McDonnell Douglas DC-9

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McDonnell Douglas DC-9
Avião
Douglas DC-9 - Um dos maiores clássicos da aviação comercial, um grande sucesso de vendas.
Descrição
Tipo / Missão Avião comercial
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Douglas Aircraft Company
Primeiro voo em 25 de fevereiro de 1965 (51 anos)
Passageiros 90 passageiro(s)
Especificações
Dimensões
Comprimento 31,82 m (104 ft)
Envergadura 27,25 m (89,4 ft)
Altura 8,38 m (27,5 ft)
Peso(s)
Peso vazio 41 100 kg (90 600 lb)
Performance
Velocidade máxima 903 km/h (487 kn)

O Douglas DC-9 é uma antiga aeronave bimotor a jato de médio porte, projetada e fabricada a partir da década de 1960 pela então Douglas Aircraft Company (posteriormente McDonnell Douglas) para uso na aviação comercial no transporte doméstico de passageiros. Ela tem dois motores na parte traseira, fixados no cone de cauda e tem empenagem com dois estabilizadores, que são o estabilizador vertical, e fixado nele o estabilizador horizontal, que formam a cauda em T.[1]

O projeto do Douglas DC-9 foi utilizado posteriormente como base pela Douglas Aircraft Company / McDonnell Douglas e pela Boeing para dar origem aos modelos da série MD-80, MD-90 e Boeing 717, produzidos até a década de 2000.

Toda essa família de aeronaves bimotoras para uso no transporte comercial de passageiros, incluindo os derivados com motorização turbofan, é um dos maiores sucessos de vendas da aviação, com mais de 2.400 unidades produzidas, mas no Brasil, curiosamente, esses modelos não tiveram praticamente nenhuma penetração de mercado, e até os dias atuais, tenta-se entender o porquê disso...

A Douglas Aircraft utilizou o projeto do antigo jato comercial quadrimotor DC-8 para dar origem ao bimotor DC-9, mas os aspectos externos das duas aeronaves são bem diferentes.

Legado[editar | editar código-fonte]

O conceito de aeronave bimotora projetada para atender principalmente os mercados de aviação regional e doméstica, com os motores fixados no cone de cauda, parecido com os conceitos dos antigos bimotores Sud-Aviation Caravelle e BAC-1-11, foi utilizado posteriormente como exemplo pela Bombardier, Embraer e Fokker para dar origem aos modelos da séries CRJ e ERJ, e também para o Fokker 70 e Fokker 100. A União Soviética (atual Rússia), em resposta a produção do DC-9, introduz o Tupolev TU-134 em 1967.

O DC-9 também deixou um legado de aeronaves, sendo que a última delas, o Boeing 717, foi produzida até 2006. As aeronaves derivadas do DC-9 são o MD-82, MD-83, MD-87, MD-88, MD-90, MD-95 e Boeing 717.

Acidentes[editar | editar código-fonte]

O McDonnell Douglas DC-9 esteve envolvido em vários acidentes, alguns deles como o Voo VIASA 742 em 16 de março de 1969 que caiu perto de Maracaíbo na Venezuela e matou todos os 84 ocupantes mais 71 em solo; Voo Southern Airways 932 em 14 de novembro de 1970 que matou todos os 75 ocupantes perto de Hutington; Voo Southern 242 em 4 de abril em 1977 que caiu em New Hope, Condado de Paudling (Geórgia), matando 59 dos 81 ocupantes mais 9 pessoas em solo (22 pessoas que estavam a bordo sobreviveram); o desastre de Cerritos em 31 de agosto de 1986, em que o avião que vinha do Aeroporto da Cidade do México acabou colidido com um Piper Cherokee que invadiu o espaço aéreo do LAX quando estava voando para Big Bear Lake e matou todas as 82 pessoas a bordo incluindo 15 em solo em Cerritos e o voo ValuJet Airlines 592 que matou todas as 110 pessoas a bordo no Parque Nacional Everglades em 11 de maio de 1996.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Douglas DC-9». Airliners (em inglês). Consultado em 26 de fevereiro de 2015