Paredes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde outubro de 2016).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Ambox important.svg
Este artigo ou seção parece estar escrito em formato publicitário ou apologético.
Por favor ajude a reescrever este artigo para que possa atingir um ponto de vista neutro, evitando assim conflitos de interesse.
Para casos explícitos de propaganda, em que o título ou todo o conteúdo do artigo seja considerado como um anúncio, considere usar {{spam}}, regra n° 6 da eliminação rápida.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade. Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Paredes (desambiguação).

Paredes é um concelho da região norte, que em 2013 passou a integrar a Área Metropolitana do Porto. Em 2011 residiam no concelho 86.854 pessoas, e é um dos concelhos mais jovens do país. A sede do concelho é a cidade de Paredes.

Paredes
Brasão de Paredes Bandeira de Paredes
Paredes, estação do caminho de ferro. 1930.jpg
Paredes, estação do caminho de ferro. 1930
Localização de Paredes
Gentílico Paredense
Área 156,76 km²
População 86 854 hab. (2011)
Densidade populacional 554,1  hab./km²
N.º de freguesias 18
Presidente da
câmara municipal
Celso Ferreira (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1836
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana do Porto
Distrito Porto
Antiga província Douro Litoral
Orago Divino Salvador
Feriado municipal Segunda-feira após o 3º Domingo de Julho - Divino Salvador
Código postal 4580-130 Paredes
Sítio oficial www.cm-paredes.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg


História[editar | editar código-fonte]

O actual concelho de Paredes assenta no antigo concelho de Aguiar de Sousa, que data dos primórdios da Monarquia. O concelho de Aguiar de Sousa surgiu num pacto de povoamento de Vale do Sousa, tendo sido criado pelos meados do século XII. De facto, consta nas inquirições de 1258 mandadas fazer por D. Afonso III, conforme consta no fascículo II, Vol.I, do Corpus Codicum Latinorum. Aqui são referidas, também, algumas das actuais freguesias do concelho de Paredes, pertencentes ao então julgado de Aguiar de Sousa: Estremir, Crestelo, Vilela, Bendoma, Ceti, Gondalães, Veiri e Gandera. Aguiar de Sousa recebeu foral em 1269, confirmado em 1411 por D. João I e reiterado por D. Manuel I em 1513. Sensivelmente na mesma altura, Baltar recebia também a categoria de concelho. Baltar foi elevada a categoria de vila, passando assim a ter enormes direitos, só comparáveis às maiores povoações do reino. D. João V, a 6 de Março de 1723, confirmou esses privilégios.

Desde o Século XVI que Paredes se tornou na capital do concelho de Aguiar de Sousa, assumindo deste modo uma posição de destaque em relação à povoação de Aguiar de Sousa. Toda a importância então adquirida vai permitir a formação do concelho de Paredes quando da reorganização da divisão administrativa promovida por Passos Manuel, em 1836, em que foram extintos 498 concelhos, entre os quais constavam os de Baltar, Louredo e Sobrosa e criado o Concelho de Paredes. Este não manteve as 48 freguesias do extinto Concelho de Aguiar de Sousa, pois 25 foram distribuídas pelos Concelhos de Gondomar, Lousada, Valongo e Paços de Ferreira, ficando o Concelho de Paredes constituído por 23 das 24 freguesias atuais. Pois, em 1855, criou-se a freguesia de Recarei, a partir de vários lugares da freguesia da Sobreira.

Com esta configuração, Paredes passou a vila em 7 de Fevereiro de 1844, data do Alvará Régio de D. Maria II que elevava Paredes a essa categoria, com os correspondentes direitos e deveres por "a mesma povoação possuir os necessários elementos para sustentar com dignidade a categoria de vila".

O concelho de Paredes possui uma grande tradição na indústria do mobiliário, assegurando cerca de 30% da produção de mobiliário nacional.[1] Esta tradição de transformação da madeira começou em meados do século XIX, muito associada ao facto de existir uma floresta com diferentes espécies que forneciam a matéria-prima para o desenvolvimento desta atividade. É graças a isto que foram surgindo no século XIX os engenhos hidráulicos de serração, instalando-se ao longo dos cursos de água, um pouco por todo o concelho, ajudando desta forma na transformação dos toros de madeira em tábuas. Sendo no século XX que começam a desaparecer, dando lugar às serrações com caldeiras a vapor e posteriormente com o aparecimento da energia elétrica começam a surgir várias serrações por todo o concelho, sobretudo a norte.

A partir daqui a marcenaria assume-se cada vez mais como uma atividade predominante, passando de geração em geração. Uma das caraterísticas principais desta indústria é o facto de ser familiar, visto que todos trabalhavam nas pequenas oficinas que normalmente se localizavam no rés-do-chão das habitações. Os homens trabalhavam na oficina e as mulheres ajudavam na distribuição dos trabalhos pelos clientes. Desta realidade resultou a figura da carreteira/cadeireira que carregava à cabeça e às costas e a pé as peças de mobiliário para a estação de caminho-de-ferro e grandes centros como Porto, Valongo…

O contributo de capitais, graças ao regresso dos brasileiros de torna-viagem, nos finais do século XIX e início do século XX, permitiu o desenvolvimento desta indústria, desde logo pelo investimento direto (construção da 1º fábrica no concelho “A Boa Nova” em Vilela), a encomenda de mobiliário aos produtores locais e certamente pela influência que terão causado com os móveis e madeiras vindos do Brasil tornando-se numa fonte de inspiração para os nossos marceneiros.

Por tudo isto o Município de Paredes vê na indústria do mobiliário um eixo estratégico para a promoção e dinamização do concelho, tendo desenvolvido toda uma estratégia de marketing consolidada no evento internacional Art On Chairs, através do qual procurar dar conhecer esta tradição de saber-fazer aliada aos mais elevados padrões de design e inovação patentes nos produtos criados pelos nossos industriais.

