Araxá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Araxá (desambiguação).
Município de Araxá
"Lugar alto onde primeiro se avista o Sol"
Vista da cidade

Vista da cidade
Bandeira de Araxá
Brasão de Araxá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 19 de dezembro
Fundação 19 de dezembro de 1865 (153 anos)
Gentílico araxaense
Padroeiro(a) São Domingos Gusmão[1]
CEP 38180-000 a 38184-999[2]
Prefeito(a) Aracely de Paula (PR)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Araxá
Localização de Araxá em Minas Gerais
Araxá está localizado em: Brasil
Araxá
Localização de Araxá no Brasil
19° 35' 34" S 46° 56' 27" O19° 35' 34" S 46° 56' 27" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba IBGE/2008[3]
Microrregião Araxá IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Perdizes (Noroeste), Sacramento (Sudoeste), Tapira (Sul) e Ibiá (Leste).
Distância até a capital 367 km
Características geográficas
Área 1 165,169 km² [4]
População 106 229 hab. (MG: 30º) –  Est. IBGE/2018[5]
Densidade 91,17 hab./km²
Altitude 973 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,772 alto PNUD/2010[6][7]
PIB R$ 2 947 025,456 mil (BR: 186º) – IBGE/2010[8]
PIB per capita R$ 31 457,42 IBGE/2010[8]
Página oficial
Prefeitura www.araxa.mg.gov.br
Câmara www.araxa.mg.leg.br

Araxá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Sua população estimada pelo IBGE em julho de 2019 era de 106 229 habitantes.[5]

História[editar | editar código-fonte]

O nome “Araxá” provavelmente é de origem tupi-guarani, formado pela união dos termos “ara” e “cha”, que significariam, respectivamente, “lugar” e “alto/elevado”, ou seja, um “lugar” ou terreno elevado. Paralelamente, o termo também foi utilizado para identificar alguns grupos indígenas locais, denominados em algumas fontes históricas como Araxás ou Arachás.

De acordo com as pesquisas arqueológicas mais recentes, os assentamentos mais antigos encontrados em Minas Gerais até o momento estão localizados na região de Lagoa Santa[9], com datações entre 11.000 a 9.000 AP (Antes do Presente). Nesses sítios foram identificadas pequenas lascas de quartzo, jaspe e calcedônia, geralmente brutas e algumas transformadas em raspadores, além de batedores e bigornas feitos com seixos de gnaisse e outras rochas[9]. Por sua vez, diversos estudos arqueológicos empreendidos no Triângulo Mineiro apontam que os assentamentos mais antigos nesta região são de pelo menos do início da era cristã[9].

Caracterizada por conjunto de grandes e espessos vasilhames cerâmicos não decorados, de formatos que vão de semiesféricos a globulares, instrumentos líticos lascados e polidos – como machados, batedores e percutores - e assentamentos próximos a encostas suaves[10], a Tradição tecnológica Aratu-Sapucaí já foi identificada em três sítios arqueológicos até o momento. Denominados Lavra IV[11], Lavra VI[12] e Canjica[13], esses sítios provavelmente representam os testemunhos mais antigos da presença de grupos humanos no município de Araxá. Outros seis sítios arqueológicos com fragmentos cerâmicos e materiais líticos (Sítio da Rampa[14], Lavra I[15], Lavra II[16], Lavra III[17], ARX 1[18] e Alto Bocaina 01) foram identificados e registrados nos últimos anos em Araxá, embora não tenha sido possível associá-los à nenhuma tradição tecnológica até o momento. Por outro lado, devido à grande quantidade de materiais líticos identificados na área do sítio Alto Bocaina 01, arqueólogos chegaram à conclusão de que se tratava de uma oficina lítica – ou seja, um local de coleta de matéria-prima e produção de diversos instrumentos feitos de rocha. Segundo consta, os afloramentos rochosos existentes no local - de qualidade adequada para produção de ferramentas líticas - bem como a boa visualização da paisagem de entorno, indica que se tratava de um acampamento de caça[19].

