Douglas DC-3

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Douglas DC-3
Avião
Um Douglas DC-3
Descrição
Tipo / Missão Aeronave comercial
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Douglas Aircraft Company
Período de produção 19361942, 1950
Custo unitário US$79,500 (US$1,367,516 em 2014)
Primeiro voo em 17 de dezembro de 1935 (85 anos)
Introduzido em 1936
Variantes C-47 Skytrain
Tripulação 2
Passageiros 21/32
Especificações
Dimensões
Comprimento 19,60 m (64,3 ft)
Envergadura 28,95 m (95,0 ft)
Altura 4,90 m (16,1 ft)
Área das asas 90,80  (977 ft²)
Alongamento 9.2
Peso(s)
Peso vazio 7 700 kg (17 000 lb)
Peso carregado 11 430 kg (25 200 lb)
Peso máx. de decolagem 14 980 kg (33 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 2x Wright R-1820 Cyclone de 9 cilindros radiais a pistão
2x Pratt & Whitney R-1830-92 Twin Wasp, de 14 cilindros radiais à pistão de duas fileiras
Performance
Velocidade máxima 370 km/h (200 kn)
Velocidade de cruzeiro 333 km/h (180 kn)
Alcance (MTOW) 3 420 km (2 130 mi)
Teto máximo 7 100 m (23 300 ft)
Razão de subida 5.7 m/s

O Douglas DC-3 é um avião movido a motor a pistão a hélice que teve um efeito duradouro no setor da aviação comercial nas décadas de 1930 e 1940 e na Segunda Guerra Mundial. Foi desenvolvido uma versão maior e melhorada para 14 assentos do Douglas DC-2. É um bimotor de metal de asa baixa com um trem de pouso na traseira da cauda, propulsionado por dois motores a pistão radial Pratt & Whitney R-1830 Twin Wasp de 1 200 cavalos de potência. Tem uma velocidade de cruzeiro de 207 km/h, capacidade para 21 a 32 passageiros ou 2 700 kg de carga, com um alcance de 2 400 km e pode operar em pistas curtas.

Antes da guerra, foi pioneira em muitas rotas de viagens aéreas, pois podia atravessar os Estados Unidos Continentais e possibilitar voos em todo o mundo, transportar passageiros com maior conforto, segurança e confiabilidade. É considerado o primeiro avião de passageiros capaz de transportar apenas passageiros com lucro.[1] Após a guerra, o mercado de aviões foi inundado com aviões de transporte militar excedentes, e o DC-3 não pôde ser atualizado pela Douglas Aircraft Company devido aos custos. Foi tornado obsoleto nas rotas principais por tipos mais avançados, como o Douglas DC-6 e o Lockheed Constellation, mas o design se mostrou adaptável e útil.

A produção civil do DC-3 terminou em 1942, com 607 unidades. As versões militares, incluindo o Douglas C-47 Skytrain (serviço Dakota na RAF) e as versões soviética e japonesa, elevaram a produção total para 16 000 exemplares. Muitos continuam a prestar serviço em uma variedade de funções. Estimava-se que 2 000 DC-3s e derivados militares ainda estavam voando em 2013.[2]

Versões[editar | editar código-fonte]

Abaixo estão descritas as versões civis e militares do DC-3. Entre parênteses, estão as denominações utilizadas pela Royal Air Force (Dakota).

  • DC-3: versão inicial civil;
  • C-47 (Dakota I): Versão militar inicial do DC-3;
  • R4D: versão naval do C-47;
  • C-47A (Dakota III): Sistema elétrico e 24 V substituindo o original de 12 V;
  • C-47B (Dakota IV): Motores R-1830-90 e capacidade extra de combustível, permitindo voo de rotas China-Burma-Índia
  • C-47D
  • C-48 a C-52: Inúmeras variações militares do DC-3 que entraram em serviço;
  • C-53 (Dakota II): Versão para passageiros e para-quedistas;
  • Showa L2D: cópia do DC-3, construída sob licença no Japão;
  • Lisunov Li-2: cópia do DC-3, construída sob licença na União Soviética;
  • Super DC-3: versão civil aperfeiçoada, com maior capacidade de carga e com uma nova asa;
  • R4D-8 (depois denominado C-117D): versão militar naval do Super DC-3.

Emprego na Força Aérea Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Dakota em exposição no Museu do Ar (Polo de Sintra)
Visão do interior de um C-47
Três vistas.

Em 1944, resultante de uma aterragem de emergência em Lisboa, um avião americano deste tipo foi apreendido. Durante a Segunda Guerra Mundial, o estatuto de Portugal como país não beligerante proibia a utilização do espaço aéreo por aviões envolvidos no conflito. Antecipando-se à apreensão, o embaixador americano ofereceu a aeronave a Portugal. A partir de 1958, a Força Aérea Portuguesa adquiriu 29 aviões Dakota provenientes de diversas origens e de vários modelos.

