Parauapebas

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Município de Parauapebas
"Pebas"
Bandeira de Parauapebas
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 10 de maio de 1988 (28 anos)
Gentílico parauapebense
Lema Força e Trabalho
Prefeito(a) Darci Lermen (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Parauapebas
Localização de Parauapebas no Pará
Parauapebas está localizado em: Brasil
Parauapebas
Localização de Parauapebas no Brasil
06° 04' 04" S 49° 54' 07" O06° 04' 04" S 49° 54' 07" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Sudeste Paraense IBGE/2008[1]
Microrregião Parauapebas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Marabá ao norte; Curionópolis a leste; Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte ao sul; e São Félix do Xingu ao oeste.
Distância até a capital 700 km
Características geográficas
Área 6 886,208 km² [2]
População 196 259 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 28,5 hab./km²
Altitude 150 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,715 (PA: 3º) – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 15 568 461 mil (PA: 2º) – IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 84 910,23 IBGE/2014[5]
Página oficial
Prefeitura www.parauapebas.pa.gov.br

Parauapebas é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016 era de 196 259 habitantes[3], sendo o quintomunicípio mais populoso do estado. Já seu produto interno bruto, que em 2014 chegou a 15,5 bilhões de reais[5],ficou apenas atrás do PIB da capital, Belém. Três anos antes o PIB chegou a ser o maior de todo o estado do Pará, superando o PIB da capital Belém. No mesmo ano, o produto interno bruto per capita do município foi de R$84.910,23 mil reais[6], sendo o terceiro maior do estado. Localiza-se a 719 km de distância da capital, Belém.

O município é conhecido por estar assentado na maior província mineral do planeta: a Serra dos Carajás. Tem também como característica, a grande miscigenação, com forte presença de maranhenses, mineiros e goianos.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do município é uma referência ao Rio Parauapebas[7]. "Parauapebas" é um termo de origem tupi que significa "afluente raso do rio grande", através da junção de pará (rio grande), 'y (rio) e peb (achatado)[8], ou "papagaio baixo", através da junção de parauá (papagaio)[9] e peb (achatado)[8].

História[editar | editar código-fonte]

Com a descoberta de uma das maiores reservas minerais do mundo na Serra dos Carajás nos anos 1960 e o direito concedido à empresa Vale S.A. (antigamente Companhia Vale do Rio Doce) de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, esta empresa construiu uma rodovia asfaltada entre a cidade de Marabá e as instalações da empresa com cerca de 200 km.

Essa estrada foi posteriormente transferida ao estado do Pará. No âmbito do Projeto Grande Carajás, a Vale construiu um núcleo urbano ao lado do povoado para abrigar seus funcionários. Nesses, incluem-se os que viriam trabalhar nas obras da Estrada de Ferro Carajás, iniciadas em 1981 e que ligaria a província mineral ao Porto da Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. A empresa iniciou ainda a construção de uma infraestrutura básica, com escola, delegacia, hospital, prédio da administração e rede elétrica. Na época, a Vila de Parauapebas já acumulava mais de 20 000 habitantes.

Em 1985, o presidente brasileiro José Sarney inaugurou a Estrada de Ferro Carajás, também construída pela Vale S.A..

Em 2011 o município foi um dos pivôs da demissão do presidente da Vale, Roger Agnelli.[10] Agnelli enviou à presidente Dilma Roussef uma carta onde expressava sua preocupação de que a disputa dos royalties no país estava envolvida num contexto político e que haveria desvio de verbas na prefeitura de Parauapebas.[10] Entre 2005 e 2010 Vale havia pago 700 milhões ao município, comandado pelo prefeito do PT Darci José Lermen, e continuava com péssimos indicadores.[10] Um contrato entre a prefeitura e o advogado Jader Alberto Pazinato dava ao advogado 20% dos royalties pagos pela Vale.[10]

Em 2012 a eleição do sucessor de Lermen foi perdida depois que a polícia descobriu 1,1 milhões de reais no jato de um empresário local, apesar da imprensa local inicialmente vincular este dinheiro ao Partido dos Trabalhadores, isto foi posteriormente desmentido e em 2014 não era conhecido o dono deste dinheiro.[11]

Em 2015, no veraneio, Parauapebas passou pela maior estiagem registrada na história. A grande seca pôde ser registrada no mês de Novembro, o que preocupou a comunidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 06º04'03" Sul e a uma longitude 49º54'08" Oeste, estando a uma altitude de 18 metros.

O município de Parauapebas tem uma área de 7077,269 km² dos quais a Vale e os índios Xicrins do Cateté, juntos, e o Governo Federal, através de projetos de preservação ambiental (APA – Área de Proteção Ambiental, Rebio – Reserva Biológica e Flonata – Floresta Nacional do Tapirapé) detêm a concessão de 80 por cento.

