Jandira

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Município de Jandira
"Cidade favo de mel"
Jandira.jpg

Bandeira de Jandira
Brasão de Jandira
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de Dezembro
Emancipação 28 de fevereiro de 1964 (54 anos)
Gentílico jandirense
Lema Se o senhor não guardar esta cidade, em vão vigiará a sentinela
Prefeito(a) Paulo Barufi (PTB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Jandira
Localização de Jandira em São Paulo
Jandira está localizado em: Brasil
Jandira
Localização de Jandira no Brasil
23° 31' 40" S 46° 54' 10" O23° 31' 40" S 46° 54' 10" O
Unidade federativa São Paulo
Região
intermediária

São Paulo IBGE/2017 [1]

Região
imediata

São Paulo IBGE/2017

Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes 4
Norte: Barueri
Leste: Carapicuíba
Sul: Cotia
Oeste: Itapevi
Distância até a capital 32 km[2]
Características geográficas
Área 17,523 km² [3]
População 123,481 hab. IBGE/2018[4]
Densidade 7,05 hab./km²
Altitude 720 m
Clima Subtropical Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,760 elevado PNUD/2010 [5]
PIB R$ 2 907 439 mil IBGE/2013[6]
PIB per capita R$ 27,694 78 IBGE/2015[6]
Página oficial
Prefeitura www.jandira.sp.gov.br
Câmara www.camarajandira.sp.gov.br

Jandira é um município da microrregião de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Zona Oeste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[7] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI)[8].

A sua população estimada em 2018 é de 123.481 habitantes e a área é de 17,5 quilômetros quadrados, o que resulta numa densidade demográfica de 6.933,29 habitantes por quilômetro quadrado. Seus limites são Barueri a norte e nordeste; Carapicuíba a leste; Cotia a sul; e Itapevi a oeste.

O município é servido pelos trens da linha 8 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Tornou-se município em 28 de fevereiro de 1964, com o desmembramento de Cotia, após a emancipação político-administrativa ser aprovada pelos moradores através de plebiscito realizado em 8 de dezembro de 1963.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Existem pelo menos duas explicações etimológicas para a origem do topônimo "Jandira"ː

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o clima subtropical, tipo Cwa, com invernos secos sendo as vezes frios ou na maioria amenos, e verões úmidos ,relativamente quentes, com temperaturas raramente ultrapassando os 35 °C e chuvosos. Em resumo, o verão é quente e chuvoso. E o inverno é ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de 14 graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 graus centígrados). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 381 milímetros.

Gráfico climático para Jandira
JFMAMJJASOND
 
 
241
 
27
18
 
 
222
 
27
18
 
 
156
 
27
17
 
 
82
 
25
15
 
 
64
 
23
13
 
 
59
 
21
12
 
 
42
 
21
11
 
 
44
 
23
12
 
 
74
 
23
13
 
 
127
 
24
14
 
 
128
 
25
16
 
 
142
 
26
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Canal do Tempo

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

A área onde se situa o atual município de Jandira era ponto de passagem da antiga Estrada de Itu, sendo o local ponto de paragem de viajantes que rumavam da capital da província de São Paulo para o oeste paulista (rumo a Sorocaba, Itu, entre outros centros regionais). O panorama dessa região iria mudar com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana em julho de 1875. [10] A partir de então, a região passa a ser loteada e um dos primeiros proprietários de terras da localidade era José de Oliveira e Silva. Morto em 1894, seu inventário foi solicitado apenas em 1921 e se arrastou por várias décadas, de forma que suas terras acabaram mudando de mãos até serem adquiridas por Nicola Beneducci e Miguel Samarone.[11]

Assim, a história dos municípios dessa região se confunde com os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, que trouxeram Antonio Agù (pioneiro fundador de Osasco) e Henrique Sammartino (pioneiro-fundador do município), imigrante italiano que adquiriu, em 11 de abril de 1912, glebas de terra de Beneducci e Samarone, e deu a elas o nome de Sítio das Palmeiras, devido à existência de grandes palmeiras nativas existentes no local.[12]

Apesar da existência de outros proprietários de terras naquela região (como as famílias Góis e Leite [13]), a chegada de Sammartino acabaria sendo fundamental para o desenvolvimento daquela então inóspita região. Pouco tempo após se estabelecer no sítio das Palmeiras, Sammartino entrou em conflito com alguns de seus vizinhos[14] (por questões diversas, incluindo a demarcação de terras de suas propriedades), sendo que esse conflito acabou chegando aos tribunais e se arrastou até o final da década de 1920.

