Poços de Caldas

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Município de Poços de Caldas
"Poços"
"Cidade das Rosas"
Poços de Caldas em 2009

Poços de Caldas em 2009
Bandeira de Poços de Caldas
Brasão de Poços de Caldas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de novembro de 1872
Gentílico poços-caldense
Lema Salus et vita
"Saúde e vida"
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Saúde
CEP 37700-001 a 37719-999
Prefeito(a) Sergio Antônio Carvalho de Azevedo (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Poços de Caldas
Localização de Poços de Caldas em Minas Gerais
Poços de Caldas está localizado em: Brasil
Poços de Caldas
Localização de Poços de Caldas no Brasil
21° 47' 16" S 46° 33' 39" O21° 47' 16" S 46° 33' 39" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Poços de Caldas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Águas da Prata; Andradas; Bandeira do Sul; Botelhos; Caconde; Caldas; Campestre; Divinolândia e São Sebastião da Grama
Distância até a capital 461 km
Características geográficas
Área 547,059 km² [2]
População 166 085 hab. (MG: 15º) –  Est. IBGE/2017[3]
Densidade 303,6 hab./km²
Altitude 1196 m
Clima tropical de altitude Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,779 (MG: 6º) – elevado PNUD/2010 [4]
PIB R$ 6 503 681,84 mil IBGE/2015[5]
PIB per capita R$ 39 734,85 IBGE/2015[5]

Poços de Caldas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, no sudeste do país. Está localizado na mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas. Segundo estimativa do IBGE para 1º de julho de 2017, é o 15º município mais populoso do estado com 166 085 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

A história de Poços de Caldas começou a ser escrita a partir da descoberta de suas primeiras fontes e nascentes, no século XVII, encontradas às bordas uma caldeira vulcânica há 90 Ma.[6] As águas raras e com poderes de cura foram responsáveis pela prosperidade do município desde os seus primórdios, dando inicialmente o nome para a região de Santa Rita das Águas Milagrosas dos Poços de Caldas, quando as terras começaram a ser ocupadas por ex-garimpeiros, desiludidos com o declínio da atividade aurífera na região das minas. Eles passaram a se dedicar sobretudo à criação de gado, sendo obrigados a percorrer longas distâncias em busca de pasto para os animais.

Mas a região onde hoje se situa Poços de Caldas já tinha proprietário. Pertencia, desde 1818, ao capitão José Bernardes Junqueira, e logo após a sua morte, passou a pertencer ao seu sobrinho, Pedro Junqueira. Por isso, quando o Senador Joaquim Floriano Godoy declarou de utilidade pública os terrenos junto aos poços de água sulfurosa, determinou também a desapropriação do local. Um expediente que acabou se mostrando desnecessário, porque o próprio capitão se encarregou de doar 96 hectares de suas terras para a fundação do município. O ato foi assinado no dia 6 de novembro de 1872, data em que se comemora o aniversário de Poços de Caldas.

Desde 1886, funcionava no município um balneário utilizado para tratamento de doenças cutâneas. O estabelecimento servia de águas sulfurosas que eram captadas pela Fonte Pedro Botelho, no local onde está o parque infantil Darcy Vargas. Ali, a água sulfurosa subia até os depósitos por pressão natural. O balneário tinha um chalé que foi feito para receber o imperador Dom Pedro II e um hotel denominado "Hotel da Empreza", foram construídos pelo engenheiro alemão Carlos Alberto Maywald e o arquiteto italiano Giovanni Battista Pansini, autores também de várias construções no município. Em 1889 o chalé foi usado como consultório médico de Pedro Sanches. Este balneário não existe mais, pois foi demolido no final da anos 20, quando foi construído o conjunto arquitetônico de Eduardo Pederneiras, composto pelo Thermas Antônio Carlos, o Palace Cassino e o Palace Hotel, os quais são os mais belos prédios do município até hoje.

Poços de Caldas em 1886.[7]
Dom Pedro II na Cascatinha em Poços de Caldas em 1886.

Poços recebeu seu primeiro visitante ilustre, o Imperador Dom Pedro II, em outubro de 1886. Ele esteve na "freguesia", acompanhado da imperatriz dona Teresa Cristina, para a inauguração do Ramal da Estrada de Ferro Mogiana. Três anos depois, em 1889, o município foi desmembrado do distrito de Caldas e elevado à categoria de vila e município. Seu nome tem relação com a história da Família Real Portuguesa. Na época em que foram descobertos os poços de água térmica e sulfurosa e, o município de Caldas da Rainha, em Portugal, já era uma importante terma utilizada para tratamentos e muito frequentada pela família real. Caldas possui o mais antigo hospital termal em funcionamento no mundo, desde o século XVI. Como as fontes eram poços utilizados por animais, veio o nome Poços de Caldas.

