Polícia Militar de Alagoas

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Polícia Militar de Alagoas
Brasão PMAL.PNG
Brasão da PMAL
País  Brasil
Estado  Alagoas
Subordinação Secretaria Estadual de Defesa Social
Missão Polícia Militar
Sigla PMAL
Criação 3 de fevereiro de 1832
Patrono Alferes Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes
Marcha Somos Soldados Leais
Lema Segurança Para Todos
Cores Azul, branco e vermelho
História
Guerras/batalhas Guerra do Paraguai
Guerra de Canudos
Combate ao Cangaço
Revolta Tenentista de 1922
Coluna Prestes
Revolução de 1930
Revolução de 1932
Sede
Guarnição Maceió
Internet Página Oficial
Mapa da área de atuação
Alagoas in Brazil.svg
Estado de Alagoas

A Polícia Militar de Alagoas ( PMAL ) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado de Alagoas. Ela é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil. Seus integrantes são denominados Militares dos Estados,[1] assim como os membros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A primeira participação em conflito que exigiu operação de guerra deu-se em 1839 quando Agostinho da Silva Neves, Presidente da Província resolveu transferir a Capital, então instalada na cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro), para Maceió. Em defesa da legalidade, a corporação enfrentou tropas comandadas pelo major Manuel Mendes da Fonseca (pai de Deodoro da Fonseca) que se punha à transferência, dominando os rebeldes.

Guerra do Paraguai[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1864, tropas paraguaias atravessaram a fronteira com o Brasil e tomam o Forte Coimbra, na Província do Mato Grosso; dando início à Guerra do Paraguai, que duraria até 1870.

Em 13 de março de 1865 foi criado o 20º Batalhão de Voluntários da Pátria, com efetivo de quatrocentos soldados alagoanos, sob o comando do major Carlos Irilo de Castro. Um matutino da época registrou que antes de embarcar no vapor São Francisco com destino ao teatro de operações, as tropas desfilaram pelas ruas de Maceió sob intensa aclamação popular.

Ao retornar à Província, em 1870, os soldados alagoanos foram calorosamente recebidos pelo povo, que rendeu homenagens aos duzentos e um milicianos mortos em combate.

1895[editar | editar código-fonte]

Em 1895 a corporação participou ativamente da deposição de Manuel Gomes Ribeiro, o Barão de Traipu, do Governador da Província.

Guerra de Canudos[editar | editar código-fonte]

Em 1897 um contingente de trinta voluntários foi incorporado ao contingente federal que participou da repressão aos sertanejos do vilarejo de Canudos, na Bahia; quando os seguidores de Antônio Conselheiro foram vencidos.

Combate ao Cangaço[editar | editar código-fonte]

Em 8 de julho de 1922 a polícia militar alagoana teve seu “batismo de fogo” contra cangaceiros. Depois de atacar o município de Água Branca, o bando escondeu-se na localidade de Espírito Santo, Pernambuco. Comandando trinta homens o tenente José Medeiros atacou os bandidos que, depois de intenso tiroteio, fugiram pela caatinga deixando cinco mortos e levando uma dúzia de feridos. No confronto, a PM perdeu o sargento (militar) Farias e o soldado João Miguel Gomes. Ficaram feridos os soldados Pedro Vieira dos Santos e João Videira da Silva.

O então Tenente João Bezerra, comandante da força volante que atacou a Grota do Angico, em 28/07/1938, exterminando Lampião e seu bando.

1922[editar | editar código-fonte]

Com a eclosão do Segundo 5 de Julho (continuação do Movimento Tenentista, iniciado com a Revolta do Forte Copacabana, em 1922) um contingente de Alagoas, comandado pelo capitão Santa Rosa, foi deslocado para o Estado de Sergipe com a finalidade de dar combate a parte dos militares federais aquartelados naquele Estado e que apoiavam os tenentes. A tropa retornou a Alagoas tão logo a rebelião foi dominada.

Combate à Coluna Prestes[editar | editar código-fonte]

Em 16 de maio de 1925 a PM alagoana foi mobilizada para operar fora do Estado. Sob o comando do capitão Manoel Caldas Braga, três oficiais e cento e cinquenta praças foram deslocados até o Estado do Maranhão, com a finalidade de enfrentar a Coluna Prestes, agrupamento militar oriundo do Movimento Tenentista de 1922/24. Os alagoanos retornaram a Maceió em 4 de maio de 1926, após inúmeros combates com a “Coluna Invicta”. :

Revolução de 1930[editar | editar código-fonte]

Durante a revolução de 1930 oficiais da PMAL apoiaram os revolucionários que derrubaram o governo do Presidente Washington Luís e levaram Getúlio Vargas ao poder, integrando-se, na ocasião, às forças comandadas pelo General Juarez Távora.

Revolução Constitucionalista[editar | editar código-fonte]

A 9 de julho de 1932 rebentou em São Paulo a Revolução Constitucionalista, que tinha como meta depor Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório instalado em 1930. Hábil na arte de fazer política, Vargas espalhou pelo resto do Brasil a falsa informação segundo a qual São Paulo queria se separar do Brasil. Com isso, ganhou o apoio do restante do país. Além dos contingentes federais, as polícias militares de todos os Estados enviaram tropas para combater o suposto movimento separatista de São Paulo. Em 18 de agosto daquele ano um batalhão da PM seguiu para o território paulista, onde foi incorporado às forças que defendiam o governo de Vargas.

Implementação da lavratura de TCO[editar | editar código-fonte]

Desde de 2006, a Polícia Militar de Alagoas vem estudando a implementação da lavratura de Termo circunstanciado de ocorrência, tal como já ocorria na Brigada Militar do Rio Grande do Sul, desde 2001. Após vários embates na cúpula da Segurança Pública do Estado, a Corregedoria Geral de Justiça de Alagoas baixou o Provimento n.º 013/07 em julho de 2007, no qual autoriza aos juízes de direito de Alagoas a recepcionarem o TCO elaborado pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal. Após uma fase de treinamento, em novembro de 2007, o Batalhão de Polícia de Rádio-patrulha da Capital passa a realizar um projeto piloto, tendo seus registros de ocorrência, nas quais figurem infração de menor potencial ofensivo enviados aos Juizados Especiais Criminais de Maceió. Tornando assim um trabalho pioneiro em toda a Região Nordeste.:

Estrutura Operacional[editar | editar código-fonte]

Comando de Policiamento da Capital[editar | editar código-fonte]

  • 1º Batalhão de Polícia Militar
  • 4° Batalhão de Polícia Militar
  • 5° Batalhão de Polícia Militar
  • 8° Batalhão de Polícia Militar
  • 3ª Companhia Independente de Polícia Militar
  • Batalhão de Polícia de Trânsito;
  • Batalhão de Polícia Escolar;
  • Batalhão de Polícia de Eventos;
  • Batalhão de Operações Especiais;
  • Batalhão de Polícia de Rádio Patrulha;
  • Batalhão de Polícia de Guardas;
  • Regimento de Polícia Montada.

Comando de Policiamento do Interior[editar | editar código-fonte]

  • Batalhão de Polícia Rodoviária - Maceió;
  • Batalhão de Polícia Ambiental - Maceió;
  • 1ª Companhia Independente Polícia Fazendária - Maceió.

I Comando de Policiamento de Área do Interior

Sede: Santana do Ipanema

II Comando de Policiamento de Área do Interior

Sede: Arapiraca

III Comando de Policiamento de Área do Interior

Sede: São Luís do Quitunde

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. Artigo 42 da Constituição de 1988.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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