Sobrosa

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 Portugal Sobrosa  
—  Freguesia  —
Vista aérea do centro da freguesia de Sobrosa em 1999
Vista aérea do centro da freguesia de Sobrosa em 1999
Bandeira de Sobrosa
Bandeira
Brasão de armas de Sobrosa
Brasão de armas
Sobrosa está localizado em: Portugal Continental
Sobrosa
Localização de Sobrosa em Portugal
Coordenadas 41° 15' 10" N 8° 21' 13" O
País  Portugal
Concelho PRD1.png Paredes
Fundação anterior ao séc. XII
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente Américo Manuel de Oliveira e Castro (PPD/PSD)
Área
 - Total 4,87 km²
População (2011)
 - Total 2 641
    • Densidade 542,3 hab./km²
Gentílico: Chocolateiro
Código postal 4580 SOBROSA
Orago Santa Eulália
Sítio http://www.sobrosa.pt

Sobrosa é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Paredes, com 4,87 km² de área e 2641 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 542,3 hab./km².

Até ao início do século XIX, constituiu a honra de Sobrosa, chegando a ser sede de um concelho, extinto em 1836. A partir desta data passou a integrar o concelho de Paredes. Até à extinção do concelho de Sobrosa, esta freguesia usou durante séculos o título de Vila, categoria que recuperou a 6 de Abril de 2011, com a aprovação da lei de re-elevação a vila pela Assembleia da República[1].

A freguesia de Sobrosa confronta a Nascente com Beire, a Sudeste com Louredo, a Sul com Cristelo, a Poente com Duas Igrejas e Vilela, todas do concelho de Paredes. A Norte confina com a freguesia de Ferreira, e a Nordeste com Modelos, ambas do concelho de Paços de Ferreira.

Situada entre três montes (Serra de São Tiago, Monte do Visalto e Monte do Ladário), os limites administrativos de Sobrosa são os pontos mais elevados do território da freguesia, à excepção da zona sul, na qual se forma o Rio Asmes, fruto da união de todas as linhas de água de Sobrosa.

Este rio, depois de passar por Louredo, Gondalães e Madalena, vai desaguar no Rio Sousa.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Sobrosa [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
907 860 935 939 1 065 1 041 1 176 1 105 1 275 1 527 1 788 2 218 2 389 2 502 2 641
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 543 381 1 318 260 21,7% 15,2% 52,7% 10,4%
2011 506 332 1 458 345 19,2% 12,6% 55,2% 13,1%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

História[3][editar | editar código-fonte]

Se há terras que se podem orgulhar do seu passado histórico, Sobrosa é uma delas. Povoação muito antiga, sofreu a influência da romanização, pelo que o seu nome vem do latim “suberosus”, uma adjectivação de “suberis” que tem o significado de sobreiro. Assim, Sobrosa seria terra abundante em sobreiros.

Com raízes documentadas pelo menos a partir de meados do século XII, Sobrosa foi o local escolhido pelo nobre galego Fernão Peres, o Cativo, para aqui fundar uma Honra, que subsistiria durante 700 anos. Vários membros da Família dos Soverosas desempenharam importantes funções na Corte dos quatro primeiros reis de Portugal, destacando-se o grande fidalgo D. Gil Vasques de Soverosa, vencedor de várias lides e torneios. Após o exílio de D Sancho II em Toledo (1248), a família entrou em decadência.

Nas Inquirições de 1258, refere-se que a Igreja de Santa Eulália de Sobrosa era dos filhos de D. Gil, e que a “villa” continha 47 casais. D. Afonso III concedeu Foral a Soverosa no dia 5 de Julho de 1273. Mais tarde, Sobrosa, com o privilégio de Vila e Honra, passa para as mãos dos Marqueses de Vila Real, uma das famílias mais ricas de Entre Douro e Minho.

Em 15 de Outubro de 1519, o rei D. Manuel I concedeu Foral Novo à Honra de Soverosa, um documento que espelha a influência que Sobrosa exercia sobre várias freguesias dos actuais concelhos de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada, designadamente Cristelo, Madalena, Louredo, Ferreira, Freamunde, Meixomil, Eiriz, Sanfins de Ferreira, Figueiró, Gonsende, Carvalhosa, Sousela e Sanjoaneiras.