A prosperidade e o luxo tiveram seu grande momento em Poços de Caldas enquanto o jogo esteve liberado no Brasil. Pelos salões do Palace Casino e do Palace Hotel desfilava a nata da aristocracia brasileira e até de outros países. O presidente Getúlio Vargas tinha uma suíte especial no hotel, com a mesma decoração da que ele usava no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital do país. O quarto ainda hoje preserva os móveis e o estilo da época. Mas uma das maiores atrações do hotel continua sendo sua piscina térmica, construída num suntuoso salão sustentado por colunas de mármore de carrara.

Rui Barbosa em Poços de Caldas.

Dentre os artistas que passaram pelo Palace Casino naquela época áurea incluem-se Sílvio Caldas, Carmem Miranda, Orlando Silva e Carlos Galhardo. Estiveram também em Poços de Caldas personagens ilustres como Rui Barbosa, Santos Dumont, o poeta Olavo Bilac e o romancista João do Rio. Entre os políticos, o interventor de Minas Gerais durante o Estado Novo, Benedito Valadares, e o presidente Juscelino Kubitschek, entre outros, foram também presenças constantes.

A proibição do jogo, em 1946, e a invenção do antibiótico tiveram forte impacto para o turismo no município. O termalismo deixou de ser a maneira mais eficaz de tratar as doenças para as quais era indicado. E os cassinos foram fechados. A economia de Poços sofreu um grande abalo, mas logo encontrou uma alternativa ao entrar no "ciclo da lua-de-mel", quando tornou-se elegante passar as núpcias no município e o turismo conseguiu fôlego para sobreviver. Depois deste período, o perfil do turista que visita Poços mudou. A classe média e grandes grupos passaram a frequentar as termas, a visitar as fontes e outros pontos de atração do município, antes restritos à elite.

Em 2006, o município realizou investimentos para aumentar o fluxo de turistas, explorando outros belos atrativos de que dispõe, para pessoas de todas as idades e gostos, como o turismo ecológico, cultural, de aventura e esportes radicais.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira municipal de Poços de Caldas foi criada por José Raphael Santos Netto [8], que também é o autor do hino oficial do município e idealizador do Cristo Redentor da cidade. A bandeira tem a forma retangular, oitavada de verde, com retângulo branco central, onde é aplicado o Brasão de Armas do município e de onde partem oito faixas iguais nas cores branco, amarelo e azul que servem de separação das oitavas dispostas duas a duas no sentido horizontal, vertical, em banda e em barra.

O brasão ao centro representa o Governo Municipal, cuja influência e poder são irradiados a todos os quadrantes do território municipal, simbolizados pelas faixas que partem o retângulo central; as oitavas, assim constituídas representam as propriedades rurais existentes nesse território. A grande incidência da agricultura no município é retratada pela cor verde da bandeira.[carece de fontes?]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Poços de caldas se localiza na região de uma caldeira vulcânica extinta há mais de 90 milhões de anos.

Sua população em julho de 2017 foi estimada em 166 085 habitantes. O município fica situado em uma região vulcânica já extinta, no sopé da Serra de São Domingos.

Os municípios limítrofes são os mineiros Botelhos e Bandeira do Sul a nordeste, Campestre a leste, Caldas a sudeste e Andradas a sul e os paulistas Águas da Prata a sudoeste, São Sebastião da Grama e Divinolândia a oeste e Caconde a norte.

O município localiza-se numa área de transição entre dois biomas: o Cerrado e a Mata Atlântica, entretanto, predomina o bioma Mata Atlântica.[carece de fontes?]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Principais vias de ligação urbana[editar | editar código-fonte]

Rua Assis Figueiredo, artéria comercial da cidade.
  • Avenida João Pinheiro - principal via de ligação do Centro da cidade com a Zona Oeste e com o Estado de São Paulo e seus municípios, dentre os quais São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e São Carlos (ambos num raio de 200 km da cidade).
  • Avenida Presidente Wenceslau Braz - principal via de ligação do Centro da cidade com a Zona Leste e cidades vizinhas, com Bandeira do Sul, Caldas e Botelhos, além de ligar a rodovias que dão acesso à Capital e ao Rio de Janeiro.
  • Avenida Alcoa - principal via de ligação do Centro da cidade com a Zona Sul e a cidade de Andradas. Também dá acesso ao Estado de São Paulo.

