TAP Portugal

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TAP Portugal
IATA
TP
ICAO
TAP
Indicativo de chamada
AIR PORTUGAL
Fundada em 14 de março de 1945 (70 anos)
Iniciou atividades em 19 de setembro de 1946 (68 anos)
Hub Aeroporto da Portela
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
Focus cities Aeroporto da Madeira
Aeroporto de Faro
Programa de milhagem Victoria
Lounge TAP Premium Lounge & Star Alliance Lounge
Aliança aérea Star Alliance
Subsidiária(s) Portugália Airlines (PGA)
Frota 77 em operação (61 da TAP; 16 da PGA (2 em ACMI da OMNI))
Destinos 82 cidades; 83 aeroportos (incl. PGA Airlines)
Slogan De braços abertos
Holding Grupo TAP Portugal
Sede Edifício 25
Aeroporto da Portela
Portugal Lisboa, Portugal[1]
Pessoa(s)
chave
Fernando Pinto (CEO)
Lucro Baixa 85,1 milhões € (2014)[2]
Website www.flytap.com
Airbus A319 da TAP

A TAP Portugal MHIH, fundada em 14 de março de 1945 com o nome Transportes Aéreos Portugueses, de forma curta TAP, é a maior companhia aérea de bandeira portuguesa, com sede em Lisboa e hub no Aeroporto da Portela, Santa Maria dos Olivais, Lisboa[1] . É membro integrante da Star Alliance desde 14 de março de 2005, data dos 60 anos de existência da companhia.[3] .

A estrutura accionista da TAP Portugal é controlada da seguinte forma: 61% por o consórcio Gateway, com o Grupo Barraqueiro de Humberto Pedrosa, o Grupo David Neeleman; por 34% pelo Estado Português, através da Parpública[4] e por 5% dos trabalhadores da TAP Portugal.

O seu hub em Lisboa é uma plataforma privilegiada de acesso na Europa, na encruzilhada com África, América do Norte, América Central e América do Sul, A Rede da TAP cobre 82 destinos, em 35 países, com a operação de 2.500 voos semanais em média. A Companhia dispõe de uma frota de 77 aviões, 55 de fabrico Airbus e 16 aeronaves ao serviço da PGA, Portugália Airlines, sua companhia regional.[3]

Originalmente, TAP era a sigla correspondente ao nome da empresa, Transportes Aéreos Portugueses. Em 1979, a companhia mudou o seu nome para TAP Air Portugal, designando-se desde 2005 TAP Portugal, com o lançamento da sua Nova Imagem Institucional.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Douglas DC-4 da TAP a chegar ao Aeroporto de Heathrow, Londres, vindo de Lisboa, em 1954

Os Transportes Aéreos Portugueses, são fundados a 14 de março de 1945, por Ordem de Serviço de Humberto Delgado, então diretor do Secretariado da Aeronáutica Civil, sendo comprados os primeiros aviões ainda nesse ano, os DC-3 Dakota. A 19 de setembro de 1946, é aberta a primeira linha comercial, de Lisboa para Madrid e, a 31 de dezembro desse ano, é aberta a 'Linha Aérea Imperial', entre Lisboa, Luanda (na então colónia de Angola) e Lourenço Marques, anterior designação da cidade de Maputo (na então colónia de Moçambique), com doze escalas e duração de 15 dias (ida e volta), sendo a mais extensa linha a nível mundial operada com os aviões bimotores.[5]

A primeira linha doméstica, entre Lisboa e Porto, é aberta em 1947, no ano em que foram adquiridos aparelhos C-54 Skymaster.[carece de fontes?] E, em 1948, os TAP tornam-se membros efetivos da IATA.[5] Entretanto, os TAP começam a efetuar voos para Paris, na França, e Sevilha, em Espanha, em 1948; para Londres, no Reino Unido, em 1949; e para Casablanca e Tânger, em Marrocos, durante a década de 1950.[5]

Em 1953, a TAP passa de serviço público a Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL), de maioria estatal.[5] Dois anos mais tarde, são adquiridos dois Super-Constellation, os primeiros quadrimotores de longo curso da companhia, que permitem a redução da duração da viagem entre Lisboa e Lourenço Marques.[5]

