TAM Linhas Aéreas

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TAM Linhas Aéreas
IATA
JJ
ICAO
TAM
Indicativo de chamada
TAM
Fundada em 12 de julho de 1976 (39 anos) (como Táxi Aéreo Marília)
Hub
Focus cities
Programa de milhagem Multiplus
Aliança aérea Oneworld
Subsidiária(s)
Frota 167[1]
Destinos 72
Slogan "Paixão por voar e servir"
Holding LATAM Airlines Group
Sede São Paulo,  São Paulo,  Brasil
Pessoa(s)
chave
Rolim Amaro (Fundador)
Cláudia Sender (CEO)
Marco Antonio Bologna (CEO)
Lucro Aumento 15,4 bilhões de reais[2]
Website Website oficial

A TAM Linhas Aéreas é uma companhia aérea brasileira sediada em São Paulo, atualmente é a maior companhia aérea do Brasil.[3] A companhia é membro da aliança aérea Oneworld e faz parte do LATAM Airlines Group, um holding entre a TAM e a chilena LAN Airlines. Em 6 de agosto 2015, foi anunciado que as companhias LAN e TAM passarão a ser uma única marca a partir de 2016, sob o nome de LATAM Airlines. A transição será feita gradualmente e a previsão é que a primeira aeronave com a nova marca seja lançada em fevereiro de 2016.[4]

A frota da TAM é composta por 169 aeronaves da Airbus e Boeing, sendo os modelos Airbus A319, Airbus A320, Airbus A321 usados nas rotas domésticas e o Airbus A330, o Boeing 767 e o Boeing 777 usados nas rotas internacionais. A companhia também tem pedidos de Airbus A320neo e Airbus A350, sendo a companhia lançadora do A350 na América Latina.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O Táxi Aéreo Marília surgiu em 1961, partindo da união de dez pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros no Paraná, São Paulo e Mato Grosso.[6] Após seis anos, o grupo foi comprado pelo empresário Orlando Ometto, teve a sua sede transferida para São Paulo e inicia o transporte de malotes.[7]

Em 1971, o comandante Rolim Amaro, que já havia trabalhado na companhia em seus primeiros anos de funcionamento, é convidado por Orlando Ometto para ser sócio minoritário da empresa, com 33% das ações.[8] No ano seguinte, o piloto adquire metade das ações da TAM e assume a direção da empresa. Em 1976, a empresa foi renomeada e passou a se chamar apenas TAM. Rolim deteve 67% do capital da nova empresa, com atendimento voltado para o interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso.[9]

Expansão[editar | editar código-fonte]

Marca utilizada de 1980 até 2008

Na década de 1980, a companhia começou a utilizar o Fokker F27, substituindo os EMB-110. Em 1981, a TAM chegou a marca de um milhão de passageiros transportados. Em 1986, a TAM adquire a companhia aérea VOTEC. Com a compra, a TAM estende as suas atividades para as regiões centro-oeste e norte.[10] [11]

Fokker 100 da TAM.

Em 1991, a TAM recebe os seus Fokker 100, sendo a maior operadora desta aeronave no mundo.[12] Em 1993, a TAM lança o seu programa de milhas, que não previa limitação de assentos para as passagens gratuitas.[13] Em 1996, a TAM começou a operar em todo o território nacional. A TAM adquiriu a companhia Lapsa do governo paraguaio e fundou a TAM Mercosur, atual TAM Airlines.[14] Foi comprada uma área de 185 alqueires (447 hectares) na região de São Carlos, no interior de São Paulo, onde é a sede do Centro Tecnológico da TAM, também conhecido como TAM MRO.[15] Em 2003, a TAM reestruturou-se internamente e deu início ao compartilhamento de vôos com a Varig.[16] A empresa lançou o e-TAM, um equipamento que permitia aos passageiros fazer o seu check-in em apenas 10 segundos. A companhia fecha o ano com lucro de 174 milhões de reais.[17] Em 2004, a TAM fechou uma série de acordos com companhias aéreas regionais. Os acordos envolveram cinco empresas: Passaredo, Ocean Air, Total, TRIP e Pantanal.[18] Em 2007, a TAM iniciou um novo processo de modernização de sua frota, comprando 22 Airbus A350 XWB, com mais 10 opções de compra, e mais quatro Boeing 777.[19]