Vias de ligação urbana secundárias[editar | editar código-fonte]

  • Avenida Champagnat - paralela com a João Pinheiro liga o Centro a alguns bairros da Zona Oeste e com a saída para SP.
  • Avenida Coronel Virgílio Silva - paralela com a Wenceslau Braz liga o Centro a boa parte dos bairros da Zona Leste e com a sáida para BH e RJ.

Vias de acesso[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Poços possui um aeroporto inaugurado em 1937, o Aeroporto Embaixador Walther Moreira Salles (código IATA: POO; código ICAO: SBPC), é um aeroporto regional e atende o sul de minas e leste paulista. Administrado pela prefeitura e serviço de auxilio à navegação aérea realizado pela INFRAERO (Grupo de Navegação Aérea-GNAPC).

O governador de Minas Gerais liberou R$ 15 milhões para a reforma que inclui aumento da pista para 2.200 metros de extensão, construção de nova estação de embarque/desembarque ao lado da existente, sendo instalados modernos acessórios, tais como raio-X e esteiras de bagagem. Ainda, o aeroporto contará com uma brigada de incêndio e todos os equipamentos de segurança de voo, pouso e decolagem através de instrumentos de última geração.

Em negociações já adiantadas a empresa aérea Azul deverá operar no município. Porém, os turistas ainda não contam com a benesse. Após duas décadas sem vôos comerciais, em 2017 voltou a ter vôos para Varginha, Pouso Alegre e Belo Horizonte.[9]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Terminal Rodoviário.
As rodovias que dão acesso ou cortam o município são

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

A antiga estação ferroviária deixou de funcionar em 1998. Hoje a cidade tem apenas uma ferrovia para trens cargueiros, que fazem o transporte de bauxita de alumínio entre os estados de MG e SP. Está em planejamento o retorno do trem turístico entre a cidade de Poços de Caldas e Águas da Prata. [10]

Ônibus[editar | editar código-fonte]

A cidade tem 54 linhas ônibus urbanos, que abrange todo o município. Possui linhas inter-municipais que ligam a cidade a São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, Juiz de Fora, entre outras, além das cidades vizinhas. A linha Poços-São Paulo (com escala em Campinas) operada pela Viação Cometa, tem ônibus saindo das duas cidades de hora em hora em dias úteis e meia em meia hora aos fins de semana e feriados. As empresas principais que operam linhas rodoviárias em Poços são: Viação Cometa, Rápido Luxo Campinas, Rápido D'Oeste, Gardênia, Viação Santa Cruz e Gontijo.

Clima[editar | editar código-fonte]

Pórtico de Poços de Caldas sob neblina.

Duas estações climáticas típicas são mais sentidas ou definidas: o inverno de abril a setembro, com temperaturas mais baixas e menores índices pluviométricos (temperatura média de 15 °C e total de 315mm de chuvas) e o verão de Outubro a Março com temperaturas mais elevadas e maiores precipitações (temperatura média de 21 °C e total de 1430mm de chuvas). A média pluviométrica anual é de 1745mm e a temperatura média é de 17,6 °C. As temperaturas mínima e máxima absolutas registradas foram de -7.2 °C e de 35 °C, respectivamente.

A umidade relativa média é de 79%, e o número de dias de chuva de aproximadamente 190. Ocasionalmente ocorrem geadas, principalmente durante os meses de Maio, Junho e Julho.

Os ventos se apresentam como moderados, na direção Nordeste e com velocidade de 10 a 15 km/h. Com a entrada de frentes frias no Planalto a direção dos ventos pode se inverter passando a Sudoeste-Oeste. Chuvas de granizo não são muito comuns na cidade. Uma das mais recentes ocorreu em 27 de dezembro de 2012.[11]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município situa-se num planalto elíptico, com área aproximada de 750 km², altitude média de 1300 m e campos suavemente ondulados. É rodeado de montanhas com altitudes entre 1600 m e 1800 m.

Os solos têm características geológicas diversas. São formados por extensa intrusão de rochas alcalinas (sienitos nefelínicos), circundados por formações arqueanas. Em geral são argilosos, com pequenas ocorrências de arenito e a presença de jazidas de bauxita e argila refratárias. Há grandes reservas de minérios ferrosos, não ferrosos e radioativos.

A morfologia poços-caldense mostra a seguinte conformação topográfica: relevo plano 7%, ondulado 57% e montanhoso 36%.