De acordo com estudos etnográficos e fontes primárias provenientes de estudiosos e exploradores entre os séculos XVI e XX, grupos Paresí (Aruak), Bororo e Sakriabá habitaram a região de Araxá, sendo também comum a presença de Kayapós próximos à atual divisa entre São Paulo e Minas Gerais[20]. Como muitos outros povos ameríndios, detinham um estilo de vida nômade ou parcialmente sedentário, com as principais atividades econômicas voltadas para a caça e a coleta de peixes, aves e pequenos mamíferos, além da coleta de tubérculos e diversos gêneros de plantas[21].

Os Paresí (também chamados de Paryci, Cabexi e Mambare[22]) foram pela primeira vez descritos em termos etnográficos pelo bandeirante paulista Antônio Pires Campos em expedição ao Mato Grosso, estando com eles na primeira metade do século XVIII, aproximadamente em 1720[22]. Por sua vez, o termo kayapó (por vezes escrito "kaiapó" ou "caiapó") foi utilizado pela primeira vez no início do século XIX, embora os próprios se autodenominassem mebêngôkre, "os homens do buraco/lugar d'água"[23]. Contudo, o conhecimento sobre os costumes e tradições desses grupos segue limitado pela falta de informações disponíveis. Sabe-se, entretanto, que os Kayapó contavam os meses por luas, faziam cerimônias fúnebres com danças e praticavam jogos como corrida com toras[24].

A partir de meados do século XVI, entradas e posteriormente bandeiras vindas da Bahia e São Paulo começaram a penetrar o atual território mineiro. Relações inicialmente pacíficas entre portugueses e populações indígenas acabaram tornando-se cada vez mais conflituosas nesta e em outras regiões da agora chamada América Portuguesa, na medida em que se intensificava o interesse pelo apresamento de indígenas e a busca por minas de ouro e outros metais preciosos. Ainda que constem relatos de que os Kayapó apresentavam grande resistência às investidas europeias no século XVIII[25], sendo considerados guerreiros temidos tanto pelos portugueses quanto pelos Tupi, esses e outros grupos indígenas foram paulatinamente escravizados, mortos ou expulsos para outras áreas. Durante os séculos seguintes após a chegada dos colonizadores europeus, a população indígena foi drasticamente reduzida, devido às “guerras justas” e em decorrência também dos seguidos aldeamentos, perseguições e capturas patrocinadas pelos jesuítas e coroa portuguesa. Apesar da drástica diminuição das populações indígenas, muitos de seus traços culturais mantiveram-se vivos, através da transformação e da miscigenação tanto entre grupos indígenas de etnias distintas, como entre estes grupos e as populações imigrantes, oriundas da África e da Europa, que aqui chegaram devido à colonização europeia.

A descoberta de minerais preciosos no norte da capitania de São Paulo fez com que uma parte dos esforços coloniais até então dirigidos à exploração de territórios distantes, captura de cativos indígenas e instalação de plantações de cana-de-açúcar se concentrasse nestas localidades. Conforme os volumes de minério extraídos tornaram-se expressivos, bem como todo esforço empregado na sua busca, o trabalho de escravos negros foi utilizado de forma cada vez mais constante, ocasionando um aumento populacional vertiginoso na capitania das Minas Gerais.

Os primeiros povoados coloniais na região de Araxá foram criados em função do chamado “Caminho do Anhanguera” ou “Estrada dos Goyases”, o qual partia de São Paulo em direção às minas de Goiás e Mato Grosso, atravessando parte do “Sertão da Farinha Podre” – antiga denominação dada ao Triângulo Mineiro. De acordo com algumas fontes, esses primeiros povoados teriam se fixado em Desemboque, atual distrito do município de Sacramento[26]. Nas margens desse caminho surgiram pousos, fazendas de gado e cavalgaduras, além de promover a instalação de povoados, tornando-se “razão de existência e sobrevivência” dos primeiros assentamentos populacionais que dariam origem a diversas cidades[27].