Início das rotas internacionais[editar | editar código-fonte]

Em 1998 foi entregue para a TAM os primeiros Airbus A330 e a empresa fez o seu primeiro vôo internacional na rota de São Paulo para Miami. Em 1999, a TAM lançou sua primeira rota para a Europa, tendo como destino a cidade de Paris.[20] Em 2004, a TAM aumentou a frequência diária de viagens para os Estados Unidos e para a Europa, passando a ter 24 frequências diárias.[21]

Em 2005, a TAM inaugurou novas rotas internacionais para Buenos Aires, com cinco frequências diárias, Santiago, com uma frequência diária, Nova York, com duas frequências diárias, e aumentou para duas frequências diárias a rota para Paris.[22] Em 2006, a TAM inicia uma nova rota para Miami, partindo de Manaus e uma rota para Londres.[23] Já em 2007, são iniciadas as rotas para Milão e Córdoba.[24]

Apagão aéreo[editar | editar código-fonte]

Balcão de check-in da TAM em 2006, após vários cancelamentos.

Em 2006, após o voo Gol 1907, um acidente aéreo da sua maior concorrente, a Gol, iniciou no Brasil uma crise no setor aéreo. O problema iniciou pois o ritmo de aumento no setor aéreo não foi proporcional ao investimento na infraestrutura dos aeroportos. A demanda cresceu muito nos últimos anos e não houve capacidade para planejamento de uma estratégia que atendesse este crescimento. O Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do Brasil, hub da TAM até então, sofrei as consequências da ineficiência de coordenação nas atividades do setor, operando acima do limite de sua capacidade, para tentar contornar o fluxo de passageiros.[25] [26] Em maio de 2007, devido ao histórico de derrapagens, a pista principal de Congonhas foi fechada para obras. Elas deveriam durar 90 dias, porém na metade deste prazo, foi reaberta, mesmo sem o serviço de grooving. A pista reabriu no dia 29 de junho e a Infraero havia afirmado que, por ser o período de inverno e tempo seco, não haveria problemas com a falta do grooving, que só deveria ficar pronto no fim de setembro. Mas, em 17 de julho, um Airbus A320 da TAM, procedente do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, derrapa na pista do aeroporto de Congonhas e atinge o prédio da TAM Express, causando a morte de 199 pessoas. Este foi o pior acidente aéreo da história da TAM e contribuiu para agravar a crise aérea que já estava instalada. As investigações concluíram que um dos fatores que contribuíram para o acidente foi a inexistência dos groovings na pista do aeroporto, já que a pista estava molhada.[27]

Star Alliance e Oneworld[editar | editar código-fonte]

Airbus A330 da TAM com a pintura de sua antiga aliança aérea, a Star Alliance.
Airbus A320 da TAM com a pintura da Oneworld, atual aliança aérea.

Em 2008, a diretoria da TAM aceita o convite e ingressa na Star Alliance, o que foi causado pelo motivo de já ter acordos com várias companhias membras.[28] Em 2013, após a criação do grupo LATAM, uma das condições impostas era de que as duas companhias permanecessem em apenas uma aliança, já que a LAN pertencia a Oneworld. Então, em 1 de outubro de 2013, foi anunciado que a TAM deixaria a Star Aliance para se juntar à Oneworld em março de 2014. Esta decisão foi tomada pois isso aumentou a oferta mundial da TAM.[29] [30]

LATAM Airlines Group[editar | editar código-fonte]

Em 2010, foi anunciado pelos dirigentes da TAM e da LAN uma fusão entre as duas empresas. Foi criado um holding, denominado LATAM Airlines Group.[31] A fusão permite um maior desenvolvimento das economias de escala entre ambas as empresas e beneficia seus clientes com o aumento das opções de voos e destinos disponíveis. A associação entre LAN e TAM resulta no transporte de 60,3 milhões de passageiros por ano para 150 destinos, com uma receita de 13,5 bilhões de dólares e numa frota de 310 aeronaves.[32] O grupo LATAM anunciou, em 6 de agosto de 2015, que as companhias LAN e TAM passarão a ter uma marca única a partir de 2016. O nome escolhido foi o próprio nome do grupo, que além de unir os nomes de LAN e TAM é uma referência a "Latin American" (América Latina). A transição será feita gradualmente, e a previsão é que a primeira aeronave com a nova marca seja lançada em fevereiro de 2016.[33]