É limitado ao Norte pela Serra de São Domingos, ao Sul pela Serra do Gavião e a do Caracol, pela face Oeste a Serra de Poços de Caldas é limitante e a Leste, a Serra do Selado e o Serrote do Maranhão.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Basílica N.Sª da Saúde construída entre 1937 a 1954.

A religiosidade em Poços de Caldas é bastante diversificada, sendo que o maior número são Católicos, seguidos de Evangélicos, Testemunhas de Jeová, Espíritas, Umbandistas, Budistas e Muçulmanos.

  • Igreja Católica: Pertencente a diocese de Guaxupé, diocese sufragânea da Arquidiocese de Pouso Alegre.
  • Congregação Cristã no Brasil: Central regional (Jardim dos Estados) administrativa para o sul e sudoeste de MG, chegou em Poços de Caldas em 1942 por João Ferreira Gonçalves, foi a primeira cidade do estado a ter a entidade, cerca de 9.000 membros e 25 templos.
  • Igreja do Metodista: Desde 1906 uma das mais antigas do Brasil e de Poços de Caldas, com mais de 1200 membros, possui uma obra evangelística e de ação social para com a sociedade Poços Caldense.
  • Igreja do Evangelho Quadrangular: Hoje com mais de 16 igrejas espalhadas na cidade, possui uma ampla abrangência evangelística, Possui mais de 2000 fieis.
  • Igreja Presbiteriana Independente de Poços de Caldas: Atualmente com 3 igrejas localizadas em Poços, é uma igreja que tem suas raízes na Reforma Protestante do século XVI com orientação calvinista.
  • Igreja Universal do Reino de Deus: Catedral Fé, sede regional.
  • Espíritas: Existem na cidade inúmeras entidades de apoio espiritual e assistencial.
  • Testemunhas de Jeová: Em Poços de Caldas geralmente são realizados os congressos regionais da religião, no ginásio Dr. Arthur de Mendonça Chaves. Em Poços, são cerca de 1.000 membros.
  • Adeptos do Islamismo: Recentemente, tem se notado bastante a presença de seguidores do islamismo na cidade. Mesmo sendo um percentual baixo de adeptos, já é oficialmente relatada a integração social de muçulmanos no município, mesmo sendo de maioria cristã.

Economia[editar | editar código-fonte]

Até a década de cinquenta, a principal fonte de receita do município era o turismo. As primeiras indústrias de porte instalaram-se nos anos 70, explorando as grandes jazidas de

bauxita. Vieram a Alcominas, produzindo lingotes de alumínio, a Fertilizantes Mitsui, a Celanese do Brasil, de fibras químicas para têxteis e a Termocanadá que produzia cabos elétricos de cobre e alumínio. Mais tarde, Alcominas e Termocanadá passam ao controle da Alcoa, constituindo a Alcoa Alumínio SA e a Alcoa Divisão de Cabos e Condutores. Ainda nos anos 70, a Laticínios Poços de Caldas iniciou sua produção de iogurtes com a tecnologia da Francesa Danone. Até esta época, a agroindústria voltada basicamente para o mercado regional era a principal atividade do município. A Laticínios de Poços de Caldas ampliou também suas instalações. A produção de São Paulo foi toda transferida para a fábrica local. A instalação em Poços de Caldas de uma indústria que utilize quantidade significativa de fundidos de alumínio é altamente estratégica. A economia de energia seria significativa. Esta indústria poderá adquirir da Alcoa o Alumínio Líquido, primário, processo que ela já adota na fabricação de condutores. A Alcoa é hoje a maior empresa de Poços de Caldas. Suas atividades: pesquisa de recursos de subsolos, extração de bauxita e outros minerais, transformação de bauxita em óxido de alumínio e lingotes de alumínio e produção de condutores elétricos.

A Celanese, que passou a chamar-se Celbras, foi incorporada pelo Grupo Sinasa. Em 1995, associa-se à Rhodia, dando origem à Rhodia Sther, primeira indústria a fabricar resina na América Latina, hoje adquirida pelo grupo italiano M&G. A atividade industrial representa hoje cerca de 57,26% da arrecadação municipal, contra 18% do setor primário e 18% do terciário. O parque industrial instalado no município conta ainda com as indústrias Lorenzetti S/A, Ferrero do Brasil, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Yoorin /Estação Bauxita (da Mineração Curimbaba), Mineração Curimbaba, Togni S/A Materiais Refratários, entre outras. Hoje, cerca de 97% das empresas do município são de pequeno porte (até 29 funcionários). Entretanto, 27% dos empregos estão concentrados em 14 empresas de grande porte (+ de 250 funcionários) que representam apenas 0,3% do total.