Todavia, a presença indígena no Sertão da Farinha Podre se manteve forte até pelo menos meados do século XVIII, a ponto de ser descrito no Conselho Ultramarino como um “mar de índios” entre 1748 e 1750[28]. Os conflitos ocorriam principalmente contra os Kayapó, razão pela qual foram criados os Aldeamentos da Região do Antigo Araxá, tendo por intenção promover a segurança ao longo da Estrada dos Goyazes. Em um desses aldeamentos, denominado Rio das Pedras, foram instalados grupos Bororo, trazidos de Mato Grosso especificamente para combater os Kayapós[29]. Outro aldeamento criado especificamente para fazer frente à grupos indígenas que resistiam à ocupação europeia do chamado Sertão da Farinha Podre foi Sant’Anna do Rio das Velhas, atual município de Indianópolis. Estes aldeamentos congregavam povos indígenas de diversas origens étnicas, práticas culturais e idiomas diferentes, o que frequentemente gerava tensões e conflitos entre os mesmos[30].

Paralelamente, grupos quilombolas também se estabeleceram no Sertão da Farinha Podre em meados do século XVIII. Estes refúgios acabaram sendo destruídos no que ficou conhecido como a Grande Guerra do Campo Grande, entretanto. Fontes da época e estudos historiográficos posteriores relatam a presença numerosa de indígenas enquanto aliados dos quilombolas, lutando ao seu lado em diversas ocasiões, sendo a mais conhecida o Grande Ataque ao Quilombo do Campo Grande ocorrido no Quilombo do Ambrósio (localizado na atual Ibiá) em 1759-1760[28]. Esta ocupação quilombola no Sertão da Farinha Podre pode ser observada até hoje no sítio Arqueológico do Quilombo do Campo Grande, um verdadeiro exemplo da territorialização da cultura de matriz africana na região[31].

Entre 1770 e 1780, Araxá e outros povoamentos do oeste e sul mineiro testemunharam um aumento contínuo de sua população, período em que também teriam surgido as primeiras fazendas de gado, processo ocasionado tanto pela necessidade de produção de víveres quanto pelo progressivo declínio da exploração do ouro enquanto principal atividade econômica regional[32].

Visto que o Sertão da Farinha Podre servia mais como local de passagem e pouso até então, bem como para produção de alimentos e alguns itens necessários para colonização destas e de outras terras onde a mineração ocorria de forma mais intensa, a crise econômica dos últimos anos do “Ciclo do Ouro” teria gerado menos impacto do que em outras localidades goianas e mineiras[33]. De certa forma, o declínio da mineração aurífera estimulou a concessão de sesmarias, e o desenvolvimento de fazendas de gado progressivamente criou condições para a formação de pequenos centros urbanos regionais, como é o caso de Araxá[34]. A relativa fertilidade do solo, bem como a presença de sal mineral nas águas do atual Complexo Hidrotermal e Hoteleiro do Barreiro, também contribuíram para a fixação da população no local. Com efeito, o termo de demarcação da sesmaria do Barreiro data de 1785[35]:

"Aos 25 dias do mês de agosto de 1785, nesta paragem dos Sertoins dos Arachás, debaixo da serra do mesmo nome, fincamos uma pedra em sentido perpendicular com quatro testemunhas para os 4 pontos cardeais. Daí partimos em direção ao oeste, medindo 2722 cordas de 2 braças cada uma, onde fincamos o 2º marco; daí seguimos em direção ao norte onde fincamos o 3º marco defronte a Fazenda do Campo Aberto; daí seguimos em direção ao nascente, na Fazenda Pão de Açúcar onde fincamos o 4º marco, e deste 4º marco em linha reta até o marco peão na Boca da Mata" [36]

Por conseguinte, a Freguesia de São Domingos do Araxá foi fundada em 1791, mesmo ano em que o primeiro vigário local, Padre Domingos da Costa Pereira, foi nomeado[37]. Após cerca de cinco anos de obras, em 1800 foi inaugurada a primeira igreja consagrada ao padroeiro de Araxá, São Domingos de Gusmão. Essa edificação teria existido até a década de 1930, quando foi demolida[38]. A edificação atual, denominada Igreja Matriz de São Domingos de Gusmão, foi inaugurada em 1948, sendo tombada enquanto patrimônio municipal pela Fundação Cultural Calmon Barreto[39].

