Airbus

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EADS Airbus
Slogan Setting the standards
"Definindo os padrões", em português)
Indústria aeronáutica
Fundação 18 de dezembro de 1970 (46 anos)
Fundador(es) Roger Béteille, Felix Kracht, Henri Ziegler e Franz-Jozef Strauss
Sede Toulouse,  França
Locais França Toulouse
Alemanha Hamburgo
Estados Unidos Mobile
Espanha Sevilha
China Tianjin
Pessoas-chave Fabrice Brégier (presidente e CEO)
Empregados 73 958 (2014)
Produtos Lista de aeronaves fabricadas pela Airbus
Holding EADS
Subsidiárias Airbus Corporate Jets
Airbus Operations S.A.S.
Airbus ProSky
Stelia Aerospace
Lucro Aumento £ 2,7 bilhões (2015)
Faturamento Aumento £ 64 bilhões (2015)
Website oficial Página oficial (em inglês)

A Airbus, com sede em Toulouse, França, é líder mundial na fabricação de aviões comerciais, líder europeu no desenvolvimento de programas espaciais e líder mundial na produção de helicópteros para uso civil.[1] Até janeiro de 2014 a empresa foi uma subsidiária da EADS, que detinha 100% da empresa. A BAE Systems detinha 20% das ações do grupo até 2006, quando vendeu sua participação para a EADS.[2] Estas duas empresas foram as maiores fornecedoras de material bélico na Europa.

Como a maior empresa aeroespacial e de defesa na Europa, o Grupo Airbus tem como países de origem, França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, e em torno de 35.500 fornecedores (ou 65% do gasto total). Desde sua fundação em 2000, o Grupo Airbus criou 15.000 novos postos de trabalho de alta tecnologia, só na Europa.[3] O Grupo Airbus opera em mais de 170 locais em todo o mundo. A maior parte da carteira de encomendas da empresa e presença industrial encontra-se agora para além das fronteiras europeias. Tem linhas de montagem final de aeronaves em Tianjin, China, e Mobile, Alabama (EUA). O Grupo Airbus produz helicópteros no Brasil, mantém centros de pesquisa em Singapura, Índia, nos Estados Unidos da América, China e Rússia, e possui centros nos cinco continentes Maintenance, Repair and Overhaul (MRO).[4]

A Airbus empregava em 2013 cerca de 59 mil pessoas em vários países por todo o mundo.[5] As fábricas principais estão localizadas em Toulouse (França) e Hamburgo (Alemanha).

História[editar | editar código-fonte]

O Airbus A300, o primeiro bimotor widebody da história da aviação comercial, e a primeira aeronave produzida pela empresa.

A Airbus Industrie começou como um consórcio europeu em setembro de 1967, através de um acordo entre Alemanha, França e Inglaterra, com o objetivo de fortalecer a cooperação europeia no setor de tecnologia aeronáutica, promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico do continente nesse setor. Três empresas participavam do consórcio para a produção da primeira aeronave widebody, o Airbus A300: a francesa Aérospatiale com 37,5% de participação, fornecendo o cockpit, controles de voo e a parte central inferior da fuselagem; a alemã Deutsche Airbus com 25% de participação, fornecendo a fuselagem central e traseira; e a britânica Hawker-Siddeley com 37,5%, fornecendo as asas. Dois anos depois, era apresentado no Le Bourget Airshow, o mock-up da cabine do A300, que iniciaria naquele ano a produção conjunta.[6]

A companhia foi fundada oficialmente em 18 de dezembro de 1970, como Airbus Industries, com sede em Paris, transferindo-se depois para Toulouse. Juntou-se também ao consórcio, a espanhola CASA, que forneceria o estabilizador horizontal do A300. O primeiro voo do A300 ocorreu em Toulouse, em 28 de outubro de 1972. Durante seis semanas, o modelo voou por vários países da América, para ser apresentado.[7]

Em janeiro de 2014, a Airbus passou por uma reestruturação do grupo, com a extinção da EADS e a fusão de três de suas empresas (Astrium, Cassidian e Airbus Military) em uma nova unidade, a Airbus Defence and Space. Outra divisão da EADS, a Eurocopter, passou a ser Airbus Helicopters.[8][9]

A organização do grupo após a reestruturação em janeiro de 2014, passou a ser formada por três divisões:[1]

Em outubro de 2017, a Airbus assinou um acordo com a Bombardier Aerospace, para produzir os modelos de médio porte (até 150 passageiros) Bombardier série C. O acordo, em que a Airbus detém o controle majoritário para a produção das aeronaves, teve como objetivo fortalecer a concorrência com a Boeing.[10]

Aviões[editar | editar código-fonte]