Paruapebas faz limite fronteiriço com os seguintes municípios: Marabá ao norte; Curionópolis a leste; Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte ao sul; e São Félix do Xingu a oeste.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de bairros de Parauapebas

O núcleo urbano de Parauapebas, onde foi implantada a sede do município, está situado no curso médio e à margem direita do rio Parauapebas, estando encravado no sopé da Serra dos Carajás. A distância até Belém é de cerca de 660 quilômetros.

O bairro mais antigo de Parauapebas é o Rio Verde. Atualmente, não é possível saber quantos bairros há em Parauapebas: a cidade vive um verdadeiro colapso urbano; há muitas invasões, além de inúmeros loteamentos. A cidade de Parauapebas tem como característica a divisão territorial em núcleos devido aos grandes acidentes geográficos presentes em seu território.

Política[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito: Darci José Lermen, PMDB
  • Vice-Prefeito: Sérgio Balduíno, do PSD.
  • Presidente da Câmara dos Vereadores: Elias Ferreira de Almeida Filho, do PS.

Economia[editar | editar código-fonte]

Mina de Carajás, vista por satélite em julho de 2009
Atividade mineradora

A atividade mineradora é desenvolvida principalmente na Mina de Ferro de Carajás, da Vale. A extração do minério de ferro representa a principal fonte de recursos do município: emprega cerca de 8 000 pessoas diretamente e cerca de 20 000 indiretamente. Além do minério de ferro, destaca-se a extração dos minérios de manganês e de ouro. A Vale exportou 3,8 bilhões de dólares estadunidenses em minérios em 2008, levando o município a atingir a oitava colocação entre os maiores municípios exportadores do país.[12]

Atividade pecuária

Realizada em geral de maneira extensiva em diversas propriedades rurais de médio porte. Dados de 2005 apontam um rebanho de quase 300 000 cabeças de gado.

Atividade agrícola

A atividade agrícola no município de Parauapebas é pouco expressiva e é, quase em sua totalidade, desenvolvida em pequenas propriedades familiares. Os produtos agrícolas com maior participação no produto interno bruto do município são abacaxi, tomate e mandioca, com rendimento de cerca de 20 000 000 de reais por ano cada (2005).[13]

Comércio

A cidade possui dois centros comerciais expressivos. Um deles se localiza no bairro Rio Verde, nas proximidades da rua Curió (também conhecida como rua do Comércio) e o outro se localiza distribuído por todo o bairro Cidade Nova. Hoje, a cidade conta com um shopping center: o Partage Shopping Parauapebas.

Exportação

De janeiro a dezembro de 2013, o município de Parauapebas-PA foi o que mais exportou, com US$ 10,079 bilhões de embarques ao exterior..[14]

Outras

Desenvolvem-se, também, na cidade, as indústrias extrativista vegetal, pesqueira, movelaria e de beneficiamento de produtos agrícolas. Além dessas, a cidade possui um mercado municipal e uma feira agrícola permanente.

Recursos minerais

Uma das maiores províncias minerais do mundo, com jazidas de minério de ferro, sob a forma de hematita, alcançando 68 por cento de ferro, assim como de minério de manganês, de cobre e de ouro.

Turismo e lazer[editar | editar código-fonte]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

A cidade é ligada pelas rodovias PA - 160 e pela PA - 275 além de uma rodovia municipal Faruk Salmen que vai do centro até a Palmares . A cidade possui uma estação ferroviária e uma estação rodoviária, também possui um aeroporto, o Aeroporto de Carajás.

A cidade conta com linhas de micro-ônibus que fazem o transporte público municipal administrado pela central das cooperativas de Parauapebas que atende pelas linhas A-001, A-002, A-005, C-001, C-002, T-001, T-002, IB001, IB002, IB003 e uma linha Especial

Educação[editar | editar código-fonte]

Lista de instituições de ensino público de Parauapebas:

  • UFPA- Universidade Federal do Pará
  • IFPA- Instituto Federal do Pará
  • UFRA- Universidade Federal Rural da Amazônia
EAD
  • UNIUBE
  • UNISA
  • UNOPAR
  • UNINTER

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 25 de abril de 2016 
  3. a b «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de Referência em 1 de julho de 2016» (PDF). Estimativa Populacional para 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b c «PIBMunicipal2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  6. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome PIBMunicipal2010-2013
  7. Prefeitura de Parauapebas. História. Disponível em http://www.parauapebas.pa.gov.br/paraupebas/historia. Acesso em 9 de fevereiro de 2013.
  8. a b NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  9. Supermanual do escoteiro mirim. São Paulo. Abril. 1979. p. 357.
  10. a b c d Corrêa, Hudson; Souza, Leonardo (7 de maio de 2011). «De: Roger para: Dilma». Revista Época. Consultado em 21 de março de 2016 
  11. Amaral, Marina (7 de março de 2014). «In The Amazon, A New Mining Frontier For Iron Ore». Huffington Post. Consultado em 21 de março de 2016 
  12. «Dez municípios são responsáveis por um quarto das exportações brasileiras». Consultado em 17 de janeiro de 2009 
  13. Estatísticas da Prefeitura. Dados Estatísticos
  14. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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