McDonnell Douglas DC-10

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde junho de 2013). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde abril de 2013).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde agosto de 2011). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
DC-10
Picto infobox aircraft.png
DC-10 da Northwest
Descrição
Tipo / Missão Aeronave comercial
País de origem  Estados Unidos
Fabricante McDonnell Douglas
Desenvolvido de Douglas DC-8
Desenvolvido em McDonnell Douglas MD-11
Passageiros 380 passageiro(s)
Especificações (Modelo: DC-10-30)
Dimensões
Comprimento 55,50 m (182 ft)
Envergadura 50,40 m (165 ft)
Altura 17,70 m (58,1 ft)
Peso(s)
Peso de decolagem 263 085 kg (580 000 lb)
Performance
Velocidade máxima 982 km/h (530 kn)
Alcance (MTOW) 10 010 km (6 220 mi)

O McDonnell Douglas DC-10 é um trijato widebody comercial, que foi desenvolvido e fabricado pela McDonnell Douglas, como sucessor do McDonnell Douglas DC-8. Possuía um par de motores localizados nas asas e um terceiro na base da cauda. O DC-10 foi inicialmente planejado para voos transcontinentais, mas exigências do mercado fizeram com que a McDonnell Douglas estendesse seu alcance. Aviões concorrentes eram o trijato Lockheed L-1011 Tristar, o Boeing 747 (e, posteriormente, o Boeing 767) e o Airbus A300.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O McDonnell Douglas DC-10, foi um novo marco na aviação de larga escala. Um trijato, ultramoderno, seguro e confortável para a sua época. A maioria das grandes empresas aéreas que se utilizavam de rotas transatlânticas, operaram o DC-10, também de muitos prestígio junto as operadoras de turismo e empresas cargueiras. A produção do primeiro modelo foi iniciada em Janeiro de 1968 e, em 1971 foi feita a primeira entrega dessa aeronave para rotas comerciais. A produção continuou até o ano de 1989, com 386 entregas na versão comercial e mais 60 na versão militar chamada de KC-10, para uso como cargueiro e avião-tanque de reabastecimento aéreo, totalizando com isso 446 aeronaves. As aeronaves militares foram todas para a Força Aérea dos Estados Unidos. A produção era na sede da Douglas, em Long Beach, Califórnia, e foram construídas 06 (seis) versões - DC-10/10, DC-10/15, DC-10/30, DC-10/40, DC-10/30F e DC-10 Conversível, para as séries 10, 30 e 40. No ano seguinte foi lançada a série 40, com turbinas JT9D turbofan da Pratt Whitney (única versão que utilizava esse motor com 53.000 libras de empuxo), 9.265 km de autonomia e peso máximo de decolagem de 251,7 toneladas. No mesmo ano já estava em serviço regular. O DC-10, foi a primeira aeronave certificada pelo FAA a atingir o "stage 3", de poluição sonora e do ar, demonstrando com isso a alta tecnologia das suas turbinas. As exigências internacionais nesse sentido também eram atendidas pelo DC-10.

O DC-10 foi substituído pelo McDonnell Douglas MD-11 que entrou em serviço em 1990 , até hoje só ocorreu 1 acidente grave com esse modelo, em 1998 no voo 111 da Swissair que caiu ao mar após um incêndio a bordo, e matou 229 pessoas. Já o DC-10 teve 3 principais acidentes, um em um voo da American Airlines em 1972, que pousou com sucesso, o outro foi em um voo da Turkish Airlines em 1974, que não teve a mesma sorte, todos os ocupantes da aeronave morreram, e o terceiro, em 1979, em Chicago, em um voo da American Airlines, durante a decolagem e também com morte de todos os ocupantes. Desses três acidentes, os dois primeiros foram causados por um problema na trava da porta de bagagem, no voo da AA a porta escapou e deixou um buraco na fuselagem que causou uma mudança de pressão na aeronave, isso fez o chão sob os pés do passageiros rachar no meio, e essa rachadura atingiu a parte de controle da aeronave, os pilotos estavam com pouco controle, mas ainda conseguiam controlar a aeronave, já no voo da Turkish Airlines todo o controle foi perdido, e no acidente de Chicago, uma das turbinas se desprendeu da asa esquerda durante a decolagem, danificando as superfícies aerodinâmicas e tornando a aeronave incontrolável.

