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Azul Linhas Aéreas Brasileiras

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Azul Linhas Aéreas Brasileiras
IATA AD
ICAO AZU
Indicativo de chamada AZUL
Fundada em 4 de janeiro de 2008 (9 anos)[1]
Principais centros
de operações
Outros centros
de operações
Programa de milhagem Tudo Azul
Frota 125[2]
Destinos 102[3]
Companhia
administradora
Azul TRIP S.A.
Subsidiária(s)
Lucro Prejuízo R$ -126,3 milhões 2016 [4]
Slogan Sua alegria faz a gente voar

É o Brasil lá em cima. Você lá em cima

Sede Campinas, SP,  Brasil
Pessoas importantes
Sítio oficial www.voeazul.com.br

Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. é uma companhia aérea fundada e homologada em 2008 por David Neeleman.[1][8] É a terceira maior companhia aérea do Brasil em número de passageiros,[9] a segunda maior em frota de aeronaves[10] e a maior em número de destinos oferecidos (107), operando em 99 aeroportos no território brasileiro e em 8 internacionais.[3] Em 2016, a Azul teve uma participação de mercado de 17,19% do total de assentos oferecidos em voos domésticos e 9,22% em voos internacionais, sendo a companhia que mais cresce em termos de passageiros por quilômetro voado.[11][12][13][14] Em 2014, tornou-se uma companhia aérea de bandeira do Brasil (Flag Carrier) ao começar rotas internacionais.[15]

Em abril de 2017, na quarta tentativa, abriu sua estrutura societária em São Paulo; cujo sucesso naquelas duas primeiras ofertas foi, segundo a Reuters, de cinco vezes mais investidores que unidades de títulos.[16]

Seus principais centros de operações são os aeroportos de Viracopos, Confins e Recife. A sede administrativa da companhia fica no bairro de Alphaville, na região da Grande São Paulo. A Azul registrou aproximadamente 11 000 funcionários em 2014.[17]

Sua frota é formada por aeronaves ATR-72, Embraer E-Jets (única operadora no Brasil) e, recentemente, os Airbus A320neo. Utiliza o Airbus A330 em rotas longas e internacionais.[2] Em Fevereiro de 2017, a Azul cancelou as encomendas dos Airbus A350 [18]

História[editar | editar código-fonte]

David Neeleman, brasileiro criado nos Estados Unidos, que também foi o cofundador da WestJet e da Morris Air,[19] após sofrer afastamento da presidência da companhia que ele mesmo fundou, a JetBlue Airways, começou a anunciar, em março de 2008, seus planos de fundar uma nova companhia aérea low-cost no Brasil.[20][21] Mesmo sem nome definido, a empresa já tinha uma encomenda de 36 aeronaves do tipo E-195 da Embraer com opção de 40 unidades em um contrato estimado em 3 bilhões de dólares estadunidenses.[22]

Escolha do nome[editar | editar código-fonte]

Para definir o nome da nova operadora aérea, Neeleman criou um website chamado "voceescolhe.com.br" onde o público poderia registrar sugestões de nomes. Depois de cadastrados quase 110 mil usuários, as melhores sugestões foram selecionadas e colocadas novamente para votação. Entre os finalistas, estavam Abraço, Alegria, Azul, Samba e uma grande variedade de nomes com a palavra Brasil que não puderam ser usados pois já estavam registrados.[23] Além do nome, também foram colocadas enquetes para definir as cores das aeronaves, o tipo de serviço de bordo e o estilo dos uniformes da tripulação.[24] Para chamar a atenção do público, Neeleman anunciou que o primeiro internauta que sugerisse o nome escolhido ganharia passe vitalício na nova companhia com direito a um acompanhante.[25]

Após 1 mês com o site recolhendo sugestões e votos, o nome "Azul Linhas Aéreas Brasileiras" foi escolhido apesar de não ter sido a opção mais votada. Neeleman justificou a sua decisão dizendo que o nome Azul inspira sentimentos positivos, remete ao céu e é mais neutro do que Samba, nome que de fato recebeu mais votos. Neeleman concedeu o prêmio tanto para o internauta que sugeriu o nome Azul quanto ao que sugeriu o nome Samba.[23][25]

Começo das operações[editar | editar código-fonte]