A partir de 20 de Junho de 1991, Paredes ascendeu à categoria de cidade. A 26 de Agosto de 2003, foram elevadas a cidade as freguesias de Lordelo e Rebordosa. Gandra também se tornou cidade com estatuto especial, em virtude de nela se situar um importante pólo universitário. O concelho de Paredes contém, deste modo, quatro cidades, sendo o concelho português com maior número de cidades.

Câmara Municipal de Paredes

 A 30 de Setembro de 2013 o concelho foi integrado na Área Metropolitana do Porto.

Educação[editar | editar código-fonte]

Com uma comunidade educativa que ronda os 14500 alunos, o município de Paredes enfrenta grandes desafios na sua política educativa, no âmbito das competências que têm vindo a ser transferidas da administração central para a administração local.

O ensino em Paredes encontra-se distribuído por 6 Agrupamentos (Daniel Faria Baltar, Cristelo, Lordelo, Paredes, Sobreira e Vilela), a escola secundária de Paredes, uma instituição de ensino superior (CESPU) e Centro de Formação Profissional das Indústrias da madeira e do mobiliário (CFPIMM).

Desde 2013 o Município de Paredes estabeleceu um protocolo de cooperação com o Instituto Politécnico do Porto e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras que se materializa numa cooperação estreita no sentido de criar as condições para disponibilizar no concelho de Paredes oferta formativa de nível superior na área da indústria do mobiliário, a licenciatura em Tecnologias da Madeira.

População[editar | editar código-fonte]

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
17 652 18 042 19 757 20 911 23 256 24 853 26 304 31 629 36 274 43 388 53 140 67 693 72 999 83 376 86 854
Número de habitantes por Grupo Etário [3]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 7 263 8 713 9 200 9 607 12 086 13 475 17 187 22 350 24 035 18 981 17 589 16 138
15-24 Anos 3 727 3 971 4 591 5 158 5 345 6 693 7 427 9 265 14 198 15 563 13 955 11 168
25-64 Anos 8 624 9 234 9 616 10 516 11 951 13 968 16 315 18 690 25 329 33 361 44 566 49 770
= ou > 65 Anos 1 160 1 307 1 331 1 501 1 775 1 999 2 459 2 835 4 131 5 094 7 266 9 778
> Id. desconh 37 26 28 30 92
Casa da Cultura de Paredes

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Heráldica[editar | editar código-fonte]

  • Brasão: Armas - Escudo de prata, com uma macieira verde, frutada de ouro e troncada de negro, saindo de um terrado verde realçado de negro. Saindo do mesmo terrado, envolvendo o tronco e trepando pela árvore, uma videira de verde, folhada do mesmo e frutada de dois cachos de púrpura pendentes da árvore. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco com os dizeres: "CIDADE DE PAREDES" a negro.
  • Bandeira - Gironada de verde e púrpura, cordões e borlas de púrpura e verde. Haste e lança de ouro.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Paredes.

O concelho de Paredes está dividido em 18 freguesias:

Igreja Matriz de Paredes

Antes da reforma administrativa de 2013, Paredes tinha 24 freguesias, mas após a reforma administrativa 7 freguesias juntaram-se formando o que é hoje a freguesia de Paredes estas freguesias eram Besteiros, Bitarães, Castelões de Cepeda (sede de concelho), Gondalães, Madalena, Mouriz e Vila Cova de Carros.

Património Classificado[editar | editar código-fonte]

Igreja Românica de Cete

Monumentos Nacionais[editar | editar código-fonte]

Imóveis de Interesse Público[editar | editar código-fonte]

Imóveis de Interesse Municipal[editar | editar código-fonte]

  • Solar da Venda (Antigo Sanatório)
  • Quinta de Cete
  • Casa de Espessande
  • Cadeia Comarca
  • Quinta de Louredo
  • Casa da Amoreira
  • Aqueduto e Tanques de Cimo de Vila
  • Mamoa de Ramos
  • Casa da Estrebuela, Jardim, Anexos e Quintas
  • Casas dos Dias da Silva ou "Casas Altas"
  • Ponte das Penhas Altas
Biblioteca Municipal de Paredes

Imóveis em Vias de Classificação[editar | editar código-fonte]

Outros espaços culturais de interesse[editar | editar código-fonte]

Transportes e Acessibilidades[editar | editar código-fonte]

O concelho de Paredes está servido de uma extensa rede de transportes e acessibilidades. O concelho é atravessado pelas autoestradas A4, A41 e A42. Várias estradas nacionais e regionais atravessam também o concelho, nomeadamente:

Hotel em Paredes

A mobilidade interna do concelho assenta principalmente nas EN que desde sempre foram a base do crescimento e desenvolvimento urbano pelo que surgem estrangulamentos na articulação dos diversos tipos de vias, nomeadamente, as de hierarquia inferior. Deste modo, a estrutura de desenvolvimento do concelho implica que atualmente, importantes vias de atravessamento e distribuição de tráfego pelo concelho sirvam a mobilidade interna dos aglomerados criando conflitos entre tráfego local, circulação pedonal, comércio e estacionamento. Apesar das diferentes estradas terem designações que as distinguem, as hierarquias de trânsito não são respeitadas, coexistindo diferentes tipos de tráfego, o que se agrava pela falta de distinção entre áreas industriais e áreas habitacionais, na maior parte dos casos. Sobrepõem-se nas mesmas vias, sem distinção, o trânsito local urbano, o trânsito de apoio a atividades agrícolas e florestais, o trânsito de acesso a zonas industriais, o trânsito de atravessamento, o estacionamento e a circulação de peões.


Referências

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Paredes