Frota[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2015, a TAM possui 167 aeronaves e tem a segunda frota de aviões mais moderna do país. A idade média das aeronaves da TAM é de 7,5 anos.[34]

Frota da TAM Linhas Aéreas
Aeronaves Quantidade Pedidos Passageiros Notas
B E Total
Airbus A319-100 0028 00 144 144
Airbus A320-200 0082 00 0012 144 156
174 174
Airbus A320neo 00 0022

TBA

Airbus A321-200 0025 0023 220 220 16 equipados com sharklets
Airbus A330-200 0080 00 40 183 223 1 aeronave inativo
Airbus A350-900 00 0027

TBA

Receberá a partir de dezembro de 2015.[35]
Boeing 767-300ER 0014 00 30 191 221 Os 767-300 oriundos da LAN substituirão os Airbus A330-200.
Boeing 777-300ER 0010 00 56 323 379
Total 167 72
Frota da TAM Cargo
Aeronaves Quantidade
Boeing 767-300ERF 4
Galeria

Frota histórica[editar | editar código-fonte]

Frota histórica da TAM Linhas Aéreas
Aeronave Quantidade Anos de operação Notas
Embraer EMB-110 Bandeirante 14 1976–1996
Fokker F27 11 1980–2000
Fokker 50 10 1990–2001 Últimas aeronaves turboélices da TAM.
Fokker 100 51 1991–2008 Substituídos pelos Airbus A320
McDonnell Douglas MD-11 3 2007–2008 Substituídos pelo Boeing 777
Airbus A340 2 2007–2011 Substituídos pelo Boeing 777 e devolvidos para a Air Canada
Airbus A330 33 1998-2016 Substituídos pelo Boeing 767 com ex-LAN

Destinos[editar | editar código-fonte]

Mapa de destinos continentais e intercontinentais da TAM
Vários Airbus A319 alinhados no aeroporto de Congonhas.

Acordos interline[editar | editar código-fonte]

Além das companhias aéreas membros da Oneworld, a TAM mantém acordos com algumas companhias aéreas.

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

Ativas[editar | editar código-fonte]

TAM Airlines[editar | editar código-fonte]

A TAM Airlines foi fundada em 1962 e iniciou suas operações em 1963, como Líneas Aéreas Paraguayas (LAP). Após um breve período como uma subsidiária da companhia aérea equatoriana SAETA, seu nome foi modificado para LAPSA e, em 1996, a maioria das participações de LAP foram vendidos para a TAM. Em 1994, a TAM Linhas Aéreas estabeleceu uma pequena companhia aérea subsidiária no Paraguai, denominada Aerolíneas Paraguayas (ARPA), com uma frota que consistia principalmente de aeronaves Cessna 208, anteriormente operadas pela TAM.[47] Em 1 de setembro de 1996, a ARPA compra 80% das ações da ex-estatal LAP e ambas as companhias se fundiram sob o nome Transportes Aéreos del Mercosur (TAM). Hoje a TAM possui 94,98% e o governo paraguaio 5,02% das ações. Em 2008, na sequência de uma estratégia de marca, o nome TAM Mercosur foi abandonada e a companhia adotou um nome idêntico ao seu proprietário brasileiro, tornando-se TAM Airlines. No entanto, sua estrutura corporativa permanece a mesma.[48]

TAM Cargo[editar | editar código-fonte]

Prédio da TAM Cargo no aeroporto de Congonhas, destruído após o voo TAM 3054.