Segurança[editar | editar código-fonte]

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  • 18ª Região da Polícia Militar
  • 18º Departamento de Polícia Civil
  • 29ª Batalhão da Polícia Militar
  • 1ª Delegacia Regional de Segurança Publica
  • 18ª Cia PM Ind MAT (Meio Ambiente e Trânsito rodoviário)
  • 18ª Cia PM Ind PE (Policiamento Especializado)
  • 129ª Cia PM/TM
  • 162ª Cia PM
  • 242ª Cia PM
  • 244ª Cia PM (Ensino e Treinamento)
  • 13ª Delegacia de Serviço Militar
  • 18ª Região da Secretaria de Administração Prisional
  • Tiro de Guerra 04-021
  • Delegacia de Policia Rodoviaria Federal
  • 1ª Cia Ind. Bombeiros Militar
  • 6º COB ( Comando Operacional de Bombeiros)
  • Guarda Municipal
  • Defesa Civil

Educação[editar | editar código-fonte]

O índice de alfabetização é de 94.8%

Segundo pesquisa realizada pela Câmara Mineira do Livro (CML) entre 2013 e 2014 e publicada no livro "O livro em Minas Gerais - uma pesquisa por regiões sobre o comportamento do leitor: o que se lê, o que se produz", junto à população de Belo Horizonte e de mais oito municípios-polo de Minas, Poços de Caldas era o terceiro município com o maior número de pessoas que afirmaram gostar muito de ler: 57,47% dos entrevistados (atrás de Belo Horizonte com 63,14% e de Juiz de Fora com 58,59%). Moradores do município liam 4,34 livros (sendo as médias do Brasil - 1,85 livros e de Minas - 1,62 livros) e ou partes de obras a cada três meses e mais de 10% gostavam de ler em bibliotecas. Foram considerados leitores não somente de livros impressos, mas de jornais, revistas, bíblia, textos escolares, textos na internet etc. Os bons resultados de Poços de Caldas se justificaram pelo fato do município ter bom nível de escolaridade em todas as faixas escolares, e ter cerca de 30% de pessoas com nível superior.[12]

Universidades[editar | editar código-fonte]

Públicas

Privadas

Centros tecnológicos[editar | editar código-fonte]

  • Escola Estadual Arlindo Pereira Polivalente
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas.
  • Instituto Educacional São João da Escócia
  • Instituto Educacional Meta
  • Senac
  • Senai
  • Sesi
  • Sesc
  • Sest e Senat

Ensino Inicial[editar | editar código-fonte]

  • 66 Escolas (Pré-escola)
  • 3.501 matriculados (IBGE 2009)

Ensino Fundamental[editar | editar código-fonte]

  • 49 Escolas
  • 51.096 matriculados (IBGE 2009)

Ensino Médio[editar | editar código-fonte]

  • 16 Escolas
  • 6.072 matriculados (IBGE 2009)

Educação Especial[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

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  • Hospital da Santa Casa inaugurado em 1962.
  • CMIS Centro Médico Integrado a Saúde
  • Clínica Memorial de Radioterapia
  • Hemominas (Banco de Sangue)
  • Hospital AACD
  • Hospital Climepe
  • Hospital Climepe São Luiz
  • Hospital do Coração/Santa Lúcia
  • Hospital Gilberto Mattos (Zona Leste)
  • Hospital Margarita Moralles
  • Hospital Poços de Caldas
  • Hospital Regional do Câncer (em construção)
  • Hospital Santa Casa de Misericórdia/UNIFENAS
  • Hospital São Domingos
  • Hospital Unimed
  • Instituto Donato Oftalmologia
  • Instituto Regional de Neurologia
  • Medicina Nuclear
  • ONCOGEN - Centro de Oncologia
  • Policlínica Dr. José Ayres de Paiva
  • UNACON/CACON - Oncologia

Além destes, a cidade possui inúmeras clinicas e institutos renomados e com alta tecnologia, sendo referência em saúde no Sul de Minas e Leste Paulista.