Em 1962, entra ao serviço da TAP o primeiro avião a jato, um Caravelle, que faz a ligação entre Lisboa e Madrid, em Espanha. Nesse mesmo ano, são iniciadas as ligações para Las Palmas, nas Canárias, e para a ilha de Santa Maria; e, no ano seguinte, para Genebra, na Suíça, e para Munique e Frankfurt, na Alemanha. Em 1964, é inaugurada a linha para o Funchal, na Madeira.[5]

A 17 de junho de 1966, é inaugurada a linha para o Rio de Janeiro, celebrando a chegada a Guanabara do hidroavião Santa Cruz, de Sacadura Cabral e Gago Coutinho, em 1922, na primeira travessia aérea do Atlântico Sul.[5] Ainda nesse ano é aberta a linha para Nova Iorque.[carece de fontes?]

A partir de 1967, a TAP passa a ser a primeira companhia aérea europeia a operar exclusivamente com aviões a jato.[5] Dois anos depois, são criados os Transportes Aéreos Continentais (TAC), uma subsidiária da TAP destinada ao serviço de táxi aéreo.[carece de fontes?] Na década de 1970, são iniciadas novas linhas comerciais, como a linha de Montreal, no Canadá, e Ponta Delgada e ilha Terceira, nos Açores, em 1971.[5]

Em 1975, a companhia aérea é nacionalizada, passando a ser uma empresa pública.[5] Quatro anos mais tarde, a companhia passa a chamar-se TAP Air Portugal, a 3 de Setembro é feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique[6] e, no ano seguinte, em 1980, é adotada uma nova imagem, resultando num novo logótipo, novas decorações dos aviões e novos uniformes.[5]

Durante as décadas de 1980 e 1990, são prolongadas e criadas novas linhas comerciais: o prolongamento da linha de Milão para Roma, em Itália, e a criação da linha para Barcelona, em Espanha, em 1980; a criação da linha Porto-Caracas, em 1985; e a criação das linhas do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, para Barcelona e para Basileia, na Suíça, em 1981.[5]

A década de 1980 inicia-se de forma conturbada não só para a TAP, que regista prejuízos avultados, como para várias outras companhias aéreas, devido à concorrência desregulada dos charters e do aumento constante do custo do petróleo.[5] Contudo a TAP destaca-se na manutenção de aviões de outras companhias internacionais, sendo uma das mais conceituadas do mundo nessa matéria.[carece de fontes?]

Em 1984, constitui a operadora turística Air Portugal Tours[carece de fontes?] e em 1985 inaugura o Museu TAP.[5] Ainda nesse ano, cria a Air Atlantis, empresa subsidiária para operações charter, e a Linhas Aéreas Regionais (LAR), que substitui os TAC.[carece de fontes?]

Em 1991, a TAP é transformada em Sociedade Anónima de Capitais Maioritariamente Públicos.[carece de fontes?] Em 1994, é lançado o "Plano Estratégico e de Saneamento Económico-Financeiro" para recuperação da empresa.[5] Cinco anos mais tarde, é lançado o conjunto de orientações estratégicas para a TAP do futuro designado de "Modernização e Recuperação da TAP".[5]

Outdoor publicitário alusivo à TAP na Praça do Rossio, Lisboa
Airbus A319 da TAP, de nome Eça de Queirós, escritor Português

Em 2003, surge o grupo TAP, tendo como holding a TAP SGPS, S.A.[5] A recuperação económico-financeira iniciada na década anterior começa a apresentar resultados e a empresa apresenta pela primeira vez lucros em muitos anos.[5]

Em 2005, ano da comemoração do 60 anos da companhia, é alterada a imagem da empresa (a atual), sendo criado um novo logótipo e alterada a denominação para 'TAP Portugal', passando também a fazer parte da Star Alliance, a maior associação de companhias de aviação.[5]

Em 2006, a TAP assume o controlo da Varig Engenharia e Manutenção, o maior centro de manutenção da América do Sul e, em 2007, a integração operacional da TAP e da PGA é concretizada.[5]

No ano seguinte, em 2007, a TAP adquiriu a companhia aérea Portugália, considerada durante 5 anos consecutivos a melhor companhia aérea regional da Europa, que manteve, no entanto, a identidade própria.[7] [8] É uma companhia aérea bastante galardoada a nível internacional.[5] [3]

Processo de privatização[editar | editar código-fonte]

Em 2012, a TAP esteve envolvida num processo de privatização em que o principal interessado, e único no fim do processo, foi o empresário Germán Efromovich. No dia 20 de Dezembro, o Governo português decidiu adiar para 2013 a venda da TAP.[9] Depois, ambas as partes concluíram que foi uma falha de comunicação que deitou por terra o negócio da TAP.[10] Germán Efromovich garantiu que ía continuar interessado na privatização da TAP, e o governo decidiu adiar o processo até 2014[11] .

