Jerónimo Martins

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Jerónimo Martins
Jeronimo Martins SGPS Corporate logotype Blue.png
Razão social Jerónimo Martins SGPS, S.A.
Empresa de capital aberto
Cotação Euronext Lisboa: JMT
Indústria Varejo
Retalho
Género Sociedade anónima
Fundação 1792 (226 anos)
Sede Lisboa, Portugal Portugal
Locais Portugal, Polónia e Colômbia
Presidente Pedro Soares dos Santos
Pessoas-chave Alexandre Soares dos Santos
Empregados 100 000 (2017)[1]
Produtos Distribuição Alimentar
Retalho Alimentar
Retalho Especializado
Farmácias
Parafarmácias
Valor de mercado Aumento EUR 10,4 mil milhões (Fev/2018)[2]
Lucro Aumento EUR 593 milhões (2016)[3]
Website oficial jeronimomartins.com

Jerónimo Martins SGPS, S.A. é um grupo empresarial português de distribuição alimentar e retalho especializado, presente em Portugal, Polónia e Colômbia. Ocupa a 56ª posição no ranking dos maiores retalhistas mundiais, no estudo anual “Global Powers of Retailing 2018”, realizado pela consultora Deloitte.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A empresa foi fundada em 1792[5] por um jovem galego que abriu uma mercearia no Chiado, em Lisboa.

Entre Fevereiro de 1996 e Novembro de 2013, o grupo foi liderado por Alexandre Soares dos Santos, desde 2012 a segunda pessoa mais rica de Portugal.[6][7] A 24 de setembro de 2013, foi oficialmente comunicado que renunciava ao cargo por razões pessoais, com efeitos a partir de 1 de novembro de 2013. Desde esse momento que o grupo é liderado pelo seu filho Pedro Soares dos Santos, Chairman e CEO de Jerónimo Martins. [8]

O grupo chegou a ter presença no Brasil ao adquirir em 1997[9] os Supermercados Sé, porém devidos a resultados financeiros negativos no ano de 2001,[10] a Jerónimo Martins vendeu os Supermercados Sé ao Grupo Pão de Açucar em julho de 2002 por 143 milhões de euros.[11]

Empregava, no final de 2017, mais de 100 000 trabalhadores em todas as geografias. A Jerónimo Martins fechou o ano de 2017 com vendas de 16,275 mil milhões de euros.[12] Em 2016, o resultado líquido era de 593 milhões de euros.[13][14]

Unidades de negócio[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, a sua área de actividade primordial são os sectores de retalho e grosso, é hoje líder na Distribuição Alimentar em Portugal, com as marcas Pingo Doce (líder em supermercados) e Recheio (líder em cash & carry).[15] Na área de retalho especializado, detém também a chocolateria Hussel e a rede de cafetarias Jeronymo.

Na Polónia, desde 1997, opera com a insígnia Biedronka, a maior cadeia de retalho alimentar do país. O grupo detém 2.823 lojas.[16]

Desde 2013 que o grupo opera na Colômbia com a cadeia de lojas de proximidade Ara.

A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, principal acionista deste grupo, criou em 2009 a Fundação Francisco Manuel dos Santos.[6]

Operações da empresa[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

  • Pingo Doce (distribuição alimentar)
  • Recheio (distribuição alimentar)
  • Hussel (comercialização de chocolates e confeitaria)
  • Jeronymo (quiosques e cafetarias)

Colômbia[editar | editar código-fonte]

  • Ara (retalho Alimentar)

As primeiras lojas abriram em 13 de Março de 2013 na cidade de Pereira. Em 15 de Setembro de 2018 existiam 478 lojas abertas e com a perspectiva de até o ano 2020 serem 1000 lojas.[17]

Polónia[editar | editar código-fonte]

  • Biedronka (maior cadeia de supermercados da Polónia)

Número de lojas[editar | editar código-fonte]

A 31 de dezembro de 2017, a Jerónimo Martins tinha 3859 lojas entre supermercados, hipermercados, lojas de saúde e bem-estar, lojas de conveniência, Cash & Carries:

Marcas da Jerónimo Martins
Nome da Marca Tipo Quantidade de lojas País
Biedronka Supermercados 2885  Polónia
Pingo Doce Hipermercados e supermercados 422[18] Portugal Portugal
Ara Supermercados e lojas de conveniência 478  Colômbia
Hebe Farmácias e parafarmácias 212  Polónia
Recheio Cash & Carries 43 Portugal Portugal

Protestos[editar | editar código-fonte]

A Jerónimo Martins tem sido alvo de críticas e protestos por parte da Greenpeace. Os protestos devem-se à campanha que a organização está a desenvolver de preservação dos oceanos e das espécies marinhas. A organização acusa a Jerónimo Martins de não ter uma política sustentável de compra de peixe.[19]

A Jerónimo Martins tem vindo a ser criticada pelo facto da sua sede fiscal estar na Holanda, beneficiando assim de um regime atractivo em termos de pagamento de impostos, o que não é verdade, dada a sua sede fiscal ser em Portugal (como se pode verificar no próprio site da empresa).

Num outro momento, a empresa foi fortemente criticada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) por criar um clima de intimidação aos seus trabalhadores promovendo alterações nos horários de trabalho e numerosos processos disciplinares aos trabalhadores que se queixaram. O mesmo sindicato refere que o Pingo Doce é a empresa que mais processos disciplinares abertos tem em Portugal.

Referências

  1. Jerónimo Martins, SGPS, S.A (19 Julho 2017). «Grupo Jerónimo Martins atinge os 100 mil colaboradores». Site Jerónimo Martins. Consultado em 7 Fevereiro 2018. 
  2. http://www.reuters.com/finance/stocks/overview?symbol=JMT.LS
  3. >Jerónimo Martins, SGPS, S.A (2016). «Relatório e Contas 2016» (PDF). Site Jerónimo Martins. Consultado em 7 Fevereiro 2018. 
  4. Abílio Ferreira (12 de janeiro de 2018). «Comércio. Jerónimo Martins sobe oito lugares no ranking mundial. Está na 56ª posição.». Expresso. Consultado em 29 de janeiro de 2018. 
  5. http://www.jeronimomartins.pt/o-grupo/historia.aspx
  6. a b - FFMS - O Grupo Jerónimo Martins (em português)
  7. «Soares dos Santos é o homem mais rico de Portugal». Jornal de Notícias. 25 de julho de 2012. Consultado em 13 de novembro de 2018. 
  8. Isabel Aveiro (18 de dezembro 2013). «Pedro Soares dos Santos é o novo presidente da Jerónimo Martins». Jornal de Negócios. Consultado em 29 de janeiro 2018. 
  9. FÁTIMA FERNANDES (23 de fevereiro de 1998). «Supermercados europeus vão investir mais no país». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de agosto de 2016. 
  10. Agencia Estado (1 de julho de 2002). «Economia : Pão de Açúcar compra Supermercados Sé». Jornal O Estado de São Paulo. Consultado em 14 de agosto de 2016. 
  11. Redação da TSF (30 de julho de 2002). «Venda de supermercados Sé confirma-se». TSF. Consultado em 14 de agosto de 2016. 
  12. Lusa (11 de janeiro 2018). «Vendas da Jerónimo Martins sobem 11,3% em 2017 para 16,3 mil ME». Diário de Notícias. Consultado em 29 de janeiro de 2018. 
  13. «Da mercearia de bairro para o mundo em 200 anos de história» 
  14. //https://www.jeronimomartins.com/wp-content/uploads/files%20to%20download/DOCUMENTOS%20IR/RELATORIO%20E%20CONTAS/2016/PT/relatoriocontasjm2016.pdf
  15. «Distribuição Alimentar - O Grupo Jerónimo Martins». Consultado em 14 de Fevereiro de 2013.. Arquivado do original em 27 de abril de 2015 
  16. Jerónimo Martins (11 Janeiro 2018). «Vendas Preliminares 2017» (PDF). Site Jerónimo Martins. Consultado em 29 de janeiro 2018. 
  17. Paula Brito (19 de Março de 2016). «Colômbia, País distante onde a Jerónimo Martins investe para crescer». Dinheiro Vivo. Consultado em 14 de agosto de 2016. 
  18. «Pingo Doce | Lojas». Pingo Doce. Consultado em 16 de janeiro de 2018. 
  19. Greenpeace mantém protesto na Jerónimo Martins Expresso Online, 2 de Julho 2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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