Aeroporto de Campina Grande

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Campina Grande
Aeroporto
Aeroporto Presidente João Suassuna
Fachada do Aeroporto
IATA: CPV - ICAO: SBKG
Características
Tipo Público/Civil
Administração Espanha Aena Internacional
Serve Região de Campina Grande
Localização Brasil Campina Grande, PB
Inauguração 1963 (56 anos)
Coordenadas 7° 16' 09" S 35° 53' 42" O
Altitude 502 m (1 647 ft)
Movimento de 2018
Passageiros Aumento 168.278 passageiros
Carga Aumento 458.358 t
Aéreo Aumento 3.444 aeronaves
Website oficial Página oficial
Mapa
SBKG está localizado em: Brasil
SBKG
Localização do aeroporto no Brasil
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
15 / 33 1 600  m (5 249 ft) Asfalto
Notas
Dados do DECEA[1] e da ANAC[2]

O Aeroporto Presidente João Suassuna (IATA: CPVICAO: SBKG), localiza-se no município de Campina Grande, no estado da Paraíba.

Distante 06 (seis) quilômetros do centro da cidade, seu acesso se dá através da Avenida Assis Chateaubriand. Está situado no Distrito Industrial de Campina Grande, em uma área a 500 metros de altitude.

Atende a Região Metropolitana de Campina Grande e outros municípios polarizados pelo compartimento da Borborema, totalizando uma população de mais de 1 milhão de habitantes. Opera diariamente voos regionais e nacionais e é também utilizado pela ESAC - Escola Superior de Aviação Civil, com sede em Campina Grande, para voos de instrução de seus discentes, aeronaves de voo não-regular da aviação geral e, eventualmente, aeronaves da Força Aérea Brasileira em operações de rotina ou em exercícios de treinamento.

Em uma área de 2.500 m², o atual terminal de passageiros dispõe de dois pavimentos com saguão, salas de embarque e desembarque, sala vip (desativada, mas disponível para exploração), oito balcões de check-in, praça de alimentação, lojas, agência de turismo, locadoras de veículos, serviço de táxi e estacionamento para 203 veículos.

O Aeroporto Presidente João Suassuna, tem se consolidado como importante polo no desenvolvimento econômico de Campina Grande, que recebeu o título de "Tech City", destaque no desenvolvimento de tecnologia no mundo. É também uma das portas de entrada para o Maior São João do Mundo, tradicional festa junina que é realizada todos os anos durante o mês de junho com duração de 31 dias, sendo considerada uma das maiores festas populares do Brasil.

História

O Aeroporto Presidente João Suassuna, tem suas raízes históricas antes mesmo da sua criação. Na década de 1940, Campina Grande ganhou o único campo de pouso da região que começou a receber voos comerciais das empresas aéreas LAP – Linhas Aéreas Paulistas e do Lóide Aéreo Nacional.

No dia 2 de Agosto de 1960, o Aeroporto Presidente João Suassuna foi criado pela Lei Nº 3.795, e inaugurado em 1963. Foi homologado para o tráfego aéreo público em 24 de Abril 1964 pela Portaria nº 88 do antigo DAC – Departamento de Aviação Civil, visando a cobertura de toda região agreste e central da Paraíba. A denominação do aeroporto é uma homenagem ao ex-governador do Estado da Paraíba, João Suassuna. Nessa época, o governador de Estado era chamado de Presidente, daí a denominação Aeroporto Presidente João Suassuna.

Em 4 de Novembro de 1980, o Aeroporto Presidente João Suassuna, passou a fazer parte da rede de aeroportos administrados pela Infraero, que realizou diversos investimentos no aeroporto. Em 1984 o terminal de passageiros passou por reforma, aumentando sua capacidade de atendimento para 80.000 passageiros por ano. Na década de 1990 foram feitas melhorias no aeroporto, como a reconstrução e reforço complementar da pista e pátio, incluindo modernização do sistema de balizamento noturno e construção da via de acesso a seção contra incêndio (SCI), inaugurados em 1995, e novas melhorias que foram implantadas no terminal de passageiros em 1998. Em 1999 o aeroporto passou a operar 24 horas, com voos na madrugada da companhia BRA.

No início dos anos 2000 o aeroporto passou por uma grande reforma, e no dia 30 de Outubro 2003 o João Suassuna foi reinaugurado. O terminal do aeroporto, seção contra incêndio (SCI) e manutenção, foram totalmente reformados, adotando uma padronagem moderna, de acordo com os aeroportos administrados pela Infraero, como por exemplo, o novo modelo de sinalização, que segue um padrão universal, sendo o João Suassuna o primeiro aeroporto do Brasil a adotá-lo. O terminal de passageiros, passou a ter capacidade para 250 mil passageiros por ano. Foram instalados painéis que retratam bem o gosto pela arte do povo campinense. O painel principal é de autoria do escritor Ariano Suassuna e apresenta um texto poético em homenagem ao seu pai, João Suassuna, que dá nome ao aeroporto. Em 2004 o aeroporto reduziu seu horário de funcionamento de 24 horas para 18 horas.

