Paracatu

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Município de Paracatu
"Cidade do Ouro"
Caverna de Santa Fé em Paracatu

Caverna de Santa Fé em Paracatu
Bandeira de Paracatu
Brasão de Paracatu
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 20 de outubro de 1798
Gentílico paracatuense
Prefeito(a) Olavo Remígio Condé (PSDB)
Localização
Paracatu está localizado em: Brasil
Localização de Paracatu no Brasil
17° 13' 19" S 46° 52' 30" O17° 13' 19" S 46° 52' 30" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Noroeste de Minas IBGE/2008 [2]
Microrregião Paracatu IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Guarda-Mor, Ipameri (GO), Cristalina (GO), Unaí, João Pinheiro, Lagoa Grande e Vazante
Distância até a capital 483 km
Características geográficas
Área 8 229,595 km² [3]
População 91 724 hab. IBGE/2016[4]
Densidade 11,15 hab./km²
Altitude 688 m
Clima equatorial [5] Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,744 alto PNUD/2010 [6]
PIB R$ 1 506 246,000 mil IBGE/2010[7]
PIB per capita R$ 17 786,03 IBGE/2010[7]
Página oficial

Paracatu é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado na mesorregião noroeste do estado. Paracatu é o principal município da sua microrregião, sendo um polo atrativo educacional e de trabalho devido à presença de um Instituto Federal do Triângulo Mineiro, do SENAI, de várias escolas e universidades presencial e à distância. A cidade de Paracatu está localizada na divisa com estado de goiás e a 200 km de Brasília e é um importante polo de mineração, onde localiza-se as mineradoras (A empresa canadense Kinross Gold Corporation vem explorar e tirar ouro na cidade) com uma mina que está localizada a menos de 2 km dos bairros da cidade no Morro do Ouro que produzia 15 toneladas de ouro em 2008.

Paracatu dá sinais de desenvolvimento e consumo, com muitos comerciantes e produtores de materiais voltados para pecuária (selas, botinas e calçados de couro) e agricultura. Fabricações de doces de leite e de frutas, assim como adereços derivados de pedras preciosas, processos de lapidação leva a uma rede ambulante de comercialização nas beiras de rodovia, postos de paradas nas estradas e nas praças da cidade. Algumas fábricas de cachaça também estão presentes na cidade.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Paracatu" é um termo de origem tupi que significa "rio bom", através da junção dos termos "Pará" ("rio") e "Katu" ("bom")[8].

História[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos portugueses ao continente americano, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, etc.[9]

Paracatu, desde 1586, já era conhecida por europeus pela primeira bandeira percorrida pela cidade: a bandeira de Domingos Luis Grau. Posteriormente, sucessivas outras bandeiras passaram pela região, como as de Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604). Entretanto o povoado surgiu efetivamente com a chegada das bandeiras de Felisberto Caldera Brant e de José Rodrigues Fróis com a descoberta das abundantes jazidas de ouro e prata apesar de um certo tipo de povoamento, com o ciclo do couro, ter se iniciado anteriormente. Assim surgiu o Arraial de São Luiz e Sant'Ana das Minas do Paracatu.

O título de Vila do Paracatu do Príncipe foi dado por alvará-régio de dona Maria, rainha de Portugal, em 20 de outubro de 1798, atendendo a consulta do Conselho Ultramarino. Pertencia à Comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará e passou a denominar-se Vila do Paracatu do Príncipe. No mesmo alvará, foi criado, na vila, o lugar de juiz de fora, civil, crime e órfãos "com os ordenados e emolumentos que vence o juiz de fora de Mariana."

Por carta-régia de 4 de março de 1799, "Sua Majestade foi servida a fazer Mercê ao Bacharel José Gregório de Moraes Navarro do lugar de Juiz de Fora" da villa de Paracatu, tomando este posse em 14 de dezembro de 1799. A primeira Câmara Municipal foi empossada em 18 de dezembro de 1799 e, dela, faziam parte os vereadores sargento-mor Manuel José de Oliveira Guimarães, Francisco Dias Duarte, o capitão José da Silva Paranhos e o procurador da Câmara Luís José de Carvalho.

Em 1840 Paracatu é elevada à cidade e se torna a cabeça da Comarca de Paracatu (capital) , que incluía em seu território cidades tais hoje como Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e cidades ao norte de Minas.