Em 7 de novembro de 2008, a empresa recebeu, da ANAC, o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo. Assim, pôde começar a solicitar os Horários de Transporte (HOTRAN),[8] que são autorizações para operação de transporte comercial aéreo no Brasil.[26] No quadro executivo inicial, se encontravam, entre outros, David Neeleman como CEO, Pedro Janot como presidente,[7] Cmte Miguel Dau como COO/Vice-Presidente Técnico-Operacional, Gianfranco Beting como diretor de marketing[27] e John Rodgerson como vice-presidente financeiro.[28] A Azul iniciou a venda de passagens no dia 4 de dezembro de 2008.[29]

O voo inaugural aconteceu em 15 de dezembro de 2008 fazendo a rota entre Campinas e Salvador e, posteriormente no mesmo dia, entre Campinas e Porto Alegre. No primeiro dia de operação, a taxa de ocupação das aeronaves foi de 62%, igualando a média de ocupação para voos nacionais de outras companhias aéreas daquele mesmo ano.[29] Em janeiro de 2009, a Azul já operava também rotas entre Campinas, Curitiba e Vitória[30] e planejava o início das operações para o Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont.[31] Nesse mesmo mês, a Azul iniciou o serviço de ônibus executivo para transladar passageiros entre o centro metropolitano de São Paulo e o aeroporto de Campinas, seu hub operacional.[32]

Aeroporto Santos Dumont[editar | editar código-fonte]

Embraer 195 da Azul, sobrevoando o Rio de Janeiro.

Após o início das operações, a Azul entrou com o pedido para fazer a rota entre Campinas e o Rio de Janeiro utilizando o aeroporto Santos Dumont,[31] mas o pedido foi negado pela ANAC[33] porque havia uma portaria do antigo Departamento de Aviação Civil, ainda em vigor na época, limitando o tráfego de aeronaves no aeroporto. Poderiam pousar ali apenas aeronaves vindas de dentro do estado do Rio ou que decolaram do aeroporto de Congonhas e só poderiam decolar do Santos Dumont apenas aeronaves do tipo turboélice com 50 assentos ou menos. Portanto, devido à configuração de suas aeronaves, a Azul só poderia operar no Rio dentro do aeroporto do Galeão.[34]

Com a recusa da ANAC, a Azul entrou com um processo na justiça para obter o direito de operar no aeroporto, uma vez que ela seguia todas as normas de segurança vigentes[35] e a ANAC, de acordo com a lei que a criou, não poderia impedir a exploração comercial do aeroporto dentro dessas condições.[36] A agência foi obrigada por decisão judicial a reavaliar o pedido de operação[33] e em seguida acabou revogando a portaria que limitava o aeroporto pois considerou que a indústria aeronáutica e os passageiros do Rio se beneficiariam mais sem as limitações.[37][38]

A decisão da ANAC gerou forte oposição do então governador do Rio, Sérgio Cabral Filho. Na tentativa de proteger as operações no aeroporto Galeão, que estava visado à privatização,[39] chegou a ameaçar a aumentar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível[40] e não renovar a licença ambiental do aeroporto para inibir a operação das companhias aéreas. Sérgio Cabral, em entrevista, ridicularizou David Neeleman pelo seu sotaque americano e o chamou de "gringo" e "lobista".[39]

Fusão da Azul e TRIP[editar | editar código-fonte]

Aviões da TRIP no Aeroporto Santos Dumont

Em maio de 2012, a Azul e a TRIP anunciaram uma fusão.[41][42] A TRIP era até então a maior empresa aérea regional na América Latina[41][43] e somada com a Azul tinham participação no mercado doméstico de mais de 14%.[41][42][43] Enquanto aguardavam a aprovação da fusão pela ANAC e pelo CADE, as companhias operaram de forma independente com Code Share, unindo suas malhas e o serviço de bordo.[44] Como resultado a Azul passou a ter um mercado maior na região norte e alguns aeroportos regionais, como o Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte, assim como passou a ter voos saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos.[45]

A fusão foi aprovada pela ANAC em novembro de 2012[46] e pelo CADE em março de 2013,[47][48] a companhia resultante permaneceu com o nome Azul e englobou algumas marcas visuais da TRIP, que deixou de operar com este nome. Para referenciar a fusão das companhias, um Embraer e um ATR foram deixados com as pinturas originais da TRIP.[49]

Airbus A320neo da Azul em Porto Alegre.