A TAM Cargo atua no setor de transporte de cargas. Fundada em 1997, a empresa utiliza os voos da companhia para entrega de carga em 45 aeroportos, além de seu serviço terrestre, prestando serviço em mais de 3 900 cidades no Brasil e em outros países servidos pela companhia.[49] Tem sua sede junta ao aeroporto de Congonhas e tinha um prédio exclusivo para o carregamento de cargas, mas que foi destruído durante o voo TAM 3054.[50]

TAM MRO[editar | editar código-fonte]

A TAM MRO é uma unidade de negócios da TAM voltada para oferecer serviços de manutenção, tanto de aeronaves como de seus componentes para companhias aéreas e operadores de aeronaves. Localizada no município de São Carlos, utiliza o aeroporto de São Carlos para o acesso ao polo e conta com uma área total de 4 600 000 metros quadrados. Estruturada para atender aeronaves da família Airbus A320, Airbus A330, Fokker 100, ATR-42 e Boeing 767, oferece também serviços de manutenção de componentes.[51] [52]

Museu TAM[editar | editar código-fonte]

O Museu TAM é uma instituição cultural localizada em São Carlos, São Paulo. É o maior museu de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea privada.[53] O museu foi inaugurado experimentalmente no dia 11 de novembro de 2006, no distrito de Água Vermelha, anexo ao aeroporto de São Carlos e a TAM MRO. O espaço foi aberto com 32 aeronaves e hoje abriga quase 100, a maioria delas em condições de voo. Entre eles estão o Lockheed Constellation da Panair do Brasil, o primeiro a fazer viagens intercontinentais, réplicas do 14-bis e do Demoiselle, modelos construídos por Santos Dumont, exemplares do caça alemão Messerschmitt Bf 109 e do caça inglês Supermarine Spitfire, utilizados na Segunda Guerra Mundial além dos holandeses Fokker F-27, Fokker 50 e Fokker 100, que foram utilizados pela companhia. A inauguração também fez parte das comemorações dos 150 anos da cidade de São Carlos.[54] [55] [56]

TAM Aviação Executiva[editar | editar código-fonte]

Airbus A320 TAM, ao fundo hangares da TAM Aviação Executiva.

A TAM Aviação Executiva é uma subsidiária que utiliza pequenos jatos para o fretamento de grupos. A empresa possui uma frota composta por jatos da Cessna, incluindo o Citation X, Citation Excel, Citation III, Citation V, Citation II, Citation CJ3, Citation CJ2 e um helicóptero Bell 407.[57]

Extinta[editar | editar código-fonte]

TAM Pantanal[editar | editar código-fonte]

A TAM Pantanal foi fundada em 23 de maio de 1993 em Mato Grosso do Sul, para operar rotas comerciais em todo o território brasileiro. Anos depois sua sede foi transferida para São Paulo, sendo a primeira empresa aérea regional do Brasil a implantar o web check-in. No começo do ano de 2009, em meio a uma crise financeira, entrou com pedido de recuperação judicial junto a Justiça de São Paulo. E em dezembro do mesmo ano foi anunciada sua aquisição pela TAM Linhas Aéreas por 13 milhões de reais. Em 28 de agosto de 2013 a empresa encerrou suas atividades.[58]

VOTEC[editar | editar código-fonte]

A VOTEC foi uma companhia aérea subsidiária da TAM. Em 1986, após a compra pela TAM, o nome foi alterado para Brasil Central Linhas Aéreas, também conhecida como BRC. Operava voos regionais no norte e centro-oeste do Brasil e também tinha um acordo de codeshare com a TAM. Em 2000, foi incorporada pela TAM mas a marca Brasil Central continuou até 2003.[59]

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Voo TAM 402[editar | editar código-fonte]