Até então, a atividade principal de Sammartino era a administração de uma mercearia especializada em produtos importados, localizada no bairro da Santa Ifigênia (São Paulo), de forma que o sítio das Palmeiras era uma mera propriedade de recreação. Com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, a importação de víveres da Europa entra em declínio e Sammartino acaba indo à bancarrota.[15][16] Endividado, ele vende sua mercearia e volta-se para a única propriedade que ainda possui: o sítio das Palmeiras.

Sammartino e o progresso[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1919, Sammartino instala-se com sua família definitivamente no sítio das Palmeiras. Com o pouco dinheiro que possui, adquire animais e planta árvores frutíferas. A necessidade de manutenção de sua produção de leite, queijo, frutas etc. o obriga a contratar lavradores e uma olaria é criada para fornecer tijolos para a construção de casas para os mesmos. O transporte dos produtos do sítio era feito por carros de boi por estradas de terra batida, de relevo acidentado e contrastava com a moderna linha da Estrada de Ferro Sorocabana que margeava o sítio. Para facilitar o transporte de seus produtos, Sammartino procura a direção da empresa ferroviária e propõe a doação de uma área de 58 470,87 metros quadrados para a implantação de uma parada (posteriormente classificada pela Sorocabana como posto de abastecimento de locomotivas). A Sorocabana propõe que Sammartino invista no plantio de eucalipto para servir de lenha para as locomotivas a vapor da empresa. Após o acordo celebrado entre o fazendeiro e a empresa, o posto km 32 (localizado ao lado das terras do sito das Palmeiras) é implantado em março de 1925. Posteriormente, foi construído um pequeno desvio até a olaria de Sammartino, que, assim, viu seus negócios prosperarem.[10]

A instalação do posto de abastecimento facilitou a chegada de novos moradores para a região, como o engenheiro e pastor presbiteriano estadunidense William Alfred Waddell (1862-1939)[17]. Diretor do Colégio Mackenzie, Waddell estudava a criação de uma missão presbiteriana no caminho para Sorocaba. Em 1928, ele persuadiu a igreja presbiteriana a adquirir terras na região do quilômetro 32 da Estrada de Ferro Sorocabana. Em outubro daquele ano, era instalado o Instituto José Manuel da Conceição e uma missão presbiteriana.[18] Os filhos dos fazendeiros da região acabariam estudando no instituto, assim como os filhos dos recém-chegados. Waddell, utilizando de seu prestígio junto ao Colégio Mackenzie, solicitou aos diretores da companhia ferroviária a realização de melhoria das instalações do posto do km 32. Atendendo ao pedido, a Sorocabana eleva o posto de abastecimento do km 32 a posto telegráfico e constrói novas instalações, plataformas e implanta um vagão de carga adaptado como bilheteria. Segundo a tradição da época, o doador das terras necessárias para a construção dos postos e estações tinha o direito de batizar o posto/estação. No dia 20 de março de 1931, durante a inauguração do posto telegráfico do quilômetro 32, a direção da Sorocabana convidou Sammartino a batizá-lo. Sammartino resolve homenagear sua sobrinha e batiza o posto com o nome de Jandira (que se tornaria o nome daquela região).[19]

Três anos depois, o posto telegráfico de Jandira é elevado a posto telegráfico de categoria A (uma espécie de estação de terceira classe).[20] As sucessivas ampliações do posto telegráfico obrigam a transferência de cada vez mais funcionários da ferrovia para a região onde engrossam o número cada vez crescente de habitantes, dando origem a chamada vila Jandira. O crescimento da região faz surgir outros postos telegráficos e estações e o tráfego de trens se intensifica. Em agosto de 1942, uma fagulha provocada por uma locomotiva a vapor inicia um grande incêndio nas terras de Sammartino. Apesar dos esforços de sua família e vizinhos, o fogo destrói seu imenso pomar. Transtornada pelo acontecimento, a esposa de Sammaritno, Conceição Desidério sofre um derrame cerebral e morre em setembro de 1943.[10]

