Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba

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Corpo de Bombeiros Militar
do Estado da Paraíba
Brasão CBM PB.PNG
Brasão do CBMPB
País  Brasil
Estado  Paraíba
Corporação Corpo de Bombeiros Militar
Subordinação Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social
Missão Salvaguardar vidas e bens
Sigla CBMPB
Criação 1917
Aniversários 9 de junho
Patrono Gen Aristarcho Pessoa Cavalcanti de Albuquerque
Marcha Canção Soldado do Fogo
Lema Vida Alheia e Riquezas Salvar
Logística
Efetivo 1.143 BMs
Comando
Comandante Cel. QOBM Jair Carneiro de Barros
Subcomandante Cel. QOBM Dênis da Silva Nery
Comandantes
notáveis
Ten. José Lopes Pessoa de Macedo

Ten. Alexandre Loureiro Junior

Cel. Geraldo Cabral de Vasconcelos

Sede
Comando Geral João Pessoa
Internet www.bombeiros.pb.gov.br

O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) é uma Corporação cuja principal missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos no âmbito do estado da Paraíba.

Ele é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Brasil. Seus integrantes são denominados Militares dos Estados pela Constituição Federal de 1988, assim como os membros da Polícia Militar do Estado da Paraíba.

História[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba foi criado em 9 de junho de 1917,[1] com a denominação de Seção de Bombeiros da Força Pública do Estado, com um efetivo de 30 (trinta) militares, tendo como Comandante o Tenente José Lopes Pessoa de Macedo.

A Capital da Província da Paraíba vivenciou no ano de 1916 muitos problemas de ordem estrutural em relação a incêndios, pois faltavam recursos de prevenção e combate a incêndios; incluindo-se a falta de um corpo de bombeiros. O Presidente da Paraíba na época, o Dr. João Pereira de Castro Pinto, tentou instituir um corpo de bombeiros mas não obteve êxito. No ano seguinte, o Dr. Francisco Camilo de Holanda criou uma Seção de Bombeiros,[2] com um efetivo de trinta homens, retirados da própria Força Pública, (atual Polícia Militar da Paraíba). Como todo o processo de criação foi muito rápido, devido à necessidade, não foi construído um prédio para instalar a nova instituição, e o seu aquartelamento ficou provisoriamente dentro do próprio quartel da Força Pública, sob o comando do 2º Tenente José Lopes Pessoa de Macedo, nomeado dois dias após a instituição do Corpo de Bombeiros.

Devido ser uma instituição recém-criada, não havia materiais e equipamentos específicos para atuação de bombeiros. Esse quadro só melhorou com a interferência de Epitácio Pessoa junto aos bombeiros do Distrito Federal, Rio de Janeiro, para aquisição de uma bomba a vapor. Junto com a bomba a vapor. Junto a ela veio o Sargento Alexandre Loureiro Junior, para instruir os bombeiros paraibanos no uso não só da bomba a vapor, mas também dar treinamentos gerais de bombeiros para toda a tropa; incluindo-se treinamento de salvamento, até então empíricos. Ao chegar na capital Paraibana o Sargento Alexandre Loureiro Junior foi logo comissionado ao posto de 2º Tenente, e passou a comandar o corpo de bombeiros. Esse fato proporcionou uma maior autonomia à instituição, que passou a ser vista de melhor forma também pelos poderes públicos, que logo transferiram o Corpo de Bombeiros para acomodações melhores em um prédio público (situado atualmente onde fica o edifício João Pessoa na Praça Aristides Lobo).

Nasciam naquele momento os serviços de Auto, Busca e Salvamento (ABS) que, posteriormente, em 1998, passou a denominar-se como Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), com sua transferência para o bairro de Mangabeira, onde permanece até a atualidade. Este Grupamento teve uma nova mudança de denominação com o desmembramento da Polícia Militar em 2007, passando a ser denominado como Batalhão de Busca e Salvamento (BBS).

No Governo do interventor Antenor Navarro o Corpo de Bombeiros já estava totalmente desgastado materialmente e já não atendia as ocorrências com êxito e assim o interventor resolveu extingui-lo,[3] passando as atribuições para uma seção da Guarda Cívica.

Em 1935, no governo de Argemiro de Figueiredo, o Corpo de Bombeiros ressurgiu,[4] com a denominação apenas de Corpo. Era uma nova fase para o Corpo de Bombeiros, instalado na Rua Diogo Velho, onde permaneceu até 1941, quando foi novamente transferido para um aquartelamento de melhor qualidade, o sobrado do Barão do Abihay, na Praça Venâncio Neiva (atualmente a Delegacia do Ministério do Trabalho). Mesmo antes de ter sido transferido para o novo sobrado do Barão do Abihay, em 1936, foram adquiridas três novas e improvisadas viaturas.

Com o passar do tempo, houve a necessidade de expandir a corporação para outras cidades, e a primeira a ser contemplada no governo do Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque e Melo, em 1947, em Campina Grande. Contudo, só veio a ser instalada no ano de 1953, no governo do Ministro José Américo de Almeida, dentro do 2º Batalhão da Polícia Militar. De onde saiu no ano de 2006 para uma nova sede própria, com melhores acomodações.