Aeronave envolvida no voo TAM 402

O avião Fokker 100 da TAM, com 90 passageiros e seis tripulantes a bordo, decolou do aeroporto de Congonhas, São Paulo, no dia 31 de outubro de 1996. Menos de meio minuto depois, o avião caiu sobre oito casas em Jabaquara matando todos os passageiros, tripulantes e três pessoas em terra. O avião seguia para Rio de Janeiro. Diferentemente das cores branca e vermelha dos aviões da TAM, o Fokker 100 era azul, com a inscrição "Number 1" (número 1), em comemoração a um prêmio recebido como melhor companhia regional do mundo.[60] [61] Uma seqüência de falhas consideradas raras provocaram a perda de controle e a queda da aeronave. A primeira falha foi a abertura do reversor durante a decolagem. O mecanismo existe para frear o avião no momento do pouso, mas, naquele dia, foi acionado durante a decolagem. A fabricante americana do reverso, a Northrop Grumman, previa que a chance de acionamento durante a decolagem era "extremamente remota", uma em 100 bilhões. A Northrop considerava ser desnecessário treinar as tripulações para lidar com um defeito tão raro. O reversor da turbina direita provocou o recuo brusco da manete, uma haste que acelera ou reduz o motor da aeronave. Sinais sonoros e visuais que alertariam para o problema não se manifestaram na cabine de comando do avião, o que desencadeou uma correção errada. O co-piloto avançou a manete, que voltou a recuar. A partir daí, o comando do avião rompeu o cabo que liga as hastes às turbinas.[62] O piloto então perdeu o controle da aeronave, porque enquanto o motor esquerdo acelerava, o outro executava um movimento contrário, de desaceleração do avião. As conclusões do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, da Força Aérea Brasileira, que fez recomendações de segurança às fabricantes do reverso, para a Fokker e a companhia aérea. O documento foi divulgado em 1998.[62]

Voo TAM 283[editar | editar código-fonte]

No dia 9 de julho de 1997, um Fokker 100 que fazia rota diária entre Vitória e São Paulo, com escala em São José dos Campos sofreu uma repentina explosão entre os assentos 18 e 20, o que abriu em sua fuselagem um buraco de quatro metros quadrados e arremessou o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos para fora do avião. O passageiro despencou de uma altura de 2 400 metros, a uma velocidade de 160 metros por segundo, criando uma falha de 1 metro de diâmetro no solo, em uma plantação de mandioca na cidade de Suzano, onde foi encontrado. Segundo o laudo cadavérico emitido pelo IML, apesar da explosão é muito provável que Fernando tenha chegado vivo e lúcido ao chão.[63] [64] Dias depois, a Polícia Federal indiciou o professor desempregado Leonardo Teodoro de Castro, que também viajava na aeronave, como autor da explosão. Leonardo porém não pôde ser julgado pelo ocorrido, pois dias após a explosão foi atropelado por um ônibus e se encontrou em estado vegetativo.[65]

Voo TAM 3054[editar | editar código-fonte]

O voo TAM 3054 em São Paulo.

No voo TAM 3054, um Airbus A320 da TAM, decolou do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Já era noite quando a aeronave pousou na pista 35L. Com dificuldades na frenagem, o motor esquerdo com o reversor ativado e o motor direito em velocidade alta, o avião fez uma curva para esquerda e saiu da pista em seu terço final, percorrendo por sobre parte de um gramado. Após cruzar sobrevoando a avenida Washington Luís, que ladeia o aeroporto, a aeronave atingiu parte da cobertura de um posto de gasolina e em seguida chocou-se contra um prédio da TAM Express (serviço de carga da própria TAM), situados no lado oposto da avenida. Ao cruzar a avenida Washington Luís, o avião atingiu ainda a parte superior de alguns automóveis.[66] A aeronave possuía sobra de combustível na hora do pouso, e o choque do avião com o prédio de quatro andares da TAM Express causou um grande incêndio no local. O incêndio comprometeu a estrutura do prédio, que foi implodido posteriormente. No momento da queda, o Airbus da TAM transportava uma quantidade de combustível muito superior ao que seria necessário para ir de Porto Alegre a São Paulo, sendo que este fato potencializou as consequências da explosão e do incêndio ocorrido após a colisão com o prédio da TAM em terra.[67] [68] No dia seguinte do acidente, a TAM alterou o número do voo que faz a rota entre Porto Alegre e São Paulo, deixando de identificar como JJ 3054 e passando a ser identificada pela sigla JJ 3046.[69]

Incidentes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre TAM Linhas Aéreas