Em outubro de 2012, enquanto a TRIP e a Azul juntavam suas operações, o aeroporto de Campinas que na época tinha 85% de suas operações efetuadas pela Azul ficou fechado por quase 46 horas em função de um MD-11 de carga operado pela empresa Centurion Air Cargo que teve avarias no trem de pouso durante aterrissagem no aeroporto. Como em Viracopos só havia uma pista, as operações tiverem que ser suspensas até a retirada do avião danificado e a reconstrução de partes danificadas na pista. Estima-se que 25 mil passageiros foram prejudicados nos 495 voos que foram cancelados. A Azul chegou a interromper a venda de passagens próximas ao dia do ocorrido.[50][51][52][53][54]

Voos internacionais[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2014, a Azul passou a vender passagens para Fort Lauderdale e Orlando. As operações começaram em 1 de dezembro e 15 de dezembro, respectivamente. Para as rotas internacionais, a companhia começou a utilizar os novos Airbus A330.[55] A Azul se tornou a companhia aérea de bandeira do Brasil (Flag Carrier), ostentando em algumas aeronaves o título "Brazil's Flag Carrier" abaixo do logo da Azul e o nome "Brazil" em destaque.

A Azul iniciou, em 20 de agosto, operações entre Belém em Caiena, capital da Guiana Francesa.[56] A partir de dezembro de 2015, a Azul passou a operar de Viracopos para Punta del Este.[57]

Airbus A330-200 da Azul em Fort Lauderdale.

Em maio de 2016, a Azul começou a operar de Porto Alegre para Montevidéu, além disso iniciou-se os voos conectando Viracopos e Lisboa.[58][59]

A Azul passou a voar de Recife para Orlando em dezembro de 2016 em voos diretos com o Airbus A330.[60]

Em 6 de março de 2017, passou a operar voos diretos entre Belo Horizonte e Buenos Aires.[61]

Ampliação das parcerias[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: David Neeleman, TAP Portugal e United Airlines

Em 11 de junho de 2015, o consórcio "Gateway" liderado por David Neeleman, em parceria com Humberto Pedrosa do Grupo Barraqueiro, foi o vencedor à privatização da TAP Portugal, assumindo o controle de 61% do capital da companhia portuguesa.[62] A Azul não estava envolvida no processo do seu fundador, mas chegou a parabenizá-lo em informativo oficial para imprensa brasileira.[63][64]

Em 26 de junho de 2015, a United Airlines anunciou a compra de 5% da Azul. O negócio custou 100 milhões de dólares estadunidenses, deu o direito à United de um assento no conselho administrativo da Azul e juntou as malhas das companhias através de acordo codeshare pela qual, juntas, as companhias somam 450 destinos e mais de 6 000 voos diários.[65] O acordo ainda aguarda aprovação pelo CADE.[66][67][68]

Em agosto de 2015, a Azul anunciou a aposentadoria das aeronaves dos modelos ATR 42-500 e ATR 72-500 e sua substituição e padronização pelo modelo ATR 72-600[69] para renovação de frota e adequação operacional da malha.[70] Em setembro, Cláudia Fernandes assumiu como nova diretora de marketing[6]

Em setembro de 2015, a Azul foi processada pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) por prática anticoncorrencial ao limitar o acesso a tarifas mais baratas apenas para sua própria operadora de turismo, a Azul Viagens.[71] O processo encaminhado ao CADE multou a Azul em R$ 1,4 milhão por ocultar que a agência pertencia ao mesmo grupo que a companhia.[72][73][74] Eventualmente, em recurso, o processo foi arquivado pois na interpretação do CADE não houve conduta indevida.[75][76]

Sobrevoando sobre a cidade do Recife

Em 24 de novembro de 2015, a Azul confirma a venda de 23,70% de seu próprio capital para o grupo chinês HNA Group,[77] um conglomerado com diversas companhias da área de aviação que avaliou Azul em mais de 7 bilhões de reais. O investimento foi de 1,7 bilhão de reais e deu direito ao HNA Group de um assento no conselho de administração.[78][79]

Um dos requisitos do negócio com o HNA Group foi que a Azul teria que ser investidora direta da TAP Portugal,[80] então em 21 de março de 2016 a empresa anunciou o investimento de 100 milhões de dólares estadunidenses em títulos conversíveis em ações preferenciais da TAP que deram o direito à Azul de aproximadamente 40% do valor econômico da empresa aérea portuguesa.[81] O anúncio veio logo depois da Azul ser autorizada pela ANAC a fazer frequências semanais para Lisboa.[82][83]

