Airbus Beluga

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A300-600ST
Beluga
Picto infobox aircraft.png
Um Airbus Beluga preparando para decolar
Descrição
Tipo / Missão Aeronave de carga pesada extra grande, com motores turbofan, monoplano bimotor
País de origem  França /  Alemanha
Fabricante Airbus
Período de produção 1992-1999
Quantidade produzida 5 unidade(s)
Custo unitário US$285 milhões
Desenvolvido de Airbus A300-600
Primeiro voo em 13 de setembro de 1994 (20 anos)
Introduzido em setembro de 1995
Tripulação 2
Carga útil 47 000 kg (104 000 lb)
Especificações
Dimensões
Comprimento 56,15 m (184 ft)
Envergadura 44,84 m (147 ft)
Altura 17,24 m (56,6 ft)
Área das asas 258,80  (2 790 ft²)
Peso(s)
Peso vazio 86 000 kg (190 000 lb)
Peso de decolagem 155 000 kg (342 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 2 x turbofans General Electric CF6-80C2A8
Força de empuxo (por motor) 28 104 kgf (276 000 N)
Performance
Velocidade máx. em Mach 0,82 Ma
Notas
Volume de carga: 1 410  (49 800 ft³)
Diâmetro da fuselagem: 3,95 m (13,0 ft) e 7,1 m (23,3 ft) no compartimento de carga
Dados de: Airbus[1]

O Airbus A300-600ST (Super Transporter) ou Beluga é um avião cargueiro, desenvolvido com base no Airbus A300, capaz de transportar grandes cargas e partes de outros aviões. Entretanto, devemos mencionar que, uma vez que sua capacidade máxima de carga é de apenas 47 toneladas, ele leva carregamentos grandes em volume, nem tanto em peso.

A versão cargueira com grande capacidade volumétrica do Airbus A300-600 foi projetada para substituir os antigos Super Guppy da Aero Spacelines. Estes aviões foram, até a entrada em operação dos "Beluga" (como foram apelidados os A300-600ST) utilizados pela Airbus para transportar asas e fuselagens de suas aeronaves entre as fábricas situadas na Alemanha, França, Reino Unido e Espanha. O desenvolvimento do A300-600ST foi iniciado em agosto de 1991 e apenas três anos depois o primeiro protótipo fazia seu roll-out em Toulouse. O primeiro voo, em setembro de 1994, deu início ao processo de homologação, recebida em meados de 1995 após 400 voos de teste. A primeira unidade, o antigo protótipo, entrou em operação na Airbus em janeiro de 1996. A entrega da quarta unidade ocorreu em junho de 1998, quando finalmente os Super Guppy foram aposentados.

Essencialmente baseado no A300-600, possui a mesma asa, motores, a fuselagem inferior, trem de pouso principal e cabine de comando. A principal mudança é a enorme fuselagem, equipada com uma porta tipo "clamshell" na frente, que obrigou um reposicionamento do cockpit. A cauda também foi modificada, com a utilização de pequenos estabilizadores verticais instalados nos horizontais. Entretanto, o estabilizador vertical original foi mantido. O leme ficou apenas no estabilizador vertical principal.

O controle e gerenciamento da frota de Belugas é feito pela SATIC, uma empresa formada em parceria entre a Aérospatiale e a DASA. Além de realizar o transporte de partes para a Airbus, a SATIC também oferece a grande capacidade volumétrica do avião (1400m3) para o transporte de cargas volumosas, o que acabou justificando a introdução em serviço de uma quinta aeronave, incorporada à frota em 2000.

Alguns Detalhes Técnicos[editar | editar código-fonte]

- O avião utiliza dois motores, modelo GE CF6-80C2A8 fabricados pela GE. Esse motor trabalha com empuxos de até 119 ou 120 kN.

- A aeronave é capaz de decolar com uma carga útil de 47 toneladas. Nesse caso, ele tem uma autonomia de voo de 1666 km, aproximadamente. Com uma carga de 40 toneladas, a autonomia aumenta para 2667 km. Com 27 toneladas, ele pode voar 4632 km sem reabastecer. E com carga zero, a autonomia vai para 6482 km.

- Outras medidas desse avião são:

Dimensão e Capacidades de Avião Medida
Velocidade máxima (em Mach) 0,82
Área de asa 122,4 metros quadrados
Diâmetro da fuselagem 7,31 metros
Largura máxima da cabine 3,7 metros
Comprimento da cabine 37,7 metros
Distância entre eixos 11,05 m
Peso máximo de decolagem 155 toneladas
Peso máximo de pouso 140 toneladas
Peso máximo sem combustível 133,5 toneladas
Capacidade de combustível 23,860 (32,250)(34,430) Litros

- Uma curiosidade: as lâmpadas dentro do compartimento de carga geralmente ficam no chão. Aliás, o único equipamento dentro do compartimento de carga que não fica chão é o de abertura da porta.

- Outra curiosidade: Apesar de o fato de o volume todo interior do compartimento de carga poder ser utilizado ser verdadeiro, esse avião possui uma desvantagem; ele precisa de rampas especiais para ser carregado e descarregado. Diferentemente do que acontece com aviões como o C-5 Galaxy ou o Antonov An-124, essas rampas têm que ficar no chão.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

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