 Avião   Descrição   Lugares   Max   Peso Máximo de Decolagem   Data de lançamento   1º Voo   1ª entrega   Produção terminada 
A300 2 Motores, 2 Corredores 228-254 361 Maio de 1969 28 de outubro de 1972 Maio de 1974
Air France
27 de março de 2007
A310 2 Motores, 2 Corredores, A300 Modificado 187 279 Julho de 1978 3 de abril de 1982 Dezembro de 1985
Air Algerie
27 de março de 2007
A318 2 Motores, 1 Corredor, reduzido 6.17 m do A320 107 120 Abril de 1999 15 de janeiro de 2002 Outubro de 2003
Air France
A319 2 Motores, 1 Corredor, reduzido 3.77 m do A320 124 156 Junho de 1993 Agosto de 1995 Abril de 1996
Swissair
A320 2 Motores, 1 Corredor 150 187 77,000 kg Março de 1984 22 de fevereiro de 1987 Março de 1988
Air Inter
A321 2 Motores, 1 Corredor, "aumentado" 6.94 m do A320 185 220 Novembro de 1989 11 de março de 1993 Janeiro de 1994
Lufthansa
A330 2 Motores, 2 Corredores. 253-295 406-440 Junho de 1987 2 de novembro de 1992 Dezembro de 1993
Air Inter
A340 4 Motores, 2 Corredores. 239-380 420-440 Junho de 1987 25 de outubro de 1991 Janeiro de 1993
Air France
11 de novembro de 2011
A350 XWB 2 Motores, 2 Corredores 270-350 Dezembro de 2006 14 de junho de 2013 2014
A380 4 Motores, dois andares para passageiros, 2 Corredores[11] 555 853 2002 27 de abril de 2005 15 de outubro de 2007
Singapore Airlines
A400M
Airbus Military
4 Motores turboélice, Aeronave militar - - Maio de 2003 2012 2013
Airbus Beluga 2 Motores, Avião cargueiro para transporte interno de peças de aeronaves Airbus. - - 155.000 kg 1991 Setembro de 1994 Janeiro de 1996
Airbus (uso interno)
2000

Aeronaves - versões[editar | editar código-fonte]

 Avião   Versões 
A300 B2, B2-200, B4, -600, -600R/C, -600F, -600ST Beluga
A310 -201, -300
A318 -100, Elite
A319 -100, -100LR, ACJ, neo
A320 -100, -200, -200E, neo
A321 -100, -200, neo
A330 -200, -200F, -300, neo
A340 -200, -300, -300X, -300E, -500, -500HGW, -600, -600HGW
A350 XWB -800, -900, -900R, -900F, -1000
A380 -800, -800F

Encomendas e entregas[editar | editar código-fonte]

Encomendas
2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989
União Europeia Airbus 487 1341 824 1111 370 284 300 375 520 476 556 460 326 106 125 38 136 101 404 421
Entregas
2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989
União Europeia Airbus 483 453 434 378 320 305 303 325 311 294 229 182 126 124 123 138 157 163 95 105

Locais de produção[editar | editar código-fonte]

Planta de produção da Airbus em Blagnac, França.

Os principais locais de produção da Airbus incluem a planta em Blagnac (próximo a Toulouse), na França, onde também fica a sede da empresa, também conta com planta de produção em Hamburgo, na Alemanha e a planta de produção em Getafe, na Espanha, onde são produzidos principalmente as aeronaves e equipamentos militares.

Em 2009, a Airbus abriu a sua primeira planta fora da Europa, em Tianjin, na China, para a produção de aeronaves da família A320.[12] Em 2016, inaugurou sua planta de produção nos Estados Unidos, na cidade de Mobile, no Alabama também para a produção de aeronaves da família A320.[13]

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Característica típica dos aviões da Airbus é o uso do side-stick ao invés dos manches.

A Airbus foi pioneira em adaptar massivamente o uso da tecnologia fly-by-wire em aviões civis, e o uso de side-stick no lugar do manche. Isso aconteceu a partir da família A320 e prevalece em suas sucessoras, mas não está presente nas famílias antecedentes (A300 e A310).[14]

No sistema fly-by-wire, os controles no cockpit (manche, pedais, manetas etc.) não estão conectados mecanicamente (seja por cabos ou por atuadores hidráulicos) às superfícies de comando ou motores, mas sim electronicamente a computadores. Cada vez que o piloto os aciona, ele dá um comando, não para essas superfícies ou para o motor de forma direta, mas para um ou mais computadores que o repassarão às superfícies ou motores.[14] Essa tecnologia, que foi aplicada primeiramente em aviões militares, hoje em dia está presente, em graus variáveis, em diversas aeronaves, inclusive da Boeing (só o Boeing 777 é totalmente fly-by-wire, os demais, apenas parcialmente).

Outra grande revolucão tecnologica se encontra em todos os aviões da família A320 e posteriores, o ECAM (Electronic Centralized Aircraft Monitoring) ou Monitorização eletronicamente centralizada da aeronave. Um sistema composto por dois grandes ecrãs no cockpit mostra o estado de todos os sistemas a bordo, hidráulicos, pressão da cabine, motores, combustível, superfícies de controle etc. Mas a verdadeira vantagem deste sistema é que, se houver uma falha ou fogo no motor, em vez do piloto ter de consultar o QRH (Quick Reference Handbook) um livro que contem as checklists de toda falha que possa acontecer, a checklist aparece toda no ecrã, e o piloto não tem de perder o tempo de consultar o livro.

Em decorrência de alguns acidentes envolvendo aviões da empresa, tem havido certa polémica sobre o influxo deste sistema na segurança de voo.[15]

A inclusão de mais elementos de maquinaria entre as ordens do piloto e as superfícies de controle e motores do avião aumenta a possibilidade de que um mal funcionamento da máquina possa criar problemas no voo. O consenso mais geral, entretanto, parece indicar que as vantagens do sistema (p. ex.: diminuição da carga de trabalho do piloto e precisão dos controles) superam suas eventuais desvantagens, sendo que estas últimas podem ser debeladas tanto por sistemas de backup, quanto pelo desenvolvimento tecnológico natural.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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