Transtornado pela perda de boa parte de sua produção e pela morte de sua esposa, Sammartino inicia a venda e doação de lotes, criando o primeiro loteamento de Vila Jandira (atual Vila Anita Costa). Cerca de 100 lotes de 1000 m² foram comercializados, cada um a um preço de Cr$ 3 mil, enquanto que outros lotes foram doados para a construção de um posto de puericultura (atual Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Jandira-APAMI), posto de polícia, escola (atual Themudo Lessa) e uma igreja católica romana (atual Matriz de Jandira). Esse loteamento deu origem às primeiras ruas e trouxe novos moradores para Vila Jandira. Henrique Sammartino faleceu em 1947 e não pôde vislumbrar o crescimento do loteamento iniciado por ele.[10]

A emancipação[editar | editar código-fonte]

Até então, Vila Jandira era um mero subdistrito do município de Cotia. A grande distância geográfica entre o então distrito e o centro de Cotia era um empecilho para o desenvolvimento do subdistrito. Assim, Cotia foi abandonando vila Jandira aos poucos. Essa situação de abandono e descaso por parte das autoridades de Cotia também ocorria com a vila de Itapevi, que conseguiu sua emancipação no final da década de 1950. Em 1951, Jandira é elevada a distrito de Cotia. No dia 25 de janeiro de 1951, é fundada a União Pró-Jandira, entidade criada com o intuito de reivindicar melhorias ao distrito. O distrito abandonado de Jandira chamou a atenção da recém-emancipada Barueri, que tentou anexá-la em 1958 por meio da lei de número 170/53 de 28 de abril de 1958, chamada de lei Quinquenal. Por conta da intervenção de Cotia, a tentativa de anexação não logrou êxito.

Desde o final da década de 1940, o então governador Adhemar de Barros incentivava a emancipação de distritos e a criação de novos municípios sob argumentos político-partidários. Assim, aos poucos, a região sofre um processo de emancipação de diversos distritos, iniciado no final de década de 1940 com Itapevi e Barueri e que alcançaria seu auge no início da década de 1960, quando Osasco, Carapicuíba e Jandira se emanciparam de São Paulo, Barueri e Cotia.

Vila Jandira realizou seu plebiscito sobre a emancipação no dia 8 de dezembro de 1963. Após a abertura das urnas, o resultado foi uma esmagadora vitória do grupo emancipacionista. O resultado foi homologado em 28 de fevereiro de 1964 pelo governador Adhemar de Barros. Após essa data, vila Jandira passou a ser um pequeno município.

Em 7 de março de 1965, tomou posse o primeiro prefeito de Jandira, Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique Sammartino.

Educação[editar | editar código-fonte]

As primeiras pequenas escolas rurais de vila Jandira eram pequenas salas de aula improvisadas em casas alugadas, sempre muito distantes umas das outras. Em 1922, foi criada a primeira delas, chamada de "escolinha do quilômetro 32", em um grande casarão colonial localizado em uma chácara às margens do Rio Barueri-Mirim, de propriedade de Hipólita Santana de Figueredo. A primeira instituição de ensino oficial foi o Instituto José Manuel da Conceição (que encerrou suas atividades em 1970), tendo sido inaugurado por missionários presbiterianos estadunidenses em 8 de fevereiro de 1928.[21][22]

Nos anos 1930, foi constituída a primeira instituição pública de ensino: a "Escolhinha Mista da parada Jandira". Na década de 1950, Jandira ganha mais 2 escolas, sendo a última um galpão de madeira localizada na praça Nilo de Andrade Amaral (hoje praça Anielo Gragnano). Essa escola era a mais importante do distrito, recebendo o nome de "Grupo Escolar Professor Vicente Themudo Lessa". Em 1966, o Grupo Escolar já estava saturado, sendo necessária a construção de um anexo no jardim das Palmeiras, até a construção do Centro Educacional de Jandira (atual EE Professor Vicente Themudo Lessa) em 12 de novembro de 1972.[23]

Hoje, Jandira conta com 14 escolas estaduais, 15 escolas municipais, uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ("Escola SENAI Professor Vicente Amato CFP 1.27", fundada em 25 de maio de 1994 [24][25]), uma unidade da Escola Técnica Estadual (instalada no prédio Harper, construído originalmente para o Instituto J.M.C. na década de 1940)[26], um polo da Universidade Aberta do Brasil[27][28] e uma instituição particular de ensino superior (Faculdade Eça de Queiroz).[29][30]

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)[editar | editar código-fonte]