Em 20 de dezembro de 1811, a Freguesia de São Domingos é elevada a Julgado de São Domingos de Araxá, desmembrando-se do Julgado do Desemboque. Em 1816, a região do Sertão da Farinha Podre é separada de Goiás e anexada a Minas Gerais, ficando sob jurisdição de Paracatu até 1830. A incorporação dessa região à capitania de Minas, fato que acabou por se tornar permanente, deve-se em parte ao requerimento que os próprios moradores de Araxá realizaram junto à Coroa Portuguesa. A presença de uma população já suficientemente representativa em termos políticos pode ser observada nos relatos de viagem de Auguste de Saint-Hilaire, o qual informava a existência de 75 pequenas casas em Araxá no ano de 1815[40].

A distância em relação à vila de Paracatu logo acabou se tornando motivo de descontentamento dos habitantes mais influentes de Araxá, um julgado que já tinha mais de 6.000 moradores nas primeiras décadas do século XIX[40]. Diante disso, em 1830, Araxá constituiu sua própria Câmara, elegendo como presidente Mariano de Ávila, ação que efetivamente rompeu a dependência em relação à vila de Paracatu. No ano seguinte Araxá é reconhecida enquanto vila, abarcando em sua jurisdição praticamente todo o Sertão da Farinha Podre, sob a condição de construir (com seus próprios recursos) um Fórum e Cadeia Pública[40]. Contudo, em 1836 o chamado Antigo Município de Araxá, até então abrangendo toda a região entre os Rios Grande e Paranaíba em extensão superior à que hoje é chamada de Triângulo Mineiro, começou a ser desmembrado[41]. Em 1865, através da Lei Provincial n.º 1259, a então Vila de São Domingos de Araxá é elevada à categoria de cidade [41].

Os museus da cidade de Araxá mostram muito da sua interessante história.

O fim do século XIX também trouxe uma renovação do interesse pelas fontes de águas minerais do Barreiro, a partir de então alvo de um turismo incipiente porém crescente. Inicialmente valorizado por suas propriedades terapêuticas, a ponto de ser considerado um local ideal de convalescência para doentes de tuberculose, no Barreiro foram construídos hotéis e balneários entre as décadas de 1910 e 1940. Tendo em vista seu potencial econômico elevado, as próprias terras do Barreiro chegaram a ser doadas ao Estado pela Prefeitura Municipal em 1915, processo que acarretou, por sua vez, em apoio financeiro estadual para a construção da sede de governo de Araxá[35]. Esse interesse também contribuiu para a construção de novas vias de acesso ao município propriamente e ao Barreiro, distante cerca de nove quilômetros do centro de Araxá. A ligação com o ramal Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM) foi concluída em 1926, sendo ampliada e reformada uma estrada de ligação entre o centro de Araxá e Barreiro nos anos subsequentes, após seguidas pressões de setores da imprensa local e estadual e do governo de Minas Gerais. Não por acaso, esse processo acarretou inclusive a desapropriação de terras no Barreiro em 1934, tendo em vista a valorização adquirida com o afluxo crescente de turistas de todo o país[35].

Na década de 1950 teve início um novo ciclo de desenvolvimento econômico do município com a instalação da COMIG – Companhia Mineradora de Minas Gerais, e da implantação de indústrias, como a CAMIG – Companhia Agrícola de Minas Gerais e a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. A ação dessas empresas deu sustentação econômica ao município, fazendo surgir novas indústrias, o que gerou fluxo migratório para o município. Tal situação foi reforçada a partir de 1971, com a instalação da Arafértil, atual Mosaic Fertilizantes, do setor de fertilizantes[42].

