Aerofotografia

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Aerofotografia ou fotografia aérea é a atividade de registro de imagens do solo em de uma posição elevada ou diretamente acima do objeto por meio de câmera fotográfica levada ou instalada no bordo de aeronaves, helicópteros, VANTS, balões, dirigíveis, foguetes, pombos, pipas, paraquedas, satélites, estações espaciais, etc. Fotografias aéreas são de grande importância nas áreas de cartografia, estudos hidrológicos[1], agricultura[2], monitoramento ambiental[3] e em operações militares. A atividade pode ser profissional com equipamento homologado ou amadora como câmeras comuns levadas por passageiros ou tripulantes em aeronaves ou VANTS civis.

A primeira fotografia aérea data de 1858 com autoria do fotógrafo e balonista francês Gaspar Felix Tournachon que tirou a foto a bordo de um balão de ar quente amarrado a 80 metros acima da vila francesa de Petit-Becetre.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Boston, como as águias e os gansos a vêem, tirada por James Wallace Black e Samuel Archer King em 1860.

Fotografia aérea foi utilizada pela primeira vez pelo fotógrafo francês e balonista Gaspard-Félix Tournachon, conhecido como "Nadar", em 1858 sobre Paris na França.[4] No entanto as primeiras fotografias que ele produziu já não existem. A fotografia aérea mais antiga a sobreviver ao tempo é intitulada "Boston, as the Eagle and the Wild Goose See It." (do inglês: Boston, como as águias e os gansos a vêem) tirada por James Wallace Black e Samuel Archer King em 13 de Outubro de 1860, que retrata Boston de uma altura de 630m.[5][6]

Usos[editar | editar código-fonte]

Ponto Abalone Cove .. Irvine, Laguna Beach, um exemplo de fotografia aérea de baixa altitude.

A aerofotografia é usada em cartografia[7] (especialmente em estudos fotogramétricos, que são muitas vezes a base de mapas topográficos[8][9]), planejamento do uso da terra,[7] arqueologia,[7] produção de filmes, estudos ambientais,[10] de vigilância, de publicidade comercial, transferência de propriedade, e projetos artísticos. Um exemplo de como a fotografia aérea é usada no campo da arqueologia é o projeto de mapeamento feito em Angkor Borei no Camboja, entre 1995 e 1996. Usando a fotografia aérea, os arqueólogos foram capazes de identificar as características arqueológicas, incluindo 112 características da água (reservatórios, piscinas construídas artificialmente e lagoas naturais) dentro do local fortificado de Angkor Borei.[11] Nos Estados Unidos, as fotografias aéreas são usadas em muitos projetos ambientais de avaliações para análise de propriedade.

Referências

  1. WINTERBOTTOM, Sandra J.; David J. Gilvear (1997). «Quantification of Channel Bed Morphology in Gravel-Bed Rivers Using Airborne Multispectral Imagery and Aerial Photography». REGULATED RIVERS: RESEARCH & MANAGEMENT. 13: 489 - 499 
  2. Robert N. Colwell (novembro de 1956). «Determining the Prevalence of Certain Cereal Crop Diseases by Means of Aerial Photography» (CFM) (em inglês). HILGARDIA. Consultado em 11 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2016 
  3. Antonio Disperati, Attilio; João Roberto dos Santos, Paulo Costa de Oliveira Filho, Till Neeff (Dezembro de 2007). «Aplicação da técnica "filtragem de locais máximas" em fotografia aérea digital para a contagem de copas em reflorestamento de Pinus elliottii» (PDF). Scientia Forestalis. Piracicaba. pp. 45 – 55. Consultado em 11 de setembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 9 de agosto de 2016 
  4. a b «History of Aerial Photography» (HTML) (em inglês). Professional Aerial Photographers Association. Consultado em 21 de novembro de 2015. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2015 
  5. Graham, Ron; Roger E. Read (1986). Manual of Aerial Photography (em inglês). Londres: Focal Press. 346 páginas. ISBN 0240512294 
  6. Colin Schultz (3 de abril de 2003). «This Picture of Boston, Circa 1860, Is the World's Oldest Surviving Aerial Photo» (HTML) (em inglês). smithsonian.com. Consultado em 21 de novembro de 2015 
  7. a b c «Aerial Photography and Remote Sensing». University of Colorado Boulder. 2011. Consultado em 07 de novembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  8. Mills, J.P.; et al. (1997). «Photogrammetry from Archived Digital Imagery for Seal Monitoring». The Photogrammetric Record (em inglês). 15 (89): 715–724. doi:10.1111/0031-868X.00080 
  9. Twiss, S.D.; et al. (2001). «Topographic spatial characterisation of grey seal Halichoerus grypus breeding habitat at a sub-seal size spatial grain». Ecography (em inglês). 24 (3): 257–266. doi:10.1111/j.1600-0587.2001.tb00198.x 
  10. Stewart, J.E.; et al. (2014). «Finescale ecological niche modeling provides evidence that lactating gray seals (Halichoerus grypus) prefer access to fresh water in order to drink». Marine Mammal Science (em inglês). 30 (4): 1456–1472. doi:10.1111/mms.12126 
  11. Stark, M. T., Griffin, P., Phoeurn, C., Ledgerwood, J., Dega, M., Mortland, C., ... & Latinis, K. (1999). Results of the 1995-1996 archaeological field investigations at Angkor Borei, Cambodia. Asian Perspectives 38(1)
Leitura adicional
  • Price, Alfred (2003). Targeting the Reich: Allied Photographic Reconnaissance over Europe, 1939-1945. [S.l.]: Military Book Club. N.B.: publicado pela primeira vez em 2003 pela Greenhill Books, Londres. ISBN 0-7394-3496-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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