Aeroporto de Imperatriz

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Imperatriz
Aeroporto
Aeroporto Prefeito Renato Moreira
IATA: IMP - ICAO: SBIZ
Características
Tipo Público
Administração Infraero
Serve Microrregião de Imperatriz
Localização Imperatriz, MA, Brasil
Inauguração 3 de novembro de 1981 (38 anos)
Coordenadas 5° 31' 50" S 47° 27' 30" O
Altitude 131 m (430 ft)
Movimento de 2018
Passageiros 284,075 passageiros
Carga 824 803 Kg
Aéreo 6 292 aeronaves
Capacidade anual 2 milhões de passageiros
Principais companhias
Website oficial Página oficial
Mapa
SBIZ está localizado em: Brasil
SBIZ
Localização do aeroporto no Brasil
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
07 / 25 1 798  m (5 899 ft) Asfalto
Notas
Dados do DECEA[1] e da ANAC[2]

O Aeroporto de Imperatriz - Prefeito Renato Moreira (Lei Ordinária nº 870/1998) (IATA: IMPICAO: SBIZ) localiza-se no município de Imperatriz, no estado do Maranhão. O aeroporto opera voos regionais e nacionais e tem capacidade para receber aviões de médio porte como Boeing 737, Fokker 100, Embraer 195 e Airbus A320.

História[editar | editar código-fonte]

No final da década de 30, a cidade de Imperatriz era atendida pelo transporte aéreo regular através de hidroaviões (Junker) operados pelo Syndicato Condor, que utilizou o rio Tocantins de 1939 a 1945. No final da Segunda Guerra Mundial, passou a ser utilizado um aeroporto na área onde hoje se localizam diversos órgãos públicos: Hospital Regional, Universidade Federal do Maranhão, FUNAI, Fundação Nacional de Saúde, Fórum, SENAC, Colégio Dorgival Pinheiro de Sousa, Colégio Graça Aranha e SENAI. A pista de pouso media 1 200m x 30m, coberta de terra e cascalho. O aeroporto apresentava risco permanente de interdição no período chuvoso, quando os voos regulares eram suspensos.[3]

Em março de 1955, começou a operar em Imperatriz a empresa Cruzeiro do Sul, utilizando aeronaves DC-3. Até dezembro de 1967, o aeroporto foi servido regularmente pela Real-Aerovias Brasil. Em janeiro de 1968, a Varig começou a operar no local, também com a aeronave DC-3, numa freqüência de dois voos semanais. Segundo estudos realizados a partir do final dos anos 60, era necessária a construção de um novo aeroporto, com capacidade de atendimento a aeronaves modernas e com melhores condições de infra-estrutura. Foi escolhida uma área situada a 5 km do centro da cidade. As obras do novo aeroporto foram executadas por administração direta da COMARA (Comissão de Aeroportos da Região Amazônica), mediante encomenda e indenização do II COMAR (Comando Aéreo Regional), e concluídas em 25 de maio de 1973. É administrado pela Infraero desde 3 de novembro de 1980. Em 2000, o aeroporto recebeu seu nome em homenagem ao ex-prefeito Renato Cortez Moreira, assassinado durante seu mandato, em 1993.[4][3]

Reparos e Ampliações[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2018 iniciou-se obras de engenharia para reforma dos pavimentos da pista de pousos e decolagens 07/25, pista de taxiway "A" (alfa) e stopway, construção da pista taxiway "B" (bravo), acostamentos da PPD, da taxiway "A" e da taxiway "B" e implantação do sistema de balizamento luminoso e sistema de controle e monitoramento (SICOM) do Aeroporto de Imperatriz - Prefeito Renato Moreira em Imperatriz/MA.

Área de Influência[editar | editar código-fonte]

Com vocação para os negócios, a cidade de Imperatriz apresenta-se como entreposto comercial e de serviços, no qual se abastecem mercados locais em um raio de 400km. O município situa-se na área de influência de grandes projetos, como a mineração da Serra dos Carajás, a mineração do igarapé Salobro, a ferrovia Carajás/Itaqui, a ferrovia Norte-Sul, indústrias de ferro gusa e, de celulose. O município, segundo estimativa do IBGE 2014, conta com uma população de 252,3 mil habitantes e, mediante dados daquele instituto, em 2014, um PIB de R$ 3,3 bi.[5]

Características[6][3][editar | editar código-fonte]

Atualmente operam as empresas LATAM e AZUL com voos diários.

  • Sítio Aeroportuário: 3.000.000 m²
  • Estacionamento: 212 vagas
  • Terminal de passageiros: 2.164 m²
  • Pista 07/25
Piso: ASPH
Resistência: 50/F/A/X/T
Dimensões: 1798 x 45 m
PAPI na cabeceira 07
  • Sistemas de aproximação por instrumentos: NDB e VOR
  • Capacidade do pátio de aeronaves: 6 posições para aeronaves de pequeno porte e 4 posições para aeronaves de médio porte;
  • Área do pátio de Aeronaves: 18.725,32 m²

Movimentação[editar | editar código-fonte]

Movimentação Anual
ANO MOVIMENTAÇÃO(PASSAGEIROS)
2012 323.940
2013 351.403
2014 350.831
2015 328.929
2016 284.231
2017 300.023

Acidentes e incidentes[editar | editar código-fonte]

  • 18 de abril de 1984 - Um Embraer Bandeirante da VOTEC, de prefixo PT-GJZ colidiu no ar com outro Bandeirante da mesma empresa, de prefixo PT-GKL. O PT-GKL fez um pouso forçado no Rio Tocantins e dos seus 17 ocupantes, 16 sobreviveram. O PT-GJZ perdeu o motor esquerdo e parte da asa do mesmo lado, entrou em parafuso e caiu, matando todas as 18 pessoas a bordo.[7] Na época, era intenso o movimento de aeronaves de pequeno porte em Imperatriz. O aeroporto não possuía torre de controle e toda a coordenação dos tráfegos era feita precariamente pelos próprios pilotos. Somados a isso, um atraso de 20 minutos no voo do PP-GKL e as condições climáticas no período chuvoso foram fatores determinantes para o acidente[8]

Referências

  1. «Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER)» (PDF). Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 1 de outubro de 2016 
  2. «Dados Estatísticos» (XLSB). Agência Nacional de Aviação Civil. 2015. Consultado em 2 de outubro de 2016. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2016 
  3. a b c Infraero. «Histórico do Aeroporto de Imperatriz». Consultado em 11 de dezembro de 2016 
  4. Marcos Nogueira (23 de fevereiro de 1994). «Irmão de prefeito morto aponta corrupção». Folha de S. Paulo. Consultado em 11 de dezembro de 2016 
  5. «Características». www4.infraero.gov.br. Consultado em 18 de fevereiro de 2019 
  6. Ais-met
  7. Descição do acidente - Aviation Safety Network (em inglês)
  8. SILVA, Carlos Ari César Germano da (2008). O rastro da bruxa: história da aviação comercial brasileira no séxulo XX através de seus acidentes: 1928-1996. Porto Alegre: EDIPUCRS. pp. 335–337. ISBN 978-85-7430-760-2 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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