Por fim, o município de Araxá ainda conta com diversas edificações historicamente significativas[43], como:

  • Igreja de São Sebastião, construída em 1804 e tombada enquanto patrimônio estadual pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) desde 1979;
  • A já citada Igreja Matriz de São Domingos de Gusmão, inaugurada em 1948;
  • Grande Hotel do Barreiro e Termas, construídos entre 1938 e 1945, parte do projeto de transformar o município de Araxá em uma estância balneária nacional;
  • Antigo Banco do Comércio e Indústria de Minas Gerais (Banco Nacional), a primeira agência bancária do município, inaugurado em 1931 e tombado enquanto patrimônio municipal em 1998;
  • Cine-Teatro Brasil (atual Casa do Poeta), inaugurado em 1930;
  • Estações Ferroviárias de Itaipu e Araxá, construídas na década de 1920 como partes do ramal da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), testemunhos de um período em que as redes ferroviárias eram o mais eficiente sistema de transporte de passageiros e cargas em Minas Gerais, bem como no restante do país;
  • Museu Histórico de Araxá – Dona Beja, fundado por Assis Chateubriand em 1965 e localizado em um sobrado colonial, provavelmente datado das primeiras décadas do século XIX. Desde 1990 a edificação e o acervo são tombados enquanto patrimônios municipais;
  • Palácio Nagib Feres, sobrado que abrigou a Câmara Municipal e a Prefeitura de Araxá, provavelmente construído entre 1820 e 1830. Tombado enquanto patrimônio municipal desde 1990.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A localização geográfica de Araxá é estratégica. Traçando-se um raio de 600 km, partindo de Araxá, está a região de maior concentração populacional do país, com 73% do PIB Nacional e um público potencial de 43 milhões de pessoas.

A Estância Hidromineral de Araxá, no Sudoeste Mineiro, na Zona Geográfica do Alto Paranaíba, é propícia ao desenvolvimento dos diferentes ramos da atividade turística, devido a fatores históricos, geográficos e econômicos que definem o imenso potencial dessa região.

  • Área do município: 1.165 km²
  • Área do perímetro urbano: 345 km²

Relevo[editar | editar código-fonte]

Constituído de terras planas e colinas, a altitude máxima é de 1.359 metros e a mínima de 910 metros. O relevo do município mostra variações entre situações geológicas típicas do cerrado e de serras. Sua vegetação intercala campos de pastagens com pequenas matas naturais, compondo paisagens deslumbrantes.

  • Altitude máxima 1.359 metros (Serra da Bocaina)
  • Altitude mínima 910 metros (Rio Capivara)[44]
  • Cidade 973 metros (Igreja Matriz São Domingos)

O relevo é composto de 15% plano, 60% ondulado e 25% montanhoso.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está localizado entre duas grandes Bacias Hidrográficas: Bacia do Rio Grande e Bacia do Rio Paranaíba. Todas possuem grande potencial hidrelétrico. Araxá integra o Circuito das Águas de Minas Gerais, reconhecido pelas propriedades terapêuticas diversificadas de suas águas medicinais. Também conhecida pelos Mineiros de a "terra da juventude" por causa de suas águas, que segundo dizem fazem milagres.

O município possui uma área de proteção especial para fins de preservação de seus mananciais.

Clima[editar | editar código-fonte]

Localizado a 973 metros de altitude, Araxá apresenta um clima clima agradável o ano todo, com temperatura média compensada anual de 21 °C e índice médio pluviométrico anual de 1550 mm, concentrados nos meses de primavera e verão.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de abril a julho de 1965, março de 1971 a dezembro de 1984 e a partir de janeiro de 1986, a menor temperatura registrada em Araxá foi de 1,6 °C em 1° de julho de 1974,[45] e a maior atingiu 36,9 °C em 15 de outubro de 2014.[46] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 140,8 milímetros (mm) em 20 de janeiro de 2003. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 115,2 mm em 27 de janeiro de 2004, 115 mm em 6 de fevereiro de 2004, 111,8 mm em 3 de novembro de 1979, 109 mm em 23 de dezembro de 1994 e 3 de janeiro de 1997, 108 mm em 1° de dezembro de 2017 e 101,6 mm em 8 de fevereiro de 2000.[47] Janeiro de 1997, com 557,4 mm, foi o mês de maior precipitação.[48]

