Aeroporto de Teresina

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Aeroporto de Teresina
Aeroporto
Aeroporto Senador Petrônio Portella[1][2][3][4]
IATA: THE - ICAO: SBTE
Características
Tipo Público
Administração Infraero[4]
Serve Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina
Localização Teresina, PI, Brasil[5]
Inauguração 30 de setembro de 1967 (52 anos)
Coordenadas 5° 03' 38" S 42° 49' 28" O
Altitude 67 m (220 ft)
Website oficial Página oficial
Mapa
SBTE está localizado em: Piauí
SBTE
Localização do aeroporto no Piauí
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
02/20 2 200  m (7 218 ft) Asfalto
Notas
Dados do DECEA[6]
Pátio do aeroporto de Teresina em dia bem movimentado.
Vista Aérea do Aeroporto de Teresina Senador Petrônio Portella

O Aeroporto de Teresina - Senador Petrônio Portella (IATA: THEICAO: SBTE) é um aeroporto localizado no município de Teresina, no Piauí.[5] É o principal aeroporto do estado do Piauí. Atende principalmente a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, assim como todo estado do Piauí, grande parte do Maranhão e uma pequena área do oeste do Ceará.

Distante 4km do centro da cidade, opera voos nacionais e regionais e é o principal acesso do Piauí para se conhecer as atrações turísticas espalhadas por todo o estado.

Está localizado a cerca de 350km da costa, a uma altitude de 67 metros acima do nível do mar e possui pistas com balizamento luminoso noturno. Do ponto de vista operacional, tem grande importância estratégica, pois é um aeroporto de ligação entre o Norte e o Nordeste do país.[7] O aeroporto também é dotado de um Terminal de Logística de Carga (TECA).[8]

Aeroporto de Teresina Senador Petrônio Portella

História[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Teresina foi aberto no final da década de 1950, sendo que suas primeiras instalações se tornaram rapidamente defasadas diante do crescimento do tráfego aéreo.[9] Um novo terminal foi construído ao longo da década de 1960 e acabou inaugurado em 30 de setembro de 1967.[10] Administrado pelo então Ministério da Aeronáutica, o aeroporto foi construído ao norte da capital, numa região situada entre os rios Poty e Parnaíba. Em fevereiro de 1975, através da Portaria nº 102/GM5, de 23 de dezembro de 1974, o aeroporto, com exceção da atividade de navegação aérea, passou a ser administrado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).[11]

Embora grande parte da população teresinense o denominasse de Aeroporto Santos Dumont, sua denominação oficial era Aeroporto de Teresina, alterada no ano de 2000 para Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella, de acordo com a lei nº 9.942, de 22 de dezembro de 1999, em homenagem ao ilustre político piauiense Petrônio Portella Nunes.[7]

A pista de pousos e decolagens foi construída inicialmente com 1.800 m x 45 m, e ampliada em 1978 para 2 200 m x 45 m.[12] Em 1983 o pátio foi ampliado e reforçado para atender grandes aeronaves dos tipos Airbus A300 e Boeing 767, sendo que a VASP a partir de 1 de Fevereiro de 1983 até 1986 utilizou o Airbus A300 nos voos VP190/191 que iniciavam em Congonhas e prosseguiam até Manaus com escala na capital Piauiense. Grandes companhias aéreas do país já operaram em Teresina, como a Varig, VASP e Transbrasil. Outras empresas ao longo da história da aviação comercial Brasileira operaram em Teresina como REAL, Panair, Cruzeiro, TAF, Nordeste, SETE, OceanAir, BRA, etc. Atualmente é servida por Azul, GOL e LATAM de forma regular e pela Piquiatuba com voos regionais sistemáticos.

Atuação de Clidenor Freitas[editar | editar código-fonte]

Em 1959 tramitou na Câmara dos Deputados o projeto nº 386 do deputado Clidenor Freitas que buscava autorização legislativa para o Poder Executivo a abrir pelo Ministério da Aeronáutica a verba para a construção do aeroporto de Teresina.[13]

Módulos Operacionais[editar | editar código-fonte]

Com uma movimentação de mais de 1 milhão de passageiros no ano de 2011 e um fluxo crescente, a Infraero autorizou a implantação de dois Módulos Operacionais anexos ao terminal de passageiros do Aeroporto de Teresina. Os módulos entraram em operação assistida no dia 27 de junho de 2012 e foram oficialmente inaugurados em 9 de julho de 2012.

