Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais

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Corpo de Bombeiros Militar
do Estado de Minas Gerais
Brasão CBM MG.PNG
Brasão do CBMMG
País Brasil - Estado de Minas Gerais
Subordinação Secretaria de Estado de Defesa Social - SEDS
Missão Bombeiro Militar
Sigla CBMMG
Criação 31 de agosto de 1911
Aniversários 105
Patrono Imperador D.Pedro II
Marcha Canção Soldado do Fogo
Lema O amigo certo, nas horas incertas.
Comando
Comandante Coronel BM Luiz Henrique Gualberto Moreira
Subcomandante Coronel BM Helder Ângelo e Silva
Sede
Guarnição Belo Horizonte, MG, Brasil Brasil
Internet www.bombeiros.mg.gov.br

Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG) é uma Corporação cuja principal missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos no âmbito do estado de Minas Gerais.

Ele é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil. Seus integrantes são denominados Militares dos Estados pela Constituição Federal de 1988, assim como os membros da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.

Histórico[editar | editar código-fonte]

As obras e construções da nova capital do Estado de Minas Gerais, que foi oficialmente inaugurada em 1987, fizeram surgir as primeiras considerações e advertências sobre possíveis vulnerabilidades e riscos aos quais a nova cidade estava exposta. Quatro meses após sua inauguração oficial, a nova capital registrou seu primeiro incêndio, curiosamente no local destinado a abrigar a força policial, mais especificamente no Quartel da Brigada Policial. Naquele evento os trabalhos de combate as chamas funcionaram de forma rudimentar. Contou-se apenas com a coragem de militares da Brigada policial e de alguns moradores, além de duas bombas manuais de combate a incêndios. No entanto, o lado bom foi o de ter despertado as autoridades da época para a necessidade de se criar um serviço organizado de extinção de incêndios.

Em 31 de agosto de 1911, o Presidente do estado de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão, criou através da lei 557 a Seção de Bombeiros. De acordo com a legislação, o efetivo previsto para servir na futura Seção de Bombeiros deveria ser retirado da Guarda Civil. Constam nos registros que daquela Corporação saíram onze guardas civis, em maio de 1912, que partiram em direção à Capital federal, à época rio de Janeiro, com a difícil tarefa de se tornarem bombeiros. O período previsto para o treinamento dos guardas no Corpo de Bombeiros da capital federal era de quatro meses. O treinamento abrangeu os meses entre maio a agosto de 1912 e, por ocasião de seu término, os guardas foram elogiados a pedido do coronel Comandante do corpo de Bombeiros do rio de janeiro. Apesar desse elogio, durante o treinamento, ocorreu pelo menos um fato que possivelmente repercutiu na mudança de panos quanto ao aproveitamento dos guardas no serviço de bombeiros. É que, em documento, José Ignácio Martins, encarregado dos guardas em treinamento no corpo de Bombeiros do Rio de janeiro, escreveu ao chefe de polícia de Minas, noticiando que os guardas tinham bom aproveitamento nos treinamentos, já sendo, até mesmo, enviados para ocorrências em que podiam aplicar os conhecimentos adquiridos. No mesmo documento, narrou desentendimento protagonizado entre um sargento daquele Corpo e o guarda civil, Rodrigo José Murta. De acordo com o relato, o guarda Murta se desentendeu com o primeiro sargento Guimarães ao observar que ele reprimia o guarda José de Freitas Dungas, além do fato de chamar toda a turma de guardas civis de " indisciplinados ". Houve uma discussão entre os dois, e esse fato foi comunicado ao comandante do batalhão que, por seu turno, adotou medida disciplinar em desfavor do guarda, com aplicação de dez dias de prisão como pena. Em seu relato, Rodrigo Murta insurge não aceitando a sanção.

Logo após o término dos treinamentos no Rio de janeiro, os onze guardas estavam prontos para exercerem as funções de bombeiros, fato que não se consolidou oficialmente. Eles voltaram às suas antigas funções de guardas civis e não puderam desempenhar de imediato o trabalho de bombeiro, tendo em vista duas situações: não havia ainda sido organizada a Seção de Bombeiros e, além disso, a partir de outubro daquele mesmo ano, quinze novos alunos, desta vez retirados da Força Pública partiriam, a exemplo dos onze guardas, para treinamento no Rio, com o objetivo de se tornarem bombeiros. Inicialmente houve uma pequena disputa entre a extinta Guarda Civil, segmento uniformizado da Polícia Civil, e a Força Pública do Estado, atual Polícia Militar, sobre o controle da nova Corporação. Prevaleceu a versão militarizada, sendo efetivada uma Companhia de Bombeiros anexa ao 1º Batalhão da Força Pública em 1913.

No período ditatorial de Getúlio Vargas o Corpo de Bombeiros foi desvinculado da PM; voltando a ser reintegrado em 1966.[1]

Em 1999 o CBMMG adquiriu autonomia da Polícia Militar,[2] passando a dispor de estrutura administrativa e financeira próprias. Houve também, na mesma época, a mudança do nome de; Corpo de Bombeiros da Polícia Militar para Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O fardamento da Corporação foi completamente reformulado, com vistas a diferenciá-la da Polícia Militar.