No de 1972 foi instituído novos serviços para o Corpo de Bombeiros, que era restrito apenas ao combate a incêndios e ao salvamento, passou então a contar com um serviço de engenharia com a instituição do Serten (Serviço Técnico de Engenharia) pela Assembleia Legislativa do estado da Paraíba através da Lei nº. 3.700 de 07 de novembro de 1.972. Passando posteriormente a ser denominado de CAT (Centro de Atividades Técnicas), que foi oficializado pelo Decreto nº 7.800, de 10 de outubro de 1978. É um serviço de prevenção a incêndios e pânico. Na atualidade, com o desmembramento do Corpo de Bombeiros em relação à Polícia Militar no ano de 2007 pela Emenda constitucional nº. 25 datada de 06 de novembro, houve também a reformulação de sua organização básica pela Lei nº. 8.444 datada de 28 de dezembro de 2007, com CAT passando a ser uma Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) dentro do CBMPB (Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba).

No ano de 1974, o Corpo de Bombeiros encontrava-se totalmente sucateado em termos de matérias de combate a incêndios e salvamento e consequentemente com serviços prestados de baixa qualidade. Esse fato fez com que a opinião pública pressionasse o governo, que viu as necessidades do Corpo de Bombeiros e adquiriu novas viaturas, que logo adquiriu uma AEH ( auto escada hidráulica) com capacidade para 30 metros de altura, já prevendo e também acompanhando a verticalização da cidade. O governo estadual na época era o Sr. Ernani Sátiro. O comandante Geral da Policia Militar era o Coronel Glauber Cabral de Vasconcelos e o Comandante do Corpo de Bombeiros era o Major Geraldo Cabral de Vasconcelos.

O ano de 1975 foi de suma importância para o Corpo de Bombeiros, pois foi inaugurado um novo Quartel para a Corporação Policial Bombeiro Militar da Paraíba no bairro de Marés. O local era de fácil e rápido acesso para entrada e saída de bombeiros para o atendimento as ocorrências. Esse quartel que é a atual morada dos bombeiros na Capital Paraibana, só veio realmente a se tornar operacional aos 02 de julho de 1976, com toda tropa vindo da Rua Maciel Pinheiro.

Em 2007, através da Emenda Constitucional n. 25/2007, tornou-se independente em relação a Polícia Militar da Paraíba, logrando autonomia administrativa e orçamentária, passando a ser um ente do Sistema de Segurança Pública e de Defesa Social do Estado da Paraíba.

Atualmente suas atividades estão definidas pela Lei Estadual de n° 8.444, de 28 de dezembro de 2007.

Organização Básica[editar | editar código-fonte]

Órgãos de Direção Geral[editar | editar código-fonte]

  • Comandante Geral
  • Subcomandante Geral
  • Conselho Superior de Bombeiro Militar
  • Estado Maior Geral - EMG
  • Corregedoria
  • Ajudância Geral

Órgãos de Direção Setorial[editar | editar código-fonte]

  • Diretoria de Pessoal - DP
  • Diretoria de Finanças - DF
  • Diretoria de Apoio Logístico - DAL
  • Diretoria de Atividades Técnicas - DAT
  • Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa - DEIP

Órgãos de Apoio[editar | editar código-fonte]

Ensino e Instrução

  • Academia de Bombeiro Militar "Aristarcho Pessoa Cavalcanti de Albuquerque" - ABMAP
  • Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização - ESFAE
  • Centro de Formação de Condutores Veiculares - CFCV

Apoio Logístico

  • Centro de Suprimento e Manutenção de Materiais - CSMM
  • Centro de Suprimento e Manutenção de Obras- CSMO

Órgãos de Execução[editar | editar código-fonte]

1º Comando Regional de Bombeiro Militar (1º CRBM - Zona da Mata) - João Pessoa

  • 1° Batalhão de Bombeiro Militar (1º BBM) - João Pessoa;
  • Batalhão de Busca e Salvamento (BBS) - João Pessoa;
  • Batalhão de Atendimento Pré-Hospitalar (BAPH) - João Pessoa;
  • 1ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (1ª CIBM) - Cabedelo.

2º Comando Regional de Bombeiro Militar (2º CRBM - Brejo, Borborema e Curimataú) - Campina Grande

  • 2° Batalhão de Bombeiro Militar (2º BBM) - Campina Grande;
  • 3° Batalhão de Bombeiro Militar (3º BBM) - Guarabira.

3º Comando Regional de Bombeiro Militar (3º CRBM - Sertão) - Patos ====

  • 4° Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) - Patos;
  • 5° Batalhão de Bombeiro Militar (5º BBM) - Cajazeiras;
  • 6º Batalhão de Bombeiro Militar (6º BBM) - Sousa (Paraíba);
  • 2ª Companhia do 6º Batalhão de Bombeiro Militar (2ª Cia/6ºBBM) - Pombal;
  • 2ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (2ª CIBM) - Catolé do Rocha.

Referências

  1. Decreto n° 844, de 09 de junho de 1917.
  2. Decreto Estadual nº 844 de 09 de junho de 1917.
  3. Decreto nº 170, de 27 de agosto de 1931.
  4. Lei de nº 37 de 23 de dezembro de 1935.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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