Companhia de Saneamento de Minas Gerais
| Copasa | |
|---|---|
Sede da estação de tratamento de água da Copasa no município de Coronel Fabriciano | |
| Razão social | Companhia de Saneamento de Minas Gerais S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | B3: CSMG3 |
| Atividade | Saneamento básico |
| Gênero | Sociedade de economia mista |
| Fundação | 1963 (63 anos) |
| Sede | Belo Horizonte, MG, |
| Área(s) servida(s) | |
| Presidente | Fernando Passalio de Avelar |
| Empregados | |
| Produtos | Serviços de Água Gestão de Resíduo sólido |
| Subsidiárias | COPANOR[1][2] |
| Acionistas | Governo do Estado de Minas Gerais (50,03%)[3] |
| Ativos | |
| Lucro | |
| Faturamento | |
| Website | www |
Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA MG) (B3: 19445, CSMG3 ) é uma sociedade de economia mista brasileira com sede no município de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. É a responsável pela prestação de serviços de saneamento na maior parte do estado mineiro, que é o seu maior acionista.[4]
Em 2019, durante o Governo Zema, cogitava-se privatizar a companhia, como forma de poder entrar no Plano de recuperação econômica da União.[5]
História
[editar | editar código]Foi criada a partir da Companhia Mineira de Água e Esgotos (COMAG), instaurada em 1963, como parte da primeira política de saneamento a entrar em vigor em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, a responsável pelos serviços de saneamento era o Departamento Municipal de Águas e Esgoto (DEMAE), o qual foi incorporado à COMAG em 1973. Pela lei nº 6.475, de 14 de novembro de 1974, a COMAG passa por reestruturação e recebe a denominação de Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).[4][6]
Em 2000, a legislação ampliou as competências da Copasa, permitindo atuar também na coleta, reciclagem, tratamento e disposição final do lixo urbano, doméstico e industrial.[7]
Em 2003, foi promovida a abertura de capital. Em 07 de fevereiro de 2006, foi realizada a oferta pública de ações (IPO), pela qual foram captados R$ 813 milhões.[8][9]
Em 2007, foi criada a Copanor, subsidiária responsável por atender as regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais.[7]
Em abril de 2008, foi realizada uma oferta secundária de ações, que movimentou R$ 400 milhões. O município de Belo Horizonte, segundo maior acionista até então, alienou a totalidade das suas ações, enquanto o governo de Minas Gerais vendeu parte das ações, mas continuou como acionista controlador.[9]
Em 2017, o município de Varginha realizou a concessão para operação de aterro sanitário, ficando a Copasa responsável pelo recebimento, tratamento e disposição final dos resíduos.[10]
Serviços
[editar | editar código]Segundo informações de 2024, a Copasa é a encarregada pelo abastecimento de água tratada e coleta de esgoto sanitário na maioria dos municípios mineiros, abrangendo cerca de 11,9 milhões de habitantes.[11] Em 2024, era a responsável pelo fornecimento de água em 640 dos 853 municípios do estado, com uma extensão da rede de 64,7 mil km, e pela coleta de águas residuais em outros 309, com uma extensão da rede de 33,4 mil km e 305 ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto). A companhia também opera o aterro sanitário de Varginha.[11][12]
A empresa tem planos de investir quase R$ 17 bilhões em obras de universalização e melhoria dos serviços[13]. Para acelerar os planos, o governo de Minas Gerais defende a privatização da Copasa. O projeto de lei que autoriza a desestatização tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto prevê a retirada da exigência de referendo popular da Constituição Mineira para aprovação de lei, o que facilita a desestatização da empresa de saneamento.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estão localizados os maiores sistemas de produção e tratamento de água da Companhia. As principais fontes de captação são os reservatórios do Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores e a captação a fio d’água (sem barramento de acumulação) no Rio das Velhas.[12]
Privatização
[editar | editar código]Em 17 de dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou em segundo turno a proposta de privatização da Copasa. Em novembro de 2025, foi aprovada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que retirou exigência de referendo para aprovação da venda da Copasa. O governo de Minas Gerais deverá ter golden shares, mantendo poder de veto sobre decisões estratégicas. [14][15]
Conforme o texto aprovado, os recursos obtidos com a privatização da companhia serão utilizados para amortizar a dívida de Minas Gerais com a União ou no cumprimento de outras obrigações assumidas no acordo do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Parte dos recursos também deverá ser destinado para a formação do fundo de saneamento básico. A companhia privatizada deverá cumprir as metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, nos termos do Marco Legal do Saneamento, incluindo áreas rurais e núcleos urbanos informais consolidados.[14]
A proposta oi alvo de críticas e protestos, com a oposição afirmando que a privatização deverá prejudicar a qualidade dos serviços e aumentar o valor da tarifa de saneamento no estado.[14]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b c d e «Demonstrações Financeiras 2022». Copasa RI. Consultado em 2 de abril de 2023
- ↑ «Sobre a COPANOR». Copasa Serviços de Saneamento Integrado do Norte e Nordeste de Minas Gerais (COPANOR). Consultado em 2 de abril de 2023
- ↑ «Composição Acionária». Copasa RI. 31 de janeiro de 2023. Consultado em 2 de abril de 2023
- ↑ a b «A Empresa». Copasa. Consultado em 2 de abril de 2023
- ↑ «Zema quer retirar referendo para privatização de Cemig e Copasa». Tribuna de Minas. 25 de junho de 2019. Consultado em 26 de junho de 2019
- ↑ «A empresa». Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). 27 de setembro de 2013. Consultado em 9 de fevereiro de 2014. Arquivado do original em 11 de maio de 2015
- ↑ a b «Histórico». COPASA RI. Consultado em 29 de março de 2024
- ↑ ESPECIAL, ANA PAULA PEDROSA / ENVIADA (8 de fevereiro de 2006). «Copasa estréia em grande estilo na bolsa | O TEMPO». www.otempo.com.br. Consultado em 29 de março de 2024
- ↑ a b «G1 > Economia e Negócios - NOTÍCIAS - Oferta secundária da Copasa deve movimentar até R$ 460 milhões; papel sai». g1.globo.com. Consultado em 29 de março de 2024
- ↑ pizarro, ludmila (8 de fevereiro de 2016). «Copasa entra no mercado de aterro sanitário em Varginha | O TEMPO». www.otempo.com.br. Consultado em 29 de março de 2024
- ↑ a b «Demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2018 e relatório do auditor independente». Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). 28 de fevereiro de 2019. Consultado em 26 de julho de 2019 [ligação inativa]
- ↑ a b «Formulário de Referência». COPASA RI. Consultado em 29 de março de 2024
- ↑ Lima, Camille (8 de outubro de 2025). «Exclusivo: CEO da Copasa (CSMG3) revela planos ousados até 2029 — enquanto mercado aguarda ansioso o sinal verde para a privatização». Seu Dinheiro. Consultado em 10 de outubro de 2025
- ↑ a b c Bombig, Beto (17 de dezembro de 2025). «Assembleia de MG aprova privatização da Copasa em caráter definitivo». JOTA Jornalismo. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Deputados aprovam PEC que dispensa referendo para desestatização da Copasa». G1. 5 de novembro de 2025. Consultado em 28 de janeiro de 2026
