American Airlines

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
American Airlines.svg.png
American Airlines
IATA
AA
ICAO
AAL
Indicativo de chamada
American
Fundada em 1930 (como American Airways)
Principais centros
de operações
Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth (DFW)
Aeroporto Internacional O'Hare(ORD) - Chicago
Aeroporto Internacional de Miami (MIA)
Aeroporto Internacional de Saint Louis (STL)
Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín (SJU) - San Juan
Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) - Nova York
Aeroporto de LaGuardia (LGA) - Nova York
Aeroporto Internacional Logan (BOS) - Boston
Programa de milhagem AAdvantage
Serviço VIP Admirals Club
Aliança comercial
Frota 647 (54 pedidos) aeronaves
Destinos 172 localidades
Companhia
administradora
AMR Corp. (companhia privada)
Sede Fort Worth, Texas, Estados Unidos
Pessoas importantes CEO: Gerard Arpey
Presidente: Gerard Arpey
Vice-presidente: James Beer
Sítio oficial www.aa.com
Um avião da American decolando do Aeroporto de Dallas

A American Airlines é uma companhia aérea americana e em alguns quesitos, a maior linha aérea de passageiros do mundo. Seus centros principais de operações são os aeroportos de Chicago, Dallas e Miami. A American Airlines é considerada a maior linha aérea do mundo na quantidade de quilômetros voados por passageiros no trecho domestico e o maior número de passageiros movimentados por ano.[1] Possui a segunda maior malha aérea do mundo.[1] Seus aviões são bastante conhecidos por sua pintura clássica que varia do polido ao prateado e agora com a nova pintura cinza e patriota, com a bandeira americana estampada na cauda. As primeiras aeronaves a receber a Nova American foram os novíssimos 77W Boeing 777.

Em outubro de 2004, a Corporação AMR, proprietária e administradora da American Airlines, atendia a 172 cidades com uma frota total de 991 aviões - 705 da American Airlines e 286 da American Eagle, transportando quase 100 milhões de passageiros por ano. A American Airlines transporta mais passageiros entre os Estados Unidos e a América Latina do que qualquer outra linha aérea, tendo transportado 12,1 milhões de passageiros transportados entre os Estados Unidos e a América Latina, em 2004.

Em 14 de Fevereiro de 2013, a American Airlines and US Airways anunciaram a fusão das duas companhias se tornando a maior companhia aérea mundial. A negociação está prevista para conclusão no segundo semestre de 2013, investidores da American Airlines serão donos de 72% da nova companhia e os investidores da US Airways serão donos dos 28% restantes, sendo mantido o nome da American Airlines.[2]


História[editar | editar código-fonte]

A American Airlines foi criada em maio de 1934, como sucessora da American Airways que fora, por sua vez, criada em 1930 pela Aviation Corporation (AVCO), unificando as operações de cinco empresas sob uma mesma administração. Estes cinco operadores resultaram de diversas fusões: a American Airlines pode ser considerada como o resultado da união de 85 empresas, cujas origens datam desde 1926.

Nos primeiros anos da década de 1930, a principal fonte de renda da empresa era o transporte de malotes postais. Após 1935, a AA começou a aumentar sua presença no transporte de passageiros. Solicitou à Douglas o desenvolvimento da aeronave que foi talvez a mais importante da história da aviação comercial: o Douglas DC-3, que entrou em operação em 25 de junho de 1936 entre Chicago e Newark, configurado com 7 beliches ou 14 assentos.

Esse sucesso levou o presidente da American, Cyrus R. Smith, a afirmar que "O DC-3 libertou as companhias aéreas da completa dependência financeira no transporte de malotes postais. Foi o primeiro avião a gerar lucro apenas com o transporte de passageiros". Depois da Segunda Guerra, a American envolveu-se no desenvolvimento de várias aeronaves, dentre elas os Convair 240 e 990, o Douglas DC-7, DC-10 e o Lockheed Electra.

Em 1945 foi criada uma divisão responsável por vôos internacionais, denominada American Overseas Airlines, vendida posteriormente em 1950 para a Pan American. Em novembro de 1953 foram inaugurados vôos costa-a-costa entre Nova York e Los Angeles com os quadrimotores DC-7. Foram substituídos nesta rota em 1959 com a chegada dos primeiros Boeing 707, responsáveis pela entrada da empresa era do jato.

Em 1966 a American começou a receber os BAC 1-11 (do qual foi a maior operadora) e com eles desenvolveu sua malha doméstica. Também em 1966 foi realizado o último vôo com uma aeronave a pistão, um DC-6. Em 1971 tornou-se a primeira empresa a voar com o novo Douglas DC-10, colocando o trijato nos serviços entre Los Angeles e Chicago.

No mesmo ano, adquiriu a Trans Caribbean Airways, ampliando os seus serviços na região. Com a desregulamentação do transporte aéreo norte-americano em 1978, a American cresceu vertiginosamente. No ano seguinte, transferiu sua sede de New York para Dallas.

Em 1982 recebeu o seu primeiro Boeing 767-200 e no mês de maio voltou a voar para a Europa, com vôos diários entre Dallas e Londres. Em 1983, seus Boeing 747 foram repassados para a Pan American, que em troca cedeu os Douglas DC-10 que herdara da National.