Em 2010 a Infraero realizou investimentos que melhoraram a qualidade dos serviços oferecidos. Foram instalados novos balcões de check-in, novo sistema de monitoramento de câmeras e adequação no quesito acessibilidade. Além disso, o setor que disponibiliza informações aos pilotos de aeronaves sobre as condições meteorológicas e auxilia na elaboração de planos de voos, a navegação aérea, adquiriu novos equipamentos de auxílio e o Instituto de Cartografia da Aeronáutica disponibilizou novas cartas de procedimentos de pouso por instrumento, as GNSS, pautadas no uso do GPS, reduzindo significativamente as ocorrências de arremetidas de voos. Ainda em 2010 a Infraero abriu uma licitação para que o Aeroporto pudesse oferecer abastecimento de combustíveis para aeronaves, tendo a São Francisco Comércio de Combustíveis e Lubrificantes LTDA como ganhadora da licitação. Porém somente em Abril de 2017, após diversos apelos políticos, sociais e empresariais o PAA (Posto de Abastecimento Aeronáutico), recebeu a bandeira Shell Aviation, e passou assim a poder oferecer o serviço de abastecimento também para aeronaves comerciais, no caso específico a Gol Linhas Aéreas. Outro marco importante foi a retomada do funcionamento 24 horas do aeroporto. No segundo semestre de 2017, um novo PAA se instalou no aeroporto, da empresa BP Brasil, solucionando de vez o abastecimento no aeroporto, devido a outros entraves com o posto da Shell Aviation (São Francisco Combustíveis). Com isso os voos com origem ou destino para Campina Grande não mais necessitavam de escalas técnicas para abastecimento, sendo assim implantados voos sem escala para o Rio de Janeiro e São Paulo.

No primeiro semestre de 2011, foram realizados investimentos na seção contra incêndio (SCI) do João Suassuna, que recebeu novos equipamentos elevando-a para categoria 6, possibilitando a operação de aeronaves maiores como Boeing 737-800 com capacidade para até 189 passageiros e Airbus A320, com capacidade para até 190 passageiros.

Entre 2011 e 2013, diversos estudos foram realizados para que fosse adquirido e instalado o sistema de pouso por precisão ILS Cat-I, buscando atender a demanda climatológica da Rainha da Borborema, que apresenta nebulosidade baixa nos períodos noturno e do início das manhãs, e finalmente em 2013 foi homologado e inaugurado o ILS. Porém sua operação durou apenas 2 semanas, quando a ANAC e o CINDACTA III interpuseram exigências que acabaram por suspender a operação do ILS.

Em 2014 foi realizada pela Infraero a recuperação e alargamento da pista de pouso e decolagem 15/33, pista de táxi alfa e dos sistema de drenagem superficial, nivelamento do balizamento luminoso, pavimentação de trecho de acesso à garagem de viaturas, sinalização horizontal das pistas e pátios, recuperação do pavimento de concreto do pátio da SCI, via de ligação entre os pátios e resselagem do pátio de manobras de aeronaves.

Em Janeiro de 2018 foi anunciado a instalação do sistema ELO, que é um conjunto de conectores climatizados projetado para fazer a interligação ao nível do solo entre salas de embarque e desembarque e aeronaves, permitindo que os passageiros, inclusive os deficientes ou com mobilidade reduzida, transitem ao mesmo tempo, com conforto, segurança e acessibilidade, ao entrar ou sair dos aviões. A tecnologia é adequada a aeronaves como o Boeing 737-800 e o Airbus 320, comumente utilizadas pelas companhias aéreas brasileiras. Além da escada, há um elevador para cadeirantes com capacidade de até 225 quilos, com o início das operações do ELO tendo acontecido em agosto do mesmo ano.

Concessão à iniciativa privada

Em 15 de Março de 2019 durante disputado leilão realizado na sede da Bovespa, a empresa espanhola Aena Internacional ofertou 1,9 bilhão de reais para obter a administração do João Suassuna, junto a outros cinco aeroportos que compunham o Bloco Nordeste na quinta rodada de privatizações, sendo eles, Recife, João Pessoa, Maceió, Aracaju e Juazeiro do Norte. Segundo o edital, a empresa vencedora deve administrar o aeroporto por um período de 30 anos com investimentos mínimos de 155,7 milhões de reais, em obras de reforma e ampliação do sistema de pistas e pátios (pista de pousos e decolagens, pátio de aeronaves, pistas de taxi e equipamentos de rampa), sistema de terminal de passageiros (terminal de passageiros - TPS, estacionamento de veículos e vias de acesso), infraestrutura aeronáutica (auxílios a navegação aérea), sistema de administração e manutenção (instalações de administração e manutenção), sistema de apoio as operações (parque de abastecimento aeronáutico e seção contra incêndio - SCI), sistema industrial de apoio (correios, comissaria e serviços aeroportuários) e sistemas de infraestruturas básicas (energia elétrica, água potável, esgoto sanitário e resíduos sólidos).