Segundo a Revista do Arquivo Público Mineiro, no ano de 1800, a vila possuía ao todo 17 450 habitantes. Destes, 1 935 eram brancos, 6 335 mulatos livres e 3 637 eram negros livres. Haviam ainda cativos, 327 mulatos e 5 216 negros.

Paracatu é uma das cidades históricas do Estado de Minas Gerais. Tem em torno de seu território cinco quilombos, os quais ainda preservam sua cultura, considerados uns dos mais ricos do estado de Minas Gerais.

A cidade vem se desenvolvendo como um grande polo turístico e cultural, tendo sido tombada em 2010, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio cultural brasileiro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O principal rio de Paracatu originou o nome do município (Rio Paracatu), pertencendo à Bacia do São Francisco. A região é relativamente seca, com baixa pluviosidade, porém é rica em veredas de buritis, que são as nascentes naturais dos cursos d´água que formam ribeirões e rios. Nas regiões mais planas, com o advento da irrigação, foi necessário a construção de imensos canais para a instalação de pivôs centrais (como é o caso do projeto conhecido como Entre Ribeiros).

Outros rios de grande relevância para a cidade são o Rio São Marcos, divisor interestadual com o município goiano de Cristalina, o Ribeirão da Batalha (estes pertencentes à Bacia do rio Paranaíba), o Córrego Rico e o Ribeirão Santa Izabel e os rios Escuro e São Pedro.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Predomina, em Paracatu, a vegetação típica do cerrado, com matas de galeria à beira de rios. Pelo fato da abundância e riqueza da flora e fauna na região o ecoturismo vem se mostrando como um grande potencial econômico no local, abrindo espaço para políticas de empreendimentos ecológicos e sustentáveis.

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1973 a menor temperatura registrada em Paracatu foi de 4,6 °C em 23 de junho de 1976,[10] e a maior atingiu 40,2 °C em 22 de outubro de 2015.[11] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 141 mm em 31 de outubro de 1981. Outros grandes acumulados foram 128,8 mm em 23 de dezembro de 1993, 124,4 mm em 19 de novembro de 1989, 118,6 mm em 5 de janeiro de 1985, 117 mm em 7 de fevereiro de 1975, 115,4 mm em 8 de dezembro de 2005, 114,5 mm em 2 de fevereiro de 2005, 112,8 mm em 11 de janeiro de 1983, 111,4 mm em 9 de fevereiro de 2004, 111,2 mm em 4 de fevereiro de 1983, 110,8 mm em 15 de dezembro de 2002, 108 mm em 17 de janeiro de 1997 e 3 de março do mesmo ano e 106,6 mm em 17 de dezembro de 1989 e 105,2 mm nos dias 24 de dezembro de 1999 e 19 de dezembro de 2011.[12] O índice mais baixo de umidade relativa do ar ocorreu nas tardes dos dias 27 de outubro de 2008 e 11 de outubro de 2014, de 16%.[13]

Dados climatológicos para Paracatu
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 36,4 37,2 35,6 34,8 34,4 32,2 34,4 36,2 38,8 40,2 38,2 37,2 40,2
Temperatura mínima absoluta (°C) 11,7 12,4 12,7 10 5,1 4,3 4,5 6,8 8,1 10,6 12 10,8 4,3
Precipitação (mm) 271 149,9 170,2 82,4 29,3 5,4 10,4 8,9 24,1 149,7 199 213,6 1 313,9
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 12 11 13 6 4 1 2 2 3 11 15 17 97
Umidade relativa (%) 88,7 78,4 79 76,6 76,4 73,9 63,5 64,2 63 69,4 75,8 81,6 74,2
Horas de sol 164,4 160,9 181,7 195,2 208,4 213,6 240,9 201,5 155,7 166,5 152,1 135,6 2 176,5
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica 1961-1990;[14][15][16][17] recordes de temperatura: 1973-presente).[10][11]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2015 era de 91 027 habitantes (IBGE 2015), sendo assim, o município de maior concentração populacional do noroeste de Minas.