Os Módulos Operacionais do Aeroporto Senador Petrônio Portella, aumentaram a capacidade de embarque e desembarque para 1,7 milhão de passageiros ao ano, e fazem parte do plano de reformas e ampliação do terminal de passageiros que começaram em 2012, e continuam em 2013,[14] mas para o plano ser executado em sua totalidade, inclusive com um novo terminal de passageiros maior e mais moderno, com pontes de embarque (telescópicas), ampliação do pátio e novas pistas de taxiamento, a Infraero exigiu da prefeitura de Teresina que algumas casas no entorno do sítio aeroportuário fossem desapropriadas, o que gerou revolta e manifestações de moradores da área. Baseado nesse impasse, e por medidas de segurança, o Governo do Estado trabalha com a possibilidade de, futuramente, se construir um aeroporto internacional fora do perímetro urbano de Teresina.

Radar de Rota[editar | editar código-fonte]

Radar de Rota do Aeroporto de Teresina Senador Petrônio Portella
Radar meteorológico

No final de 2012, foi instalado um Radar de Rota no aeroporto.[15] O equipamento atua no auxílio à navegação aérea, e desde então, boa parte do espaço aéreo piauiense está monitorado e todas as aeronaves vetoradas. O radar está situado dentro do sítio aeroportuário, próximo a VOR.

Também chamado radar de vigilância do tempo (RVT) e radar meteorológico Doppler, é um tipo de radar usado para localizar precipitação, calcular seu deslocamento, estimar seu tipo (chuva, neve, granizo etc.) e intensidade. Modernos radares meteorológicos são principalmente radares pulso-Doppler com polariazão simples ou duplas, capazes de detectar o movimento radial de um conjunto de hidrometeoros (principalmente, gotas de chuva, cristais de gelo e granizo) e ainda estimar a intensidade da precipitação associada à queda dos hidrometeoros. As variáveis obtidas podem ser analisadas para determinar a estrutura interna das nuvens de chuva (por exemplo, tempestades), e as corrente de vento ascendentes, descendentes, convergentes e rotacionais associadas. Desta análise pode-se determinar seu potencial para causar tempo severo.Durante a II Guerra Mundial, operadores de radar descobriram que as condições meteorológicas (principalmente chuvas, neve etc) causavam ecos que mascaravam a visualização de potenciais alvos inimigos. Técnicas foram desenvolvidas para filtrá-las, a medida que os cientistas estudaram as causas dessa interferência. Logo depois da guerra, o excedente de radares dos EUA foram doados ao serviço meteorológico e usados para detectar precipitação. Desde então, radares meteorológicos tem evoluído por conta própria e são agora usados pelos serviços meteorológicos nacionais de muitos países, departamentos de pesquisa em universidades, mesmo por emissoras de televisão em seus informes meteorológicos (que são picos de audiência). Imagens brutas são rotineiramente plotadas para visualização por software especializados. Dados brutos e filtrados podem ser empregados para fazer previsões de curtíssimo prazo (nowcasting), quando a informação do deslocamento de tempestades severas, a intensidade de chuva, neve, granizo e a intensidade do vento associados é muito importante para a gestão do risco e emissão de avisos e alertas de emergência, por exemplo, no caso de ventanias por micro-explosões (microbursts e downbursts), tornados, furacões etc. Os dados tridimensionais produzidos por radar podem ser assimilados para composição de campos precisos em modelos numéricos de previsão de tempo, aprimorando muito as análises e as previsões. fonte, Radar meteorológico.