Turismo e Cultura[editar | editar código-fonte]

Parte considerável das atividades econômicas do município gira em torno do turismo, graças à fama de suas fontes de águas minerais usadas em diversas terapias. Por estar a 260 km do município de São Paulo e a 169 km de Campinas (às quais se liga por estradas em boa parte de pista dupla) e ainda a 468 km de Belo Horizonte e 470 km do município de Rio de Janeiro, o fluxo de turistas oriundos destes grandes centros é expressivo, e ajuda a movimentar o comércio local e ainda a produção de doces artesanais e de objetos decorativos em vidro fundido que lembram os de Murano, na Itália.

O município de Poços de Caldas foi tema do samba-enredo 2006 da Escola de Samba Beija-flor do Rio de Janeiro. O município já foi cenário para a novela Rosa dos Ventos em 1973, a novela Livre para Voar em 1984, e em 2014 foi usada para gravação da novela das sete Alto Astral [15], todas da Rede Globo de Televisão. Esta última, se passava na cidade fictícia de Nova Alvorada, mas as imagens foram gravadas em Poços de Caldas, Pedra Azul (ES) e no Projac.

Como um dos atrativos culturais de Poços de Caldas, temos a Banda Municipal Maestro Azevedo, tombada em 2005 como patrimônio artístico cultural do município, a banda faz suas apresentações dominicais desde o ano de 1914 no Coreto da Praça.

O turismo de eventos também atrai turistas, com destaque para a Sinfonia das Águas, Festa UAI, Feira Nacional do Livro, Flipoços, Julho Fest, Festival Música nas Montanhas, Jazz & Blues Festival e Enaf.

A cidade ainda tem uma sede do Instituto Moreira Salles, onde acontecem exposições artísticas e exibição de filmes com aceitação pela crítica especializada.

Atrativos turísticos e fotos do município[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Estádio Dr. Ronaldo Junqueira (Ronaldão).

Futebol[editar | editar código-fonte]

O município possui dois times de futebol profissional registrados na FMF/CBF:

Torcidas
  • Mancha Verde (Caldense)
  • Kuatiloko (Vulcão)
Estádios
  • Estádio Doutor Ronaldo Junqueira (Ronaldão)
  • Estádio Benedito Bandola de Oliveira (Bandolão)
  • Estádio João Batista Gonçalves (Prontidão)
  • Estádio Veredicto da Conceição

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Poços de Caldas tem quatro cidades-irmãs [16]:

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. «Poços de Caldas». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de julho de 2017. 
  3. a b «Estimativa da população 2017». Diário Oficial da União. Consultado em 1 de julho de 2017. 
  4. «Ranking IDHM 2010 por municípios» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 20 de março de 2018. 
  6. Jairo Roberto Jiménez-Rueda, Fernanda Tonizza Moraes. «Fisiografia da região do planalto de Poços de Caldas, MG/SP» (PDF). Revista Brasileira de Geociências: 196. Consultado em 19 de junho de 2015. 
  7. «MARC FERREZ». www.memoriadepocos.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2018. 
  8. «Hino - Prefeitura de Poços de Caldas». Prefeitura de Poços de Caldas 
  9. «Aeroporto de Poços de Caldas volta a ter voos para Belo Horizonte». G1 
  10. «"Trem turístico não é prioridade", afirma Sérgio Azevedo - Poços Já | Jornalismo de Poços de Caldas em tempo real». www.pocosja.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2018. 
  11. Joselia (27 de dezembro de 2012). «MG: granizo em Poços de Caldas». Climatempo. Consultado em 13 de abril de 2013. 
  12. fornaciari, Nemer. «{{ $noticia->titulo }}». Salão do Livro 2017. Consultado em 11 de julho de 2018. 
  13. «Lei complementar n. 116, de 20 de agosto de 2010. Dispõe sobre a criação do CEDET - Centro para Desenvolvimento do Potencial e Talento de Poços de Caldas» (PDF). Consultado em 29 ago. 2015. 
  14. Guenther, Zenita Cunha; Chula, Renata; Carvalho, Josiane Patrícia de (2013). Livro de Registros e Documentos do IX Encontro Internacional de Educadores do CEDET/ASPAT. Lavras: ASPAT 
  15. «Alto Astral começa a ser divulgada - Uma Belezinha». Uma Belezinha. Consultado em 20 de outubro de 2015. 
  16. Prefeitura Municipal de Poços de Caldas. «Cidades-irmãs». Prefeitura Municipal de Poços de Caldas. Consultado em 6 de maio de 2011. 
  17. Prefeitura Municipal de Poços de Caldas (6 de janeiro de 2014). «Poços de Caldas e Bagé oficializam convênio de cidades-irmãs». Consultado em 24 de agosto de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]