Curiosidades

Alguns acidentes aéreos aconteceram no aeroporto, entre eles no dia 7 de Outubro de 1948, quando um Douglas DC-3, prefixo PP-LPB da LAP, caiu sobre uma residência na Rua Irineu Joffily no centro de Campina Grande, sem vítimas fatais. No dia 5 de Setembro de 1958, a aeronave Curtiss C-46 Commando, prefixo PP-LDX do Lóide Aéreo Nacional caiu durante a aproximação para pouso na cidade, onde dois tripulantes e onze passageiros morreram.

A primeira aeronave a jato a utilizar o João Suassuna foi um Boeing 737-200 da Varig, em 1975. O fato marcou o início da aviação comercial a jato na Paraíba. Nessa mesma época existia no antigo terminal de passageiros o CAV Pizza, um restaurante que teve seu tempo áureo nas décadas de 1970 e 1980, quando funcionava até a madrugada, inclusive como boate, frequentado pela alta sociedade paraibana da época.

Entre as décadas de 1980 e 1990 o aeroporto sediava uma das bases do projeto de MODART (Modificação Artificial do Tempo). Este projeto teve início com a instrumentação de uma aeronave Douglas C-47, prefixo PT-FAG, para medidas em nuvens no Polígono das Secas e após período de aquisição de dados correspondente, foi instrumentada para nucleação artificial com o intuito de provocar e medir a precipitação. A operação na Paraíba e em específico em Campina Grande, se deu por influência do ex-governador Tarcísio de Almeira Burity, que adquiriu e equipou com recursos do Estado uma aeronave Bandeirante para o projeto.

Entre o final da década de 1990 e início dos anos 2000, a Tam Linhas Aéreas (atual Latam Airlines), operou diversos voos chaters com os famosos jatos Fokker 100 para Coteminas, indústria têxtil mineira que tem uma de suas unidades instaladas em Campina Grande. No entanto, a companhia nunca operou voos regulares no João Suassuna.

No ano de 2012 a Passaredo Linhas Aéreas chegou a solicitar autorização para voos na cidade, mas estes não vieram a ser realizados.

Diversas apresentações da Esquadrilha da Fumaça aconteceram na cidade utilizando o aeroporto como base, além de operações de treinamento da FAB que também são frequentes, entre elas a guerra simulada denominada Cruzeiro do Sul V - Cruzex no ano de 2010.

O aeroporto é base para aulas de voo da ESAC - Escola Superior de Aviação Civil, com sede em Campina Grande, e opera com três aeronaves: Cessna 150, Cessna 152 e Cessna 172.


Estatísticas

Movimento Operacional
Ano Passageiros Carga Aérea Aeronaves

2007 Aumento 66.690 Aumento 608.567 t Aumento 2.821
2008 Baixa 66.293 Baixa 572.066 t Aumento 2.823
2009 Aumento 82.240 Aumento 632.491 t Aumento 3.246
2010 Aumento 114.258 Aumento 646.714 t Aumento 3.891
2011 Baixa 104.744 Baixa 630.761 t Baixa 3.345
2012 Aumento 127.609 Baixa 133.484 t Baixa 3.171
2013 Aumento 143.766 Aumento 257.139 t Aumento 3.702
2014 Aumento 177.774 Baixa 248.151 t Aumento 3.715
2015 Baixa 117.146 Aumento 269.998 t Baixa 3.590
2016 Aumento 128.149 Aumento 302.580 t Baixa 3.405
2017 Aumento 150.274 Aumento 393.632 t Baixa 3.333
2018 Aumento 168.278 Aumento 458.358 t Aumento 3.444
Abr 2019 44.921 133.383 t 768
Fonte: Infraero.
Maiores Rotas saindo de Campina Grande - 2017
Ranking Cidade Passageiros

Bandeira do estado de São Paulo.svg São Paulo (Guarulhos), SP 59.731
Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro (Galeão), RJ 46.019
Bandeira de Pernambuco.svg Recife, PE 14.942
Bandeira de Minas Gerais.svg Belo Horizonte (Confins), MG 6.908
Distrito Federal (Brasil) Brasília, DF 5.989
Paraíba João Pessoa, PB 3.153
Fonte: ANAC - «Anuário do Transporte Aéreo 2017» [ligação inativa]


Ver também

Referências

  1. «Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER)» (PDF). Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 1 de outubro de 2016 
  2. «Dados Estatísticos» (XLSB). Agência Nacional de Aviação Civil. 2015. Consultado em 2 de outubro de 2016. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2016 

Ligações externas