Correio Paulistano

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O Correio Paulistano foi um jornal brasileiro, do estado de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Lançado em junho de 1854, foi o primeiro jornal diário publicado paulista e o terceiro do Brasil. Teve como fundador o proprietário da Tipografia Imparcial, Joaquim Roberto de Azevedo Marques, e como primeiro redator Pedro Taques de Almeida Alvim.

O jornal nasceu liberal e teve posições avançadas, em sua época. Posteriormente, foi atrelado ao Partido Conservador e, após a criação do Partido Republicano Paulista (PRP), passou a ser seu órgão oficial, em junho de 1890. Durante o período imperial foi um forte formador de opinião pública. Notabilizou-se pela defesa da abolição da escravatura e da causa republicana. Mais tarde, apesar de ser dirigido e sustentado por oligarcas tradicionalistas, foi o único, entre os grandes jornais de São Paulo, a apoiar a Semana de Arte Moderna de 1922, reconhecendo o vanguardismo do movimento modernista - enquanto os demais jornais da época se referiam aos modernistas como "subversores da arte", "espíritos cretinos e débeis" ou "futuristas endiabrados". A presença de Menotti del Picchia na redação - ou Helios como costumava assinar a sua Chronica Social é fundamental para entender o apoio do jornal à Semana. O Correio Paulistano também se posicionou contra o governo Vargas, sendo por isso empastelado por diversas vezes, durante anos.[1]

A sede do jornal, onde operavam seus setores editorial e gráfico, ficava no centro histórico da cidade de São Paulo, na esquina da rua Líbero Badaró com o Largo de São Bento. A sofisticação arquitetônica do prédio, assim como sua localização, era um indicador da prosperidade dos seus proprietários. Por muitos anos, o papel utilizado na impressão de jornais - então importado - era popularmente conhecido como papel CP, sendo a sigla alusiva à abreviatura do Correio Paulistano. [carece de fontes?]

A oligarquia paulista, que dirigia o PRP, transmitia seus ideais através do jornal, foi derrotada na revolução de 1930, o que também afetou o Correio Paulistano.[2] O jornal foi fechado até 1934, por ordem de Getúlio Vargas. As oficinas foram incorporadas ao patrimônio do Estado. Daí em diante, o jornal teve vários proprietários, até ser definitivamente fechado em 1963.[nota 1] Os últimos anos de existência do jornal foram um longo processo de decadência financeira e consequente perda de relevância empresarial e editorial.

O Correio Paulistano retornou nos anos de 1980 com José Carlos Gutierrez.[carece de fontes?] Entre 7 de setembro de 2005 e junho de 2007, o "Correio Paulistano" voltou a circular na cidade de São Paulo com uma tiragem mensal de 10 mil exemplares nas regiões centrais e Leste da cidade. O Correio Paulistano voltou a circular com o trabalho de um Conselho Editorial montado pelos jornalistas José Carlos Gutierrez, Acácia Gutierrez, Fábio Pereira Cavalcante e Moacyr Victor Minerbo.[carece de fontes?], diagramado por Daniela Teles e contando com o departamento comercial formado pelo lendário publicitário Renato Pires, aos 80 anos e, numa segunda fase, Francisca Puyol (conhecida por Paquita), sendo um formato de um tabloide com doze páginas. Circula basicamente na região leste e centro da cidade de São Paulo.[carece de fontes?]

Notas

  1. A coleção completa do jornal Correio Paulistano encontra-se disponível para consulta e pesquisa no Arquivo do Estado de São Paulo. A consulta em microfilme compreende o período de 1854 (ano de início da publicação) a 1928. O financiamento do Center for Research Libraries contempla a microfilmagem de 1929 a 1963.[3]

Referências

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