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

TudoAzul[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2009, a Azul completou seis meses de operação, tendo transportado mais de 600 000 passageiros[84] e operando em 13 destinos.[32][84] A companhia virou a terceira maior operadora de transporte aéreo no Brasil em número de passageiros[85] e registrava 4% de participação de mercado com uma ocupação média de 76%.[86] Neeleman referenciou o sucesso empresarial da Azul ao compará-la com sua companhia anterior, a JetBlue, que atingiu a mesma participação de mercado somente após 10 anos de operação.[87] No mesmo mês, a Azul lançou o seu programa de fidelidade, o Tudo Azul, diferente dos outros programas existentes na época por não acumular milhas e sim pontuação com base no valor pago pela passagem.[84]

Categorias do TudoAzul[88]:

  • TudoAzul - Categoria inicial. O cliente receberá mais 1,00 ponto para cada 1,00 real da tarifa regular paga pelo voo;
  • TudoAzul Topázio - Quantidade mínima para manter na categoria 4 000 Pontos Qualificáveis. O cliente receberá mais 1,00 ponto para cada 1,00 real da tarifa regular paga pelo voo;
  • TudoAzul Safira - Quantidade mínima para manter na categoria 8 000 Pontos Qualificáveis. O cliente receberá mais 2 pontos para cada 1,00 real da tarifa regular paga pelo voo;
  • TudoAzul Diamante - Quantidade mínima para manter na categoria 20 000 Pontos Qualificáveis. O cliente receberá mais 2,5 pontos para cada 1,00 real da tarifa regular paga pelo voo.

Azul Cargo[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2009, a Azul começa a operar a Azul Cargo, unidade de negócios destinada a fretar carga aérea de pequenas encomendas transportadas no porão das aeronaves nos voos de passageiros e otimizando a utilização das aeronaves nos aeroportos de Viracopos, Fortaleza, Salvador e Recife.[89] Em Novembro do mesmo ano, passou a oferecer também o serviço porta a porta de entregas expressas, com a pontualidade e regularidade, uma marca registrada da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.[90]

A expansão das operações da Azul no aeroporto de Viracopos fez com que outras companhias aumentassem também a oferta de assentos, acirrando a concorrência[32] e, no mesmo ano, o aeroporto registrou alta de 146%,[89] atingindo marca histórica em quantidade de passageiros.[32] No final de 2010 o movimento de passageiros no aeroporto triplicou e virou a terceira opção para passageiros da área metropolitana de São Paulo, logo após Guarulhos e Congonhas.[91][92]

A Azul Cargo opera diariamente uma rede integrada formada por aeronaves, veículos, sistemas e equipe especial. Esta rede possibilita a exploração de novos mercados e abre oportunidades para estabelecer relações fortes e duradouras com os seus clientes. Em 2014, a Azul Cargo Express iniciou voos regulares para Fort Lauderdale, Orlando e Lisboa, abrindo novas possibilidades de negócios com o mercado internacional. É desta forma que estamos preparados para ser a solução mais completa do mercado de cargas aéreas no Brasil.[90]

Frota[editar | editar código-fonte]

Aeronaves da Azul Linhas Aéreas Brasileiras
Aeronave Total Pedidos Passageiros Notas
B E T
Airbus
A320neo
9
54
174
174
Airbus
A330-200
6
20
252
272
36
206
242
Airbus
A330-900neo
5
TBA
TBA
298
Entregues a partir do último trimestre de 2018.[93]
ATR
72-600
40
70
70
Embraer
190
10
106
106
Embraer
195
60
118
118
Embraer
195 E2
50
132
132
Entregas a partir de 2019
Total de aeronaves 125 109

Destinos[editar | editar código-fonte]

Acordos[editar | editar código-fonte]

Interline[editar | editar código-fonte]

Codeshare[editar | editar código-fonte]

Entretenimento[editar | editar código-fonte]

No primeiro semestre de 2012, um sistema de entretenimento foi implantado nas aeronaves da companhia. O sistema é oferecido em parceria com a SKY e a programação é transmitida via satélite para as aeronaves. Ter entretenimento nas aeronaves era uma das promessas do fundador David Neeleman desde a criação da empresa.[102] Em outubro de 2012, foi lançado o pacote de entretenimento completo. O sistema foi instalado em quase todas as aeronaves Embraer 190 e 195 num investimento total de R$ 100 milhões.[103]

Recordes[editar | editar código-fonte]

