Santo Tirso

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Santo Tirso
Brasão de Santo Tirso Bandeira de Santo Tirso

Mosteiro de Santo Tirso.jpg
Mosteiro de Santo Tirso
Localização de Santo Tirso
Gentílico Tirsense
Área 136,60 km²
População 71 530 hab. (2011)
Densidade populacional 523,6  hab./km²
N.º de freguesias 14
Presidente da
câmara municipal
Joaquim Couto (PS)

Mandato 2017-2021

Fundação do município
(ou foral)
1834
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana do Porto
Distrito Porto
Província Douro Litoral
Orago Santa Maria Madalena
Feriado municipal 11 de Julho
Código postal 4780
Sítio oficial www.cm-stirso.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg


É sede de um município com 136,60 km² de área[1] e 71 530 habitantes (2011[2]), subdividido em 14 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Nova de Famalicão e de Guimarães, a nordeste por Vizela, a leste por Lousada, a sueste por Paços de Ferreira, a sul por Valongo, a sudoeste pela Maia e a oeste pela Trofa. Santo Tirso está centrado entre Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Porto, que distam todas cerca de 20 km

Etimologia do nome[editar | editar código-fonte]

Santo Tirso foi o nome atribuído ao mosteiro fundado ou reedificado, no século X, pelos monges beneditinos na localidade de Moreira de Riba de Ave, sob patrocínio de Aboaçar Ramires, filho bastardo do rei Ramiro II. O uso do termo "Mosteiro de Santo Tirso", rapidamente substituiu o nome da localidade "Moreira de Riba De Ave".Trata-se assim de um hagiotopónimo.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
22 526 23 347 25 610 28 371 33 288 35 234 41 078 51 755 63 389 77 130 79 855 93 482 102 593 72 396 71 530

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

O decréscimo populacional registado no censo de 2001 resulta da criação em 1998 do concelho da Trofa, que abrangeu a área das freguesias de São Mamede do Coronado, São Martinho do Bougado, Covelas, São Cristóvão do Muro, Alvarelhos, Guidões, São Romão do Coronado e Santiago do Bougado.

Número de habitantes por Grupo Etário [5]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 10 159 12 390 12 697 14 050 20 061 23 204 29 195 28 035 26 963 22 854 12 193 9 882
15-24 Anos 5 266 5 952 6 834 8 400 8 750 12 117 13 692 15 660 18 608 18 690 10 696 8 122
25-64 Anos 11 645 13 069 13 505 16 420 19 981 24 510 30 234 30 850 40 356 51 558 40 098 41 194
= ou > 65 Anos 1 419 1 690 1 922 2 072 2 594 3 357 4 009 5 310 7 555 9 491 9 409 12 332
> Id. desconh 11 63 80 38 160

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Geografia[editar | editar código-fonte]

O ponto mais alto do concelho situa-se no Alto de S. Jorge, na freguesia de [[Refojos]de Riba d'Ave] com 527 metros de altitude. O perímetro actual do concelho é de 69 km.

Festas e romarias[editar | editar código-fonte]

O Santo padroeiro é São Bento e é festejado anualmente no dia 11 de Julho[6], sendo por isso o feriado municipal. A padroeira do concelho é Nossa Senhora da Assunção que possui um orago no monte homónimo sobranceiro à cidade, situado na freguesia de Monte Córdova, um miradouro sobranceiro a todo o Vale do Ave e "cartão de visita" da região, onde se ergue um imponente santuário.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Santo Tirso tem ainda uma doçaria tradicional famosa já que aqui são produzidos, na Pastelaria e Confeitaria Moura, os saborosos e inesquecíveis Jesuítas[7][8][9].

Além deste pastel, destacam-se igualmente os limonetes, produzidos com grande qualidade pelas diversas pastelarias da cidade.

Além dos Vinhos Verdes, em especial o da Quinta de Gomariz, em Sequeirô, o qual tem ganho algumas medalhas de ouro nos últimos anos dos concurso nacionais da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, é de realçar o Licor de Singeverga, produzido pelos monges beneditinos do mosteiro homónimo, na freguesia de Roriz. Está também localizado nesta bonita freguesia (Roriz), o Convento de Santa Escolástica, onde são fabricadas de forma artesanal, diversas iguarias, entre as quais as inesquecíveis e afamadas bolachinhas conventuais e os bolinhos de mel.