Em 1641, D. Luís de Noronha e Meneses, 7.º Marquês de Vila Real, entrou numa conjura contra D. João IV que, no dia 1 de Dezembro de 1640, tinha libertado Portugal do domínio Filipino. D. Luís de Meneses foi decapitado com os outros conjurados e os bens do Marquês de Vila Real foram confiscados, passando para património da Coroa. Nesses bens estava incluída a Honra de Sobrosa.

Em 1654, o Rei D. João IV criou a “Sereníssima Casa do Infantado”, com o objectivo de dotar o Infante D. Pedro com rendimentos próprios, tornando-se uma instituição patrimonial dos segundos filhos dos monarcas, deixando, assim, de estar dependentes do irmão mais velho, herdeiro do trono e dos bens da Coroa. Os bens confiscados ao Marquês de Vila Real passaram a fazer parte do património desta instituição, pelo que a Honra de Sobrosa passou para a posse da Casa do Infantado e para a jurisdição dos infantes de Portugal, até ao advento do Liberalismo, no século XIX. Durante esta época, Sobrosa, juntamente com a Vila de Azurara (Vila do Conde), constituiu um Almoxarifado, sede de um território extenso, a cargo de um almoxarife, isto é, de um funcionário régio a quem cumpria emprazar ou arrendar os bens da Coroa e superintender na cobrança dos direitos reais ou no seu arrendamento.

Nas Memórias Paroquiais de 1758, o Vigário de Sobrosa, Padre José Dias Torres, informou que Sobrosa “He honra com titulo de Villa de Sobroza” e que “a ela pertence toda a freguezia de Freamunde, parte da de Ferreyra, e tem cazas que sam sogeitas a mesma honra na freguezia de Christello, Besteiros, Madalena, Louredo, Souzella, Figueyrô, Lamozo, Carvalhoza, Sam Fins, Eyris, Meixomil e Sam Pedro da Reymonda”. Referiu, ainda que “Tem dous juízes Ordinarios e Camera”. Além destes, havia três vereadores, um procurador e um meirinho.

É de referir que este é o “século de ouro” para Sobrosa. Por toda a freguesia, grandes casas se constroem e são reformadas, são edificados os Paços do Concelho e Cadeia e o Pelourinho, são levantadas capelas, a igreja é reconstruída, criam-se confrarias, formam-se padres, bacharéis e militares. Tudo concorre para o progresso da Vila de Sobrosa, como se pode depreender pelo património edificado ainda hoje existente e pela grande quantidade de documentos daquela época que chegou aos nossos dias.

O apogeu de Sobrosa viria a dar-se no início do século XIX, com a elevação a sede de concelho, do qual faziam parte as freguesias de Carvalhosa, Codessos, Eiriz, Ferreira, Figueiró, Freamunde, Lamoso, Meixomil, Modelos, Paços de Ferreira e Sanfins de Ferreira. No seguimento das lutas liberais, em que as grandes casas, com os seus militares, tomaram o partido miguelista, Sobrosa vê extinto o seu concelho, pelo Decreto de 6 de Novembro de 1836. Todas as suas freguesias são integradas no novo concelho de Paços de Ferreira, excepto Sobrosa, que transita para o de Paredes. Actualmente, como referência ao seu passado histórico, a freguesia de Sobrosa tem o direito de ostentar quatro torres no seu brasão, em memória aos tempos áureos de vila e honra.

Apesar de perdidos os seus privilégios, Sobrosa chega ao início do século XX como “uma das freguezias mais nobres do concelho” e “uma das freguezias mais ricas do concelho, e das que possum maior numero de bôas casas de habitação”, conforme refere a Monografia de Paredes (1922). Tal como em muitas outras freguesias desta região, em meados do século XIX floresceu a indústria do mobiliário. No final do século passado, Sobrosa deixa de ser uma freguesia dependente da agricultura, com a chegada das indústrias de confecção de vestuário e a consequente emancipação da mulher.

A 6 de Abril de 2011 a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, o projecto-lei de re-elevação de Sobrosa à categoria de Vila, restituindo um título tão histórico quanto simbólico para o seu povo.