No dia 13 de Novembro de 2014, o Governo anunciou que o processo de privatização foi reaberto. A forma de privatização seria realizada com a venda directa de 66% do capital da companhia aérea - sendo 61% da venda a investidores directos; 5% para os trabalhadores da TAP SGPS; os restantes 34% ficariam na posse do Governo durante dois anos. A data para a entrega das propostas de aquisição da empresa era o dia 15 de Maio de 2015 e, neste dia, os interessados que apresentaram as suas foram David Neeleman, CEO da Azul Linhas Aéreas e da JetBlue Airways, juntamente com o empresário Português Humberto Pedrosa, Germán Efromovich, CEO da Avianca, e Miguel Pais do Amaral.[12] [13] Após uma primeira análise das propostas, Pais do Amaral seria excluído da corrida à privatização da TAP pois a sua "proposta não era vinculativa" e, assim sendo,"não cumpria um dos requisitos do caderno de encargos”.[14]

No dia 11 de Junho de 2015, foi confirmado que a proposta de compra da TAP Portugal por David Neeleman (dono das companhias aéreas Azul Linhas Aéreas Brasileiras, da JetBlue Airways e da WestJet) e de Humberto Pedrosa havia sido aceite pelo Governo Português. Desta forma estes passaram a deter 61% do capital do Grupo TAP.[15]

Galardões[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, a TAP recebe a Medalha de Mérito Turístico, pelos serviços prestados ao turismo português, em 1970; é premiada com o troféu Publituris, que distingue a melhor companhia de aviação, em 1972, em 1973 e em 1974; e recebe o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, em 1979.[5]

Em 1985, a empresa é galardoada, no Rio de Janeiro, Brasil, com a Ordem de Mérito de Dom João VI, atribuída pela comunidade luso-brasileira; e, em 1994, é-lhe atribuído o prémio PTA - Portugal Turismo e Actualidade, pela revista Gente e Viagens.[5]

Airbus A340-300 com a antiga pintura de 1979-2005 da TAP

Em 2003, a Airbus atribui à TAP dois prémios: o de Maior utilização da frota A310 e de Excelência operacional da rota A310 entre 2001 e 2003.[5]

Em 2004, a TAP é considerada Melhor Companhia Aérea pelo jornal do Trade Publituris, feito repetido nos cinco anos seguintes.[5]

Em 2005, a "Atlantis", a revista de bordo da TAP, é premiada com o quarto lugar na categoria de Melhor revista de bordo, na 16ª edição do concurso "Annual Avion Awards", organizado pela 'Associação Mundial de Entretenimento das Companhias Aéreas'.[5]

Em 2006, o "Programa Victoria", o programa de milhagem da TAP, é premiado pelos "Freddie Awards" como O Melhor do Ano; e a nova imagem da empresa é distinguida com o prémio Melhor Branding e Melhor Re-branding.[5]

Em 2007, a TAP é considerada a décima Companhia Aérea Mais Segura do Mundo pela edição japonesa da revista Newsweek.[5]

Airbus A321 da TAP, de nome Pêro Vaz de Caminha, escritor e marinheiro Português

Em 2008, a TAP é considerada a Companhia Aérea do Ano no âmbito dos prémios "Os 10 Mais do Turismo de 2007", é galardoada com o Prémio empresa mais familiarmente responsável; e, a revista 'Fórum Empresarial', classifica a TAP como a Maior empresa portuguesa de serviços[5]

Em 2009, a TAP é reconhecida pela sua política exemplar na igualdade entre homens e mulheres, nos prémios "Igualdade é Qualidade" da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego; e pela excepcional utilização da frota A320, pela Airbus, que lhe atribui o prémio A320 Family Operational Award.[5] É ainda eleita, Companhia aérea líder mundial para a América do Sul, na 16ª edição dos World Travel Awards, que volta a ganhar nos dois anos seguintes; e ganha o prémio "Planeta Terra", atribuído pela UNESCO, em reconhecimento do Programa de compensação de emissões de CO2, lançado pela companhia.[5] . Ainda em 2009 a UP, revista de bordo da companhia aérea TAP, foi eleita como a melhor do mundo na sua categoria pelo site ucityguides, nos seus UWards 2009.