Como curiosidade, esse modelo de aeronave é citado na música Spanish Bombs da banda inglesa The Clash.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • DC-10-10 : A série 10, tinha autonomia para 6.112 km, utilizava turbinas GE CF6-6 com 17.144 kg. de empuxo cada e foi lançada em 29 de agosto de 1970 e certificada pelo FAA em 29 de julho de 1971. American Airlines e United Airlines iniciaram os voos com essa aeronave em 5 de agosto de 1971. A versão original era para 270 passageiros, 15 tripulantes, consumia 10.800 litros de combustível por hora e sua produção em série iniciou-se em Agosto de 1971.
  • DC-10-15 : A série 15 foi lançada em 1979 e era uma aeronave mista (menor, de tamanho equivalente ao DC-10/10 e mais potente como o DC-10/30). Era ideal para operar a grandes altitudes, com capacidade total de carga e em aeroportos mais altos ou muito quentes, quando em geral as aeronaves não podem operar com sua capacidade máxima. Sua autonomia era de 7.010 km.
  • DC-10-30 : Em 1973 foi lançada a série 30, com turbinas CF6-50 da GE e raio de ação de 10.010 km e 259,4 toneladas de peso máximo de decolagem. Nesse mesmo ano foi introduzida a versão conversível, podendo ser transformada em exclusivamente cargueira ou exclusivamente de passageiros em poucas horas. A versão "Convertible" poderia ser utilizada nas versões 10, 30 ou 40 - as disponíveis à época. Tinha capacidade para 453 metros cúbicos de carga ou acima de 380 passageiros em classe única. O DC-10/30 na sua versão original, levava 260 passageiros, 15 tripulantes e consumia 10.800 litros de combustível por hora de voo e a versão ER (Extended Range), idem, mas com maior autonomia. O seu valor à época do lançamento era de US$ 49,25 milhões (DC-10-30ER) e US$ 43,70 milhões (DC-10-30). Em maio de 1984, foi lançada a versão DC-10/30F - exclusivamente cargueira -, a pedido da FedEx. A primeira entrega foi em 24 de janeiro de 1986. Ela transportava 79.380 kg de carga e tinha autonomia para 6.115 km com carga máxima. Faz muito sucesso até hoje e várias aeronaves de passageiros foram convertidas em cargueiras, pois opera muita carga, com baixo custo operacional e em rotas mais longas, possuindo ainda, um valor agregado menor - com isso as prestações de financiamentos ou leasing se tornam menores - viabilizando o seu uso.
  • DC-10-40 : Idêntica à versão -30, inicialmente desigando DC-10-20,a principal diferença da série -40 é ser impulsionada por motores PW JT9-59A. Foi encomendada e operada pela JAL e Northwest Orient Airlines, realizando seu primeiro voo em fevereiro de 1972. Pode ser diferenciada externamente pela tomada de ar de maior diâmetro, instalada no motor de cauda.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil o McDonnell Douglas DC-10 foi utilizado amplamente pela Varig e Vasp. Esse tipo de aeronave também foi utilizado para transporte de carga pela Varig Log, Master Top Airlines. O primeiro voo desse avião com a bandeira brasileira, foi do Rio de Janeiro a Porto Alegre, transportando o então presidente da Varig, Rubel Thomas, empresários, políticos e convidados. Imediatamente depois entrou em serviço internacional, voando para Nova York, Tóquio, Paris e, posteriormente para toda Europa, América do Norte e Japão. No Brasil o DC-10-30 da Varig operou durante muitos anos a rota Rio de Janeiro-Brasília-Manaus (vôo 204).

Especificações[editar | editar código-fonte]

  • Capacidade de passageiros: 250 a 380 passageiros.
  • Comprimento: 55,5 metros.
  • Envergadura: 50,4 metros.
  • Altura: 17,7 metros.
  • Peso (vazio): 121,198 toneladas.
  • Peso máximo de decolagem: 565.000 Libras
  • Alcance: 12 055 quilômetros.
  • Teto operacional: 12 mil metros.
  • Velocidade máxima: 982 km/h.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]