Hoje, Sobrosa mantém as características rurais que sempre a caracterizaram, aliadas ao desenvolvimento e ao progresso. O surto habitacional e populacional modificou a paisagem, onde o casario se destaca na verdura dos campos e dos montes. Por tudo isto, Sobrosa é uma terra apetecível e onde dá gosto viver.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Património edificado[editar | editar código-fonte]

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Sobrosa.
  • Igreja Paroquial de Santa Eulália de Sobrosa (século XIX, ampliada em 1986)
  • Cruzeiro do Padrão (anterior ao século XVIII, reformado em 1901)
  • Cruzeiro de Guindo (1594)
  • Capela de Nossa Senhora das Dores da Torre (1782)
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição de Real (1764)
  • Paços do Concelho e Cadeia (século XVIII)
  • Casa da Igreja (1792)
  • Casa da Portela (1797)

Património natural[editar | editar código-fonte]

Espaços culturais, desportivos e de lazer[editar | editar código-fonte]

  • Centro Paroquial de Sobrosa
  • Casa da Eira
  • Complexo Desportivo
  • Jardim Soverosa
  • Parque de Alvites

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

  • Mártires Santa Eulália e São Sebastião (fim-de-semana do 1.º Domingo de Agosto)
  • Mostra de Artesanato (1.º fim-de-semana de Setembro)
  • Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro)

Símbolos Heráldicos[editar | editar código-fonte]

A ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Sobrosa, registada na Direcção-Geral das Autarquias Locais sob o n.º 15/2013, foi publicada no Diário da República - 2.ª Série, N.º 150, de 6 de Agosto de 2013[4], tendo em conta o parecer da Comissão de Heráldica da Associação de Arqueólogos Portugueses, emitido em 1 de Fevereiro de 1999 que, sob proposta da Junta de Freguesia, foi aprovado, por unanimidade, em sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, em 28 de Junho de 2013, e que é do teor seguinte:

  • Brasão: escudo de prata, um sobreiro arrancado, de sua cor, descarnado de vermelho e landado de ouro, entre uma aspa de púrpura e uma roda dentada de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «VILA DE SOBROSA».
  • Bandeira: verde, cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.
  • Selo: Nos termos da lei, com a legenda: «JUNTA DE FREGUESIA DE SOBROSA – PAREDES».

O brasão da freguesia de Sobrosa é encimado por uma coroa mural de prata de quatro torres, atendendo ao seu passado em que, durante muitos séculos foi vila da alta fidalguia portuguesa.

Dentro do escudo de prata sobressaem três símbolos: um sobreiro, uma aspa e uma roda dentada.

O sobreiro simboliza a origem do topónimo Sobrosa, do latim “suberosus”, uma adjectivação de “suberis” que tem o significado de sobreiro. Assim, Sobrosa seria terra abundante em sobreiros.

O sobreiro está entre um aspa de púrpura e uma roda dentada de vermelho.

A aspa está associada ao martírio da sua padroeira, Santa Eulália, que por ocasião das perseguições romanas foi torturada e martirizada, até à morte. A cor púrpura significa dignidade, porque era usada pelos altos dignitários da Corte e da Igreja, nas suas vestes, e que estiveram ligados à história desta terra, como seus senhorios directos.

A roda dentada simboliza a industrialização. Sobrosa, já nos finais do século XIX, possuía uma indústria, que chegou a ser próspera: a marcenaria. A ela se vieram juntar outras, contribuindo, economicamente, para o bem-estar das gentes de Sobrosa. É de cor vermelha, porque vermelho é o sangue e o sangue é vida. O vermelho implica uma ligação à força e à vitalidade, coisas que não faltam nem nunca faltarão no progresso desta terra.

A bandeira é verde, porque verdes são os campos que foram a riqueza de Sobrosa, no passado, e o verde é, também, a cor da fé e da esperança.

No campo dos metais, o ouro e a prata, entram em abundância no brasão e na bandeira, recordando a riqueza do passado, a ponto de Sobrosa ser considerada a terra mais rica desta região.