Cor/Raça Percentagem
Branca 24.5%
Negra 16.0%
Parda 58.0%
Amarela 1.0%
Indígena 0.1%

Fonte: IBGE 2013

Economia[editar | editar código-fonte]

A mineração no chamado Morro do Ouro, liderada pela empresa canadense Kinross Gold Corporation, representa a principal atividade industrial para a geração de emprego e renda na região (José Cruz/Agência Brasil)

Destaca-se em Paracatu a produção agropecuária (principalmente a produção de soja, milho e feijão e a criação extensiva de gado nelore) e a extração de minérios, principalmente o ouro (no Morro do Ouro), o que é feito pela empresa Kinross, sendo a maior mina de ouro do Brasil e a maior a céu aberto do mundo, segundo dados do ministério público. Recentemente, a cidade recebe investimentos na área de biocombustíveis com a instalação de usinas de álcool e açúcar na região do Entre-Ribeiros.

É conhecida como a Terra da Gabiroba, tendo em vista a enorme quantidade dessa fruta no cerrado, principalmente na beira das rodovias.

Em Paracatu, o Produto Interno Bruto (valor adicionado) é composto por:

  • Agropecuária: 15.568.048 reais
  • Indústria: 54.306.183 reais
  • Serviços: 97.398.820 reais [18]

Kinross[editar | editar código-fonte]

Em Paracatu, a Kinross Gold atua desde o ano de 2005.[19] Desde a atuação da empresa no referido município, inúmeras denúncias foram realizadas acerca dos altos índices de câncer na região, fruto da contaminação em massa provocada pelo arsênio; substância liberada no processo de retirada do ouro.[19] Em pronunciamento exibido no quadro Proteste Já, do programa televisivo CQC, o diretor do Hospital do Câncer de Barretos afirmou que apenas no ano de 2014 o hospital atendeu mais de 1.000 pacientes vindos da cidade de Paracatu, cuja população é de apenas 90 mil habitantes e está localizada a mais de 500 km de distância da cidade de Barretos; na mesma reportagem seguranças da empresa tentaram atropelar o cinegrafista da emissora.[20] Márcio José dos Santos, geólogo e mestre em Planejamento e Gestão Ambiental, explica que diferentemente do que ocorria na época dos garimpos, a chegada das mineradoras trouxe um processo de extração chamado cianetação, que consiste na destruição da rocha através de explosivos e agentes químicos, que liberam arsênio em diferentes estados de valência. Para se retirar 1g de ouro, por exemplo, seriam liberados até 7kg de arsênio nessas condições, e o mais letal deles seria o trióxido de arsênio, um dos componentes liberados quando se ataca a arsenopirita.[19]

Acesso e transportes[editar | editar código-fonte]

Paracatu é entrecortado por duas rodovias importantes: BR-040 e MG-188, além da GO-020, que fazem a ligação do município com outras partes do País, como também com outros centros importantes do Estado.

A empresa Expresso Planalto, fornece o serviço de trasporte público no município, com linhas que ligam todo o perímetro urbano e também outros distritos da cidade como São Sebastião, Lagoa de Santa Rita e São Domingos.

A cidade de Paracatu conta com duas rodoviárias: uma no bairro Bela Vista, onde operam diariamente partidas e chegadas para Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Patos de Minas, Araguari, Uberlândia, Uberaba, Unaí, Patrocínio, Vazante, Campinas, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, Cristalina, Guarda Mor, João Pinheiro, dentre outras; e outra na Vila Alvorada, saída para Belo Horizonte, na BR-040, onde os destinos são: Rio de Janeiro, Ubá, São João Del Rey, Vitória, Ouro Preto, Ilhéus, Goiânia, Caratinga, Diamantina, Montes Claros, Januária, Porto Seguro.

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

O município conta com o Aeroporto Municipal Pedro Rabelo de Sousa. Encontra-se em homologação pela ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, disponibilização de voo comercial, operado pela Trip/Azul Linhas Aéreas entre Paracatu e Belo Horizonte. Com escalas em Goiânia, Patos de Minas, Rio Verde, Governador Valadares, Uberlândia e Ipatinga.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade recebe cada vez mais estudantes de toda a região para cursar seu ensino superior em instituições como a Faculdade do Noroeste de Minas (FINON), Tecsoma, Faculdade Atenas, Unimontes, Instituto Federal do Triângulo Mineiro e, mais recentemente, a Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais (UAITEC, parceira da Universidade Aberta do Brasil).