A expansão de rotas e de frota continuou ao longo da década de 80 e no princípio da década de 90 a empresa tinha a maior frota do mundo. A expansão acabou levando a empresa a inaugurar rotas trans-pacíficas, para a América Latina e novos vôos para a Europa. Durante a década de 1990, a American consolidou-se como uma das duas maiores empresas do mundo. Nesta posição, em setembro de 1998, juntamente com mais quatro empresas criou a aliança oneworld, que foi efetivada em fevereiro do ano seguinte. Também em 1999 foi finalizada a compra da Reno Air, aumentando a participação da empresa no mercado no oeste estadounidenso. Consolidou sua liderança ao adquirir o controle da TWA, totalmente integrada à American em 2/12/2001.

A empresa foi severamente afetada pelos Ataques de 11 de setembro de 2001, quando perdeu duas aeronaves. Em seguida, amargou a queda de um A300 em New York, começando o novo milênio com o pior ano de sua longa e orgulhosa história. Hoje a situação está mais equilibrada, mas ainda longe de satisfatória: a empresa consegue, a duras penas, apenas pagar suas contas.

Em 2011, o Tribunal de Justiça de São Paulo responsabilizou a empresa por gesto obsceno realizado pelo piloto da companhia, Dale Robbin Hersh.[3] [4] Em 2004, ele mostrou o dedo médio a sete agentes da Polícia Federal no desembarque do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.[5] Em 2006, os agentes da Polícia Federal entraram com uma ação de indenização contra a empresa aérea por danos morais e a companhia havia sido sentenciada a pagar 500 salários mínimos por danos morais para cada um dos policiais.[6] Em 2011 o valor foi revisto para 100 salários mínimos por policial presente, o que equivale a 700 salários mínimos ao total.[7] [8]

A American Airlines escolheu Ribeirão Preto, no Interior de São Paulo para montar o seu oitavo escritório no Brasil. Atualmente, são três em São Paulo, três no Rio de Janeiro e um em Campinas [9] .

Pedido de Concordata[editar | editar código-fonte]

Em 29 de novembro de 2011, a dona da empresa empresa pediu concordata em Nova York.[10] A causa é a queda nas ações da empresa, que no dia 29+ de novembro de 2011, as 13h30. A American Eagle e todas as subsidiárias da American Airlines também foram afetadas. A empresa assegurou também que irá honrar todas as reservas e passagens.

Ataques 11 de Setembro de 2001[editar | editar código-fonte]

A empresa teve duas de suas aeronaves envolvidas nos atentados, o voo 11 da American Airlines e o voo 77 da American Airlines. O voo 11, sequestrado por Mohamed Atta, colidiu contra a Torre Norte do World Trade Center e o voo 77, sequestrado por Hani Hanjour, que bateu em uma das faixas do Pentágono.

Acidentes[editar | editar código-fonte]

  • Voo American Airlines 002- 4 de julho de 1952 - caiu no rio Missouri
  • Voo American Airlines 191- 25 de maio de 1979 - Caiu em Chicago segundos depois de ter decolado.
  • Voo American Eagle 4184- 31 de outubro de 1994 - caiu em Roselawn antes de aterrissar em Chicago.
  • Voo American Airlines 124- 24 de setembro de 1996 - caiu em uma floresta tropical na Colombia
  • Voo American Airlines 1420- 4 de agosto de 1998 - derrapou em sua aterrisagem no aéroporto de Little Rock, Texas
  • Voo American Airlines 011- 11 de setembro de 2001 - se chocou contra o World Trade Center.
  • Voo American Airlines 077- 11 de setembro de 2001 - se chocou contra o pentágono.
  • Voo American Airlines 587- 12 de novembro de 2001 - caiu em Belle Harbor, Queens.
  • Voo American Airlines 997- 10 de junho de 2009 - um carregador de bagagem morreu.
  • Voo American Airlines 331- 22 de dezembro de 2009 - se partiu ao meio ao pousar na Jamaica, saindo de Miami.

Destinos[editar | editar código-fonte]

Frota[editar | editar código-fonte]

Frota de aeronaves da American Airlines
Aeronave Total
Boeing 737-800 200
Boeing 757-200 109
Boeing 767 74
Boeing 777 51
Série MD-80 180
Total de aeronaves 614
  • OBS: A American Airlines possui um pedido de 460 aeronaves. 260 pedidos estão dividos por A319, A320 e A321 e os outros 200 pedidos são de Boeing 737.
Frota de aeronaves da American Eagle
Aeronave Total
ATR-72 12
CRJ-700 46
Embraer 135 21
Embraer 145 117
Total de aeronaves 255

Novo logotipo e fusão com US Airways[editar | editar código-fonte]

American Airlines e a US Airways anunciaram que seus conselhos de administração votaram a favor da fusão das duas empresas, criando a maior companhia aérea do mundo. O acordo ocorre mais de 14 meses depois de a American Airlines entrar em recuperação judicial, em novembro de 2011. Os credores da American ficaram com 72% da nova companhia, e os 28% restantes foram para as mãos da US Airways. As companhias anunciaram hoje em comunicado que esperam, com a nova empresa, uma receita superior a US$ 1 bilhão em 2015.

Galeria de Fotos[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui multimídias sobre American Airlines

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]


Referências