Instituições[editar | editar código-fonte]

Casa da Igreja, sede da Obra de Assistência Social da Freguesia de Sobrosa.
  • Paróquia de Santa Eulália de Sobrosa (séc. XII)
  • Confraria das Almas (séc. XVII)
  • Confraria de Nossa Senhora da Conceição (séc. XVII)
  • Obra de Assistência Social da Freguesia de Sobrosa (1945)
    • Lar de Idosos
    • Centro de Dia
    • Centro de Convívio
    • Serviço de Apoio Domiciliário
    • Cantina Social
    • Lar Residencial
    • Creche
    • Componente de Apoio à Família
    • Centro de Actividades de Tempos Livres
    • Formação e Estudos
    • Habitação Social
    • Horta Social

Colectividades e Associações[editar | editar código-fonte]

  • Centro Cultural e Desportivo de Sobrosa (1980)
  • GFDCSP - Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Sobrosa - Paredes (1987)
  • Associação de Cicloturismo de Sobrosa (1996)
  • Grupo de Teatro Amador de Sobrosa (1997)
  • Grupo de Bombos "Os Amigos do Salão Paroquial de Sobrosa" (2001)
  • Corpo Nacional de Escutas/Escutismo Católico Português – Agrupamento 1267 Sobrosa (2004)
  • Grupo Musical “Amigos da Crise” (2011)
  • AMT - Associação Mobilidade e Transportes (2013)
  • APEBSISVERBI – Associação de Pais da Escola Básica de Sobrosa/Cristelo (2013)

Actividades da Paróquia[editar | editar código-fonte]

Actividade Económica[5][editar | editar código-fonte]

Sendo uma freguesia pioneira na indústria do mobiliário, desde a primeira metade do século XIX que esta actividade floresceu na freguesia, ocupando, ainda hoje, grande parte da população masculina. Existem diversas fábricas de móveis, bem como serrações de madeiras, carpintarias e polimentos de móveis.

Igualmente importante é o sector têxtil, com quase um milhar de postos de trabalho dentro na freguesia.

O sector primário tem vindo a perder a sua importância, embora a exploração agrícola e pecuária seja ainda uma realidade, cada vez mais modernizada e adaptada aos novos tempos. Destacam-se a produção vinícola e leiteira.

No sector secundário há algumas empresas de construção civil, serralharia civil, pichelaria e electricidade.

Relativamente ao sector terciário, actualmente destacam-se diversificados serviços ao dispor da população: mini-mercados, cafés, estabelecimentos de restauração, fotógrafo, florista, talho, oficinas de reparação automóvel, cabeleireiros, esteticistas, postos de abastecimento de combustíveis, prontos-a-vestir, advogados, drogarias, lojas de mobiliário, escola de condução, posto dos CTT, agência funerária.

No exterior do edifício da Junta de Freguesia existe uma caixa Multibanco.

Ao nível da saúde existe um Centro Médico, com serviços de clínica geral, ortopedia, medicina dentária, psicologia e análises clínicas.

Equipamentos e Actividade Social e Cultural[5][editar | editar código-fonte]

A freguesia de Sobrosa possui diversas colectividades, que impulsionam um dinamismo cultural e desportivo intenso, caracterizado pelo vasto conjunto de iniciativas que decorrem ao longo de todo o ano.

O Centro Cultural e Desportivo de Sobrosa, fundado em 1980, tem na Secção Desportiva uma equipa de futebol sénior e várias camadas jovens de formação, todas elas inscritas em competições distritais. Possui um Complexo Desportivo com as dimensões oficiais. Na Secção Cultural existe o Grupo Folclórico de Danças e Cantares do Centro Cultural e Desportivo de Sobrosa, fundado em 1987, que realiza em cada ano o seu Festival Internacional de Folclore desde 1996. Percorre o país e o estrangeiro na divulgação do nome e costumes da freguesia de Sobrosa.

A Associação de Cicloturismo de Sobrosa, fundada em 2001, é uma colectividade que realiza provas de estrada e de BTT durante todo o ano, bem como em actividades de cariz ambiental.

O Grupo de Bombos “Os Amigos do Salão Paroquial de Sobrosa”, fundado em 2001, tem participado em inúmeras festividades por todo o país, assegurando uma animação de qualidade reconhecida.

Em 2011 surgiu o Grupo Musical "Amigos da Crise", de cariz tradicional, já constituído como associação, que tem animado com as suas actuações festas e arraiais em diversas localidades.

O Centro Paroquial dispõe de uma sala de espectáculos de boas dimensões e com qualidade para qualquer realização cultural. Neste local funcionam diversas colectividades e actividades da freguesia: o Grupo de Teatro Amador de Sobrosa, e a Escola de Música de Sobrosa, ambos fundados em 1997, a Ginástica Aeróbica e o Shotokan Karate Sobrosa, ambos a funcionar desde 1999. No Centro Paroquial há uma Biblioteca desde 1997.