De acordo com o relatório de segurança aéreo, JACDEC, divulgado em janeiro de 2011, a TAP Portugal é classificada como a Mais segura companhia aérea da Europa Ocidental e a quarta mais segura de todo o mundo, ultrapassada apenas pelas companhias Qantas, Finnair e Air New Zealand. Ainda no mesmo ano, a TAP é eleita a Companhia aérea líder mundial para África, pelos World Travel Awards; e é considerada, pela Global Traveler Magazine, como A melhor companhia aérea da Europa.[5] [3]

Em junho de 2015, o Governo decidiu vender o grupo TAP, dono da transportadora aérea nacional, ao consórcio Gateway de David Neeleman em consórcio com Humberto Pedrosa que assumiram o controlo de 61% do capital da transportadora portuguesa.

Edifício 25, a sede da TAP

Assuntos Corporativos[editar | editar código-fonte]

Com início a 28 de fevereiro de 2011, a TAP começou a divulgar a sua campanha "TAP, de braços abertos", onde incluía o novo slogan da empresa. Nela três cantores (a cantora brasileira Roberta de Sá, a cantora portuguesa Mariza e o cantor angolano Paulo Flores) atuaram num vídeo musical com a canção "De braços abertos",[16] [17] que mostrava empregados da TAP.[16] [18] A inclusão dos três cantores destinava-se a realçar a proximidade entre as pessoas dos países lusófonos.[16] [17]

Estrutura accionista do Grupo TAP[editar | editar código-fonte]

Fokker 100 da Portugália Airlines, uma subsidiária da TAP

A estrutura accionista do Grupo TAP, a 31 de Dezembro de 2014, era constituída pela TAP−Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A. (100% da Parpública) e diversas subsidiárias. As subsidiárias são:[19] :

  • Portugal TAP S.A. (100%)
    • TAP-Transporte Aéreo
    • TAP-MAnutenção e Engenharia
    • TAP-Serviços
  • Portugal TAPGER S.A.(100%)
    • Cateringpor (51%)
    • Lojas Francas de Portugal (51%)
    • Megasis (100%)
    • UCS (100%)
  • Brasil AEROPAR (99%)
    • TAP Manutenção e Engenharia Brasil (47,64% da AEROPAR)

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota da TAP Portugal da e Portugália, em Junho de 2015, era constituída por: [20] [21]

Frota da TAP
Avião Total Enc Passageiros Notas
Exec Econ Total
Airbus A319-100 21 - 60 72 132 1 avião com pintura dos 70 anos da TAP Portugal
Airbus A320-214 19 - 42 114 156 1 pintado com o esquema Star Alliance
Airbus A321-211 3 - 42 152 194
Airbus A330-200 14 24 239/244 263/268 1 pintado com o esquema Star Alliance; 1 avião com pintura dos 70 anos da TAP Portugal
Airbus A340-312 4 - 36 238 274
Embraer ERJ 145 EP 8 - 6 39 45 operado pela Portugália
Fokker 100 6 - 8 87 95 operado pela Portugália
ATR-42-600 2 0 46 46 Avião da frota Portugália Airlines, pertencente à White e operado por esta em sistema de ACMI[22]
Total
TAP 61
Portugália 16
Total 77

A TAP Portugal tem, por tradição, nomear os seus aviões em honra de Portugueses ilustres, que contribuiram, de alguma maneira, para a história e cultura Portuguesas.

Renovação da frota[editar | editar código-fonte]

Avião A330 da TAP Portugal no Aeroporto de Newark, em Nova Iorque.

