveis
  • Caminhão: 1.384 caminhões
  • Caminhão trator: 394 caminhões Trator
  • Caminhonete: 2.619 caminhonetes
  • Camioneta: 582 camionetas
  • Micro-Ônibus: 105 micro-ônibus
  • Motocicleta: 5.415 motocicletas
  • Motoneta: 1.444 motonetas
  • Ônibus: 97 ônibus
  • Trator de rodas: 4 tratores de rodas
  • Utilitário: 95 utilitários
  • Outros: 1.219 veículos
Rio Pardo, principal rio do município

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Pardo
  • Ribeirão Mandassaia
  • Ribeirão da Onça
  • Ribeirão São Domingos
  • Ribeirão do Alambari
  • Rio Apiaí
  • Ribeirão da Figueira

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-327
  • SP-225
  • Rodovia Vicinal Plácido Lorenzetti
  • Rodovia Vicinal Anísio Zacura

Transporte[editar | editar código-fonte]

  • Viação Riopardense
  • Avoa
  • Viação Manoel Rodrigues

Outras Informações[editar | editar código-fonte]

  • DDD: (14)
  • Prefixo de Telefone: 3372/3373 (residencial da cidade); 3332 (comercial); 3374 (distrito de Caporanga); 3376 (distrito de Sodrélia)
  • CEP: 18900-000

Esporte[editar | editar código-fonte]

O município possui o Estádio Municipal Leônidas Camarinha, pertencente à Prefeitura do município, com capacidade de cerca de 7.500 lugares. É nele em que o time profissional de futebol da cidade, a Associação Esportiva Santacruzense, manda seus jogos. Nele, também há o jogo de times amadores. Além disso, a cidade possui outros campos de futebol menores, onde jogam vários times amadores.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2014 Censo Populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 1 de fevereiro de 2015.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. livro "Santa Cruz do Rio Pardo: Memórias" Autor: Magali Junqueira
  7. Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo
  8. livro "Santa Cruz do Rio Pardo: Memórias" Autor: Magali Junqueira
  9. Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo
  10. Acervo Cultural de Santa Cruz do Rio Pardo
  11. Acervo Cultura e Histórico do Interior Paulista ACUHISPA
  12. Memorias holandesas no Brasil - uma exposição do governo da Bahia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]