Em Paracatu, há 39 escolas de ensino fundamental, 31 escolas de pré-escola e dez escolas de ensino médio. As matrículas por série se dividem da seguinte forma: fundamental - 15 125; Pré-escola - 2 470; Médio - 4 356.[21]

Em 2009, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do município para os anos iniciais do ensino fundamental superou a meta prevista para 2009 e alcançou a de 2013, alcançando 5,5 (em uma escala de 0 a 10). Paracatu também ficou acima da média brasileira para esse ciclo, que é de 4,6. No que se refere aos anos finais do ensino fundamental, a nota foi de 4,2, superando a meta prevista para o período.

Entretanto, dos cinco conjuntos de indicadores de qualidade propostos pelo movimento Todos Pela Educação, destaca-se o baixo percentual de alunos dos anos finais do ensino fundamental que aprenderam o que era esperado em Matemática (8,8%) e Língua Portuguesa (15,4%). O desempenho dos alunos da quarta série foi melhor. No entanto, ainda está abaixo das médias nacionais da Região Sudeste e do estado.[22]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Paracatu possui 28 estabelecimentos de saúde municipais, quinze privados e nenhum estabelecimento estadual ou federal de saúde.[21]

Em 17 de fevereiro de 2011, um novo pronto-socorro e setor de internação do hospital municipal passaram a funcionar, obra da prefeitura em parceria com as empresas Kinross e a Faculdade Atenas. Segundo Padilha, ministro da saúde, o pronto-socorro é um dos mais modernos do Brasil.[23] Paracatu é a única cidade do Noroeste do estado que possui uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) pública.

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Em Paracatu estão instaladas as seguintes instituições de segurança pública

Esportes[editar | editar código-fonte]

Paracatu conta com uma equipe de futebol profissional que disputa o Campeonato Brasiliense de Futebol. O time que tinha sede na cidade vizinha de Unaí-MG, foi transferido para Paracatu em 2014.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo na cidade de Paracatu cresce em uma escala bastante grande. Isto se deve principalmente ao fato do município, no ano de 2010, ter sido tombado patrimônio histórico nacional e cultural brasileiro pelo IPHAN, e por incentivos público-privados, como na criação da Associação de Condutores de Turismo de Paracatu, atualmente coordenadora do Centro de Atendimento ao Turista, local no qual o visitante pode contar com informações referentes aos atrativos da cidade e com conduções. A criação de projetos de educação patrimonial e a preservação do núcleo histórico, dos atrativos naturais e dos quilombos remanescentes da cidade deram bons frutos para o desenvolvimento do turismo no local.

Paracatu pertence ao seleto grupo das dez cidades nacionalmente tombadas em Minas Gerais, o que a coloca no patamar de um dos municípios mineiros mais ricos culturalmente e patrimonialmente, sendo integrante também da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.

Outro atrativo da região são os eventos que estão no calendário festivo anual da cidade. Paracatu possui dezenas de eventos durante o ano, sendo estes de cunho religiosos, agropecuários, culturais e esportivos.

Os principais eventos durante o ano na cidade são:

  • Carnaval: A festa é realizada no centro da cidade, com desfile de escolas de sambas e blocos locais. Um dos diferenciais do evento é o Carnaval de Outrora, que resgata marchinhas e músicas tradicionais dos antigos carnavais.
  • Encenação da Semana Santa: Entre março/abril, o evento costuma reunir mais de 10 mil fiéis durante a sexta-feira da Paixão. Atores e colaboradores relembram passo a passo o sofrimento de Cristo, passando em procissão pelas principais igrejas históricas do município.
  • Hallel: Em junho, um dos principais eventos de louvor da igreja católica do Brasil se realiza em Paracatu. Cantores, bandas, padres e pregadores de destaque no País participam da festa que costuma reunir cerca de 30 mil pessoas todo ano.
  • Feira da Cachaça: Acontece em julho, com a finalidade de divulgar as produções artesanais da cachaça de rapadura feita no município. O evento conta com mais de 20 barracas personalizadas. Também, durante a feira, são comercializadas comidas típicas da cidade.
  • ExpoParacatu: Entre Julho/Agosto, a exposição agropecuária de Paracatu é uma tradição na região do Noroeste de Minas Gerais. O evento realizado pela Coopervap (cooperativa local), conta com a cavalgada de abertura, a eleição da rainha da festa, de shows sertanejos, rodeios, parques de diversões e boate. Costuma ser cinco dias de festa.
  • Aniversário de Paracatu: Em outubro, as comemorações do aniversário de Paracatu (dia 20 de outubro) se dividem em desfiles cívicos, shows, exposições artesanais e também em homenagens de personalidades locais na Casa de Cultura do município.
  • Réveillon: O réveillon em Paracatu é mais agitado nos salões e clubes de eventos da cidade. Geralmente as viradas contam com bandas, DJs e cantores de Minas Gerais e do Distrito Federal.