Dados climatológicos para Araxá
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,9 35,2 34,3 32,4 31,1 30,1 30,3 33,5 35,9 36,9 34,7 34,3 36,9
Temperatura máxima média (°C) 28 28,4 28,1 27,6 25,8 25,1 25,2 27,2 28,4 28,8 27,9 27,5 27,3
Temperatura média compensada (°C) 22,4 22,5 22,2 21,5 19,4 18,5 18,4 20 21,6 22,3 22 21,9 21,1
Temperatura mínima média (°C) 18,7 18,7 18,5 17,4 15 13,9 13,8 15 16,5 17,8 18 18,4 16,8
Temperatura mínima recorde (°C) 9,7 10,9 12,3 8,9 3,7 2,2 1,6 4,5 8,1 7,9 7,2 8,6 1,6
Precipitação (mm) 304,3 215,3 192,1 78 49,1 11,4 9,6 17,6 67,7 123,6 193,1 292,4 1 554,2
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 18 14 14 7 4 1 1 2 7 9 14 19 110
Umidade relativa compensada (%) 81,2 80 80,6 78,2 75,9 72,5 67,8 63,5 65,5 70,9 78 82,7 74,7
Horas de sol 149,2 171,5 186,6 216,2 215,1 213,1 239,1 252,4 204,3 199,6 170,9 137 2 355
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[49] recordes de temperatura: 05/04/1965 a 08/07/1965, 02/03/1971 a 31/12/1984 e a partir de 01/02/1986)[45][46]

População[editar | editar código-fonte]

Na década de 1950 teve início a mineração no município, com a instalação da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia Agrícola de Minas Gerais (Camig) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

A ação dessas empresas, deu sustentação econômica ao município, fazendo surgir novas indústrias, o que gerou fluxo migratório para o município. Tal situação foi reforçada a partir de 1971, com a instalação da Arafértil, hoje Mosaic Fertilizantes.

A população estimada em 2006 era de 86 mil habitantes, sendo 99% em área urbanizada, com energia elétrica, água tratada e saneamento básico.

Evolução populacional[editar | editar código-fonte]

Ano Habitantes
1970 35.676
1980 53.404
1991 69.911
1996 74.206
2000 80.909
2002 81.796
2004 83.659
2006 85.713
2009 92.927
2010 95.385
2011 98.321
2015 102.238
2018 105.083

Fonte: www.ibge.gov.br

Economia[editar | editar código-fonte]

A mineração é a maior fonte geradora da economia de Araxá. A Mosaic Fertilizantes, produzindo minérios fosfatados, ao lado do nióbio que é explorado pela empresa CBMM, geram grande parte da economia de Araxá. Tem-se também grande contribuição do turismo, que possibilita em Araxá a exploração de suas águas medicinais, fabricação de sabonetes e cremes para a pele e possui um dos mais ricos artesanatos da região.

Setores econômicos de Araxá/Nº de pessoas envolvidas:

  • Agropecuário, extração vegetal, mineral e pesca/9.848
  • Industrial/11.923
  • Comércio de Mercadorias/9.379
  • Serviços/25.345

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Sistema rodoviário[editar | editar código-fonte]

As vias de acesso terrestre são adequadas, e as rodovias existentes permitem ligações a cidades do País que se inserem em regiões de franco crescimento econômico.

Principais rodovias que servem ao município: BR-262, BR-452, MG-428, MG-341, BR-146

Sistema aeroportuário[editar | editar código-fonte]

Grande Hotel de Araxá.

Com um dos melhores aeroportos do interior de Minas Gerais, o Aeroporto Romeu Zema, a Azul Linhas Aereas tem voos para Uberaba, Belo Horizonte e São Paulo com conexões para diversas cidades brasileiras.

Telecomunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com cinco emissoras de rádio operando em FM e duas emissoras operando em AM. São nove canais abertos em VHF e UHF, entre eles uma emissora própria da Rede Integração afiliada Rede Globo que já transmite programação HDTV no canal 30.1 digital, TV Integração Araxá,TV Paranaíba que transmite seus sinais HDTV no canal 10.1 digital,e Rede Vida que transmite o sinal HDTV no canal 5.1 . Além de 5 operadoras de TV por Assinatura, sendo elas: NET em disponibilidade por cabo em algumas regiões da cidade, CTBC HD TV, Nossa TV, Oi TV HDTV, Sky e Claro TV disponíveis via satélite. A região de Araxá tem o 3.75 G Velocidade de conexões móveis de até 3,0 MB, Banda larga que chega a 100 MB em algumas regiões da cidade

Educação[editar | editar código-fonte]

Abriga a universidade Uniaraxá - Centro Universitário do Planalto de Araxá, entidade filantrópica mantida pela Fundação Cultural de Araxá, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG, Mantido pelo Ministério da Educação) e escolas de renome, como o colégio São Domingos, Atena, Gabarito, Polivalente, Dom Bosco e Dom José Gaspar (este último, mantido pelo governo estadual).

