Aviação militar

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Tradicionalmente, a aviação militar é a utilização de aviões (civis ou militares) para fins exclusivamente militares.[nota 1] Contemporaneamente, porém, a atividade tem incluído o uso de outras aeronaves (principalmente helicópteros e drones), contexto em que a denominação conceitualmente mais correta é aeronáutica militar.

Aviação militar na I Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Os Aviões foram necessários para reconhecimento do front para os exércitos visto que a cavalaria usada anteriormente para este propósito, se mostrou inútil perante as dificuldades de se locomover por terra. Posteriormente, os aviões seriam fundamentais para ampliar o alcance da artilharia.[3]

Os voos de batedores passavam informações exatas sobre a localização do inimigo e a disposição do seu sistema defensivo, o que dava aos operadores de artilharia maior precisão nos ataques surpresa contra alvos inimigos. [4]

Os combates aéreos tiveram início devido à importância de proteger os aviões que faziam o reconhecimento do campo de batalha. Os próprios batedores passaram a portar metralhadoras para evitar que fossem derrubados com facilidade, explica Paul Cornish, curador do Imperial War Museum, de Londres. Com o desenrolar do confronto, os aviões foram adaptados para atacar tropas no solo e bombardear instalações inimigas. Entre os pilotos que se tornaram ícones do conflito está o alemão Manfred von Richthofen, que derrubou oitenta aviões inimigos até ser ele mesmo abatido em combate. Apelidado de Barão Vermelho por causa da pintura de sua aeronave, o alemão é considerado até hoje o “ás dos ases” da aviação e foi enterrado com honras militares pelos próprios britânicos que o abateram.[5]

Zeppelin

Outra tática testada pelos alemães entre 1915 e 1917 foi o dirigível. Conhecido mundialmente pelo nome de Zeppelin, a aeronave inflada com hidrogênio aterrorizou as cidades ao leste da Inglaterra e a capital Londres com inesperados bombardeiros. A evolução das defesas britânicas e dos armamentos especializados em abater aviões, no entanto, aposentaram os dirigíveis das estratégias alemãs.[6]

Aviação militar por nação[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Nas décadas que antecederam a Segunda Guerra Mundial, a aviação militar brasileira esteve vinculada ao Exército,[7] ao passo que a Marinha possuía sua própria aviação.[8]

Porém, no contexto contemporâneo a "aviação" militar brasileira é a atividade de aeronáutica militar executada exclusivamente no âmbito da Circulação Operacional Militar (COM). Esse tipo de atividade faz parte do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), que por envolver soberania nacional possui caráter sigiloso e por isto as normas que regulamentam essa atividade não estão disponíveis ostensivamente.[nota 2]

O alto-comando do SISDABRA é o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), este por sua vez subordinado ao COMAER (antigo MAER).[10]

Funções na aviação militar[editar | editar código-fonte]

Conforme o tipo de operação e a nação, a aviação militar pode incluir:

  • Aviação de combate: inclui caças, caças-bombardeiros, torpedeiros e bombardeiros.
  • Aviação de informação: inclui aviões de patrulha, de reconhecimento e fotointeligência (aerolevantamento), de alerta antecipado, de guerra eletrónica e de reconhecimento meteorológico.
  • Aviação de transporte e apoio logístico: inclui aviões de transporte de assalto, de transporte tático, de transporte estratégico, de transporte especial e de reabastecimento aéreo.
  • Aviação de busca e salvamento (SAR): inclui aviões de busca e salvamento geral e de busca e salvamento em combate.
  • Aviação de instrução e treinamento: inclui aviões de instrução básica, de instrução elementar, de instrução complementar e de conversão operacional.

Dentro da aviação militar há duas áreas especiais que se destinam a actuar em ambientes específicos:

Caças de superioridade aérea russos Su-35S, Su-34 e T-50.

Organização da aviação militar[editar | editar código-fonte]

Até a 2ª Guerra Mundial, a maioria das nações não dispunha de uma Força aérea independente, por isto a Aviação Militar aeroterrestre ou aeronaval era integrada, respectivamente, ao Exército ou à Marinha. A partir do momento em que foram criadas as primeiras Forças Aéreas independentes (dotadas de um comandante próprio), a atividade de aviação militar passou a ser organizada segundo diferentes esquemas, em cada nação. Eis os três esquemas mais recorrentes:

  • Toda a Aviação Militar fica integrada à Força Aérea.
  • A Aviação Naval mantém-se integrada à Marinha e o restante fica sob responsabilidade da Força Aérea.
  • A maior parte da Aviação Militar fica integrada à Força Aérea, porém a Marinha e o Exército mantêm pequenos esquadrões para aviação militar aeronaval e aeroterrestre, respectivamente.

Notas

  1. Conforme dispunham o Estatuto da Aviação Militar[1] e as instruções para o funcionamento da Escola de Aviação Militar,[2] por exemplo, todos os profissionais envolvidos na Aviação Militar (ar ou terra) atuavam especificamente com aviões.
  2. Vide o art. 3º do Decreto-Lei 1.778/80.[9]

Referências

  1. BRASIL (2 de junho de 1927). «Decreto nº 17.818». Aprova o estatuto da Aviação Militar. Câmara dos Deputados. Consultado em 24 de setembro de 2014. 
  2. BRASIL (7 de maio de 1936). «Decreto nº 802». Aprova as instruções para o funcionamento da Escola de Aviação Militar. Subsecretaria de Informações do Senado Federal. Consultado em 24 de setembro de 2014. 
  3. «Revista Veja». Consultado em 01 de Setembro de 2014. 
  4. «Revista Veja». Consultado em 01 de Setembro de 2014. 
  5. «Colégio Técnico-UFMG». Consultado em 01 de Setembro de 2014. 
  6. «Colégio Técnico-UFMG». Consultado em 01 de Setembro de 2014. 
  7. «Decreto nº 15.517». Altera o regulamento da Escola de Aviação Militar. 10 de junho de 1922. Consultado em 24 de setembro de 2014. 
  8. BRASIL (9 de dezembro de 1920). «Decreto nº 4.206». Divide em duas categorias todo o pessoal da aviação militar e naval. Subsecretaria de Informações do Senado Federal. Consultado em 24 de setembro de 2014. 
  9. BRASIL (18 de março de 1980). «Decreto-Lei nº 1.778». Cria o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro - SISDABRA e dá outras providências. Casa Civil da Presidência da República. 
  10. BRASIL (26 de dezembro de 1995). «Decreto nº 1.759». Aprova o Regulamento do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro e dá outras providências. Casa Civil da Presidência da República. Consultado em 24 de setembro de 2014. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]