Guerra não convencional

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Guerra não convencional (em inglês, unconventional warfare ou UW) é o nome dado ao tipo de combate no qual seus integrantes se utilizam de meios não ortodoxos para atingir objetivos específicos. As forças irregulares são conhecidas como Forças Especiais, e suas missões abrangem um leque vasto de tarefas, exigindo de seus operadores conhecimentos diversificados, profundo espírito de corpo bem como preparações e adestramentos constantes.

Segundo o Manual de Treinamento das Forças Especiais para Guerras não Convencionais do Exército dos Estados Unidos, nas guerras não convencionais destinam-se a explorar as vulnerabilidades políticas, militares, econômicas e psicológicas de uma potência considerada hostil, desenvolvendo e apoiando as forças de resistência, sempre com vistas à realização dos objetivos estratégicos dos EUA. Historicamente, a finalidade da guerra não convencional era principalmente apoiar movimentos de resistência, em cenários de grandes guerras convencionais, tais como a Segunda Guerra Mundial. Embora isso também continue valendo, após o fim da II Guerra Mundial as forças dos Estados Unidos passaram a empregar, cada vez mais, meios não convencionais, em cenários de guerra limitada, isto é, circunscrita a uma dada região, como foi o caso, por exemplo, da guerra do Vietnam e da guerra das Malvinas. Segundo o Manual, "num futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerras irregulares".[1]

Num ambiente de combate convencional, as forças se opõem umas às outras, desdobrando suas unidades em grandes esquemas de manobra, e os combatentes de cada exército são identificados por seus uniformes.

A guerra não convencional visa a obtenção vantagens significativas em situações que, sem o uso das forças especiais, gerariam combates longos e desgastantes para serem obtidas. Seus integrantes podem não andar fardados, às vezes até se passar por pessoas que não são, realizar ações de grande vulto e grande poder destrutivo dentro de perímetros até então inatingíveis pelas tropas regulares.[2] Podem também assessorar grandes comandos militares identificando lideranças nocivas em meios hostis, podem localizar e balizar alvos compensadores para bombardeios e sabotagens, operar psicologicamente as massas por meio de veículos da mídia, gerando opinião pública tendenciosa e insuflar civis, dentro de território inimigo, para provocar insurreições e revoluções armadas.[3]

Referências

  1. U.S. Army. Special Forces Unconventional Warfare Training Manual. Novembro de 2010.
  2. Diniz, Fernando (7 de março de 2005). «SNIPER: Origens - Desenvolvimento - Técnicas - Emprego atual». Defesanet. Consultado em 14 de fevereiro de 2009. 
  3. Major William Brian Downs (26 de maio de 2005). «Poder Aéreo Não-Convencional». Air & Space Power Journal em Português. Consultado em 14 de fevereiro de 2009. 

Ver também[editar | editar código-fonte]


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