A renovação da sua frota é uma constante na companhia. Desde meados da década de 1990 que a TAP se tem empenhado nesse sentido, por forma a rentabilizar as suas aeronaves e oferecer novos destinos. Um acordo de compra com a Airbus previa a substituição integral da frota de A340 pelos futuros Airbus A350. Em novembro de 2007, o CEO da TAP assinou em Toulouse, com a Airbus, o contrato para a aquisição de 12 aviões A350 XWB, com opção para mais três unidades, e também uma carta de intenções para mais oito aviões da família A320. Este pedido foi cancelado no ano seguinte devido às dificuldades económico-financeiras da empresa, e à crise mundial, de onde se destaca o forte aumento do preço do petróleo.[23] A companhia converteu assim a sua encomenda inicial dos A350, feita em dezembro de 2005, na encomenda do novo A350 XWB, e confirmou simultaneamente o aumento do número de aparelhos encomendados, de 10 para 12.[24]

Durante o processo de privatização, o futuro novo dono, o consórcio Gateway, tendo à frente David Neelemane e Humberto Pedrosa, pretendem contratar novos aviões, num total de 53, nomeadamente o Airbus A330neo (o primeiro previsto para 2017, num total de 14) e o Airbus A321neo LR (num total de 39). Em relação aos A350, Neelman informou que contactou a Airbus para substituir a sua encomenda pelos A330neo.[25] [26] [27]

Aeronaves operadas[editar | editar código-fonte]

Papa Bento XVI voou do Porto a Roma neste Airbus A320-200, de nome Columbano Bordalo Pinheiro, pintor Português

Destinos[editar | editar código-fonte]

Destinos atuais da TAP Portugal
  Portugal
  Destinos da TAP Portugal

A TAP Portugal tem uma rede de 80 destinos em 36 países ao longo da Europa, África, América do Norte e América do Sul. Alguns destinos domésticos, europeus e africanos são operados pela Portugália.[3] Em 2011, mais destinos foram incluídos nessa rede, com voos diretos da hub de Lisboa para Acra, Atenas, Bamako, Bordéus, Dubrovnik, Düsseldorf, Manchester, Miami, Porto Alegre, São Vicente e Viena, expandindo a presença da companhia em África e adicionando o seu segundo destino para a América do Norte.[3]

A TAP Portugal é, em 2013, a companhia aérea europeia com mais destinos no Brasil (10), liderando ao nível do número de passageiros transportados entre este país e a Europa, quando comparada com as suas congéneres europeias, bem como com as brasileiras. É também a 3ª maior companhia aérea europeia no que diz respeito à capacidade de transporte de passageiros para a América Latina.[29] Os outros países com mais destinos da TAP Portugal são a Espanha (7), Itália (6), França (6) e Alemanha (5). A TAP Portugal voa ainda para outros 21 destinos internacionais na Europa, 13 em África, 2 nos Estados Unidos e 1 outro na América Latina (Caracas). Em 27 de Outubro de 2013, começou a voar para mais 2 destinos em África, designadamente em Marrocos e Cabo Verde.[30]

A expansão na rede de destinos intercontinentais tem sido constrangida pela falta de espaço do Aeroporto da Portela em Lisboa combinado com a falta de uma adequada frota de longo curso e de nenhuma recente recapitalização da empresa (a última ocorreu há mais de 10 anos pelo governo português, apresentando atualmente mais de 400 milhões de euros de capitais negativos)[31] , devido a regras da União Europeia. Com o governo português e o atual CEO da empresa, Fernando Pinto, a proporem uma urgente privatização da empresa, pode originar-se um aumento da frota da empresa e assim impulsionar as rentáveis operações de longo curso da mesma, assim como iniciar novas rotas.[31]

Parcerias[editar | editar código-fonte]

Acordos de partilha de voos[editar | editar código-fonte]

Nota: * indica que é um parceiro da Star Alliance

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Depois de tomar a decisão de subcontratar o seu sistema de serviço de passageiros em 2008, a TAP migrou os seus sistemas de reservas e inventário para o sistema Altéa, administrado pelo Amadeus. Antes da migração para o sistema Altéa, a TAP usava um sistema derivado da Delta Air Lines chamado de Tapmatic, usado desde 1972.