Saúde[editar | editar código-fonte]

  • 04 Hospitais (2 privados e 2 filantrópicos)
  • 17 Unidades e postos de saúde ligados ao SUS
  • 01 Pronto-atendimento 24 horas
  • 01 Policlínica de especialidades
  • 06 Laboratórios de análises clínicas, sendo 1 municipal
  • 134 Estabelecimentos farmacêuticos, sendo 1 municipal
Médicos por habitante
  • Ano 2000: 1:987
  • Ano 2004: 1:1233

Fonte: www.araxa.org.br

Leitos por habitante
  • Ano 2000: 1:4,3
  • Ano 2002: 1:3,5
Mortalidade infantil por mil habitantes
  • Ano 2001: 18,78/mil
  • Ano 2002: 21,80/mil
  • Ano 2003: 16,90/mil
  • Ano 2004: 08,70/mil

Turismo[editar | editar código-fonte]

Araxá fortaleceu-se como polo turístico na década de 1940, com a inauguração do Complexo Termal - Grande Hotel e Balneário - ocorrida em abril de 1944.[50] O município integra o circuito turístico da Canastra.[51]

Conjunto das Termas e do Grande Hotel de Araxá, projeto do arquiteto Luiz Signorelli inaugurado em 1944, visto do lago do Parque do Barreiro.
Termas de Araxá.
Fonte Andrade Júnior.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 15. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. IBGE (10 de outubro. de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro. de 2010 
  5. a b «População estimada de Araxá - MG em 2018» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 20 de novembro de 2015 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  7. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «Perfil do município: Araxá, MG». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 28 de fevereiro de 2015 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de dezembro de 2012 
  9. a b c PROUS, André (1992). A Arqueologia Brasileira. Brasília: Universidade de Brasília 
  10. SOARES, Juliana (2012). Discutindo a Tradição Aratu: O sítio cerâmico GO-RV-06 e novas contribuições. São Leopoldo/RS: UNISINOS. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  11. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2008. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  12. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2008. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  13. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2008. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  14. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2006. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  15. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2006. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  16. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2006. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  17. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2006. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  18. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2012. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  19. Intangível Consultoria Ambiental (2019). Relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da Estrutura de Disposição de Rejeitos/Resíduos 9 (EDR9) – Mineradora CBMM. Araxá: [s.n.] 
  20. Nimuendaju, Curt (2017). «Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendaju (1934)». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  21. STEWARD, Julian (1948). Handbook of South American Indians – vol. 3: The Tropical Forest tribes. Washington D.C.: United States Government Printing Office. pp. 523–530 
  22. a b BORTOLETTO, Renata (1999). Morfologia Social Paresi: uma etnografia das formas de sociabilidade em um grupo Aruak do Brasil Central. Campinas: Dissertação de Mestrado (UNICAMP) 
  23. DE BLASIS, Paulo; ROBRAHN-GONZÁLEZ, Erika (2003). UHE Água Vermelha, SP: Programa de Monitoramento Arqueológico na Faixa de Depleção, Fase de Diagnóstico. Relatório Final. São Paulo: MAE-USP 
  24. NEME, Mário (1969). «Dados para a História dos índios Caiapós». Anais do Museu Paulista Tomo XXIII: 101-147 
  25. LOWIE, Robert (1948). «The Southern Cayapó». Handbook of South American Indians – vol. 3: The Tropical Forest tribes. Washington D. C.: United States Government Printing Office. pp. 519–521 
  26. Esse Desemboque de Sacramento se chamava Povoação das Abelhas ou Povoação do Rio das Velhas. Somente no século XIX passa a se chamar Desemboque. O verdadeiro Desemboque fica à margem esquerda do rio Grande, a noroeste de Ibiaraci-MG.In Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, de Tarcísio José Martins, sócio correspondente de IHGMG, Editora Santa Clara, Contagem-MG, agosto de 2008