A Paróquia possui um Museu de Arte Sacra, inaugurado em 2002, formado pelo espólio recolhido ao longo dos anos nos espaços paroquiais. No aspecto religioso, as Confrarias de Nossa Senhora da Conceição, Almas e Subsigno, com centenas de associados, continuam a ocupar um lugar importante, pela celebração das suas festividades, mantendo vivas as tradições que as ergueram no século XVII.

Em 2004 foi fundado o Agrupamento de Escuteiros 1267 do CNE, que muito contribui para a formação pessoal e social dos jovens, realizando actividades diversificadas nos âmbitos lúdico, social, religioso e ambiental.

Ao nível da acção social e da solidariedade, desempenha um papel fundamental a Obra de Assistência Social da Freguesia de Sobrosa. Esta instituição é uma IPSS, tendo sido fundada em 27 de Outubro de 1945, no seguimento da disposição testamentária do Padre António Moreira de Meireles. Actualmente, dispõe das valências de Lar, Centro de Dia, Centro de Actividades de Tempos Livres, Serviço de Apoio Domiciliário, Creche, Componente de Apoio à Família e Habitação Social, prestando apoio a cerca de 200 utentes na freguesia de Sobrosa e limítrofes. Brevemente entrará em funcionamento o novo Lar Residencial, destinado a portadores de deficiência, infra-estrutura única na região.

O Jornal de Sobrosa ocupa um espaço importante na vivência cultural da freguesia desde 1996. Este periódico mensal deu origem, em 2007, ao primeiro volume do livro “Sobrosa – História e Património”, da autoria do Dr. José Pinto, que aborda a história da freguesia e retrata o seu património, alicerçado nas grandes casas solarengas.

No domínio da educação, Sobrosa dispõe de uma Creche, dois Jardins de Infância e duas Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, totalizando cerca de 250 alunos. Brevemente, no âmbito da Carta Educativa, entrará em funcionamento o novo Centro Escolar que, para além dos alunos de jardim de infância e 1.º ciclo da freguesia de Sobrosa, receberá, também, os do 1.º ciclo da freguesia de Cristelo.

No centro da freguesia existe o Jardim Soverosa, com palco multiusos, esplanada, bar de apoio, WC e parque infantil. É um espaço contíguo ao Lar de Idosos, em que foram preservadas as características do campo, permitindo o contacto dos utentes da instituição com a natureza. Neste local tem o início um percurso pedestre com cerca de 6 quilómetros, que percorre vários caminhos da freguesia, e onde se pode admirar o património edificado e ambiental.

O Parque de Alvites, situado junto a uma linha de água que dá origem ao Rio Asmes é um outro espaço de lazer com horta pedagógica e parque infantil, sendo um espaço privilegiado para a realização de piqueniques. Encontra-se em fase de ampliação, e terá um parque de jogos.

A nível cultural são dignas de menção as festas em honra dos Mártires Santa Eulália e São Sebastião, realizadas no primeiro fim-de-semana de Agosto, que atraem milhares de forasteiros para as actividades religiosas e recreativas. No primeiro fim-de-semana de Setembro tem lugar a Mostra de Artesanato, com dezenas de expositores e várias iniciativas de animação cultural, no Jardim Soverosa.

Organização política e administrativa[5][editar | editar código-fonte]

Junta de Freguesia[editar | editar código-fonte]

  • Presidente: Américo Manuel de Oliveira e Castro (PPD/PSD)
  • Secretário: Maria da Anunciação Gomes Leal (PPD/PSD)
  • Tesoureiro: Ricardo José Barros da Silva (PPD/PSD)

Assembleia de Freguesia[editar | editar código-fonte]

  • Presidente: Cristiano Marques da Costa (PPD/PSD)
  • 1.º Secretário: Carlos José de Bessa Santos (PPD/PSD)
  • 2.º Secretário: Ivone da Silva Fernandes (PPD/PSD)
  • Deputado: Joana Sofia Gomes Ferreira da Silva (PPD/PSD)
  • Deputado: António Alexandre Moreira Cardoso (PPD/PSD)
  • Deputado: Cláudia Emília Barbosa de Barros (PPD/PSD)
  • Deputado: (PS)
  • Deputado: (PS)
  • Deputado: (PS)

Referências