Os aviões widebody são os aparelhos mais rentáveis para transporte de carga e correio, por apresentarem maiores capacidades que os aviões narrowbody. Estes aparelhos, quando cheios de passageiros apresentam a seguinte capacidade para transporte de carga:

Capacidade para transporte de carga
Tipo de Avião Avião Capacidade
Massa (kg) Volume (m³)
Widebody Airbus A340 ~15.000 76
Airbus A330 ~10.000 40
Narrowbody Airbus A321 ~3.200 12
Airbus A320 ~2.400 9
Airbus A319 ~800 3

Configurações[editar | editar código-fonte]

  • Os aviões Airbus A330 têm um compartimento no convés inferior, destinado ao descanso da tripulação, que retira 10 m³ à sua capacidade.
  • Por cada passageiro a menos, a capacidade para carga aumenta 110 kg (peso médio do passageiro mais bagagem)
  • Os aviões narrowbody reduzem substancialmente a sua capacidade para carga quando utilizados em destinos mais distantes (por exemplo: Bissau, Dakar, Sal ou Praia) e/ou com índices de bagagem por passageiro mais elevados
  • A capacidade para carga também reduz por motivos operacionais quando os aviões narrowbody acima referidos operam em pistas mais curtas (por exemplo: Horta ou Pico)

Rotas de carga[editar | editar código-fonte]

A TAP Cargo opera ainda voos de carga não regulares entre Lisboa-Luanda e Porto-Luanda em regime de leasing ACMI (sigla referente a Aircraft, Crew, Maintenance, Insurance) sempre que a procura excede a oferta. Estes voos são normalmente operados com um Boeing 747-200F, fretados a outras companhias aéreas. A mais usada tem sido a americana Atlas Air. A rota mais rentável da TAP Cargo é Lisboa-Luanda, que regista invariavelmente uma ocupação de 100% e que apresenta as tarifas mais altas de toda a rede.

Serviços a bordo[editar | editar código-fonte]

Os aviões são divididos em duas classes, cada uma com a sua cabine: classe executiva (tap executive) e classe económica (tap plus, tap classic, tap basic e tap discount). Na frota de médio curso (aviões Airbus A319, A320 e A321), as duas cabines possuem assentos de couro e um sistema de entretenimento em voo, com vários ecrãs LCD que se estendem do teto da cabine. A classe tap|executive oferece mais privacidade em relação à classe económica e uma refeição.

Na frota de longo curso (aviões Airbus A330 e A340), a cabine é disposta em duas classes. A classe económica está equipada com ecrãs LCD individuais com multitoque e um sistema de entretenimento em voo completo nos novos aviões, enquanto os mais antigos estão equipados com um sistema menos desenvolvido e ecrãs individuais mais antigos. Na classe tap|executive, os assentos são capazes de se reclinarem e se transformarem em camas. Os novos aviões têm ainda funcionalidades extra. A revista de bordo da TAP é chamada de 'UP' e está disponível a bordo, na internet (em upmagazine-tap.com), sítio totalmente adaptável (compatível com computadores, smartphones e tablets) e como um aplicativo gratuito para iPad.

Incidentes e acidentes[editar | editar código-fonte]

Ordenados cronologicamente (do mais antigo para o mais recente), os incidentes e acidentes registados com aviões da TAP são:

  • 27 de janeiro de 1948: Um Douglas C-47A-50-DL despenha-se no Monte da Caparica, Portugal, num voo de treino, falecendo os três ocupantes.[32]
  • 10 de novembro de 1961: Um avião Lockheed L-1049G Super Constellation proveniente de Casablanca, Marrocos, com destino ao Aeroporto da Portela é desviado por 6 passageiros, opositores ao regime em vigor à data em Portugal, e é forçado a voar a baixa altitude em Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro para lançar panfletos incitando à revolta. Mais tarde, os sequestradores exigiram serem transportados para Tânger, Marrocos. Sem fatalidades a registar.[33]
  • 19 de novembro de 1977: No voo 425 da TAP, o avião Boeing 727-282 despenha-se na aterragem no Aeroporto da Madeira, Funchal, com 164 pessoas a bordo, 131 das quais morreram, sendo o segundo pior acidente aéreo ocorrido em Portugal e o pior da história da TAP.
  • 22 de outubro de 1978: Um pirata aéreo exige ser levado até Marrocos, num voo entre Lisboa e Funchal, tendo acabado por ser detido. Sem fatalidades a registar.[carece de fontes?]
  • 6 de maio de 1980: Um pirata aéreo exige, durante um voo Lisboa-Faro, ser levado até Madrid, acabando por se render horas depois. Sem fatalidades a registar.[34]
  • 21 de agosto de 2001: Um Airbus A310 da TAP é obrigado a efetuar uma manobra brusca para evitar a colisão com uma pequena aeronave. Trinta e quatro pessoas ficaram feridas, sem gravidade.[carece de fontes?]
  • 1 de dezembro de 2001: Um Saab 2000 da companhia suíça Crossair encontra-se em fase de descolagem do Aeroporto de Zurique, Suíça, quando se atravessa no caminho um Airbus A319 da TAP, sendo o desastre evitado por muito pouco. Sem fatalidades a registar.[carece de fontes?]
  • 21 de fevereiro de 2006: Um Airbus A340 da TAP aterra numa taxiway, pista utilizada pelos aviões para se deslocarem para o estacionamento junto da aerogare depois de aterrarem, do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, Brasil, estando o piloto convencido de que se tratava de uma das pistas de serviço. Os passageiros não notaram qualquer anomalia e não há fatalidades a registar.[35]
  • 2 de abril de 2009: Um Airbus A340 da TAP, com destino a Lisboa, aterra de emergência depois de um dos quatro reatores ter sido atingido por aves, logo após a descolagem do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, Angola. Sem fatalidades a registar.[36]
  • Na madrugada de 27 de outubro de 2013: O voo TP258 de Bamako para Lisboa com um Airbus A320, que transportava 108 passageiros a bordo foi forçado a aterrar no aeroporto de Casablanca, Marrocos, devido a uma emergência médica. O voo foi retomado horas mais tarde.[37]
  • 9 de março de 2014: Um Airbus A330-200 da TAP (CS-TOM) saiu de Lisboa pelas 16h38 (TP011) com destino a Recife (Pernambuco, Brasil), mas foi divergido para o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral na Ilha do Sal em Cabo Verde, devido a um derrame de óleo numa das turbinas. Os 271 passageiros foram retirados da aeronave em segurança e hospedados num hotel na ilha. Sem fatalidades.
  • 7 de maio de 2014: Um Airbus A330-200 da TAP (CS-TOF), com 259 passageiros e 11 tripulantes a bordo, fazia o voo TP060 quando, à descolagem do Aeroporto Internacional de Brasília, a aeronave embateu numa ave (que foi sugada pela turbina). O Comandante aterrou logo de seguida, para ser feito um check-up ao Airbus, e os passageiros regressaram a Lisboa num outro voo, dois dias depois. Sem fatalidades.
  • 13 de junho de 2014: um Airbus A330-200 da TAP (CS-TOJ) proveniente de Manaus com destino a Lisboa e escala em Belém (Brasil) ficou preso no relvado do Aeroporto Internacional Val de Cans. Na altura havia chuva moderada, e a aeronave derrapou na altura de fazer uma das curvas do taxiway, fazendo com que o trem de aterragem dianteiro afundasse na relva. Os 115 passageiros foram imediatamente retirados da aeronave tendo retornado ao terminal em segurança. Quatro dias depois foram levados num outro voo da TAP para Lisboa. Sem fatalidades a registar.
  • 15 de junho de 2014: Um Airbus A340-300 da TAP (CS-TOB) descolou do Aeroporto de Lisboa com destino a Luanda (TP289), quando a tripulação se apercebeu de um problema mecânico relacionado com a recolha do trem de aterragem. Após circular sobre a zona de Sesimbra, a sul de Lisboa, o avião aterrou em Lisboa novamente 31 minutos após a descolagem. Sem fatalidades.
  • 17 de junho de 2014: Um Airbus A330-200 (CS-TOH) da TAP sobrevoava o Oceano Atlântico, a meio caminho entre Lisboa e Brasília, quando surgiu no cockpit um sinal de aviso relacionado com uma anomalia num dos motores. Por decisão do Comandante, a aeronave regressou a Lisboa para ser examinada pela TAP Maintenance & Engineering. Os 203 passageiros foram hospedados num hotel no Vimeiro (a 60km de Lisboa) visto não estarem disponíveis hóteis na zona de Lisboa. Os passageiros foram mais tarde enviados num outro voo da companhia. Sem fatalidades a registar.