Denominações[editar | editar código-fonte]

  • Companhia de Bombeiros - 1913;
  • Companhia dos Sapadores Bombeiros[3] - 1926
  • Corpo de Bombeiros da Força Pública[4] - 1931
  • Corpo de Bombeiros do Estado[5] - 1934
  • Corpo de Bombeiros da Polícia Militar[1] - 1966
  • Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais[2] - 1999

Sobre o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

A organização básica do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais é disposta na Lei Complementar Nº 54 de 1999 (Estadual), e além das ações de socorrimento público e outras ligadas a ações de defesa civil, atribui também à Corporação ações relacionadas à prevenção, a qual tem hoje demasiada relevância para sua atuação. O CBMMG, possui autonomia administrativa e financeira desde sua desvinculação definitiva da Policia Militar do Estado de Minas Gerais em 1999 - isso se deu por meio da Emenda Constitucional (do Estado) Nº 39 de 2 de Junho de 1999. Compartilha de legislações específicas com a Polícia Militar de Minas Gerais, especialmente as que se referem aos servidores militares estaduais, tais como Código de Ética (Lei 14310/02), Lei 5301 (Estatuto dos Militares Estaduais de Minas Gerais), dentre outras normativas e legislações.

O Corpo de Bombeiro Militar possui academia de formação independente desde o ano 2011, formando Praças e Oficiais e fazendo o aperfeiçoamento de seu pessoal por meio de diversos cursos, incluindo modalidades a distância (EAD). Todos os militares estaduais (Bombeiros e Policiais) podem utilizar o sistema de saúde composto por rede orgânica e rede contratada, que é proporcionado por meio do IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares). Uma mudança significativa foi a troca do uniforme que passou de marrom caqui para tom de cinza. As insígnias militares de Praças e Oficiais da Corporação permanecem as mesmas, havendo desta forma paridade com as insígnias da PMMG que distinguem Graduações (para Praças) e postos (para Oficiais). O processo de formação passou por uma mudança significativa, pois a nova formação do Bombeiro é voltada para o salvamento, socorro e outras típicas da atividade fim e há diminuição de atividades típicas de policiais, ao contrário do que foi antes da separação. As bases da Corporação tem orientação tipicamente militares baseadas em hierarquia de disciplina.

Estrutura Operacional[editar | editar código-fonte]

  • 1º BBM (Batalhão de Bombeiro Militar) - Belo Horizonte;
  • PA Centro;
  • PA Saudade;
  • PA Santa Lúcia;
  • PA Carlos Prates;
  • PA Busca e Salvamento;
  • 2º BBM - Contagem;
  • 3º BBM - Belo Horizonte;
    • PA Confins
    • PA Venda Nova;
    • PA Caiçara;
    • PA Vespasiano;
    • PA Sabará;
    • PA Nova União;-
    • PA Ipiranga;
  • 4º BBM - Juiz de Fora;
    • PA Zona Norte
    • PA Zona Sul (UFJF)
  • 5º BBM - Uberlândia;
  • 6º BBM - Governador Valadares;
    • PA Ibituruna;
  • 7º BBM - Montes Claros;
  • 8º BBM - Uberaba;
  • 9º BBM - Varginha;
  • 10º BBM - Divinópolis;
  • 1º CIBM - (Companhia Independente de Bombeiro Militar) - Poços de Caldas;
  • 2º CIBM - Barbacena;
  • 3º CIBM - Ipatinga;
  • 4º CIBM - Patos de Minas.
  • B.O.A. - Batalhão de Operações Aéreas - Belo Horizonte
  • B.E.M.A.D. - Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres - Belo Horizonte
  • C.O.B.O.M. - Centro de Operações de Bombeiros - Belo Horizonte
  • C.I.R. - Companhia independente de Resgate - Belo Horizonte
  • C.A.T. - Centro de Atividades Técnicas - Belo Horizonte
  • C.O.B. - Comando Operacional de Bombeiros - Belo Horizonte (1°COB) - Uberlândia (2°COB) - Juiz de Fora (3°COB) - Montes Claros (4°COB) - Governador Valadares (5°COB) - Poços de Caldas (6°COB).

A abreviação "PA" significa "Posto Avançado"

A abreviação "BBM" significa "Batalhão de Bombeiros Militares"

A abreviação "CIBM" significa "Companhia Independente de Bombeiros Militares"

Estrutura Hierárquica[editar | editar código-fonte]

A complementação BM significa "Bombeiro Militar".

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Portal
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • História Média de Belo Horizonte; de Abílio Barreto; 1936.

Referências

  1. a b Lei 4234 de 25 de agosto de 1966.
  2. a b Emenda à Constituição Nº 39, de 2 de junho de 1999.
  3. Decreto-Lei n° 7.297, de 27 de julho de 1926.
  4. Decreto n° 9.867, de 20 de fevereiro de 1931.
  5. Como uma Corporação autônoma. Pelo Decreto-Lei n° 11.186, de 04 de janeiro de 1934.