Existe uma grande variedade de restaurantes de cozinha tradicional onde se degusta a tradição gastronómica nortenha.

História[editar | editar código-fonte]

De 978 até 1834 constituiu um couto cuja sede era o Mosteiro de Santo Tirso, possuíndo propriedades por todo o Entre Douro e Minho. De 1836 até 1998 o actual concelho da Trofa esteve integrado no de Santo Tirso, que era, por isso, um dos 20 mais populosos do país. A cidade de Santo Tirso foi o berço da industrialização do têxtil em Portugal. A fábrica Fiação e Tecidos Rio Vizela, fundada em 1845, nas freguesias de Vila das Aves e São Tomé de Negrelos, foi a primeira unidade do ramo no país, chegando também a ser maior fábrica portuguesa.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Santo Tirso.

O concelho de Santo Tirso está dividido em 14 freguesias:


Património[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Santo Tirso apresenta um perfil mais industrial e menos terciarizado do que o da Área Metropolitana do Porto, em linha com o perfil produtivo que caracteriza o Vale do Ave. Em Valor acrescentado bruto (VAB) por sector de atividade, temos a seguinte distribuição [10]:

  • setor primário: 0,5%
  • setor secundário 67%
  • setor terciário: 32,5%

Esta economia predominantemente industrial assenta em dois clusters:

  • têxtil e vestuário
  • plásticos

A relevância histórica do cluster Têxtil e Vestuário para o concelho, tem determinado, nos últimos anos, uma importância vital para o funcionamento de toda a economia da região. Em termos de VAB do sector secundário, a indústria têxtil representa 30% e a do vestuário 23,6%, um total de 53,6%. Para este contributo estão as empresas históricas como a Endutex, Adalberto Estampados, Polopique, Felpinter, A. Sampaio e Filhos, Fabrica de Tecidos Vilarinho, Malhas Carjor, entre outras.

A consolidação de um novo setor de especialização (cluster) da indústria tirsense deu-se, sobretudo, nos últimos 20 anos. Iniciado pela Neoplástica em 1959, a indústria do plástico em Santo Tirso é hoje uma referência a nível europeu e assenta na transformação de filmes e lâminas em plástico Polietileno e Polipropileno. Em 2014, representava 25,4% do VAB industrial do concelho, ultrapassando o Vestuário, sendo que desde então continua com uma dinâmica de crescimento muito forte, com destaque para as empresas: Intraplás, Casfil, Pentaplast (grupo Klöckner Pentaplast ), Vizelpas, PDA ( Plásticos Duarte Andrade, Arteplás ) e a holding IMG SGPS ( Evertis, Selenis, Imatosgil anteriormente Neoplástica). Estas empresas têm impulsionado os dados das exportações do concelho, além de fomentarem a criação de um Curso Profissional de Transformação de Polímeros lecionado pela escola FORAVE [11]

Um relevo também para outras atividades em Santo Tirso, da fileira metalomecânica e de equipamentos. Ainda um negócio de comércio tradicional, que se tornou num símbolo incontornável da cidade e impacta na economia: Pastelaria e Confeitaria Moura, fundada em 1892, produz uma enorme variedade de iguarias de receita ancestral, sendo os Jesuítas a grande especialidade para o seu reconhecimento nacional.

À histórica atividade têxtil fortemente associada ao Vale do Ave e a Santo Tirso, aspeto que figura desde do início do século XX, muito contribuíram as grandes empresas, algumas delas emblemáticas, que se localizavam sobretudo a norte do concelho, tinham um negócio internacional muito relevante. A maioria dessas têxteis já enceraram as suas portas, fruto da profunda crise têxtil do final do século XX, na qual o sector em Portugal enfrentou uma falta de competitividade, em determinados sub-sectores têxteis, face a outros países do Médio Oriente e da Ásia. No entanto, a sua presença em Santo Tirso deixou uma inevitável marca local, um know-how na população que tem fomentado a criação de novas empresas até aos dias de hoje. Especial contributo das seguintes empresas: "Fábrica de Fiação e Tecidos Rio Vizela", "Abel Alves de Figueiredo & Filho", "Empresa Industrial de Santo Tirso" (Arco Têxteis) e "Fábrica de Fiação e Tecidos de Santo Thyrso".

