Aviação experimental

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A prática de construção caseira de aviões é um hobby para dezenas de pessoas leigas (não é necessário ser engenheiro aeronáutico para isso). No Brasil, muitas dessas pessoas fazem parte de associações como a Associação Brasileira de Aviação Experimental (ABRAEX) e a Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL).

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), existem mais de 5 mil aeronaves[1] na categoria experimental sobrevoando o céu do Brasil - estão inclusos neste número ultraleves, balões, girocópteros, dirigíveis, planadores, helicópteros e motoplanadores.

Características[editar | editar código-fonte]

A aviação experimental é por conta e risco próprio. Por não ser homologada, uma aeronave experimental é mais barata de voar, pois o nível de exigência de construção, manutenção e de regulamentações é menor. A inspeção anual obrigatória, denominada Relatório de Inspeção Anual de Manutenção (RIAM) é exemplo de uma dessas poucas exigências.

Também a habilitação de piloto é muito menos exigente, o que reduz seu custo de obtenção e renovação. Como é o próprio construtor que vai voar, se presume que ele conhece a fundo a aeronave que construiu e quais são os riscos. Para pilotar, a regulamentação atual exige uma habilitação de CPD ou CPR (certificado de piloto desportivo ou de recreio). Estas duas habiitações servem somente no que se refere a ultraleves. No que se refere aos avioes experimentais (aeronaves com mais de dois assentos)é necessário a carteira de Piloto Privado, que é mesma exigida para alguns avioes "homologados" ou seja, os não experimentais.

Em virtude dos riscos inerentes a uma aeronave não-homologada e a um nível de qualificação mais flexível para pilotagem desse tipo de aeronave, a legislação em vigor (seções 91.319 e 91.321 do RBHA 91[2]) proíbe o emprego de avião experimental para fins comerciais. Voos em aerovias movimentadas e/ou sobre áreas densamente povoadas não podem ocorrer, exceto se houver autorização específica dos órgãos reguladores.

Outra característica importante é que uma aeronave que nasce com o propósito de operar como experimental dificilmente tem condições de ser homologada posteriormente. Isso pode ocorrer porque as modificações necessárias na aeronave podem ser economicamente inviáveis caso o projeto original não tenha levado em conta as especificações da homologação.

Regulamentação[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a ANAC tem as seguintes publicações sobre a aviação experimental:

  • aeronaves experimentais de construção amadora (Instrução Suplementar nº 21.191-001[3]);
  • aeronaves experimentais de valor histórico (Instrução Suplementar nº 21.191-002[4]); e
  • operação de ultraleves (RBHA 103[5]).

A ANAC revogou o RBHA 37 (construção de aeronave experimental) em 2012[6]. Esse regulamento continha requisitos para a construção amadora e os processos de fabricação. Delimitava fatores de carga e a construção do tanque de combustível. Já o RBHA 38 foi revogado em 2011[7].

Exemplos de aeronaves experimentais[editar | editar código-fonte]

Existem centenas de plantas e kits disponíveis para os construtores amadores, incluídos alguns de projeto nacional.

  • Atualmente o engenheiro gaúcho Altair Coelho (www.altaircoelho.com.br) diponibilizou as plantas do seu avião AC-15 gratuitamente na internet, Coelho que já projetou e construiu vários outros aviões teve esta iniciativa para ajudar todos os que desejam realizar seu sonho mas encontram dificuldades e adquirir plantas, kits e materiais para construir seu avião. O AC-15, emprega materiais e solucuções símples de fácil aquisição no mercado nacional, exemplo disso é o motor AP 2.0, o mesmo do Santana, Gol e Parati, que pode ser encontrado facilmente em todo Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Aeronaves». ANAC 
  2. «RBHA 091 — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  3. «IS 21.191-001A — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  4. «IS 21.191-002A — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  5. «RBHA 103A — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  6. «Resolução nº 228 de 02/05/2012 — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  7. «Resolução nº 210 de 29/11/2011 — ANAC». www.anac.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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