Operaram em missões de carga e transporte de passageiros. Durante a Guerra do Ultramar nas três frentes executaram missões de reconhecimento aéreo, lançamento de pára-quedistas, transporte de feridos, busca e salvamento e até de bombardeamento na Guiné-Bissau.

Com o fim da Guerra do Ultramar foram abatidos ao serviço. Muitos deles foram oferecidos aos novos países africanos, antigas colónias portuguesas.

Emprego na Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

DC-3 da Varig em 1975.

Versões anteriores da série DC da Douglas já vinham sendo empregadas pelo Exército Brasileiro desde 1936, com a compra de 2 DC-2, que voavam com designação C-32, a seguir foram encomendados outros 18 DC-2, na configuração C-33.

Quando o antigo Corpo Aéreo deu origem à Aviação do Exército Brasileiro em 1941 o C-47 Skytrain veio a consolidar-se como o avião de transporte padrão.

Essa extraordinária aeronave operou em todos os continentes, participou de todas as batalhas mais importantes e permaneceu em operação muito tempo depois de terminada a 2ª Grande Guerra.

Hoje em dia existe um Douglas DC-3, de propriedade do empresário Arruda Botelho, voando no Brasil. Existem alguns outros exemplares em exposição no Brasil, entre eles no Museu Aeroespacial, na entrada da antiga VEM (Varig Engenharia e Manutenção, atual TAP Manutenção e Engenharia Brasil) na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e no Museu da Tecnologia em São Paulo.

Um DC-3 de matrícula PP-ANU, foi exposto durante décadas no extinto museu da Varig em Porto Alegre, quando o museu encerrou suas atividades. O mesmo foi abandonado e agonizou ao tempo durante anos, hoje restaurado, encontra-se em exposição ao lado do aeroporto (SBPA) Salgado Filho em Porto Alegre no Shopping Boulevard Laçador, é possível visitar também o interior da aeronave em datas pre-estabelecidas.

UMA CURIOSIDADE: A Força Aérea Brasileira utilizou os C-47 até o início da década de 1980 portanto sendo a última força aérea a dar baixa deles no mundo.

Agora existe outro exemplar, o Douglas DC-3 "Rose", no Museu TAM, junto ao Aeroporto de São Carlos, em São Carlos e ainda voando. Foi uma doação ao museu. Esse avião preserva algumas marcas de balas, pois foi usado no dia D na Segunda Guerra Mundial.[3][4]

Outro exemplar que chama a atenção de turistas, é um Douglas DC-3 exposto ao ar livre em uma praça na cidade de Canarana – MT, avião é do tipo Douglas C-47-5-DK, conforme especificações da época, com número de série 12 303.

Avião esse que serviu na segunda guerra mundial, pertenceu as forças aéreas americanas, depois foi transferido a força aérea britânica.

Em 21 de maio de 1976 foi definitivamente entregue à Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda – COOPERCOOL – com sede em Barra do Garças-MT, após ter sido anteriormente registrado na Conagro S.C. Ltda.

Desde 1981 encontra-se em exposição estática em Canarana – MT.

Existe um outro avião Douglas DC-3 na cidade de Alta Floresta MT em exposição na Praça da Cultura da cidade. Esse avião foi fabricado em 1942 nos Estados Unidos pertenceu a Cruz Vermelha Internacional e foi usado durante a 2º Guerra Mundial, logo que terminou a guerra foi para a força aérea de Belém no estado do Pará e no final dos anos 70 os aviões começaram a ser vendidos pela força aérea Brasileira, e em Alta Floresta devido à descoberta do ouro, o avião foi adquirido tornando essencial para a população, entre 1980 e 1985 o Douglas DC-3 era muito usado para transportar colonos, garimpeiros e cargas. No dia 28 de janeiro de 2006 o avião foi doado ao município pelos pilotos e proprietários Wilson Clever Lima e William José Lima (Irmãos Metralha).[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Burke, Kathleen. «How the DC-3 Revolutionized Air Travel». Smithsonian (em inglês). Consultado em 12 de dezembro de 2019 
  2. Glancey, Jonathan. «The Douglas DC-3: Still revolutionary in its 70s». www.bbc.com (em inglês). Consultado em 12 de dezembro de 2019 
  3. «Panoramio is no longer available». www.panoramio.com. Consultado em 17 de dezembro de 2020 
  4. «DC3 abandonado depois de tantos sonhos ter inspirado». Asas e Flaps. 21 de outubro de 2011. Consultado em 17 de dezembro de 2020 
  5. «Avião DC-3 patrimônio histórico de Alta Floresta será reformado». Consultado em 17 de dezembro de 2020 
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