O turismo ecológico também vem crescendo, à exemplo das cavernas e grutas de Santa Fé, e da série de cachoeiras da região do Prata, em especial a Grande Cachoeira do Prata. O eco-turismo, porém, só pode ser feito pelo auxílio de profissionais capazes, devido ao risco das atividades.

Quilombos[editar | editar código-fonte]

Os quilombos paracatuenses são considerados uns dos mais importantes de Minas Gerais. Eles são dotados de elementos únicos, os diferenciando dos demais.

Tais comunidades, segundo documentário feito pelo IAB (Instituto de Arqueologia Brasileira) juntamente com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) se subdividem em alforriadas e fugitivas as quais tem grande relevância quanto a constituição étnica da população paracatuense, que em sua maioria é afro-descendente. Recentemente elas vêm sendo foco de estudos antropológicos, sociológicos e históricos.

Em três deles há espaço aberto para a visitação de turistas (o quilombo de São Domingos, São Sebastião e o da Lagoa de Santo Antônio). O dinheiro arrecadado com a atividade contribui para a manutenção e a preservação da identidade de tais povos e da proteção em relação às suas terras.

A Comunidade Quilombola de São Domingos. Moram ao todo 400 pessoas distribuídas em 69 famílias. A maioria das casas está distribuída de forma dispersa. O quilombo é bastante organizado: conta com a Associação de Moradores e a Associação de Quilombolas de São Domingos. A proximidade com Paracatu facilita o acesso aos serviços públicos. Além disso, conta com a presença de agente de saúde e a visita mensal de um médico. A comunidade possui luz elétrica, telefone público e coleta de lixo pela prefeitura.

A comunidade está lutando para regularizar as terras como território quilombola e protegê-las de uma invasão iminente de seus territórios pela mineradora vizinha. O cemitério antigo, por exemplo, já está próximo das terras ocupadas pela mineradora. A comunidade quilombola de São Domingos é bastante antiga, e, provavelmente, encontra-se no local há mais de duzentos anos, quando Paracatu formou-se. Três grupos familiares formaram a comunidade: os Ferreira, os Lopes e os Mendanha. As atividades econômicas dos moradores são o trabalho agrícola (o açafrão é um produto tradicionalmente comercializado), criação de gado leiteiro, emprego fora da comunidade (em Paracatu e na mineradora) e produção dos equipamentos coletivos de beneficiamento local (casa de farinha, moinho de cana e olaria). Algumas moradoras realizam atividades artesanais de cestarias e produção de doces, além, do turismo na localidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://paracatumemoria.wordpress.com/paracatu/bandeira/
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Estimativa populacional 2016 IBGE». Estimativa populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014. 
  5. . gif «World Map of the Köppen-Geiger climate classification» Verifique |url= (Ajuda). World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 24 de fevereiro de 2010. 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013. 
  7. a b IBGE. PIB dos municípios. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pibmunicipios/2010/default_xls.shtm>. Acesso em: 16 de dezembro de 2012
  8. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  9. CHAIM, M. M. Aldeamentos Indígenas (Goiás 1749-1811). Segunda edição. São Paulo: Nobel, 1983. p. 48
  10. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Paracatu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  11. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C) - Paracatu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  12. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Paracatu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  13. «BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Paracatu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  14. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  15. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  16. «Insolação Total (horas)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  17. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 27 de dezembro de 2015. 
  18. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=314700#
  19. a b c Em.com.br: Para especialistas, atividade de mineradora em Paracatu pode causar danos à saúde
  20. Proteste Já: Proteste Já: má conduta de mineradora faz comunidade ser envenenada
  21. a b http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=314700#topo
  22. http://www.blogeducacao.org.br/indicadores-da-educacao-de-paracatu-mg/
  23. http://www.cosemsmg.org.br/cosems/cosems-regionais/noticias-regionais/32-unai/598-paracatu-inaugura-novo-pronto-socorro

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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