Através do IDEB, o governo federal pode avaliar a qualidade do ensino público nos municípios do Brasil. Os números de Jandira no IDEB são[31]:

4ª série / 5º ano[editar | editar código-fonte]

Ano Ideb observado Meta
2005 4,2 -
2007 4,6 4,2
2009 4,7 4,6
2011 4,5 5,0
2013 4,8 5,2

8ª série / 9º ano[editar | editar código-fonte]

Ano Ideb observado Meta
2005 3,7 -
2007 3,7 3,7
2009 3,8 3,9
2011 4,0 4,2
2013 4,0 4,6

Saúde[editar | editar código-fonte]

Apesar da chegada de novos moradores a região, os serviços de saúde tiveram uma lenta evolução. Até meados da década de 1960 era comum que pessoas gravemente enfermas fossem transportadas (de automóvel, trem e até carro de boi) para postos de saúde em Barueri ou hospitais em Osasco (como o Cruzeiro do Sul[32]) e até mesmo São Paulo (caso do Hospital Sorocabana- exclusivo para os funcionários da ferrovia e seus familiares[33]).

A rede de atendimento de saúde de Jandira só seria criada após a emancipação do município. Nos anos 1970 surgem o pimeiro posto de saúde público e o hospital. Atualmente a cidade conta com 1 hospital, 1 pronto socorro, 1 policlínica, 1 unidade de saúde especializada, 2 farmácias populares e 9 postos de saúde.[34]

Hospital de Jandira[editar | editar código-fonte]

Com o crescimento da população na década de 1970, a necessidade da ampliação da rede de atendimento de saúde,composta até então por um único posto de saúde torna-se essencial para o futuro do município (que até a década de 1980 não tinha pronto socorro e hospital).[35] No final da década, a prefeitura desapropria as instalações do extinto Instituto J.M.C. e as transforma em repartições públicas. Uma dessas instalações é reformada e transformada em hospital e maternidade e inaugurada no início da década de 1980.[36] Por conta da cidade possuir poucos recursos, o hospital passa a atender seus pacientes de forma precária. A situação se agrava após indícios de corrupção surgirem na imprensa.[37][38] Em 1995, as péssimas condições provocam a interdição do hospital. A partir desse momento, as condições do hospital levariam a sucessivas interdições e reformas da edificação.[39]

Recentemente, o governo do estado prometeu investir na construção de um novo hospital para substituir o atual, considerado durante a década de 1990 um dos piores do estado.[40]

Infraestrutura e Transporte[editar | editar código-fonte]

Estação Jandira.

O distrito de Jandira contava com rústicas estradas de terra batida, muitas das quais abertas por Henrique Sammartino desde sua chegada em 1912, onde carros de boi exerciam a função de transporte da produção dos sítios da região para ser comercializada na estação de Barueri. Com o crescimento da extração de lenha para as locomotivas a vapor da Estrada de Ferro Sorocabana, os carros de boi passaram a transportar lenha para a estação de Barueri, até março de 1925, quando a Sorocabana instalou um posto telegráfico no distrito. Dois anos depois, a Sorocabana iniciou a construção de uma estação (inaugurada em 20 de março de 1931) e de um desvio, em terreno doado por Henrique Sammartino, para transportar lenha, a produção agrícola e tijolos de sua olaria. Esse desvio mais tarde seria desmontado e sua área se tornaria a parte inicial da 1ª rua do distrito, a Rua Conceição Sammartino.

Na década de 1940, inicia-se um tímido crescimento urbano que iria se intensificar nas 3 décadas seguintes. Algumas imobiliárias começaram a lotar as áreas do pequeno distrito, sendo que em 1946 chega a Jandira o primeiro topógrafo, José Albino Pereira, que inicia a demarcação de ruas e loteamentos. Nessa mesma época, começam a aparecer os primeiros automóveis e caminhões (que iriam substituir os carros de boi) que assim impulsionam a abertura de novas ruas. Nos anos 1950, é inaugurada, pela Sorocabana, a estação Coração de Jesus (atual estação Sagrado Coração). Entre 1948 e 1956, a Light instala a rede elétrica no distrito.

