Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração

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Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração
Empresa de capital fechado
Slogan Com você na próxima descoberta
Atividade Mineração, metalurgia e tecnologia
Gênero Privada
Fundação 1955 (67 anos)
Sede Araxá, Minas Gerais, Brasil
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s) Grupo Moreira Salles (70%)
Investidores chineses (15%)
Consórcio japonês-sul-coreano (15%)
Presidente Eduardo Ribeiro
Vice-presidente Ricardo Lima
Empregados 1.910
Produtos Desenvolvimento, produção e comercialização de produtos e tecnologia de nióbio
Certificação ISO 9001
ISO 14001
Subsidiárias CBMM North America
CBMM Europe
CBMM Asia
CBMM Technology Suisse
Lucro Aumento R$ 2,8 bilhão (2018)[1]
Faturamento R$ 8,6 bilhões (2019)
Website oficial www.cbmm.com.br

niobium.tech

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) é uma empresa privada brasileira de mineração, metalurgia e tecnologia líder mundial em seu campo de atuação, com sede em Araxá, no estado de Minas Gerais, que tem como foco o desenvolvimento de tecnologias e produtos do nióbio. Fundada em 1955, a empresa é controlada desde 1965 pela família Moreira Salles, ex-proprietários do antigo conglomerado Unibanco, e principais acionistas individuais do atual Itau-Unibanco. Desde 2011 tem participação acionária também de investidores chineses (15%) e de um consórcio de empresas japonesas e sul-coreanas (15%).[2]

A CBMM é líder mundial na comercialização de produtos de nióbio, produzido a partir de uma mina de pirocloro (matéria-prima para produção de nióbio) em Araxá.

Segundo dados de 2019, a CBMM produziu 110.000 toneladas métricas anuais de produtos de nióbio, capacidade essa que está prevista para ser aumentada para 150.000 toneladas a partir do final de 2020.[3] A CBMM foi a primeira empresa de mineração e metalurgia no mundo a obter a certificação ISO 14001.[4]

Os produtos de nióbio da CBMM são vendidos para mais de 50 países.[4] A companhia tem a sede administrativa e corporativa de vendas, finanças, tecnologia, comunicação e marketing em São Paulo, subsidiárias e escritórios de vendas na região de Pittsburgh (principal centro da siderurgia norte-americana), Amsterdã, Shanghai, Pequim e Singapura, além de centros logísticos e distribuidores na Suécia, Espanha, Itália, Canadá, Índia e Japão.[5] A CBMM também tem uma subsidiária de tecnologia em Genebra, a CBMM Technology Suisse.[6]

Programa de Tecnologia[editar | editar código-fonte]

A CBMM investe mais de R$ 200 milhões por ano em P&D, direcionado a aumentar o tamanho do mercado através de novas aplicações de produtos de nióbio.[fonte confiável?]

Com parcerias com empresas de tecnologia, startups e centros de pesquisa em todo o mundo, a CBMM é uma referencia brasileira em tecnologia e inovação.[fonte confiável?]

Renomados cientistas no mundo tem relacionamento em projetos da CBMM, entre eles alguns agraciados com Premio Nobel como John Goodenough, um dos maiores pesquisadores do campo de baterias de lítio.[fonte confiável?]

Ações de Promoção[editar | editar código-fonte]

A CBMM vem se destacando nos últimos anos em grandes projetos de marketing, principalmente ligados ao automobilismo e a causas no Brasil.[fonte confiável?]

Projetos como o Rally dos Sertões, maior rali das Américas, Extreme E, competição de SUVs em lugares extremos do planeta promovendo mulheres e a defesa contra as mudanças climáticas além da Formula E, contam com a CBMM como parceira de tecnologia.[fonte confiável?]

Na frente de cultura, a CBMM vem se destacando em projetos de altíssimo nível em Minas Gerais, construídos em parcerias com ícones como o Festival de Cinema de Tiradentes, Insituto Inhotim, Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra Ouro Preto.[fonte confiável?]

Controle acionário[editar | editar código-fonte]

A família Moreira Salles é acionista majoritária e controladora da CBMM desde 1965.[4] O controle da companhia se dá 30% através do Grupo Moreira Salles e 40% através do family office Brasil Warrant Gestão de Investimentos (BWGI)[7], que pertence integralmente aos quatro irmãos Fernando, Pedro, João e Walter, totalizando 70% do controle da CBMM em posse da família.[8]

Em 2011 um consórcio de empresas, privadas e governamentais, do Japão e da Coreia do Sul adquiriram 15% de participação da CBMM. Sendo constituída uma empresa para fins especiais (SPC) sul-coreana com 5%, formada pela POSCO e National Pension Service (NPS). E duas empresas para fins especiais (SPC) japonesas com 10%, formadas pela JFE Steel Corporation (JFE), Nippon Steel Corporation (NSC), Sojitz Corporation (Sojitz) e Japan Oil, Gas and Metals National Corporation (JOGMEC).[9]

Ainda em 2011, um grupo de empresas chinesas formadas pela Citic Group, Anshan Iron & Steel Group Corporation, Baosteel Group Corporation, Shougang Corporation e Taiyuan Iron & Steel Group adquiriram também 15% de participação da CBMM.[10]

A Codemig, empresa estatal mineira que detém um direito mineral de pirocloro em Araxá, recebe 25% do lucro líquido de toda a operação de comercialização do nióbio já industrializado, incluindo 25% do lucro líquido das subsidiárias na Suíça, nos Estados Unidos, nos Países Baixos e em Singapura.[4]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • VANNUCHI, Camilo (2007). Memórias de um vendedor de nióbio: José Alberto de Camargo e a CBMM: trinta anos de desafios e conquistas. São Paulo: Edição do Autor. ISBN 978-8590707301 

Referências

  1. Alvarenga, Darlan (9 de abril de 2013). «'Monopólio' brasileiro do nióbio gera cobiça mundial, controvérsia e mitos». G1. Globo. Consultado em 12 de abril de 2016 
  2. «Timeline». Consultado em 24 de maio de 2016 
  3. «Produção». Consultado em 24 de maio de 2016 
  4. a b c d «Sobre a CBMM». Consultado em 24 de maio de 2016 
  5. «Onde Estamos». Consultado em 23 de maio de 2016 
  6. «CBMM Technology Suisse». Consultado em 24 de maio de 2016 
  7. «Gestora de R$ 30 bi cresce de forma silenciosa no império Moreira Salles». Money Times. 22 de fevereiro de 2021 
  8. «Relatório de Sustentabilidade 2018. página 19» (PDF). CBMM. 2018. Cópia arquivada (PDF) em 16 de maio de 2021 
  9. «Japan-Korea Partnership Group to Invest in Brazilian Producer of Niobium». Japan Oil, Gas and Metals National Corporation. 4 de março de 2011. Cópia arquivada em 7 de maio de 2020 
  10. «Chineses compram 15% da CBMM por US$ 1,95 bi». Estadão. 2 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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