Referências

  1. CH Aviation: TAM, ch-aviation.com, Página visitada em 30 de agosto de 2015 (em inglês)
  2. Receita 2014 TAM. Visitado em 14 de agosto de 2015.
  3. TAM fecha 2014 como maior companhia do Brasil, mas GOL reduz a diferença Melhores Destinos. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  4. Latam, novo nome da TAM e LAN para turbinar presença global El País. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  5. TAM: primeiro Airbus A350 XWB do Brasil fará rota entre São Paulo e Manaus Tecmundo. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  6. Conheça a história da TAM IG. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  7. Uma saída à la Ometto Terra. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  8. Veja a cronologia do comandante Rolim Adolfo Amaro da TAM Folha de S.Paulo. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  9. Biografia - Rolim Amaro Brasil Escola. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  10. Os primórdios da VOTEC Aviões e Músicas. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  11. Votec, uma breve história Aviões e Músicas. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  12. Fokker 100, um pouco de história Aviões e Músicas. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  13. Conheça o programa TAM. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  14. TAM Airlines Consolidates Fleet and Initiates New Air Network - Reuters reuters.com. Visitado em 2008-08-27.
  15. História TAM MRO. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  16. A Crise da Varig Ipea. Visitado em 18 de agosto de 2015.
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  18. TAM fecha acordo com Passaredo, OceanAir e Trip Folha de S.Paulo. Visitado em 18 de agosto de 2015.
  19. TAM compra mais 22 Airbus para expandir vôos internacionais O Globo. Visitado em 18 de agosto de 2015.
  20. Comemoração dos 10 anos do primeiro voo para Paris TAM. Visitado em 16 de agosto de 2015.
  21. T A M S.A. Portal Brasil. Visitado em 17 de agosto de 2015.
  22. TAM divulga nova rota internacional Propmark. Visitado em 17 de agosto de 2015.
  23. TAM dá início a operações para Londres Dgabc. Visitado em 17 de agosto de 2015.
  24. TAM RECEBE AUTORIZAÇÃO DA ANAC PARA VOAR PARA MILÃO G1. Visitado em 17 de agosto de 2015.
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  26. CPI do Apagão Aéreo na Câmara vai ao aeroporto de Congonhas Extra. Visitado em 18 de agosto de 2015.
  27. Avião cai em São Paulo e mata pelo menos 190 pessoas no pior acidente aéreo do Brasil Gazeta do Povo. Visitado em 18 de agosto de 2015.
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  29. TAM deixará Star Alliance em março e entrará na aliança Oneworld G1. Visitado em 17 de agosto de 2015.
  30. TAM troca Star Alliance por OneWorld e amplia oferta mundial Exame. Visitado em 17 de agosto de 2015.
  31. TAM anuncia acordo para fusão com a chilena LAN G1. Visitado em 18 de agosto de 2015.
  32. Aéreas LAN e TAM concluem união e criam a Latam G1. Visitado em 18 de agosto de 2015.
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  36. a b c d e f g h i j k l m TAM entra na Oneworld. Veja o que muda no Programa TAM Fidelidade
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  40. TAM firma acordo com a Brussels Airlines Turismo em Foco. Visitado em 20 de agosto de 2015.
  41. TAM Fidelidade continuará parceria com Lufthansa mesmo após sair da Star Alliance Passageiro de Primeira. Visitado em 20 de agosto de 2015.
  42. TAM e Passaredo poderão compartilhar voos Exame. Visitado em 20 de agosto de 2015.
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  50. Homem que pulou do prédio da TAM Express em chamas conta como sobreviveu à tragédia do voo 3054 Zero Hora. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  51. TAM formará pólo aeronáutico em São Carlos Info Cidades. Visitado em 10 de outubro de 2010.
  52. TAM MRO espera crescer 20% ao ano até 2016 Aerocurso. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  53. O Museu Museu TAM. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  54. Museu TAM estuda mudança para São Paulo em até 5 anos, diz presidente G1. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  55. Museu Tam estuda possibilidade de deixar São Carlos Panrotas. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  56. Museu TAM tem recorde de público com mais de 109 mil visitas em 2014 G1. Visitado em 21 de agosto de 2015.
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  59. Votec, uma breve história Aviões e Músicas. Visitado em 21 de agosto de 2015.
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  68. Sem apontar culpados, Aeronáutica divulga relatório sobre acidente da TAM Folha de S.Paulo. Visitado em 21 de agosto de 2015.
  69. TAM altera número do vôo que sofreu acidente G1. Visitado em 21 de agosto de 2015.
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