Com a emancipação político-administrativa de Jandira em 1964, a cidade ganha uma nova estação ferroviária (construída em 1962), além de um departamento de trânsito: o Serviço Municipal de Estradas de Rodagem de Jandira. A construção da Autopista Oeste (atual rodovia Castelo Branco) impulsionou o crescimento industrial do município. Até 1972, Jandira não possuía rede telefônica o que obrigava seus moradores se utilizarem dos telefones públicos de Barueri. Em 20 de dezembro de desse ano, é inaugurado pela Companhia Telefônica Brasileira o primeiro telefone da cidade, localizado na praça Aniello Gragnano, sendo inaugurada posteriormente pela Telesp (atual Telefonica) a central telefônica de Jandira, ao lado da escola estadual professor Vicente Themudo Lessa.

Em 1973, é inaugurada, pelo estado, a Via de Acesso SP-032/280 "João de Góes", ligando a rodovia Castelo Branco ao município. Em 1977, a empresa Benfica Barueri Transporte e Turismo inicia a operação das linhas de ônibus municipais, partindo da praça Anielo Gragnano para os bairros de Sagrado Coração, Jardim Gabriela e Parque Santa Tereza. Em 1976, é inaugurada, pelo governo do estado, a rede de abastecimento de água além de um reservatório localizado no Jardim Sorocabano, capaz de atender a maior parte da cidade. O restante da cidade, incluindo o distrito industrial do Jardim Alvorada recebeu a rede de abastecimento de água em abril de 1983.

Nos anos 1980, é construída a Via Expressa Mauri Sebastião Barufi ligando Jandira a Itapevi, o centro de Jandira é reorganizado com a inauguração dos novos prédios das estações Jandira em 1983 e Sagrado Coração (em 1987) e do Terminal Rodoviário Intermunicipal em 1986 (atualmente denominado Reverendo Virgílio dos Santos Rodrigues).

Apesar desses avanços, o acesso à rodovia Castelo Branco e ao distrito industrial era feito utilizando-se a passagem de nível sobre os trilhos da ferrovia, o que ocasionava muitos acidentes. Com isso, é iniciada a construção de um viaduto sobre os trilhos da Fepasa em 1988, sendo concluídas as obras 10 anos depois. Nos anos 1990, a cidade inaugura a estrada intermunicipal Barueri–Itapevi, localizada na região sul de Jandira, e a subestação de eletricidade Sagrado Coração, da Eletropaulo, que garante o abastecimento elétrico na cidade. No projeto da estrada intermunicipal, estava incluída a construção de um novo terminal intermunicipal de ônibus que iria ser concluído em 2002.

Cidadãos Ilustres[editar | editar código-fonte]

  • José Albino Pereira - Loteador, Emancipador
  • Nicanor Filadelfo Pereira - Primeiro presidente da câmara (deu posse ao primeiro prefeito)
  • Anthero de Godoy Filho (Biguá) repórter fotográfico
  • Padre Angelo Bertolli - religioso católico
  • Pastor Samuel Rodrigues dos Santos - religioso evangélico
  • Waldomiro da Silva Prado - Jornalista, escritor, historiador
  • Leopoldino dos Santos - Orador, político
  • Nicolau Maevsky - Emancipador
  • Manoel Alves dos Santos - Emancipador

Comunicação e imprensa[editar | editar código-fonte]

O município possui 5 veículos de comunicação social:

  • Jornal Folha de Jandira - Quinzenal - (www.folhadejandira.com.br)
  • Informativo da Prefeitura de Jandira - semanal
  • Jornal Imprensa - Quinzenal
  • Radio Comunitária Astral FM 87,5 - 24h
  • Jornal A Comunidade - Mensal