VOR[editar | editar código-fonte]

VOR no Aeroporto de Teresina Senador Petrônio Portella

O aeroporto conta ainda com aparelho de VOR, que auxilia os pousos e decolagens com mais precisão, reduzindo possíveis restrições operacionais, proporcionando um melhor desempenho do aeroporto. Isso traz um grande benefício para a construção civil, fazendo com que em Teresina continue construindo grandes edifícios nas proximidades do sítio aeroportuário.[16]

Movimento[17][editar | editar código-fonte]

--- Ano --- ---- Passageiros ---- --- % Diferença --- --- Aeronaves --- --- Carga Aérea (Kg) --- --- Mala Postal (Kg) ---
2003 210,882 - 13,747 3,443,420 3,283,625
2004 244,461 Aumento (+15,92%) 12,661 3,156,865 3,474,552
2005 315,796 Aumento (+29,18%) 10,742 2,674,601 3,746,646
2006 380,440 Aumento (+20,47%) 11,757 2,948,828 4,134,897
2007 484,492 Aumento (+27,35%) 11,741 3,269,077 3,992,092
2008 466,034 Baixa (-3,81%) 11,820 3,464,834 4,248,988
2009 557,798 Aumento (+19,69%) 11,314 2,996,812 4,586,581
2010 798,170 Aumento (+43,09%) 14,341 3,677,011 4,283,320
2011 1,075,655 Aumento (+34,76%) 17,822 4,412,358 5,514,663
2012 1,044,865 Baixa (-2,86%) 16,570 4,361,858 3,357,320
2013 1,091,173 Aumento (+4,43%) 16,799 3,673,610 3,952,010
2014 1,173,643 Aumento (+7,41%) 18,340 3,319,905 3,374,604
2015 1.209.067 Aumento (+3,01%) 18.193 2.627.312 2.854.382
2016 1.069.187 Baixa (-11,57%) 15.856 2.350.804 2.787.209
2017 1.104.451 Aumento (+3,29%) 14.848 2.216.763 2.428.549
2018 1.073.570 Baixa (-2,79%) 13.823 2.588.973 926.310
2019 1.177.321 Aumento (+9,66%) 12.474 3.453.452


Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Características[editar | editar código-fonte]

  • Terminal de passageiros: 4 414 m² [12]
  • Piso: A
  • Sinalização: S

Números[editar | editar código-fonte]

Sítio aeroportuário
  • Área: 1 288 105,38 m² [12]
Pátio das aeronaves
  • Área: 17 780 m² [12]
Estacionamento
  • Capacidade: 180 vagas[12]
Estacionamento de aeronaves
  • Número de posições 05[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Airport THE» (em inglês). Great Circle Mapper. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  2. «SBTE Airport» (em inglês). Airport Nav Finder. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  3. «SENADOR PETRONIO PORTELLA» (em inglês). World Aero Data. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  4. a b «CARACTERÍSTICAS DO AEROPORTO». Infraero. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  5. a b «Aeroporto de Teresina». Aeroportos do Brasil. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  6. «Senador Petronio Portella (SBTE)». Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  7. a b «Aeroporto de Teresina - Senador Petrônio Portella». Consultado em 10 de julho de 2012. Arquivado do original em 7 de agosto de 2013  Infraero
  8. «Sem título». Consultado em 14 de setembro de 2014. Arquivado do original em 7 de outubro de 2014 
  9. Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação. «História de Teresina». Prefeitura de Teresina. Consultado em 10 de junho de 2019 
  10. «Agora o Piauí vai contar com um grande aeroporto». Diário de Notícias, Ano XXXVIII, edição 13765, página 10/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 30 de setembro de 1967. Consultado em 10 de junho de 2019 
  11. «Histórico». Infraero. Consultado em 10 de junho de 2019 
  12. a b c d e f «Complexo Aeroportuário». Consultado em 8 de julho de 2015. Arquivado do original em 9 de julho de 2015  Infraero
  13. BRASIL, Câmara dos Deputados, projeto nº 386/59. Acesso em 1 de dezembro de 2018.
  14. «19/3 - Obras de ampliação e reforma de Teresina alcançam 70% de execução». Consultado em 26 de março de 2013. Arquivado do original em 2 de julho de 2013  Infraero, 19/3/2013
  15. «Aeronaves monitoradas: Aeroporto de Teresina ganha radar de rota». Consultado em 23 de março de 2013. Arquivado do original em 9 de julho de 2015  VMP, 2/10/2012
  16. «Comissão cobra regulamentação de novos aparelhos do Aeroporto». Consultado em 14 de setembro de 2014. Arquivado do original em 14 de setembro de 2014  Capital Teresina, 2/7/2014
  17. Portal da Transparência, Estatísticas (15 de janeiro de 2020). «Estatísticas - Portal da Transparência». Infraero. Consultado em 16 de janeiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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