Polícia Militar do Estado do Pará

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Polícia Militar do Pará
Brasão PMPA.PNG
Brasão da PMPA
País  Brasil
Pará Pará
Subordinação Secretaria Estadual de Segurança
Missão Polícia Militar
Sigla PMPA
Criação 1818
Patrono Coronel Antônio Sérgio
Dias Vieira da Fontoura
Marcha Canção da PMPA
Lema Segurança para todos
História
Guerras/batalhas Guerra do Paraguai
Guerra de Canudos
Sede
Guarnição Belém
Internet Página Oficial

A Polícia Militar do Pará ( PMPA ) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Pará. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Pará. Seus integrantes são denominados Militares Estaduais,[1] assim também são denominados os membros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará.

História[editar | editar código-fonte]

A Polícia Militar do Estado do Pará (PMPA) é uma instituição militar de segurança pública, criada em 1818, no governo do Conde de Vila Flor. Ela então recebeu a denominação de Corpo de Polícia, sob o comando do Ajudante José Victorino de Amarante, do Corpo de Artilharia da Capitania do Grão-Pará e Rio Negro. Anteriormente à criação do Corpo de Polícia, o Conde de Vila Flor, Antônio José de Souza Manuel de Menezes Sevarin de Noronha, criou em 1817 o Esquadrão de Cavalaria Miliciana, que teve como primeiro comandante o Major Joaquim Mariano de Oliveira Bello, tio materno do Duque de Caxias (a mãe do Duque de Caxias, a Senhora Mariana Cândida de Oliveira Bello, era irmã do major).

A PMPA teve destacada participação em muitos momentos críticos na história do Estado do Pará e do Brasil. Entre tais movimentos bélicos se destacam: a Cabanagem; a Guerra do Paraguai; a Campanha de Canudos; o combate aos revolucionários tenentistas nos levantes de 1922, 1924, 1926 e 1930.

Na Guerra do Paraguai encaminhou duas tropas para combater em solo paraguaio, denominadas de 1º e 2º Corpo Paraense de Voluntários da Pátria.

Antonio Fontoura.

Na Campanha de Canudos, nos sertões da Bahia, enviou o Regimento Militar do Estado, uma força armada comandada pelo Coronel Sotero de Menezes e no subcomando o Tenente-coronel Antônio Sérgio Dias Vieira da Fontoura. Nesse episódio, no dia 25 de setembro de 1897, o Coronel Antônio Sérgio Dias Vieira da Fontoura consagrou-se no comando do 2º Corpo de Regimento Militar do Estado, ao abrir caminho para vitória das forças expedicionárias contra Antônio Conselheiro e seus seguidores.

Em 1900, o Coronel Fontoura assumiu o comando da corporação, tido como o seu segundo Comandante-geral e o herói de Canudos. Deixou o cargo em 1911 e em 1925 foi definido como o Patrono da Corporação.

Tradicionalmente se comemora em 25 de setembro o Dia da Força Pública, alusão ao combate de 25 de Setembro de 1897, no Arraial de Canudos. Ocasião em que é outorgada a medalha do mérito Coronel Fontoura.

Uniforme do Corpo de Cavalaria do Pará - 1817.

Os períodos de 1920 a 1930 envolveram corporação nos esforços de combater os militares tenentistas; vindo em um desses combates a morrer um tenente da PM e o Capitão do Exército Assis de Vasconcelos (nome de uma avenida em Belém). Com a vitória do movimento, na Revolução de 1930, a Força Pública do Estado foi extinta, sendo substituída em suas funções pela Guarda Civil; contudo dois anos depois o Interventor Magalhães Barata teve de acionar os ex-integrantes da Força Pública para conter o motim em que se encontravam os guardas-civis.

Mais dois anos se passaram até que a polícia militar foi reativada e instalada no prédio que situado na Avenida Alcindo Cacela, esquina com Rua Fernando Guilhon, bairro da Cremação, em Belém.

No período de 1935 a 1964 a PMPA foi se consolidando no Estado como uma espécie de exército estadual e com o Golpe Militar de 1964 ganha relevância no sufocamento de greves e manifestações estudantis e de trabalhadores que lutavam contra o Regime Militar.

Até os anos de 1980 a prioridade da PMPA era de somente defender o Estado e os poderes constituídos; porém, nesse ano, com a visita de um grupo de oficiais ao Japão, o Tenente-coronel Rocha trouxe a ideia de implantar o sistema de Kobans. Assim, foi criado o sistema de PM-BOX, cabines de fibras, com rádio HT e alojamento; onde os policiais militares prestavam serviço.

O Sistema de PM-Box tornou-se um modelo de policiamento e ao longo dos anos de 1990 iniciou-se a implantação do policiamento comunitário, através do Projeto POVO (policiamento ostensivo volante); o qual no início do século XXI transmutou os PM-Box em Posto Avançado de Polícia Comunitária (PAPC) e Destacamento Especial de Polícia Comunitária (DEPC). E os anos de 1990-2010 demarcaram a mudança de paradigmas da PMPA, onde o policiamento comunitário foi ganhando destaque como também o policiamento especializado e de missões especiais.

Triste episódio que marcou a corporação foi o conflito armado com o movimento dos trabalhadores sem terra, em Eldorado dos Carajás, em 1996, com saldo de dezenove trabalhadores mortos e vários policiais feridos; dentre os quais, um perdeu a visão. Contudo, esse episódio desencadeou modificações substanciais na estrutura da PMPA, pois motivou a criação do Comando de Missões Especiais, grande comando militar estadual que congrega todas as tropas de intervenção como o Batalhão de Choque, a Cavalaria, o Canil e a Companhia de Operações Especiais, dentre outras OPMs.

Denominações[editar | editar código-fonte]

Estrutura Operacional[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento da Capital 1 (CPC 1) - Belém[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento da Capital 2 (CPC 2) - Belém[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento da Região Metropolitana (CPRM) - Marituba[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Especializado (CPE) - Belém[editar | editar código-fonte]

Comando de Missões Especiais (CME) - Belém[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Ambiental (CPA)[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional I (CPR I) - Santarém[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional II (CPR II) - Marabá[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional III (CPR III) - Castanhal[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional IV (CPR IV) - Tucuruí[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional V (CPR V) - Redenção[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional VI (CPR VI) - Paragominas[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional VII (CPR VII) - Capanema[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional VIII (CPR VIII) - Altamira[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional IX (CPR IX) - Abaetetuba[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional X (CPR X) - Itaituba[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional XI (CPR XI) - Marajó[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional XII (CPR XII) - Xinguara[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento Regional XIII (CPR XIII)[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Artigo 42 da Constituição de 1988.
  2. Decreto 1.516, de 09 de Fevereiro de 1935.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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