O início do processo de industrialização na região foi marcado pela "Fábrica de Fiação e Tecidos Rio Vizela", que surgiu em 1845 e no início da década de 50 empregava 3.000 operários, com 31.624 fusos e 1.200 teares. Também a empresa "Abel Alves de Figueiredo & Filho", fundada por Abel Alves de Figueiredo, notável empresário tirsense, que num gesto nobre e reconhecido por todos os tirsenses, doou o atual espaço do estádio de futebol Estádio Abel Alves de Figueredo ao popular clube da cidade Futebol Clube Tirsense.


Clima[editar | editar código-fonte]

Tabela climática de Santo Tirso
Temperatura
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média
Máxima registada °C 24 28 29 35 36 42 42 41 38 37 28 23
Média Máxima °C 13 15 18 20 22 26 28 28 27 23 17 15 21
Média °C 9 10 12 14 16 19 21 21 19 16 12 10 15
Média minima °C 4 5 7 8 10 13 14 14 13 10 7 5 9
Mínima registada °C -6 -6 -3 -1 2 1 5 6 2 0 -3 -5
Precipitação
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
Total mm 185 140 180 100 95 50 20 22 60 120 175 195 1342
Dados referentes entre 1931 até 1960. Fonte: Instituto de Meteorologia, IP Portugal

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Partido % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013
PS 33,3 3 44,1 4 43,3 5 44,4 5 56,4 6 51,7 5 50,9 5 48,3 5 48,4 5 47,6 5 45,0 5
PPD/PSD 28,6 3 25,9 2 40,3 4 29,2 3 35,5 4 41,7 4 40,3 4 43,1 4 41,5 4 32,7 4
CDS-PP 23,3 2 16,3 1 8,5 - 5,7 - 3,9 - 1,7 - 4,5 - 3,5 -
PCP/APU/CDU 11,0 1 8,5 - 9,4 1 6,6 - 3,8 - 3,8 - 4,6 - 4,8 - 4,2 - 4,0 - 6,2 -
AD 45,1 5

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Partido %
1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002 2005 2009 2011 2015
PS 42,71 39,25 36,32 48,61 25,79 30,63 36,79 49,43 53,47 45,61 54,70 48,14 38,81 36,53
PPD/PSD 26,03 22,95 26,31 49,99 50,01 36,02 29,49 38,59 25,65 28,15 37,20
CDS-PP 17,49 13,44 10,82 4,64 4,39 7,94 7,15 7,48 6,35 7,18 8,33
PCP/APU/CDU 4,21 10,99 8,36 10,02 8,61 5,66 3,84 3,61 5,40 3,81 4,24 4,50 5,28 5,81
UDP 1,00 1,29 0,91 0,39 0,87 0,41 0,23
AD 43,51 47,29
PRD 22,99 3,96 0,51
PSN 0,78 0,28 0,32
B.E. 1,13 1,68 5,11 8,07 4,10 9,60
PAN 0,64 1,10
PàF 39,25

Tirsenses notórios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado). Acedido a 28 de novembro de 2013.
  2. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento: separador "Q101_NORTE"). Acedido a 27 de julho de 2013.
  3. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Acedido a 19 de julho de 2013.
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  5. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  6. festas e romarias de Santo Tirso
  7. O Doce Jesuita
  8. Receita dos Jesuitas I
  9. Receita dos Jesuitas II
  10. «Porquê investir em Santo Tirso?». C.M. Santo Tirso. Acedido a 10 de Março de 2018  Verifique data em: |data= (ajuda)
  11. «Empresas da região solicitam à FORAVE um curso na área de polímeros». Forave. 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santo Tirso