A Azul é a empresa aérea que mais rapidamente chegou a um milhão de passageiros transportados no mundo com menos de oito meses de operações, em agosto de 2009. O recorde anterior pertencia à JetBlue Airways que havia conquistado essa marca com 10 meses de operação.[104][105]

A Azul possui o recorde de transportar mais de 2 milhões de passageiros durante seu primeiro ano, em 2009, e foi a primeira companhia aérea a atingir a marca de 5 milhões de passageiros em menos de dois anos de operação. Nos anos de 2009 e 2010 a Azul foi eleita a empresa aérea mais pontual do Brasil[104] e em 2015 foi eleita a companhia aérea de baixo custo mais pontual do mundo.[106]

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

Ano Passageiros[107] Market Share (ASK Doméstico) Market Share (ASK Internacional)
2008 11 155 0,04%[108] -
2009 Aumento 1 790 092 Aumento 3,20%[108] -
2010 Aumento 4 129 359 Aumento 6,82%[109] -
2011 Aumento 7 526 947 Aumento 8,46%[109] -
2012 Aumento 10 149 505 Aumento 10,17%[110] -
2013 Aumento 13 354 555 Aumento 15,82%[110] -
2014 Aumento 19 999 955 Aumento 16,60%[12] 0,50%[12]
2015 Aumento 20 574 690 Aumento 17,00%[12] Aumento 7,80% [12]
2016 Baixa 16 900 000[11] Aumento 17,19%[11] Aumento 9,22%[11]

Ônibus[editar | editar código-fonte]

Ônibus Azul

Para conectar a área metropolitana de São Paulo ao seu principal hub de operação, o aeroporto de Viracopos em Campinas, a Azul iniciou, em 14 de janeiro de 2009, o serviço de translado por ônibus executivo, primeiro conectando o aeroporto ao Shopping Villa-Lobos e depois expandindo e alterando para vários pontos da capital paulista. Os serviços de Viracopos eram inicialmente operados pela empresa Leads, mas em 2013 a Azul trocou o contrato para a Viação Lira, que opera com nome fantasia Lirabus. As linhas de Navegantes (SC) são operadas por outra empresa de ônibus. As linhas contemplam atualmente:[111]

São Paulo (Capital e grande São Paulo)

São Paulo (Interior)

Santa Catarina

Acidentes e Incidentes[editar | editar código-fonte]

Acidentes[editar | editar código-fonte]

A companhia não teve nenhum acidente com fatalidade, apenas incidentes.

Incidentes[editar | editar código-fonte]