  • 9 de julho de 2014: Um Airbus A320 da TAP (CS-TQD) aterrou de emergência no Aeroporto Orly (Paris, França) num voo que fazia a ligação Lisboa-Amesterdão (TP668) devido a um problema de pressurização na cabine. Sem fatalidades.
  • 12 de julho de 2014: Após a descolagem de Lisboa (LIS), o Airbus A330-200 Fernão de Magalhães (CS-TOO), com 268 passageiros e 12 tripulante a bordo, com destino São Paulo, aterrou de emergência pouco depois da descolagem devido à quebra de partes internas de um dos dois motores General Electric. Embora o valente estrondo que se fez sentir na aeronave não houve qualquer incêndio na aeronave, como foi descrito por alguns passageiros. Algumas partes internas do motor em causa soltaram-se tendo provocado estragos em residências e viaturas na região de Camarate, Lisboa. A aeronave foi forçada a aterrar pouco mais de uma hora depois, após ter despejado combustível no Oceano Atlântico, para ser permitida uma aterragem segura. Sem feridos a registar.
  • 15 de julho de 2014: Um Airbus A330-200 (CS-TOL) preparava-se para descolar do Aeroporto de Salvador (Bahia, Brasil), com rumo a Lisboa (TP021), quando a tripulação deu conta de uma avaria num dos motores. Os passageiros foram hospedados em hotéis da cidade até chegar uma nova válvula para o motor em questão e o avião estar pronto para voar. Quando as reparações tiveram fim, cerca de 9 horas depois, os passageiros retornaram a Lisboa no mesmo aparelho. Sem fatalidades a registar.
  • 27 de julho de 2014: Um Airbus A340-300 da TAP (CS-TOC) preparava-se para descolar do Aeroporto Internacional de Maputo, Moçambique, com destino a Lisboa e 270 passageiros a bordo teve de abortar a descolagem quando a tripulação de apercebeu de uma avaria que afetava o sistema de navegação da aeronave. Os passageiros, hospedados em hóteis de Maputo, foram enviados num outro voo da companhia 2 dias depois. Sem fatalidades.
  • 29 de agosto de 2014: Após descolagem de Lisboa (LIS), o Airbus A340-300 de matrícula CS-TOA, com 270 pessoas a bordo, e com destino para Luanda, aterrou de emergência pouco depois da descolagem. Logo após a descolagem, a tripulação apercebeu-se de uma avaria no sistema hidráulico da aeronave, pelo que optou por retornar ao aeroporto de partida. A aeronave foi forçada a aterrar uma hora depois devido à necessidade de perder peso para que o trem de aterragem, movido e sustentado pelo sistema hidráulico, pudesse suportar a aterragem.Sem fatalidades a registar.
  • 31 de agosto de 2014: Um Airbus A330-200 (CS-TOJ) que fazia um voo do Aeroporto Internacional de Guararapes (Recife) para o Aeroporto de Lisboa (TP016) foi obrigado a aterrar de emergência no Aeroporto de Sal (Sal, Cabo-Verde) devido a ter sido ativado um sensor que alerta para a presença de fumo no porão de carga. O problema que motivou o disparo do alarme teve a ver com uma avaria num dos sistemas eléctricos do avião, não tendo havido qualquer incêndio a bordo. Os 262 passageiros foram hospedados na cidade, tendo seguido na mesma aeronave para Lisboa no dia seguinte. Sem fatalidades.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  3. a b c d e f TAP na Star Alliance (em inglês) Star Alliance (15/02/2012). Visitado em 17/07/2012.
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  10. http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/12/28/governo-e-efromovich-concluiram-que-negocio-da-tap-nao-avancou-devido-a-falha-de-comunicacao
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  12. Público
  13. Jornal de Negócios
  14. "Governo exclui proposta de Pais do Amaral para a TAP" - Jornal Público
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  23. Fernando Pinto lança "alerta vermelho"; TAP à beira de prejuízos recorde em 2008 Presstur (10/12/2008). Visitado em 16/07/2012.
  24. TAP compromete-se com 12 A350 XWBs, adicionando mais 8 A320 (em inglês) (26/11/2007). Visitado em 16/07/2012.
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  27. Dinheiro Vivo online
  28. Aviação Comercial: Tap
  29. CAPA Centre of Aviation: Brazil to Western Europe capacity by carrier (seats per week, one way)
  30. Destinos TAP ao seu dispor
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  36. Ave obriga Airbus da TAP a aterrar de emergência em Luanda RTP (02/04/2009). Visitado em 17/07/2012.
  37. Avião da TAP desviado devido a emergência médica RTP (27/10/2013). Visitado em 27/10/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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