Rodovias e estradas de acesso[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Vista do condomínio Belas Artes no Centro
Vista do condomínio Belas Artes no Centro
  • Açude Velho
  • Altos De São Fernando
  • Centro
  • Chácara do Peroba
  • Infant's Garden
  • Jardim Alvorada
  • Jardim Antônio Porto
  • Jardim Belmont
  • Jardim Bolívia
  • Jardim Brotinho
  • Jardim Centenário
  • Jardim Cristino
  • Jardim Esmeralda
  • Jardim Europa
  • Jardim Gabriela
  • Jardim Heneide
  • Jardim Jandira
  • Jardim Lindomar
  • Jardim Mackenzie[41]
  • Jardim das Margaridas
  • Jardim Do Golf 1
  • Jardim Marília
  • Jardim Masé
  • Jardim Mercúrio
  • Jardim Nossa Senhora de Fátima
  • Jardim Novo Horizonte
  • Jardim Patrícia
  • Jardim Rosa Emília
  • Jardim São João
  • Jardim São Luiz
  • Jardim São Nicolau
  • Jardim São Paulo
  • Jardim Sorocabano
  • Jardim Stella Maris[42]
  • Mirante de Jandira
  • Nova Higienópolis
  • Núcleo Micro Industrial Presidente Wilson
  • Parque Nova Jandira
  • Parque Santa Tereza
  • Parque Iglesias
  • Parque dos Lagos
  • Sagrado Coração[43] - Um dos bairros mais antigos de Jandira , dispõe da Estação Sagrado Coração da CPTM.
  • Velho Sanazar
  • Vila Analândia
  • Vila Anita Costa
  • Vila Dolores
  • Vila Eunice[41]
  • Vila Ferraz
  • Vila Godinho
  • Vila Ipê[44] - Possui o Centro de Referência da Mulher " Josefa Pereira de Oliveira".
  • Vila Jandira
  • Vila Lucinda
  • Vila Márcia
  • Vila Mercedes
  • Vila Ouro Verde
  • Vila Popi
  • Vila Rolim
  • Vila Santo Antônio
  • Vila Santa Rosa
  • Vale do Sol
  • Vila da Amizade
  • Vila da Pedreira
  • Vila Industrial[41]

Fotos da Praça central de Jandira no Natal de 2014[editar | editar código-fonte]

Lista de governantes[editar | editar código-fonte]

Lista de subprefeitos[editar | editar código-fonte]

Jandira foi distrito de Cotia até 28 de fevereiro de 1964. Os subprefeitos do distrito foram:

  1. José de Albuquerque (1949-1952)
  2. José Alípio Sampaio (1952)
  3. Joaquim Nicolau Salum Filho (1952-1956)
  4. Anthero Correia de Godoy (1956-1958)
  5. João Ribeiro (1958-1962)

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  1. Oswaldo Sammartino (1965-1969)
  2. Clécio Soldé (1969-1973)
  3. Alan Kardec Roberto de Albuquerque (1973-1977)
  4. Dorvalino Abílio Teixeira (1977-1983) Foi assassinado a tiros 4 meses após o término de seu mandato. Teixeira levou dez tiros quando chegava em casa.
  5. José Roberto Piteri (1983-1988)[nota 1]
  6. Walderi Braz Paschoalin (1988-1992)
  7. José Roberto Piteri (1993-1996)
  8. Walderi Braz Paschoalin (1997-2000)
  9. Paulo Henrique Barjud (2001-2004)
  10. Paulo Henrique Barjud (2005-2008)
  11. Walderi Braz Paschoalin (2009-2010)[nota 2] Durante seu governo foi assassinado a tiros quando chegava à rádio Astral FM.
  12. Anabel Sabatine (2010-2012)[nota 3]
  13. Geraldo Teotônio da Silva "Gê" (2013-2016)
  14. Paulo Fernando Barufi da Silva (2017 - Atualmente)

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 108 436

  • Urbana: 108 436
  • Rural: 0
  • Homens: 53 105
  • Mulheres: 55 331

densidade demográfica (hab./km²): 5 246,11 Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,62 Expectativa de vida (anos): 71,35 Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,58 Taxa de alfabetização: 93,37% Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,801

  • IDH-M Renda: 0,720
  • IDH-M Longevidade: 0,772
  • IDH-M Educação: 0,911

(Fonte: IPEADATA)

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Em 1986, foram adiadas as eleições municipais em vários municípios do Brasil, sendo que os governantes tiveram dois anos acrescidos em seus mandatos.
  2. Foi assassinado em Jandira, em 10 de dezembro de 2010.
  3. Vice-prefeita eleita em sufrágio universal, assumiu o cargo em virtude do assassinato do então prefeito Walderi Braz Paschoalin

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017. 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 1 de fevereiro de 2011. 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 1º de julho de 2017». Estimativa populacional 2017. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2017. Consultado em 31 de dezembro de 2017. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013. 
  6. a b «Produto interno bruto do municipio de jandira». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  7. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017. 
  8. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2017 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PRADO, Waldomiro da Silva; Jandira- Memória de uma cidade Jandira: editora Empresa das Artes, 1991.
  • PEREIRA, Nicanor; Jandira favo de mel- crônicas, poesia, relatos Jandira: editora Ottoni,2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]