  • 20 de junho de 2009 - No voo AD4164 que transportava 100 pessoas de Campinas a Porto Alegre com escala em Navegantes, o piloto em comando teve que abortar a decolagem em Navegantes devido a uma falha de motor. Ninguém se feriu.[112]
  • 24 de novembro de 2009 - No voo AD4061 que transportava 94 pessoas de Salvador para Campinas, uma despressurização na cabine do avião Embraer 190 ocasionou o acionamento das máscaras de oxigênio e levou a tripulação a iniciar uma descida de emergência para 10 000 pés (3 050 metros) acima do nível médio do mar. O avião retornou a Salvador e pousou em segurança. Ninguém se feriu.[113]
  • 8 de junho de 2010 - Um Embraer E-190 (registro PR-AYB), operando o voo AD4095, pousou bruscamente no Aeroporto de Curitiba, o que fez a aeronave voltar ao voo e o comandante arremeter para tentar o pouso novamente. Nenhuma das 104 pessoas a bordo se feriu e a aeronave sofreu danos leves devido ao atrito com a pista.[114]
  • 22 de setembro de 2011 - No voo AD4311 que transportava 54 pessoas de São José do Rio Preto para Campinas, o motor turboélice esquerdo do avião ATR-72 soltou fogo e faíscas aproximadamente 12 minutos após a decolagem. Ninguém se feriu e a aeronave foi recolhida para manutenção.[115]
  • 30 de outubro de 2011 - Um Embraer 190 que operava o voo AD9136 de Fortaleza para Campinas, com escalas em Teresina, São Luís e Belo Horizonte, levando 80 passageiros e 4 tripulantes, acabou errando seu trajeto e aterrissou no Aeroporto Domingos Rêgo no município de Timon, Maranhão, 5,7 km a oeste do Aeroporto de Teresina. Logo que constatou o erro, o piloto do avião decolou novamente para Teresina e aterrissou com 20 minutos de atraso. Após o incidente, o voo seguiu suas escalas normalmente até chegar ao seu destino final.[116][117]
  • 28 de setembro de 2012 - Um ATR-72 (registro PR-ATH) perdeu o controle no solo após pouso com forte vento de lateral no Aeroporto de Cascavel e do piloto tentar desviar de obstáculos próximos da pista. Ninguém se feriu e a aeronave sofreu danos leves na carenagem do trem de pouso.[118]
  • 26 de julho de 2013 - Um turboélice do modelo ATR 72 realizando voo AD5591 de Maceió para Salvador com 58 passageiros e 4 tripulantes a bordo, foram detectadas graves vibrações em ambos os motores. A tripulação, intencionalmente, desligou os 2 motores afim de recuperar o controle da aeronave. Alguns minutos depois conseguiram ligar os motores novamente. A aeronave alternou para Salvador para pousar em segurança. O CENIPA do Brasil está investigando o caso com apoio da Azul e ATR.[119]
  • 14 de dezembro de 2013 - Um Embraer 195 decolou do aeroporto de Viracopos com destino ao aeroporto de Uberlândia, realizando o voo AD6913, derrapou e atolou após o pouso. O piloto não conseguiu frear a aeronave antes do fim da pista, que estava molhada e escorregadia por causa da chuva. Havia mais de 90 passageiros a bordo, mas ninguém se feriu.[120]
  • 19 de janeiro de 2015 - Um Embraer 195 que partiu do Aeroporto Internacional de Confins em Belo Horizonte, com destino ao Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre, teve que mudar sua rota e pousar na Base Aérea de Canoas, pois houve um problema nos freios e no flap da asa direita da aeronave. A decisão de pousar em Canoas foi porque a pista da base aérea é 500 metros maior do que a pista em Porto Alegre, além de o tráfego ser bem menor em Canoas. Não houve feridos.[121]
  • 9 de agosto de 2015 - Um ATR-72 fazendo o voo AD4986 entre Curitiba e Passo Fundo, teve de voltar para a origem após reporte de problemas em um dos motores. Procedimentos de emergência foram acionados pois havia suspeita de incêndio em um dos motores. Não houve feridos.[122]
  • 3 de novembro de 2016 - Um ATR-72 fazendo o voo 2533, que transportava cerca de 40 passageiros entre Ipatinga e Belo-Horizonte-Confins, entrou em pane após a decolagem e um dos motores parar de funcionar. A aeronave iniciou então procedimentos para retornar para Ipatinga e sobrevoou a região em círculos por cerca de uma hora. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar ficaram de prontidão na pista do aeroporto, mas o pouso de emergência ocorreu normalmente,[123][124] apesar de um passageiro ter necessitado de atendimento médico após uma crise nervosa.[125]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons

Referências

  1. a b Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). «Comprovantes de Inscrição e de situação cadastral» (HTML). Coloque CNPJ da Companhia para verificar a data de abertura (09.296.295/0001-60). Ministério da Fazenda. Consultado em 15 de janeiro de 2015 
  2. a b «Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB)» (XLSX). Agência Nacional de Aviação Civil. Dezembro de 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2015 
  3. a b Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) (Janeiro de 2015). «Horário de Transporte (HOTRAN)» (XLS). Os Horários de Transporte são autorizações de exploração regular do espaço aéreo mas isso não significa que a companhia não pode interromper de forma temporária e programada as operações em algum destes aeroportos. Consultado em 19 de janeiro de 2015 
  4. «Azul encerra 2016 com prejuízo líquido de R$ 126,3 milhões». 7 de fevereiro de 2017. Consultado em 12 de abril de 2017 
  5. <nowiki>«Azul anuncia mudanças na diretoria, John Rodgerson assume como presidente». 24 de julho de 2017. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  6. a b «Cláudia Fernandes é a nova diretora de Marketing da Azul Linhas Aéreas Brasileiras». Azul Linhas Aéreas Brasileiras. 1 de setembro de 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2016 
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  16. «IPO da Azul sai a R$ 21 por ação e movimenta R$ 2 bilhões [ Segundo informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação movimentou 96,2 milhões de ações, movimentando R$ 2,02 bilhões. ]». Reuters + G1 Economia / Negócios. 10 de abril de 2017. Consultado em 15 de abril de 2017. Cópia arquivada em 15 de abril de 2017 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]