Biritiba Mirim

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Disambig grey.svg Nota: Para pelo rio homônimo, veja Rio Biritibamirim.
Município de Biritiba Mirim
Praça Municipal de Biritiba Mirim

Praça Municipal de Biritiba Mirim
Bandeira de Biritiba Mirim
Brasão de Biritiba Mirim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 5 de maio
Fundação 1873
Emancipação 28 de fevereiro de 1964 (54 anos)
Gentílico biritibano
Prefeito(a) Jarbas Ezequiel de Aguiar (PV)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Biritiba Mirim
Localização de Biritiba Mirim em São Paulo
Biritiba Mirim está localizado em: Brasil
Biritiba Mirim
Localização de Biritiba Mirim no Brasil
23° 34' 22" S 46° 02' 20" O23° 34' 22" S 46° 02' 20" O
Unidade federativa São Paulo
Região
intermediária

São Paulo IBGE/2017 [1]

Região
imediata

São Paulo IBGE/2017

Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes 4
Norte: Guararema
Leste: Salesópolis
Sul: Bertioga
Oeste: Mogi das Cruzes
Distância até a capital 84 km[2]
Características geográficas
Área 317,406 km² [3]
População 31 793 hab. (SP: 196º) –  estimativa IBGE/2017[4]
Densidade 100,17 hab./km²
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,712 elevado PNUD/2010 [5]
PIB R$ 569 093 mil IBGE/2013[6]
PIB per capita R$ 18 663,68 IBGE/2013[6]

Biritiba Mirim[nota 1] é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Mesorregião Metropolitana de São Paulo e na Microrregião de Mogi das Cruzes. Pertence à Região Metropolitana de São Paulo, estando localizada na Zona Leste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[7] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI)[8].

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco),[9] tyba (ajuntamento).[10] e mirim (pequeno)[10]

História[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1873 a partir da construção da Capela de São Benedito, o território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A população estimada em 2017 era de 31.793 habitantes e a área é de 316,8 km², o que resulta numa densidade demográfica de 90,22 hab./km².[11]

Altitude: 780 m

Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste.

Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura).

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (média de 14 °C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.

Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo.

Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 28 575

  • Urbana: 24 525
  • Rural: 4 050
  • Homens: 14 413
  • Mulheres: 14 162

Densidade demográfica (hab./km²): 90,03

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 19,62

Expectativa de vida (anos): 69,33

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,41

Taxa de alfabetização: 83,87%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M 2010): 0,712

  • IDH-M Renda: 0,710
  • IDH-M Longevidade: 0,795
  • IDH-M Educação: 0,640

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017. 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011. 
  3. IBGE; IBGE. «Área Territorial Oficial». Consultado em 5 de abril de 2016. 
  4. «Estimativas da população 2017». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2017. Consultado em 30 de agosto de 2017. 
  5. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 5 de abril de 2016. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010 a 2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de abril de 2016. 
  7. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017. 
  8. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2017 
  9. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 338
  10. a b NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  11. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 

Notas

  1. Pelas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1945 (e referendadas pelo Acordo Ortográfico de 1990), o pospositivo mirim, do tupi mi'ri 'pequeno', não é ligado por hífen quando o primeiro elemento acaba em vogal átona, portanto o nome correto deveria ser Biritibamirim.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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