  27. DEL PRYORE, Mary; VENÂNCIO, Renato (2001). O Livro de Ouro da História do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro 
  28. a b MARTINS, Tarcísio José (2008). Quilombo do Campo Grande: História de Minas Que se Devolve ao Povo. Contagem: Santa Clara (Edição Ampliada) 
  29. MORI, Robert (2015). Os Aldeamentos Indígenas no Caminho dos Goiases: Guerra e Etnogênese no “Sertão do Gentio Cayapó” (Sertão da Farinha Podre) – Séculos XVIII e XIX. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia (Dissertação de Mestrado). 219 páginas 
  30. MORI, Robert (2017). «Uma questão de terras: Índios e Geralistas no Sertão da Farinha Podre – Séculos XVIII e XIX». Crítica e Sociedade: revista de cultura política, v. 7, n. 1 
  31. DOS ANJOS, Rafael; et al. (2010). «Relatório de Campo no Quilombo do Campo Grande/Ambrósio - MG - Versão Preliminar». Tempo - Técnica - Território, v. 1, n. 2. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  32. MELLO E SOUZA, Laura (1982). Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal 
  33. CARRATO, José (1968). Igreja, Iluminismo e escolas mineiras coloniais. São Paulo: Nacional 
  34. BESS, Kelly (2013). «A gênese do urbano no triângulo mineiro: os núcleos de povoamento e a rede de arraiais do século XIX». Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium, v.4, n.2: 509-528 
  35. a b c «O Trem da História: Boletim Informativo do Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural Calmon Barreto, n. 7, Ano II» (PDF). Fundação Cultural Calmon Barreto. 1992. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  36. Obs. A esta época, todo o Triângulo era goiano. Portanto, tal demarcação só seria válida se aprovada pelo governo e justiça da Capitania de Goiás. Somente em 1815/1816, como resultado final de muitas contrafações históricas e toponímicas é que a gigantesca Capitania de Minas, usando de todo o seu poder econômico e político contra a ínfima Capitania de Goiás, conseguiu, finalmente, esbulhá-la e lhe tomar o território do Triângulo Goiano, que virou Mineiro. In Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, de Tarcísio José Martins, sócio correspondente de IHGMG, Editora Santa Clara, Contagem-MG, agosto de 2008.
  37. «História». Paróquia São Domingos. 2009. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  38. «Igreja de São Domingos de Gusmão – Araxá (1791)». Arquidiocese de Uberaba. 30 de novembro de 2016. Consultado em 15 de setembro de 2019 
  39. LIMA, Glaura (2001). «Igreja Matriz de São Domingos». Fundação Cultural Calmon Barreto. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  40. a b c «O Trem da História: Boletim Informativo do Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural Calmon Barreto, n.5, Ano I» (PDF). Fundação Cultural Calmon Barreto. 1992. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  41. a b BORGES, Roberta Maria (2015). «Cartografia e Território de Araxá - MG: Passado e Presente. Uma Leitura e Representação Preliminar». Revista Tempo - Técnica - Território, v. 6, n.1 
  42. «Cidades - Araxá». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2017. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  43. «Bens Tombados». Fundação Cultural Calmon Barreto. Consultado em 5 de novembro de 2019 
  44. «Municípios de Minas Gerais». Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Consultado em 23 de novembro de 2013 
  45. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Araxá». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 30 de dezembro de 2015 
  46. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Araxá». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 30 de dezembro de 2015 
  47. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Araxá». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 30 de dezembro de 2015 
  48. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Araxá». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 30 de dezembro de 2015 
  49. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de junho de 2018 
  50. ERBETTA, Gabriela (ed.) (2010). Guia Brasil 2011. São Paulo: Abril. p. 98-99. ISBN 978-85-3641007-4 
  51. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. p. 9. Consultado em 11 de fevereiro de 2013. Arquivado do original (PDF) em 12 de maio de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Commons Categoria no Commons